quinta-feira, julho 9, 2020

    Tag: Leonardo Boff

    Leonardo Boff: "Devemos refletir sobre esse tipo de sociedade que só pensa no lucro e que não pode continuar"

    “A humanidade tornou-se assassina de si mesma”, diz Leonardo Boff

    Em entrevista, teólogo afirma que quem nega as mudanças climáticas o faz "por maldade, estupidez, interesse no lucro" e que cabe ao ser humano devolver o equilíbrio do planeta. "Se a Terra está doente, nos faz doentes." Por Nádia Pontes , do DW Leonardo Boff: "Devemos refletir sobre esse tipo de sociedade que só pensa no lucro e que não pode continuar" (DW/N Pontes) De bengala, o teólogo Leonardo Boff sai às ruas para pedir valorização à vida em vez do lucro, além de cuidado com o planeta Terra, tolerância e justiça. Aos 81 anos, ele participou de uma romaria no último sábado (25/01) em Brumadinho, que prestou homenagens às 270 vítimas soterradas após o rompimento da barragem da Vale em 2019. Segundo Boff, em nome do lucro, os humanos transformaram a Terra num matadouro. "Nós nos transformamos no Satã da Terra Matamos animais, florestas, ...

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    A. MARQUES FOLHAPRESS

    A atual crise político-social demanda profetas

    O profetismo é um fenômeno não somente bíblico. É atestado em outras religiões como no Egito, na Mesopotâmia, em Mari e em Canaã, em todos os tempos, também nos nossos. Há vários tipos de profetas (comunidades proféticas, visionários, profetas do culto, da corte etc) que não cabe aqui analisar. Por Leonardo Boff, da Carta Maior  Créditos da foto: Leonardo Boff Clássicos são os profetas do Primeiro Testamento (dizia-se antes Antigo Testamento) que se mostravam sensíveis às questões sociais como Oséias, Amós,Miquéias, Jeremias e Isaías. Na verdade, em todas as fases do cristianismo esteve sempre presente o espírito profético, como entre nós inegavelmente com Dom Helder Câmara, com o Cardeal Dom Paulo Evaristo Arns, com Dom Pedro Casadáliga e outros, para ficar somente no Brasil. O profeta é um indignado. Sua luta é pelo direito e pela justiça especialmente dos pobres, dos fracos e das viúvas, contra os ...

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    A. MARQUES FOLHAPRESS

    Um problema nunca resolvido: o sofrimento dos inocentes

    Dizem as Escrituras do Primeiro e do Segundo Testamento que Deus escuta seus gritos; (...) que as blasfêmias que proferem por causa da dor, Deus as escuta como súplicas Por Leonardo Boff, da Carta Maior  Foto: A. MARQUES FOLHAPRESS Acompanhando a crescente violência no Brasil e verdadeiros massacres de indígenas e de pobres nas periferias e mais ainda, viajando, recentemente pela América Central fiquei impressionado em El Salvador, Guatemala, Nicarágua e outros países da região com os relatos de massacres havidos no tempo das ditaduras militares, massacres de vilas inteiras, de catequistas ou de camponeses que tinham a Bíblia em casa. O que houve entre nós, na Argentina e no Chile durante o tempo assassino sob a égide das forças militares é também de estarrecer. Atualmente, dada a crise econômico-financeira há milhões passando fome, crianças famélicas definhando e gente na rua pedindo centavos para comer qualquer coisa. ...

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    Dez lições do impeachment

    Seguramente é cedo ainda para tirar lições do questionável impeachment que inaugurou um nova tipologia de golpe de classe via parlamento. Estas primeiras lições poderão servir ao PT e aliados e aos que amam a democracia e respeitam a soberania popular, expressa por eleições livres. Os que detém o ter, o poder e o saber  que se ocultam atrás dos golpistas se caracteriza por não mostrar  apreço à democracia e por  se lixar pela situação de gritante desigualdade do povo brasileiro. Por Leonardo Boff Do Brasil247 A primeira lição é alimentar resiliência, vale dizer, resistir, aprender dos erros e derrotas e dar a volta por cima. Isso implica severa autocrítica, nunca feita com rigor pelo PT. Precisa-se ter claro sobre que  projeto de país se quer implementar. Segunda lição: reafirmar a democracia, aquela que  ganha as ruas e praças, contrariamente da democracia de baixa intensidade, cujos representantes, com exceções, são comprados pelos poderosos para ...

