terça-feira, dezembro 1, 2020

    Tag: Marcha das Mulheres Negras

    Sair da Zona de Conforto

    A Marcha das Mulheres Negras foi o fato mais importante e inspirador no campo das relações raciais neste ano que caminha para o seu final. Por Helio Santos, do Brasil de Carne e Osso  Ao longo desses meses de 2015, diversas foram as vezes em que o racismo escancarou as suas garras de forma explícita na terra brasilis. É importante reconhecer que no Brasil os impedimentos étnico-raciais (discriminação, perseguição, preterimento, abusos avulsos) costumam funcionar – e bem – com base na dissimulação, artefato básico do “racismo cordial”, subproduto tardio da “Democracia Racial”. Não estou aqui sugerindo que prefiro as garras explícitas do racismo – eu batalho contra ele em quaisquer de suas “mil caras” que vêm como num calidoscópio; para cada contexto tem-se uma faceta nova. Sou do tempo em que os anúncios de emprego, ao requisitar uma simples datilógrafa – eu juro que havia essa especialização –, exigiam “Boa Aparência”. ...

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    Marchamos porque sabemos que as transformações não virão como presentes

    Somos 25% da população brasileira. Somos 202 milhões de brasileiros. Somos 50,5 milhões de mulheres negras. Um quarto da população brasileira é composta por mulheres que se autodeclaram negras e pardas. Agora, todos nós, juntos, imaginemos se 1% destas mulheres após alguns anos de organização resolvessem, não por acaso, sair de seus Estados de origem para se encontrar no dia 18 de novembro, às 11h, em Brasília? Após tantas contas - fica fácil - teríamos, no mínimo, 50 mil mulheres negras reunidas e, cá entre nós, 50 mil mulheres, negras ou não, é um número considerável, não é mesmo? É gente, muita gente! Poxa, gente, quanta gente. Por Renata Martins Do Brasil Post Pelo menos era o que eu achava; que essas gentes, eram gentes em quantidades a estremecerem os meios de comunicação, mas, para grande mídia, não era. Só seria se fossem 50 mil torcedores em final de campeonato. Por ...

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    Dandara vive – por Maria Carolina Trevisan

    Com a mesma força com que lutou e resistiu Dandara, a companheira de Zumbi dos Palmares, a histórica Marcha das Mulheres Negras levou milhares de mulheres à capital do país. A manifestação pauta as demandas do movimento de mulheres negras para os próximos 20 anos e mostra que é preciso um novo pacto civilizatório. São as Dandaras de hoje. Reportagem: Maria Carolina Trevisan Fotos: Vinícius Carvalho / Vídeo: Mídia Ninja Especial para Jornalistas Livres A Marcha das Mulheres Negras avançava lentamente em direção ao Congresso Nacional levando cerca de 15 mil pessoas pelas avenidas de Brasília (DF). Na linha de frente, em respeito à ancestralidade que ancora as religiões de matriz africana, estavam as mulheres mais velhas, abrindo os caminhos sob a proteção dos orixás. Vestiam seus trajes sagrados. Ao apontar na beira do gramado da Esplanada dos Ministérios, as senhoras entoaram em coro o “Canto das três raças”, canção ...

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    O conferencismo e o marchismo como formas de lutas políticas

    Aconteceu em Brasília, em 18 de novembro, a Marcha das Mulheres Negras contra o Racismo e a Violência e pelo Bem Viver 2015, com cerca de 50 mil participantes, evento tecido durante três anos. É a primeira marcha das negras brasileiras. Por: Fátima Oliveira, do O TEMPO Ocorrerá em Brasília, de 1º a 4 de dezembro próximo, a 15ª Conferência Nacional de Saúde, sob o tema “Saúde pública de qualidade para cuidar bem das pessoas”, que tem como eixo o “direito do povo brasileiro”; “contará com 4.322 participantes, sendo 3.248 delegadas(os), 976 convidadas(os) e 98 por credenciamento livre”. Usarei os dois eventos para algumas especulações sobre as conferências de saúde e a validade hoje em dia das “marchas políticas” como instrumentos de reivindicação e pressão, que farei em outro artigo; mas adianto que a grande vitória da marcha não foi ela em si, mas as mobilizações que a prepararam, deixando um ...

