quinta-feira, novembro 26, 2020

    Violência contra Mulher

    Monitor da violência - feminicídio — Foto: Editoria de Arte/G1

    Feminicídio: 74% das mulheres mortas no RJ eram mães, aponta pesquisa

    Um levantamento feito pelo Núcleo de Pesquisa de Gênero, Raça e Etnia da Escola de Magistratura do Rio de Janeiro mostra que a grande maioria das vítimas de feminicídio no estado eram mães e que os agressores tinham vínculo íntimo com elas. O RJ1 teve acesso em primeira mão aos dados da pesquisa, que analisou processos de feminicídios julgados pelas Câmaras Criminais do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro. Segundo o levantamento, as vítimas são, em sua maior parte, mulheres pardas e brancas, com idades entre 25 e 45 anos e que 74% das mulheres assassinadas eram mães. A maior parte dos agressores também está nessa faixa etária, entre 25 e 45 anos. Mais da metade deles, segundo a pesquisa, usava algum tipo de droga ou medicamento. Além disso, 90% dos agressores tinham vínculo íntimo com as mulheres que mataram, sendo que 39% deles moravam com elas. A juíza...

    Leia mais
    (stevanovicigor/Thinkstock/Getty Images)

    Violência sexual intrafamiliar e aborto: Quem comete o crime, afinal?

    O tema do aborto é cercado de questões que ultrapassam o direito penal, envolve aspectos médicos, filosóficos, religiosos e políticos. Além disso, é inevitável dissociar essa problemática da discriminação de gênero e do racismo. Em diversas oportunidades, o Instituto Brasileiro de Ciências Criminais manifestou-se neste mesmo espaço editorial a respeito do tema (Boletins n. 216 e 226), reafirmando seu compromisso com o respeito à Constituição da República, com a nítida separação entre Religião e Estado, bem como preocupação com o fundamentalismo político-religioso que entrava a discussão. O Instituto busca constantemente o diálogo interdisciplinar, promovendo mesas de debates e eventos para discutir o assunto, além de inúmeras publicações sobre o tema e o ingresso como amicus curiae na importante ADPF 442, marcando presença, inclusive, em audiência pública realizada no Supremo Tribunal Federal. No último mês de agosto, veio ao conhecimento público a barbárie cometida contra uma menina de 10 anos no...

    Leia mais
    (crédito: Maurenilson Freire/CB/D.A Press)

    DF é a capital que mais registrou agressões contra mulheres em 2019

    O Distrito Federal foi a capital que mais registrou casos de violência doméstica em 2019. De acordo com os dados do 14º Anuário Brasileiro de Segurança Pública, divulgado nesta segunda-feira (19/10), a capital federal teve 16.549 casos no ano passado — 7,1% a mais que em 2018. De acordo com o art. 5º da Lei Maria da Penha, violência doméstica e familiar contra a mulher é “qualquer ação ou omissão baseada no gênero que lhe cause morte, lesão, sofrimento físico, sexual ou psicológico e dano moral ou patrimonial”. Neste cenário, ainda segundo o estudo, o DF fica à frente de cidades como São Paulo, que registrou 11.403 casos de violência doméstica em 2019; Rio de Janeiro, com 8.966; e Belo Horizonte, com 7.744. Feminicídios e estupros Além das agressões domésticas, Brasília foi a segunda capital com mais registros de feminicídios no país. Segundo os dados, foram 33 casos em 2019...

    Leia mais
    Robinho assiste à partida Santos x Atlético-GO, na Vila Belmiro (Foto: Ettore Chiereguini/AGIF)

    Robinho e seu Deus “particular” contra “pessoas usadas pelo demônio”

    Não há outro caso tão comentado quanto o de Robinho no momento. Lembro-me de assistir ao escritor Ariano Suassuna, em uma palestra memorável em Niterói, cerca de dez anos atrás, citando Robinho como exemplo da alegria e a genialidade brasileira. O mundo prega peças. A divulgação dos áudios, fruto da investigação do caso de estupro coletivo pelo qual Robinho foi condenado, não é apenas uma frustração, se tornou algo maior e pior, com a maneira como os áudios revelam que o jogador banalizou o episódio. Mas meu artigo não é sobre estes áudios especificamente. O artigo é sobre como, em um curto áudio em que busca demonstrar tranquilidade e segurança, Robinho recorre ao nome de Deus por pelo menos seis vezes. Parece dar ar de normalidade enquanto demonstra ser orientado por "valores cristãos". Fazendo uso de um linguajar cristão, fortemente evangélico, Robinho ilustra de maneira tristemente exemplar, como Deus pode...