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    Como enfrentar o fundamentalismo

    Atualmente em todo mundo, se verifica um aumento crescente do conservadorismo e de fenômenos fundamentalistas que se expressam pela homofobia, xenofobia, anti-feminismo, racismo e toda sorte de discriminações. Por Leonardo Boff Do Jornal do brasil O fundamentalista  está convencido de que a sua verdade é a única e que todos os demais ou são desviantes ou fora da verdade. Isso é recorrente nos programas televisivos das várias igrejas pentecostais, incluindo setores da Igreja Católica. Mas também no pensamento único de setores políticos. Pensam que só a verdade tem direito, a deles. O terror deve ser combatido. Eis a origem dos conflitos religiosos e políticos. O fascismo começa com esse modo fechado de ver as coisas. Como vamos enfrentar esse tipo de radicalismo? Além de muitas outras formas, creio que uma delas consiste no resgate do conceito bom do relativismo, palavra que muitos nem querem ouvir. Mas nele há muita verdade. Ele ...

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    A renda cidadã: uma saída viável da crise mundial

    Pelo fato de alguém ser humano, tem direito a uma renda cidadã que lhe garanta uma vida digna, embora frugal. Artigo de Leonardo Boff. Por Leonardo Boff, da Carta Capital  A crise economico-financeira de 2007-2008 estremeceu os fundamentos da economia capitalista (este é seu modo de produção) e o neoliberalismo (este é sua expressão política). A tese básica era dar primazia ao mercado, à livre iniciativa, à acumulação privada, a lógica da competição em detrimento da lógica da cooperação e  a um Estado mínimo. O lema em Wall Street de Nova York era: greed is good, traduzindo, a cobiça é boa. Quem olha numa perspectiva minimanente ética já podia saber que um sistema montado sobre um vício (cobiça) e não sobre uma virtude (bem comum), jamais poderia dar certo. Um dia irria implodir. A implosão começou com a falência de um dos maiores bancos norte-americanos, o Lehman Brothers, levando todo o sistema bancário e ...

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    O indígena, aquele que deve morrer

    A questão indígena é um problema que nunca foi equacionado nas políticas públicas brasileiras. Grande parte foi exterminada, desde o tempo da colonização e hoje compõem apenas 0,4% da população o que equivale a  817 mil pessoas constituindo 300 povos. Vivem muito concentrados em apenas 200 municípios entre os mais de cinco mil existentes no Brasil. Por Leonardo Boff, do Jornal do Brasil  Praticamente eles não contam. Só a partir de 1991 que começaram a entrar no censo populacional efetivado pelo IBGE. A questão tornou-se aguda, como sempre foi, neste ano com o assassinato de Clodiode Aquileu Rodrigues de Souza, um guarani-kaiowá, de 26 anos, um agente de saúde, morto à bala na fazenda Yvu, em Caarapó, a 273 km de Campo Grande em Mato Grosso do Sul. Outros cinco membros da comunidade foram feridos entre eles um menino de 12 anos. Cerca de 200 camionetes e carros cercaram as tendas ...

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    Leonardo Boff: Dez lições da crise brasileira

    Toda crise acrisola, purifica e faz madurar. Que lições podemos tirar dela? O teólogo Leonardo Boff elenca algumas delas Por Leonardo Boff Do Revista Fórum Toda crise acrisola, purifica e faz madurar. Que lições podemos tirar dela? Elenco algumas. Primeira lição: o tipo de sociedade que temos não pode mais continuar assim com é. As manifestações de 2013 e as atuais mostraram claramente: não queremos mais uma democracia de baixíssima intensidade, uma sociedade profundamente desigual e uma política de negociatas. Nas manifestações os políticos também os da oposição foram escorraçados. Igualmente movimentos sociais organizados. Queremos outro tipo de Brasil, diverso daquele que herdamos que seja democrático, includente, justo e sustentável. Segunda lição: superar a vergonhosa desigualdade social impedindo que 5 mil famílias extensas controlem quase metade da riqueza nacional. Essa desigualdade se traduz por uma perversa concentração de terras, de capitais e de uma dominação iniqua do sistema financeiro, com bancos que extorquem o povo e ...