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    Dandara vive

    Os pés negros e ressecados, dedos esfolados e as unhas comidas pela correria daquele dia. O coração, que batia impulsionado pelo estresse, podia ser ouvido a poucos metros. Por Jandira Feghali Do Brasil Post Em meio ao silêncio das matas do século XVII, a guerreira quilombola Dandara se jogava no vazio de um penhasco brasileiro. Dois anos antes da morte trágica de Zumbi, seu marido. É o nome de Dandara que ecoou por Brasília esta semana. É o nome dela e de tantas outras guerreiras negras que a Marcha Nacional das Mulheres, articulada há dois anos por inúmeros movimentos sociais e trabalhadoras, transbordou emoção e energia na principal via asfaltada no Plano Piloto da capital. Dez mil mulheres entoaram cantigas afro, rezas tradicionais e palavras de ordem no trajeto até o Congresso Nacional. Apesar de avanços em políticas públicas como cotas e o Estatuto da Igualdade Racial, garantidos nos governos Lula ...

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    Escritora Cidinha da Silva (Foto: Elaine Campos)

    Para onde caminha a Marcha das Mulheres Negras. Por Cidinha da Silva

    A previsão do tempo indicava chuva em Brasília, mas a Senhora das Tempestades e o Senhor dos Trovões, donos das quartas-feiras, seguraram as águas e os raios. Deixaram o Sol conduzir a Marcha das Mulheres Negras Contra o Racismo, a Violência e Pelo Bem Viver. Por Cidinha da Silva Do DCM Depois de mais de três anos de mobilização e articulação política, mudanças na data de realização, e muito, muito trabalho, 50 mil mulheres negras, segundo a organização da manifestação, ocuparam as ruas da capital federal reivindicando cidadania plena. O ato representou as negras que compõem 25,5% da população geral, em marcha para amplificar a necessidade de erradicar os vetores principais que impedem essa plenitude, o racismo e a violência. O ritmo cadenciado da Marcha foi marcado pelos passos firmes de mulheres que brotam do campo e das cidades, das águas e das florestas, dos quilombos rurais e urbanos, das favelas ...

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    Natália Alves: “Quando olhei para o lado, um homem de revólver em punho, atirando, bem na minha frente; dava para sentir o impacto do tiro no chão”

    OS FASCISTAS DE HOJE ATIRARAM NAS MULHERES NEGRAS! Por Natália de Sena Alves  Do Vi o mundo Hoje participei da Marcha das Mulheres Negras em Brasília, organizada por milhares de mulheres lutadoras contra o racismo, a violência e pelo bem viver. Foi um lindo e emocionante ato, que reuniu mais de 20 mil mulheres de todos os cantos do país. Ao final do ato, chegamos na frente do Congresso Nacional e nos deparamos com o tal acampamento pró-impeachmant, onde vimos algo que ia além do exercício do direito de manifestação. Verdadeiros atos de incitação ao crime estão sendo praticados ali: uma forca com um boneco de Lula vestido de presidiário sendo enforcado; dois caixões com bonecos de Lula e Dilma, simulando um funeral; e um enorme boneco inflável de um militar, utilizado para simbolizar o pleito por intervenção militar. Fiquei bastante impactada e impressionada de ver a tranquilidade com que estes tais “militantes” ...

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    Mulheres negras querem mais espaço na política

    Um dia após a Marcha das Mulheres Negras, que reuniu cerca de 30 mil pessoas em Brasília,as participantes da caminhada contra o racismo e a violência cobraram mais protagonismo político e visibilidade durante audiência pública promovida nesta quinta-feira (19) pela Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa do Senado (CDH). Do Senado O fim do racismo e do sexismo reproduzidos nos veículos de comunicação e mais participação de negros em cargos de direção de órgãos públicos também foram reivindicações feitas durante o debate. Segundo Clátia Regina Vieira, coordenadora da marcha, o conservadorismo do Congresso Nacional impede o avanço de políticas públicas e leis que permitam mais ascensão social dos negros. — Temos um Legislativo hoje que tem, em suas ações, nos excluído, nos prejudicado e nos deixado à margem. Não vamos mudar a vida das mulheres negras, a vida do povo negro, se não ocuparmos cadeiras no Legislativo —avaliou. Mesmo ...

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    A Marcha foi das Mulheres Negras. Não teve conflito entre militantes e sim agressão às mulheres por um soldado e machões lambe-botas

    Vejam só,eu estava lá, tive que ajudar a conduzir as chamada do carro de som para encerrar a marcha com Jacira Silva ao lado e, no solo a Luiza Junior . por Dulce Pereira no MamaPress Não houve confusão entre militantes. Houve agressão às mulheres pelo soldado e outros homens. Posteriormente, várias mulheres e alguns homens solidários se envolveram. A Marcha foi linda e o pós-Marcha exigirá planejamento para que se cumpra,  o legado da proposta de bem viver, que as mulheres negras deixam para o Brasil.

