quarta-feira, maio 27, 2020

    Africanos

    Media24/Gallo Images/Getty Images

    Dia Internacional Nelson Mandela

    Arrisco-me a dizer que Nelson Mandela foi uma quimera que passou em nossas vidas deixando lições de resistência, perseverança e humanidade. Um homem que sacrificou a própria existência em busca de justiça onde a segregação racial vitimava milhões de sul-africanos negros. Em reconhecimento da sua contribuição, a Assembleia Geral da ONU, em 2009, declarou o dia 18 de julho como Dia Internacional Nelson Mandela. Portanto, somos convocados a rememorar a experiência desse herói, sem perdermos de vista que qualquer espaço é insuficiente para descrever sua extensa trajetória. Nelson Rolihlahla Mandela, apelidado Madiba, nasceu em 18 de julho de 1918, na aldeia de Mvezo no Transkei, África do Sul. Ainda muito jovem presenciou uma doença pulmonar que levou o pai à morte. Em seguida, a mãe o entregou a um tutor para que cuidasse da sua educação, conforme desejo expressado em outros tempos pelo falecido marido. No ano de 1939, Mandela...

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    Novo grafite exibe rosto e mesma frase apagada após início da gestão militar no CED 1

    Após repercussão, escola com gestão militar no DF refaz mural com rosto de Mandela

    Depois de apagar um grafite com o rosto do ex-presidente da África do Sul Nelson Mandela – ícone da luta pela igualdade racial –, a direção do Centro Educacional 1 da Estrutural, no Distrito Federal, decidiu refazer a imagem (veja acima). A obra ficava no pátio interno de uma das escolas do DF que terá educação militar em 2019. O caso foi revelado pelo G1 e, após a repercussão negativa, a parede ganhou novos desenhos e voltou a estampar a famosa frase do político sul-africano. O grafite foi concluído nesta quinta-feira (14). Rosto de Nelson Mandela grafitado, em 2018, no CED 1 da Estrutural — Foto: Ana Elisa Santana/Arquivo pessoal "Educação é a arma mais poderosa que você pode usar para mudar o mundo." A pintura foi feita pelo mesmo grupo de artistas voluntários do Paranoá que tinha decorado o muro no ano anterior (veja acima)....

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    Série fotográfica registra a beleza dos penteados da cultura nigeriana

    A fotografia documental geralmente apresenta poucas cores e a criatividade está sempre no olhar do fotógrafo e não no obejto fotografado. Entretanto, Medina Dugger busca repensar esses conceitos com seu trabalho em uma série que mostra toda a riqueza dos penteados típicos da cultura nigeriana. Antes de lançar um olhar sobre o trabalho de Medina, no entanto, é importante entender a sua importância. Segundo a fotógrafa conta em seu site, métodos africanos de trançado de cabelos existem há milhares de anos e a cultura nigeriana é rica nesse sentido. Os penteados são aprendidos ainda na infância e podem ser apenas decorativos ou mesmo transmitir significados mais simbólicos, como idade, status e tradições familiares. Durante o período de colonização britânica, ocorrido entre o final do século 19 e início do século 20, estes penteados foram sendo substituídos por outras tradições… Segundo o Follow The Colours, perucas e técnicas de alisamento se tornaram populares na...

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    (Foto: AFP/Gett Images)

    Música e tertúlia na celebração do nascimento de Cabral

    “Cantar Cabral e a Resistência” é o nome dado ao concerto que, ao início da noite de hoje marca, na Cidade da Praia, as comemorações dos 94 anos do nascimento de Amílcar Cabral. O Ministério da Cultura e das Indústrias Criativas aproveita a efeméride para anunciar a ideia de uma agenda para assinalar o centenário do herói nacional, em 2024. Amílcar Cabral é autor do poema "Regresso" cuja música Cesária Évora popularizou  Mário Lúcio, Teresinha Araújo, Ana Lisboa, Vera Cruz, Totinho, Binga, Nhelas Spencer, Soren Araújo, Fattú Djakité, Alberto Koening, Body e Eric Tavares são os artistas que se apresentam no palco do Palácio da Cultura Ildo Lobo para homenagear o líder do movimento de libertação de Cabo Verde, numa iniciativa que se insere no projecto Cabo Verde: História, Cultura e Ambiente para um Turismo Sustentável, financiado pela União Europeia, a Fundação Amílcar Cabral e pela Fundação Lelio e...

