quarta-feira, setembro 23, 2020

    Afro-americanos

    Manifestantes do grupo negro NFAC caminharam pelas ruas de Louisville, no Kentucky, neste sábado (25) para cobrar justiça para a mulher negra Breonna Taylor — Foto: Timothy D. Easley/AP

    Manifestantes negros armados protestam nos EUA contra morte de Breonna Taylor e racismo

    Um grupo de manifestantes negros fortemente armados fez um ato neste sábado (25) em Lousiville, no estado americano do Kentucky, para cobrar justiça para Breonna Taylor, técnica de medicina negra de 26 anos morta em março por policiais que invadiram seu apartamento. Dezenas de pessoas vestidas com uniformes paramilitares, portando fuzis e espingardas semiautomáticas, caminharam até um cruzamento onde a polícia os separou de um grupo menor de manifestantes contrários. Segundo os policiais, três pessoas do movimento negro ficaram feridas depois que uma arma foi acidentalmente descarregada. A milícia negra se chama NFAC, iniciais de “Not fucking around coalition”. O líder do grupo, John “Grandmaster Jay” Johnson, exige que as autoridades acelerem o ritmo das investigações sobre a morte de Taylor e que sejam mais transparentes. "Se vocês não falam nada, pensamos que não estão fazendo nada", disse Johnson em um discurso, segundo o “Louisville Courier Journal”. Um policial envolvido...

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    Getty Images

    O cabelo afro como direito civil nos Estados Unidos

    Não é estranho que uma conversa com Malaika-Tamu Cooper, de 53 anos, proprietária de um salão de cabeleireiro, comece tratando do cabelo e acabe abordando a escravidão. Ser afro-americana a obrigou a enfrentar desde cedo um dilema que outras mulheres podem ignorar: deixar crescer seu cabelo natural, crespo, ou submetê-lo a produtos químicos para domá-lo. O que para algumas pessoas pode parecer um ato trivial, até vaidoso, para ela significa decidir como “sobreviver na América corporativa branca”. Andar com seus dreadlocks é uma espécie de declaração de princípios contra “os padrões de beleza eurocêntricos”, como afirmou em um de seus salões em Baltimore (Maryland, EUA) antes que a crise do coronavírus forçasse seu fechamento temporário. Quando o negócio voltou a abrir as portas, no final de maio, explodiu a maior onda de protestos raciais em meio século nos Estados Unidos. Um movimento que Cooper apoia e sobre o qual é...

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    Frederick Douglass (MPI/Getty Images)

    Frederick Douglass, o filho de uma escrava com um branco que se tornou líder abolicionista

    Frederick Douglass, um escravo fugitivo de 23 anos de idade, costumava ser um homem calado, mas, em 11 de agosto de 1841, ele se esforçou para articular sem gaguejar. E foi assim que, com grande fôlego e eloquência, o rapaz superou o nervosismo e discursou diante de uma plateia de líderes brancos abolicionistas. O sucesso da fala mudaria seu destino — e também a história dos Estados Unidos, que o ganhava como símbolo da luta contra a escravidão no país. A palestra instruída por Douglass, que ocorreu na ilha americana de Nantucket, foi tão convincente que a Sociedade Anti-Escravidão de Massachusetts o contratou no local para se juntar a equipe como palestrante. Lá começava a sua carreira de orador, que foi fundamental na luta pela abolição da escravidão nos desdobramentos da Guerra de Secessão dos EUA. Nasce um líder O início da história de Frederick Douglass era desconhecida por ele...

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    Criança participa de marcha no Central Park West em celebração ao Juneteenth em Nova York (Foto: Reuters/Andrew Kelly)

    ‘Juneteenth’, o dia da emancipação dos escravos nos EUA 

    Washington, 19 Jun 2020 (AFP) - O chefe do exército da Confederação, Robert Lee, encerrou a Guerra da Secessão nos Estados Unidos assinando a rendição em 9 de abril de 1865, mas foram necessários dois meses para que os escravos de Galveston, no Texas, fossem informados de que finalmente eram homens livres. Essa data, 19 junho de 1865, foi batizada como "Juneteenth", uma contração da palavra junho e do número 19 em inglês. Também é conhecida como o "Dia do Jubileu" ou o "Dia da Liberdade". O presidente americano Abraham Lincoln havia decretado a libertação dos escravos dois anos e meio antes, ao assinar em 1o de janeiro de 1863 a proclamação da emancipação. Mas o Texas, que como território do sul fazia parte da Confederação, foi o último estado a libertar os escravos. Em Galveston, os escravos receberam a notícia com a chegada das tropas da União, comandadas pelo...

