terça-feira, agosto 4, 2020

    Tag: religiões de matriz africana

    (Foto: Imagem retirada do site Alma Preta)

    Negritude, sororidade e afro-religiosidade

    Analiso aqui dois livros recém-lançados, ambos de escritoras negras: Filha do Fogo, de 2020 e Yõnu, 2019, de Elizandra Souza e Raquel Almeida, respectivamente. Ambos publicados por selos editoriais independentes e periféricos criados pelas próprias autoras. As duas são poetas e vivem a inédita experiência de publicar um livro dedicado exclusivamente à prosa, no caso ao conto. As autoras são da mesma geração; nasceram nos anos 1980 e são de família nordestina. Raquel é de Pirituba, Zona Oeste e Elizandra é do Grajaú, Zona Sul de São Paulo. Ambas se iniciaram no candomblé recentemente e seus livros são carregados da espiritualidade que emana das religiões de matriz africana. Raquel e Elizandra engajaram-se no movimento cultural periférico antes da consolidação das redes sociais, fenômeno que explodiu na segunda década deste século. São anteriores, portanto, ao feminismo negro contemporâneo que é protagonizado pela geração tombamento e que discute questões como apropriação cultural, ...

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    Caso foi registrado em Cachoeira, no Recôncavo baiano — Foto: Pai Duda de Candola/Arquivo pessoal

    Pai de santo denuncia invasão, tiros e destruição de objetos sagrados em terreiro na Bahia: ‘Violência muito grave’

    A tranquilidade do terreiro Ilê Axé Icimimó Agunjí Didê, em Cachoeira, no Recôncavo baiano, foi substituída por momentos de tensão na última terça-feira (9). Em postagem feita nas redes sociais, Antônio Santos, o Pai Duda de Candola, denunciou uma invasão de homens armados ao local. No relato, ele afirma que os invasores dispararam tiros para o alto, cortaram as cercas que delimitam o terreno do terreiro de candomblé e destruíram objetos sagrados. Na manhã desta sexta-feira (12), Pai Duda de Candola narrou ao G1 o que presenciou na última terça-feira. Ele afirma que os responsáveis pela invasão eram funcionários da empresa Penha Papéis e Embalagens, que tem sede na cidade de Santo Amaro da Purificação, vizinha a Cachoeira. “Essa invasão já é a quarta vez que esses agressores chegam ao terreiro. Na terça-feira, por volta das 9h foi que aconteceu esse grande absurdo. Chegaram com grande violência. Eu não pude ...

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    Ogunhê

    Ogún - O grande guerreiro Do Alaketú Odé DIA: Terça-Feira CORES: Verde ou Azul-escuro, Vermelho (algumas qualidades) SÍMBOLOS: Bigorna, Faca, Pá, Enxada e outras ferramentas ELEMENTOS: Terra (florestas e estradas) e Fogo DOMÍNIOS: Guerra, Progresso, Conquista e Metalurgia SAUDAÇÃO: Ògún Iyè! (Salve Ogún) Ilustração: André Mantoano Ogun (Ògún) é o temível guerreiro, violento e implacável, deus do ferro, da metalurgia e da tecnologia; protetor do ferreiros, agricultores, caçadores, carpinteiros, escultores, sapateiros, talhantes, metalúrgicos, marceneiros, maquinistas, mecânicos, motoristas e de todos os profissionais que de alguma forma lidam com o ferro ou metais afins. Orixá conquistador, Ogun fez-se respeitar em toda a África negra pelo seu carácter devastador. Foram muitos os reinos que se curvaram diante do poder militar de Ogun. Entre os muitos Estados conquistados por Ogun estava a cidade de Iré, da qual se tornou senhor após libertar a cidade da tirania do rei e substituí-lo pelo seu, próprio filho, regressando ...

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    Pelo momento atual, rituais para Omolu e outros orixás são feitos isoladamente (Foto: Dadá Jaques/CORREIO)

    Em isolamento, devotos do Candomblé evocam orixá da cura

    Com celebrações suspensas nos terreiros, povo de santo faz oferendas individuais para Omolu expulsar coronavírus Por Alexandre Lyrio, do Correio 24 Horas Omolu é a divindade mais invocada pelo Candomblé para nos livrar das enfermidades (Foto: Dadá Jaques/CORREIO) Quem poderá salvar tanta gente da dor? Para além dos médicos e da ciência, a quem recorrer nesse momento de incertezas sobre a própria saúde física? Bem, para os integrantes do candomblé e outras religiões de matriz africana, o herói veste palha da costa da cabeça aos pés, carrega uma lança coberta de taliscas de dendezeiro, tem o poder de levar para longe do planeta qualquer enfermidade e atende pelo nome de Omulu, o orixá da cura. Sem dúvida, trata-se da divindade do candomblé que mais tem sido evocada desde que o coronavírus se tornou uma ameaça. Pode saudá-lo com um simples “atotô”! Mas há quem esteja fazendo ...

