Afro-americanos

Teatro completamente destruído durante o ataque à "Wall Street negra" (DIVULGAÇÃO/GREENWOOD CULTURAL CENTER)

Tulsa: Massacre que destruiu a ‘Wall Street negra’ completa 100 anos ainda pouco conhecido

Em 31 de maio de 1921, na cidade de Tulsa, no Estado de Oklahoma, uma multidão de pessoas brancas invadiu e destruiu o distrito de Greenwood, que na época era uma das comunidades negras mais prósperas do país, apelidada de "Wall Street Negra". A violência se estendeu por 18 horas, durante as quais mais de mil casas e estabelecimentos comerciais foram saqueados e incendiados. Alguns historiadores calculam que até 300 pessoas tenham sido mortas. Cerca de 10 mil ficaram desabrigadas. Na semana passada, uma mulher de 107 anos, a sobrevivente mais antiga do massacre, foi ao Congresso dos Estados Unidos "para buscar justiça". "Estou aqui para pedir ao meu país que reconheça o que aconteceu em Tulsa em 1921." O episódio, ausente de livros escolares durante décadas, voltou a ganhar atenção quando foi tema do capítulo inicial da série Watchmen, da HBO. Muitos espectadores confessaram que não sabiam do que se...

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"What's Going On", de Marvin Gaye (Foto: Divulgação)

50 anos de What’s Going On, disco absoluto de Marvin Gaye que ditou rumo da soul music

De acordo com Smokey Robinson, artista ícone da Motown Records, What's Going On, de Marvin Gaye, é o disco mais importante da história. A Rolling Stone EUA, em sua lista de "500 Melhores Álbuns de Todos os Tempos", publicada em 2020, colocou o trabalho de Gaye na primeira posição dizendo que "com a obra, artistas negros sentiram uma nova liberdade para ultrapassar os limites musicais e políticos em suas artes." What's Going On foi lançado em 21 de maio de 1971, há exatos 50 anos. A princípio, a obra de Marvin Gayeencontrou resistência do fundador da Motown Records, Berry Gordy Jr., por achar que a letra de protesto contida na música título - lançada em 10 de janeiro como single - seria arriscada demais comercialmente, e deu ao músico apenas um mês para gravar o álbum inteiro. Gaye, firmemente aceitou. Na época, Marvin Gaye estava insatisfeito com a própria carreira...

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Viola Fletcher, a mais velha sobrevivente do massacre de Tulsa, testemunhou no Subcomitê de Direitos e Liberdades Civis do Congresso americano — Foto: Tim Watson/AFP

Cem anos depois, sobreviventes de massacre racial que ficou impune pedem justiça no Congresso dos EUA

Três cidadãos negros centenários que sobreviveram a um dos massacres raciais mais sangrentos dos Estados Unidos pediram nesta quarta-feira (19) justiça ao Congresso, depois de uma vida de dor provocada por uma tragédia que muitos americanos ignoravam. Em depoimento emocionante, Viola Fletcher, 107 anos, sobrevivente mais velha do massacre de 1921 em Tulsa, Oklahoma, lembrou os horrores do ataque e como ela e outras pessoas foram abandonadas por uma nação que ela acusou de enterrar seu passado e seguir em frente. "Ninguém se importou conosco por quase 100 anos. Nós e nossa história fomos esquecidos, apagados", disse ela em uma audiência no Comitê Judiciário da Câmara de Representantes."Este Congresso deve nos reconhecer e reconhecer nossa história", reclamou a centenária. Fletcher, que precisou abandonar o ensino fundamental e sofreu décadas de pobreza, disse que "viveu o massacre todos os dias" por um século "Ainda vejo negros sendo baleados, corpos negros jogados...

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Barry Jenkins (Foto: Erik Carter/Deadline)

Barry Jenkins: “A história dos EUA foi contada de um único ponto de vista durante muito tempo”

Nos Estados Unidos escravistas, a ferrovia subterrânea era a rede de caminhos e vizinhos anônimos que ajudava os escravos a fugir de seus senhores para a liberdade. No romance que Colson Whitehead publicou sobre o assunto em 2017 e com o qual ganhou os prêmios Pulitzer e National Book, a ferrovia é literalmente um trem que circula sob a terra transportando afro-americanos para Estados abolicionistas; um toque de magia e esperança em uma história de resto deprimentemente realista. E em The Underground Railroad (Os Caminhos para a Liberdade), série baseada nesse livro recém-lançada pela Amazon Prime Video, a ferrovia é o fio condutor de 10 superlativos capítulos com os quais o cineasta ganhador do Oscar Barry Jenkins (Miami, EUA, 41 anos), diretor de Moonlight: Sob a luz do luar e um dos autores mais aclamados do audiovisual atual, estreia na televisão. Neles se conta a história quase mítica de Cora,...

