sexta-feira, setembro 18, 2020

    Mulher Negra

    A escritora brasileira Carolina Maria de Jesus durante noite de autógrafos do lançamento de seu livro "Quarto de Despejo", em uma livraria na rua Marconi, em São Paulo (SP). (São Paulo (SP), 09.09.1960. (Foto: Acervo UH/Folhapress)

    Autores celebram 60 anos de ‘Quarto de Despejo’, de Carolina Maria de Jesus 

    Em abril de 1958, o jornalista Audálio Dantas (1929-2018) foi escalado para fazer uma reportagem na favela do Canindé, zona norte de São Paulo. O objetivo da pauta era mostrar o dia a dia da comunidade às margens do rio Tietê. Durante a apuração da matéria, ouviu alguém berrar: "Deixa estar que eu 'boto' vocês no meu livro!". A dona do berro era a moradora do barraco 9 da rua A, que defendia um garoto das agressões de dois homens que queriam expulsá-lo dos brinquedos de um parque infantil recém-inaugurado. "Que livro é esse?", quis saber o repórter. "O que estou escrevendo sobre as coisas da favela", respondeu a mulher. Nascia ali a amizade entre Audálio Dantas, o repórter, e Carolina de Jesus (1914-1977), a escritora. O tal livro a que ela se referia, escrito em mais de 20 cadernos encontrados nos lixões da cidade, era "Quarto de Despejo -...

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    A escritora Geni Guimarães, referência para autoras negras e homenageada pela Balada Literária Foto: Camila Kinker / Divulgação

    A incrível história de Geni Guimarães, escritora homenageada na Balada Literária

    “Eu não me lembrava mais de que era escritora. Você acredita num negócio desses?”, conta, por telefone, Geni Guimarães, que, no final dos anos 1980, conquistou os leitores e a crítica com os contos autobiográficos de “Leite do peito” e “A cor da ternura”, livro premiado com o Jabuti. Na década seguinte, publicou a antologia poética “Balé das emoções” e três livros infanto-juvenis, mas uma grave depressão que a afastou da literatura. Geni só se lembrou de que era escritora quando, revirando as próprias estantes, encontrou uma cópia de “O terceiro filho”, seu livro de estreia, publicado em 1979. – Na capa estava escrito “Geni Guimarães”. Lembrei que tinha escrito aquele livro e tentei recomeçar. Recomecei e, graças a Deus, estou de pé – afirma Geni, que completa 73 anos na próxima terça-feira (8) e, no ano passsado, publicou o infantojuvenil "O pênalti" (Malê), depois de 20 anos em silêncio....

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    Imagem do Livro “Espelho Espelho Meu” – Ilustrações de Leandra Gonçalves

    Meu Corpo

    Um corpo,apenas um corpo. Mas é muito mais que um corpo. Corpo humano, Corpo nu. Braços, pernas, cabeça, peitos, genitálias. Mulheres! Pela genitália me construíram mulher. Me disseram: tu és mulher! Porém me percebem, me olham, me tratam diferente. E então eu me descobri preta. E nessa descoberta me encontrei com minha história, com meu povo, minha ancestralidade, me origem. e eu grito PRETA! Antes de ser mulher, sou preta. luto todo dia para permanecer viva. amo meu corpo, meu cabelo afro, meus lábios e meus olhos. Olho no espelho e sei quem sou. Preta! Mulher Preta! sim, essa sou eu, PRETA! e a minha negritude sou eu e eu sou por ela. Negramente PRETA! ** ESTE ARTIGO É DE AUTORIA DE COLABORADORES OU ARTICULISTAS DO PORTAL GELEDÉS E NÃO REPRESENTA IDEIAS OU OPINIÕES DO VEÍCULO. PORTAL GELEDÉS OFERECE ESPAÇO PARA VOZES DIVERSAS DA ESFERA PÚBLICA, GARANTINDO ASSIM A PLURALIDADE...

