Afro-americanos

Anthony Brown tinha 14 anos quando fugiu de casa para escapar da violência doméstica (Foto: RIK BOOSE)

O ex-morador de rua que superou 20 anos de dependência das drogas e se tornou professor universitário

Mas, antes disso, viveu mais de 20 anos como morador de rua após ter fugido de casa para escapar da violência doméstica — se entregou ao álcool e às drogas, e colecionou algumas passagens pela polícia. Em entrevista à jornalista Jo Fidgen, do programa de rádio Outlook, da BBC, ele conta como sua vida teve uma incrível reviravolta, e hoje ele se dedica a ajudar pessoas com problemas de saúde mental e dependência química. Se você encontrasse o americano Anthony Brown hoje, de terno e gravata, dando aula na universidade ou trabalhando como enfermeiro psiquiátrico em uma clínica na Califórnia, nos EUA, dificilmente poderia imaginar sua trajetória. Para começar, aos nove anos de idade, ele encontrou a mãe caída no chão da sala de casa com um tiro na cabeça. "Eu venho de uma família pobre, e a gente acordava no meio da noite para assaltar a geladeira, e certa...

Leia mais
Charley Pride canta em apresentação durante o 54º CMA Awards em Nashville, Tennessee (EUA), no dia 11 de novembro deste ano — Foto: Terry Wyatt/Getty Images via AFP/Arquivo

Charley Pride, pioneiro negro da música country, morre de Covid-19 aos 86 anos

Charley Pride, pioneiro músico negro de country music dos EUA, morreu aos 86 anos, vítima de complicações da Covid-19, anunciou seu agente neste sábado (12). Ele era conhecido por sucessos como “Kiss an angel good mornin’” e “Is anybody goin’ to San Antone”, entre outros hits. No mês passado, Pride havia sido homenageado pela Country Music Association com o prêmio Willie Nelson pelo conjunto de sua obra. Na ocasião, ele se apresentou pela última vez, em uma transmissão na qual cantou “Kiss an angel good mornin’”, de 1971, ao lado de Jimmie Allen. Pride nasceu em Sledge, Mississippi, em 1934, e trabalhou na colheita de algodão e jogou beisebol na liga de negros, trabalhou em uma fundição em Montana e serviu no Exército antes de se tornar a primeira estrela negra da música country dos Estados Unidos. Ele apareceu 52 vezes no Top 10 de músicas country, 29 vezes no número...

Leia mais
James Van Der Zee / The Folklore Research Center, Universidade Hebraica de Jerusalém por meio da National Library of Israel Digital Collection

Cantores Judeus Negros de 100 anos atrás redescobertos graças a gravações raras

Anúncios de jornal do início da década de 1920 para o blockbuster New York Yiddish stage mostram Dos Khupe Kleyd (O vestido de noiva) e Yente Telebende ( Loquacious Battle ‐ Axe), apresentando um artista negro entre os artistas em destaque. Era Thomas LaRue , um cantor de língua iídiche amplamente conhecido no período entre guerras como der schvartzer khazan (O Cantor Negro). Embora esquecido há muito tempo, LaRue (que às vezes usava o sobrenome Jones) estava entre os favoritos do teatro iídiche e da música relifiosa. Supostamente criado em Newark, New Jersey, por uma mãe solteira que foi atraída pelo judaísmo, ele até atraiu o interesse de fora dos EUA. LaRue foi agendada para mais de uma turnê europeia na década de 1930, mas o público e os críticos nas comunidades judaicas na Polônia e na Alemanha eram um pouco mais céticos do que os americanos. Embora muitos tenham...

Leia mais
Jalil Muntaqim (The Guardian)

Ex-Pantera Negra será libertado após mais de 49 anos na prisão

Um ex-Pantera Negra que está na prisão há quase meio século finalmente venceu sua batalha de décadas pela liberdade depois que um conselho de liberdade condicional de Nova York ordenou sua libertação. Jalil Muntaqim, também conhecido como Anthony Bottom, está sob custódia ininterrupta há mais de 49 anos, tendo sido preso e posteriormente condenado pelos assassinatos de dois policiais em 1971 no Harlem. De acordo com os termos de sua liberdade condicional, ele deve ser libertado da penitenciária de segurança máxima de Sullivan no interior do estado de Nova York até 20 de outubro. Em uma audiência no início deste mês – pelo menos sua 10ª participação em um painel desde que se tornou elegível para liberdade condicional em 1998 – Muntaqim expressou seu remorso pelas mortes de Joseph Piagentini e Waverly Jones. Os policiais responderam ao que acreditaram ser uma chamada de disputa doméstica, mas foram emboscados e fuzilados....