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    No México, Papa pede perdão aos povos originários

    Foi memorável a data de 15 de fevereiro de 2016 quando o Papa Francisco esteve na cidade colonial San Cristóbal de de las Casas, capital do estado mais pobre do México, Chiapas, lá onde em 1994 irrompeu a rebelião dos zapatistas que perdurou até 2005. Encontrou-se com os povos originários, maias, quichés e outros. Diante de cem mil pessoas celebrou missa  utilizando as línguas deles. Por Leonardo Boff, do Jornal do Brasil  Foi uma visita de dupla reparação. Primeiro aos povos originários, pedindo perdão pelos séculos de dominação e de de sofrimento:"Muitas vezes, de maneira sistemática e estrutural, os vossos povos foram alvo de incompreensão e excluídos da sociedade. Alguns consideraram inferiores seusvalores, cultura e tradições, (...) e isso é muito triste. O que nos faria bem, a todos nós, seria um exame de consciência e aprender a pedir perdão”. Ecoam ainda aos nossos ouvidos as palavras comovedoras do profeta maia ...

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    Eu não sou Charlie, je ne suis pas Charlie

    Na Grécia, a dignidade venceu a cobiça

    Há momentos na vida de um povo em que ele deve dizer Não, para além das possíveis consequências. Trata-se da dignidade, da soberania popular, da democracia real e do tipo de vida que se quer para toda a população. Por Leonardo Boff Do Jornal do brasil Há cinco anos que a Grécia se debate numa terrível crise econômico-financeira, sujeita a todo tipo de exploração, chantagem e até terrorismo  por parte do sistema financeiro, especialmente de origem alemã e francesa. Ocorria uma verdadeira intervenção na soberania nacional com a pura e simples imposição das medidas de extrema austeridade excogitadas, sem consultar ninguém, pela Troika (Banco Central Europeu, Comissão Européia e o FMI). Tais medidas implicaram uma tragédia social, face à  qual o sistema financeiro não mostrava nenhum sentido de humanidade. “Salve-se o dinheiro e que sofra ou morra o povo”. Efetivamente desde que começou a crise ocorreram mais de dez mil suicídios ...

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    Em entrevista, Leonardo Boff diz não temer um novo golpe e atribui crise às mídias conservadoras

    Neste momento o país enfrenta uma das piores crises econômica e política, e essa crise, segundo classificou o teólogo Leonardo Boff em entrevista à Rádio Brasil Atual, é “em grande parte forjada, mentirosa, induzida, ela não corresponde aos fatos”. Ainda de acordo com Boff, a crise foi amplificada graças ao drama feito pela mídia. O teólogo classifica os principais meio de comunicação do país como “uma mídia conservadora, golpista e que nunca respeitou nenhum governo popular”. Do Jornal do Brasil Durante a entrevista à Rádio Brasil Atual, concedida na última segunda-feira (9), Leonardo Boff disse acreditar que esse nível de acirramento no cenário político não chega a preocupar, pois, para ele, ao se comparar com outros contextos históricos, a democracia sofreu um processo de amadurecimento. O teólogo explica que considera a situação do Brasil diferente dos que enfrentam os países europeus como Grécia, Espanha e Portugal, também vivendo um momento turbulento. ...

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    Para os que querem abandonar o Brasil

    Povo: em busca de um conceito

    Há poucas palavras mais usadas por distintas retóricas do que esta de  “povo”. Seu sentido é tão flutuante  que as ciências sociais dão-lhe pouco apreço preferindo falar em sociedade ou em classes sociais. Mas como nos ensinava L. Wittgenstein “o significado de uma palavra depende de seu uso”.  Entre nós, quem  mais usa  positivamente a palavra “povo”são aqueles que se interessam pela sorte das classes subalternas: o “povo”. Por Leonardo Boff, no Jornal do Brasil  Vamos tentar fazer um esforço teórico para conferir um conteúdo analítico a “povo” para que seu uso sirva àqueles se sentem excluídos na sociedade e querem ser “povo”. O primeiro sentido filosófico-social  deita suas raízes no pensamento clássico da antiguidade. Já Cicero e depois Santo Agotinho e Tomás de Aquino, afirmavam que “povo não é qualquer reunião de homens de qualquer modo, mas é a reunião de uma multidão ao redor do consenso do direito e dos interesses comuns”. Cabe ao Estado ...