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    Foto: Deldebbio

    Associação pede proibição de cremação de seguidores do Candomblé

    Ofício enviado ao MPE/BA e MPF versa sobre mortos infectados pelo coronavírus Por Marina Hortélio, do Correio 24 Horas Foto: Deldebbio A Associação Brasileira de Preservação da Cultura Afro-ameríndia (AFA) enviou ofício ao Ministério Público do Estado da Bahia (MPE/BA) e ao Ministério Público Federal (MPF) solicitando uma normativa sobre o respeito ao sepultamento do Candomblé. A medida visa proibir que um seguidor do Candomblé morto pelo novo coronavírus (Covid-19) seja cremado, mesmo em caso de uma determinação que obrigue a cremação dos mortos pela doença. O documento foi enviado ao MPE e MPF na segunda-feira (30). A ideia é se antecipar para evitar que um religioso do Candomblé seja cremado visto a necessidade do procedimento em outros países devido ao colapso do sistema funerário. Também há um pedido para que o corpo não seja sepultado em gavetas. “Estamos vendo países como a Itália e a ...

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    Membros da Federação de Umbanda e Candomblé de Brasília e Entorno lamentam depredação da Praça dos Orixás (foto: Marcelo Ferreira/CB/D.A Press )

    Religiões de matriz africana são alvos de 59% dos crimes de intolerância

    Apesar de representarem apenas 0,2% da população do DF, os adeptos das religiões com ligações africanas são os que mais sofrem com o preconceito: 59,42% dos crimes de intolerância, somando todas as religiões, têm esses grupos como alvos Por Alan Rios, do Correio Braziliense Membros da Federação de Umbanda e Candomblé de Brasília e Entorno lamentam depredação da Praça dos Orixás(foto: Marcelo Ferreira/CB/D.A Press ) "Axé é uma palavra que quer dizer força, luta, vitória", explica Mãe Marinalva, adepta da umbanda e do candomblé. Ela tem um terreiro em Santa Maria e faz parte da população do Distrito Federal que sofre ataques simplesmente por suas crenças, e “precisa de muito axé” para ter liberdade na fé. Só 0,2% dos moradores da capital seguem religiões de matrizes afro-brasileiras, segundo dados do último censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Porém, um levantamento com dados da ...

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    Acarajé, bobó de camarão e abará são alguns dos alimentos ligados ao candomblé /

    Candomblé: resistência, preservação e reconhecimento da culinária afro-brasileira

    A religião de matriz africana entende o ato de comer como sagrado e forma de dialogar com a ancestralidade Por Mayara Paixão, do Brasil de Fato Acarajé, bobó de camarão e abará são alguns dos alimentos ligados ao candomblé / Imagem retirada do site Brasil de Fato Entre a riqueza de heranças que africanas e africanos trouxeram para o Brasil, está uma manifestação religiosa afro-brasileira construída a partir de religiões tradicionais da África: o candomblé. Durante suas cerimônias, o ato de comer, assim como a dança, tem um significado sagrado. É através da comida que os praticantes do candomblé se comunicam e homenageiam os orixás, figuras que representam os ancestrais. Nos terreiros, comer é sinônimo de socialização, segundo explica a Makota Bayrangi “Nega Duda”. “A comida é oferecida ao público. Não é só o povo do terreiro, mas o entorno inteiro da comunidade come e também ...