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    Jeanette Epps (Foto: Wikimedia Commons / NASA )

    Astronauta será a primeira mulher negra dos EUA, à integrar uma missão longa da Nasa

    Jeanett Epps é Doutora em Engenharia Aeroespacial, formada pela faculdade de Maryland, ela é a primeira mulher negra selecionada para embarcar em uma missão à Estação Espacial da Nasa (ISS). A missão espacial trata-se da Boing Starliner-1 e seu lançamento está previsto para o 2021. Jeanett é astronauta desde 2009, antes de assumir esse porto, ela era uma oficial da inteligência técnica da CIA, agência de inteligência americana. A missão espacial contará ainda com mais dois tripulantes, Sunita Willians, astronauta experiente que já participou de outras duas missões de longa duração e Josh Cassada, que está na Nasa desde 2013, que assim como Jeanett estreará em missões de longa duração. Em sua conta no Twitter Jeanett compartilhou a notícia e agradeceu Jim Bridenstine, administrador da Nasa. Thank you @JimBridenstine! I’m looking forward to the mission.🚀💫 https://t.co/h2xIJMK1Ef pic.twitter.com/cSRf1SE4cr — Jeanette J. Epps (@Astro_Jeanette) August 25, 2020 Com informações: Razões Para Acreditar

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    Ilustração: Caio Baldi

    Oportunidades para mulheres negras cis e trans!

    Mulheres negras cis e trans: queremos vocês no nosso projeto! O Museu da Vida torna público o processo seletivo de duas profissionais de nível superior e uma bolsista graduanda para atuar no projeto “Meninas negras na ciência: a divulgação científica como estratégia de promoção da saúde, cidadania e empoderamento”. A proposta é potencializar o trabalho educativo-cultural do Museu com escolas e organizar atividades para 25 meninas negras, estudantes de escolas públicas dos territórios de Manguinhos, Maré, Jacarezinho e Complexo do Alemão, cursando o ensino médio. Para atingir os objetivos do projeto, serão utilizadas diferentes estratégias, como rodas de conversa, cine-debates, palestras, dinâmicas e apresentações artísticas. Queremos montar uma rede colaborativa de trabalho, que será construída com a participação de cientistas e movimentos sociais. As atividades serão realizadas de modo remoto e/ou presencial, conforme as diretrizes do Plano de Contingência da Casa de Oswaldo Cruz, em linha com as determinações das autoridades sanitárias do país e da própria Fiocruz para...

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    Juliana Sanches e Beatriz Cardozo estão na diretoria do Instituto de Defesa da Populacao Negra (IDPN) Foto: Leo Martins / Agência O Globo

    Quem são as juristas que estão na direção do Instituto de Defesa da População Negra, que oferece assistência jurídica gratuita para promover a equidade racial no Brasil

    No dia 14 de outubro de 2014, a então estudante de Direito da UFF e estagiária na Defensoria Pública do Rio de Janeiro Juliana Sanches entrou pela primeira vez em uma prisão. A imagem das celas de Bangu II lotadas de internos pretos nunca saiu de sua cabeça mas fez com que sua trajetória tomasse um foco bem definido: lutar por aquelas pessoas. “A prisão é seletiva. Quero desencarcerar os negros”, afirma ela, hoje com 29 anos e um extenso currículo focado em antirracismo e abolicionismo penal. Juliana Sanches é uma das três mulheres que integram o Instituto de Defesa da População Negra (IDPN): "A maior parte dos negros está presa por crimes de baixo potencial ofensivo. São casos em que deveriam ocorrer penas alternativas, previstas legalmente no Código Penal, mas o sistema utiliza a pena privativa como regra" Foto: Leo Martins / Agência O Globo...

