Violência contra Mulher

(crédito: Fernando Lopes/CB/D.A Press)

CPI do Feminicídio aponta falhas do poder público na proteção de mulheres

Dados do relatório da CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) do Feminicídio, obtidos com exclusividade pelo Correio, deixam evidentes as falhas do poder público em proteger mulheres vítimas deste crime. Em 100% dos casos, os agressores eram reincidentes em violência doméstica, de acordo com as informações levantadas pelo grupo de investigação. Uma atuação célere, punição e a criação de uma rede de proteção poderiam ter evitado a dor que se abateu sobre as vítimas, familiares e amigos. Foram analisados 90 processos entre 2019 e 2021. O feminicídio é um delito cruel que deixa marcas por gerações, sejam nos pais ou filhos das vítimas, e cria traumas com impactos profundos em todo o círculo social das mulheres assassinadas. Somente neste ano, sete casos foram registrados na capital federal. Um dos maiores problemas encontrados pela comissão é a falta de integração entre os serviços de proteção. A conclusão dos distritais é a de que...

Leia mais
Escadaria da rua Cristiano Viana zona oeste de São Paulo, amanheceu com lambe-lambe em homenagem à vereadora Marielle Franco, morta a tiros no Rio (Foto: Danilo Verpa/Folhapress)

“Violência aumenta com mais mulheres nas eleições”, avalia Talíria Petrone

O Brasil registrou, nos últimos cinco anos 327 casos de violência política, sendo 125 assassinatos e atentados, 85 ameaças, 33 agressões, 59 ofensas, 21 invasões e 4 casos de criminalização. Isso sem contar com o período pós eleições municipais de 2020. Em 2019, foi uma ocorrência a cada três dias, segundo dados do relatório "Violência Política e Eleitoral no Brasil", organizado pela Terra de Direitos e pela Justiça Global. E é por causa desses números que a deputada federal Talíria Petrone (PSOL-RJ) realiza, nesta segunda-feira, (03) a audiência pública Violência política contra mulheres negras. A própria deputada já foi vítima de violência política. Em 2019, enviou uma carta de denúncia à ONU relatando ameaças a sua vida. Em uma delas, a pessoa afirmou que tinha o objetivo de "jogar uma bomba na piranha que o PSOL elegeu". Em documento, ela pediu que o governo brasileiro tomasse medidas concretas para garantir a sua segurança. Talíria...

Leia mais
Selo home Monitor da violência mulheres — Foto: Wagner Magalhães/Arte G1

Em média, 10 mulheres são vítimas de violência doméstica por dia na Paraíba

Agressões, ameaças, estupros, violência psicológica. Uma série de violações acontecem com as mulheres diariamente, dentro e fora de casa. Não se trata de algo retórico. Os números mostram que 9.806 crimes contra mulheres foram registrados em todo o ano de 2020, isto é, cerca de 26 crimes por dia são cometidos contra mulheres na Paraíba. Só como registro de violência doméstica, 3.932 casos foram registrados. Isso significa que em média 10 mulheres são violentadas por dia, dentro de casa, na Paraíba. Os números são de registros da Polícia Militar, enviados ao G1 pela Secretaria de Segurança e Defesa Social via Sistema de Informação ao Cidadão. De acordo com o art. 5º da Lei Maria da Penha, violência doméstica e familiar contra a mulher é “qualquer ação ou omissão baseada no gênero que lhe cause morte, lesão, sofrimento físico, sexual ou psicológico e dano moral ou patrimonial”. No entanto, essa violência...

Leia mais
Phumzile Mlambo-Ngcuka (Foto: © Jim Spellman/WireImage)

Violência contra as mulheres e meninas é pandemia invisível, afirma diretora executiva da ONU Mulheres

Com 90 países em confinamento, quatro bilhões de pessoas agora estão se abrigando em casa contra o contágio global do novo coronavírus (Covid-19). É uma medida protetora, mas traz outro perigo mortal. Vemos uma pandemia da invisibilidade crescente, a da violência contra as mulheres. À medida que mais países relatam infecções e bloqueios, mais linhas de ajuda e abrigos para violência doméstica em todo o mundo estão relatando pedidos crescentes de ajuda. Na Argentina, Canadá, França, Alemanha, Espanha, Reino Unido e Estados Unidos , autoridades governamentais, ativistas dos direitos das mulheres e parcerias da sociedade civil denunciaram crescentes denúncias de violência doméstica durante a crise e aumento da demanda para abrigo de emergência . As linhas de apoio em Singapura e Chipre registraram um aumento de chamadas em mais de 30% . Na Austrália, 40% de trabalhadores e trabalhadoras da linha de frente em uma pesquisa de New...

