segunda-feira, julho 6, 2020

    Violência contra Mulher

    CLASSEN RAFAEL / EYEEM VIA GETTY IMAGES

    Violência obstétrica: outra face da violência contra as mulheres

    As redes sociais possibilitaram que mulheres de lugares diferentes e níveis sociais distintos compartilhassem experiências de humilhação, maltrato e violência vivida no meio médico-hospitalar em uma etapa particular de suas vidas: o parto. Compartilharam experiências de desrespeito, de procedimentos realizados sem anestesia ou sem seu consentimento, de uso de técnicas agressivas, de falta de intimidades e confidencialidade, entre várias outras. Identificaram suas vivências como maltrato ou violência; contudo o que viveram não tinha um nome. Nos últimos anos, essa experiência começou a ser nomeada, especialmente por movimentos de mulheres na América Latina: violência obstétrica. Em geral, considera-se violência obstétrica aquela sofrida por mulheres durante a atenção ao parto nos centros de saúde. Essa violência é objeto de questionamentos. Ainda não há um consenso internacional acerca do termo para nomear certas condutas violentas na atenção ao parto, e se questiona se referidas condutas poderiam configurar um tipo de violência. Essas discussões...

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    Mulheres diaristas denunciam propostas indecentes em meio à pandemia Imagem: Arquivo pessoal

    Trabalhadoras domésticas denunciam crime sexual em meio à pandemia

    Mãe de uma menina de 1 ano, Nielly Vasconcelos, 23, perdeu, no início da quarentena provocada pelo coronavírus, há mais de um mês, as quatro faxinas semanais que fazia. É o marido que está conseguindo pagar as contas da casa onde moram, em Diadema (SP), fazendo bico como padeiro em três padarias. Além de todas as dificuldades, Nielly ainda teve que enfrentar assédio ao procurar um emprego. Ela costuma anunciar seus serviços em páginas no Facebook. Para sentir-se mais segura, Nielly afirma que nunca havia publicado o número de seu celular. Os interessados deveriam, num primeiro momento, chamá-la pelas redes mesmo, para que ela pudesse olhar o perfil da pessoa. "Uma amiga foi estuprada", ela justifica. "Uma pessoa trocou mensagem de texto com ela e a foto era de uma mulher. Quando ela chegou no local, o apartamento estava vazio, e o homem que se passou por outra pessoa cometeu...

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    foto: Cristiano Gomes/CB/D.A Press

    Justiça determina que GDF apresente estruturação da Secretaria da Mulher

    O Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT) deu prazo de 30 dias para que o Governo do Distrito Federal (GDF) estruture a Secretaria de Estado da Mulher, com a publicação do regimento interno do órgão, e apresente um planejamento de ações referentes à pasta. Caso não cumpra a determinação, o governo pode ser multado. A decisão, fruto de ação civil pública proposta pelo Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT), estipula que se apresente um planejamento de ações referentes à pasta, no qual constem programas, projetos e serviços em andamento e previstos para serem executados ao longo deste ano. Cabe recurso. O MPDFT argumentou que, apesar de ter incluído a Secretaria da Mulher do DF na estrutura organizacional da administração direta distrital em janeiro de 2019, até aquela data não havia sido publicado o regimento interno da pasta. O órgão ainda elencou dados que comprovam que,...

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    Imagem: iStock

    Mulheres de Belém vítimas de violência doméstica podem denunciar por telefone e atendimento virtual

    As mulheres vítimas de violência doméstica podem realizar denúncias por telefone e meio virtual disponibilizados pela Coordenadoria da Mulher de Belém (Combel). De acordo com a ONU Mulheres, a violência física e sexual contra mulheres têm aumentado durante o período de isolamento social provocado pelo coronavírus. Por meio dos canais de atendimentos, as mulheres vulneráveis podem contar com encaminhamentos jurídicos, psicossociais e outros. Em 2019, mais de 8 mil casos de violência doméstica foram registrados no Pará. As orientações de isolamento social em todo o Pará iniciaram no dia 16 de março, com a divulgação do primeiro decreto estadual diante da pandemia do coronavírus. Segundo a Combel, a ligação é recebida por assistentes sociais que fazem escuta da vítima e ajudam de acordo com a necessidade de cada mulher, orientando sobre como proceder em situação de agressão. As denúncias podem ser realizadas através do Disque Denúncia 180 da Central de...