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    Vilma Reis (Foto: Lúcio Távora/Ag. A)

    “Há um mercado da morte. Há uma tolerância absoluta da sociedade com essa violência institucional”

    Entrevista exclusiva ao Caderno de Notícias (CN) com Vilma Reis, socióloga, filha do Terreiro do Cobre, ativista do Movimento de Mulheres Negras do Brasil, mestra em Ciências Sociais, doutoranda em Estudos Africanos, defensora de Direitos Humanos e co-fundadora da Mahin Organização de Mulheres Negras. É pesquisadora associada ao ICEAFRO – Instituto Ceafro, foi ouvidora geral da Defensoria Pública da Bahia (2015 a 2019) e presidenta do Conselho Nacional de Ouvidorias Externas das Defensorias Públicas no Brasil (2018 a 2019). Em conversa com a jornalista Claudia Correia, Vilma critica a violência institucional e a ação da polícia que atinge de forma mais cruel a juventude negra. Defende a organização das comunidades para o exercício do controle sobre as políticas públicas e aponta alternativas de ação para o combate à pandemia da Covid-19 a partir dos movimentos sociais. Confira!  Caderno de Notícias – Você tem se destacado nacionalmente no Movimento...

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    Viviane Ferreira (Foto: Imagem retirada do site Glamurama)

    Saiba quem é Viviane Ferreira, a nova presidente do Comitê de Seleção do Oscar 2021

    A cineasta Viviane Ferreira foi eleita Presidente do Comitê Brasileiro de Seleção do Oscar 2021 em votação realizada nessa quinta-feira. Mas, afinal, quem é ela? Nascida e criada no Coqueiro Grande, na região periférica da cidade de Salvador, é mestre em políticas do audiovisual pela UNB, e advogada com atuação focada em direito do entretenimento. Em sua atuação na sétima arte, Viviane é a segunda mulher negra brasileira a dirigir um filme de longa metragem, “Um Dia com Jerusa”. A primeira foi Adélia Sampaio, em 1983, com “Amor Maldito”. Entre as grandes obras de Viviane estão também “Pessoas – Contar Para Viver”, “Mumbi7Cenas pós Burkina”, além de dirigir e roteirizar diversos videoclipes e curtas documentais. Viviane Ferreira falou sobre sua formação e experiências: “Tenho uma formação política fincada na vivência religiosa do candomblé, em uma casa em que o “feminino” ainda é centro do poder. Tal formação foi alinhada com...

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    Coletivo Nacional de Cientistas e Intelectuais Negros exibe Live no final de semana. — Foto: Foto: Divulgação/G1

    Coletivo de cientistas negros faz live sobre representatividade midiática da mulher negra; confira

    O Coletivo Nacional de Cientistas e Intelectuais Negros vai exibir uma live no próximo sábado (29), às 19h, com o tema: Representatividade e Representação Midiática da Mulher Negra. A live será transmitida simultaneamente nos canais do Youtube do Quilombo da Ciência e nas plataformas digitais do Colegiado de Psicologia da UNEB. Para iniciar as atividades, o Quilombo promoverá uma live em parceria com o Colegiado de Psicologia da Universidade Estadual da Bahia (UNEB), com a participação das potiguares e ativistas do Movimento Negro, Ana Paula Campos e Idyane França. Que também são integrantes do Coletivo. Algumas ações pontuadas: Quilombo Bilíngue – De forma voluntária pessoas dentro do quilombo que apresentam fluência nas línguas inglesa e espanhola promoverão aulas remotas, uma vez por semana para os integrantes do Quilombo da Ciência. Uma vez que, a ciência mundial é baseada e produzida na língua inglesa Tutoria Profissional – A cada quinze dias,...

