terça-feira, janeiro 31, 2023
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13 de maio é dia de encontro marcado com Carlos Moore, em Alagoas.

Por: Arísia Barros

Charles Moore Wedderburn, conhecido no Brasil como Carlos Moore nasceu e cresceu em Cuba, passou sua juventude em uma sociedade indiscutivelmente racista e em 1958, no auge da guerra civil entre Castro e Batista, ele deixou a ilha com seu pai e irmãos para morar em Nova York. Ali conheceu sua mentora, Maya Angelou, que o introduziu à vida de intelectual negro e de quem aprendeu a importância da justiça, da verdade e do comprometimento com a criação de um mundo melhor. Ao abandonar, definitivamente, a ilha de Cuba passou 34 anos no exílio. Passou mais da metade de sua vida como exilado político em muitos países do mundo. Não aceitou o racismo vigente em seu país. Carlos Moore é um ativista na luta emancipadora dos povos africanos ou da origem africana de todos os povos do planeta.

O cientista político recebeu formação interdisciplinar (Etnologia, Sociologia, História, Antropologia) na Universidade de Paris-7 (França), na qual ele obteve dois Ph.Ds, inclusive o prestigiado Doutorado de Estado.Grande conhecedor da trajetória de ícones da luta negra pelo mundo, com os quais conviveu em diferentes países, como o nigeriano Fela Anikulapo Kuti , o gênio da música negra mundial , um dos artistas populares mais criativo e polêmico de toda a história e considerado, hoje, uma espécie de “Bob Marley” do continente negro

Segundo Moore, Fela Anikulapo Kuti foi um dos grandes ativistas e pensadores do panafricanismo no século XX, um músico extraordinário que desenvolveu o incrível afro-beat. Carlos Moore é o biógrafo oficial de Fela.

Conviveu com um dos maiores ícones da literatura caribenha e da luta contra o racismo, o poeta martinicano Aimé Césaire. O primeiro fundador da Negritude, movimento que revolucionou as relações raciais no século XX.

Aimé Césaire promoveu o sentimento de “afirmação de ser negro e o orgulho disso”,.

Esteve na trajetória do líder negro Malcolm X e de Cheikh Anta Diop (o cientista senegalês que mudou o ensino da história mundial), de Abdias do Nascimento , um dos maiores ícones brasileiros na luta pela igualdade racial e direitos humanos e de Lélia Gonzalez historiadora, antropóloga e filósofa, elaboradora de pontos importantes para o desenvolvimento de um pensamento político negro e feminino/feminista.

O professor doutor Charles Moore ( Carlos Moore) ministra palestra, em Alagoas na Sessão Pública: Dia Nacional de Denúncia Contra o Racismo,que acontece na Assembléia Legislativa, como parte integrante do “Ìgbà” – II Seminário Afro-Alagoano: “A África que incomoda” .

O Seminário nasce de uma parceria entre o movimento social negro alagoano, Projeto Raízes de Áfricas e diversas instituições: Federação das Indústrias do Estado de Alagoas, Assembléia Legislativa, no mandato do deputado estadual João Henrique Caldas, Assessoria Internacional da Universidade Federal de Alagoas, Secretaria de Estado da Educação e do Esporte, Polícia Civil, Secretaria da Mulher, da Cidadania e dos Direitos Humanos, Fundação Municipal de Ação Cultural e Federação do Comércio do estado de Alagoas.

Autor de cinquenta e cinco artigos publicados sobre questões internacionais, Charles/Carlos Moore lança dia 13 de maio: “A África que Incomoda”.

A entrada é franqueada ao público e para solicitar inscrição basta mandar um e-mail pararaí[email protected]ções: (82)8815-5794/8827-3656.Certificação de 05 horas.

 

Fonte: Cada Minuto

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