Leia mais
Imagem: POLONEZ/SHUTTERSTOCK

Mulheres de favelas sofrem com dificuldade de acesso a programas contra violência doméstica

“Para nós, a fala verdadeira não é somente uma expressão de poder criativo; é um ato de resistência, um gesto político que desafia políticas de dominação que nos conservam anônimos e mudos. Sendo assim, é um ato de coragem —e, como tal, representa uma ameaça. Para aqueles que exercem o poder opressivo, aquilo que é ameaçador deve ser necessariamente apagado, aniquilado e silenciado.” (Bell Hooks) Começamos essa prosa com a certeza de sermos porta-vozes daquelas que foram silenciadas por meio de violências. Não queremos dar voz para quem sempre conseguiu gritar, mas, sim, ampliar o acesso desses gritos para além dos muros invisíveis de territórios vulneráveis. Quando se trata de violência contra mulheres, sempre ouvimos falar da Lei Maria da Penha. Apesar de ser um marco na conquista do direito à proteção e ao cuidado, essa lei precisa ser oferecida junto de uma rede de apoio legal, assistencial, psicossocial e...

Leia mais
Decretos que facilitam acesso à armas de fogo são vetados por ministra do Supremo Tribunal Federal, Rosa Weber Foto: arte de André Mello

Feminicídio terá aumento expressivo se STF revogar decisão de Rosa Weber sobre armas, analisam especialistas

Em decisão individual, a ministra do Supremo Tribunal Federal (STF) Rosa Weber suspendeu trechos dos decretos editados pelo presidente Jair Bolsonaro que facilitam a compra e o porte de armas e entrariam em vigor nesta terça-feira (13). A expectativa agora é que, a partir de sexta (16), o STF analise a decisão de Weber, podendo referendá-la ou revogá-la. Caso os decretos sejam mantidos na íntegra, especialistas afirmam que o Brasil verá um aumento expressivo da violência contra a mulher. Segundo dados do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), 51,6% dos feminicídios são cometidos com o uso de arma de fogo. Sandra Ornellas, delegada e diretora do Departamento-Geral de Polícia de Atendimento à Mulher (DGPAM) do Rio de Janeiro, afirma que a ação da ministra do STF foi de “extrema importância para a redução do índice de violência”. — O trecho do decreto que amplia a possibilidade de um colecionador de...

Leia mais
Foto: Editoria de Arte/G1

Senado aprova formulário de registro de violência doméstica e familiar

O Senado aprovou hoje (13) um projeto de lei que cria o Formulário Nacional de Avaliação de Risco. Esse formulário é um instrumento de proteção às vítimas de violência doméstica e familiar e  deve ser aplicado no momento do registro da ocorrência de violência contra a mulher. O projeto teve origem na Câmara, onde foi aprovado e seguiu para o Senado. Agora, vai à sanção presidencial. O formulário é composto por 19 perguntas objetivas e 10 abertas, acompanhado de um gabarito que aponta para três níveis de risco: baixo, médio e elevado. O objetivo é identificar os fatores que indicam o risco de a mulher vir a sofrer qualquer forma de violência no âmbito das relações domésticas para subsidiar a atuação dos órgãos de segurança pública, dentre outros. Ele deve ser aplicado no primeiro atendimento à mulher por profissionais das áreas da assistência psicossocial, jurídica, segurança, saúde e justiça. O...

Leia mais
Imagem: Getty Images/BBC

Jovem denuncia motorista de aplicativo por se masturbar durante corrida em Salto

Uma jovem de 19 anos registrou boletim de ocorrência por importunação sexual contra um motorista de aplicativo, em Salto (SP). Segundo o boletim de ocorrência, a vítima relatou que o homem se masturbou durante a corrida. O caso foi registrado na quinta-feira (8). A jovem contou à Polícia Civil que pediu para uma amiga pedir a viagem. Assim que o motorista chegou, a vítima relatou à polícia que o motorista pediu para que ela se sentasse no banco da frente. A vítima contou ainda que achou estranho o pedido, já que não é comum que o motorista defina onde o passageiro deve se sentar, mas atendeu ao pedido. Conforme o registro no boletim de ocorrência, poucos minutos após o início da corrida, o homem perguntou qual era o destino e a vítima disse para ele seguir o endereço que estava no aplicativo. Nesse momento percebeu que o homem estava se...