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    Foto: Divulgação/ Jornal Destak

    ‘Kindred – Laços de Sangue’ e ‘A Parábola do Semeador’, de Octavia E. Butler, são lançados no país pela Morro Branco

    Logo no início de "Kindred – Laços de Sangue", vemos a frase da autora Octavia E. Butler (1947 - 2006): "Comecei a escrever sobre poder porque era algo que tinha muito pouco". Americana, filha de uma empregada doméstica e um engraxate, e citada como dama da ficção-científica, Butler lutou para conseguir seu espaço entre as maiores escritoras da literatura, e para publicar seu primeiro livro demorou alguns bons anos. Por aqui então, só recentemente começaram a traduzir as obras da autora (mais de 40 anos depois do original). A editora Morro Branco lança não só "Kindred..." como também "A Parábola do Semeador". Os livros de Butler têm, geralmente, uma boa e sincera aula de história. Para dar uma cara ao passado, os professores de história costumam pedir às crianças que façam uma árvore genealógica e, em "Kindred", vemos versão visceral, incômoda e impossível de esquecer sobre a escravidão, assunto ainda considerado um...

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    FOTO: AP

    Cartas de Mandela embaralham formação de líder com anseios do homem comum

    Uma pessoa comum que passasse 27 anos presa por suas posições político-sociais sairia do cárcere como um poço de ódio aos captores e tomada por um desejo de vingança. Mas Nelson Rolihlahla Mandela não foi um homem comum. O Mandela que emerge do livro "Cartas da Prisão de Nelson Mandela" é o protótipo do estadista, o último do século 20, que se materializaria uma vez libertado. Foi o principal personagem para que a África do Sul deixasse de ser a terra do apartheid para se transformar em uma democracia multirracial, graças a seu empenho em fazer da negociação um enorme instrumento de ação política. É razoável atribuir a esse empenho o fato de que a África do Sul seja uma rara democracia em um continente manchado por ditadores e pela eternização no poder. Mandela, ao contrário, cumpriu o seu mandato presidencial e foi para casa. A "sua" África do Sul...

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    Foto: Reprodução/Hypeness

    Estudante de Uganda cria invenção para conservar alimentos e evitar desperdício

    Um dos mais cruéis paradoxos do capitalismo é o imenso desperdício de alimentos em um mundo faminto. E o caso do continente africano, pelos mais terríveis motivos, é exemplar: enquanto 236 milhões de pessoas passam fome na África, segundo dados da ONU, cerca de 30% da comida produzida no mundo anualmente vai para o lixo – só em Uganda, 50% das frutas e legumes acabam desperdiçadas e, em todo o continente, a comida desperdiçada anualmente poderia alimentar praticamente todos os que passam fome por lá. É por isso que o jovem Lawrence Okettayot está viajando por Uganda: para mostrar sua invenção que pode ajudar a combater essa assombrosa realidade. Lawrence Okettayot, ao centro, ao lado de seu sócio, Morris Opiyo Foto: Reprodução/Hypeness Estudante de engenharia de 23 anos, Lawrence partiu de um problema enfrentado na fazenda de sua família para tentar ajudar quem passa fome em...

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    Foto: AFP / JOEL SAGET

    Kofi Annan, o eterno líder das Nações Unidas

    O legado de Annan não deve ficar apenas arquivado, deve servir de inspiração principalmente para os jovens africanos, valor reafirmado pelo actual secretário geral da ONU. Neste sábado, 18, Kofi Annan, um dos mais emblemáticos ex-secretários das Organizações das Nações Unidas, morreu de uma “breve doença”, conforme noticiaram os meios de comunicação internacionais e a conta de Twitter oficial do prémio Nobel da Paz. Não foram especificadas as causas da sua morte e sabe-se apenas que Annan esteve hospitalizado na Suíça, na companhia de Nane, a sua mulher, e os filhos Ama, Kojo e Nina. Kofi Annan, nascido no Gana, tornou-se no primeiro negro a assumir a liderança das Nações Unidas, entre 1997 e 2006, ocupando antes quase todos os patamares da hierarquia da organização. O legado de Annan não deve ficar apenas arquivado, deve servir de inspiração principalmente para os jovens africanos, valor reafirmado pelo actual secretário geral da ONU. “O...

