África e sua diáspora

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    “Carta para minha irmã Angela Davis” por James Baldwin

    Se fosse vivo, James Baldwin teria feito 93 anos em 2 de agosto. Um dos maiores escritores dos EUA no século 20, Baldwin foi também um dos grandes intelectuais ativistas de sua época. Em 1970, ele escreveu uma carta aberta a Angela Davis, então presa, na qual além de expressar solidariedade, reflete sobre o racismo, a militância negra e o significado da democracia nos EUA. Traduzo-a aqui, que eu saiba, pela primeira vez em língua portuguesa. É um texto memorável e que pode dizer muito a nós, brasileiros, em 2017 – infelizmente, muita coisa não mudou para melhor, muitos problemas permanecem os mesmos. Mas, felizmente, podemos contar com o legado de James Baldwin e Angela Davis. Querida Irmã: Uma pessoa poderia ter esperança de que, a esta hora, a mera visão de correntes sobre a Carne Negra, ou mesmo apenas ver correntes seria uma visão tão intolerável para o povo...

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    Aquarela de Pancho Fierro representando negros peruanos no século XIX.

    Negros peruanos: das cantigas escravas à Susana Baca

    Um ditado popular diz que, no Peru, quem não tem sangue inca tem sangue mandinga. Para um ouvido desavisado, “mandinga” pode significar “feitiço”, “bruxaria” ou o próprio “demônio”, concepções equivocadas e preconceituosas a respeito das culturas negras.  O termo mandinga diz respeito a um grupo étnico da África Ocidental, descendentes de uma das mais brilhantes civilizações da história da humanidade: o Império do Mali.  O ditado peruano tem raízes na História e escavar as areias que o encobrem oferece um campo fértil para a compreensão dos povos que formaram o Peru. Para compreender esse fenômeno, portanto, voltemos ao período colonial.  Em 1520, Francisco Pizarro levou consigo uma legião de negros escravizados de ambos os sexos para combater na guerra de conquista do Peru. Por ter lutado ao lado dos colonizadores, esses negros passaram a ser hostilizados pelos índios.  Logo nos primeiros anos da colonização, os espanhóis empregaram africanos escravizados nas...

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    “A maior parte das reacções é da extrema direita." Foto: Facebook

    Mamadou Ba: “É curioso que a extrema-direita se apresente agora do lado da comunidade negra”

    Frases como “Mamadou Ba e o Quaresma que falem sobre a trivela” chegaram ao conhecimento do responsável do SOS Racismo. Quando questionado porque razão não comentou os incidentes, responde que não vai “entrar neste lamaçal, porque a extrema-direita quer aproveitar-se deste incidente para criar animosidade entre as comunidades negras e ciganas”. “Já reparou que as pessoas que me acusam nas redes sociais de não ter reagido são as mesmas que me criticaram por ter defendido as populações negras no Bairro Jamaica?”, questiona. “A maior parte das reacções nas redes sociais que tenho visto, e me têm mostrado, é da extrema-direita. E é até curioso e caricato que a extrema-direita se transforme na defensora das comunidades negras, quando é a primeira a enxovalhar as comunidades negras." Mamadou Ba rejeita a violência do passado domingo, quando uma desavença entre elementos das duas comunidades acabou com um desfecho trágico: um morto - um...

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    O cantor e ator Tony Tornado Foto: Leo Martins / Agência O Globo

    Tony Tornado faz 90 anos, ao lado do pai, ex-escravizado de 108 anos.

    Ray Antenon, o pai de Antônio Viana Gomes, ou Tony Tornado nasceu em Georgetown, capital da Guiana, na costa atlântica norte da América do Sul , depois desembarcou em São Paulo, casou com Maldy Pessanha Viana. Tony nasceu dessa união. Tony conta:- "Meu pai é mais jovem do que eu! Existe um rudeza nele, por tudo que passou na época da escravidão, (apesar de a escravidão no Brasil ter sido 'abolida' em 1888, Ray Antenon, ainda trabalhou como 'escravo', em fazenda no interior brasileiro na infância), mas, mesmo assim, está melhor do que eu. E casado pela   sétima vez! É um dos sobreviventes da seita religiosa de Jim Jones, que levou ao suicídio/assassinato de quase mil pessoas, em 1978, na Guiana. Meu pai fala que, até onde ele contou, tem uns cento e poucos filhos, isso é possível pela profissão dele enquanto escravo e tudo o que ele passou e viveu"- afirma Tony Tornado, é ator...