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    Rita de Cássia dos Anjos, professora da UFPR, recebeu o prêmio "Para Mulheres na Ciência" Imagem: Arquivo Pessoal/Rita de Cássia dos Anjos

    ‘Sempre fui a única preta ali’: caçadora de mistério do Universo é premiada

    Caçula de oito irmãos, Rita de Cássia dos Anjos é apaixonada por ciências desde criança. Mas, pobre, só virou cientista porque uma irmã mais velha pagou um cursinho preparatório para ajudá-la a ingressar na universidade, já que conteúdos de física e química eram raros na escola pública. Hoje, ela tenta desvendar os mistérios do Universo estudando a luz que chega até o nosso planeta. Na quinta-feira passada (20), o esforço deu certo, e a professora da Universidade Federal do Paraná (UFPR) teve o trabalho reconhecido com o prêmio "Para Mulheres na Ciência 2020" —programa promovido pela empresa de cosméticos L'Oréal, Unesco Brasil e Academia Brasileira de Ciências (ABC)— na categoria Ciências Físicas, após duas tentativas. O Observatório de Pierre Auger, na Argentina, identificou uma correlação entre a direção de partículas altamente energéticas que chegam na Terra e a direção de algumas starbursts —nome dado a galáxias com taxa elevada de...

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    Photo by ActionVance on Unsplash

    Queria tanto ser amada…

    Cresci ouvindo aqui e ali que isso não é coisa pra preto não. Entre escolhas e desistências acabei por sufocar a negra que eu nasci. Me deixei direcionar, dizer como e porque era. Me descontrui toda. Na escola os apelidos eram recebidos por mim com risos amarelos e respondidos com chacotas maiores. O menino de olho azul não queria ser meu namorado, o pretinho corria atrás da pele clara. Compreensível até. Ele não queria desaparecer na névoa do não ser nada. Queria tanto ser amada. Ouvi dizer que tinha que limpar a raça. Permiti o mal trato do branco, mas tinha algo. Veio a idade da dúvida, e nos bailes da vida, nunca dancei Alisei cabelo, usei lentes verdes, dei suporte à amigas brancas. Queria tanto ser amada. E chegou a idade da consciência, nela encontrei o amor. Na verdade veio o rebento, clarinho, como a lei. Fruto de um...

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    Slick Woods posa com o filho para 'Vogue' Imagem: Tyler Mitchell / ArtPartner

    ‘Nascer negra é uma coisa libertadora, mas exaustiva’, diz Slick Woods

    A modelo Slick Woods quer que o seu filho cresça em um mundo onde não precise passar pelas situações de discriminação que ela mesma enfrentou, dentro e fora da indústria da moda. Em ensaio para a Vogue, ela falou sobre sua experiência como mulher negra nos EUA. Como alguém que experimentou uma infância negra, uma vida de mulher negra, e a maternidade negra, eu posso dizer honestamente que nascer com melanina na pele é um dos sentimentos mais libertadores, mas exaustivos, do mundo. Minha esperança é que meu filho não precise experimentar metade do que eu experimentei enquanto crescia Slick Woods sobre sua vida como mulher negra nos EUA A modelo comentou que se sente "grata" por estar na posição de dar ao filho "uma infância e uma vida adulta que ela jamais seria capaz de imaginar". O pequeno Saphir, de 2 anos, nasceu do relacionamento dela com o modelo...

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    Elsimar Coutinho (Foto: Adilton Venegeroles/Ag. A Tarde)

    Elsimar Coutinho e o domínio sobre o corpo de mulheres negras e seus filhos

    No turbilhão de conteúdos que lotaram as redes sociais no último final de semana sobre a sucessão de violências sofridas pela criança, uma menina de 10 anos, do Espírito Santo, vítima da monstruosidade criminosa do tio, da burocracia machista do Estado e do fanatismo religioso, que tentou impedir a esperança dela ainda viver um pouco da infância, como criança que é, dois conteúdos chamaram muito atenção. Primeiro uma charge que expressa a hipocrisia e a seletividade de quem se diz lutar pela vida. Outro, mais espantoso, foi um tuíte que recomendava como forma de convencimento àquelas pessoas que se encontravam na porta do hospital, acusando médico e criança de assassinos: digam que esse ser gerado do estupro poderá crescer e se tornar um marginal. Pronto, será suficiente para que eles preguem a morte. O tuíte, em outras palavras, expressava essa ideia, relacionada diretamente ao exercício que a sociedade vem fazendo...