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    Getty Images

    Mulheres negras sofrem mais com a violência obstétrica; ouça debate

    Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS) 140 milhões de partos são feitos todos os anos no mundo, No entanto, é difícil precisar quantos foram violentos. O termo violência obstétrica vem ganhando fôlego no mundo e ajudando a estabelecer limites na relação entre gestante e equipe médica. Aqui no Brasil, um levantamento da Fundação Perseu Abramo aponta que violência obstétrica atinge uma em cada quatro mulheres brasileiras. As agressões, no entanto, são ainda maiores quanto há um recorte racial. Mulheres negras têm mais chances de terem atendimento negado, peregrinar até achar uma maternidade, serem impedidas de ter acompanhante durante o parto, não receberem anestesia para alívio da dor e ouvirem diferentes agressões verbais. Os exemplos acima são alguns dos citados pela doula Daniela Rosa, mestre em sociologia pela Unicamp e educadora e pela médica Denise Ornelas, mestre em saúde da família pela Unifesp. Elas participaram do episódio desta semana. Ouça...

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    Isis de Oliveira presta queixa contra o marido: ‘Me socava enquanto dormia’

    Isis de Oliveira, modelo e atriz, irmã de Luma de Oliveira, prestou queixa ontem (22) na 12ª delegacia de Copacabana, no Rio de Janeiro, contra o marido, o egípcio Hazem Roshdi, com quem é casada há seis anos. Em entrevista à Universa, ela explicou que os episódios de violência física se tornaram recorrentes nos últimos meses, mas que ontem (22), pela primeira vez, sentiu medo de ser assassinada. Isis, que está com 69 anos, relembrou que a primeira vez que prestou queixa contra Hazem foi em 2017, quando ele a empurrou com violência e, devido à queda, ela teve um sangramento do supercílio. "Percebi que a situação era séria quando senti o quente do sangue. Ele também ficou apavorado e colocou gelo. Na ocasião, fui para o hospital e relatei o que aconteceu na delegacia. Mas fui boba, acreditei quando ele disse que não vivia sem mim e voltamos", conta....

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    CAROLINE LIMA/ESPECIAL PARA O HUFFPOST BRASIL

    Promotora cria rede de apoio e reúne 700 “justiceiras” contra violência

    Ao ser vítima de violência doméstica, uma mulher sabe como proceder? Para quem recorrer quando se precisa conhecer seus direitos e buscar apoio emocional, jurídico e psicológico? Por Fabiana Batista, do Universa A promotora Gabriela Manssur (Caroline Lima/Especial para o Huffpost Brasil) Num período em que se acredita que o isolamento social, aliado à crise financeira e abuso de álcool e drogas possa alavancar o número de mulheres agredidas em casa, nasceu uma rede de justiceiras -mulheres com diversas formações voltadas para apoiar, voluntariamente, outras mulheres por meio do Whatsapp —(11) 99639-1212. Em quarentena com os filhos após voltar dos Estados Unidos, a promotora de Justiça de São Paulo Gabriela Manssur conta que a necessidade de isolamento fez o projeto sair mais rápido do papel e que se surpreendeu ao receber 700 pedidos de mulheres que queriam ser voluntárias no projeto. Leia a seguir trechos da...

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    Marcos Santos/USP

    O que acontece após a vítima de violência doméstica fazer um B.O. online?

    Mulheres vítimas de violência doméstica podem, desde o começo do mês, registrar boletins de ocorrência pela internet em estados como São Paulo, Rio de Janeiro e Espírito Santo e no Distrito Federal. A medida foi tomada em caráter de emergência por causa do aumento de casos do crime durante a pandemia de Covid-19 e também por causa da subnotificação provocada pelo isolamento social. Por Priscila Gomes, da Universa Marcos Santos/USP Em São Paulo, embora não haja ainda dados oficiais, que devem ser divulgados apenas no fim do mês, todos os dias o registro desse tipo de ocorrência cresce entre 10% e 15% em relação ao dia anterior. Mas o que acontece depois que uma mulher emite, de casa, esse grito de socorro? Conversamos com advogadas e a Secretaria de Segurança Pública (SSP) para descobrir. Como obter provas em um B.O. pela internet? Assim como os demais...

