quinta-feira, fevereiro 25, 2021

Mulher Negra

Ilustração/ Thaddeus Coates

Quando eu descobri a negritude

A negritude, um termo cunhado pelo francês Aimé Césaire que pretendia reivindicar a identidade negra e a sua cultura perante a cultura francesa dominante e opressora, é uma verdade que aprendemos sobre o mundo à nossa volta. Para começar, recordo-me perfeitamente de ter percebido que havia algo de diferente na minha experiência social. Tal é inevitável quando somos nascidos da imigração recente e quando chegamos a um país que nos é estranho e, principalmente, no qual somos estranhos. Foi no jardim de infância que percebi que era diferente e que isso era mau. Rapidamente entendi que ser negro era algo horrendo e vil e não queria ser associada a tais características, porque me veriam através de uma lente cruel. Então, achei que a solução passava por pintar-me e chegava a casa a exigir aos meus pais que me tornassem “tom de pele”. Eles não sabiam o que dizer. Fui percebendo,...

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A nigeriana Ngozi Okonjo-Iweala prepara seu discurso após ser nomeada, em sua casa de Potomac, Maryland. (Foto: ERIC BARADAT / AFP)

A nigeriana Ngozi Okonjo-Iweala será a primeira mulher africana a dirigir a OMC

A nigeriana Ngozi Okonjo-Iweala, de 66 anos, será a próxima diretora-geral da Organização Mundial do Comércio (OMC). A nomeação, repleta de simbolismo por ser a primeira vez que uma mulher assume o cargo, e a primeira também que recai em alguém nascido na África, será efetivada em 1º de março e se prolongará pelo menos até 31 de agosto de 2025, data que poderá ser estendida. A decisão, adotada nesta segunda-feira numa reunião especial do Conselho Geral da OMC, formado por 164 países e territórios, ocorre num momento delicado da organização, em plena crise do multilateralismo e após meses de bloqueio devido à recusa dos Estados Unidos em respaldá-la quando Donald Trump ocupava a Casa Branca. A próxima diretora-geral, sétima pessoa a assumir a liderança do organismo mais relevante do comércio global, conta com uma ampla bagagem internacional: trabalhou durante 25 anos no Banco Mundial e foi ministra das Finanças da Nigéria por dois mandatos. A...

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(Foto: Divulgação/ Editora ContraCorrente) 

Por ela, por elas, por nós

Este livro, vencedor do Prêmio Marielle Franco de Ensaios Feministas de 2020, inaugura a Coleção Marielle Franco de Ensaios Feministas. A semente plantada por Marielle floresce em mulheres como Ana Paula Rodrigues dos Santos e Cintia Rodrigues dos Santos, autoras deste texto transformador. Por ela, por elas e por nós não é apenas um trabalho premiado, mas uma obra com potencial para mudar vidas. A partir do relato autobiográfico de duas irmãs que sofreram preconceitos de raça e gênero, o livro apresenta um riquíssimo conjunto de reflexões sobre o racismo e feminismo contemporâneos. “Sim, essa escrevivência é aqui legitimada e premiada em reconhecimento e apreço ao campo político e universo teórico forjado pelo feminismo, em seus diferentes matizes, em celebração ao protagonismo permanente que anima a nossa convicção de que um mundo liberto das opressões de gênero, raça e classe é uma utopia sobre a qual vale a pena refletir...

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Lorena Lacerda (Foto: Reprodução/ Instagram @lorenlacre

Alisamento, corte químico, tranças e turbantes: Do processo racista ao coroamento estético-racial

Eu sou Lorena Lacerda (@lorenlacre): mulher, negra, cis, soteropolitana militante, feminista negra, museóloga de formação, trabalho numa escola Afro-brasileira chamada Escolinha Maria Felipa, localizada em Salvador. Escrevo textos para internet sobre feminismo, antirracismo, estética, moda e política. Amo música e sou colecionadora de vinis. Dentro do universo da cultura do vinil, eu pauto sobre a representatividade das mulheres dentro da cena que, ainda, infelizmente, é muito machista e racista como em qualquer esfera social. Dentro ainda do que eu sou, também exerço o ofício ancestral e político de ser turbanteira. Me construí turbanteira diante do percurso doloroso sobre tornar-se “mulher negra”. Foi um processo de redescoberta das minhas raízes, que passei por transição capilar através das tranças e de buscar referências esteticamente negras. Após assumir os meus cabelos naturais, comecei a buscar possibilidades dentro do universo “cabelo crespo”. A sociedade eurocêntrica, branco-normativa, nos ensinou que a nossa única via de...