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    Tommie Smith no pódio (Foto: © Reuters/Direitos Reservados)

    Tommie Smith, símbolo da luta contra o racismo, completa 76 anos

    Tommie Smith já foi um dos homens mais rápidos do planeta, mas foi o protesto protagonizado por ele no Jogos Olímpicos de 1968, na Cidade do México, que o tornou símbolo da era dos direitos civis. Depois de quebrar o recorde mundial de 200 metros, Smith e seu colega John Carlos - terceiro lugar na prova - subiram ao pódio de meias pretas e permaneceram de cabeça baixa e punhos com luvas pretas, fechados e erguidos, durante toda a execução do hino nacional dos Estados Unidos (EUA). A imagem se tornou um símbolo duradouro da turbulenta década de 1960 e da luta pela igualdade racial. Foi interpretada como uma saudação ao poder negro, em referência ao Movimento Panteras Negras, grupo ativista que, na época, lutava contra o racismo nos EUA. Tempos depois, Smith a descreveu como uma "saudação aos direitos humanos". Smith e Carlos, que disseram que usavam meias pretas...

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    Como de costume, Michael Jordan acompanhou o jogo dos Hornets da primeira fila (Foto: Getty Images)

    Michael Jordan doará R$ 497 milhões a organizações engajadas na causa antirracista

    Maior jogador de basquete de todos os tempos e seis vezes campeão da NBA com o Chicago Bulls, Michael Jordan anunciou na tarde dessa sexta-feira, que doará, através de sua marca Jordan Brand, US$ 100 milhões (cerca de R$ 497 milhões) a organizações engajadas na causa antirracista. O auxílio será concedido ao longo dos próximos 10 anos com a intenção de garantir igualdade racial, justiça social e maior acesso à educação.   Ver essa foto no Instagram   Black lives matter. This isn't a controversial statement. We are you. We are a family. We are a community. Michael Jordan and Jordan Brand are committing $100 million over the next 10 years to protecting and improving the lives of Black people through actions dedicated towards racial equality, social justice and education. #JUMPMAN Uma publicação compartilhada por Jordan (@jumpman23) em 5 de Jun, 2020 às 1:37 PDT A doação acontece cinco dias...

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    Getty Images

    “Carta para minha irmã Angela Davis” por James Baldwin

    Se fosse vivo, James Baldwin teria feito 93 anos em 2 de agosto. Um dos maiores escritores dos EUA no século 20, Baldwin foi também um dos grandes intelectuais ativistas de sua época. Em 1970, ele escreveu uma carta aberta a Angela Davis, então presa, na qual além de expressar solidariedade, reflete sobre o racismo, a militância negra e o significado da democracia nos EUA. Traduzo-a aqui, que eu saiba, pela primeira vez em língua portuguesa. É um texto memorável e que pode dizer muito a nós, brasileiros, em 2017 – infelizmente, muita coisa não mudou para melhor, muitos problemas permanecem os mesmos. Mas, felizmente, podemos contar com o legado de James Baldwin e Angela Davis. Querida Irmã: Uma pessoa poderia ter esperança de que, a esta hora, a mera visão de correntes sobre a Carne Negra, ou mesmo apenas ver correntes seria uma visão tão intolerável para o povo...

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    LOS ANGELES, CA - OCTOBER 22: The Lakers' LeBron James #23 during their game against the Spurs at the Staples Center on​ Mon. Oct. 22, 2018. The Spurs defeated the Lakers 143-142 in overtime. (Photo by Hans Gutknecht/Digital First Media/Los Angeles Daily News via Getty Images)

    LeBron James denuncia assassinato por racismo: «Estamos a ser caçados»

    O assassinato de Ahmaud Arbery, cujas imagens vieram a público esta semana, não deixa qualquer dúvida a LeBron James: é um crime de ódio. "Estamos, literalmente, a ser caçados todos os dias/todas as vezes que deixamos o conforto das nossas casas! Nem dá para um homem ir correr! WTF, estão a brincar comigo? Sinto muito Ahmaud (descansa no paraíso)", denunciou Lebron James no seu Instagram. Ahmaud Arbery, um jovem negro de 25 anos, foi assassinado no passado dia 23 de fevereiro, no entanto, com a divulgação das imagens, o crime voltou a estar na ordem do dia, com várias manifestações apelando à justiça. No vídeo, vê-se dois homens (pai e filho) a perseguir e alvejar Ahamaud Arbery, que não resistiu aos ferimentos.   Ver essa foto no Instagram   We’re literally hunted EVERYDAY/EVERYTIME we step foot outside the comfort of our homes! Can’t even go for a damn jog man!...