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    Pnina Tamano-Shata (Reprodução/Facebook)

    Africana e ativista contra racismo se torna ministra do novo governo israelense

    A advogada, de 39 anos, Pnina Tamano-Shata, foi nomeada no último domingo (17) ministra da Imigração do Governo de Israel. Africana de origem, nascida na Etiópia, ela se destaca pela luta contra a discriminação racial e em prol da integração dos membros de sua comunidade na sociedade israelense. Atualmente, os beta Israel (forma como os judeus etíopes se identificam) são cerca de 140 mil cidadãos vivendo em várias regiões do país. Pnina Tamano-Shata é conhecida e reconhecida por ter liderado protestos como, em 2015, desencadeados por incidentes entre judeus etíopes e forças policiais israelenses. A campanha sensibilizou o governo a formalizar um comitê especial no Ministério da Justiça, que publicou o Relatório Palmor. Esse documento define metas e diretrizes para se reduzir e debelar resquícios de preconceito, especialmente os que afetam os Beta Israel. Em 2016, Pnina Tamano-Shata foi agraciada com o Prêmio Unsung Hero, do Drum Major Institute. Recebeu...

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    A supermodelo Naomi Campbell é conhecida por quebrar barreiras na indústria da moda(Foto: PASCAL LE SEGRETAIN/GETTY IMAGES)

    Naomi Campbell comemora 50º aniversário rodeada de centenas de flores

    Naomi Campbell completou 50 anos na última sexta-feira (22) e celebrou em grande estilo: rodeada de centenas de flores. Em foto publicada hoje no Instagram, ela agradeceu fãs, amigos e familiares: "Primeiro, gostaria de dizer MUITO OBRIGADA por todo o amor, desejos e bênçãos de aniversário! Sou muito grata por ter pessoas incríveis na minha vida, e grata por todos os meus 50 anos neste belo mundo", escreveu a supermodelo. "Sinceramente não achei que chegaria aqui, e serei eternamente grata àqueles que me apoiaram no pior e no melhor, nos altos e baixos, e a minha família de recuperação, que me mantém focada, que fica discretamente ao meu lado. Até agora, minha jornada tem sido extremamente colorida, sempre me lembrando de que sou uma obra inacabada, crescendo e aprendendo todos os dias." Naomi completou: "Sem vocês eu não estaria aqui, não teria Naomi. E a vocês (vocês sabem quem são),...

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    Tony Tornado durante o V Festival Internacional da Canção, em 1970. Foto: Arquivo / Estadão

    Hoje na História o cantor e ator Tony Tornado completa 90 anos

    Tony Tornado, nome artístico para Antonio Viana Gomes, comemora seu aniversário de 90 anos de idade nesta terça-feira, 26. O E+ relembra alguns momentos da história e da carreira do ator e cantor ao longo das décadas. Após ter trabalhado como porteiro de uma boate e servido o exército, que deixou em 1963, começou a ficar conhecido por suas imitações do cantor norte-americano Chubby Checker, chegando inclusive a ser conhecido como Tony Checker por algum tempo. " conheci o Wilson Simonal, quando ainda era secretário de Carlos Imperial, que na época tinha um programa na TV Continental chamado Os Brotos Comandam", contou Tony Tornado ao Estadão em 1970. Em 1966, o cantor passou a integrar o conjunto de Ed Lincoln, onde ficou por um ano. Na sequência, acompanhou o grupo Coisas do Brasil em uma excursão de 7 meses aos Estados Unidos. Sem dinheiro sequer para pagar seu hotel,...

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    Divulgação

    Festival reúne mulheres percussionistas para apresentações em casa

    O encontro musical que reúne mulheres percussionistas para apresentações artísticas, oficinas e diálogos sobre música, corpo e saúde, este ano propõe um xirê-virtual com percussionistas de várias cidades brasileiras. Realizada nos anos de 2018 e 2019 nas ruas e espaços culturais das cidades de Cachoeira e São Félix, no Recôncavo da Bahia, a edição 2020 acontece nos dias 28 e 29 de maio e as performances serão a partir da casa de cada artista convidada, transmitidas pelo perfil @yakurinxire nas redes sociais. Na programação deste ano estão nomes como Nânan Matos (The Voice Brasil), Mestra Janja, Mônica Millet, Mesta Jociara, Verônica Bonfim entre outras. Em iorubá, Yakurin significa ‘Mulheres que tocam’ e Xirê, ‘festa’. A promessa é de que este ano as entregas serão muitas: apresentação musical; história dos instrumentos percussivos; canto; performances múltiplas que expressam a relação corpo-música-percussão-saúde. As percussionistas, cantoras e pesquisadoras Emillie Lapa...