Leia mais
John Thompson (Foto: Mitchell Layton/Getty Images)

Morre o primeiro técnico negro a ganhar um título de basquete na Liga Universitária dos EUA

John Thompson foi uma figura lendária no basquete universitário dos Estados Unidos e o primeiro treinador negro a ganhar um título da NCAA (Liga Universitária dos Estados Unidos) com o Georgetown Hoyas em 1984, Patrick Ewing era o destaque do time naquele ano. Dentro das quadras, jogou duas temporadas na NBA e ganhou títulos como reserva do Boston Celtics. Thompson faleceu nesta segunda-feira aos 78 anos. - Nosso pai foi uma inspiração para muitos e dedicou sua vida ao desenvolvimento dos jovens, não apenas dentro, mas, o mais importante, fora da quadra de basquete. Ele é reverenciado como um líder histórico do esporte, dedicado ao bem-estar de sua comunidade acima de tudo - disse a família em um comunicado. Em 1988, ele liderou a equipe dos Estados Unidos nas Olimpíadas de Seul, a última formada apenas por jogadores universitários. O time foi eliminado nas semifinais pela União Soviética e conquistou...

Leia mais
(Foto: Wikimedia Commons)

W.E.B Du Bois: da luta pelos direitos civis à alma pan-africana

“A escravidão nunca foi abolida do modo de pensar dos EUA.” − Nina Simone William Edward Burghardt Du Bois (W.E.B. Du Bois) - nasceu em 23 de fevereiro de 1868, Massachusetts, EUA. Anos após o término da Guerra Civil Americana (1861-1865), também conhecida como Guerra da Secessão. Aliás, a guerra foi o confronto entre os estados do Norte − industrializados e favoráveis à abolição da escravidão −, e os estados do sul, autoproclamados Estados Confederados da América − economia agrária e dependente da mão de obra escravizada.  Os estados do Norte venceram e as consequências foram nefastas para os estados sulistas. Diante dessa situação, a população negra encontrou novos desafios na condição de libertos e sem indenização, procuravam modos de sobrevivência em meio à hostilidade dos brancos inconformados com a abolição da escravidão. W.E.B. Du Bois, testemunhando esses contextos que tomaram conta da atmosfera estadunidense, colocou-se como liderança na luta...

Leia mais
Russell Ledet (Foto: Imagem retirada do site CNN)

Ex-segurança de hospital volta ao local como médico residente

Russell Ledet, 34 anos, é um veterano da Marinha dos EUA que atualmente é um dos médicos fazendo residência no hospital Baton Rouge General Medical Center, no estado de Louisiana. O ponto alto da história é que ele trabalhou como segurança no local por cerca de cinco anos. O ex-segurança resolveu estudar Medicina e contou com a ajuda de Patrick Greiffenstein, o chefe dos residentes de cirurgia, como seu mentor nessa caminhada. Ledet quer servir de inspiração para outros jovens negros e por isso resolveu trabalhar em Louisiana, perto de onde ele cresceu, para sempre recordar do seu "início humilde". Ação deu origem a uma organização de incentivo aos jovens negros (Foto: Reprodução/The 15 White Coats) Em dezembro de 2019, Russel organizou uma sessão de fotos em que ele e 14 colegas negros da faculdade de Medicina de Tulane posaram com seus jalecos brancos na frente...

Leia mais
Manifestantes do grupo negro NFAC caminharam pelas ruas de Louisville, no Kentucky, neste sábado (25) para cobrar justiça para a mulher negra Breonna Taylor — Foto: Timothy D. Easley/AP

Manifestantes negros armados protestam nos EUA contra morte de Breonna Taylor e racismo

Um grupo de manifestantes negros fortemente armados fez um ato neste sábado (25) em Lousiville, no estado americano do Kentucky, para cobrar justiça para Breonna Taylor, técnica de medicina negra de 26 anos morta em março por policiais que invadiram seu apartamento. Dezenas de pessoas vestidas com uniformes paramilitares, portando fuzis e espingardas semiautomáticas, caminharam até um cruzamento onde a polícia os separou de um grupo menor de manifestantes contrários. Segundo os policiais, três pessoas do movimento negro ficaram feridas depois que uma arma foi acidentalmente descarregada. A milícia negra se chama NFAC, iniciais de “Not fucking around coalition”. O líder do grupo, John “Grandmaster Jay” Johnson, exige que as autoridades acelerem o ritmo das investigações sobre a morte de Taylor e que sejam mais transparentes. "Se vocês não falam nada, pensamos que não estão fazendo nada", disse Johnson em um discurso, segundo o “Louisville Courier Journal”. Um policial envolvido...