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    REUTERS

    Negros americanos também estão mais expostos ao coronavírus

    O panorama de vulnerabilidade da população negra é o mesmo nos Estados Unidos. Os Centros de Controle e Prevenção de Doenças apontam que 30% dos pacientes de covid-19 são negros mesmo que representem apenas 13% da população. Os dados, no entanto, não são completos. Faltam informações étnicas em 75% dos pacientes. Os dados são dramáticos em algumas cidades. Em Chicago, cidade 30% negra, as pessoas dessa etnia representam 70% dos casos de coronavírus na cidade. Na Louisiana, cerca de 70% das pessoas que morreram são negras, embora apenas um terço da população desse Estado seja afro-americana. Especialistas em saúde pública dos Estados Unidos apontam que qualquer pessoa pode estar infectada com coronavírus, mas certas populações são mais vulneráveis à contaminação. Isso ocorre porque a exposição ao vírus e a capacidade de lidar com ele dependem, entre outros fatores, do acesso aos serviços de saúde. Muitas comunidades negras norte-americanas simplesmente não...

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    Shirley Chisholm foi pré-candidata à presidência dos Estados Unidos em 1972 (Foto: domínio público)

    Shirley Chisholm: a 1ª mulher negra a concorrer à presidência dos EUA

    Em 1972, as eleições dos Estados Unidos tiveram a primeira pré-candidata negra da história: Shirley Chisholm concorreu ao cargo pelo Partido Democrata. Durante a campanha, recebeu pelo menos três ameaças de morte e precisou lutar para que sua candidatura fosse levada a sério. Demoraria ainda muito tempo para o primeiro homem negro sentar na cadeira presidencial. Barack Obama, foi eleito apenas em 2009. A candidatura de Shirley nos anos 70 mostra sua força ao concorrer ao cargo poucos anos após a eclosão do movimento pelos direitos civis dos negros nos Estados Unidos. (Foto: domínio público) Pessoas negras só conquistaram o direito ao voto no país em 1965, sete anos antes que o nome de Shirley surgisse como aspirante à presidência. Ela também foi a primeira mulher negra no congresso estadunidense. O cargo permitiu que lutasse pela igualdade racial e de gênero no país. [caption id="attachment_151575" align="aligncenter"...

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    Beyoncé (Foto: Evan AgostiniInvision/ AP/ File)

    Sem apresentar música, Beyoncé chama atenção para diferença racial entre vítimas do coronavírus

    Beyoncé foi uma das convidadas doOne World: Together at Home neste sábado, 18. O evento, organizado por Lady Gaga com parceria com a Organização Mundial da Saúde, procura levantar fundos para profissionais que trabalham diretamente com a contenção e tratamento do coronavírus. A cantora, porém, não fez uma apresentação musical. Sua apresentação foi para passar uma mensagem sobre a diferença racial entre as vítimas do covid-19. Segundo Beyoncé, 57% dos mortos pela doença, dentro de cidades, são afro-americanos. Isso pode ser consequencia da faixa de vulnerabilidade associada à posição socio-econônica. Pessoas negras, percentualmente, são mais marginalizadas, socialmente, e trabalham em empregos com maior contato humano - serviços básicos como mercado; não têm, tampouco, oportunidade de trabalhar de casa. Beyoncé reforçou, porém, que é necessário que todos se cuidem e façam o possível para se manterem em segurança em meio à pandemia de coronavírus.   Ver essa foto no Instagram  ...

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    Foto: Russell Lee/Domínio Público

    Considerações sobre a segregação racial nos Estados Unidos (EUA)

    Contemporaneamente a segregação racial ainda pode ser definida como uma espécie de política do Estado que visa separar os indivíduos ou grupos de indivíduos de uma mesma sociedade com base em critérios étnicos ou raciais. Tal medida foi executada particularmente ao final do século XIX e encontrou ênfase no século XX, em países como a Alemanha nazista, que empreendera uma política antissemitista, na África do Sul, com a instituição do apartheid e igualmente nos EUA. Nesse último país, a questão racial reporta ao processo de formação dos EUA, principalmente em razão de diferenças básicas entre o Sul e o Norte. Os EUA inicialmente foram colonizados pelos ingleses, que originaram as famosas Treze Colônias no leste do país. No entanto, as colônias do Sul obtiveram desenvolvimento diferente das colônias do Norte. Pois, enquanto que no Norte firmou-se o modelo de pequena propriedade privada, do trabalho livre e assalariado, propiciando o desenvolvimento...

