Mulher Negra

    Foto: Acervo Geledés/ Alma Preta

    Jurema Werneck: ‘Boa parte da população negra não tem acesso a saneamento e água. Comprar álcool em gel, nem pensar’

    No Dia Internacional contra a Discriminação Racial, CELINA conversou com Jurema Werneck, diretora da Anistia Internacional no Brasil e uma das principais vozes do movimento de mulheres negras no Brasil Por Leda Antunes, do O Globo Foto: Acervo Geledés/ Alma Preta Diretora da Anistia Internacional no Brasil desde 2017, Jurema Werneck conta que é ativista desde a infância. Ela lembra vagamente de participar de uma eleição para o grêmio estudantil da escola onde estudava no Rio de Janeiro, aos 8 anos. Também lembra da primeira experiência em que vivenciou a discriminação racial, ainda mais jovem, aos 6 anos, quando um menino branco se recusou a segurar sua mão durante a quadrilha da festa junina. Apesar de ter sido criada em uma família em que o debate e a crítica social eram presentes, mesmo em tempos de ditadura, Werneck passou a atuar de forma mais organizada na...

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    @DAZZLE_JAM

    Uma carta de amor para as minhas amigas negras

    Existem muitas pessoas bonitas no mundo , a beleza de outra mulher, não deve anular a sua beleza , poderia falar muitos motivos aqui aos quais nós mulheres negras fomos expostas , para cairmos sempre nessa eterna contradição da comparação , seja ela com as mulheres brancas , que são o padrão de beleza mais aceito socialmente , ou entre nós , mulheres pretas que por estratégias racistas nunca nos sentimos suficientes e assim caímos no abismo de nos comparar com nossas irmãs , quando alcançamos o pouco de amor e afeto que nos é oferecido , o pouco de visibilidade que / quando conseguimos alcançar , caímos mais uma vez no maldito mal da comparação. Por Juliana Lopes, do Medium @DAZZLE_JAM Irmãs , esse é um plano muito bem projetado , que a gente odeie aqueles que são parecidos conosco , que nos matemos entre...

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    Imagem retirada do site

    A mulher negra que desafia o capital imobiliário

    História de Carmen Silva, líder sem-teto em SP, perseguida implacavelmente. Viveu na clandestinidade e teve filhos presos. Denuncia aluguéis abusivos no Centro, mas também ousa: das moradias insurgentes virão soluções para Habitação Por Rôney Rodrigues, do Outras Palavras Imagem retirada do site Outras Palavras Pela janela do apê Engaiolada em um apartamento estranho, rememora Carmen Silva Ferreira, 59, a janela é praticamente seu único contato com o mundo. Vista do alto, a paisagem é calma: o nublado céu paulistano; prédios e mais prédios; algumas casinhas; ruas e avenidas emoldurando quarteirões; carros, muitos carros, caminhões e pessoinhas, tudo em miniatura, circulando. Por um instante, pouco lembra a cidade desigual e cruel que a líder do Movimento dos Sem-Teto do Centro (MSTC) denuncia há quase 30 anos. Por 74 dias, entre 24 de junho e 3 de outubro de 2019, essa mulher negra e nordestina, que chegou a...

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    Silvana Bahia lembra da importância de celebrarmos as mulheres incríveis que estão ao nosso lado (foto: Olabi/Valda Nogueira).

    “Não desmereço pesquisas com foco apenas em gênero. Mas quando não se faz o recorte da raça, dá a entender que isso é algo menor”

    Da área de Humanas, a jornalista Silvana Bahia, 34, não poderia imaginar, anos atrás, que iria estar tão conectada com o mundo da tecnologia. E que muito além de servir para programar ou desenvolver aplicativos, esta seria uma ferramenta para o combate a desigualdades sociais. Por Dani Rosolen, do Projeto Draft Silvana Bahia lembra da importância de celebrarmos as mulheres incríveis que estão ao nosso lado (foto: Olabi/Valda Nogueira). Em 2013, ela realizou uma oficina, a Rodada Hacker, com metodologia voltada para mulheres. Em seguida, teve mentorias com Stefânia Paola e continuou a aprender sobre o assunto. O interesse cresceu e, em 2015, começou a atuar como comunicadora no Olabi, um espaço dedicado à apropriação e democratização de novas tecnologias, localizado no Rio de Janeiro. Como trabalhava como uma espécie de porta-voz da organização, circulando por espaços e eventos sobre cultura maker, tecnologia e inovação social,...