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    Dilma reafirma compromisso com a luta das mulheres negras

    Presidenta salientou que luta das mulheres é contra o racismo, a violência e a desigualdade social e de gênero no Brasil.gov A presidenta Dilma Rousseff escreveu no Twitter nesta quarta-feira (18) sobre o encontro que teve com um grupo de mulheres que esteve em Brasília para a primeira edição da Marcha das Mulheres Negras. Dilma salientou que a luta das mulheres é contra o racismo, a violência e a desigualdade social e de gênero, pauta que o governo tem assumido. “Reafirmei nosso compromisso com o combate ao racismo, contra a violência e pela garantia de direitos e oportunidades às mulheres negras”, escreveu. A presidenta parabenizou o movimento e disse se solidarizar com as milhares de mulheres de todo o País que se reuniram na Marcha. “Temos a responsabilidade de aperfeiçoar nossas políticas de promoção da igualdade racial, contra violência e pela valorização da mulher”, finalizou.  

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    Mulheres negras em marcha: racistas não passarão!

    Na semana da Consciência Negra, cerca de 50 mil mulheres negras de todo o Brasil vieram à capital do país para a Marcha das Mulheres Negras contra o racismo, a violência e pelo bem viver. Pertencentes a diversas tribos, idades, religiões, movimentos sociais e organizações locais, viajaram horas de ônibus, enfrentaram a pouca estrutura disponibilizada pelos governos e o céu nublado de Brasília para pedir por educação, saúde, segurança e justiça, pautas detalhadas na Carta das Mulheres Negras 2015. Artigo de Carmela Zigoni, assessora política do Inesc. Fotos: Mídia Ninja. Guerreiras em luta desde sempre, as mulheres negras e suas crianças chegaram ao Congresso Nacional e foram surpreendidas com uma situação absurda: tiveram que enfrentar bombas e tiros de manifestantes “pro impeachment” e “pro intervenção militar” que estão acampados há meses, um cenário de terror e pânico em que por sorte (?) não aconteceu uma tragédia. Simbolismo do horror, essas mães e trabalhadoras, ...

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    CDH fará audiência pública sobre situação da mulher negra

    A Comissão de Direitos Humanos (CDH) fará audiência pública interativa, na quinta-feira (19), às 10h30, sobre a situação da mulher negra. A audiência contará com o apoio da Secretaria da Mulher da Câmara dos Deputados e da Procuradoria da Mulher do Senado Federal. Do Senado Para a senadora Regina Sousa (PT-PI), que sugeriu a audiência, é preciso tomar cuidado com o preconceito silencioso ou com as formas implícitas de racismo. — Não se resolve o preconceito com uma lei. Isso envolve todo um processo de educação, e o debate faz parte desse processo — afirmou a senadora. Foram convidadas para audiência a deputada Benedita da Silva (PT-RJ); a secretária substituta de Políticas de Ações Afirmativas do Ministério das Mulheres, da Igualdade Racial e dos Direitos Humanos, Luciana Ramos; e Maria das Dores do Rosário Almeida, representando a Articulação de Organizações de Mulheres Negras Brasileiras. Também estão na lista de convidadas ...

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    19 imagens que mostram a força e a grandeza da 1ª Marcha das Mulheres Negras no Brasil

    "A nossa luta é todo dia contra o machismo, racismo e homofobia." Esse é um dos gritos entoados ao som da bateria pelas mulheres negras de todo o País que se reuniram nesta quarta-feira (18), em Brasília, na 1ª Marcha Nacional das Mulheres Negras. no HuffPost Brasil As manifestantes saíram da região central da cidade em direção à Praça dos Três Poderes às 9h. Pela manhã, a organização estimou que dez mil pessoas estavam presentes na marcha. Já a Polícia Militar do Distrito Federal falou em quatro mil pessoas. No começo da tarde desta quarta-feira (18), a organização informou ao HuffPost Brasil que 20 mil pessoas estavam presentes e a PM estimava dez mil manifestantes. "Nossa marcha é pelo bem viver, por reconhecimento, por participação das mulheres negras. Contra o machismo e o racismo", ressaltou Marcelle Esteves, uma das organizadoras do evento. leia também: Carta das Mulheres Negras 2015 Esta é a primeira vez ...