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    Stephen F. Somerstein/Getty Images

    Morte brutal de Martin Luther King até hoje não foi esclarecida

    Este 04 de Abril marca a história com um dos mais trágicos acontecimentos. Foi nesse dia, em 1968, há 52 anos, que o extraordinário líder das lutas pelos direitos civis nos EUA e pelo combate implacável contra a discriminação racial, Martin Luther King, foi em Menphis, quando participava de uma de suas históricas manifestações em favor da paz e da igualdade. O mundo perdia, assim, de forma brutal e convarde o pastor americano que fez da palavra sua arma contra o racismo e emocionou o mundo com seus discursos e com sua luta. Antes de ser morto, Martin Luther King sofre dois outros atentados. Num deles, passou por uma ciriurgia de 3 horas para remover uma faca de seu peito. Luther King foi morto pelo atirador de elite James Earl Ray. Luther King foi um dos maiores nomes da história da luta contra a discriminação racial nos Estados Unidos e...

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    Katherine Johson recebe a Medalha da Liberdade de Barack Obama em 2015 (Foto: Carlos Barria/Reuters)

    Katherine Johnson, matemática negra que ajudou a Nasa a ir para a Lua, morre aos 101 anos

    Katherine Johnson, uma das matemáticas da Nasa retratadas no filme "Estrelas além do tempo", morreu nesta segunda-feira (24), informou a agência espacial americana. Ela tinha 101 anos. Katherine "foi uma heroína americana e seu legado pioneiro nunca será esquecido", escreveu o administrador da NASA Jim Bridenstine no Twitter. A extraordinária capacidade de Katherine para a matemática ajudou a colocar em órbita a Apolo 11, a nave que levou o homem à Lua pela primeira vez. As grandes missões científicas são fruto do esforço combinado de grandes equipes em que todas as contribuições contam, como a de Katherine e de outras mulheres afro-americanas, cujo trabalho ficou desconhecido para o grande público durante anos, até a chegada do filme, indicado ao Oscar em 2016. No longa, ela foi interpretada por Taraji P. Henson. Katherine foi uma das mulheres negras que formavam uma equipe no Centro de Pesquisa Langley para calcular a trajetória...

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    Retrato colorido de Malcolm X (Foto: Getty Images)

    Malcom X: 55 anos do brutal assassinato de um dos maiores símbolos da luta negra nos EUA

    Malcolm X sabia que seu destino era morrer jovem. E que sua morte seria violenta. Em sua autobiografia, ele explicou: “Em qualquer cidade, aonde quer que eu vá, homens negros estão observando cada movimento que eu faço, esperando pela chance de me matar. Quem escolhe não acreditar no que estou dizendo não conhece os muçulmanos da Nação do Islã. Sei também que posso morrer de uma hora para outra nas mãos de brancos racistas. Ou pode ser um negro que tenha passado por lavagem cerebral, e que acha que, ao me eliminar, estaria ajudando o homem branco”. Essas impressões não eram coitadismo do líder ativista. Numa madrugada de fevereiro de 1965, um coquetel molotov explodiu na sala de estar de sua casa, em Nova York, com fragmentos de uma segunda bomba encontrados mais tarde na parte traseira da residência, bem onde ficavam os quartos da família. Foi o fracasso desse...

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    À esquerda, Walter McMillian e Bryan Stevenson à direita - Wikimedia Commons

    A triste saga de Walter McMillian para escapar da pena de morte

    1 de novembro de 1986. O corpo de Ronda Morrison, uma jovem branca de 18 anos, é encontrado espancado, estrangulado e com três tiros nas costas, em Monroeville, Alabama, nos Estados Unidos. Rapidamente uma campanha para que o assassino fosse capturado teve início. O xerife da cidade, Tom Tate, estava sofrendo uma enorme pressão popular, mas sem nenhuma pista, era impossível que algum suspeito fosse responsabilizado pelo homicídio. Dias depois, em uma região próxima, outra mulher foi morta. Dessa vez, o culpado tinha sido pego. Seu nome era Ralph Meyers. A todo custo, Tate tentava relacionar o crime com o caso de Morrison. Até que um nome foi colocado como principal suspeito: Walter McMillian. Walter não possuía antecedentes criminais, era casado e vivia uma vida tranquila. Entretanto, algo que chamava a atenção de seus vizinhos era o fato dele ter tido no passado um caso com uma mulher branca. O...