Leia mais
Adobe

A cultura do estupro e suas diferentes intervenções nos corpos negros

Enquanto as mulheres negras estão mais vulneráveis a serem estupradas, os homens negros sofrem consequências de um “mito do negro estuprador” criado propositalmente como mais uma forma de nos machucar através do racismo. Não é por acaso. Há uma explicação e a gente pode começar ela por aqui… Não é incomum que se leia a respeito das lutas das mulheres historicamente a frente do seu tempo. O que pouco se discute é a diferença do que é ser uma mulher branca e uma mulher preta nos mais diversos espaços e ocasiões. Mulheres brancas, por muitas vezes, tiveram que lutar por posições já ocupadas pela mulher negra. Essa permanência da mulher negra no trabalho e na vida sexual não era feita de forma positiva, obviamente. Mulheres negras ocupavam esse espaço de forma obrigatória, escravizadas e sob posse de homens brancos. Por isso, o pontapé de mulheres não pode ser dado como...

Leia mais
Trecho do vídeo exibido em plenário nesta quinta-feira (Foto: Alesp / Reprodução)

Alesp aprova suspensão de Fernando Cury por 180 dias por assédio a Isa Penna

A Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) aumentou para 180 dias e aprovou nesta quinta-feira, 1º, a suspensão do mandato do deputado estadual Fernando Cury (Cidadania) como punição pela importunação sexual contra a parlamentar Isa Penna (PSOL), em dezembro do ano passado. A proposta inicial de punição, aprovada no início de março pelo Conselho de Ética da Casa, previa 119 dias de suspensão. Com a ampliação da pena, debatida no colégio de líderes da Casa nesta quinta-feira, o deputado do Cidadania perde direito a salário e manutenção das atividades do gabinete no período da suspensão. Votaram pela perda do mandato os 86 deputados que participaram da sessão de forma virtual. Ela foi articulada como saída às pressões da sociedade civil, feitas nas últimas semanas, pedindo a cassação de Cury. Os debates sobre a punição do parlamentar foram retomados nesta tarde, após a sessão da manhã ser suspensa, a pedido do...

Leia mais
Mariana Serrano ganhou indenização de R$ 25 mil após processar agressor Imagem: Débora Nisenbaum/Arquivo pessoal

Mulheres cobram indenização após violência doméstica: “Ele sentiu no bolso”

A intenção de Maria* ao processar seu ex-marido e pedir indenização após sofrer violência doméstica não era ganhar dinheiro. Ela queria justiça. Levado ao tribunal do júri em 2016, o agressor foi absolvido da denúncia de tentativa de homicídio, apesar de ter sido reconhecida a existência do crime. O caso aconteceu em Novo Horizonte, interior de São Paulo. O advogado que cuidava do divórcio de Maria sugeriu que ela entrasse com um processo por danos morais. Ela ganhou, e o agressor foi condenado a pagar R$ 15 mil, mas recorreu. Há dez dias, o Tribunal de Justiça de São Paulo manteve a sentença. "Foi uma sensação de alívio. Ela sentiu a Justiça sendo feita, o que não aconteceu no tribunal", diz seu advogado, Rodrigo Politano, em entrevista a Universa. Apesar de processos por danos morais serem mais relacionados a casos de calúnia e difamação, também é possível pedir uma ação indenizatória...

Leia mais
Imagem: POLONEZ/SHUTTERSTOCK

Cartilha ajuda mulheres a identificar sinais de perigo de violência doméstica

A Comissão de Defesa dos Direitos Humanos e Cidadania, da Assembleia Legislativa do RJ (Alerj), criou um guia que mostra a escalada da violência contra a mulher e como ela deve ficar alerta. A deputada Renata Santos, da comissão, explica o que é o Violentômetro. "Ele não é importante somente para a vítima. Ele é também para parentes e amigos, porque pode medir a gradação da violência, além de incentivar a denúncia. Você mulher, que é vítima de violência, denuncie. Não silencie. O seu silêncio não vai te proteger. Ligue 180", disse a deputada. O que diz a cartilha: Seu relacionamento é sadio quando o seu companheiro: Respeita suas decisões e seus gostos Aceita seus amigos e sua família Confia em você Fica feliz quando você se realiza Se certifica de que vocês estão de acordo nas coisas que vão fazer juntos É considerado violento quando: Te ignora nos dias em...

