terça-feira, julho 7, 2020

    Tag: cordialidade

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    Junho chega com promessas bem longe das jornadas de 2013

    Junho chegou tão depressa, anunciando que a segunda metade do ano está aí e a sensação de que caminhamos pouco em relação às mudanças que o Junho, aquele das jornadas de 2013, nos fizeram sonhar, que logo logo elas chegariam. Por Mônica Francisco Do Jornal do Brasil Dois anos se passaram e o que vemos é um arrastar de propostas que de fato evidenciem, pelo menos, um sinal de mudança radical nos rumos de nossa pátria nada gentil, ainda mais com quem mora no andar de baixo da pirâmide. É estarrecedor e eu não me canso de escrever isso aqui, o modo com que nos conduzimos. A nossa alegria, espontaneidade, carisma e solidariedade, escondem a maldade enorme que conseguimos demonstrar em determinadas situações. Somos todos pacíficos, solidários, carinhosos, afáveis, alegres, sorridentes, prestativos e o que mais você conseguir pensar em relação aos estereótipos atribuídos e apropriados à nós e por nós. ...

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    “Nunca fomos cordiais”

    Violência para nós, brasileiros, é um valor — e se confunde com nossa percepção do que é “ser homem”. É triste que Manuel Castells tenha de nos dizer isso por Wedencley Alves* no Carta Capital Hoje, mais cedo, um querido amigo me chamou a atenção para uma matéria da Folha, onde Manuel Castells afirma que não é a internet que nos faz violentos. Mas o próprio país, que tem um histórico longo de violências. Ele tem razão, mas não precisava, comentei, um estrangeiro nos dizer isso. Violência para nós é um valor: desde as, aparentemente, ingênuas malhações de judas (e quem malhávamos, quer dizer, espancávamos “simbolicamente”? Os vizinhos, aqueles de quem não gostávamos, os maridos “traídos”, as mulheres que, supostamente, “não inspiravam respeito”, o gay, o devedor, o comerciante antipático etc.). Somos violentos porque desde cedo o garoto é ensinado a não voltar pra casa “chorando”, para não apanhar “duas vezes”. ...

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    Foto: Marta Azevedo

    Violento por natureza

    No Brasil, o ‘salve, simpatia’ só existe no consenso. Pintou conflito, sobra agressão. País dá vexame em ranking de segurança pessoal Por Flávia Oliveira, do O Globo  Foto: Marta Azevedo País forjado na chibata dos escravocratas e nos castigos físicos do jesuítas, o Brasil, além de bonito, é violento por natureza. O “salve, simpatia” só é visível no consenso. Pintou conflito, sobram grito, xingamento, sopapo, chute, facada, tiro. Passou da hora de mirar o espelho e encarar a imagem de uma sociedade envelhecida em barris de brutalidade. O brasileiro bate no filho e na mulher. Esmurra vizinho na reunião de condomínio e motorista em sinal de trânsito. Espanca LGBT em praça pública e torcida rival dentro de estádio de futebol. Tortura preso político e réu inconfesso. Esfaqueia universitário que discute preço em restaurante e ciclista em cartão postal. Lincha assaltante, adúltera e dona de casa vítima de ...

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    “Brasil S/A consegue desconstruir a nossa cordialidade”, diz filósofo

    Érico Andrade analisa filme do pernambucano Marcelo Pedroso, que foi selecionado para o Festival de Berlim Por Érico Andrade Do Diario de Pernambuco Hiperbólico. Música estrondosa, clássica. Máquinas desejantes (referência a Guattari e Deleuze) e eretas. Potência que não está no dito. O trânsito de máquinas e de pessoas é o que compõe os diálogos de Brasil S/A. As personagens não falam. Falam apenas as máquinas e a natureza. A música do filme - merecidamente premiada - expressa, quando necessário, a voz da natureza e das máquinas. O natural e o artificial são levados ao extremo no filme. Desde a primeira imagem, o Brasil é apresentado na sua dicotomia estrutural. Dividido entre uma natureza frondosa e construções que consomem a natureza porque invadem o mar (a plataforma de petróleo é enquadrada na sua penetração sobre o mar); o mangue (é dilacerado na cena angustiante da moto serra); as florestas (cortadas ...

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    A cordialidade e o paradoxo entre amor e ódio

    O povo brasileiro é cordial, sempre escutei isso desde que me conheço por gente. A maioria dos estrangeiros nos veem como simpáticos, acolhedores, alegres, festeiros, a exemplo do que pudemos constatar na Copa do Mundo. Mas esta cordialidade não revela, de fato, a verdade, a intenção e o pensamento por de trás da imagem transmitida. Cordialidade que serve, muitas vezes, de fachada, assim como afirma o sociólogo Antônio Cândido: “O homem cordial não pressupõe bondade, mas somente o predomínio dos comportamentos de aparência afetiva. Por: Breno Rosostolato Sergio Buarque de Holanda, um dos grandes historiadores deste país, nos revela o mito do homem cordial, descrito em Raízes do Brasil, livro de 1936. Cordial vem de coração, referente ou próprio do coração. Implica dizer que o brasileiro é um povo generoso de coração, a ideia recorrente e desgastada de que possuímos o “coração de mãe”, sempre cabe mais um. Amamos de coração, o que dá ...

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    Quão “cordial” é o povo brasileiro?

    Quão “cordial” é o povo brasileiro?

    Leonardo Boff * Dizer que o brasileiro é um “homem cordial” vem do escritor Ribeiro Couto,  expressão generalizada por Sérgio Buarque de Holanda em seu conhecido livro: “Raízes do Brasil” de 1936 que lhe dedica o inteiro capítulo V. Mas esclarece, contrariando Cassiano Ricardo que entendia a “cordialidade”como bondade e a polidez, que “nossa forma ordinária de convívio social é no fundo, justamente o contrário da polidez”(da 21ª edição de 1989 p. 107). Sergio Buarque assume a cordialidade no sentido estritamente etimológico: vem de coração. O brasileiro se orienta muito mais pelo coração do que pela razão. Do coração podem provir o amor e o ódio. Bem diz o autor: ”a inimizade bem pode ser tão cordial como a amizade, visto que uma e outra nascem do coração”(p.107).Escrevo tudo isso para entender os sentimentos “cordiais” que irromperam na campanha presidencial de 2014. Houve por uma parte declarações de entusiasmo e ...

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    Restaurante Nonno Paolo – O racismo não cordial do brasileiro

    Criança negra é retirada de restaurante ao ser confundida como pedinte Por Mario Sergio Neste final de ano pude testemunhar e viver a vergonha dessa praga do rascismo aqui em nossa multicultural São Paulo. E com pessoas próximas e queridas. Não dá para ficar calado e deixar apenas o inquérito policial que abrimos tomar conta dos desdobramentos desse episódio lamentável e sórdido. Na sexta feira, 30, nossos primos, espanhóis, e seu pequeno filho de 6 anos foram a um restaurante, no bairro Paraíso (ironia?) para almoçar. O garoto quis esperar na mesa, sentado, enquanto os pais faziam os pratos no buffet, a alguns metros de distância. A mãe, entre uma colherada e outra, olhava para o pequeno que esperava na mesa. De repente, ao olhar de novo, o menino não mais estava lá. Tinha sumido. Preocupada, deixou tudo e passou a procurá-lo ao redor. Ao perguntar aos outros frequentadores, soube ...

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