quinta-feira, maio 21, 2020

    Tag: Rio de Janeiro

    Foto: Bruno Itan

    Mesmo na quarentena, PM do Rio segue cobrando vidas na periferia

    Nota Pública, Violência Institucional O assassinato do menino João Pedro Mattos, no contexto de uma ação conduzida pela Polícia Militar do Rio de Janeiro, é mais um capítulo do que diversas organizações e movimentos sociais vêm chamando de “banho de sangue racista” provocado pela política de segurança do governador Wilson Witzel contra as periferias do Estado fluminense. A Conectas repudia fortemente a ação e presta solidariedade à família do adolescente. Com apenas 14 anos, João Pedro brincava ontem (18) com amigos e familiares em sua própria residência, em São Gonçalo, região metropolitana do Rio, quando a PM invadiu o lugar em busca de supostos traficantes. Segundo relatam os jornais, o menino foi atingido na barriga por um tiro de fuzil. Socorrido pelo helicóptero da polícia, a família passou a madrugada em busca de informações sobre o paradeiro do garoto, até encontrar seu corpo na manhã desta terça-feira (19) no IML (Instituto ...

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    (Foto: Getty Images)

    No Rio, Covid-19 mata mais na Zona Oeste e em trecho da Zona Norte; veja números

    "Eu estou aqui no banheiro, sozinha. Não tem ninguém para empurrar a cadeira. Eu vim andando para o banheiro. Se você estivesse aqui, eles deixavam. Filha, eu estou naquela cadeira. Filha, me ajuda". A suplica ofegante, através de mensagem de voz, é de Verônica Maria de Lima, moradora da Maré, de 44 anos, que estava com o celular quando foi internada pela manhã no Hospital municipal Evandro Freire, na Ilha do Governador. Naquele 23 de abril, Tainá de Lima da Silva encontrou a mãe caída no chão. A transferência da paciente, em estado grave, da cadeira de rodas para um leito, só aconteceu à noite. Verônica morreu três dias depois, com suspeita de Covid-19. Uma confirmação que nunca virá, pois não fez o teste para identificar se tinha contraído a doença. Um direito dado apenas a doentes considerados muito graves internados em unidades públicas do Rio. Ou a quem tem ...

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    Campanha de informação sobre o coronavírus nas paredes das comunidades (Foto: Reprodução/ Frente de Mobilização da Maré)

    Movimentos de favelas organizam plano de ação e reivindicam compromisso público no Rio de Janeiro

    Numa iniciativa que envolveu ativistas das pelo menos cinco comunidades espalhadas no território do Rio de Janeiro e pesquisadores das áreas de Saúde Coletiva; Direitos Humanos e Ciências Sociais, foi lançado na manhã de 1º de Maio o Plano de Ação Covid nas Favelas do Rio de Janeiro: uma catástrofe a ser evitada. A ação foi capitaneada por Richarlls Martins e Cunca Bocayuva, docentes do do Núcleo de Estudos de Políticas Públicas em Direitos Humanos da Universidade Federal do Rio de Janeiro (NEPPDH/UFRJ); Luciana Correa Lago, docente do Núcleo Interdisciplinar para o Desenvolvimento Social (NIDES/UFRJ) e Marcelo Burgos, docente do Departamento de Ciências Sociais da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (DCS/PUCRJ) juntamente com as lideranças Eliana Sousa, coordenadora da Rede da Maré; Itamar Silva, articulador social do Dona Marta; Magda Gomes e Leandro Castro, coordenadores do A Rocinha Resiste; Alan Brum, secretário executivo do Instituto Raízes em Movimento ...

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    (Foto: Giuseppe Cacace/AFP)

    Rio de Janeiro: na ausência do Estado, moradores do Alemão criam gabinete de crise

    Passado um mês e meio desde o início da pandemia, o Complexo do Alemão, conjunto de comunidades na zona norte do Rio, ainda tem muita gente sem acesso a direitos básicos como água. Com muitos de seus moradores em casas sem banheiro e sem pia, grande parte da população é diariamente obrigada a buscar e carregar água em baldes. Muitos trabalham como ambulantes, vendendo sacolés, água de coco e o que mais for possível vender nas praias e pontos de grande movimento de pessoas. Com o que faturam durante o dia, passam no mercadinho e compram a janta. Porém, o isolamento social, praticado ainda que parcialmente pelas camadas socioeconômicas mais favorecidas para conter a covid-19, fez o povo pobre perder suas fontes de renda. Diante da situação, as organizações Voz das Comunidades, Mulheres no Alemão em Ação e Coletivo Papo Reto se uniram para criar o Gabinete de Crise do ...

