quarta-feira, agosto 5, 2020

    Tag: Osmundo Pinho

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    “Xica”: palimpsesto e fúria encarnada sobre a Gamboa

    Em “Black Women Against the Land Grab” Keisha-Khan Perry reposiciona nossa percepção sobre a Gamboa de Baixo, na cidade de Salvador da Bahia, na verdade nos faz entender, como o “baixo” na Gamboa, foi produzido como um corte no tecido vernáculo urbano. Um reassentamento das hierárquicas raciais-sociais, materializado, especializado, com a construção da Avenida do Contorno. Baixo, baixaria, baixeza, baixo-astral. A associação usual do território e do corpo negro à indignidade e à devassidão sexual, construindo o significado da negritude na diáspora tropical das Américas. Como a tara desse enorme silêncio pervertido que não pode falar em seu próprio nome. Por Osmundo Pinho Enviado para o Portal Geledes Ir ao teatro na Gamboa (de Cima), nos obriga a confrontar essa arquitetura da violência e da desigualdade. Terror and enjoyment, como discute Saidiya Hartman, no coração da sociogênese antinegra nas Américas. A economia politica da escravidão como perversão sexual. Diante disso nos colocamos ...

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    Hiperssexualização do corpo negro masculino

    Enviado para o Portal Geledes por Caio Cesar dos Santos Minha irmã me questionou esses dias sobre o fato deu ter escrito sobre hiperssexualização do homem negro e dias depois postar uma foto de sunga nas redes sociais. Eu achei o questionamento interessante porque me parece uma confusão na cabeça das pessoas mesmo. Exercer a sexualidade é um direito de todos nós, seja qual for a sua cor, gênero ou orientação sexual. Quando falo sobre hiperssexualização de homens negros, não quero dizer que você está proibida (o) de achar o corpo daquele homem bonito, atraente etc., isso é normal e faz parte das relações humanas. O desejo, o interesse, tudo isso é realmente normal. Hiperssexualizar um homem negro é tirar dele a condição de homem. É vê-lo somente como um corpo, um fetiche, pronto para ser usado e abusado pelos seus desejos sexuais. É caracterizá-lo sexualmente como selvagem, viril e violento. ...

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    Corporeidade negra masculina e a crise do afeto

    “Ser negro é ser o corpo negro” (Osmundo Pinho) Quatro mulheres negras se apresentam em discursos encharcados de dor, desespero e revolta. Histórias de vida que denunciam o racismo praticado por brancos em posições de poder. Mulheres marcadas por estereótipos que recaem sobre os diferentes tons da pele negra que logo rememoram a escravidão e o passado, nem tão distante, de privações. Assim, a cantora Nina Simone apresenta sua canção Four Women. Áspera e enternecedora, a música não conta explicitamente a história de uma mulher solitária, mas sim traz a própria solidão como pano de fundo. Esse abandono, sem dúvidas, tem uma carga social e afetiva sendo muitas vezes protagonizado por um homem negro. Fonte: CEERT por, Juliana Gonçalves Entender esse homem negro e como ele também padece dos efeitos do racismo e do machismo parece ser necessário para aprofundar essa questão. No Brasil o racismo se dá, dentre outros, ...

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