quarta-feira, junho 16, 2021

Tag: Patrice Lumumba

Imagem: Quadro Negro

Em 2020, o negro ainda é útil ao colonizador

É característica dos movimentos políticos-sociais, como o movimento negro, a participação e escuta apenas de pessoas “adultas”, seja lá o que isso de fato queira dizer. Em 2019, a ativista estadunidense Angela Davis veio ao Brasil para palestras concorridas. Foi ouvida por milhares. E encantou-se por, na platéia, haver uma quantidade de mulheres negras muitos jovens, algumas menores de idade, todas politizadas e com uma vivência fundamental que, segundo Angela, enriquece o debate. Malcom X só discursava para homens adultos. Ndeye Fatou Ndiaye, brasileira de 15 anos de idade, já é uma destas intelectuais que nos encantam com sua lucidez. Pronta para inclusive, como neste texto escrito para o Quadro-negro, ter algo a dizer para os seus. “Utilizar o negro para produzir resultados é marca registrada do colonizador: desde a chamada escravização, passando pela colonização, neocolonialismo, a seleção francesa de futebol e até chegar no comitê do Carrefour criado no mês ...

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(Foto: Getty Images/AFP/ J. D. Kannah)

Patrice Lumumba foi assassinado há 55 anos

Ali está ele. De mão erguida, saudando os transeuntes, de fato e com os seus óculos típicos. Uns mais tarde, outros mais cedo, toda a gente passa pela estátua de Patrice Lumumba em Kinshasa, na avenida que conduz ao aeroporto. Lumumba chefiou o primeiro Governo eleito livremente na República Democrática do Congo, após a independência da Bélgica. Mas esteve apenas quatro meses no poder. Aos 34 anos, foi afastado do cargo e assassinado. O inconformado O que aconteceu no dia da proclamação da independência, 30 de junho de 1960, prenunciava já talvez o desfecho do jovem primeiro-ministro. Durante as celebrações oficiais, Lumumba denunciou publicamente as práticas racistas dos colonizadores. Os congoleses rejubilaram, não só os que participavam na cerimónia mas também aqueles que ouviam o discurso em casa, através do rádio. Mas o rei belga e os diplomatas estrangeiros ficaram chocados. Os objetivos políticos de Lumumba não condiziam com os ...

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O sonho de união de Patrice Lumumba (Foto: AFP)

O sonho de união de Patrice Lumumba

Se estivesse vivo, o líder da independência da República Democrática do Congo completaria 89 anos em 2 de julho O sonho de uma nação unida e do pan-africanismo foi interrompido de forma abrupta. Em 1960, uma guerra ideológica e de demonstração de poder dividia o mundo entre capitalistas e socialistas. No meio, dezenas de nações da África. Uma das vítimas do conflito, o recém-eleito primeiro-ministro da República Democrática do Congo (RDC), Patrice Émery Lumumba. Se ainda estivesse vivo, o congolês completaria 89 anos no dia 2 de julho. Lumumba foi um dos principais líderes do movimento de libertação do então Congo Belga, nos anos 50. Alguns o classificam como o pai da independência nacional. Sua ascensão a chefe do governo da RDC não foi fácil. De funcionário público a ativista político Patrice Lumumba nasceu na cidade de Onalua em 1925, época em que a RDC era colônia da Bélgica. Filho ...

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Foto: Bob Gomel/Time & Life Pictures/Getty Images

Patrice Lumumba

Faz agora meio século. Foi a 17 de Janeiro de 1961 que agentes do colonialismo belga e do imperialismo norte-americano, com a conivência de traidores congoleses, assassinaram de forma bárbara Patrice Lumumba, combatente da independência da sua terra e primeiro chefe do governo da República do Congo. Apesar de ter desaparecido há 50 anos, ainda muito jovem, a sua figura emerge hoje como a de um patriota íntegro e corajoso, de um lutador anticolonialista e anti-imperialista. Em África, na Ásia e na América Latina, diferentes gerações de revolucionários admiram-no, a par de Kwame Nkrumah, Amílcar Cabral, Agostinho Neto ou Samora Machel, como um herói da libertação africana cujo legado se mantém actual e inspira novas lutas pela emancipação social dos povos do continente e de todo Mundo. A biografia de Patrice Lumumba pode ser resumida em poucas linhas. Nasceu em 2 de Julho de 1925, filho de camponeses pobres, na ...

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Foto: Marcus Steinmayer

Abdias Nascimento, por Sueli Carneiro

"Sempre que penso em Abdias Nascimento o sentimento que me toma é de gratidão aos nossos deuses por sua longa vida e extraordinária história fonte de inspiração de todas as nossas lutas e emblema de nossa força e dignidade. A história política e a reflexão de Abdias Nascimento se inserem no patrimônio político-cultural pan-africanista, repleto de contribuições para a compreensão e superação dos fatores que vêm historicamente subjugando os povos africanos e sua diáspora. Abdias Nascimento é a grande expressão brasileira dessa tradição, que inclui líderes e pensadores da estatura de Marcus Garvey, Aimé Cesaire, Franz Fannon, Cheikh Anta Diop, Léopold Sedar Senghor, Patrice Lumumba, Kwame Nkruman, Amílcar Cabral, Agostinho Neto, Steve Biko, Angela Davis, Martin Luther King, Malcom X, entre muitos outros. A atualidade e a justeza das análises e das posições defendidas por Abdias Nascimento ao longo de sua vida se manifestam contemporaneamente entre outros exemplo, nos resultados da III Conferência Mundial ...

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