quinta-feira, julho 22, 2021

Violência contra Mulher

Geraldo Magela/Agência Senado

Senado aprova projeto que prevê prisão para quem discriminar mulheres em campanhas eleitorais

 O Senado Federal aprovou, nesta terça-feira, 13, projeto que prevê prisão para quem discriminar mulheres em campanhas eleitorais. O projeto de lei (PL 5.613/2020) segue para sanção. A lei proíbe a propaganda eleitoral que estimule a discriminação contra a mulher e prevê o crime de assédio contra candidatas. O projeto faz mudanças no Código Eleitoral e caracteriza a violência política contra a mulher como toda ação, conduta ou omissão com a finalidade de impedir, obstaculizar ou restringir os direitos políticos de mulheres. A proposta é de autoria da deputada Rosângela Gomes (Republicanos) e relatada pela senadora Daniela Ribeiro (PP), prevendo que quem depreciar ou estimular a discriminação em razão do sexo feminino, ou em relação à sua cor, raça ou etnia durante a propaganda eleitoral poderá cumprir pena de dois meses a um ano ou pagar multa. A condenação poderá ser aumentada em 1/3 até a metade se a divulgação de...

Leia mais
(Foto: Melanie Wasser/Unsplash)

Mulheres do Brasil divulga nota de repúdio contra feminicídios no DF

O grupo Mulheres do Brasil, liderado pela empresária Luiza Helena Trajano, publicou, nesta terça-feira (22/6), uma nota de repúdio contra os casos de feminicídio e violência contra as mulheres registrados no Distrito Federal. Dados do Painel Interativo de Feminicídio, lançado nessa segunda-feira pela Secretaria de Segurança Pública do DF, revelam que 16 mulheres foram vítimas do crime neste ano. Se comparado a seis anos atrás, este número sobe para 125. No comunicado, publicado nas redes sociais, a organização não governamental sem fins lucrativos destaca a crescente observada nas estatísticas. “Essa violência covarde tem preocupado, não só o Grupo Mulheres do Brasil, mas toda a sociedade brasileira". Segundo a entidade, a falta de políticas públicas que “assegurem a transversalidade de gênero e articulem prevenção, promoção e punição” incentivam a reprodução desse tipo de violência. Casos recentes  A cidade de Sobradinho registra o maior número de casos, sendo que dois deles ocorreram na semana passada. Na quinta-feira...

Leia mais
Com a presença de madeireiros, sojeiros e mineradoras, mulheres da Amazônia são as que mais sofrem violências do campo - Reprodução/Imagem retirada do site Brasil de Fato

Violência contra mulheres e meninas no campo sangram territórios tradicionais

Mais de 400 mulheres do campo detidas e intimidadas pela Polícia Militar em uma única ação. Trans sem terra degolada por dois desconhecidos. Trinta estupros contra crianças e adolescentes de uma mesma comunidade quilombola, vítimas de fazendeiros e políticos influentes amargam os índices de violência contra as mulheres do campo no país. Esses são alguns dos casos destacados pelo relatório Conflitos no Campo Brasil 2020, recém-publicado pela Comissão Pastoral da Terra (CPT), que aponta que nos últimos dez anos, 446 mulheres foram ameaçadas de morte em enfrentamentos no campo. Desse total, posseiras (90), quilombolas (60) e trabalhadoras sem terra (49) reúnem o maior contingente de ameaçadas. Nesse período, que vai de 2011 a 2020, foram registradas 77 tentativas e 37 assassinatos de mulheres em conflitos fundiários e socioambientais, mas além dos assassinatos consumados e das tentativas, a CPT registrou também diversas outras violências contra as mulheres, entre agressões, detenções, estupros, lesões corporais, humilhações,...

Leia mais
Kathlen de Oliveira Romeo (Reprodução/Instagram)

Violência no RJ vitimou 15 grávidas desde 2017, afirma plataforma Fogo Cruzado

A morte de Kathlen Romeu, grávida de quatro meses, na última terça-feira (8) é a 8ª morte de gestante na Região Metropolitana do Rio de Janeiro desde 2017. Segundo a plataforma Fogo Cruzado, 15 mulheres grávidas foram baleadas no Grande Rio, sete delas morreram. Desses 15 casos, nove bebês não resistiram. Segundo a Fogo Cruzado, apesar de todas terem sido vítimas da violência armada, as 15 grávidas baleadas no Grande Rio foram vitimadas de diferentes formas: 6 delas foram vítimas de balas perdidas, 4 foram vítimas de execução/homicídio, 3 foram baleadas durante roubo ou tentativa de roubo, 1 foi baleada com indícios de tortura e 1 não teve motivação identificada. Até março de 2021, a plataforma, que compila dados de segurança pública no estado do Rio, registrou 681 mulheres baleadas na Região Metropolitana do Rio: 258 delas não resistiram e morreram. Os motivos dos tiroteios que mais deixaram mulheres baleadas foram operação ou ação policial, que fez 194...