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    POLONEZ / SHUTTERSTOCK

    Prisões em flagrante em casos de violência doméstica crescem 51%, diz MP-SP

    O Ministério Público de São Paulo divulgou nota técnica que compara os números da violência doméstica durante o isolamento para combater a pandemia de coronavírus. O estudo foi realizado pelo Núcleo de Gênero da entidade e contempla os meses de fevereiro e março. Por Rafa Santos, da Conjur  POLONEZ / SHUTTERSTOCK O dado que mais chama atenção é o das prisões em flagrante por violência contra a mulher: aumento de 51% em março em comparação ao mês anterior. O número de medidas protetivas de urgência também aumentou 29% em março em relação a fevereiro. Os descumprimentos de medidas protetivas caíram durante a quarentena. E os pedidos de medidas preventivas de urgência, entretanto, registraram, de modo geral, um aumento. O documento também aborda o problema da subnotificação dos casos de violência. Conforme o MP-SP, a tendência é que o isolamento gere uma queda nos registros de boletins de ocorrência em números absolutos...

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    Violência doméstica e os precipícios do machismo

    Nas janelas, lenços brancos denunciam opressão. Surgem redes solidárias. No Congresso, propostas punitivas só arranham o patriarcado. Uso emergencial de hotéis durante isolamento é opção — mas elas terão até de ser expulsas de casa?… Por SOS Corpo, Do Outras Palavras (Foto: Getty Images) Uma questão que tem se destacado como um problema na situação de confinamento social por conta da pandemia é tanto o agravamento quanto o aumento da violência doméstica contra as mulheres. Lideranças do mundo todo reforçam e tomam medidas para efetivar o isolamento social como medida fundamental para conter o vírus. #Fiqueemcasa está entre as hashtags mais usadas nas últimas semanas em todas as redes sociais, por personalidades, organismos internacionais e Estados. O governo Bolsonaro segue isolado, remando contra a maré. Até Donald Trump, que ensaiou ser contra as medidas de isolamento social, reviu sua posição. O que é a solução para...

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    Aonde mora a violência contra a mulher?

    No dia 23 de julho de 2019, a jornalista Cláudia Collucci publicou um artigo no jornal Folha de São Paulo intitulado: Mulher corre mais risco de ser morta em casa do que na rua. No texto, a autora apresenta dados do Atlas da Violência de 2018, em especial a informação sobre o aumento de 17,1% do número de mulheres mortas dentro de casa entre 2012 e 2017, enquanto, no mesmo período, os assassinatos em locais públicos caíram 3,3%. Por Camila Miranda Sousa Race, enviado para o Portal Geledés  Foto da Campanha Feminicídio: uma realidade que queremos acabar do Ministério Público da Bahia. Esses dados trazem um paradoxo: em um país marcado por conflitos urbanos e violência nas ruas, a mulher é mais assassinada em casa. Ademais, outro ponto sensível é o fato da mulher negra ser a maior vítima de feminicídio no país, perfazendo 61% das...

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    Núcleo de Defesa da Mulher permanece em atendimento por telefone

    Defensoria Pública orienta sobre casos de violência doméstica durante a pandemia da Covid-19

    Apesar da necessidade de isolamento social, as vítimas de violência doméstica precisam sim buscar os meios necessários para a sua segurança Por Ângela Ferry, do Governo do Estado do Piauí Núcleo de Defesa da Mulher permanece em atendimento por telefone ( Imagem retirada do site Governo do Estado do Piauí) O Núcleo de Defesa da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar da Defensoria Pública do Estado do Piauí orienta às mulheres que venham a sofrer qualquer tipo de violência doméstica durante o período em que durar a pandemia provocada pelo novo coronavírus, que recorram aos canais de atendimento disponibilizados pela Defensoria, bem pela rede de proteção. Segundo a coordenadora do Núcleo da Mulher, defensora pública Lia Medeiros do Carmo Ivo, o período de confinamento imposto pela necessidade de cada pessoa se proteger do contágio do vírus pode levar que mulheres que estejam sofrendo violência...

