terça-feira, agosto 11, 2020

    África e sua diáspora

    Dom Pedro Casaldáliga, bispo católico radicado no Brasil desde 1968 (Foto: Jorge Araujo/Folhapress)

    Morre Pedro Casaldáliga, a pedra no sapato do autoritarismo brasileiro 

    Pedro Casaldáliga, bispo emérito de São Félix do Araguaia, no Mato Grosso, e um dos maiores defensores dos direitos humanos do país, morreu aos 92 anos, às 9h40 deste sábado (8), em Batatais (SP), onde havia sido removido para tratamento médico devido a problemas respiratórios. A informação foi comunicada pela Prelazia de São Félix do Araguaia (MT), a Congregação dos Missionários Filhos do Imaculado Coração de Maria (Claretianos) e a Ordem de Santo Agostinho (Agostinianos). Ele havia testado negativo para covid-19. Num ano em que o Brasil já ficou menor 100 mil vezes menor por conta de uma doença estúpida, a morte de Pedro consegue deixar um vazio profundo. Ele não era apenas um defensor da vida, mas a representação viva da resistência ao autoritarismo. Nascido na Catalunha como Pere Casaldàliga, chegou ao Brasil em 1968. Desde então, subvertendo o Evangelho de Mateus, capítulo 16, versículo 18, Pedro não foi...

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    Troféu Especial do 40º Prêmio Vladimir Herzog. (Foto: Fernanda Freixosa)

    Laerte, Luis Gama e Sueli Carneiro são os homenageados do Prêmio Vladimir Herzog

    A comissão organizadora do Prêmio Jornalístico Vladimir Herzog de Anistia e Direitos Humanos – a mais tradicional honraria de jornalismo do país – definiu nesta sexta-feira, 7 de agosto, os homenageados de sua 42ª edição. A cartunista Laerte, o advogado Luiz Gama (in memoriam) e a filósofa Sueli Carneiro foram os escolhidos de forma unânime pelo colegiado composto por 14 entidades ligadas à defesa dos direitos humanos. Veja aqui a lista de entidades na íntegra. Desde 2009, a comissão organizadora do concurso entrega o Prêmio Especial Vladimir Herzog a personalidades pelos seus relevantes serviços prestados à sociedade, pelas contribuições à imprensa e ao jornalismo em geral e pela atuação em defesa da democracia, da paz e da justiça. Ao longo desses anos, já foram homenageados nomes como Dom Paulo Evaristo Arns, Audálio Dantas, Alberto Dines, entre outros. No ano passado, os escolhidos foram Glenn Greenwald, Patrícia Campos Mello e Hermínio...

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    Mais de 12 milhões de africanos foram transportados à força de um lado ao outro do Atlântico para trabalhar como escravos nas Américas (Imagem: Reuters)

    Mapeamento genético revela novas origens de escravizados no Brasil

    Com base em amostras de DNA de 50,2 mil pessoas nas Américas e na África, coletadas de um banco de dados de milhões de amostras de empresas e projetos genômicos, pesquisadores da companhia 23andMe e da Universidade de Leicester (Reino Unido) traçaram um paralelo entre o perfil genético de descendentes de escravizados e os documentos históricos disponíveis sobre a escravidão. Os resultados foram publicados no periódico American Journal of Human Genetics. Muitas das conclusões dos pesquisadores se aplicam à população afrodescendente do Brasil. A maioria das conclusões é consistente com o que historiadores já sabiam a partir dos registros históricos dos navios que transportavam os escravizados, mas a análise genética traz novidades. Ubuntu: o que significa filosofia africana e como pode nos ajudar nos desafios do hoje "O deslocamento forçado de mais de 12,5 milhões de homens, mulheres e crianças da África para as Américas entre 1515 e 1865 teve...

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    A participação negra na moda brasileira já tem seus registros no século 17, quando mulheres negras produziam e comercializavam roupas de linho, joias e tecidos. Mas a história da moda brasileira é contada a partir do século 19 (Foto: Marcelo Soubhia)

    Moda afro-brasileira é uma das armas de resistência contra a discriminação racial

    Na Escola de Artes, Ciências e Humanidades (EACH) da USP, uma pesquisa mostra como a moda afro-brasileira vem ganhando espaço e se tornando cada vez mais um símbolo de resistência e de autoafirmação para a população negra contra o racismo e a discriminação. “A ‘mão negra’ está e sempre esteve presente na moda. Mas a história da moda brasileira é contada a partir do século 19, centralizada na Belle Époque, e com isso se serviu da cultura europeia”, conta a desenhista industrial Maria do Carmo Paulino dos Santos. A pesquisa de mestrado Moda Afro-Brasileira, design de resistência: o vestir como ação política tem, entre outros objetivos, recontar essa história e mostrar o quanto “esse vestir é capaz de criar uma consciência que resulte em ações políticas”. Pesquisadora Maria do Carmo Paulino dos Santos (Foto: Cris Nigro) Segundo Maria do Carmo, a participação negra na moda brasileira...

