segunda-feira, agosto 10, 2020

    Tag: escravidão

    Mais de 12 milhões de africanos foram transportados à força de um lado ao outro do Atlântico para trabalhar como escravos nas Américas (Imagem: Reuters)

    Mapeamento genético revela novas origens de escravizados no Brasil

    Com base em amostras de DNA de 50,2 mil pessoas nas Américas e na África, coletadas de um banco de dados de milhões de amostras de empresas e projetos genômicos, pesquisadores da companhia 23andMe e da Universidade de Leicester (Reino Unido) traçaram um paralelo entre o perfil genético de descendentes de escravizados e os documentos históricos disponíveis sobre a escravidão. Os resultados foram publicados no periódico American Journal of Human Genetics. Muitas das conclusões dos pesquisadores se aplicam à população afrodescendente do Brasil. A maioria das conclusões é consistente com o que historiadores já sabiam a partir dos registros históricos dos navios que transportavam os escravizados, mas a análise genética traz novidades. Ubuntu: o que significa filosofia africana e como pode nos ajudar nos desafios do hoje "O deslocamento forçado de mais de 12,5 milhões de homens, mulheres e crianças da África para as Américas entre 1515 e 1865 teve ...

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    Luiz Gama (1880) Imagem: Wikipédia Commons

    Após ser ilegalmente escravizado, Luiz Gama fez dos jornais seu espaço estratégico

    No momento em que as lutas antirracistas mobilizam, em escala global, reflexões sobre os significados profundos de expressões como “racismo estrutural”, “vidas negras importam” e “parem de nos matar”, a coletânea Lições de resistência: artigos de Luiz Gama na imprensa de São Paulo e do Rio de Janeiro, com textos publicados entre 1864 e 1882, oferece conteúdo bastante apropriado para o público brasileiro. O livro, organizado por Ligia Fonseca Ferreira, figura como uma ferramenta relevante para o diálogo com o passado interessado no entendimento das duradouras dinâmicas de violência cometidas contra a população negra no país. Última nação das Américas a abolir o escravismo, após ter absorvido o maior contingente de mulheres e homens africanos escravizados via tráfico transatlântico, o Brasil assistiu aos esforços de representantes da elite nacional, marcadamente branca, para instituir narrativas históricas que alegavam a vigência de uma “escravidão branda” e de uma sociedade remida do “ódio ...

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    Entre 1831 e 1850, navios com a bandeira norte-americana corresponderam a 58,2% de todas as expedições negreiras com destino ao Brasil (Imagem: SLAVERYIMAGES )

    Como os EUA lucraram com tráfico de africanos escravizados para o Brasil

    Pesando 122 toneladas e com um valor estimado em US$ 15 mil dólares, a Mary E. Smith foi construída em Massachusetts especificamente para o tráfico negreiro. Antes mesmo de deixar Boston rumo à África, no dia 25 de agosto de 1855, a escuna chamou a atenção das autoridades britânicas e norte-americanas. Houve até uma tentativa de prisão na saída, mas o capitão, Vincent D. Cranotick, conseguiu expulsar os intrusos e partir. Poucas embarcações do tráfico foram tão monitoradas quanto a Mary E. Smith. A Marinha no Rio de Janeiro, ao receber a correspondência dos EUA, alertou oficiais britânicos, brasileiros e americanos sobre a chegada iminente da escuna. Ao se aproximar da costa, foi abordada pelo navio de guerra Olinda e levada para Salvador, na Bahia. A situação era preocupante. Majoritariamente jovens com entre 15 e 20 anos, os africanos padeciam de diversas doenças — nos 11 dias de viagem entre ...

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    Alberto Henschel (1867). (Reprodução/Sul21)

    O genocídio do negro brasileiro: uma (re)leitura para espaços-tempos de pandemia

    O transcorrer do mês de maio no Brasil, nos impele enquanto sujeitos negros e negras, a refletir criticamente acerca de nossas trajetórias, no contexto denominado de pós-abolição, segundo o qual, afirma um dos autores clássicos da sociologia brasileira, “o negro permaneceu sempre condenado a um mundo que não se organizou para tratá-lo como ser humano e como “igual” (FERNANDES, 1972 p.15). Diante desta questão, bem como no contexto da crise pandêmica (COVID-19), escancara-se mais uma vez, as referidas condições de reprodução da existência e sujeição da população negra no país, diante de sua posição de ser um objeto visto por um olhar tortuoso, conforme problematizou o geógrafo negro baiano Milton Santos (1926-2011). Tais elementos, nos instigam a uma (re)leitura – no sentido de produzir uma interpretação e de indicar uma leitura, sobretudo às gerações mais jovens, que vivem desde a formação territorial brasileira – no âmbito de um trabalho de grande relevância. Trata-se da obra O Genocídio do Negro ...