Leia mais
Imagem: Getty Images

Perda de renda na pandemia deixa mulheres mais expostas à violência, mostra pesquisa

A perda de emprego, de autonomia financeira e de renda familiar durante a pandemia aumentaram a vulnerabilidade das mulheres brasileiras à violência doméstica. É o que mostra a terceira edição da pesquisa “Visível e Invisível – A vitimização de mulheres no Brasil”, realizada pelo Datafolha a pedido do Fórum Brasileiro de Segurança Pública. O estudo ouviu presencialmente 2.079 pessoas com 16 anos ou mais, em 130 municípios, entre os dias 10 e 14 de maio. Nos primeiros meses da pandemia, em 2020, o mundo viu aumentar o número dos casos de violência doméstica ao mesmo tempo em que os registros de boletins de ocorrência diminuíram. A explicação estava nos longos períodos de lockdown, que faziam as vítimas permanecerem mais tempo em casa junto aos agressores e as impedia de denunciar. No Brasil, no entanto, aconteceu um fenômeno diferente. Isso porque o país como um todo não chegou a adotar um lockdown...

Leia mais
Foto: arte de André Mello

Uma em cada quatro mulheres foi vítima de algum tipo de violência na pandemia no Brasil, aponta pesquisa

Uma em cada quatro mulheres acima de 16 anos afirma ter sofrido algum tipo de violência no último ano no Brasil, durante a pandemia de Covid, segundo pesquisa do Instituto Datafolha encomendada pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP) e divulgada nesta segunda-feira (7). Isso significa que cerca de 17 milhões de mulheres (24,4%) sofreram violência física, psicológica ou sexual no último ano. A porcentagem representa estabilidade em relação à última pesquisa, de 2019, quando 27,4% afirmaram ter sofrido alguma agressão. No entanto, para Samira Bueno, diretora-executiva do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, esse pequeno recuo deve ser analisado à luz de outros indicadores da pesquisa, como o lugar onde a violência ocorreu e quem foi o autor. Na comparação com os dados da última pesquisa, há aumento do número de agressões dentro de casa, que passaram de 42% para 48,8%. Além disso, diminuíram as agressões na rua, que passaram de...

Leia mais
Feminicídio — Foto: Foto: Editoria de Arte/G1

Feminicídios são 100% dos crimes violentos contra mulheres em abril de 2021, na Paraíba

Todos os crimes violentos letais e intencionais cometidos contra mulheres no mês de abril de 2021 foram registrados como feminicídios. Cinco casos de assassinatos contra mulheres e relacionados à condição de gênero foram contabilizados pela Polícia Civil, na Paraíba, no mês de abril. Os números são da Secretaria de Segurança e Defesa Social (Seds), solicitados pelo G1 via Lei de Acesso à Informação. O número de abril puxou uma ascenção nos casos de feminicídios este ano na Paraíba. Foi o mês com o maior número de assassinatos por questões de gênero envolvendo mulheres, ficando a frente de março, com três feminicidíos, janeiro com dois e fevereiro com um feminicídio registrado. Durante todo o ano de 2021, 11 feminicídios aconteceram na Paraíba. Em relação a abril de 2020, houve o aumento de um caso, em números absolutos. A Paraíba registrou quatro feminicídios no mês de abril de 2020. No ano passado,...

Leia mais
Una niña en un parque de São Paulo este jueves. Más de la mitad de las violaciones en Brasil son contra menores de 13 años.LELA BELTRÃO

Quatro meninas brasileiras estupradas por hora. Um crime generalizado e silenciado

Geralmente são notícias curtas na imprensa local. “Um homem e uma mulher foram presos pelo estupro de uma menina de 13 anos. O delegado explica que o homem, casado com uma tia da vítima, a estuprou durante seis anos. Os fatos eram do conhecimento da mãe e da avó”. As prisões aconteceram na quarta-feira, 5 de maio, em Pinheiros, cidade de 77.000 habitantes no Norte do Brasil. Nem a idade da vítima nem as circunstâncias são algo excepcional. Informação anódina que narra crimes cotidianos. As estatísticas do Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP) são chocantes. A cada hora, quatro meninas menores de 13 anos são estupradas no Brasil, de acordo com os números mais recentes. Mais da metade das 66.041 vítimas tinha menos de 13 anos, segundo o anuário de 2019. E isto é apenas a ponta do iceberg, pois considera apenas o que chega aos ouvidos da polícia ou...