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    Photothek

    Kofi Annan, Nobel da Paz e ex-secretário geral da ONU, morre aos 80 anos

    O ex-secretário-geral da ONU (Organização das Nações Unidas) e prêmio Nobel da Paz Kofi Annan morreu aos 80 anos na manhã deste sábado (18). As causas da morte ainda são desconhecidas. A família do diplomata publicou uma nota dizendo apenas que ele morreu em paz "após uma breve doença". "Com imensa tristeza a família Annan e a Fundação Kofi Annan anunciam que Kofi Annan, ex-secretário-geral das Nações Unidas e prêmio Nobel da Paz, morreu em paz no sábado 18 de agosto depois de uma breve doença. Sua mulher Nane e seus filhos Ama, Kojo e Nina estavam ao seu lado nos últimos dias", informou um comunicado publicado nas redes sócias de Anna e da fundação que leva seu nome. No texto, a família pediu "privacidade neste momento de luto". A Organização Internacional para as Migrações (OIM), agência da ONU, também divulgou a notícia e lamentou "a perda de um grande...

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    Astrid Prange (Foto: DW/ P. Boll)

    Mandela e o meu mundinho hipócrita

    Como correspondente de jornal de esquerda, a colunista denunciava o apartheid social do Brasil. Quando a babá dela resolveu engravidar, ela no início ficou irritada – e depois viu seu mundinho hipócrita ruir. No centésimo aniversário de Nelson Mandela eu me pergunto: o que eu fiz para combater o racismo e o apartheid dentro de mim? Ou na sociedade e no país onde vivo? Quando Mandela foi eleito o primeiro presidente negro da África do Sul, em 1994, eu morava no Brasil. E estava grávida da minha segunda filha. Com filho, as coisas mudam. De repente, eu comecei a enxergar o apartheid social no Brasil de um outro ângulo. Nos primeiros meses da minha gravidez, nadei numa onda de euforia. As pessoas me cumprimentavam, achavam a minha barriga "linda" e me tratavam com muito carinho. Foi uma experiência maravilhosa, pois, na Alemanha, a gravidez muitas vezes é vista como problema....

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    A neta de Mandela vivenciou o sofrimento gerado nas mulheres de sua família pelo apartheid (Imagem retirada do site BBC)

    ‘Tinha que marcar audiência para ver meu avô, porque ele era muito ocupado’, diz neta de Mandela

    Quando a empresária Zamaswazi Dlamini-Mandela nasceu, em 1979, fazia 17 anos que seu avô estava preso, cumprindo pena perpétua na prisão de Robben Island, na África do Sul. Desde criança ela notava, em especial, o sofrimento que a ausência de Nelson Mandela, um dos mais famosos líderes políticos do mundo, provocava na vida doméstica de sua família. Sua mãe, Zenani Mandela, tinha apenas 2 anos de idade quando o pai saiu de casa pela primeira vez e nunca mais voltou a morar com a filha. Foi ainda pior nos períodos em que, por diversas vezes, a avó de Zamaswazi, Winnie Mandela, também esteve na prisão durante o regime do apartheid, que segregava os negros na sociedade e vigorou plenamente até 1994, quando Mandela foi eleito presidente da África do Sul. "Eu sempre digo que as pessoas que sofreram mais foram minha vó, minha mãe e minha tia, que estavam sem pais, sem dinheiro, sem...

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    Mike Hitchigns/Reuters

    Documentos mostram que governo dos EUA monitorou Mandela até 2008

    Milhares de páginas de documentos da inteligência dos Estados Unidos sobre Nelson Mandela foram tornadas públicas nesta quarta-feira (19), revelando que Washington continuou a monitorar o líder sul-africano como uma potencial ameaça comunista mesmo após ele ter saído da prisão em 1990. A informação foi divulgada pelo Property of the People, um grupo que entrou com processo para obter os papéis, em homenagem aos cem anos do nascimento de Mandela, morto em 2013. O grupo afirmou ter obtido os documentos após anos de litígio na Justiça. "Os documentos revelam que, assim como fez nos anos 1950 e 60 com Martin Luther King Jr e o movimento dos direitos civis, o FBI investigou agressivamente os movimentos anti-apartheid norte-americanos e da África do Sul como planos comunistas que ameaçavam a segurança dos EUA", disse o presidente do grupo, Ryan Shapiro, em comunicado. "Pior ainda, os documentos demonstram que o FBI continuou sua investigação errônea de Mandela e do movimento anti-apartheid como ameaça comunista mesmo...