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    Divulgação

    Contos Valentes – Histórias infantis pretas

    “Contos Valentes – Histórias infantis pretas”, é um projeto idealizado pela atriz Roberta Valente e pelo diretor de arte e ilustrador, Diogo Brozoski, composto por uma série de vídeos curtos para crianças, destacando grandes personalidades negras que brilham no Brasil e no mundo. Interpretando uma contadora de histórias, Roberta apresenta, a cada episódio, uma pessoa negra que se destaca ao longo da história, ou nos  tempos da atuais, em diferentes áreas, como o teatro, a música, a literatura, a ciência ou na luta abolicionista, promovendo um primeiro encontro das crianças com esses nomes. O projeto se constrói com o trabalho de arte e animação de Diogo Brozoski, e com roteiros assinados por Sandra Menezes, escritora e dramaturga, com exceção do episódio sobre Zumbi dos Palmares, cujo roteiro teve livre adaptação pela própria atriz, do livro “Zumbi O Pequeno Guerreiro”, de Kayodê. O primeiro episódio da série “Contos Valentes” traz a...

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    Nelson é filho de Rosa Maria da Conceição e Olympio José de Mattos, casal de cozinheiros que trabalhava e morava na Tijuca - Imagem retirada do site Brasil de Fato

    “Negro, destemido e forte”: Nelson Sargento completa 96 anos

    Quando o menino Nelson Mattos nasceu, na Santa Casa do Rio de Janeiro, em 25 de julho de 1924, os negros já estavam “livres do açoite da senzala”, mas viviam presos “na miséria da favela”, como advertiram os versos de Hélio Turco, Jurandir e Alvinho no desfile de 1988 (Cem Anos de Liberdade, Realidade ou Ilusão?). Àquela época, lutando contra o preconceito das elites e a repressão do regime oligárquico da Primeira República, o samba, sem renegar seu passado rural, buscava se afirmar como expressão musical dos negros humildes que habitavam os morros e cortiços da cidade. De fato é que, desde 1870, estimulado pelos ex-escravos baianos que fizeram do Rio sua morada após a Guerra do Paraguai, o velho batuque da fazenda vinha assumindo sua nova feição urbana, bem mais melódica e sincopada. Após 1888, amplia-se a “Pequena África”, com os escravos libertos das lavouras unindo-se aos negros livres que...

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    Luiz Gama (1880) Imagem: Wikipédia Commons

    Após ser ilegalmente escravizado, Luiz Gama fez dos jornais seu espaço estratégico

    No momento em que as lutas antirracistas mobilizam, em escala global, reflexões sobre os significados profundos de expressões como “racismo estrutural”, “vidas negras importam” e “parem de nos matar”, a coletânea Lições de resistência: artigos de Luiz Gama na imprensa de São Paulo e do Rio de Janeiro, com textos publicados entre 1864 e 1882, oferece conteúdo bastante apropriado para o público brasileiro. O livro, organizado por Ligia Fonseca Ferreira, figura como uma ferramenta relevante para o diálogo com o passado interessado no entendimento das duradouras dinâmicas de violência cometidas contra a população negra no país. Última nação das Américas a abolir o escravismo, após ter absorvido o maior contingente de mulheres e homens africanos escravizados via tráfico transatlântico, o Brasil assistiu aos esforços de representantes da elite nacional, marcadamente branca, para instituir narrativas históricas que alegavam a vigência de uma “escravidão branda” e de uma sociedade remida do “ódio...

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    (Foto: Pedro Loureiro)

    Elza Soares e Flávio Renegado fazem seu manifesto antirracista em novo clipe

    Continuando a comemoração de seus 90 anos, Elza Soares se junta a Flávio Renegado para lançar o clipe de "Negão Negra" (Flávio Renegado/ Gabriel Moura). Um manifesto antirracista que escancara injustiças sociais através de colagens e imagens de protestos contra a discriminação, o vídeo também tem participação dos artistas e está disponível no canal da cantora no YouTube. A faixa ainda pode ser ouvida em todos os aplicativos de música, pela gravadora Deck. "Estamos atravessando um momento chato, mas lutamos contra esse horror do preconceito racial. Para isso canto uma música que fala lindo de nossa Mãe África, uma mamãe preta. O Flávio Renegado é bom demais e pedimos atenção à letra da música: uma letra que deixo 'modernona' ao meu jeito", comentou Elza. Com batidas eletrônicas e ritmo típico do rap, "Negão Negra" une duas gerações de músicos brasileiros em torno de uma luta atemporal contra as injustiças sociais...