Leia mais
Foto: Editoria de Arte/G1

Mais de 50 mil mulheres pediram medidas protetivas para escapar da violência doméstica em 2020

Só em São Paulo, no ano passado, mais de 50 mil mulheres pediram medidas protetivas contra da violência doméstica. "Você é uma analfabeta! Cala a boca, não te perguntei. Se você não ficar comigo, você vai perder a sua casa, seus filhos e o seu emprego". Eram palavras como essas que duas mulheres vítimas de violência doméstica ouviam dentro de casa. Até que apanharam dos companheiros. "A gente era praticamente recém-casado, eu gostava muito dele e eu vi aquilo como um ato isolado, sabe, uma explosão que não iria mais se repetir né", conta uma das vítimas. Mas o marido fez de novo. "Ele questionou o meu comportamento de não estar mais assim carinhosa, dedicada. Daí gerou uma discussão e uma hora ele me deu um tapa no rosto. Imediatamente eu disse pra ele que eu estava indo na delegacia da mulher fazer uma denúncia. Só que ele não acreditou...

Leia mais
Fachada da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp) - Foto: Renato S. Cerqueira/FuturaPress

Abuso reiterado

O caso do deputado estadual Fernando Cury (Cidadania), filmado ao apalpar a colega Isa Penna (PSOL) no plenário da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo no final de 2020, é exemplar ao retratar a displicência e a permissividade com que são premiados os agressores de mulheres no Brasil. O Conselho de Ética decidiu, por 5 votos a 4, abrandar a pena do parlamentar, acusado de quebra de decoro por importunação sexual. Em vez da punição de seis meses prevista pelo relator, Cury recebeu 119 dias de licença não remunerada e poderá, dado que o afastamento é inferior a 120 dias, manter o gabinete em funcionamento. O concerto reafirma a agressão a Isa Penna e a estende, simbolicamente, às demais deputadas e à metade feminina da sociedade. Não se pode admitir que a prática de assédio, perpetrada durante uma sessão parlamentar, diante do presidente da Casa, testemunhada por outros deputados e...

Leia mais
Adobe

Por dia cinco mulheres foram vítimas de feminicídio em 2020, aponta estudo

Pelo menos cinco mulheres foram assassinadas ou vítimas de violência por dia em 2020. Os dados da Rede de Observatório da Segurança mostram que cinco estados brasileiros registraram, juntos, 449 casos de feminicídio no ano passado, isto é, vítimas que foram mortas por serem mulheres. A violência contra a mulher em 2020, o que inclui o feminicídio, entrou na terceira posição do ranking de eventos monitorados pela Rede. Entre os mais de 18 mil eventos relacionados à segurança pública e a violência, 1.823 se referem aos crimes de gênero contra a mulher, o que dá a média de cinco casos ao dia. A pesquisa denominada “A Dor e a Luta: Números do Feminicídio” aponta que São Paulo é o estado brasileiro com o maior número de registros, entre os cinco (BA, CE, PE, RJ e SP) acompanhados pelas pesquisadoras. No estado paulista, 731 mulheres foram mortas ou sofreram qualquer tipo...

Leia mais
Ronda Maria da Penha, em Salvador, auxilia mulheres vítimas de violência — Foto: Alberto Maraux/ SSP-BA

Mais de 180 mulheres foram mortas na BA em 2020: ‘É preciso entendimento social para mudar esses dados’, diz pesquisadora

O levantamento anual feito pela Rede de Observatórios da Segurança aponta que 181 mulheres foram mortas na Bahia em 2020. Desse total, 70 foram vítimas de feminicídio, crime de ódio em que a mulher é assassinada em contexto de violência doméstica ou por misoginia – aversão às mulheres. Além da Bahia, a organização analisa dados de outros quatro estados: Ceará (138 casos, entre homicídios e feminicídios), Pernambuco (144, somando homicídios e feminicídios), Rio de Janeiro (84, contando homicídios e feminicídios) e São Paulo (200, também entre homicídios e feminicídios). Em comparação com eles, o estado baiano é o líder no homicídio de mulheres (111) e fica em 3º lugar no ranking dos feminicídios (70), somando 181 no total dos crimes. Os dados foram publicados pela Rede nesta quinta-feira (4). Outros dados analisados pela Rede são: violência sexual e estupro; cárcere privado; agressões verbais e ameaças e tentativas de feminicídio. Veja tabela...