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    Produtos da Cooperquivale fazem parte do Sistema Agrícola Tradicional Quilombola| Ivy Wiens-ISA

    Quilombolas e caiçaras distribuem 15 toneladas de alimentos para comunidades vulneráveis

    A Cooperativa dos Agricultores Quilombolas do Vale do Ribeira (Cooperquivale) organizou a produção e entrega emergencial de cestas de produtos da pesca caiçara e da roça dos quilombos para ajudar a suprir, durante a pandemia da Covid-19, as necessidades básicas de 716 famílias da região e da capital paulista. Foram beneficiadas 18 aldeias Guarani, dois quilombos, moradores dos municípios de Eldorado e Iporanga (SP) atendidos por organizações como a Ação Social e a Associação Mulheres Unidas por uma Vida Melhor (Amuvim), e moradores da zona sul da capital paulista atendidos pela ONG Bloco do Beco e coletivos parceiros. São, ao todo, 26 tipos de alimentos orgânicos que fazem parte do Sistema Agrícola Tradicional Quilombola, registrado como patrimônio imaterial do Brasil pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). O volume total é de 15 toneladas. Segurança alimentar no Vale do Ribeira A limitação de renda e acesso à alimentação...

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    (Foto: Imagem enviada por Alexandra Lima da Silva ao Portal Geledés)

    “Avisem que estamos chegando”: a história do escravizado que fundou uma escola no Rio de Janeiro

    Fragmentos. A luta da população negra por educação no Brasil é reconstituída a partir de recortes e rastros. Foi por meio de uma pequena notícia no jornal, intitulada “Escola fundada por escravo faz 100 anos” que fiquei sabendo da existência de Zózimo, escravizado que fundou uma escola para escravizados e libertos no Rio de Janeiro oitocentista. Acredito que o papel da pesquisa histórica seja também, dar visibilidade a sujeitos que não são lembrados nos livros dedicados à memória nacional. Enquanto em países como os Estados Unidos, é possível acessar diferentes materiais para saber mais sobre a luta da população negra pela educação, como pode ser visto no documentário Avisem que estamos chegando, por aqui, ainda há muito o que pesquisa e divulgar sobre essas tantas “figuras negras ocultas” e silenciadas. Conhecido como “Zé índio”, Zózimo morava num casebre construído num terreno onde hoje fica a PUC/Rio (Pontifícia Universidade Católica). Ainda...

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    Foto: CUFA

    A covid na favela e a emergência de uma outra agenda política. Entrevista especial com Preto Zezé

    Uma das marcas mais negativas do Brasil são as desigualdades, e diante da pandemia da covid-19 novas faces dessas desigualdades se manifestam. A doença entra no país pelas classes média e alta, mas é na periferia que morrem mais pessoas. Não obstante, a vida na favela definha diante do isolamento social que é necessário para frear o contágio. Sem nenhum apoio, o morador dessas zonas, que já vive com tão pouco, está entre os riscos da contaminação e a emergência de trazer comida para a mesa. “Estamos num mesmo mar, numa mesma tempestade, mas nem todo mundo está no mesmo barco. Alguns estão de jet ski, outros de lancha e muitos sequer com uma boia”, observa Preto Zezé, um dos articuladores da Central Única das Favelas, a Cufa. O grupo, que já vinha atuando nas periferias brasileiras, diante desse cenário de desespero teve de mudar o foco. “São situações emergenciais,...

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    Dono dos Hornets, Jordan cumprimenta LeBron durante jogo de playoffs entre Heat e Hornets, em 2014 — Foto: Getty Images

    LeBron exalta Michael Jordan e diz que parceria dos dois em quadra levaria basquete a outro nível

    Quem foi melhor? Michael Jordan ou LeBron James. O debate envolvendo esses dois grandes nomes da história do basquete foi intensificado nas últimas semanas por conta da repercussão do documentário americano Last Dance, que retrata a dinastia do Chicago Bulls, de Jordan, no anos 90 na NBA. Maior jogador em atividade, LeBron foi perguntado sobre Air Jordan e disse que ele adoraria ter podido ser companheiro de equipe do hexacampeão da NBA. - A forma como eu jogo basquete, pensando no time primeiro, eu penso que minhas melhores características encaixariam perfeitamente com o Mike (Jordan). Mike era um matador (de bolas). Quando se trata de jogar basquete, pontuar da maneira como ele encestou as bolas. Acho que eu (o ajudaria) com a minha capacidade de passar, minha capacidade de ler o jogo e de antecipar as jogadas - disse James em entrevista ao canal americano Uninterrupted. Para demonstrar que seu...