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    “Casamento e Mulheres Negras: Leis versus Demandas”

    "Para quem o Direito de Família foi pensado? E quais tem sido as consequências da sua aplicação? Pensando nisso, Julia dos Santos Drummond escreveu este livro, fruto de sua dissertação de mestrado, para você, estudante negra(o) de direito. Com uma escrita forte e sincera, Julia rompe as barreiras do que conhecemos como saber acadêmico através de um criterioso e sensível estudo. É pioneira ao investigar de que maneira as mulheres negras são protegidas, ou não, pelo Direito de Família brasileiro e suas expectativas familiares. A autora realizou um levantamento bibliográfico e pesquisa qualitativa para perguntar às mulheres negras como constituem suas relações afetivas, quais são suas demandas familiares atuais e qual a qualidade do seu acesso à Justiça. A cadência de sua escrita, afiada e envolvente, denuncia os arroubos vividos por mulheres negras através da história e delineia os caminhos da construção do que se entende por afetividade. A autora fala em primeira pessoa e alcança a subjetividade de...

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    Maíra Azevedo, a Tia Má Foto: Divulgação/Magali Moraes

    Tia Má: ‘Mulher preta nunca é chamada de princesa’

    O sonho da jornalista, humorista e youtuber Maíra Azevedo, conhecida como Tia Má, é abrir uma escola de princesas. Em vez de ensinar a ser bela, recatada e do lar, daria lições sobre a Lei Maria da Penha, assédio, independência emocional e financeira. Por Maria Fortuna, do Extra   Maíra Azevedo, a Tia Má Foto: Divulgação/Magali Moraes Dona do bordão “tire o sapatinho e bote o pé no chão”, a baiana arretada começou dando conselhos em vídeos irreverentes. Se viu rodeada de “sobrinhos”. Hoje, aos 39 anos, é sensação na internet (são 85 mil inscritos no canal no YouTube e 500 mil seguidores no Facebook) tratando de autoestima, racismo e gordofobia. É conselheira sentimental do programa de Fátima Bernardes e, este mês, lança o livro “Como se livrar de um relacionamento ordinário” (editora Agir), com prefácio da jornalista Maju Coutinho. - O livro serve para identificar as roubadas...

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    Foto: Adeloya Magnoni

    Carla Akotirene lança “Ó Pa Í, Prezada” nessa terça em Salvador

    Lançamento acontece em Salvador no dia 17 de março Enviado para o Portal Geledés Capa do livro “Ó Pa Í, Prezada – Racismo e sexismo tomando bonde nas penitenciárias femininas”, de Carla Akotirene. (Divulgação/Pólen Livros) A Pólen Livros e o Selo Sueli Carneiro, coordenado por Djamila Ribeiro, lançam em Salvador no dia 17 de março o livro “Ó Pa Í, Prezada – Racismo e sexismo tomando bonde nas penitenciárias femininas”, de Carla Akotirene. O lançamento acontece na Casa Respeita as Mina e está de acordo com as normas sanitárias impostas pelo Município em face da epidemia de Coronavírus. O livro é resultado da dissertação de mestrado da autora, apresentado ao Programa de Pós-Graduação em Estudos de Gênero, Mulheres e Feminismos da Universidade Federal da Bahia, e levanta uma discussão interseccional da situação prisional de mulheres no Brasil, a partir de uma pesquisa de campo realizada no...

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    (Pintura: Antônio Rafael Pinto Bandeira)

    Sou uma mulher negra e a minha invisibilidade é real

    Quando falamos de invisibilidade abre-se um leque de conceitos e didáticas que podemos discutir, um delas é a solidão da mulher negra. Por Laiela Santos, da Revista Cult (Pintura: Antônio Rafael Pinto Bandeira) Precisamos entender que essa solidão não existe somente em relacionamentos afetivos. Essa invisibilidade vai desde a infância até a fase adulta. As mulheres negras são inferiorizadas na entrevista de emprego, quando não têm o perfil de uma mulher padronizada; na fila do hospital, quando são consideradas fortes o suficiente para aguentar mais dores que uma mulher branca; nos relacionamentos, quando são abandonas pelos seus parceiros e sofrem para cuidar de seus filhos sozinhas, se tornando mulheres exaustas e sobrecarregadas. Ser uma mulher negra num país racista é ter que construir e reconstruir a sua autoestima dia a dia pela falta de representatividade nos meios de comunicação em massa; é ser sexualizada no Carnaval,...