Leia mais
Foto: ONU Mulheres/Dzilam Mendez

58% dos feminicídios são cometidos por companheiro ou ex, mostra pesquisa

A Rede de Observatórios da Segurança analisou 1.823 casos de violência contra a mulher em cinco estados — Bahia, Ceará, Pernambuco, Rio de Janeiro e São Paulo— e constatou o desolador número de cinco casos diários nessas regiões durante 2020. Desse total, foram 449 feminicídios. Em ao menos 58% desses casos, os criminosos eram maridos, namorados ou ex-companheiros da vítima. E mais: 41% dessas mortes foram provocadas após uma briga ou o fim do relacionamento. Ou seja: a maior parte dos criminosos tinha relação com a vítima e a matou em decorrência dela. Segundo o boletim, houve picos nos números de violência de gênero após o isolamento social devido à pandemia de coronavírus, justamente porque as vítimas estão mais em casa, com o agressor. "Quando a gente está no processo de monitoramento e se depara com esse tipo de violência, nos colocamos no lugar dessas vítimas. E é devastador, principalmente quando a gente vê a motivação...

Leia mais
Mulher vítima de agressões fez um "X" na mão para pedir ajuda — Foto: Arquivo Pessoal

Mulher que pediu socorro na web após apanhar do marido fala sobre agressões: ‘Ele bebia e me batia’

A mulher de 38 anos que usou as redes sociais para pedir ajuda por estar sendo agredida e mantida em cárcere privado pelo marido, de 41 anos, afirmou à TV TEM que foi vítima das agressões três vezes pelo suspeito. Segundo ela, antes de conseguir usar a internet e ser localizada pela polícia, ela chegou a mostrar o símbolo “X" para diversas pessoas na rodovia. O símbolo é usado para pedir socorro e denunciar violência doméstica de forma silenciosa. “Ele bebia e me batia. Eu mostrava para todo mundo que estivesse me vendo. Alguém que conhecesse o sinal iria entender. E deu certo”, disse a vítima. O casal é de Anápolis (GO) e seguia de Santa Catarina até Brasília (DF) com carga de madeira em um caminhão. Ainda de acordo com a vítima, ela atuava como enfermeira, mas estava viajando com o marido havia sete meses. Contudo, acabou...

Leia mais
iStock

Número de feminicídios cresceu 50% durante lockdown na Itália

Um relatório divulgado pelo Instituto Nacional de Estatística (Istat) revelou que nos primeiros seis meses de 2020, período em que a Itália anunciou medidas mais restritivas para evitar a propagação da Covid-19, o número de feminicídios aumentou em relação ao mesmo período do ano anterior. Segundo os dados, o total de homicídios passou de 35%, no primeiro semestre de 2019, para 45%, nos seis meses iniciais de 2020, agravando a situação da mulher no país. O percentual, porém, saltou para 50% durante o lockdown imposto em março e abril. Os números revelam que o rastro de sangue no país continuou sem interrupção, já que em 2019 a quantidade de feminicídios havia chegado a marca de 101 e, em 2018, o percentual de homens acusados de cometer o crime era de 93%. De acordo com o Istat, em 90% dos casos registrados no primeiro semestre do ano passado, as mulheres foram...

Leia mais
A deputada estadual Isa Penna (PSOL) na Alesp Imagem: José Antonio Teixeira/Alesp

Conselho de Ética da Alesp aceita denúncia de Isa Penna contra Fernando Cury por assédio sexual

O Conselho de Ética da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) aprovou nesta quarta-feira (10), por unanimidade, a denúncia de quebra de decoro contra Fernando Cury (Cidadania). O deputado é acusado de assediar sexualmente Isa Penna (PSOL), no plenário da Alesp, em 16 de dezembro. Cury foi flagrado pela câmera da Casa apalpando o seio da colega enquanto ela conversava com outro deputado. Em caso de condenação, ele pode ter o mandato suspenso e até cassado. Todos os nove deputados presentes na reunião do Conselho de Ética votaram a favor da denúncia: Adalberto Freitas (PSL), Emidio de Souza (PT), Barros Munhoz (PSB), Wellington Moura (Republicanos), Delegado Olim (PP), Erica Malunguinho (PSOL), Alex de Madureira (PSD), Campos Machado (Avante) e Estevam Galvão (DEM). A deputada Isa Penna celebrou a decisão nas redes sociais. “Apesar desse ótimo resultado, não podemos baixar a guarda, pois a cassação não está garantida. A luta continua...

Leia mais

Welcome Back!

Login to your account below

Retrieve your password

Please enter your username or email address to reset your password.

Add New Playlist