    Leia mais
    Getty Images

    Quase metade das mulheres já sofreu assédio sexual no trabalho; 15% delas pediram demissão, diz pesquisa

    Quase metade das mulheres já sofreu algum assédio sexual no trabalho, segundo pesquisa do LinkedIn e da consultoria de inovação social Think Eva, que ouviu 414 profissionais em todo o país, de forma online. Entre elas, 15% pediram demissão do trabalho após o assédio. E apenas 5% delas recorrem ao RH das empresas para reportar o caso. De acordo com o levantamento, a maioria das entrevistadas que já sofreram alguma forma de assédio sexual no ambiente de trabalho são mulheres negras (52%) e que recebem entre dois e seis salários mínimos (49%). Além disso, o Norte (63%) e Centro-Oeste (55%) têm uma concentração de relatos superior às demais regiões. A pesquisa mostra ainda que, mesmo entre as mulheres que ocupam posições hierárquicas mais altas, o assédio não deixa de ser uma realidade. Entre as entrevistadas que declararam desempenhar a função de gerente, 60% afirmaram terem sido vítimas de assédio. No...

    Leia mais
    'Ninguém pode nos ajudar ou falar por nós. Sofremos mais violência sexual porque não temos nenhum poder', explicou há alguns anos uma mulher Dalit a uma pesquisadora (Foto: Getty images)

    As mulheres Dalit que lutam contra estupros, pobreza e preconceito na Índia

    "Somos vítimas de violência porque somos mulheres, pobres e de casta inferior — tão desprezadas por todos", disse uma mulher Dalit à pesquisadora Jayshree Mangubhai há alguns anos. "Ninguém pode nos ajudar ou falar por nós. Sofremos mais violência sexual porque não temos nenhum poder". Na semana passada, foi relatado que uma mulher Dalit de 19 anos foi estuprada e agredida por um grupo de homens de casta superior no Estado de Uttar Pradesh, Índia. A notícia jogou luz novamente sobre a vulnerabilidade de 80 milhões de mulheres Dalit à violência sexual no país. Elas, como os homens do mesmo grupo, estão na base do rígido e inflexível sistema de castas da Índia. No passado, os Dalit eram chamados de "intocáveis". Essas mulheres, que representam cerca de 16% da população feminina da Índia, enfrentam um "fardo triplo" de preconceito de gênero, discriminação de casta e privação econômica. "A mulher Dalit...

    Leia mais
    Imagem ilustrativa

    Violência contra mulheres: a “pandemia na sombra” da Covid-19

    Nos últimos meses, aumentaram os casos de violência, abuso sexual e feminicídios em África e no mundo. E este aumento pode estar, em parte, ligado à Covid-19. A Organização das Nações Unidas (ONU) já chama-de "pandemia na sombra" à violência contra mulheres. No primeiro semestre de 2020, a Libéria registou um aumento de 50% nos casos de violência de género: só entre janeiro e junho registaram-se mais de 600 casos de violação; em todo o ano de 2018 tinham sido 803. Na Nigéria, a violência sexual também aumentou durante o confinamento: em junho, os casos de duas jovens violadas e mortas chocaram o país. Já no Quénia, segundo a imprensa local, quase 4 mil estudantes engravidaram durante o encerramento das escolas, alegadamente por terem sido violadas por familiares ou agentes da polícia. "A situação já era má para as mulheres mesmo antes do coronavírus. A pandemia apenas levantou o véu sobre...

    Leia mais
    Getty Images

    Brasil é nação construída em estupro de mulheres negras e indigenas por brancos europeus, aponta estudo

    A maior pesquisa de genoma está sendo realizada no Brasil a fim de desenvolver a base de dados genéticos mais abrangente disponível sobre a população. O projeto “DNA do Brasil” anunciou a iniciativa há nove meses e já está entregando seus primeiros resultados, que espantou muitas pessoas pela herança desigual que eles simbolizam. Este gráfico me deixou absolutamente chocado pic.twitter.com/MkLn1h1wCN — Cientista no jardim (@carloshotta) October 1, 2020 Da meta de analisar 40 mil brasileiros, os pesquisadores já completaram o sequenciamento do genoma de 1.247. Os voluntários são de todas as partes do país, o que inclui desde comunidades ribeirinhas na Amazônia até moradores da cidade de São Paulo. De acordo com os dados, 75% dos cromossomos Y na população são herança de homens europeus. 14,5% são de africanos, e apenas 0,5% são de indígenas. Os outros 10% são metade do leste e do sul asiáticos, e metade de outros locais da ásia. Com o...