Leia mais
Getty Images

O cabelo afro como direito civil nos Estados Unidos

Não é estranho que uma conversa com Malaika-Tamu Cooper, de 53 anos, proprietária de um salão de cabeleireiro, comece tratando do cabelo e acabe abordando a escravidão. Ser afro-americana a obrigou a enfrentar desde cedo um dilema que outras mulheres podem ignorar: deixar crescer seu cabelo natural, crespo, ou submetê-lo a produtos químicos para domá-lo. O que para algumas pessoas pode parecer um ato trivial, até vaidoso, para ela significa decidir como “sobreviver na América corporativa branca”. Andar com seus dreadlocks é uma espécie de declaração de princípios contra “os padrões de beleza eurocêntricos”, como afirmou em um de seus salões em Baltimore (Maryland, EUA) antes que a crise do coronavírus forçasse seu fechamento temporário. Quando o negócio voltou a abrir as portas, no final de maio, explodiu a maior onda de protestos raciais em meio século nos Estados Unidos. Um movimento que Cooper apoia e sobre o qual é...

Leia mais
Frederick Douglass (MPI/Getty Images)

Frederick Douglass, o filho de uma escrava com um branco que se tornou líder abolicionista

Frederick Douglass, um escravo fugitivo de 23 anos de idade, costumava ser um homem calado, mas, em 11 de agosto de 1841, ele se esforçou para articular sem gaguejar. E foi assim que, com grande fôlego e eloquência, o rapaz superou o nervosismo e discursou diante de uma plateia de líderes brancos abolicionistas. O sucesso da fala mudaria seu destino — e também a história dos Estados Unidos, que o ganhava como símbolo da luta contra a escravidão no país. A palestra instruída por Douglass, que ocorreu na ilha americana de Nantucket, foi tão convincente que a Sociedade Anti-Escravidão de Massachusetts o contratou no local para se juntar a equipe como palestrante. Lá começava a sua carreira de orador, que foi fundamental na luta pela abolição da escravidão nos desdobramentos da Guerra de Secessão dos EUA. Nasce um líder O início da história de Frederick Douglass era desconhecida por ele...

Leia mais
Criança participa de marcha no Central Park West em celebração ao Juneteenth em Nova York (Foto: Reuters/Andrew Kelly)

‘Juneteenth’, o dia da emancipação dos escravos nos EUA 

Washington, 19 Jun 2020 (AFP) - O chefe do exército da Confederação, Robert Lee, encerrou a Guerra da Secessão nos Estados Unidos assinando a rendição em 9 de abril de 1865, mas foram necessários dois meses para que os escravos de Galveston, no Texas, fossem informados de que finalmente eram homens livres. Essa data, 19 junho de 1865, foi batizada como "Juneteenth", uma contração da palavra junho e do número 19 em inglês. Também é conhecida como o "Dia do Jubileu" ou o "Dia da Liberdade". O presidente americano Abraham Lincoln havia decretado a libertação dos escravos dois anos e meio antes, ao assinar em 1o de janeiro de 1863 a proclamação da emancipação. Mas o Texas, que como território do sul fazia parte da Confederação, foi o último estado a libertar os escravos. Em Galveston, os escravos receberam a notícia com a chegada das tropas da União, comandadas pelo...

Leia mais
Tommie Smith no pódio (Foto: © Reuters/Direitos Reservados)

Tommie Smith, símbolo da luta contra o racismo, completa 76 anos

Tommie Smith já foi um dos homens mais rápidos do planeta, mas foi o protesto protagonizado por ele no Jogos Olímpicos de 1968, na Cidade do México, que o tornou símbolo da era dos direitos civis. Depois de quebrar o recorde mundial de 200 metros, Smith e seu colega John Carlos - terceiro lugar na prova - subiram ao pódio de meias pretas e permaneceram de cabeça baixa e punhos com luvas pretas, fechados e erguidos, durante toda a execução do hino nacional dos Estados Unidos (EUA). A imagem se tornou um símbolo duradouro da turbulenta década de 1960 e da luta pela igualdade racial. Foi interpretada como uma saudação ao poder negro, em referência ao Movimento Panteras Negras, grupo ativista que, na época, lutava contra o racismo nos EUA. Tempos depois, Smith a descreveu como uma "saudação aos direitos humanos". Smith e Carlos, que disseram que usavam meias pretas...