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    Eu não sou Charlie, je ne suis pas Charlie

    Eu não sou Charlie, je ne suis pas Charlie

    Há muita confusão acerca do atentado terrorista em Paris, matando vários cartunistas. Quase só se ouve um lado e não se buscam as raízes mais profundas deste fato condenável mas que exige uma interpretação que englobe seus vários aspectos ocultados pela mídia internacional e pela comoção legítima face a um ato criminoso. Mas ele é uma resposta a algo que ofendia milhares de fiéis muçulmanos. Evidentemente não se responde com o assassianto. Mas também não se devem criar as condições psicológicas e políticas que levem a alguns radicais a lançarem mão de meios reprováveis sobre todos os aspectos. Publico aqui um texto de um padre que é teólogo e historiador e conhece bem a situação da França atual. Ele nos fornece dados que muitos talvez não os conheçam. Suas reflexões nos ajudam a ver a complexidade deste anti-fenômeno com suas aplicações também à situação no Brasil: Lboff *************************** Eu condeno ...

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    Para os que querem abandonar o Brasil

    Fim de uma era, uma nova civilização ou o fim do mundo?

    Há vozes de personalidades de grande respeito que advertem que estamos já dentro de uma Terceira Guerra Mundial. A mais autorizada é a do Papa Francisco. No dia 13 de setembro deste ano, ao visitar um cemitério de soldados italianos mortos em Radipuglia perto da Eslovênia disse: ”a Terceira Guerra Mundial pode ter começado, lutada aos poucos com crimes, massacres e destruições”. O ex-chanceler alemão Helmut Schmidt em 19/12/2014, com 93 anos, adverte acerca de  uma possível Terceira Guerra Mundial, por causa da Ucrânia. Culpa a arrogância e os militares burocratas da União Européia, submetidos às políticas belicosas dos USA. George W. Bush chamou a guerra ao terror, depois dos atentados contra as Torres Gêmea, de “World War III”. Eliot Cohen, conhecido diretor de Estudos Estratégicos da Johns Hopkins University, confirma Bush bem como Michael Leeden, historiador, filósofo neoconservador e antigo consultor do Conselho de Segurança dos USA que prefere ...

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    Leonardo Boff: Os sonhos do homem branco…

    A crise econômico-financeira que está afligindo grande parte das economias mundiais criou a possibilidade de os muito ricos ficarem tão ricos como jamais na história do capitalismo, logicamente à custa da desgraça de países inteiros como a Grécia, a Espanha e outros, e de modo geral toda a Zona do Euro, talvez com uma pequena exceção, a Alemanha. Ladislau Dowbor (http://dowbor.org), professor de economia da PUC-SP, resumiu um estudo do famoso Instituto Federal Suíço de Pesquisa Tecnológica (ETH), que por credibilidade concorre com as pesquisas do MIT de Harvard. Neste estudo se mostra como funciona a rede do poder corporativo mundial, constituída por 737 atores principais que controlam os principais fluxos financeiros do mundo, especialmente ligados aos grandes bancos e outras imensas corporações multinacionais. Para esses, a atual crise é uma incomparável oportunidade de realizaram o sonho maior do capital: acumular de forma cada vez maior e de maneira concentrada.por ...

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    Para os que querem abandonar o Brasil

    Se conhecêssemos os sonhos do homem branco…

    A crise econômico-financeira que está afligindo grande parte das economias mundiais criou a possibilidade de os muito ricos ficarem tão ricos como jamais na história do capitalismo, logicamente à custa da desgraça de países inteiros como a Grécia, a Espanha e outros, e de modo geral toda a Zona do Euro, talvez com uma pequena exceção, a Alemanha. Ladislau Dowbor (http://dowbor.org), professor de economia da PUC-SP, resumiu um estudo do famoso  Instituto Federal Suiço de Pesquisa Tecnológica (ETH), que por credibilidade concorre com as pesquisas do MIT de Harvard. Neste estudo se mostra como funciona a rede do poder corporativo mundial, constituída por 737 atores principais que controlam os principais fluxos financeiros do mundo, especialmente ligados aos grandes bancos e outras  imensas corporações multinacionais. Para esses, a atual crise é uma incomparável oportunidade de realizaram o sonho maior do capital: acumular de forma cada vez maior e de maneira concentrada. Por: Leonardo ...