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    (Foto: DISNEY+/DIVULGAÇÃO)

    Beyoncé encanta fãs com o tão aguardado álbum visual ‘Black Is King’

    A rainha do pop Beyoncé lançou nesta sexta-feira (31) seu tão aguardado álbum visual, "Black Is King", um vídeo esteticamente ambicioso anunciado como complementar a seu álbum de 2019 com músicas inspiradas no remake da Disney de "O Rei Leão". A narrativa visual altamente estilizada lançada na plataforma de streaming Disney Plus dura uma hora e 25 minutos e, semelhante a "O Rei Leão", conta a história de um jovem que viaja por um mundo difícil, longe de sua família. O trabalho é uma ode à experiência negra, repleta de imagens vibrantes celebrando a diáspora africana, uma exploração estética da história negra, poder e sucesso que também faz referência a colonialismo, disparidade econômica e racismo. Beyoncé descreveu o álbum como um "trabalho de amor", que agora serve "a um propósito maior" do que seu papel original como peça complementar de "O Rei Leão: O Presente", em vista do clima sociopolítico...

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    O saxofonista norte-americano John Coltrane CHUCK STEWART PHOTOGRAPHY

    Alabama de John Coltrane, o Jazz contra o racismo

    A clássica e triste canção “Alabama” de John Coltrane, um canto emocionante contra o racismo e um grito em favor dos excluídos ao som do saxofone mais conhecido da história do Jazz. A história dos Estados Unidos fez o negro viver o pesadelo americano de uma forma dura e cruel durante muitos anos (e ainda faz). Uma das contribuições mais importantes da cultura afroamerciana para o mundo foi o Jazz. Esse ritmo, criado por escravizados e ex-escravizados, à beira dos riachos, sempre transpareceu a tristeza e luta dos negros por liberdade e igualdade de direitos. Na primeira metade do Século XX era difícil para os negros até adorarem a Deus sendo segregados em igrejas de bairros pobres, sem energia elétrica e instrumentos de qualidade para o louvor. As vozes dos adoradores negros precisavam ser mais ressonantes e a sincronia e arranjos mais bem construídos, pois a música fazia seus corações...

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    Foto: Vinicius Xavier / Divulgação

    Mestre da sonoridade africana, Mateus Aleluia leva os terreiros a seu novo disco

    “Andei céu, terra e mar a procurar meu bisavô”, canta Mateus Aleluia na abertura de seu novo disco, “Olorum”. O álbum é mais um passo na busca de uma vida inteira. “Aquilo que procurei anos atrás, continuo procurando”, diz o artista, que integrou os Tincoãs, grupo que revolucionou a música brasileira adaptando para coros doces os cânticos do candomblé na década de 1970. “É temporal, uma circunstância que nos acompanha. Nesse mundo são poucos que têm a possibilidade de fazer sua árvore genealógica. No nosso caso, não foi bem assim.” Aleluia nem conheceu os avós. Mas ele não está falando só da própria história em “Olorum”. A canção, da mesma forma que quase toda a sua obra, é uma perseguição da ancestralidade pela cultura —em especial a música e a religião. No caso de Aleluia, essas não são coisas separadas. Nascido em Cachoeira, no Recôncavo Baiano —com forte presença de afrodescendentes—,...

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    Kenya Sade, chefe da programação Foto: Imagem retirada do site O Globo

    Novo canal de TV brasileiro tem 24 horas de conteúdo feito por profissionais negros

    A data escolhida para a estreia não foi à toa: 25 de julho, Dia Internacional da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha, no Brasil, dedicado à memória de Tereza de Benguela, importante líder quilombola. Agora, este dia marca também a entrada no ar do canal de TV Trace Brazuca (624 na Claro/NET, e 630, na Vivo), o primeiro da história do país com 24 horas de conteúdo produzido por negros. O lançamento acontece também em meio à urgência de importantes debates mundiais sobre direitos civis e visibilidade da população negra. É aí que entra a questão da representatividade, uma das principais bandeiras do novo canal, que pretende potencializar as vozes negras. — A gente fala de empoderamento por meio do entretenimento. Não queremos falar de dor, mas de conquistas e vitórias para mostrar que o negro é múltiplo, que existimos em muitas esferas e não queremos só falar de racismo —...