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    (THE NEW YORK PUBLIC LIBRARY DIGITAL COLLECTIONS)

    A história de três escravos africanos durante o colonialismo espanhol, contada por seus ossos – ScienceDaily

    Apesar da infâmia do comércio transatlântico de escravos, a pesquisa científica ainda precisa explorar completamente a história dos africanos escravizados trazidos para a América Latina. Em um estudo publicado no dia 30 de abril na revista Biologia Atual, os cientistas contam a história de três escravos africanos do século XVI identificados em um cemitério em massa na Cidade do México. Usando uma combinação de análises genéticas, osteológicas e isotópicas, os cientistas determinaram de onde na África eles provavelmente foram capturados, as dificuldades físicas que experimentaram como escravos e que novos patógenos eles podem ter carregado com eles através do Atlântico. Este estudo mostra uma imagem rara da vida dos escravos africanos durante a colonização espanhola inicial e como sua presença pode ter moldado a dinâmica da doença no Novo Mundo. “Usando uma abordagem interdisciplinar, desvendamos a história de vida de três indivíduos sem voz que pertenciam a um dos grupos ...

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    ONU: ‘Só avançaremos quando confrontarmos juntos o legado racista da escravidão’

    Em uma mensagem em vídeo, o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, marca nesta semana o Dia Internacional em Memória das Vítimas da Escravidão, lembrado anualmente a cada 25 de março. no Nações Unidas Ele pediu que todos se manifestem contra todas as formas de racismo e manifestações de comportamento racista: “Precisamos, urgentemente, desmantelar as estruturas racistas e reformar as instituições racistas. Só avançaremos quando confrontarmos juntos o legado racista da escravidão.”  Em uma mensagem em vídeo, o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, marca nesta semana o Dia Internacional em Memória das Vítimas da Escravidão, lembrado anualmente a cada 25 de março. “Este memorial emocionante é um tributo a mulheres, homens e crianças que sofreram e morreram após serem forçados a atravessar o Atlântico em navios com escravos. Este foi um dos maiores crimes na história da humanidade”, disse Guterres. O tema deste ano para a data é: ...

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    DJAMILA RIBEIRO LANÇA NOVO LIVRO, "PEQUENO MANUAL ANTIRRACISTA" (FOTO: ARQUIVO PESSOAL)

    Djamila Ribeiro: “Somos um país que nunca aboliu materialmente a escravidão”

    Em entrevista, a filósofa fala de seu livro ‘Pequeno Manual Antirracista’ e dos desafios para o movimento negro no Brasil de Bolsonaro Por Ana Luiza Basilio, do Carta Capital DJAMILA RIBEIRO LANÇA NOVO LIVRO, "PEQUENO MANUAL ANTIRRACISTA" (FOTO: ARQUIVO PESSOAL/Retirada do site Carta Capital ) A filósofa americana Ângela Davis já anunciava nos idos da década de 60: “Numa sociedade racista, não basta não ser racista, é necessário ser antirracista”. A afirmação da ativista é detalhada por Djamila Ribeiro em sua mais recente obra literária, “Pequeno Manual Antirracista”, lançada no final de 2019. No livro, a filósofa e ativista brasileira convoca os leitores a reconhecerem o racismo enquanto estrutural e a perceberem como ele se manifesta em diferentes dimensões do cotidiano, passando pelo foro individual, cultural, econômico e político. Em entrevista, Djamila também fala sobre os desafios do País frente à agenda de equidade racial e ...