    Leia mais
    Imagem: iStock

    Brasil, o cativeiro das mulheres

    Como era de se esperar, e quem estuda a história sabe que os direitos das mulheres são os primeiros a serem questionados e atacados em momentos de crise, o Brasil se tornou um imenso cativeiro para mulheres de todas as raças e classes sociais. Quem já tomou consciência disso tenta se proteger e também a outras mulheres, mas há quem ache que tudo segue dentro da mais absoluta normalidade e que falar disso é uma grande bobagem. Coisa de feminista que não tem mais o que fazer. Não importa em qual grupo você se encontra. Se você é mulher, você está em risco. Em uma única semana ganha espaço nos portais de notícia da internet a história de duas mulheres. Histórias de um pesadelo vivido por Mariana Ferrer e Patricia Garcia. Dignas de um filme de terror, as histórias vividas por estas mulheres são retratos contundentes do que é ser...

    Leia mais
    (stevanovicigor/Thinkstock/Getty Images)

    ONU Mulheres lança diretrizes para o atendimento de mulheres e meninas vítimas de violência

    No ano que marca os 14 anos da Lei Maria da Penha, a ONU Mulheres, em parceria com a União Europeia, lança as Diretrizes para atendimento em casos de violência de gênero contra meninas e mulheres em tempos da Pandemia da COVID-19. Este documento é um instrumento importante para orientar os fluxos de atendimentos remotos, para a maior proteção da vítima e fortalecimento das redes de acolhimento. Dever do Estado e da sociedade “A grande questão é saber o quanto o Estado brasileiro e a sociedade estão aliançados e comprometidos com esses 14 anos de uma lei que tem em seu preâmbulo o compromisso de prevenir, punir, erradicar toda e qualquer violência doméstica e familiar contra a mulher. A começar pela prevenção de forma efetiva, a análise que eu faço sobre a mesma durante esses 14 anos é que a sua trajetória tem sido oscilante e por isso mesmo tão...

    Leia mais
    Imagem: Getty Images

    Agora é lei: condomínios são obrigados a denunciar violência contra mulher, idosos e crianças

    No 12º andar de um prédio no Campo Grande, em Salvador, Júlia Santana** ouvia gritos de sua vizinha de porta com o namorado, em mais uma briga frequente do casal. “Era um prédio com quatro apartamentos por andar e o meu era do lado do dela. Eu ouvia umas brigas, gritaria de vez em quando. Um dia, quando entrei em casa, ouvia muitos gritos, ela reclamando que ele era casado e que ela não sabia, que ela sustentava ele. Ele gritava muito, jogava umas coisas. Ela chorava e gritava para ele parar”, relata. Júlia revela que ligou para a portaria, ameaçou chamar a polícia, mas ficou receosa. “Fiquei com medo de chamar o elevador, ele abrir a porta e fazer alguma coisa comigo também. Desci, liguei pra polícia e falei que estava saindo de casa porque estava com medo do homem. Foi assustador. Fiquei apavorada”, relatou Júlia sobre um episódio...

    Leia mais
    Flávia Oliveira (Foto: Arquivo/ O Globo)

    Uma nação fracassada

    Fracassaram o Estado que não impede e a sociedade que silencia ao cotidiano de abuso sexual, estupro e gravidez precoce de suas crianças. O Brasil, na última semana, horrorizou-se com as camadas de brutalidade a que foi submetida a Menina de São Matheus, no Espírito Santo. Negra, de família pobre, criada pelos avós, Ela padeceu em silêncio sob o jugo do tio, que a violentava e ameaçava. A barbárie se estendeu por quatro anos, dos 6 aos 10 de idade; só foi descoberta quando Ela engravidou — e, sob mais violência, de agentes públicos, extremistas religiosos e oportunistas políticos, conseguiu interromper a gestação em Recife. Há o ambiente familiar de miopia aos maus-tratos, mas há também a cegueira de um poder público que descuida, quando tem obrigação de cuidar. O país é farto em legislação, direitos, atribuições: do Estatuto da Criança e Adolescente à Constituição. Enquanto Ela era violada, onde...