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    'O Pequeno Príncipe Preto' (Ilustração: Juliana Barbosa Pereira)

    ‘Pequeno Príncipe Preto’: a versão do clássico que sua criança precisa ler

    Em 2015, quando a obra do francês Antoine de Saint-Exupéry se tornou de domínio público, uma avalanche de versões e releituras de "O Pequeno Príncipe" chegou às livrarias. Desde então, com frequência pipocam novidades sobre o principezinho alçado ao cargo de rei dos clichês. Pouca coisa merece atenção. Uma dessas exceções é "O Pequeno Príncipe Preto", joia sobre amor próprio, autoafirmação e combate ao racismo escrita pelo filósofo e agitador cultural Rodrigo França e ilustrada por Juliana Barbosa Pereira. O livro infantil saiu neste ano pela Nova Fronteira. Nele, acompanhamos um garotinho preto que deixa o planeta onde vive com o seu parceiro baobá para espalhar o Ubuntu por outros cantos do universo. Conhece um rei resmungão, egoísta e solitário, que passa a vida contando a própria riqueza. Também encontra a famosa raposinha com o papo de cativar e ser cativada; nesta versão ela diz: "Seja sempre sincero com os...

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    Foto: Derek R. Henkle/AFP

    Cidade de Chicago retira estátuas de Cristóvão Colombo após protestos

    O gabinete da prefeita da cidade informou em comunicado que a decisão foi tomada "depois de consultar várias partes interessadas e em resposta aos protestos que se tornaram inseguros tanto para os manifestantes como para a polícia". "Esse é um esforço para proteger a segurança pública e preservar um espaço seguro para o diálogo inclusivo e democrático sobre símbolos em nossa cidade", acrescentou o comunicado à imprensa, antecipando que a prefeita de Chicago, Lori Lightfoot, anunciará um processo de avaliação dos vários monumentos e murais da cidade. No último fim de semana, ativistas e autoridades eleitas pediram à prefeita que retirasse a estátua de Colombo do Grant Park, após um confronto entre a polícia e os manifestantes que terminou com feridos e 12 detenções. No comunicado desta sexta-feira (24/7), o gabinete da prefeita referiu-se aos esforços dos manifestantes em derrubar a estátua no Grant Park por conta própria "de uma...

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    Manifestantes do grupo negro NFAC caminharam pelas ruas de Louisville, no Kentucky, neste sábado (25) para cobrar justiça para a mulher negra Breonna Taylor — Foto: Timothy D. Easley/AP

    Manifestantes negros armados protestam nos EUA contra morte de Breonna Taylor e racismo

    Um grupo de manifestantes negros fortemente armados fez um ato neste sábado (25) em Lousiville, no estado americano do Kentucky, para cobrar justiça para Breonna Taylor, técnica de medicina negra de 26 anos morta em março por policiais que invadiram seu apartamento. Dezenas de pessoas vestidas com uniformes paramilitares, portando fuzis e espingardas semiautomáticas, caminharam até um cruzamento onde a polícia os separou de um grupo menor de manifestantes contrários. Segundo os policiais, três pessoas do movimento negro ficaram feridas depois que uma arma foi acidentalmente descarregada. A milícia negra se chama NFAC, iniciais de “Not fucking around coalition”. O líder do grupo, John “Grandmaster Jay” Johnson, exige que as autoridades acelerem o ritmo das investigações sobre a morte de Taylor e que sejam mais transparentes. "Se vocês não falam nada, pensamos que não estão fazendo nada", disse Johnson em um discurso, segundo o “Louisville Courier Journal”. Um policial envolvido...

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    (Foto: Divulgação/ Trace Brazuca)

    Novo canal de TV, Trace Brazuca chega às operadoras Claro e Vivo como principal espaço de cultura afrourbana no Brasil

    Transmitir um conteúdo inovador, com linguagem universal, para que todas as pessoas se sintam incluídas e possam enxergar as suas origens e o Brasil como de fato ele é. Para além disso, potencializar as vozes da população negra estão entre as grandes propostas do novo canal Trace Brazuca, que será lançado em 25 de julho, Dia da Mulher Negra Latino-Americana. Não à toa, a data de estreia foi escolhida por representar o enfrentamento ao racismo e a força da mulher brasileira, que vem ao encontro justamente dos objetivos da Trace, de empoderar a cultura afrourbana e trazer positividade à identificação com a história do Brasil. Serão 24 horas de programação dedicada à música de todos os gêneros, documentários e shows da cultura urbana brasileira. A curadoria levará em conta artistas e movimentos culturais de diferentes regiões do Brasil. “Neste momento, a sincronicidade global de acontecimentos que trouxe a discussão antirracista...