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    O secretário-geral da ONU, o português Antonio Guterres, pediu aos governos que incluam a proteção às mulheres em suas medidas de resposta ao coronavírus. A organização afirma que os casos de violência doméstica cresceram em todo o mundo durante a quarentena necessária para impedir que a Covid-19 de espalhe ainda mais pelo mundo Foto: ANGELA WEISS / AFP

    ONU pede proteção para as mulheres durante confinamento por coronavírus

    'A violência não se limita ao campo de batalha', afirmou o secretário- geral da organização, Antonio Guterres, em vídeo Do AFP, no O Globo O secretário-geral da ONU, o português Antonio Guterres, pediu aos governos que incluam a proteção às mulheres em suas medidas de resposta ao coronavírus. A organização afirma que os casos de violência doméstica cresceram em todo o mundo durante a quarentena necessária para impedir que a Covid-19 de espalhe ainda mais pelo mundo (Foto: ANGELA WEISS / AFP) O secretário-geral da ONU, Antonio Guterres, fez um apelo mundial para pedir proteção às mulheres em suas próprias casas, no momento em que as medidas de confinamento provocadas pela pandemia de Covid-19 exacerbam a violência de gênero e nas família. "A violência não se limita ao campo de batalha", disse em um vídeo em inglês, com legendas em francês, árabe, espanhol, chinês e russo,...

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    Marcos Santos/USP

    Mulheres em isolamento: quando a própria casa é o espaço inseguro

    A Justiça do RJ já registrou um aumento de 50% de casos de violência doméstica, e a comunicação é fundamental para proteger as mulheres Por Mônica Mourão, da Carta Capital  Marcos Santos/USP Fiquem em casa. A campanha pelo isolamento social devido à pandemia do novo coronavírus está na TV, na internet e é compartilhada por artistas e anônimos. O Instagram criou um selo em que o desenho de uma casa se mistura com o de um coração, e assim é possível assistir aos “stories” de quem está resguardado. Porém, o que muitas vezes escapa aos que têm o direito à moradia digna é que o ambiente doméstico não é um espaço de amor para todo mundo. Sequer um espaço seguro. Campanhas informativas, aplicativos para celular e documentos cobrando do Estado medidas protetivas às mulheres são algumas das iniciativas que ganham força neste contexto para combater e...

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    O cuidado e o feminismo em tempos de pandemia

    O papel de tomar conta da família, invisível e não remunerado, recai sobre as mulheres. Em meio à crise sanitária, Estado deveria se responsabilizar. Após o desastre, será preciso construir um mundo baseado no bem comum e na solidadariedade Por CFEMEA, Do Outras Palavras (Foto: Getty Images) Quando um vírus se alastra entre países, o caos e o medo gerado por isso acabam revelando muito sobre como a nossa sociedade se organiza e quais são seus principais problemas. No caso do Coronavírus, estamos vendo como se acirram as desigualdades de gênero, raça e classe, até o ponto de inviabilizar medidas como o isolamento social para uma boa parte da população. Nas nossas vidas e ao nosso redor, as mulheres são fundamentais nas tarefas de cuidado, por seu trabalho nos serviços de saúde e assistência, nas comunidades onde vivem, nas casas em que trabalham ou nas suas...

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    Imagem: Getty Images

    Coronavírus: violência contra mulher pode aumentar durante quarentena; veja como e onde buscar ajuda

    Delegacias da Mulher do Rio continuam funcionando 24 horas; denúncias também podem ser feitas pela internet Por Leda Antunes, do O Globo Durante o confinamento na China, ONGs que atuam na defesa e acolhimento de mulheres vítimas de violência doméstica afirmam que receberam três vezes mais denúncias de agressão  (Imagem: Getty Images) Apesar de ser uma das principais medidas de combate à pandemia do coronavírus, a quarentena pode se tornar um pesadelo para mulheres que sofrem violência doméstica. Na China, ativistas de direitos humanos afirmam que as denúncias de agressão a mulheres no ambiente familiar subiram três vezes durante o período de confinamento e muitas das vítimas não tinham ideia a quem recorrer. Infelizmente, o mesmo pode acontecer no Brasil neste período de isolamento, de acordo com especialistas. A ONU Mulheres afirma que, em um contexto de emergência, os riscos de violência doméstica contra mulheres e...