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    Lima Barreto na época da 1ª edição do Recordações do Escrivão Isaías Caminha (Agência Brasil), e detalhe de crônica inédita do escritor encontrada após sua morte (Biblioteca Nacional) – Fotomontagem: Jornal da USP

    Lima Barreto: literatura que se confunde com vida pessoal denuncia racismo

    Historiadora e antropóloga Lilia Schwarcz mostra como a “escrita de si” de Lima Barreto denunciou perseguições racistas e o fim de uma utopia de inclusão que não se concretizou no fim da escravidão Por Margareth Artur, do Portal de Revistas USP Lima Barreto na época da 1ª edição do Recordações do Escrivão Isaías Caminha (Agência Brasil), e detalhe de crônica inédita do escritor encontrada após sua morte (Biblioteca Nacional) – Fotomontagem: Jornal da USP Lima Barreto, autor de Triste fim de Policarpo Quaresma, hoje um clássico da literatura brasileira, nasceu no dia 13 de maio de 1881, e tomou a data como “predestinação” em sua vida, visto toda sua obra representar “uma forma de revisão crítica do período em que existiam escravizados no Brasil e do contexto do pós-emancipação“. Em artigo na revista Estudos Avançados, a professora da USP Lilia Moritz Schwarcz analisa como, em boa ...

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    O Brasil precisa acertar as contas com os escravizados

    Anúncios da época da escravidão mostram por que o Brasil precisa acertar as contas com o passado Por Alexandre Andrada, Do The Intercept Brasil Foto: Domínio público AS ELITES BRASILEIRAS parecem ter um hábito secular de pôr uma pedra sobre o nosso passado. Apesar de sermos o país com a maior população negra fora da África, quase não há museus sobre o tema e mal estudamos o assunto nas escolas. O desconhecimento do brasileiro médio em relação aos horrores e às consequências da escravidão é enorme. O esquecimento não é um acaso, é um projeto.   Leia a matéria completa no The Intercept Brasil    

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    Comissão do Congresso dos EUA discute reparações históricas por escravidão negra

    Audiência ressalta "desigualdade persistente" e políticas de segregação que estiveram vigentes até os anos 1960 Do Brasil de Fato Ator Danny Glover participou de audiência e pediu "mudanças radicais na estrutura" dos EUA (Foto: American Civil Liberties Union/Reprodução) “É impossível imaginar a América sem a herança da escravidão, que reinou por 250 anos nessa terra. Quando ela acabou, esse país poderia ter estendido os princípios de vida, liberdade e busca da felicidade a todos. Mas isso não aconteceu. Por um século após sua abolição, os negros foram sujeitados a uma incansável campanha de terror”. A fala acima, do escritor Ta-Nehisi Coates, autor do influente texto Em Defesa das Reparações , de 2014, aconteceu durante uma sessão do Subcomitê de Constituição, Direitos e Liberdades Civis, do Congresso dos EUA que, nesta quarta-feira (19), debateu possíveis políticas de reparação histórica por conta do seu papel no tráfico transatlântico de ...

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    Um vendedor de empanadas em seu posto, em Buenos Aires, em 1937 (ARQUIVO GERAL DA REPÚBLICA DA ARGENTINA INV: 13862

    Por que a escravidão foi praticamente apagada da história de Chile e Argentina: ‘Aqui não há negros’

    "Muitas vezes, no meu próprio país, passo por estrangeira por causa da minha cor, do cabelo encaracolado, e tenho que dizer com orgulho que sou chilena, tendo que suportar a descrença de muitos e muitos." Por Jaime Gonzále, da BBC  Estas palavras da ativista Marta Salgado descrevem a realidade que muitos afrodescendentes enfrentam tanto no Chile quanto na vizinha Argentina, países onde a seguinte frase se tornou comum: "Aqui não há negros". (ARQUIVO GERAL DA REPÚBLICA DA ARGENTINA INV: 13862) Embora seja verdade que, historicamente, a porcentagem de população negra nesses dois países tenha sido muito menor do que em outras nações latino-americanas, as coisas eram diferentes na época da colônia. Segundo registros históricos, há 200 anos, em cidades como Buenos Aires e Santiago, os negros chegaram a representar mais de 20% da população, número que pode chegar a 60% em outros locais onde negros escravizados traficados da África eram ...

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    Novo desenho da nota de US$ 20, com Harriet Tubman na frente, foi anunciado em 2016 por governo Obama (Foto: REUTERS)

    Ativista anti-escravidão no lugar de dono de escravos: nova nota de US$20 cria polêmica nos EUA

    Um novo desenho da nota de US$ 20, que trará um retrato da ativista americana anti-escravidão Harriet Tubman, estava previsto para entrar em vigor no ano que vem, mas será adiado até 2028, afirmou o secretário de Tesouro dos EUA, Steven Mnuchin, nesta quarta-feira (22/5). Tubman, que escapou da escravidão e ajudou outros negros escravizados a fazerem o mesmo, havia sido escolhida em uma enquete conduzida durante o governo Barack Obama, em 2016, para substituir na frente da nota de US$ 20 a figura de Andrew Jackson, ex-presidente dos EUA e na época dono de escravos. Ao explicar o adiamento na mudança, o secretário Mnuchin deu poucos detalhes - apenas afirmou que a prioridade no redesenho são "as questões de falsificação", e por isso "a nova nota de US$ 20 não virá antes de 2028". Mnuchin afirmou, porém, que antes disso o Tesouro americano vai lançar novas notas de US$ 10 ...