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O advogado Benjamin Crump (à esq.) ao lado de Quincy Mason Floyd, filho de George Floyd  (Foto: Stephen Maturen/Getty Images)

Advogado da família de George Floyd dá bolsas de estudo e quebrou barreiras 

Acusado de matar George Floyd em 25 de maio de 2020, o ex-policial Derek Chauvin teve o julgamento retomado nesta segunda-feira (29), em Minneapolis (EUA), após a seleção do júri demorar mais de 20 dias. Do lado da família de Floyd, está Benjamim Crump, advogado que se notabilizou por batalhas judiciais contra agentes de segurança que cometem abusos. Sua primeira vitória neste caso foi conseguir um acordo civil para a cidade de Minneapolis pagar uma indenização de US$ 27 milhões aos familiares da vítima. O que matou George Floyd foi uma overdose de força excessiva. Ben Crump, advogado norte-americano O ex-policial Chauvin foi filmado ajoelhado sobre o pescoço de Floyd por quase nove minutos, enquanto o detido, já algemado, se queixava 20 vezes de falta de ar. A abordagem servia para checar se Floyd tinha passado uma nota falsa de US$ 20. Após o vídeo ir ao ar, manifestações tomaram...

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Fred Hampton, morto pela polícia, demonstrou desde cedo vocação para o ativismo /DAVID FENTON/GETTY IMAGES

Quem foi o ‘Messias Negro’, líder dos Panteras Negras morto pela polícia e que agora é tema de filme

Na Chicago de 1968, ele já havia ganhado fama por seu talento como orador e como organizador comunitário, mas também chamado a atenção do FBI (a polícia federal americana), na época ainda sob o comando de J. Edgar Hoover. O FBI mantinha um programa secreto de contrainteligência chamado Cointelpro, com o objetivo de "expor, desestabilizar, desacreditar e neutralizar as atividades de organizações nacionalistas negras e grupos de ódio". Vários líderes negros da década de 1960, como Martin Luther King e Malcolm X, eram vigiados pelo FBI. Em um memorando interno, sem citar Hampton especificamente, Hoover alertava para a necessidade de evitar o surgimento de um "messias", que pudesse "unificar e eletrizar o movimento militante nacionalista negro". A trajetória de Hampton e as ações do FBI são retratadas no filme Judas e o Messias Negro, dirigido por Shaka King, que estreou na semana passada nos Estados Unidos. O ativista é interpretado...

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Imagem da ativista Hariet Tubman vai estar nas notas de 20 dólares/ Foto retirada do site O Globo

Imagem da ativista negra Harriet Tubman vai substituir ex-presidente americano na nota de 20 dólares

A Casa Branca anunciou que vai retomar o projeto de incluir o retrato da ativista negra Harriet Tubman nas notas de 20 dólares. A ideia tinha sido abandonada pelo governo do Republicano Donald Trump. "O Tesouro está tomando as medidas para reativar os esforços e colcoar Harriet Tubman nas novas notas de 20 dólares", afirmou a porta-voz do governo do democrata Joe Biden Jen Psaki. "É importante que as nossas notas, o nosso dinheiro (...) reflitam a história e a diversidade do nosso país", disse. O projeto de ter Harriet Tubman na nota de 20 dólares nasceu no governo do democrata Barack Obama e tornará a ativista na primeira pessoa negra a ter sua imagem em uma nota de dólar americano. Harriet Tubman nasceu em 1822, no estado do Maryland. Escravizada desde o nascimento, foi açoitada e espancada durante a infância e a juventude, incluindo uma lesão craniana que a...

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Anthony Brown tinha 14 anos quando fugiu de casa para escapar da violência doméstica (Foto: RIK BOOSE)

O ex-morador de rua que superou 20 anos de dependência das drogas e se tornou professor universitário

Mas, antes disso, viveu mais de 20 anos como morador de rua após ter fugido de casa para escapar da violência doméstica — se entregou ao álcool e às drogas, e colecionou algumas passagens pela polícia. Em entrevista à jornalista Jo Fidgen, do programa de rádio Outlook, da BBC, ele conta como sua vida teve uma incrível reviravolta, e hoje ele se dedica a ajudar pessoas com problemas de saúde mental e dependência química. Se você encontrasse o americano Anthony Brown hoje, de terno e gravata, dando aula na universidade ou trabalhando como enfermeiro psiquiátrico em uma clínica na Califórnia, nos EUA, dificilmente poderia imaginar sua trajetória. Para começar, aos nove anos de idade, ele encontrou a mãe caída no chão da sala de casa com um tiro na cabeça. "Eu venho de uma família pobre, e a gente acordava no meio da noite para assaltar a geladeira, e certa...