    Leia mais
    Mulheres vítimas de violência doméstica podem registrar crimes e solicitar medida protetiva na nova delegacia digital (Foto: Alberto Maraux/SSP-BA)

    Mulheres vítimas de violência doméstica podem registrar crimes e solicitar medida protetiva na nova delegacia digital; confira

    A Secretaria da Segurança Pública da Bahia (SSP-BA) lançou durante uma coletiva de imprensa, na manhã desta quinta-feira (20), a nova Delegacia Digital. Através da plataforma, é possível registrar ocorrências de violência contra mulher, contra a criança e o adolescente e também contra o idoso. Participaram da coletiva o secretário de Segurança Pública, Maurício Barbosa, o delegado da Polícia Civil, Ivo Carvalho Tourinho e a secretária estadual de Políticas para Mulheres, Julieta Palmeira. Essa plataforma existe desde 2008 e, neste ano, foi ampliada, com a inserção de atendimento para as mulheres vítimas de violências, por exemplo. Outra novidade é que essas mulheres vítimas de violência doméstica também poderão solicitar medida protetiva através da nova delegacia digital da Polícia Civil. Aquelas que já têm medida protetiva em vigor, mas precisam da renovação dela, também poderão comunicar essa necessidade através da delegacia digital. "Ela vai no item 'descrição do fato' e informa...

    Leia mais
    POLONEZ / SHUTTERSTOCK

    Mais de 3 mil mulheres são vítimas de violência doméstica e sexual em 2019 em Cuiabá

    A Delegacia da Mulher de Cuiabá atendeu 3.022 vítimas de violência doméstica e sexual em 2019, conforme dados do Anuário divulgados pela Polícia Civil nessa quinta-feira (20). Esse número representa um aumento de 4% se comparado a 2018, quando foram registradas 2.914 ocorrências. De acordo com a polícia, o mês de novembro foi o período com mais procedimentos, chegando a 305. Já o dia da semana com mais número de ocorrências é a quarta-feira, com 15,7%, o que representa 464 ocorrências registradas, seguido pela segunda-feira, com 15,1%. Os dados apontam ainda que o período da noite é quando ocorre a maioria dos casos de violência contra a mulher. Na Delegacia da Mulher, 936 (31,6%) ocorrências foram registradas entre 18h e 23h59. Se somados às ocorrências da madrugada (8,9%), esse percentual alcança mais de 40% dos registros. Conforme o Anuário 2019, o crime de ameaça continua sendo o de maior incidência...

    Leia mais
    No vídeo, além das imagens gravadas pelas integrantes do movimento, dados ilustram uma violência cruel (foto: Redes Sociais/Reprodução)

    Movimento ‘Quem ama não mata’ completa 40 anos e protesta contra feminicídio; veja vídeo

    Marcado na história mineira, o movimento feminista “Quem Ama Não Mata (QANM)" lançou nesta terça-feira (18) um vídeo relembrando o ato da escadaria da Igreja São José, no Centro de Belo Horizonte, ocorrido há 40 anos. Líderes do movimento se juntaram para protestar contra a violência doméstica e o feminicídio, chamando a atenção para um novo tipo de crime, que, em 1980, ainda não era falado. De uma forma atemporal, essas mesmas mulheres fazem um registro poético em vídeo, dirigido por Papoula Bicalho, que, em fragmentos, mostram a beleza do corpo feminino de todas as idades e alertam para a importância da discussão de pautas feministas. Quarenta anos depois do ato da escadaria da Igreja São José, no Centro de Belo Horizonte, o movimento 'Quem Ama Não Mata' lança um vídeo contra a violência da mulher e o feminicídio; veja https://t.co/6lfJ6vPUCk pic.twitter.com/fzRDycIaWa — Estado de Minas (@em_com) August 18, 2020 “Antes da pandemia, pensamos diversas...

    Leia mais
    Imagem retirada do site RBA

    Na lei desde 1940, aborto legal não saiu do papel para mulheres pobres

    O caso da menina de 10 anos que viajou do Espírito Santo a Recife para interromper a gravidez fruto de estupro mostra, entre outras coisas, que uma lei em vigor há 80 anos para garantir esse direito ainda não saiu do papel. Sobretudo quando as vítimas da violência são pobres e negras, conforme Bárbara Pereira, integrante do Fórum de Mulheres de Pernambuco e da Frente Nacional contra a Criminalização das Mulheres e pela Legalização do Aborto. “Desde 1940 o direito ao aborto em caso de estupro é previsto em lei. Mas na prática não é o que acontece. As mulheres e meninas pobres e negras não exercem esse direito. São as que mais sofrem e morrem devido a abortos inseguros e também as que mais demoram a relatar a violência sofrida”, diz Bárbara. O Código Penal Brasileiro, de 1940, que tipifica o aborto como crime, também estabelece que não há...