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    Homenagens deixadas na porta da casa do ex-presidente Nelson Mandela, que será enterrado no próximo domingo em sua cidade natal, Qunu (Marcello Casal Jr/Arquivvo Agência Brasil/Agência Brasil)

    Mandela 100 anos: mundo relembra um dos maiores líderes do século 20

    O mundo celebra hoje (18) o centenário de Nelson Mandela, um dos maiores líderes do século 20. O primeiro presidente negro da África do Sul, que teve papel determinante no fim do sistema de segregação racial conhecido como “apartheid”, completaria 100 anos nesta quarta-feira (18). O homem, também chamado de Madiba, que nasceu livre para correr pelos campos ao redor da cabana onde morava e que passou 27 anos atrás das grades por seu engajamento na luta contra o racismo deixou lições para a humanidade. Várias homenagens especiais serão realizadas no mundo inteiro em memória ao centenário. Uma extensa programação foi preparada e inclui exposições, debates, iniciativas de incentivo à educação, ao voluntariado, publicação de livros, lançamento de filmes, músicas e concertos em tributo ao líder que dedicou sua vida à luta pela liberdade e abriu caminho para a consolidação da democracia no continente africano. Por sua contribuição à luta...

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    Obra foi lançada pela Todavia no Brasil (Foto: Reprodução/ Editora Todavia)

    Cartas da Prisão de Nelson Mandela reúne textos inéditos do líder político

    A Todavia lançou recentemente no Brasil o livro Cartas da Prisão de Nelson Mandela, publicação de Sahm Venter que reúne mais de duzentos textos inéditos de um dos maiores líderes políticos de todos os tempos. Confira a capa: Capa do Livro (Foto: Reprodução/ Editora Todavia) A obra histórica é a primeira – e única – coleção autorizada e autenticada de correspondências que abarca os 27 anos em que o líder sul-africano esteve encarcerado. A publicação mostra um retrato íntimo de um ativista político revelando seu lado como marido, pai, amigo e aluno (estudando atrás das grades para se formar em direito). Pai de cinco crianças quando condenado à prisão perpétua, suas cartas para a família se tornaram a única forma de criar seus filhos – principalmente pelo fato de que lhe eram negadas visitas até que seus filhos atingissem os dezesseis anos. “Esta compilação respondeu muitas das perguntas que costumavam me...

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    (Foto: AFP/Gett Images)

    ‘Cartas’ entre Maria Helena Rodrigues e Amílcar Cabral em cena

    A correspondência trocada entre Amílcar Cabral e Maria Helena, sua primeira mulher, constituem o universo da peça "Cartas", que vai estar em cena na Escola de Mulheres, no Clube Estefânia, em Lisboa, de quinta-feira a domingo. Na base desta criação, com direção artística de João Branco e Cátia Terrinca, estão as cartas, datadas de 1946 a 1960, trocadas entre Maria Helena Rodrigues e o líder da independência da Guiné-Bissau e Cabo Verde, Amílcar Cabral. Muitas das cartas deste período "perderam-se nas viagens, na fuga, na luta e no esquecimento", observam os criadores, para sustentarem o facto de a peça pôr em cena "lacunas, os espaços entre o desfoque e a nitidez, o movimento da memória em direção ao corpo", construíndo uma "recordação efémera de um homem e de uma mulher, na correspondência trocada entre eles". Por isso, 'Cartas' não é apenas um espetáculo-memória sobre dois seres, mas também uma revisitação...

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    (Foto: @ Getty Images/Express/ T. Fincher)

    Pan-africanismo: tendências políticas, Nkrumah e a crítica do livro Na Casa De Meu Pai

    Resumo: O objetivo desse artigo é contribuir para ampliação de informações sistematizadas sobre a narrativa e a evolução da ideologia Pan-Africana a partir de uma breve retrospectiva histórica de seu surgimento e da formação de suas variadas tendências, desconstruindo a ideia de “uniformidade ideológica”. Palavras-Chaves: Pan-Africanismo; África; ideologia Abstract: The aim of this article is to contribute with further information on the narrative and evolution of Pan-africanist ideology through historical perspective, regarding its origins and its diversity of trends, and breaking with the idea of a monolithic ideological thought. Keywords: Pan-Africanism; Africa; Ideology. 1 – Pan-Africanismo: origem e evolução Antes de dar início à narrativa do surgimento da ideologia Pan-africana, duas observações devem ser feitas. A primeira refere-se a sua semântica. Embora a nomenclatura Pan-africanismo, a primeira vista, deixe implícita uma relação estreita com o continente africano, cabe ressaltar, que essa ideologia tem sua origem nos países de colonização inglesa3....

