sexta-feira, setembro 25, 2020

    Tag: Sidney Chalhoub

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    A meritocracia é um mito que alimenta as desigualdades, diz Sidney Chalhoub

    Para historiador da Unicamp e de Harvard, a Universidade está preparada para as cotas étnico-raciais Por Manuel Alves Filho Do Jornal da Unicamp como critério para o ingresso de seus estudantes. O pressuposto dessas instituições é que a diversidade melhora a qualidade. A afirmação é do historiador Sidney Chalhoub, professor titular colaborador do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas (IFCH) da Unicamp e docente do Departamento de História da Universidade de Harvard (EUA). Na entrevista que segue, concedida ao Jornal da Unicamp, Chalhoub salienta a importância das ações afirmativas como mecanismo de reparação e promoção de justiça social e contesta argumentos utilizados pelos críticos das cotas, como a necessidade de preservar a meritocracia. “A meritocracia como valor universal, fora das condições sociais e históricas que marcam a sociedade brasileira, é um mito que serve à reprodução eterna das desigualdades sociais e raciais que caracterizam a nossa sociedade. Portanto, a meritocracia é ...

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    Paula Brito: frequentadores dos círculos intelectuais do Império (Foto: acervo do real gabinete de leitura)

    A intelectualidade negra do Império

    Em novembro de 1831, o tipógrafo negro Francisco de Paula Brito (1809-1861) comprou a livraria de seu primo, o mulato Silvino José de Almeida, e a transformou em uma das maiores editoras do Segundo Reinado. Entre seus acionistas figurou o próprio d. Pedro II, que em 1851 lhe concedeu o título de impressor da Casa Imperial. A importância de Paula Brito não se limitou a seu êxito empresarial: ele imprimiu um dos primeiros periódicos em defesa dos direitos dos negros e, mais tarde, publicou as primeiras obras dos escritores Teixeira e Sousa e Machado de Assis. Como explica Rodrigo Camargo de Godoi em sua tese Um editor no Império: Francisco de Paula Brito (1809-1861), defendida no Instituto de Filosofia e Ciências Humanas da Universidade Estadual de Campinas (IFCH-Unicamp) em 2014 e agora publicada em livro pela Edusp, a trajetória do editor não é um caso isolado: “Há toda uma intelectualidade ...

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    Academia Brasileira de Letras/Divulgação

    A história como hiper-ficção

    Itaguahy é aqui e agora, diria talvez Machado de Assis, ao observar o ponto ao qual chegamos. Ao inventar Simão Bacamarte, o protagonista de "O alienista", Machado mobilizou sem dúvida referências diversas, tanto literárias quanto políticas. Parece certo que se inspirou também em personagens históricas concretas, ou em situações de sua época que produziam tais personagens. Na década de 1880, habitante da Corte imperial, ele assistia havia décadas à ciranda infindável de epidemias de febre amarela, varíola, cólera, etc. e a luta inglória dos governos contra tais flagelos. O pior da experiência era que o fracasso contínuo das políticas de saúde pública, ou da higiene pública, como se dizia com mais frequência, provocava, paradoxalmente, o aumento do poder de médicos higienistas e engenheiros. Esses profissionais se encastelavam no poder público munidos da "ciência" e da técnica que poderiam renovar o espaço urbano de modo radical e "sanear" a sociedade. Demoliam-se ...

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    13 de maio: 127 anos após o fim da escravidão, racismo divide a sociedade

    Negros relatam seus dramas e mostram que o problema está longe de acabar Do Jornal do Brasil No dia 13 de maio de 1888, a princesa Isabel assinava a Lei Áurea, pondo fim no ainda Império do Brasil a todo o trabalho escravo existente. Após 127 anos da promulgação, a divisão entre negros e brancos ainda insiste em existir no país, sob a cruel forma do racismo. "A gente passa por racismo todos os dias. É preconceito por ser negro, por ser favelado, preconceito por ser gordo", reforça Renata Trajano, 35, moradora da Comunidade do Alemão. "Não acho que tem como acabar o racismo", lamentou o jovem de 19 anos, morador do Borel, Igor Soares. "A gente precisa lutar contra todos os dias. Existem centenas de questões, um racismo internalizado. Não vai acabar, mas o que temos que fazer é continuar nesse enfrentamento todos os dias", afirmou Igor. O jovem contou ...

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    Sidney Chalhoub, em carta aberta a jovens: A “velha corrupção” no Brasil

    A “Velha Corrupção” (carta aberta aos jovens sobre as eleições) por Sidney Chalhoub* A violência do debate eleitoral no momento causa perplexidade aos jovens de idade semelhante aos que tenho em casa, que talvez acompanhem pela primeira vez, “ligados” de verdade, uma campanha eleitoral dessa importância para o país. Especialmente em São Paulo, a grande imprensa produziu um verdadeiro clima de guerra civil midiática em torno desta eleição, desinforma o quanto pode, confunde e manipula. São anos a fio de fogo cerrado contra o governo, em matérias jornalísticas cujos autores assumem o ar arrogante de ilibados defensores da ética e do interesse público. A insistência no tema da corrupção, como se o atual governo tivesse inventado semelhante mostrengo, é uma combinação ácida de ignorância e hipocrisia. Vamos primeiramente à ignorância histórica, na qual a grande imprensa chafurda com grande desenvoltura. A corrupção está, por assim dizer, no código genético do ...

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