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    geledes-no-debate-abril

    “Precisamos repensar a escravidão, porque o que aprendemos nos livros são mentiras” diz Sheila S Walker

    Por Kátia Mello A antropóloga afro-americana e diretora executiva da ONG Afrodiáspora, Sheila S Walker esteve rodando o Brasil para lançar seu último livro Conhecimento desde dentro – os afro-sul-americanos falam dos seus povos e suas histórias. Sheila, que também é cineasta, conjuntamente com o livro lançou o filme Rostos familiares, lugares inesperados – uma diáspora africana global, em que aborda os universos da diáspora africana.  Sheila foi diretora do Programa de Estudos da Diáspora Africana e professora de Antropologia no Spelman College, uma universidade de mulheres afro-americanas em Atlanta, no Estado da Georgia, e antes dirigia o centro de estudos africanos e afro-americanos da Universidade de Texas, em Austin. Ela tem feito pesquisas, dado palestras, e participado em atividades culturais na maioria dos países da África e da Diáspora Africana Global. Nesta conversa com a coluna Geledés no debate ela ressalta a importância de se conhecer a história da ...

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    Bélgica se desculpa pela primeira vez por passado brutal nas antigas colônias da África

    Pela primeira vez, o governo belga declara mea culpa pelo sequestro de milhares de crianças africanas durante regime colonial POR ANDRÉ NOGUEIRA, do Aventuras na História Museu Real da África Central, em Bruxelas(Imagem retirada do site Aventuras na História /Reprodução) No dia de hoje foi lançado um pronunciamento direto de Bruxelas em referência a um pedido de desculpas internacional dirigido ao Congo, Burundi e Ruanda, antigas colônias do pequeno país europeu, por todo o passado colonial no que se refere aos sequestros, estupros, métodos de segregação e deportação de milhares de crianças que passaram pelo processo de adoção coercitiva. A iniciativa provem de uma associação de autores, historiadores e ativistas políticos para a criação de uma resolução parlamentar que incita o Estado Belga a reconhecer e se desculpar pelos erros cometidos na África, assumindo também a responsabilidade da cumplicidade da Igreja Católica. O fenômeno ocorria com ...

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    Cena do Filme 12 anos de Escravidão

    Nenhum negro foi indenizado pela escravidão nas Américas

    Cena do Filme 12 anos de Escravidão DESDE SEXTA-FEIRA, dia 8, uma foto emblemática escancarou o racismo e a supremacia branca no Brasil. Nela, Donata Meirelles, então diretora da Vogue Brasil, uma mulher branca, aparece sentada numa cadeira utilizada pelas mães de santo no Candomblé cercada de figurantes negras vestidas com roupas tradicionais de baianas – saias longas rodadas, batas brancas, panos da costa, turbantes, múltiplos colares dourados e prateados, brincos e pulseiras. A imagem fatídica era clara: negros em posições subjugadas ao lado de uma branca em um cenário onde a cultura negra é apropriada com fins festivos – Donata celebrava seus 50 anos. Oitenta por cento da população de Salvador é negra, mas a indústria de turismo que vive da imagem de homens e mulheres negras é branca. “Sorria, você está na Bahia!” Donata se desculpou e pediu demissão da revista. Por Ana Lucia Araujo, do The Intercept   ...

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    Por que o Brasil não pediu perdão pela escravidão?

    No Brasil, 54% da população se reconhece como afrodescendente, segundo dados do IBGE de 2015, mas quando se observe a representatividade dos negros na sociedade, ainda se percebe um longo caminho para se alcançar a igualdade racial. Do SP Bancarios Vídeo Reprodução YouTube Para chamar atenção sobre práticas que ainda precisam ser banidas da nossa sociedade como o racismo, a intolerância, o preconceito e a discriminação, o Sindicato dos Bancários destaca uma série de vídeos, na playlist Curta Bancários, como parte das atividades do Novembro da Resistência, que envolvem ações em razão do Dia da Consciência Negra, celebrado no dia 20, e do Dia Internacional de Combate à Violência contra a Mulher, em 25 de novembro.