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    Para abalar estruturas, projeto promove educação financeira para mulheres negras

    Ancestralidade é o caminho para reverter dinheiro em patrimônio nas periferias, explica a idealizadora do Grana Pretta Por Pedro Stropasolas, do Brasil de Fato Segundo dados da Pnad, além de inferior a dos homens, a renda média das mulheres negras é menor que a das mulheres brancas. Na foto, a educadora Mônica Costa, criadora do projeto - Pedro Stropasolas/Brasil de Fato As mulheres pretas são a base da desigualdade de renda no Brasil. São elas também que estão mais suscetíveis ao desemprego e às piores condições de trabalho no país. Em São Paulo (SP), por exemplo, trabalham o dobro do tempo para obter salário de homem branco: enquanto o rendimento médio por hora de uma mulher negra é de R$ 10,82, quem está no topo da escala de remuneração recebe R$ 21,84. Os dados foram sistematizados pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), a...

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    Na CNN Brasil, Luciana Barreto não quer ser a “âncora negra”

    Jornalista e mestre em relações étnico-raciais, a carioca fala da falta de negros nas redações, representatividade, racismo e maternidade Por Dandara Fonseca, Da Revista Trip (Foto: Divulgação/CNN Brasil) Luciana Barreto não quer ser uma história única. Ela não deseja ser conhecida como a âncora negra da CNN, comparada à jornalista Maju Coutinho e muito menos ser tratada como uma super mulher que, por mérito próprio, chegou onde está hoje. "Quero apenas que esses espaços sejam democráticos para que todas acessem", explica. A opção pelo jornalismo nasceu da urgência de mostrar o que acontecia na Baixada Fluminense, região onde nasceu. "Eu e minha mãe vimos um barraco pegar fogo com duas crianças e isso não era notícia. As mazelas periféricas não eram notícia", conta a apresentadora. "Fui crescendo com o sonho do jornalismo para denunciar os problemas sociais". A partir daí, nem a rotina acordando às 3...

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    Sou cineasta negra e quero falar do racismo no audiovisual brasileiro

    Há tempos, estamos na luta por outras narrativas possíveis dentro do audiovisual e aprendemos com o movimento negro que não se pode dar "nenhum passo atrás, nem para dar impulso". A nossa luta é por uma sociedade mais igualitária e é coletiva. Por isso, falo no plural a partir daqui - já que há um provérbio africano que nos ensina: "Eu sou, porque nós somos". Aproveito para, neste momento, reverenciar quem veio antes. Se tenho uma carreira consolidada de cineasta negra brasileira foi porque a minha escola foi de excelência; aprendi por meio da observação e da escuta atenta o que Adélia Sampaio, Zózimo Bulbul, Joel Zito Araújo, Jeferson De, Sabrina Fidalgo, Renata Martins, Renato Cândido, Patrícia de Jesus, Vera Lopes, Paulo Ricardo de Moraes e outros grandes nomes brasileiros têm a nos dizer e ensinar. Eu sempre carrego comigo o que eles e tantos outros nos passam: "Nada sobre...

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    Foto: André Leonardo

    Comentários sobre a Carta de Juristas Negras na III Conferência Nacional da Mulher Advogada

    O dia 06 de março de 2020 ficará marcado na história da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) como o dia em que mulheres negras se articularam para dar voz aos pleitos de equidade racial no Sistema OAB, defendendo a necessidade de uma política institucional que, interseccionando gênero e raça, rompa com as barreiras construídas pelas estruturas do machismo e do racismo. A mobilização das mulheres negras em rede para atuação sociopolítica e jurídica não é fato inédito, uma vez que, tanto dentro quanto fora da institucionalidade, a realidade reivindica-nos racionalidade instrumental e comunicativa e estratégias ancestrais substanciosas, para que seja garantida existência, desenvolvimento, participação nas arenas decisórias historicamente defesas e não retrocesso das conquistas obtidas pelo protagonismo coletivo. E, assim, a atuação coletiva comentada se deu no âmbito da III Conferência Nacional da Mulher Advogada (CNMA), com o tema Igualdade, Liberdade e Sororidade, que ocorreu em Fortaleza, nos dias...