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    A estudante Nina da Hora (Foto: Lucas Borba)

    Conheça Nina da Hora, nome quente na luta pela equidade de gênero e raça na tecnologia

    Erê vive em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, num lar com sete cachorros, seis “salsichas” e um poodle. Em junho, estava aprendendo a andar: se locomovia bem em terrenos planos e desviava de obstáculos com precisão. Mas em chão acidentado, como o do quintal da casa, se atrapalhava um pouco mais. Erê, ao contrário do que possa parecer, não tem pernas, pois não é gente. Ele tem rodinhas, afinal é um robô — e ainda possui uma placa Julieta, plataforma Falcon e sensores ultrassônicos e de refletância analógica (apetrechos que estas páginas não dariam conta de explicar). É obra criada por umas das jovens mentes mais promissoras da ciência da computação no Brasil: Ana Carolina da Hora, de 25 anos, mais conhecida como Nina da Hora. Moradora de Caxias e estudante da PUC-Rio, a dona dos pets e do Erê têm feito sucesso com sua proposta de descomplicar e...

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    Vera Lúcia da Silva Santos, líder comunitária da periferia da zona sul de São Paulo (Foto: Reprodução/ONG Auri Verde)

    ‘Farol que se apaga’: assassinada, Tia Vera criou creche na periferia de SP 

    Quando o caixão da líder comunitária Vera Lúcia da Silva Santos, 64, desceu à sepultura na chuvosa e fria tarde desta sexta-feira (21) em um cemitério de Parelheiros, zona sul de São Paulo, os moradores do Jardim Varginha viram se apagar um de seus faróis. Ela havia iluminado pelos últimos 30 anos a vida de crianças e adolescentes da periferia da capital paulista ao manter seis creches e um centro para jovens. As condições da morte de Tia Vera, como era chamada, intrigam a polícia. Ela despareceu na manhã de 16 de julho. Dois dias depois, um corpo carbonizado foi encontrado no porta-malas de seu veículo, também incendiado. A polícia trabalha com a possibilidade de o assassinato ter sido motivado pelo dinheiro movimentado pela ONG Auri Verde, liderada por Vera e que gerencia, em convênio com a prefeitura, as creches, um centro para crianças e adolescentes e o espaço para...

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    Reprodução/Facebook

    Assista: Geledés Instituto da Mulher Negra conversa com Nátaly Neri e Amarílis Costa em Live no Facebook

    Nesta sexta-feira, dia 21 de agosto, Geledés - Instituto da Mulher Negra, convida a criadora de conteúdo Nátaly Neri  e a advogada e criadora de Preta e Acadêmica, Amarílis Costa, para falarem sobre a importância de ampliar as pautas e conversas em torno do Feminismo Negro. O bate-papo será comandado pela presidenta de Geledés, Maria Sylvia de Oliveira.  A Live acontecerá na Página de Geledés no Facebook, a partir das 19h. A conversa terá em torno de uma hora e as convidadas contarão sobre suas experiências no movimento, a importância das redes sociais no papel de ampliar as vozes de mulheres negras e o que estão fazendo para potencializar as questões relacionadas ao feminismo negro.  A iniciativa e parceria realizada entre Geledés Instituto e o Facebook fazem parte dos esforços para ampliar vozes negras na plataforma, contribuir para a representatividade e o debate das lutas da comunidade negra em todo...

