Tag: Osmundo Pinho

“Xica”: palimpsesto e fúria encarnada sobre a Gamboa

Em “Black Women Against the Land Grab” Keisha-Khan Perry reposiciona nossa percepção sobre a Gamboa de Baixo, na cidade de Salvador da Bahia, na verdade nos faz entender, como o “baixo” na Gamboa, foi produzido como um corte no tecido vernáculo urbano. Um reassentamento das hierárquicas raciais-sociais, materializado, especializado, com a construção da Avenida do Contorno. Baixo, baixaria, baixeza, baixo-astral. A associação usual do território e do corpo negro à indignidade e à devassidão sexual, construindo o significado da negritude na diáspora tropical das Américas. Como a tara desse enorme silêncio pervertido que não pode falar em seu próprio nome. Por Osmundo Pinho Enviado para o Portal Geledes Ir ao teatro na Gamboa (de Cima), nos obriga a confrontar essa arquitetura da violência e da desigualdade. Terror and enjoyment, como discute Saidiya Hartman, no coração da sociogênese antinegra nas Américas. A economia politica da escravidão como perversão sexual. Diante disso nos colocamos ...

Leia mais

Hiperssexualização do corpo negro masculino

Enviado para o Portal Geledes por Caio Cesar dos Santos Minha irmã me questionou esses dias sobre o fato deu ter escrito sobre hiperssexualização do homem negro e dias depois postar uma foto de sunga nas redes sociais. Eu achei o questionamento interessante porque me parece uma confusão na cabeça das pessoas mesmo. Exercer a sexualidade é um direito de todos nós, seja qual for a sua cor, gênero ou orientação sexual. Quando falo sobre hiperssexualização de homens negros, não quero dizer que você está proibida (o) de achar o corpo daquele homem bonito, atraente etc., isso é normal e faz parte das relações humanas. O desejo, o interesse, tudo isso é realmente normal. Hiperssexualizar um homem negro é tirar dele a condição de homem. É vê-lo somente como um corpo, um fetiche, pronto para ser usado e abusado pelos seus desejos sexuais. É caracterizá-lo sexualmente como selvagem, viril e violento. ...

Leia mais

Corporeidade negra masculina e a crise do afeto

“Ser negro é ser o corpo negro” (Osmundo Pinho) Quatro mulheres negras se apresentam em discursos encharcados de dor, desespero e revolta. Histórias de vida que denunciam o racismo praticado por brancos em posições de poder. Mulheres marcadas por estereótipos que recaem sobre os diferentes tons da pele negra que logo rememoram a escravidão e o passado, nem tão distante, de privações. Assim, a cantora Nina Simone apresenta sua canção Four Women. Áspera e enternecedora, a música não conta explicitamente a história de uma mulher solitária, mas sim traz a própria solidão como pano de fundo. Esse abandono, sem dúvidas, tem uma carga social e afetiva sendo muitas vezes protagonizado por um homem negro. Fonte: CEERT por, Juliana Gonçalves Entender esse homem negro e como ele também padece dos efeitos do racismo e do machismo parece ser necessário para aprofundar essa questão. No Brasil o racismo se dá, dentre outros, ...

Leia mais

Últimas Postagens

Artigos mais vistos (7dias)

No Content Available

Twitter

Welcome Back!

Login to your account below

Retrieve your password

Please enter your username or email address to reset your password.

Add New Playlist