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Charley Pride canta em apresentação durante o 54º CMA Awards em Nashville, Tennessee (EUA), no dia 11 de novembro deste ano — Foto: Terry Wyatt/Getty Images via AFP/Arquivo

Charley Pride, pioneiro negro da música country, morre de Covid-19 aos 86 anos

Charley Pride, pioneiro músico negro de country music dos EUA, morreu aos 86 anos, vítima de complicações da Covid-19, anunciou seu agente neste sábado (12). Ele era conhecido por sucessos como “Kiss an angel good mornin’” e “Is anybody goin’ to San Antone”, entre outros hits. No mês passado, Pride havia sido homenageado pela Country Music Association com o prêmio Willie Nelson pelo conjunto de sua obra. Na ocasião, ele se apresentou pela última vez, em uma transmissão na qual cantou “Kiss an angel good mornin’”, de 1971, ao lado de Jimmie Allen. Pride nasceu em Sledge, Mississippi, em 1934, e trabalhou na colheita de algodão e jogou beisebol na liga de negros, trabalhou em uma fundição em Montana e serviu no Exército antes de se tornar a primeira estrela negra da música country dos Estados Unidos. Ele apareceu 52 vezes no Top 10 de músicas country, 29 vezes no número...

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James Van Der Zee / The Folklore Research Center, Universidade Hebraica de Jerusalém por meio da National Library of Israel Digital Collection

Cantores Judeus Negros de 100 anos atrás redescobertos graças a gravações raras

Anúncios de jornal do início da década de 1920 para o blockbuster New York Yiddish stage mostram Dos Khupe Kleyd (O vestido de noiva) e Yente Telebende ( Loquacious Battle ‐ Axe), apresentando um artista negro entre os artistas em destaque. Era Thomas LaRue , um cantor de língua iídiche amplamente conhecido no período entre guerras como der schvartzer khazan (O Cantor Negro). Embora esquecido há muito tempo, LaRue (que às vezes usava o sobrenome Jones) estava entre os favoritos do teatro iídiche e da música relifiosa. Supostamente criado em Newark, New Jersey, por uma mãe solteira que foi atraída pelo judaísmo, ele até atraiu o interesse de fora dos EUA. LaRue foi agendada para mais de uma turnê europeia na década de 1930, mas o público e os críticos nas comunidades judaicas na Polônia e na Alemanha eram um pouco mais céticos do que os americanos. Embora muitos tenham...

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Jalil Muntaqim (The Guardian)

Ex-Pantera Negra será libertado após mais de 49 anos na prisão

Um ex-Pantera Negra que está na prisão há quase meio século finalmente venceu sua batalha de décadas pela liberdade depois que um conselho de liberdade condicional de Nova York ordenou sua libertação. Jalil Muntaqim, também conhecido como Anthony Bottom, está sob custódia ininterrupta há mais de 49 anos, tendo sido preso e posteriormente condenado pelos assassinatos de dois policiais em 1971 no Harlem. De acordo com os termos de sua liberdade condicional, ele deve ser libertado da penitenciária de segurança máxima de Sullivan no interior do estado de Nova York até 20 de outubro. Em uma audiência no início deste mês – pelo menos sua 10ª participação em um painel desde que se tornou elegível para liberdade condicional em 1998 – Muntaqim expressou seu remorso pelas mortes de Joseph Piagentini e Waverly Jones. Os policiais responderam ao que acreditaram ser uma chamada de disputa doméstica, mas foram emboscados e fuzilados....

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John Thompson (Foto: Mitchell Layton/Getty Images)

Morre o primeiro técnico negro a ganhar um título de basquete na Liga Universitária dos EUA

John Thompson foi uma figura lendária no basquete universitário dos Estados Unidos e o primeiro treinador negro a ganhar um título da NCAA (Liga Universitária dos Estados Unidos) com o Georgetown Hoyas em 1984, Patrick Ewing era o destaque do time naquele ano. Dentro das quadras, jogou duas temporadas na NBA e ganhou títulos como reserva do Boston Celtics. Thompson faleceu nesta segunda-feira aos 78 anos. - Nosso pai foi uma inspiração para muitos e dedicou sua vida ao desenvolvimento dos jovens, não apenas dentro, mas, o mais importante, fora da quadra de basquete. Ele é reverenciado como um líder histórico do esporte, dedicado ao bem-estar de sua comunidade acima de tudo - disse a família em um comunicado. Em 1988, ele liderou a equipe dos Estados Unidos nas Olimpíadas de Seul, a última formada apenas por jogadores universitários. O time foi eliminado nas semifinais pela União Soviética e conquistou...