Leia mais

Live: Protegendo mulheres na Pandemia

Geledés instituto da Mulher Negra realiza live, no dia 19 de maio, para falar sobre prevenção e proteção para mulheres vítimas de violência doméstica em tempos de pandemia. Convidadas Cláudia Patrícia de Luna - Advogada , Especialista em Gênero e Violências , Conselheira Seccional ,Presidente da Comissão da Mulher Advogada da OAB SP Aline Maia - Psicóloga Clínica com curso de extensão em formação em Projeto de vida para classes vulneráveis pela PUC Rio. Perita Judicial . Mediação: Maria Sylvia - Coordenadora de Políticas de Promoção da Igualdade de Gênero e Raça de Geledés Instituto da Mulher Negra   Assista no YouTube

Leia mais
Vítima foi agredida pelo marido e teve dificuldades para conseguir proteção do Estado. — Foto: Reprodução/TV Globo

Mulheres agredidas que vivem em comunidades do RJ relatam dificuldade para conseguir proteção

Mulheres agredidas que vivem em comunidades encontram um obstáculo a mais para conseguir proteção do Estado. "Particularmente, eu acredito que ainda estou em recuperação em relação a isso. Hoje eu faço uso de três medicações, calmantes e um antidepressivo. Então acabei desencadeando isso. A depressão, a ansiedade ", diz uma vítima agredida pelo companheiro, que encontrou dificuldade para conseguir ajuda. Ela prefere não se identificar porque o ex-companheiro ainda está solto e vive escondida em uma casa que ele não sabe onde fica. As lembranças da agressão ainda moram bem perto. "Eu descobri uma traição dele. E nesse questionamento da traição, nessa discussão, ele veio para cima de mim mais uma vez para me bater. Ele me deu muito soco. Muito, muito, muito soco. No rosto, na costela, na cabeça, nos meus braços e eu tentando me proteger. Os meus braços ficaram todos marcados. Mão, eu tentava levara mão no...

Leia mais
Seis mulheres foram mortas em apenas cinco semanas na Suécia, país elogiado por sua igualdade de gênero; algumas mulheres ouvidas pela BBC dizem que não se sentem seguras nas ruas (Foto: Imagem retirada do site BBC)

Violência contra mulheres: como a ‘segura’ Suécia enfrenta onda de assassinatos

Seis mulheres foram mortas em apenas cinco semanas na Suécia, reacendendo debates sobre violência doméstica em um país geralmente elogiado por sua igualdade de gênero. As mortes aconteceram em três regiões diferentes e abrangeram três gerações, mas em quase todos os casos houve um traço comum: a prisão de um homem com quem elas tinham um relacionamento próximo. Dois dos assassinatos ocorreram em plena luz do dia: um no centro de uma cidade rural no sul do país e outro numa estação ferroviária e rodoviária em Linkoping, uma cidade universitária ao sul da capital sueca, Estocolmo. Em Flemingsberg, um subúrbio de Estocolmo de baixa renda repleto de blocos de prédios coloridos, uma mulher foi esfaqueada no apartamento que dividia com quatro filhos pequenos. O homem preso sob suspeita de seu assassinato é alguém que ela conhecia bem. 'Não me sinto tão segura' "Eu acho que essa violência contra as mulheres...

Leia mais
Ilustração Resistência das Mulheres Indígenas do Brasil - Fernando Bertolo

Ameaças, estupros e prostituição: os impactos do garimpo ilegal para as mulheres

A atividade garimpeira clandestina impacta diariamente a vida dos povos indígenas no Brasil. A invasão pelo garimpo ilegal interfere e molda dinâmicas de convivência nas comunidades da região Norte do país. Dentro deste contexto, as mulheres sofrem triplamente o impacto da garimpagem, já que são afetadas pelo mercúrio tóxico, cuidam dos adoecidos e também são alvo de violências machistas e misóginas. Uma indígena que não quis se identificar (e que a reportagem optou por não divulgar até o estado da federação onde ela vive, tal é a vulnerabilidade que existe) conta que as áreas ocupadas pelos garimpeiros se tornam territórios de perigo extremo. “Eles andam armados e bebem muito, e eles veem a gente como alvos fáceis. Uma vez, pegaram uma menina e ela nunca mais voltou”, relata. Histórias de ameaças, sequestros e estupros são comuns, segundo a jovem indígena. Mãe de duas crianças, ela diz evitar certas regiões porque tem medo de...