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    Foto: Rosebell Kagumire

    Osun é fundamento epistemológico: um diálogo com Oyèronké Oyèwúmi

    A partir da pesquisadora feminista nigeriana e intelectuais brasileiras, refuta-se o olhar colonial sobre a epistemologias afrodiaspóricas Por Carla Akotirene, de Carta capital Oyèronké Oyèwúmi (Foto: Rosebell Kagumire) A epistemologia acontece na cultura. Entretanto, a colonialidade moderna tão criticada por nós, pensadoras negras decoloniais, solapou das civilizações africanas o ponto de vista ancestral, ainda creditou gênero e sexualidade como marcadores estruturantes dos estudos feministas e de mulheres. Tais ‘bio-lógicas’ de masculino e feminino subsumiram a heterogeneidade de significados políticos inscritos nos corpos das mulheres posicionadas no mundo. A ponto das pensadoras estadunidenses Ângela Davis e bell hooks, no Brasil Lélia Gonzalez e Sueli Carneiro, atravessarem a década de 80 criticando o racismo dentro do projeto intelectual feminista, que ao orquestrar campanhas pelo direito ao aborto desconsiderou a esterilização em massa de mulheres negras, bem como a implicação de raça nos abortos clandestinos inseguros, realizados por mulheres ...

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    "Coletivo Iemanjá" foi criado após atos de intolerância praticados contra religiões de matriz africana na Capital(Foto: Divulgação)

    Entidades elaboram carta contra perseguição às religiões de matriz africana em Florianópolis

    Documento será entregue ao Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) após imagem da divindade africana ter sido depredada no Ribeirão da Ilha No DC "Coletivo Iemanjá" foi criado após atos de intolerância praticados contra religiões de matriz africana na Capital(Foto: Divulgação/Reprodução DC) O vídeo que mostra uma imagem de Iemanjá sendo depredada com uma marreta em Florianópolis motivou a elaboração de uma carta destinada ao Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) contra a perseguição às religiões de matriz africana. O documento foi elaborado pelo "Coletivo Iemanjá", composto por entidades representativas das religiões e pelo poder público. A carta será entregue nesta quarta-feira (2) na Câmara de Vereadores de Florianópolis em um ato denominado “Carta Iemanjá”. Assim como a ideia da reivindicação, o Coletivo Iemanjá também foi criado após o recente episódio de intolerância religiosa no Ribeirão da Ilha, praticado contra a imagem da orixá feminino das ...

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    Carlos Külps

    Encontro Inter-religioso com o Cônsul Norte Americano em um terreiro da Baixada Fluminense.

    Um café da manhã reuniu na sexta - dia 27 de setembro, o Cônsul Geral Scott Hamilton, Babalawô Ivanir dos Santos, Pastora Lusmarina Campos Garcia, o Procurador da Republica José Júlio Júnior e outras lideranças religiosas, em um terreiro, em Duque de Caxias, para encontro Inter-Religioso, em mais um ato em prol das liberdades, contra o racismo e a intolerância religiosa. No Pretajóia Foto: Carlos Külps E nada mais pertinente que acompanhar de perto esse vilipêndio religioso. A base da conversa foi ouvir vítimas, que sofreram intolerância religiosa, para uma compreensão maior dos atos sofridos com as religiões de matriz africana. "É extremamente importante que as comunidades internacionais tomem ciência do crimes religiosos que vêem crescendo cotidianamente no Estado Brasileiro. A visita do Cônsul americano à um dos tempos religiosos de matriz africana é extrema relevância, pois ganha destaque internacional e volta os olhos do mundo ...

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    IV Seminário Religião e Política: religiosidade e democracia

    Dias 24 e 25 de outubro de 2019 por Puc Rio PROGRAMAÇÃO 24 de outubro Manhã 9:30 – abertura – sala F408 10:00 – 12:00 – Sala F408 Mesa 1 – Espiritismo Brasil Fernandes de Barros (PUC-MG) – ” Espiritismo na primeira metade do século XX: Criminalização e intolerância” Marcelo Gulão (UERJ) -“O espiritismo sobe ao púlpito: A visão de Kardec sobre o método científico” Rui Marcos (Unioeste) – “comunista ou apoiador da Ditadura Civil-Militar”: Ambiguidades e contradições na trajetória do espírita Albertino Marques Barreto ( 1965-1974) Marcos Meigre (UFMG) – “O espiritismo na mídia televisiva: a propagação doutrinária na comunicação de massa” Tarde 14:00 – 16:00 –sala K102 Mesa 2 – Conservadorismos e progressismos Grimaldo Carneiro Zachariadhes (SME-RJ) – “´Conservadores x progressistas´”: Uma crítica a análise dos personagens da Igreja Católica durante a Ditadura Militar” Anne Rose (UFS) “Dom Luciano José Cabral Duarte: um intelectual a seu tempo” João Marcus Figueiredo ...