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(Foto: Wikimedia Commons)

W.E.B Du Bois: da luta pelos direitos civis à alma pan-africana

“A escravidão nunca foi abolida do modo de pensar dos EUA.” − Nina Simone William Edward Burghardt Du Bois (W.E.B. Du Bois) - nasceu em 23 de fevereiro de 1868, Massachusetts, EUA. Anos após o término da Guerra Civil Americana (1861-1865), também conhecida como Guerra da Secessão. Aliás, a guerra foi o confronto entre os estados do Norte − industrializados e favoráveis à abolição da escravidão −, e os estados do sul, autoproclamados Estados Confederados da América − economia agrária e dependente da mão de obra escravizada.  Os estados do Norte venceram e as consequências foram nefastas para os estados sulistas. Diante dessa situação, a população negra encontrou novos desafios na condição de libertos e sem indenização, procuravam modos de sobrevivência em meio à hostilidade dos brancos inconformados com a abolição da escravidão. W.E.B. Du Bois, testemunhando esses contextos que tomaram conta da atmosfera estadunidense, colocou-se como liderança na luta...

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Russell Ledet (Foto: Imagem retirada do site CNN)

Ex-segurança de hospital volta ao local como médico residente

Russell Ledet, 34 anos, é um veterano da Marinha dos EUA que atualmente é um dos médicos fazendo residência no hospital Baton Rouge General Medical Center, no estado de Louisiana. O ponto alto da história é que ele trabalhou como segurança no local por cerca de cinco anos. O ex-segurança resolveu estudar Medicina e contou com a ajuda de Patrick Greiffenstein, o chefe dos residentes de cirurgia, como seu mentor nessa caminhada. Ledet quer servir de inspiração para outros jovens negros e por isso resolveu trabalhar em Louisiana, perto de onde ele cresceu, para sempre recordar do seu "início humilde". Ação deu origem a uma organização de incentivo aos jovens negros (Foto: Reprodução/The 15 White Coats) Em dezembro de 2019, Russel organizou uma sessão de fotos em que ele e 14 colegas negros da faculdade de Medicina de Tulane posaram com seus jalecos brancos na frente...

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Manifestantes do grupo negro NFAC caminharam pelas ruas de Louisville, no Kentucky, neste sábado (25) para cobrar justiça para a mulher negra Breonna Taylor — Foto: Timothy D. Easley/AP

Manifestantes negros armados protestam nos EUA contra morte de Breonna Taylor e racismo

Um grupo de manifestantes negros fortemente armados fez um ato neste sábado (25) em Lousiville, no estado americano do Kentucky, para cobrar justiça para Breonna Taylor, técnica de medicina negra de 26 anos morta em março por policiais que invadiram seu apartamento. Dezenas de pessoas vestidas com uniformes paramilitares, portando fuzis e espingardas semiautomáticas, caminharam até um cruzamento onde a polícia os separou de um grupo menor de manifestantes contrários. Segundo os policiais, três pessoas do movimento negro ficaram feridas depois que uma arma foi acidentalmente descarregada. A milícia negra se chama NFAC, iniciais de “Not fucking around coalition”. O líder do grupo, John “Grandmaster Jay” Johnson, exige que as autoridades acelerem o ritmo das investigações sobre a morte de Taylor e que sejam mais transparentes. "Se vocês não falam nada, pensamos que não estão fazendo nada", disse Johnson em um discurso, segundo o “Louisville Courier Journal”. Um policial envolvido...

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Getty Images

O cabelo afro como direito civil nos Estados Unidos

Não é estranho que uma conversa com Malaika-Tamu Cooper, de 53 anos, proprietária de um salão de cabeleireiro, comece tratando do cabelo e acabe abordando a escravidão. Ser afro-americana a obrigou a enfrentar desde cedo um dilema que outras mulheres podem ignorar: deixar crescer seu cabelo natural, crespo, ou submetê-lo a produtos químicos para domá-lo. O que para algumas pessoas pode parecer um ato trivial, até vaidoso, para ela significa decidir como “sobreviver na América corporativa branca”. Andar com seus dreadlocks é uma espécie de declaração de princípios contra “os padrões de beleza eurocêntricos”, como afirmou em um de seus salões em Baltimore (Maryland, EUA) antes que a crise do coronavírus forçasse seu fechamento temporário. Quando o negócio voltou a abrir as portas, no final de maio, explodiu a maior onda de protestos raciais em meio século nos Estados Unidos. Um movimento que Cooper apoia e sobre o qual é...