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    Para os que querem abandonar o Brasil

    Para os que querem abandonar o Brasil

    Leonardo Boff É espantoso ler nos jornais e mensagens nas redes sociais e mesmo em inteiros youtubes a quantidade de pessoas, geralmente das classes altas ou os ditos “famosos” que lhes custa digerir a vitória eleitoral da reeleita Dilma Rousseff do PT. Externam ódio e raiva, usando palavras tiradas da escatologia (não da teológica que trata dos fins últimos do ser humano e do universo) e da baixa pornografia para insultar o povo brasileiro, especialmente os nordestinos. Estas pessoas não vivem no Brasil, mas, em geral, no Leblon e em  Ipanema ou nos Jardins da cidade de São Paulo onde se albergam, em sua maioria, os pertencentes às classes opulentas (aquelas 5 mil famílias que, segundo M. Porchmann, detém 43% do PIB nacional). Muitas delas não se sentem povo brasileiro. Externam até vergonha. Mas estão aqui porque neste país é mais fácil enricar, embora o desfrute mesmo é em feito ...

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    Quão “cordial” é o povo brasileiro?

    Quão “cordial” é o povo brasileiro?

    Leonardo Boff * Dizer que o brasileiro é um “homem cordial” vem do escritor Ribeiro Couto,  expressão generalizada por Sérgio Buarque de Holanda em seu conhecido livro: “Raízes do Brasil” de 1936 que lhe dedica o inteiro capítulo V. Mas esclarece, contrariando Cassiano Ricardo que entendia a “cordialidade”como bondade e a polidez, que “nossa forma ordinária de convívio social é no fundo, justamente o contrário da polidez”(da 21ª edição de 1989 p. 107). Sergio Buarque assume a cordialidade no sentido estritamente etimológico: vem de coração. O brasileiro se orienta muito mais pelo coração do que pela razão. Do coração podem provir o amor e o ódio. Bem diz o autor: ”a inimizade bem pode ser tão cordial como a amizade, visto que uma e outra nascem do coração”(p.107).Escrevo tudo isso para entender os sentimentos “cordiais” que irromperam na campanha presidencial de 2014. Houve por uma parte declarações de entusiasmo e ...

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    Rose Marie Muraro: a saga de uma mulher impossível, por Leonardo Boff

    No dia 21 de junho concluíu sua peregrinação terrestre no Rio de Janeiro uma das mulheres brasileiras mais significativas do século XX: Rose Marie Muraro (1930-2014). Nasceu quase cega. Mas fez desta deficiência o grande desafio de sua vida. Cedo intiuíu que só o impossível abre o novo; só o impossível cria. É o que diz no seu livro Memórias de uma mulher impossível (1999,35). Com parquíssima visão formou-se em física e economia. Mas logo descobriu sua vocação intelectual: de ser uma pensadora da condição humana especialmente da condição feminina. Foi ela que no final dos anos 60 do século passado, suscitou a polêmica questão de gênero. Não se limitou à questão das relações desiguais de poder entre homens e mulheres mas denunciou relações de opressão na cultura, nas ciências, nas correntes filosóficas, nas instituições, no Estado e no sistema econômico. Enfim deu-se conta de que no patriarcado de séculos ...

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    Quem envergonhou o Brasil aqui e lá fora?

    Por:Leonardo  Boff Pertence à cultura popular do futebol a vaia a certos jogadores, a juízes e eventualmente a alguma autoridade presente. Insultos e xingamentos com linguagem de baixo calão que sequer crianças podem ouvir é coisa inaudita no futebol do Brasil. Foram dirigidos à mais alta autoridade do pais, à Presidenta Dilma Rousseff, retraída nos fundos da arquibancada oficial. Ignorante, sem educação e descarado não é o povo, como costumam pensar e dizer. Descarado, sem educação e ignorante é o grupo que pensa e diz isso do povo Esses insultos vergonhosos só podiam vir de um tipo de gente que ainda têm visibilidade do pais, “gente branquíssima e de classe A, com falta de educação e sexista’ como comentou a socióloga do Centro Feminista de Estudos, Ana Thurler. Quem conhece um pouco a história do Brasil ou quem leu Gilberto Freyre, José Honório Rodrigues ou Sérgio Buarque de Hollanda sabe ...

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