Leia mais
(crédito: Fernando Lopes/CB/D.A Press)

CPI do Feminicídio aponta falhas do poder público na proteção de mulheres

Dados do relatório da CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) do Feminicídio, obtidos com exclusividade pelo Correio, deixam evidentes as falhas do poder público em proteger mulheres vítimas deste crime. Em 100% dos casos, os agressores eram reincidentes em violência doméstica, de acordo com as informações levantadas pelo grupo de investigação. Uma atuação célere, punição e a criação de uma rede de proteção poderiam ter evitado a dor que se abateu sobre as vítimas, familiares e amigos. Foram analisados 90 processos entre 2019 e 2021. O feminicídio é um delito cruel que deixa marcas por gerações, sejam nos pais ou filhos das vítimas, e cria traumas com impactos profundos em todo o círculo social das mulheres assassinadas. Somente neste ano, sete casos foram registrados na capital federal. Um dos maiores problemas encontrados pela comissão é a falta de integração entre os serviços de proteção. A conclusão dos distritais é a de que...

Leia mais
Escadaria da rua Cristiano Viana zona oeste de São Paulo, amanheceu com lambe-lambe em homenagem à vereadora Marielle Franco, morta a tiros no Rio (Foto: Danilo Verpa/Folhapress)

“Violência aumenta com mais mulheres nas eleições”, avalia Talíria Petrone

O Brasil registrou, nos últimos cinco anos 327 casos de violência política, sendo 125 assassinatos e atentados, 85 ameaças, 33 agressões, 59 ofensas, 21 invasões e 4 casos de criminalização. Isso sem contar com o período pós eleições municipais de 2020. Em 2019, foi uma ocorrência a cada três dias, segundo dados do relatório "Violência Política e Eleitoral no Brasil", organizado pela Terra de Direitos e pela Justiça Global. E é por causa desses números que a deputada federal Talíria Petrone (PSOL-RJ) realiza, nesta segunda-feira, (03) a audiência pública Violência política contra mulheres negras. A própria deputada já foi vítima de violência política. Em 2019, enviou uma carta de denúncia à ONU relatando ameaças a sua vida. Em uma delas, a pessoa afirmou que tinha o objetivo de "jogar uma bomba na piranha que o PSOL elegeu". Em documento, ela pediu que o governo brasileiro tomasse medidas concretas para garantir a sua segurança. Talíria...

Leia mais
Selo home Monitor da violência mulheres — Foto: Wagner Magalhães/Arte G1

Em média, 10 mulheres são vítimas de violência doméstica por dia na Paraíba

Agressões, ameaças, estupros, violência psicológica. Uma série de violações acontecem com as mulheres diariamente, dentro e fora de casa. Não se trata de algo retórico. Os números mostram que 9.806 crimes contra mulheres foram registrados em todo o ano de 2020, isto é, cerca de 26 crimes por dia são cometidos contra mulheres na Paraíba. Só como registro de violência doméstica, 3.932 casos foram registrados. Isso significa que em média 10 mulheres são violentadas por dia, dentro de casa, na Paraíba. Os números são de registros da Polícia Militar, enviados ao G1 pela Secretaria de Segurança e Defesa Social via Sistema de Informação ao Cidadão. De acordo com o art. 5º da Lei Maria da Penha, violência doméstica e familiar contra a mulher é “qualquer ação ou omissão baseada no gênero que lhe cause morte, lesão, sofrimento físico, sexual ou psicológico e dano moral ou patrimonial”. No entanto, essa violência...

Leia mais
Phumzile Mlambo-Ngcuka (Foto: © Jim Spellman/WireImage)

Violência contra as mulheres e meninas é pandemia invisível, afirma diretora executiva da ONU Mulheres

Com 90 países em confinamento, quatro bilhões de pessoas agora estão se abrigando em casa contra o contágio global do novo coronavírus (Covid-19). É uma medida protetora, mas traz outro perigo mortal. Vemos uma pandemia da invisibilidade crescente, a da violência contra as mulheres. À medida que mais países relatam infecções e bloqueios, mais linhas de ajuda e abrigos para violência doméstica em todo o mundo estão relatando pedidos crescentes de ajuda. Na Argentina, Canadá, França, Alemanha, Espanha, Reino Unido e Estados Unidos , autoridades governamentais, ativistas dos direitos das mulheres e parcerias da sociedade civil denunciaram crescentes denúncias de violência doméstica durante a crise e aumento da demanda para abrigo de emergência . As linhas de apoio em Singapura e Chipre registraram um aumento de chamadas em mais de 30% . Na Austrália, 40% de trabalhadores e trabalhadoras da linha de frente em uma pesquisa de New...