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    (SBSSP/Reprodução)

    Virgínia Bicudo, a brasileira pioneira em estudos raciais na psicanálise

    Neta de uma escrava alforriada, a cientista também foi um dos primeiros nomes a falar sobre o campo clínico da psique infantil no país Por Camilla Venosa, da Revista Claudia (SBSSP/Reprodução) Uma das figuras mais importantes na disseminação da psicanálise no Brasil, Virgínia Leone Bicudo foi pioneira no debate de estudos raciais no campo clínico da psique humana. Com uma vida marcada pelo racismo, ela encontrou na ciência um local de debates para os preconceitos que enfrentou, tornando-se uma das principais referências nos estudos das relações raciais na ciência. Nascida em 1910, na cidade de São Paulo, Virgínia é filha de uma imigrante pobre de origem italiana e de um descendente de escravo. Mais velha de seis irmãos, a família foi grande incentivadora do seu percurso acadêmico. Em 1930, formou-se na Escola Normal Caetano de Campos, considerada um marco na renovação da educação do país, onde...

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    Maria Soares, a Dona Santinha, ativista de 95 anos que inspira a luta de feministas mais jovens por direitos Foto: Fernando Lemos

    Dia internacional da Mulher: as lições de uma militante de 95 anos

    Maria dos Santos Soares participou da versão carioca da performance feminista "Um violador em teu caminho". Em vídeo, ela fala sobre o racismo que já sofreu e conta como superou seus próprios preconceitos para abraçar as causas feminista e LGBT Por Carla Nascimento, do O Globo Maria Soares, a Dona Santinha, ativista de 95 anos que inspira a luta de feministas mais jovens por direitos (Foto: Fernando Lemos) Dezenas de mulheres cantavam contra o estupro em um ato na Cinelândia, Centro do Rio, na noite de 3 de dezembro 2019. “E a culpa não era minha, nem onde estava, nem como me vestia”, diziam, em uníssono. Em meio ao coro, no entanto, um rosto chamava atenção: Maria dos Santos Soares, a Dona Santinha, como é chamada pela família. Aos 95 anos, ela entoava a letra e executava a coreografia que aprendera horas antes ao lado de...

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    Imagem retirada do site

    Roda de conversa no Sesc debaterá racismo e papel da mulher negra em Brusque

    Evento tem como ponto de partida a pergunta "O que é ser uma mulher negra?" No Portal da Cidade Imagem retirada do site Portal da Cidade Na próxima quinta-feira (5) o Sesc de Brusque receberá o projeto “Eu Vejo Você”, que abordará através de uma roda de conversa uma importante questão: o racismo. O encontro terá como ponto de partida a pergunta: O que é ser uma mulher negra? Tem como objetivo a partir desta perspectiva, compartilhar vivências para promover reflexões coletivas sobre o racismo e seus impactos, criando um espaço de diálogo sobre a diversidade étnico-cultural em Brusque, potencializando as vozes da juventude negra. O evento ocorre às 19h na biblioteca do Sesc e qualquer pessoa pode participar. A roda de conversa será ministrada por Shayene Ferreira de Jesus, coordenadora do projeto. Ela diz que o “Eu Vejo Você” é voltado as questões raciais em...

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    Legado vivo (Foto: Ilustração: Vanessa Ferreira - Preta Ilustra)

    Legado vivo: trançar o cabelo é mais do que um código estético

    Para a população negra, trançar o cabelo é mais do que um código estético, é herança de uma história de resistência, resiliência e ancestralidade, passada entre mulheres, geração após geração. Aqui, a repórter Priscilla Geremias conta de sua experiência com o penteado e de sua busca por saber mais sobre sua tradição Por Priscilla Geremias, da Marie Claire Legado vivo (Foto: Ilustração: Vanessa Ferreira - Preta Ilustra) Fiz tranças soltas pela primeira vez em 2017, quando estava no fim de um processo de transição capilar. Tinha medo de assumir os cachos de uma vez e mal lembrava a textura dos meus fios. Acompanho blogueiras negras no Instagram e You Tube e, por causa delas, fiquei sabendo de uma técnica para enfrentar essa fase: tranças. “Elas ajudam no crescimento e protegem o cabelo”, diziam. Convencida, pedi indicação de trancistas a uma amiga e fui ao encontro da...

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    CARLOS SERRAO AT @CARLOS_SERRAO A bailarina brasileira Miranda Silveira, que integra o San Francisco Ballet.