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    Olinda de Souza Oliveira durante a coleta de água em um dos manaciais do Quilombo Rio dos Macacos (Foto: Raul Spinassé/Folhapress)

    (Re)exisência dos griôs nos quilombos em meio à pandemia

    A cada dia é noticiado que milhares de vidas foram ceifadas pela Covid-19 e outras milhares foram internadas em estado grave. O vírus começou pelas grandes metrópoles, e seus principais alvos são os idosos e portadores de doenças crônicas —grupos que tendem a ser mais suscetíveis aos sintomas graves da Covid-19 e, consequentemente, ao óbito. Nós, enquanto juventude quilombola, temos nos preocupado e tido todo o cuidado com nossos(as) mais velhos(as), eles que são nossas bases e carregam nossa ancestralidade. Quando perdemos nossos mais velhos de causas naturais, é uma dilaceração para nossas comunidades, é um pedacinho nosso indo embora de forma física, é um corpo histórico, um livro vivo que se vai. Com uma pandemia na qual eles se encontram mais vulneráveis ainda, não podemos ter mais nossas conversas e aprendizados, uma prática comum para nós —nos reunirmos com os nossos mais velhos com frequência—, e agora nos encontramos em uma...

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    (Foto: Divulgação)

    Yannick Hara, Asaph e BIG THE KIID criticam uso compulsivo de tecnologia em novo single

    O uso compulsivo de tecnologia pode aflorar males como depressão e ansiedade. É com essa premissa o rapper Yannick Hara divulga o single Vida Offline no dia 31 deste mês. Com participação especial de Asaph e BIG THE KIID, a faixa ainda trata-se de uma crítica à toxicidade do mundo virtual. A música integra a versão estendida do álbum O Caçador de Andróides. Disponibilizado originalmente em novembro de 2019, o disco está sendo reeditado e deve chegar às plataformas de streaming até o fim deste ano. A produção do álbum e do novo single ficou a cargo do beatmaker Paulo Júnior. Já a masterização foi feita por Blakbone. Yannick ressalta que a obsessão pelas redes sociais é prejudicial para a saúde mental das pessoas. “Realmente precisamos ficar conectados 24 horas por dia? Essa música aborda essa questão enquanto incentiva o público a vivenciar experiências reais. A alta tecnologia reflete diretamente...

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    Embaixada Copa Lord (Foto: Marco Santiago/ND)

    Educação matemática no samba que faz escola

    Que as escolas de samba nos presenteiam todo ano com o maior show da terra – como Didi e Mestrinho eternizaram no samba-enredo da União da Ilha do Governador em 1982 – já sabemos. Também sabemos que as agremiações são espaços de resistência e reinvenção, como bem sintetizaram Evandro Salles, Nei Lopes, Clarissa Diniz e Marcelo Campos. Sabemos, ainda, que o samba é um bonito modo de viver, como diz o poeta Nelson Sargento. Mas será que sabemos que as escolas de samba também são potentes espaços educativos, onde se desenvolvem práticas e aprendizagens (matemáticas)? Imagine se, para além do que já é sabido por todos, soubéssemos que uma escola de samba não se chama “escola” à toa? Que lá se aprende música, costura, economia, matemática, solidariedade… Lá se aprende a aprender e a ensinar! Imagine se soubéssemos que o desfile se constrói com gente muito comprometida,...

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    (Foto: Divulgação/ Jandaíra)

    Editora Pólen muda de nome e vira Jandaíra e Bambolê cria selo adulto

    A Pólen, fundada em 2001 como um escritório de prestação de serviços para editoras que virou editora em 2014, está mudando. Ela vai deixar este nome de lado e passará a se chamar Jandaíra. Jandaíra é o nome de uma espécie brasileira, nordestina, de abelha sem ferrão. Um nome de origem indígena que significa inseto que produz mel. A motivação foi judicial. A editora recebeu a notificação de uma empresa por causa de seu nome, que é o mesmo de um dos produtos dessa grande empresa. Entre gastar dinheiro com advogado e viver com medo de alguma ação, ela preferiu abandonar o nome e investir numa nova marca, que começa a aparecer nos livros que chegam nas livrarias nas próximas semanas e, em breve, no site, na loja virtual e por aí vai. O logo foi criado pela designer Adriana Campos, que procurou aliar "o acolhimento com as lutas que...

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