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    Reprodução/YouTube

    Bolsonaro carrega um cemitério nas costas, afirma historiador

    “Uma das razões porque estamos entrando nessa tragédia com esse grau de mortes resulta, em grande parte, não apenas, da atitude do presidente negando a epidemia, pressionando pelo retorno ao trabalho. Felizmente temos prefeitos e governadores que, independentemente de partidos, abraçaram uma atitude mais científica. Se não estaria muitíssimo pior.  Bolsonaro tem um cemitério carregado nas costas. Ele e o Trump. É uma cadeia de servidão. O Brasil é um espelho distorcido dos EUA. Só que lá as instituições são mais sólidas e ativas”. A avaliação é do historiador João José Reis ao TUTAMÉIA (acompanhe no vídeo acima e se inscreva no TUTAMÉIA TV). Professor da Universidade Federal da Bahia, ele é dos principais pesquisadores da escravidão e das revoltas escravas no Brasil. Autor de “Rebelião Escrava no Brasil” (2003), sobre o levante dos malês em 1835, e do recente “Ganhadores” (2019), relatando a greve negra de 1857 na Bahia, ele...

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    Laura Harrier é Camille em 'Hollywood' Imagem: Divulgação/Netflix

    Laura Harrier, a atriz que virou primeira protagonista negra em ‘Hollywood’

    Em "Hollywood", a minissérie de Ryan Murphy que conta outra versão da história do cinema, cabe à atriz Camille Washington a missão de quebrar barreiras, se tornando a primeira protagonista negra de um blockbuster, bem na Era de Ouro do cinema americano. Camille é uma personagem fictícia, mas a atriz que a interpreta, Laura Harrier, teve uma inspiração bem real —e achou poderosa a experiência de poder quebrar tantas barreiras na história. Em uma conversa exclusiva com o UOL, Harrier (que pôde ser vista recentemente em "Infiltrado na Klan", de Spike Lee) falou sobre seus exemplos e inspirações, o poder da representatividade e como foi unir verdade e ficção na minissérie de Murphy, que coloca personagens como Camille ao lado de figuras bem reais como Rock Hudson. Inspiração Dorothy Dandridge no filme 'Carmen Jones' (1954) Imagem: 20th Century-Fox/Getty Images A maior inspiração de Laura para Camille...

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    Imagem retirada do site IPolítica

    A farsa da abolição escravocrata no sul da Bahia e os desafios da juventude negra

    Você acha justo uma mulher estuprada por anos, até décadas, carregar o sobrenome, as cicatrizes psicológicas e frutos materiais de quem a estuprou? Pois é essa analogia cruel que muitos historiadores e sociólogas utilizam para falar da crueldade do escravismo brasileiro e sua continuidade com outros nomes hoje em dia. A lembrança datada em treze de maio, uma ação dos escravocratas brasileiros para impedir o avanço das organizações negras que se movimentavam organizando negras e negros, é uma lembrança repudiada por todas as pessoas que tem o mínimo de consciência negra, letramento racial e leitura antirracista. Esse conteúdo é para essas pessoas e também para as herdeiras dos frutos materiais de séculos de escravismo. Escravismo aceito pelo poder público, igrejas, grande mídia e tantas estruturas sociais e econômicas da época. E sim, estou falando dos sobrenomes que hoje dominam a política e economia brasileira herdeiras desses séculos de sangue, suor,...

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    Gabriela Mendes Chaves: após trabalhar no mercado financeiro, a economista fundou uma escola para ensinar finanças (Foto: Imagem retirada do site Exame)

    Economista ensina finanças com letra de rap dos Racionais MC’s

    As letras de música dos Racionais MC’s serviram de inspiração para que a economista Gabriela Mendes Chaves desenvolvesse um método que ensina finanças pessoais baseadas na discografia do grupo. Com as letras de rap, ela ensina desde conceitos básicos de economia e até como as pessoas se relacionam com o dinheiro. O consumo e o endividamento são abordados em letras como “Vida Loka parte 2”, em que o rapper Mano Brown canta “na loja de tênis o olhar do parceiro feliz. De poder comprar o azul, o vermelho. O balcão, o espelho. O estoque, a modelo, não importa.” O rapper complementa ainda dizendo que “preto e dinheiro são palavras rivais.” Segundo Gabriela, neste momento, o grupo faz uma provação em relação à condição social da população negra do país. Dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) comprovam que o rendimento médio dos negros (R$ 1.608) ainda é mais...

