terça-feira, agosto 16, 2022

Aline Santos

“Os espanhóis dão muita atenção à formação, enquanto aqui ainda continuamos mais ligados à força. A gente acaba errando mais”
17/08/1981, Rio de Janeiro (RJ), Ribarroja (ESP), Posição Armadora esquerda
Participação em Pequim
9º lugar

Surpreendente por sua altura, Aline Santos explorou bem o vigor dos seus 1,95 m para contabilizar gols para a seleção brasileira, na campanha que resultou na nona colocação em Pequim. Em cinco jogos, ela foi a segunda artilheira – junto a Duda Amorim – ao marcar 18 vezes. Mesmo assim, a equipe não conseguiu continuar sua gradual evolução e caiu duas posições em relação a Atenas-2004.

Aline foi precoce na carreira no handebol. Descobriu o esporte aos 13 anos e um ano depois já deixou a casa de seus pais, no Rio de Janeiro, para tentar seguir sua carreira atuando em São Paulo.Com a seleção brasileira, conquistou seus maiores resultados e também visibilidade internacional. Ainda nas categorias de base, conquistou a medalha de ouro no Pan-Americano de Handebol Júnior, em 1998.

Foi por intermédio da goleira Chana, primeira brasileira contratada por um clube europeu, que a armadora entrou no Campeonato Espanhol, um dos mais fortes do mundo, no mesmo ano em que vivia sua melhor fase no Brasil: jogando pelo Santo André ela foi a artilheira da Liga Nacional-2003, com 134 gols.

Para a armadora, a experiência no exterior foi fundamental para o aprimoramento de sua técnica. “Os espanhóis dão muita atenção à formação, enquanto aqui ainda continuamos mais ligados à força. A gente acaba errando mais”, analisou ela, que se firmou na seleção adulta.

Nos Jogos Olímpicos de Atenas, em 2004, Aline Santos teve uma atuação destacada. A armadora de 1,95 m entrou em quadra em todas as partidas dos Jogos e marcou 19 gols no total. Se no ataque Aline não teve uma participação superior em relação às suas companheiras, na defesa ela foi a principal jogadora, contabilizando 15 bloqueios de arremesso.

Três temporadas depois, Aline se transferiu para o Le Havre, na França. Mesmo já tendo participado de uma Olimpíada e de três Mundiais, só estreou em Jogos Pan-Americanos em 2007, jogando em sua casa no Rio. A carioca contribuiu para manter a hegemonia brasileira na modalidade, com o terceiro ouro consecutivo e a garantia de vaga para Pequim.

Depois de jogar na França, Aline voltou a defender um clube espanhol, jogando com as cores do forte Cementos la Union Ribarroja, que conquistou os títulos espanhóis nas temporadas de 2005/2006, pela primeira vez na história, e de 2006/2007.

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