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    Baianas, o padre Brien MacCarthy e o pai de santo Pai Pote na Igreja da Madaleine, em Paris, em 8 de setembro de 2019. Paloma Varón/ RFI

    Paris: Lavagem da Madeleine atinge a maioridade e cria a ala Mulheres da Resistência

    A já tradicional festa baiana em Paris, a Lavagem da Madeleine, chegou à sua 18ª edição neste domingo (8) com uma novidade: a ala Mulheres da Resistência, com homenagem a Marielle Franco, entre outras. O evento, inspirado na Lavagem do Bonfim, que acontece em Salvador, na Bahia, foi criado por Roberto Chaves, e traz a cada setembro o sincretismo e a música baiana para as ruas da capital francesa. Por Paloma Varón, do RFI Baianas, o padre Brien MacCarthy e o pai de santo Pai Pote na Igreja da Madaleine, em Paris, em 8 de setembro de 2019. (Foto: Paloma Varón/ RFI) O cortejo, que este ano contou com cerca de 500 pessoas, saiu por volta das 13h da Praça da República, no 10º distrito, e percorreu a pé os 3,5km que separam a praça da Igreja da Madeleine, no 8º distrito. Além da tradicional Ala ...

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    Foto: Lissandra Pedreira/Dvulgação

    Terreiro em Salvador oferece oficinas de estética afro e saúde sexual

    Eventos serão nos dias 9 e 13 de setembro, no terreiro Unzó Maiala, localizado no bairro do Garcia. No G1 Unzó Maiala abre inscrições para oficinas voltadas à saúde sexual e beleza das mulheres negras — Foto: Lissandra Pedreira/Dvulgação O terreiro Unzó Maiala, que fica no bairro do Garcia, em Salvador, oferece oficinas de estética afro, com aulas de turbante e maquiagem, e sobre saúde reprodutiva, para mulheres negras, no dia 9 de setembro, a partir das 18h. A ação faz parte do projeto 'Matriarcalidade: O poder das Yabás e a força geradora da vida', para construir espaços de informação e discussão com mulheres negras da periferia de Salvador. As oficinas serão com as filhas de santo da casa, e fazem parte da programação do primeiro ciclo do projeto dedicado a Oxum. Não é necessário se inscrever para participar dessas oficinas. Já no dia 13 de ...

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    Foto: Deldebbio

    MPF divulga relatório sobre violência religiosa e debate perseguição contra religiões afro-brasileiras

    Auditório da Procuradoria da República no Estado do Rio de Janeiro foi palco do seminário “Perseguição religiosa: um estado de coisas:cenários e desafios” Foto: Deldebbio Promovido pela Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão, com apoio da Escola Superior do Ministério Público da União, o evento aconteceu na última quarta-feira (28). Profissionais de diversas áreas e representantes da sociedade civil debateram o aumento da violência contra religiões de matrizes afro-brasileiras. Abrindo o debate, o procurador da República Jaime Mitropoulos, integrante do GT de Enfrentamento ao Racismo da Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão, apresentou o trabalho realizado pela relatoria Estado Laico e Violência Religiosa, da PFDC. A relatoria foi criada após o fórum interreligioso de São Paulo ter denunciado o aumento dos casos de intolerância religiosa em todo Brasil e teve como objetivo verificar a efetividade de políticas públicas nacionais de promoção da igualdade racial, de salvaguarda ...

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    Terreiro em Cidade Tiradentes - Cleyton Tomaz Silva/Acervo Pessoal

    Membros de religiões afro na zona leste de SP buscam driblar preconceito por tradição

    Adeptos relatam intolerância e fazem projetos para aumentar consciência sobre a crença nos extremos da cidade Por Giacomo Vicenzo, da Folha de S.Paulo    Terreiro em Cidade Tiradentes - Cleyton Tomaz Silva/Acervo Pessoal Seria mais um dia comum para o empreendedor Ney Santos, 37, morador de Vila Curuçá, na zona leste de São Paulo. Ele buscaria o filho na escola e depois voltariam para casa. No entanto, as vestes que usava na ocasião, características de sua religião, foram motivo para que os colegas do garoto o olhassem de forma diferente nos dias seguintes. “Tenho um filho de sete anos. Na escola, ele sofria preconceito, pois eu já fui buscá-lo com roupa de santo e por conta disso sofreu bullying”, afirma Ney, que depois do ocorrido evitou os trajes para ir encontrar o filho. Há 12 anos, Santos se tornou Babalorixá, nome dado aos sacerdotes do Candomblé, ...