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Frederick Douglass (MPI/Getty Images)

Frederick Douglass, o filho de uma escrava com um branco que se tornou líder abolicionista

Frederick Douglass, um escravo fugitivo de 23 anos de idade, costumava ser um homem calado, mas, em 11 de agosto de 1841, ele se esforçou para articular sem gaguejar. E foi assim que, com grande fôlego e eloquência, o rapaz superou o nervosismo e discursou diante de uma plateia de líderes brancos abolicionistas. O sucesso da fala mudaria seu destino — e também a história dos Estados Unidos, que o ganhava como símbolo da luta contra a escravidão no país. A palestra instruída por Douglass, que ocorreu na ilha americana de Nantucket, foi tão convincente que a Sociedade Anti-Escravidão de Massachusetts o contratou no local para se juntar a equipe como palestrante. Lá começava a sua carreira de orador, que foi fundamental na luta pela abolição da escravidão nos desdobramentos da Guerra de Secessão dos EUA. Nasce um líder O início da história de Frederick Douglass era desconhecida por ele...

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Criança participa de marcha no Central Park West em celebração ao Juneteenth em Nova York (Foto: Reuters/Andrew Kelly)

‘Juneteenth’, o dia da emancipação dos escravos nos EUA 

Washington, 19 Jun 2020 (AFP) - O chefe do exército da Confederação, Robert Lee, encerrou a Guerra da Secessão nos Estados Unidos assinando a rendição em 9 de abril de 1865, mas foram necessários dois meses para que os escravos de Galveston, no Texas, fossem informados de que finalmente eram homens livres. Essa data, 19 junho de 1865, foi batizada como "Juneteenth", uma contração da palavra junho e do número 19 em inglês. Também é conhecida como o "Dia do Jubileu" ou o "Dia da Liberdade". O presidente americano Abraham Lincoln havia decretado a libertação dos escravos dois anos e meio antes, ao assinar em 1o de janeiro de 1863 a proclamação da emancipação. Mas o Texas, que como território do sul fazia parte da Confederação, foi o último estado a libertar os escravos. Em Galveston, os escravos receberam a notícia com a chegada das tropas da União, comandadas pelo...

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Tommie Smith no pódio (Foto: © Reuters/Direitos Reservados)

Tommie Smith, símbolo da luta contra o racismo, completa 76 anos

Tommie Smith já foi um dos homens mais rápidos do planeta, mas foi o protesto protagonizado por ele no Jogos Olímpicos de 1968, na Cidade do México, que o tornou símbolo da era dos direitos civis. Depois de quebrar o recorde mundial de 200 metros, Smith e seu colega John Carlos - terceiro lugar na prova - subiram ao pódio de meias pretas e permaneceram de cabeça baixa e punhos com luvas pretas, fechados e erguidos, durante toda a execução do hino nacional dos Estados Unidos (EUA). A imagem se tornou um símbolo duradouro da turbulenta década de 1960 e da luta pela igualdade racial. Foi interpretada como uma saudação ao poder negro, em referência ao Movimento Panteras Negras, grupo ativista que, na época, lutava contra o racismo nos EUA. Tempos depois, Smith a descreveu como uma "saudação aos direitos humanos". Smith e Carlos, que disseram que usavam meias pretas...

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Como de costume, Michael Jordan acompanhou o jogo dos Hornets da primeira fila (Foto: Getty Images)

Michael Jordan doará R$ 497 milhões a organizações engajadas na causa antirracista

Maior jogador de basquete de todos os tempos e seis vezes campeão da NBA com o Chicago Bulls, Michael Jordan anunciou na tarde dessa sexta-feira, que doará, através de sua marca Jordan Brand, US$ 100 milhões (cerca de R$ 497 milhões) a organizações engajadas na causa antirracista. O auxílio será concedido ao longo dos próximos 10 anos com a intenção de garantir igualdade racial, justiça social e maior acesso à educação.   Ver essa foto no Instagram   Black lives matter. This isn't a controversial statement. We are you. We are a family. We are a community. Michael Jordan and Jordan Brand are committing $100 million over the next 10 years to protecting and improving the lives of Black people through actions dedicated towards racial equality, social justice and education. #JUMPMAN Uma publicação compartilhada por Jordan (@jumpman23) em 5 de Jun, 2020 às 1:37 PDT A doação acontece cinco dias...

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