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    Médico exibe kit de teste da COVID-19 em clínica na Rocinha

    Rocinha recebe testes gratuitos de detecção para a COVID-19

    "O governo só vai testar quem está realmente muito mal. Se você testa só quem está muito mal, você não consegue monitorar o vírus, não consegue criar estratégias realmente efetivas" para conter o avanço da COVID-19, explica Pedro Berto, criador do projeto "Favela sem corona". Ex-morador da Rocinha, este estudante de administração de 29 anos captou recursos pela internet para comprar centenas de testes sorológicos e rápidos, colocando-os à disposição da comunidade. Para ser testado, o morador só precisa ir até uma clínica particular da favela e fazer um exame de sangue. O resultado sai em 24 horas. Em caso de resultado positivo para a COVID-19, se o paciente tiver sintomas leves, faz quarentena domiciliar. Mas se apresentar sintomas mais acentuados, é orientado a ir para um centro de saúde. "Tem bastante risco de expansão na comunidade porque dos testes que a gente tem feito aqui, de 40 a 50 ...

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    imagem divulgação

    “A Mangueira está ajudando a redimir Jesus”, diz pastora Lusmarina Garcia

    A escola de samba carioca Estação Primeira Mangueira nem desfilou e seu enredo “A Verdade Vos Fará Livre” já está causando uma grande discussão nas mídias sociais. Motivo: o carnavalesco Leandro Vieira resolveu refazer uma releitura histórica da vida de Jesus Cristo, projetando a sua volta para os morros cariocas, em um mundo apartado pela intolerância. Antes dos carros alegóricos da verde e rosa adentrarem a avenida Sapucaí, no Rio, Leandro convidou um grupo de diversos líderes religiosos para que pudessem conhecer e opinar sobre a sua versão do homem mais consagrado no Cristianismo, o Nazareno. Coube ao babalaô Ivanir dos Santos reunir o maior número possível de representantes de distintas religiões, em sua maioria cristãos, para visitar os barracões da Estação Primeira. Estiveram lá a pastora Lusmarina Garcia (teóloga luterana), o reverendo Daniel Rangel (Paróquia Anglicana de Todos os Santos), frei Tata, a reverenda Inamar Corrêa de Souza (da ...

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    Uma funerária chamada Brasil: como políticas de segurança promovem mortes

    A cena se repete: homens carregam um jovem baleado pelas vielas de uma favela do Rio de Janeiro. Levando o rapaz desfalecido, de pés descalços e bermuda, o grupo passa pela polícia, que não ajuda no socorro. Ouvem-se gritos de revolta que logo dão lugar ao inconfundível ruído do desespero quando uma mãe, esposa, parente, se dá conta de que aquele corpo carregado é uma parte sua. Não há lugar para a comemoração. Por Maria Carolina Trevisan, Do Blog Maria Carolina Trevisan  Policiais da Tropa de Choque da PM do Rio realizam operação na favela da Rocinha, na capital fluminense (Imagem: Wilton Junior/Estadão Conteúdo) A brutalidade policial encontra eco na sociedade, que aplaude quando um atirador de elite "abate" uma pessoa, que não se opõe às operações policiais com "caveirões aéreos" que atiram mesmo enquanto as crianças estão em aula ali embaixo. É a normalização da ...

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    Policiais acusados de estupro no Rio de Janeiro são expulsos da Polícia Militar

    O crime aconteceu no início de agosto, na comunidade do Jacarezinho, na zona norte da cidade da Agência Brasil Os quatro policiais militares acusados de terem estuprado duas mulheres e uma adolescente na comunidade Jacarezinho, na zona norte da cidade do Rio de Janeiro, foram expulsos da Polícia Militar por decisão do comando da corporação. O crime aconteceu no início de agosto. Os soldados Gabriel Machado Mantuano, Renato Ferreira Leite, Anderson Farias da Silva e Wellington de Cássio Costa Fonseca trabalhavam na Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) do Jacarezinho. Por meio de nota, a Polícia Militar informou que “a conduta grave desses policiais militares, em desacordo com os ensinamentos recebidos durante a formação, atentou contra o sentimento de dever e decoro da classe. A ocorrência deste crime, por agentes garantidores da lei, é inadmissível”. Três policiais também respondem pelo crime na Justiça, já que o Ministério Público denunciou-os por estupro. ...

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    Africanos fazem parte da alma carioca

    por Larissa Altoé O Brasil recebeu, do século XVI ao XIX, aproximadamente quatro milhões de cativos. A principal região brasileira importadora de africanos escravizados era o Sudeste, e nela se destacava a praça comercial do Rio de Janeiro, onde eles chegavam do Congo, Angola e Moçambique. Não havia lugar que se comparasse com a nossa cidade no início do século XIX em relação ao aumento da população africana e afrodescendente. Na década de 1820, havia na corte 86.323 habitantes, dos quais 40.376, ou 46,7%, eram escravos, majoritariamente africanos (dados do livro A Vida dos Escravos no Rio de Janeiro, de Mary Karasch). Ao longo daquele século, esses números só aumentaram, caracterizando a cidade como a que mais abrigava escravos e negros livres em todas as Américas. Em 1849, eles já somavam 48% de uma população de quase 206.000 habitantes. Desempenharam papel fundamental no cotidiano urbano. Os chamados “escravos de ganho” faziam ...

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