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    FOTO: Nappy

    “Mortalidade materna por Covid entre negras é duas vezes maior que entre brancas”, diz doutora em Saúde durante live do CNS

    O Brasil ultrapassou a marca de 3 milhões de pessoas infectadas pelo novo coronavírus e registrou mais de 110 mil óbitos pela doença. Os dados são do acompanhamento realizado pelo Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass), atualizados no dia 19 de agosto. A realidade mostra que a pandemia tem cor, gênero e classe social: são as mulheres negras e pobres as mais afetadas. Sobre isso, o Conselho Nacional de Saúde (CNS) promoveu, na quarta-feira (19/08), um live com transmissão ao vivo pelas redes sociais. As análises das convidadas da live evidenciam que grupos com mais vulnerabilidades são mais expostos ao risco de contaminação, ao desemprego, à violência, à falta de acesso aos serviços de saúde e aumento da pobreza. Este foi 11º encontro do Comitê, que teve como foco os impactos do desfinanciamento do Sistema Único de Saúde (SUS) e do desmonte da Política de Saúde das Mulheres. [caption...

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    Leci Brandão Crédito: Marcos Hermes/Divulgacao

    Leci Brandão relembra dia em que foi barrada em portaria por ser negra e discute racismo hoje: ‘Estamos sendo vistos, mas precisamos ser ouvidos’

    Leci Brandão foi ao prédio de número 112 da Rua Doutor Otávio Kelly, na Tijuca, Zona Norte do Rio, apenas para deixar a mãe, que ficou de visitar uma amiga na tarde daquela segunda-feira, 18 de agosto de 1980. Chegando lá, a cantora decidiu acompanhar Dona Lecy até o elevador. Mas, para surpresa de mãe e filha, ambas foram barradas pelo porteiro, que indicou para elas a entrada de serviço. Sem entender bem o que estava acontecendo, a artista perguntou ao funcionário por que ele estava as impedindo. Nunca mais se esqueceu da resposta: "Vocês são duas negras, não sei se são empregadas". Como conta a própria Leci ao Blog do Acervo, naquele momento, "o tempo fechou". - Sou uma pessoa educada, mas a indignação foi tanta que eu parti pra cima do porteiro. Até quebrei os óculos dele - relembra a cantora, que hoje também é deputada estadual (PCdoB-SP),...

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    FOTO: tumblr.com

    A distopia do cuidado no brasil opera no corpo das mulheres negras

    O corpo negro é um corpo encruzilhada. Sua existência é plena realização dinâmica entre a decisão e o sacrifício. Douglas Malûngu   Cuidado com conceito A abordagem deste ensaio reconhece as múltiplas possibilidades de conceitos e definições que versam sobre cuidado. No entanto, aqui nos interessa lançar mão de algumas lentes com capacidades multidisciplinares para destacar lugares específicos de interação das mulheres negras e suas relações com a organização social do cuidado bem como a própria economia do cuidado. Tal abordagem se impõe com urgência, já que se dá em contexto da pandemia do novo coronavírus no Brasil e se soma aos resultados da combinação entre divisão racial e divisão sexual do trabalho, que, conformada a partir do momento colonial e de duração perene, apresenta como naturalmente associados raça, trabalho e sexo. Dou início a esse texto ao analisar, primeiramente, a categoria care e localizá-la no tempo e espaço. Afinal, dissecar os termos...

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    Arquivo Pessoal

    Breves considerações: é possível pensar?

    A causalidade e as mudanças que atravessam o olhar para o habitar de um corpo com deficiência, envolve o enfrentamento a banalização da sexualidade, a legitimação a autonomia, subjetividade, voz. É notório que tais premissas precedem gestões que alcançam macro extensões, implicadas também a feitos governamentais, porém como tem se dado desde os últimos dois anos, há o que se indagar e confrontar a que (m) se serve(m) quando pensado e atravessado tais garantias.  Quanto a sexualidade como, por exemplo, questiona-se como questões primordiais que relacionam-se a representação dos sentimentos, do sexo, da masturbação entre as vivências. Na qual, apaga-se em silenciamento o prazer, enfocando-se a exclusão vinculada a universalização. Aliás, a exclusão, pois ao tratar desta universalidade não considera-se suas realidades sociais (pessoas com deficiência). A infantilização em conjunto desses construtos, tenciona-se a assexualidade como identificação dessas pessoas (GESSER et al, 2014). Enquanto mulher negra, bissexual, psicóloga, deficiente dos...

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