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    O psiquiatra e militante Frantz Fanon (Arte Andreia Freire / Reprodução)

    Frantz Fanon, racismo e pensamento descolonial

    Li recentemente em um artigo publicado no site Cafezinho que os quatro candidatos presidenciais que atualmente se apresentam como de “esquerda” se diferenciam entre aqueles que priorizam as pautas identitárias, desenvolvimentismo, nacionalismo e um mix entre estas perspectivas. O interessante é que o artigo vincula a defesa das agendas propostas pelo movimento negro (e também o feminista e o LGBT) ao que chama de “identitarismo”. Ao diferenciar, inclusive, a dimensão de defesa das pautas antirracistas (colocadas no campo do “identitarismo”) e de desenvolvimento nacional (colocadas no campo da macropolítica estrutural), o artigo corrobora a ideia de que o racismo está desvinculado das lógicas de relações de classe. Boa parte desta compreensão decorre da ideia de que o sistema capitalista tem uma generalidade estruturante (a sua base econômica) que determina as demais relações sociais, culturais e políticas (inclusive as raciais, de gênero, de orientação sexual etc). Daí o seccionamento entre políticas mais gerais (sempre no campo da...

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    Cena do documentário "Ken Saro-Wiwa, Presente!" (Foto: Reprodução/ Documentário Ken Saro-Wiwa, Presente!)

    Documentário ‘Ken Saro-Wiwa, Presente!’ retrata vida de ativista nigeriano

    Em sua primeira exibição em São Paulo, nesta sexta (2), o documentário “Ken Saro-Wiwa, Presente!” ganha sessão única no Cine Afro e Capoeira, no Centro de Culturas Negras do Jabaquara, na zona sul. O filme conta a história do escritor, produtor e ativista ambiental nigeriano Ken Saro-Wiwa, líder de um movimento não violento contra a degradação ambiental das terras e das águas na região do delta do Níger por petrolíferas transnacionais. Em virtude de sua militância, Saro-Wiwa foi preso, condenado —através de um processo judicial considerado fraudulento— e enforcado em 1995. Com entrevistas de artistas, ativistas e familiares do escritor, que apresentam sua história e o contexto de sua luta, o documentário aborda a exploração petrolífera na região do delta, o racismo e a relevância política e cultural dos projetos artísticos em Londres realizados em homenagem a Saro-Wiwa. Após a exibição, acontece um debate com Elisa Dassoler, diretora do documentário,...

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    Foto fornecida pelo Museu de História Natural de Londres mostra o rosto do chamado “Homem de Cheddar”. (Foto: LONDON NATURAL HISTORY MUSEUM / EFE)

    Por que os humanos que migraram da África para a Europa ficaram brancos há milhares de anos

    O estudo do esqueleto humano mais antigo encontrado no Reino Unido contradiz a crença popular de que a maioria dos europeus sempre teve a cor da pele branca. Uma análise genética do esqueleto de 10 mil anos revelou que a pigmentação de sua pele era de "escura a negra". O fóssil ficou conhecido como "homem de Cheddar" em virtude do local onde ele foi encontrado, em Cheddar, no Reino Unido. Seu rosto foi reconstruído graças a um scanner de alta tecnologia e mostra um fenótipo totalmente oposto à pele branca que caracteriza muitos dos britânicos. "A combinação de uma pele muito escura com olhos azuis não é o que normalmente imaginamos, mas essa era a aparência real dessas pessoas", diz Chris Stringer, do Museu de Ciências Naturais de Londres, onde a imagem do "homem de Cheddar" foi exposta, na quarta-feira. Segundo Yoan Dieckmann, da equipe da Universidade College, de Londres,...

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    (Foto: AFP/Gett Images)

    Amílcar Cabral e a cultura africana como resistência

    Na história do continente africano surgiram diversas vozes que se levantaram contra o colonialismo e variadas formas de opressão presentes nos países que o compõe. Thomas Sankara, Patrice Lumumba, Léopold Sédar Senghor, Steve Biko e tantos outros deixaram ensinamentos que não envelhecem, mesmo havendo sido elaborados num outro contexto. Amílcar Lopes Cabral é uma dessas vozes, nasceu em 1924, na cidade de Bafatá, Guiné-Bissau. E foi brutalmente assassinado por alguns dos seus companheiros no dia 20 de janeiro de 1973, em Guiné - Conacri, apoiados pela PIDE - Polícia Internacional e de Defesa do Estado. Este recorte biográfico situa-se no reconhecimento da contribuição de Cabral aos movimentos de libertação africanos, especialmente, em Cabo Verde e Guiné-Bissau. Cabral era filho de cabo-verdianos e passou a infância em São Vicente, Cabo Verde. Por causa do elevado desempenho escolar, aos 21 anos, foi contemplado com uma bolsa de estudos para cursar Engenharia Agrônoma...

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