Leia mais
Imagem: POLONEZ/SHUTTERSTOCK

Mulheres de favelas sofrem com dificuldade de acesso a programas contra violência doméstica

“Para nós, a fala verdadeira não é somente uma expressão de poder criativo; é um ato de resistência, um gesto político que desafia políticas de dominação que nos conservam anônimos e mudos. Sendo assim, é um ato de coragem —e, como tal, representa uma ameaça. Para aqueles que exercem o poder opressivo, aquilo que é ameaçador deve ser necessariamente apagado, aniquilado e silenciado.” (Bell Hooks) Começamos essa prosa com a certeza de sermos porta-vozes daquelas que foram silenciadas por meio de violências. Não queremos dar voz para quem sempre conseguiu gritar, mas, sim, ampliar o acesso desses gritos para além dos muros invisíveis de territórios vulneráveis. Quando se trata de violência contra mulheres, sempre ouvimos falar da Lei Maria da Penha. Apesar de ser um marco na conquista do direito à proteção e ao cuidado, essa lei precisa ser oferecida junto de uma rede de apoio legal, assistencial, psicossocial e...

Leia mais
Foto: arte de André Mello

Feminicídio terá aumento expressivo se STF revogar decisão de Rosa Weber sobre armas, analisam especialistas

Em decisão individual, a ministra do Supremo Tribunal Federal (STF) Rosa Weber suspendeu trechos dos decretos editados pelo presidente Jair Bolsonaro que facilitam a compra e o porte de armas e entrariam em vigor nesta terça-feira (13). A expectativa agora é que, a partir de sexta (16), o STF analise a decisão de Weber, podendo referendá-la ou revogá-la. Caso os decretos sejam mantidos na íntegra, especialistas afirmam que o Brasil verá um aumento expressivo da violência contra a mulher. Segundo dados do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), 51,6% dos feminicídios são cometidos com o uso de arma de fogo. Sandra Ornellas, delegada e diretora do Departamento-Geral de Polícia de Atendimento à Mulher (DGPAM) do Rio de Janeiro, afirma que a ação da ministra do STF foi de “extrema importância para a redução do índice de violência”. — O trecho do decreto que amplia a possibilidade de um colecionador de...

Leia mais
Foto: Editoria de Arte/G1

Senado aprova formulário de registro de violência doméstica e familiar

O Senado aprovou hoje (13) um projeto de lei que cria o Formulário Nacional de Avaliação de Risco. Esse formulário é um instrumento de proteção às vítimas de violência doméstica e familiar e  deve ser aplicado no momento do registro da ocorrência de violência contra a mulher. O projeto teve origem na Câmara, onde foi aprovado e seguiu para o Senado. Agora, vai à sanção presidencial. O formulário é composto por 19 perguntas objetivas e 10 abertas, acompanhado de um gabarito que aponta para três níveis de risco: baixo, médio e elevado. O objetivo é identificar os fatores que indicam o risco de a mulher vir a sofrer qualquer forma de violência no âmbito das relações domésticas para subsidiar a atuação dos órgãos de segurança pública, dentre outros. Ele deve ser aplicado no primeiro atendimento à mulher por profissionais das áreas da assistência psicossocial, jurídica, segurança, saúde e justiça. O...

Leia mais
Imagem: Getty Images/BBC

Jovem denuncia motorista de aplicativo por se masturbar durante corrida em Salto

Uma jovem de 19 anos registrou boletim de ocorrência por importunação sexual contra um motorista de aplicativo, em Salto (SP). Segundo o boletim de ocorrência, a vítima relatou que o homem se masturbou durante a corrida. O caso foi registrado na quinta-feira (8). A jovem contou à Polícia Civil que pediu para uma amiga pedir a viagem. Assim que o motorista chegou, a vítima relatou à polícia que o motorista pediu para que ela se sentasse no banco da frente. A vítima contou ainda que achou estranho o pedido, já que não é comum que o motorista defina onde o passageiro deve se sentar, mas atendeu ao pedido. Conforme o registro no boletim de ocorrência, poucos minutos após o início da corrida, o homem perguntou qual era o destino e a vítima disse para ele seguir o endereço que estava no aplicativo. Nesse momento percebeu que o homem estava se...

Leia mais

Últimas Postagens

Artigos mais vistos (7dias)

No Content Available

Twitter

Welcome Back!

Login to your account below

Retrieve your password

Please enter your username or email address to reset your password.

Add New Playlist