Leia mais
Como de costume, Michael Jordan acompanhou o jogo dos Hornets da primeira fila (Foto: Getty Images)

Michael Jordan doará R$ 497 milhões a organizações engajadas na causa antirracista

Maior jogador de basquete de todos os tempos e seis vezes campeão da NBA com o Chicago Bulls, Michael Jordan anunciou na tarde dessa sexta-feira, que doará, através de sua marca Jordan Brand, US$ 100 milhões (cerca de R$ 497 milhões) a organizações engajadas na causa antirracista. O auxílio será concedido ao longo dos próximos 10 anos com a intenção de garantir igualdade racial, justiça social e maior acesso à educação.   Ver essa foto no Instagram   Black lives matter. This isn't a controversial statement. We are you. We are a family. We are a community. Michael Jordan and Jordan Brand are committing $100 million over the next 10 years to protecting and improving the lives of Black people through actions dedicated towards racial equality, social justice and education. #JUMPMAN Uma publicação compartilhada por Jordan (@jumpman23) em 5 de Jun, 2020 às 1:37 PDT A doação acontece cinco dias...

Leia mais
Getty Images

“Carta para minha irmã Angela Davis” por James Baldwin

Se fosse vivo, James Baldwin teria feito 93 anos em 2 de agosto. Um dos maiores escritores dos EUA no século 20, Baldwin foi também um dos grandes intelectuais ativistas de sua época. Em 1970, ele escreveu uma carta aberta a Angela Davis, então presa, na qual além de expressar solidariedade, reflete sobre o racismo, a militância negra e o significado da democracia nos EUA. Traduzo-a aqui, que eu saiba, pela primeira vez em língua portuguesa. É um texto memorável e que pode dizer muito a nós, brasileiros, em 2017 – infelizmente, muita coisa não mudou para melhor, muitos problemas permanecem os mesmos. Mas, felizmente, podemos contar com o legado de James Baldwin e Angela Davis. Querida Irmã: Uma pessoa poderia ter esperança de que, a esta hora, a mera visão de correntes sobre a Carne Negra, ou mesmo apenas ver correntes seria uma visão tão intolerável para o povo...

Leia mais
LOS ANGELES, CA - OCTOBER 22: The Lakers' LeBron James #23 during their game against the Spurs at the Staples Center on​ Mon. Oct. 22, 2018. The Spurs defeated the Lakers 143-142 in overtime. (Photo by Hans Gutknecht/Digital First Media/Los Angeles Daily News via Getty Images)

LeBron James denuncia assassinato por racismo: «Estamos a ser caçados»

O assassinato de Ahmaud Arbery, cujas imagens vieram a público esta semana, não deixa qualquer dúvida a LeBron James: é um crime de ódio. "Estamos, literalmente, a ser caçados todos os dias/todas as vezes que deixamos o conforto das nossas casas! Nem dá para um homem ir correr! WTF, estão a brincar comigo? Sinto muito Ahmaud (descansa no paraíso)", denunciou Lebron James no seu Instagram. Ahmaud Arbery, um jovem negro de 25 anos, foi assassinado no passado dia 23 de fevereiro, no entanto, com a divulgação das imagens, o crime voltou a estar na ordem do dia, com várias manifestações apelando à justiça. No vídeo, vê-se dois homens (pai e filho) a perseguir e alvejar Ahamaud Arbery, que não resistiu aos ferimentos.   Ver essa foto no Instagram   We’re literally hunted EVERYDAY/EVERYTIME we step foot outside the comfort of our homes! Can’t even go for a damn jog man!...

Leia mais
REUTERS

Negros americanos também estão mais expostos ao coronavírus

O panorama de vulnerabilidade da população negra é o mesmo nos Estados Unidos. Os Centros de Controle e Prevenção de Doenças apontam que 30% dos pacientes de covid-19 são negros mesmo que representem apenas 13% da população. Os dados, no entanto, não são completos. Faltam informações étnicas em 75% dos pacientes. Os dados são dramáticos em algumas cidades. Em Chicago, cidade 30% negra, as pessoas dessa etnia representam 70% dos casos de coronavírus na cidade. Na Louisiana, cerca de 70% das pessoas que morreram são negras, embora apenas um terço da população desse Estado seja afro-americana. Especialistas em saúde pública dos Estados Unidos apontam que qualquer pessoa pode estar infectada com coronavírus, mas certas populações são mais vulneráveis à contaminação. Isso ocorre porque a exposição ao vírus e a capacidade de lidar com ele dependem, entre outros fatores, do acesso aos serviços de saúde. Muitas comunidades negras norte-americanas simplesmente não...