    Leia mais
    Jackeline Romio é doutora em demografia e pesquisadora sobre violência contra mulheres. Foto: Reprodução/Arquivo pessoal

    Como identificar e amparar mulheres vítimas de violência, orienta pesquisadora

    A pesquisadora explicou como acontece a violência baseada em gênero e quais são os mecanismos para prevenção e denúncia. Segundo ela, neste momento de pandemia, o isolamento social pode gerar mais tensões, novos casos podem aparecer e os que já existem tornam-se mais frequentes. Leia a entrevista na íntegra. Com o objetivo de informar as mulheres sobre como acontece a violência baseada em gênero e os mecanismos para prevenção e denúncia, a doutora em demografia Jackeline Romio conversou com o Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) e com o Departamento Nacional do Sesc. A pesquisadora considera ser fundamental o engajamento das comunidades na luta pelo fim da violência praticada contra as mulheres. Segundo ela, neste momento de pandemia, o isolamento social pode gerar mais tensões, novos casos podem aparecer e os que já existem tornam-se mais frequentes. A entrevista, que faz parte da campanha promovida pelo UNFPA e Sesc, tem como...

    Leia mais
    Monitor da violência - feminicídio — Foto: Editoria de Arte/G1

    14 anos da Lei Maria da Penha

    O quanto evoluímos, o quanto ainda temos que percorrer, em como as políticas públicas para as mulheres estão sendo implementadas? As previsões da Lei são aplicadas em todos os rincões do Brasil? Delegacias de Mulheres estão em todas as cidades? Infelizmente nossa estrada ainda é árdua, ainda temos tanto a trilhar, tanto a ser dito e feito. Precisamos de mais políticas públicas, precisamos de mais diálogos com a população, e, sim, 14 anos depois ainda precisamos ver a Lei ser plenamente efetivada e implementada! Vejamos alguns dados: 91,7% dos municípios brasileiros não possuem uma Delegacia de Mulheres. 90,3% dos municípios não possuem nenhum tipo de serviço especializado no atendimento à vítima de violência sexual. Menos de 3% dos municípios possuem casas-abrigo para as mulheres em situação de violência. Menos de 30% dos municípios brasileiros possuem um órgão voltado para a execução de políticas para as mulheres. Vemos, claramente, que ainda...

    Leia mais
    Imagem: iStock

    Pandemia amplia canais para denunciar violência doméstica e buscar ajuda

    Entre as consequências mais graves do isolamento social, medida de proteção contra a pandemia do novo coronavírus, está o aumento dos casos de violência contra mulheres e meninas no Brasil e em diversos países do mundo. De acordo com pesquisa do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, houve um crescimento de 22,2% de feminicídios entre março e abril deste ano em relação a 2019. Ainda segundo a pesquisa, as mulheres também encontram maior dificuldade em realizar denúncias de violência doméstica neste momento, o que leva a uma redução dos registros de crimes em delegacias de polícia. Diante dessa nova crise de violência contra a mulher, surgiram novos canais para tentar oferecer às vítimas opções seguras para fazerem as denúncias, além dos meios já tradicionais. Universa reúne aqui telefones, sites, aplicativos e chats que podem ser úteis para mulheres em situação de violência. Sem ferimentos graves: procure a Delegacia da Mulher se...

    Leia mais
    Violência doméstica: 1275 ocorrências em MG nos primeiros meses deste ano — Foto: Reprodução / TV Globo

    Passados 14 anos da Lei Maria da Penha, MG tem apenas uma delegacia 24 horas e abrigos para mulheres em 1,5% dos municípios

    Quatorze anos após a criação da lei Maria da Penha, mulheres vítimas de violência doméstica em Minas Gerais ainda esbarram na escassez de políticas públicas para se afastarem definitivamente do agressor. Somente Belo Horizonte tem uma delegacia especializada que funciona 24 horas e o governo do estado mantém abrigos em apenas 1,5% municípios mineiros. Acuadas com os agressores em isolamento social por causa do coronavírus, muitas mulheres deixaram de denunciar, segundo a Polícia Civil. Resultado: de março a julho deste ano, o número de registros de mulheres vítimas de violência caiu 27,7% em Minas Gerais, mesmo com a criação do aplicativo MG Mulher e a possibilidade de fazer boletim de ocorrência pela internet. “Alguns fatores de risco estão mais em evidência nas famílias. Com o isolamento social, existe um controle maior do agressor sobre a vítima, que fica sem contatos de trabalho, familiares, amigos. Além disso, há um aumento de...

    Leia mais

    Últimas Postagens

    Artigos mais vistos (7dias)

    Twitter

    Welcome Back!

    Login to your account below

    Create New Account!

    Fill the forms bellow to register

    Retrieve your password

    Please enter your username or email address to reset your password.

    Add New Playlist