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    (Foto: Reprodução/ Fundo Baobá)

    Fundo Baobá divulga terceira lista de projetos selecionados pelo edital de apoio emergencial conta o Coronavírus

    O Fundo Baobá para Equidade Racial divulga hoje (15 de maio) a terceira e última lista de iniciativas selecionadas pelo edital de doações emergenciais para o combate ao coronavírus em comunidades vulneráveis. São projetos de 85 indivíduos e 45 organizações que receberão R$ 2,5 mil em até cinco dias úteis. Ao todo, o Fundo Baobá recebeu, entre os dias 5 e 17 de abril de 2020, um total de 1037 solicitações de apoio, sendo 387 de organizações e 650 de indivíduos. Lançado em 5 de abril, o edital (relembre aqui) visa apoiar um amplo espectro de populações em situação de risco. Desse total, foram selecionados 215 projetos de indivíduos e 135 de organizações. A primeira lista, divulgada em 17 de abril de 2020, contemplou projetos de 60 pessoas e 40 organizações; a segunda, que apoiou 70 indivíduos e 50 organizações, foi publicada em 30 de abril. Com esta terceira lista,...

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    Aquarela de Pancho Fierro representando negros peruanos no século XIX.

    O Cristo Negro e a invisibilidade dos afro-peruanos

    No Peru, quem não tem o sangue dos incas tem o sangue dos mandigas (Ditado popular) Em 7 de novembro de 2009, o então presidente do Peru, Alan García, pediu perdão aos afro-peruanos pelos anos de opressão e discriminação sofridos ao longo da história do país. Em cerimônia solene, o mandatário disse: “Declaramos à população afro-peruana um histórico pedido de perdão pelo abuso, pela exclusão e pela discriminação perpetrados contra ela desde a era colonial até o presente.” Foi a primeira vez que um dirigente político se desculpava aos seus nacionais pelos horrores causados pelo racismo. Embora importante, o ato esvaziou-se nele mesmo. O Aliança Popular Revolucionária Americana (APRAP), partido de centro-esquerda, que governava o Peru e ao qual Alan García era filiado, nada fez para minimizar ou combater o racismo, tão menos considerou as inúmeras sugestões de diferentes setores da sociedade engajados na luta antirracista. O pedido de desculpas...

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    Aylton Lafayette o Papai Noel (Foto: Gilvan de Souza / Agencia O Dia)

    Morre primeiro Papai Noel negro do Rio

    A Escola de Papai Noel do Brasil comunicou que o papai noel conhecido como Obama Noel, Aylton Lafayete, de 66 anos, faleceu na noite desta terça-feira, no Instituto Nacional do Câncer (INCA), onde estava internando lutando contra o câncer. Segundo a escola de Papai Noel, Lafayete frequentava as aulas da instituição desde 2008 e havia se formado como bom velhinho em 2000, sendo um dos mais antigos ainda na ativa. Mas apenas após 19 anos da sua formatura, o Madureira Shopping foi o primeiro a recebê-lo de braços abertos como personagem de Natal. O diretor da escola de papel noel Limachem Cherem, conta que Lafayette era um aluno ávido, alegre e que o maior sonho era sentar no trono de papai noel, no natal para atender as crianças: "Quando ele entrava na sala de aula, ele não gostava de dar boa tarde, mandavam todos os alunos falarem HOHOHO Feliz Natal....

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    Reprodução/Facebook

    ‘Nossas vidas importam’: movimento cobra de autoridades o acesso adequado à saúde para os mais vulneráveis

    Em transmissão ao vivo nesta quinta-feira (14), a Anistia Internacional Brasil vai lançar a campanha “Nossas Vidas Importam”, que faz frente à pandemia do novo coronavírus. O movimento é um alerta às autoridades brasileiras para que nenhuma pessoa seja deixada para trás no combate à crise. A live será realizada às 19h no canal da Anistia Brasil no YouTube. A iniciativa cobra que sejam tomadas medidas concretas e urgentes pelas autoridades federais, estaduais e municipais, a fim de minimizar os impactos da Covid-19. A organização destaca a atuação ativa e efetiva da sociedade civil, em contraste com as ações das autoridades. “As necessidades de populações mais vulneráveis devem ser reconhecidas, pois em suas realidades, marcadas pela desigualdade estrutural, elas já estão se mobilizando para diminuir os impactos da pandemia. São elas que, no cotidiano de privações e de ausências em políticas públicas, criam soluções", afirma Jurema Werneck, diretora executiva da Anistia Internacional Brasil....

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