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    Condenada, Record News transmite programas sobre religiões de origem africana

    Condenada em abril de 2018 pelo Tribunal Regional Federal da 3ª Região de São Paulo por veicular agressões a religiões de origem africana, a Record News passa a exibir a partir da madrugada desta quarta (10) quatro programas de direito de resposta, com duração de 20 minutos cada. Após acordo judicial, a Record não será obrigada a transmiti-los também. Por Gisele Alquas, Do NTV Mãe Carmen de Oxum dá depoimento em programa sobre religiões de matriz africana na Record News (Foto: Reprodução/ Record News) A ação, de autoria do Ministério Público Federal junto ao Itecab (Instituto Nacional de Tradição e Cultura Afrobrasileira) e ao Ceert (Centro de Estudos das Relações de Trabalho e da Desigualdade), refere-se aos ataques às religiões de matriz africana realizados em 2004 no programa Mistérios e no quadro Sessão de Descarrego, ambos ligados à Igreja Universal do Reino de Deus. O primeiro ...

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    Foto: jecosta/Pixabay.com

    A sacralização de animais para fins religiosos no Brasil e nos EUA

    Embora as decisões do STF e da SCOTUS sejam semelhantes no resultado, ao admitirem a sacralização de animais, os parâmetros foram inteiramente distintos Por Antonio Sepulveda, Gianne Lima e Igor de Lazari, do  Justificando   Foto: jecosta/Pixabay.com O argumento da suprema corte brasileira Há poucos meses, o Supremo Tribunal Federal (STF), com propósito de resguardar a liberdade religiosa, decidiu que lei do Rio Grande do Sul que permite o sacrifício de animais em ritos religiosos é constitucional. No julgamento do Recurso Extraordinário (RE) nº 494.601, o STF ratificou decisão do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul  (TJ-RS), ajuizada pelo Ministério Público gaúcho, que arguia, inter alia, que a Lei Estadual nº 12.131, de 2004, seria anti-isonômica, isto porque permitiria apenas a religiões de matriz africana a realização da sacralização de animais em suas liturgias. Notável como a liberdade religiosa preponderou, tanto no STF quanto no TJ-RS, sobre os argumentos referentes à proteção ...

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    A demolição de um templo de candomblé em Brasília e a liberdade religiosa.

    Mais uma vez, os adeptos das religiões de matrizes africanas foram surpreendidos por um ato de agressão e de intolerância religiosa. Infelizmente, o abuso partiu daquele que deveria garantir integralmente a liberdade religiosa e de crença, o próprio estado brasileiro. É que o Governo do Distrito Federal (GDF) derrubou a construção de uma filial do terreiro de candomblé Caboclo Boiadeiro, um dos mais antigo da capital federal, fundado em 1975. Por  Danilo Molina, do DCM  Imagem retirada do site DCM O caráter persecutório da ação do GDF contra as religiões de matrizes africanas foi constatado pela Ordem dos Advogados do Brasil do Distrito Federal, que decidiu recorrer do caso, a partir do entendimento de que a destruição do terreiro foi um ato de intolerância religiosa. Dentre os agravantes, estão a alegação da direção do centro de que não foram notificados do ato intempestivo do governo e ...

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    Imagem retirada do site Raça

    IDAFRO, uma Instituição Nacional de Defesa das Religiões de Matrizes Africanas

    O IDAFRO é uma entidade sem fins lucrativos, constituída por advogados, contadores, bombeiros-militares, arquitetos e sociólogos preparados para informar, orientar e assessorar as religiões afro-brasileiras nos mais diversos assuntos. Da Revista Raça Imagem retirada do site Raça A missão do IDAFRO é a defesa da liberdade de consciência e crença, a luta pela superação da intolerância religiosa e a promoção da tolerância e da cultura de paz, incluindo a concretização dos direitos das religiões afro-brasileiras e seu acesso à Justiça. Podem associar-se ao Idafro organizações religiosas legalmente constituídas ou não, sacerdotes, sacerdotisas e fiéis das religiões afro-brasileiras, advogados, estudantes de Direito, bem como quaisquer pessoas que concordem com os objetivos da entidade. Dentre os serviços prestados pela entidades, podemos destacar: obtenção de descontos de cerca de 30% nas tarifas de energia, água, gás e telefone, mesmo que o templo seja alugado (RJ, MG, RS, PR, SC, ...

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