quinta-feira, novembro 26, 2020

    Tag: reparação

    “Negro tem que ir pro pau”: heranças da ditadura no genocídio do povo negro no Brasil hoje

    A frase do título deste artigo foi proferida por Luiz Alberto Abdala, delegado da 44ª Delegacia de Polícia do Distrito de Guaianases, São Paulo, e transcrita em um documento confidencial (estrategicamente não assinado) da Divisão de Informações do DOPS/SP, datado de 15 de maio de 1978. O documento tratava das comemorações do dia 13 de maio em razão dos 90 anos da abolição da escravidão. Não à toa, a delegacia por ele capitaneada protagonizou o episódio racista que desencadeou na formação do Movimento Negro Unificado (MNU) meses depois, em julho de 1978. O Brasil ainda vivenciava uma ditadura militar quando Robson Silveira da Luz, feirante negro de 27 anos, foi acusado de roubar frutas e, por conta disso, sofreu torturas e foi assassinado por policiais militares do referido distrito. A reação da militância negra não tardou e, em resposta a esse e outros causos racistas, formalizou-se a entidade do movimento ...

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    Teodoro Obiang Nguema (Foto: Alliance/DPA/S. Lecocq)

    Presidente da Guiné Equatorial pede que se repare “injustiça histórica” para com África

    "É irónico que, embora os assuntos africanos constituam 75% da agenda do Conselho de Segurança, África não tenha plena voz e esteja em inferioridade de condições nesse órgão quando é para abordar assuntos de importância vital para o continente", disse Obiang durante o seu discurso na 75.ª Assembleia Geral das Nações Unidas, em vídeo pré-gravado devido à pandemia de covid-19. Obiang acrescentou que a Guiné Equatorial "acredita firmemente nos três pilares" da ONU, referindo-se ao "desenvolvimento, direitos humanos, e paz e segurança", e defendeu a "supremacia do direito internacional que se baseia na Carta das Nações Unidas".

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    Foto; Chiraag Bhakta

    Museu remove busto do ex-presidente do COI por causa de “legado racista”

    O Museu de Arte Asiática de São Francisco (Estados Unidos) retirou o busto do ex-presidente do Comitê Olímpico Internacional (COI) Avery Brundage de seu saguão por causa de preocupações com seu "legado racista". O busto foi inaugurado pela Comissão de Arte Asiática em 1972 e está no hall de entrada desde então, em homenagem ao patrono fundador da instituição, conforme noticiado pelo The New York Times. Brundage, que havia representado os Estados Unidos nos Jogos Olímpicos de Estocolmo 1912 no atletismo, atuou como Presidente do COI de 1952 a 1972, tendo ingressado como membro em 1936. Ele morreu em 1975 e se opôs ao boicote aos Jogos Olímpicos de 1936 em Berlim durante seu tempo como Presidente do Comitê Olímpico Americano, como era então chamado. Houve pedidos, liderados por políticos nos EUA, de boicotar os Jogos por causa de preocupações com a moral de apoiar uma Olimpíada em um país ...

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    (Foto; Hulton Archive/Getty Images)

    Princeton removerá nome de ex-presidente americano de faculdade

    O presidente da Universidade Princeton, Christopher L. Eisgruber, anunciou por meio de um comunicado neste sábado (27) que removerá o nome do ex-presidente americano Woodrow Wilson, que governou o país entre 1913 e 1921, da faculdade de políticas públicas e de um residencial estudantil da instituição. O conselho da universidade decidiu que o "pensamento e as políticas racistas" do ex-presidente fazem com que o uso de seu nome seja inapropriado para "uma escola ou universidade cujos alunos e ex-alunos precisam se posicionar com firmeza contra o racismo em todas as suas formas", afirmou Eisgruber. "O racismo de Wilson foi considerável e teve consequências mesmo para os padrões de sua época." Durante seu mandato, trouxe para o governo políticos sulistas que buscaram fortalecer ações de segregação, sem que ele se opusesse. Wilson permitiu a exibição do filme "O Nascimento de uma Nação" na Casa Branca. A produção tenta justificar o preconceito ...

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    Criação de fundo de combate ao racismo é comemorada na Câmara Municipal

    Do Câmara A comunidade negra araraquarense conquistou mais uma vitória na luta contra a discriminação na noite de terça-feira (25). Na 176ª Sessão Ordinária, a Câmara Municipal aprovou, por unanimidade, a criação do Fundo Municipal para o Conselho Municipal de Combate à Discriminação e ao Racismo (Comcedir). “Há de chegar o momento em que não precisaremos mais de um fundo de reparação para a comunidade negra. No dia de hoje, porém, estamos colocando mais um tijolinho na construção de uma realidade mais justa”, declarou o advogado Darci Honório, presidente da Comissão da Verdade da Escravidão, da OAB. Ele ocupou a Tribuna Popular, acompanhado por Alessandra de Cássia Laurindo, a responsável pela Coordenadoria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial da prefeitura. Alessandra agradeceu a todos os envolvidos no projeto de criação do fundo, especialmente à comunidade negra, pelo apoio no fortalecimento de políticas que promovem a igualdade racial no município. ...

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    Portugal deve pagar indenizações pela escravatura?

    Os países que escravizaram devem compensar os escravizados? Há quem diga que sim e até aponte um valor para uma indemnização: 30 triliões de dólares vezes 10 mil. Há quem diga que não, porque isso seria voltar à menorização dos colonizados. Antes disso, Portugal deve debater o seu passado esclavagista, dizem historiadores. Joana Gorjão Henriques no Público É um tema que tem vindo a debate regularmente, mas de que pouco se fala em Portugal. Devem os países que participaram na escravatura pagar indemnizações? Quem o deve fazer, quem deve ser indenizado? Em Maio, a organização Comunidade das Caraíbas (Caricom) reuniu-se na conferência da Comissão de Compensações/Reparações e incluiu Portugal na lista dos países europeus aos quais querem exigir indemnizações. Chegaram, na altura, a um programa de dez pontos que consideram essenciais para o processo de reparações: passa pelo pedido de desculpas formal, apoio ao repatriamento para África, criação de programas de ...

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    Foto: Marcus Steinmayer

    A carta da Princesa por Sueli Carneiro

    A televisão, em 30 de abril, divulgou o conteúdo de uma carta da princesa Isabel datada de 11 de agosto de 1889 endereçada ao visconde de Santa Victória. Nela se revelam os seus esforços e de seu pai, o imperador D. Pedro II, para prover condições dignas de sobrevivência e inserção da população ex-escrava na sociedade brasileira. O texto da princesa defende a indenização aos ex-escravos, a constituição de um fundo para a compra e doação de terras que lhes permitissem sobreviver e se inserir socialmente pela exploração agrária e pecuniária sustentada. Mas há coisas que só podem ocorrer no Brasil. A revelação de um documento histórico cujo conteúdo é de grande importância para milhões de brasileiros descendentes de escravos reduziu-se, na matéria produzida pela TV, a mera reatualização dos nossos antigos manuais didáticos que eram prenhes na reiteração do caráter benevolente da princesa por decretar a Abolição. Mais que ...

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