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    Rio de Janeiro - Protesto no Dia Internacional de Combate à Violência contra a Mulher, pelo fim da violência contra as mulheres e contra o PL 5069/13, em frente à Câmara de Vereadores (Fernando Frazão/Agência Brasil)

    Mães com idades entre 21 e 40 anos são as principais vítimas de feminicídio no RJ

    Levantamento da Defensoria Pública aponta que ex e atuais companheiros são os principais responsáveis pelos crimes Por Clívia Mesquita, Do Brasil de Fato Em 37 dos 107 casos de feminicídio analisados, os agressores não aceitaram o término do relacionamento (Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil) Mães entre 21 e 40 anos, atacadas em casa com faca ou a tiros, à noite ou de madrugada pelos ex-namorados, companheiros ou maridos. Esse é principal perfil das mulheres vítimas de tentativa de feminicídio ou feminicídio consumado no Rio de Janeiro, segundo levantamento da Defensoria Pública do estado (DP-RJ). “Os dados deixam claro que as vítimas de feminicídio são alvos de pessoas próximas, com quem mantiveram ou mantêm relacionamento amoroso, e sofrem de situações de violência em momentos e locais em que se encontram mais vulneráveis”, resume a diretora de Estudos e Pesquisas de Acesso à Justiça, Carolina Haber. A pesquisa, que...

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    Raiva e esperança na terra dos feminicídios

    De Veracruz, o estado mexicano que registra mais casos de violência contra a mulher, se propagou a convocação da paralisação feminista Por David Marcial Pérez, Do El País O coletivo feminista As Bruxas do Mar, em Veracruz (Foto: CORTESÍA BRUJAS DEL MAR) No porto de Veracruz, o motor industrial do terceiro estado mais populoso do México, os navios descarregavam suas mercadorias normalmente nesta segunda-feira. Do calçadão, Mercedes Reyes atende como todos os dias em sua barraca de sorvetes e raspadinhas de frutas. “Gostaria, mas não consigo parar. Nós trabalhamos por dia”, ela diz, olhando de soslaio para a filha de nove anos, sentada a seu lado. Reyes, de 36 anos, e mãe solteira, não pôde participar da greve, mas diz que duas de suas irmãs não foram trabalhar ––uma professora e outra, funcionária do setor administrativo de uma multinacional. Veracruz é o estado mexicano com mais...

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    A Lei do Feminicídio foi sancionada no dia 9 de março de 2015. Desde então, mais de 4700 casos foram registrados no país. Foto: Arte de Lari Arantes sobre foto de Ricardo Cassiano

    Lei do Feminicídio completa cinco anos. Entenda por que ela é necessária

    Especialistas explicam funcionamento da lei, sancionada em 9 de março de 2015, e apontam avanços e desafios no enfrentamento à violência contra a mulher no Brasil Por Raphaela Ramos, do O Globo A Lei do Feminicídio foi sancionada no dia 9 de março de 2015. Desde então, mais de 4700 casos foram registrados no país. (Foto: Arte de Lari Arantes sobre foto de Ricardo Cassiano) No dia 9 de março de 2015, a Lei do Feminicídio foi aprovada no Brasil. A partir de então, assassinatos de mulheres envolvendo violência doméstica e questões de gênero passaram a ser qualificados como crimes hediondos, com penas de até 30 anos. A proposta foi elaborada pela Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) da Violência contra a Mulher e sancionada pela então presidente Dilma Rousseff. Mais de 4700 feminicídios foram registrados no país durante os cinco anos desde que a lei...

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    Marcos Santos/USP

    Não aceitar fim de relação é causa de 33% das agressões a mulheres

    Pesquisa marca Dia Internacional da Mulher, a ser comemorado domingo Por Ana Cristina Campos, da Agência Brasil Foto: Marcos Santos/USP A Defensoria Pública do Estado do Rio de Janeiro analisou 107 processos em tramitação nos tribunais do júri fluminense, que julgam casos de atentado contra a vida. Mulheres entre 21 e 40 anos, atacadas em casa, à noite ou de madrugada, a faca ou a tiros, pelo companheiro ou ex-companheiro, é o perfil mais comum das vítimas de tentativa de feminicídio. A pesquisa traçou um panorama dos assassinatos de mulheres no estado. O levantamento foi divulgado hoje (6) para marcar o Dia Internacional da Mulher, que será comemorado no domingo (8). Segundo a pesquisa, uma em cada três agressões é atribuída, pelo autor do crime, à dificuldade em aceitar o fim do relacionamento. Outros motivos foram discussão por razões diversas, vingança, ciúme, estupro e recusa da...

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