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    Brasil viveu um processo de amnésia nacional sobre a escravidão, diz historiadora

    Sancionada pela princesa Isabel no dia 13 de maio de 1888, a lei que aboliu a escravidão após mais de três séculos de trabalho forçado no Brasil "saiu muito curta, muito pequena, muito conservadora", descreve Lilia Moritz Schwarcz. Por Júlia Dias Carneiro, no BBC Brasil   'O Brasil foi o ultimo país do Ocidente a abolir a escravidão. Às vezes as pessoas falam que foi o último das Américas, mas não. De fato, era chamado na época de retardão', diz Schwarcz. (Imagem: MUSEU PAULISTA/USP)   Em entrevista à BBC Brasil, a historiadora diz que as consequências dessa virada de página abrupta, sem políticas para incluir os ex-escravos à sociedade, são sofridas até hoje. "O que vemos hoje no país é uma recriação, uma reconstrução do racismo estrutural. Nós não somos só vítimas do passado. O que nós temos feito nesses 130 anos é não apenas dar continuidade, mas ...

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    Em Gana, Charles reconhece papel do Reino Unido no tráfico de escravos

    "A terrível atrocidade do tráfico de escravos e o sofrimento inimaginável que causou deixaram uma mancha indelével na História do nosso mundo", disse Do Noticias ao Minuto © REUTERS / Francis Kokoroko (Foto de arquivo) O Príncipe Charles está fazendo parte de uma visita a Gana. Entre as declarações, o representante da monarquia britânica reconheceu o papel do país no tráfico de escravos, o qual classificou como "uma mancha indelével na História do nosso mundo" e que é uma "profunda injustiça" que não deve ser esquecida. As informações são do jornal "O Globo" "No Castelo de Osu, foi especialmente importante para mim, como foi na minha primeira visita 41 anos atrás, reconhecer o capítulo mais doloroso nas relações de Gana com os países da Europa, incluindo o Reino Unido", disse, se referindo a visita feita ao local dois dias antes. No Castelo, aproximadamente 1,5 milhão de africanos foram vendidos. ...

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    O legado de negros muçulmanos que se rebelaram na Bahia antes do fim da escravidão

    Salvador, 25 de janeiro de 1835. Foi num sobrado de dois andares, na Ladeira da Praça, que teve início o maior e mais importante levante urbano de africanos escravizados já registrado no Brasil. Era por volta de 1h da madrugada quando um grupo de 50 africanos, das mais diferentes etnias, ocupou as ruas da capital baiana. O levante entrou para a história como a Revolta dos Malês. Por André Bernardo, do BBC Pintura 'Negra Quitandeira', de Antonio Ferrigno; indumentária malê teria dado origem ao turbante branco usado no candomblé e na umbanda Foto: ANTONIO FERRIGNO (C.1900) É um episódio que evidencia a importância política que os africanos de religião muçulmana tiveram na história do Brasil - com um legado pouco conhecido que perdura até hoje. "Na Bahia de 1835, os negros que pertenciam a um dos grupos étnicos mais islamizados da África Ocidental eram conhecidos como malês", explica o historiador João ...

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    'Fantasia' de escravo de menino de 9 anos causou repercussão na internet — Foto: Reprodução

    Mãe ‘fantasia’ filho de escravo para festa de Halloween em escola de Natal: ‘vamos abrasileirar esse negócio’

    Mulher publicou fotos de menino de 9 anos nesta segunda-feira (29), nas redes sociais, e causou repercussão negativa na internet. Por G1 'Fantasia' de escravo de menino de 9 anos causou repercussão na internet — Foto: Imagem retirada do G1 Uma mãe fantasiou o próprio filho de 9 anos como escravo para a festa de Halloween de uma escola de classe média alta em Natal, nesta segunda-feira (29). Ela mesma publicou fotos do garoto nas redes sociais, durante a tarde, e as imagens causaram grande repercussão na internet. A maior parte dos comentários é de críticas à fantasia, que foi considerada racista. A publicação foi apagada do perfil dela. Além de pintar o garoto, a mulher maquiou ele com "marcas" de chicotadas e o cobriu com roupas brancas e correntes. "Quando seu filho absorve o personagem! Vamos abrasileirar esse negócio! #Escravo", escreveu ela no Instagram. [caption ...

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