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    Cecil atualmente, com uma foto sua de juventude (Imagem retirada do site Hypeness)

    O fotógrafo que desafiou o racismo nos EUA e registrou a luta pelos direitos civis no país

    Quando Cecil J. Williams começou a trabalhar como fotojornalista, nos anos 1950, um fotógrafo negro era uma absoluta raridade, especialmente em um estado notoriamente racista como o da Carolina do Sul, onde Cecil nasceu e foi criado. O estado era segregado, negros eram separados de brancos em locais públicos, a violência racista era uma ameaça constante, mas a resistência e a luta pelos direitos civis eram crescentes – e foi esse movimento que Cecil decidiu registrar. E não somente: sua foto orgulhosamente bebendo água em um bebedouro designado somente para a população branca (com uma placa em primeiro plano na qual vergonhosamente se lê “somente brancos”) tornou-se símbolo do horror racial que tomava conta dos EUA de então, mas também da luta e da força para derrubar a pior sombra de nossa civilização. Tirada em 1956 pelo amigo e fotógrafo Rendall Harper em um posto de gasolina, a foto hoje...

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    Foto: Duilio Pallottelli

    Fotos históricas de Malcom X com a família um dia antes de ser assassinado

    Foram poucos os fotógrafos que tiveram a sorte de registrar líderes ou celebridades poucas horas antes de sua morte. Foi assim com Annie Leibovitz, a responsável pela lendária foto de John Lennon posando nu com Yoko Ono e com Duilio Pallottelli, que fotografou Malcom X um dia antes de seu assassinato. Os registros – todos em preto e branco, mostram o militante com sua esposa Betty Shabazz e filhos durante uma reunião na sede de sua Organização de Unidade Afro-Americana, no Hotel Theresa no Harlem, em 21 de fevereiro de 1965. (Todas as fotos por Duilio Pallottelli) Nem Malcom, muito menos o fotógrafo, sabiam que no dia seguinte ele viria a ser assassinado no Audubon Ballroom. O ativista norte-americano foi um dos mais populares líderes do movimento pelos direitos civis dos negros nos Estados Unidos. Fundou a “Afro-American Unity” em 1964 – um grupo não religioso e não sectário, criado...

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    Ator e comediante John Witherspoon ( Foto: AP Photo/Charles Sykes, File)

    John Witherspoon, ator de ‘Um maluco no pedaço’, morre aos 77 anos

    O ator e comediante John Witherspoon morreu nesta terça-feira (29) aos 77 anos em Los Angeles, nos Estados Unidos, segundo seu agente Alex Goodman. Segundo comunicado divulgado pelo agente, a família do ator está "em choque com sua morte repentina". Ele deixa esposa e dois filhos. O ator interpretou o pai de Ice Cube na franquia "Sexta-feira em apuros". Witherspoon atuou em 84 trabalhos, incluindo filmes, séries e dublagens em animações. Desde 2014, integrava o elenco da série "Black Jesus". Em 2019, participou de dois filmes e de um episódio da série "Bojack Horseman". Também atuou em diversas produções dos irmãos Wayans, como "Dupla do barulho" e "O pequenino". Na série "Um maluco no pedaço", interpretou o sogro ciumento e bravo de Will Smith. Witherspoon fez várias participações no programa "The Late Show with David Letterman" e conciliava a carreira na TV e no cinema com apresentações de stand-up.

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    BILL PUGLIANOGETTY IMAGES

    Aos 8 anos, Mari Copeny, ativista ambiental e da negritude americana, foi recebida por Obama.

    Em 2016, Amariyanna "Mari" Copeny tinha oito anos. Dois anos depois da crise da água de Flint, Copeny escreveu uma carta ao presidente Obama pedindo-lhe que viesse a Flint para discutir o futuro da água limpa. Agora, Copeny administra um GoFundMe bem - sucedido para distribuir água limpa em sua cidade. Mari Copeny (Imagem retirada do elle.com) Tenho seis anos a mais do que a garota agora conhecida como Pequena Senhorita Flint, mas ainda a admiro. Se você está tendo problemas para encontrar esperança para o futuro, a Copeny é a solução. Uma criança média de 8 anos de idade não sabe de onde sua cidade obtém água, nem se importaria se lhes dissessem. Agora com 11 anos, Copeny não apenas sabe onde e como sua cidade obtém sua água, mas também está distribuindo ativamente água limpa para sua comunidade. A crise da água de Flint...

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