quinta-feira, outubro 29, 2020

    Tag: farroupilha

    O Maestro Negro

    Durante um longo período da nossa história, a participação do negro foi negligenciada pela historiografia oficial. Um exemplo contundente desta invisibilidade é o quadro do artista plástico Aldo Locatelli (1915-1962) que se encontra no Palácio Piratini, sede do governo do estado do Rio Grande do Sul. Nesta obra de arte estão representadas as várias etnias que participaram da formação do nosso Estado, exceto a figura do negro. Em geral, nas produções culturais à época estão presentes indígenas, ainda que de forma idealizada, lusitanos, espanhóis, imigrantes de várias procedências, porém o negro está ausente ou desempenhando um papel secundário. No Rio Grande do Sul, o historiador Dante de Laytano (1908-2000) foi pioneiro ao realizar pesquisas historiográficas voltadas à contribuição do negro na formação do povo riograndense. Carlos Roberto Saraiva da Costa Leite* via Guest Post para o Portal Geledés A capacidade de superação das adversidades, ao longo da história, é fato comprovado diante do ...

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    A história do ódio no Brasil

    por Fred Di Giacomo “Achamos que somos um bando de gente pacífica cercados por pessoas violentas”. A frase que bem define o brasileiro e o ódio no qual estamos imersos é do historiador Leandro Karnal. A ideia de que nós, nossas famílias ou nossa cidade são um poço de civilidade em meio a um país bárbaro é comum no Brasil. O “mito do homem cordial”, costumeiramente mal interpretado, acabou virando o mito do “cidadão de bem amável e simpático”. Pena que isso seja uma mentira. “O homem cordial não pressupõe bondade, mas somente o predomínio dos comportamentos de aparência afetiva”, explica o sociólogo Antônio Cândido. O brasileiro se obriga a ser simpático com os colegas de trabalho, a receber bem a visita indesejada e a oferecer o pedaço do chocolate para o estranho no ônibus. Depois fala mal de todos pelas costas, muito educadamente. Olhemos o dicionário: cordial significa referente ou próprio ...

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    Guerras dos Farrapos

    Juremir Machado da Silva: ‘muitos comemoram Revolução sem conhecer a história’

    Samir Oliveira Por Ramiro Furquim O jornalista e historiador Juremir Machado da Silva publicou em 2010 o livro “História Regional da Infâmia”, no qual relata, através de documentos, uma série de fatos pouco divulgados sobre a Revolução Farroupilha. Dentre eles, o de que ela foi financiada com a venda de negros. Nesta entrevista ao Sul21, Juremir fala sobre as constatações do livro e o processo de mitificação que se deu em cima da história da revolução. “Os republicanos positivistas tinham noção de que uma identidade se constrói a partir de um mito fundador. Era preciso uma mitologia época para construir essa unidade”, explica. Bastante criticado por expor visões “pouco gloriosas” sobre a Revolução Farroupilha – um dos principais elementos na construção da imagem do gaúcho brasileiro -, o jornalista conta que muitos historiadores deixam de pesquisar o tema por causa da repercussão negativa e hostil de seus ...

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