    Como as bailarinas não brancas estão mudando a paleta de cores da dança

    Dançarinas negras e latinas estão usando seus corpos, mentes e convicções para mudar o mundo do balé, por dentro e por fora. Por Rohina Katoch Sehra, do HuffPost (CARLOS SERRAO AT @CARLOS_SERRAO)A bailarina brasileira Miranda Silveira, que integra o San Francisco Ballet. As origens aristocráticas e a associação de longa data com a ópera são responsáveis por uma aura euroclássica em torno do balé. Algumas ideias nesse sentido ainda persistem – que somente uma educação de alto nível é capaz de destrinchar seu verdadeiro significado e que seu lugar são casas de espetáculo chiques, frequentadas somente pela elite. Apesar de documentar o declínio do balé no fim do século 19 e nos mostrar o sofrimento das dançarinas pelas mãos dos patronos – homens ―, os trabalhos do artista francês Edgar Degas deixaram de lado esse contexto horrível, pelo menos na imaginação popular. Hoje em dia, as...

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    Minha produção de conhecimento histórico é contaminada pela condição de mulher negra e quilombola

    Escolhi parafrasear no título do presente guest post a escritora brasileira, Conceição Evaristo, que constrói contos e poemas reveladores da condição da população negra no país. A intelectual operaciona a categoria de “escrevivência”, através de uma escrita que narra o cotidiano, as lembranças e as experiências do outro, mas sobretudo, a sua própria, propagando os sentimentos, as lutas, as alegrias e resistências de um povo cujas vozes são silenciadas. Por  Ana Paula Batista da Silva Cruz², enviado para o Portal Geledés  Recusar a suposta neutralidade epistemológica é algo presente em discursos de intelectuais negras que compreendem a importância da intersecção entre militância e conhecimento científico. Davis³, destacou que a partir dessa relação é possível pensar em um novo modelo de sociedade menos hierarquizada e excludente. Minhas pesquisas caminham nesse sentindo interseccional entre produção de conhecimento histórico e militância política, enquanto historiadora negra e quilombola, os estudos sobre o Vale do Iguape,...

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    Djamila Ribeiro (Foto: Caroline Lima)

    Pacto contra o racismo

    A filósofa Djamila Ribeiro aponta caminhos construtivos para uma sociedade menos desigual Por Jefferson Barbosa, do A Revista dos Livros - Pacto contra o racismo A filósofa Djamila Ribeiro (Foto: Marlos Bakker) Ribeiro, Djamila Pequeno manual antirracista Companhia das Letras • 136 pp • R$ 4,90 / R$ 14,90 O que você faz para combater o racismo? Pequeno manual antirracista é um livro de título autoexplicativo, de autoria da filósofa Djamila Ribeiro. As 136 páginas funcionam como ferramenta para criar uma mudança urgente na sociedade. O antirracismo apresentado com didatismo na obra significa ter referenciais negros e provocar e apoiar mudanças que visam destruir o racismo naturalizado e que por vezes passa despercebido. Um exemplo dessa prática seria ter mais negros ocupando posições de poder em empresas e receber remuneração equivalente à de pessoas brancas nos mesmos cargos. Não é um livro só para negros — é uma...

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    Bongekile Msibi tinha 17 anos quando os médicos retiraram seu útero sem que ela soubesse

    ‘Meu útero foi removido sem eu saber e só descobri 11 anos depois’

    Uma mulher sul-africana contou à BBC como ela foi vítima de uma esterilização forçada depois de dar à luz sua primeira filha, aos 17 anos. Ela só descobriu que seu útero havia sido removido 11 anos depois, quando tentou engravidar novamente. No BBC Bongekile Msibi tinha 17 anos quando os médicos retiraram seu útero sem que ela soubesse (Foto: BONGEKILE MSIBI/ARQUIVO PESSOAL) Bongekile Msibi é uma de 48 mulheres que foram esterilizadas sem consentimento em hospitais públicos do país, de acordo com a Comissão para Igualdade de Gênero. Embora seja uma entidade criada por lei, a Comissão diz que sua investigação foi dificultada pelo "desaparecimento" de prontuários de pacientes e que os investigadores tiveram uma "recepção hostil" de funcionários do hospital. A Comissão disse que visitou 15 hospitais depois que um grupo de direitos civis levou os casos à entidade. Há casos que vão até o...

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