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    Tumulto na Marcha das Mulheres Negras foi racismo, afirma militante

    Secretária de Combate ao Racismo da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação e militante do movimento negro, Iêda Leal considerou racismo o tumulto no início da tarde de ontem (18) entre participantes do acampamento dos movimentos pró-impeachment e as militantes da Marcha das Mulheres Negras em frente ao Congresso. por Ana Cristina Campos no Ceert A confusão causou pânico e terminou com a detenção de dois policiais civis que deram tiros para o alto. “Nós chamamos isso de racismo. Queremos punição para as pessoas que agrediram não uma mulher negra, agrediram 50 mil mulheres que participavam da marcha para dizer que nós não aguentamos mais esse tipo de violência. A organização do evento vai fazer um boletim de ocorrência e buscar justiça pelo que houve”, afirmou Iêda, após reunião de representantes da marcha com a presidenta Dilma Rousseff no Palácio do Planalto. Segundo a militante, o conflito na marcha não entrou na pauta ...

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    Em marcha histórica, mulheres negras atropelam racistas em Brasília

    O dia 18 de novembro de 2015 foi um marco na história pela igualdade racial no Brasil. Milhares de mulheres negras, quilombolas, indígenas e yalorixás abriram a primeira edição da Marcha das Mulheres Negras, em Brasília, e denunciaram na capital federal a intolerância religiosa e o racismo. Por Walber Pinto, da CUT Nacional Fotos Lidyane Ponciano Diante do Congresso Nacional, mesmo com provocação dos golpistas que pedem a volta da ditadura militar e estão acampados na Esplanada dos Ministérios, a marcha não se intimidou e seguiu em resistência. O evento teve início às 9h, no Ginásio Nilson Nelson, e seguiu até o Congresso Nacional. Eram turbantes, tranças e as cores da África, que marcavam a identidade da manifestação e ajudavam a dar corpo ao grito pelo fim do extermínio da juventude negra, contra a maioridade penal, pelos direitos das mulheres e por mais políticas públicas voltadas para negras. A marcha também ...

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    Carta das Mulheres Negras 2015

    Marcha das Mulheres Negras 2015 contra o Racismo e a Violência e pelo bem viver como nova Utopia Nós, mulheres negras do Brasil, irmanadas com as mulheres do mundo afetadas pelo racismo, sexismo, lesbofobia, transfobia e outras formas de discriminação, estamos em marcha. Inspiradas em nossa ancestralidade somos portadoras de um legado que afirma um novo pacto civilizatório. Somos meninas, adolescentes, jovens, adultas, idosas, heterossexuais, lésbicas, transexuais, transgêneros, quilombolas, rurais, mulheres negras das florestas e das águas, moradoras das favelas, dos bairros periféricos, das palafitas, sem teto, em situação de rua. Somos trabalhadoras domésticas, prostitutas/profissionais do sexo, artistas, profissionais liberais, trabalhadoras rurais, extrativistas do campo e da floresta, marisqueiras, pescadoras, ribeirinhas, empreendedoras, culinaristas, intelectuais, artesãs, catadoras de materiais recicláveis, yalorixás, pastoras, agentes de pastorais, estudantes, comunicadoras, ativistas, parlamentares, professoras, gestoras e muitas mais. A sabedoria milenar que herdamos de nossas ancestrais se traduz na concepção do Bem Viver, que funda ...

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    Manifesto da Frente de Mulheres Negras de Campinas

    A Frente de Mulheres Negras de Campinas começou a ser construída no dia 25 de julho de 2015, quando reunidas na Casa de Cultura Tainã, nós, mulheres negras de diferentes coletivos, organizações, entidades e movimentos sociais pactuamos construir ações permanentes de combate e erradicação do racismo, machismo, sexismo e pobreza. Por Frente de Mulheres Negras de Campinas  via Guest Post para o Portal Geledés Entre as ações, deliberamos a participação na Marcha Nacional de Mulheres Negras – 18 de novembro de 2015 – e pensamos o quanto seria interessante sintetizarmos uma posição das mulheres de Campinas, no sentido de contribuir para o debate do que é o “Bem-Viver”, que está diretamente ligado às nossas questões interseccionadas entre raça, gênero e classe. A partir daí, nossa proposição foi a de estabelecer um debate amplo e autogestado com mais mulheres negras que hoje integram a FRENTE: coletivos e movimentos sociais dos municípios de São Paulo, ...

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