Leia mais
Shirley Chisholm foi pré-candidata à presidência dos Estados Unidos em 1972 (Foto: domínio público)

Shirley Chisholm: a 1ª mulher negra a concorrer à presidência dos EUA

Em 1972, as eleições dos Estados Unidos tiveram a primeira pré-candidata negra da história: Shirley Chisholm concorreu ao cargo pelo Partido Democrata. Durante a campanha, recebeu pelo menos três ameaças de morte e precisou lutar para que sua candidatura fosse levada a sério. Demoraria ainda muito tempo para o primeiro homem negro sentar na cadeira presidencial. Barack Obama, foi eleito apenas em 2009. A candidatura de Shirley nos anos 70 mostra sua força ao concorrer ao cargo poucos anos após a eclosão do movimento pelos direitos civis dos negros nos Estados Unidos. (Foto: domínio público) Pessoas negras só conquistaram o direito ao voto no país em 1965, sete anos antes que o nome de Shirley surgisse como aspirante à presidência. Ela também foi a primeira mulher negra no congresso estadunidense. O cargo permitiu que lutasse pela igualdade racial e de gênero no país. [caption id="attachment_151575" align="aligncenter"...

Leia mais
Beyoncé (Foto: Evan AgostiniInvision/ AP/ File)

Sem apresentar música, Beyoncé chama atenção para diferença racial entre vítimas do coronavírus

Beyoncé foi uma das convidadas doOne World: Together at Home neste sábado, 18. O evento, organizado por Lady Gaga com parceria com a Organização Mundial da Saúde, procura levantar fundos para profissionais que trabalham diretamente com a contenção e tratamento do coronavírus. A cantora, porém, não fez uma apresentação musical. Sua apresentação foi para passar uma mensagem sobre a diferença racial entre as vítimas do covid-19. Segundo Beyoncé, 57% dos mortos pela doença, dentro de cidades, são afro-americanos. Isso pode ser consequencia da faixa de vulnerabilidade associada à posição socio-econônica. Pessoas negras, percentualmente, são mais marginalizadas, socialmente, e trabalham em empregos com maior contato humano - serviços básicos como mercado; não têm, tampouco, oportunidade de trabalhar de casa. Beyoncé reforçou, porém, que é necessário que todos se cuidem e façam o possível para se manterem em segurança em meio à pandemia de coronavírus.   Ver essa foto no Instagram  ...

Leia mais
Foto: Russell Lee/Domínio Público

Considerações sobre a segregação racial nos Estados Unidos (EUA)

Contemporaneamente a segregação racial ainda pode ser definida como uma espécie de política do Estado que visa separar os indivíduos ou grupos de indivíduos de uma mesma sociedade com base em critérios étnicos ou raciais. Tal medida foi executada particularmente ao final do século XIX e encontrou ênfase no século XX, em países como a Alemanha nazista, que empreendera uma política antissemitista, na África do Sul, com a instituição do apartheid e igualmente nos EUA. Nesse último país, a questão racial reporta ao processo de formação dos EUA, principalmente em razão de diferenças básicas entre o Sul e o Norte. Os EUA inicialmente foram colonizados pelos ingleses, que originaram as famosas Treze Colônias no leste do país. No entanto, as colônias do Sul obtiveram desenvolvimento diferente das colônias do Norte. Pois, enquanto que no Norte firmou-se o modelo de pequena propriedade privada, do trabalho livre e assalariado, propiciando o desenvolvimento...

Leia mais
Stephen F. Somerstein/Getty Images

Morte brutal de Martin Luther King até hoje não foi esclarecida

Este 04 de Abril marca a história com um dos mais trágicos acontecimentos. Foi nesse dia, em 1968, há 52 anos, que o extraordinário líder das lutas pelos direitos civis nos EUA e pelo combate implacável contra a discriminação racial, Martin Luther King, foi em Menphis, quando participava de uma de suas históricas manifestações em favor da paz e da igualdade. O mundo perdia, assim, de forma brutal e convarde o pastor americano que fez da palavra sua arma contra o racismo e emocionou o mundo com seus discursos e com sua luta. Antes de ser morto, Martin Luther King sofre dois outros atentados. Num deles, passou por uma ciriurgia de 3 horas para remover uma faca de seu peito. Luther King foi morto pelo atirador de elite James Earl Ray. Luther King foi um dos maiores nomes da história da luta contra a discriminação racial nos Estados Unidos e...

Leia mais

Welcome Back!

Login to your account below

Retrieve your password

Please enter your username or email address to reset your password.

Add New Playlist