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Michelle Obama autografa Minha História. (Foto: ASSOCIATED PRESS)

Companhia das Letras lança edição juvenil de biografia de Michelle Obama

A biografia da ex-primeira dama dos Estados Unidos, Michelle Obama, ganha uma versão juvenil pela Seguinte, selo jovem da Companhia das Letras. O material, que traz uma introdução especial da autora, além de três cadernos de fotos coloridos, entra em pré-venda nesta quarta-feira (3/2) e chega às livrarias em 2 de março. A edição juvenil do livro, intitulada Minha história para jovens leitores, é adaptada para leitores a partir de 13 anos. Na publicação, Michelle detalha sua história para o público, com a honestidade, o bom humor e o afeto que são marcas registradas da ex-primeira dama. Ao compartilhar alegrias e triunfos, assim como as dificuldades, as tristezas e os desafios que encontrou pelo caminho, Michelle Obama mostra como buscou viver de forma autêntica, usando sua voz e sua força para lutar por seus ideais, tornando-se um grande exemplo para as futuras gerações. No decorrer da leitura, a autora convida...

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Ato Contra a Discriminação Racial convocado pela vereadora Sonia Cruz (com microfone) na Câmara Municipal de Osasco e com presenças de Tereza Santos e Sueli Carneiro (ARQUIVO PESSOAL)

‘Mãe preta, casa comum’

A casa construída no debaixo da rua dos Pirineus, localizada no Pau Miúdo, bairro periférico soteropolitano, no ano de 2020, ainda existe. A casa construída no debaixo da rua dos Pirineus foi erguida sobre um naco de terra cedido aos novos proprietários pela Igreja Católica, dois quartos, sala, cozinha e o cercado destelhado na parte externa era o único banheiro. A casa construída no debaixo da rua compartilha uma das suas paredes com a comunidade tradicional de terreiro, chamada Ilê Axé Adjemim, fundada pelo pai de santo Apolinário e conduzida por sua filha Aureliana, mais tarde conhecida como “mãe Lelu”. A casa construída no debaixo é apenas acessível desde uma escada bastante íngreme e, no dentro da casa, concluída a ribanceira de degraus mal-acabados, uma família absolutamente negra. São absolutamente negros porque a mãe é a mulher responsável pela casa, pela comida, pelas roupas, pela limpeza e pelas seis crianças...

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Announcing ‘Black Women Disrupt the Web,’ a multi-country web series competition and call for entries

 Black Women Disrupt, along with Antoinette Engel and Dylan Valley, an international collaborative dedicated to uplifting Black women creatives and entrepreneurs, is announcing a new project: Black Women Disrupt the Web (BWDW). This is a global competition to produce an original web series showcase. The call for entries aims to attract proposals from Black women writer-directors from Brazil, Colombia, Kenya, and South Africa for three (3) three-minute episodes providing new perspectives on the theme, “Imagining Black Futures”.  Black women from Brazil, Colombia, Kenya, and South Africa are invited to submit original proposals for a fictional web series between February 1st and March 1st. A selection committee will choose five (5) semi-finalists to receive dedicated mentorship, production funding, professional development and inclusion in a global, online, web series showcase that will be evaluated by an esteemed panel of judges in July. The winner will receive a cash prize alongside support in...

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Nia Dennis — Foto: Jayne Kamin-Oncea/Getty Images

Ginasta viraliza com tributo à excelência negra e encanta de Simone Biles a Michelle Obama

Quase um ano após viralizar com uma apresentação inspirada em Beyoncé, a ginasta americana Nia Dennis foi mais longe com um verdadeiro tributo à excelência negra durante uma competição universitária nos Estados Unidos. Embalada por Kendrick Lamar, Tupac Shakur, Missy Elliott e, claro, Beyoncé, a empolgante rotina de solo rendeu não apenas 9,95 pontos e a vitória à atleta da UCLA (Universidade da Califórnia), como também recordes de visualizações e uma chuva de elogios nas redes sociais. Even Missy Elliott was loving Nia Dennis's latest viral gymnastics routine. Find out why: https://t.co/[email protected] @ucla @MissyElliott — Olympic Channel (@olympicchannel) January 26, 2021 – Essa rotina definitivamente reflete tudo o que sou hoje como mulher e é claro que tinha que incorporar muitas partes da minha cultura – disse Nia após a apresentação. – Eu queria fazer uma festa, porque essa é a minha personalidade. Cada música é de um grande artista negro....

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Divulgação

‘Sementes: Mulheres Pretas no Poder’ abre estreia do primeiro cine coletivona no Museu da Maré

Construído na Maré há dois anos, a ação Coletivona lança dia 31 de janeiro às 17h o Cine Coletivona, seu novo braço artístico e social.  Como abertura da primeira fase do novo projeto, que tem como tema "Origens e Novos Caminhos", acontece a exibição do documentário “Sementes: Mulheres pretas no poder”, de Éthel Oliveira e Júlia Mariano. O filme acompanha o levante de Mônica Francisco, Rose Cipriano, Renata Souza, Jaqueline de Jesus, Tainá de Paula e Talíria Petrone, mulheres negras da política, após o assassinato da vereadora Marielle Franco, em 2018. O longa-metragem será exibido gratuitamente através do canal de  YouTube do Museu da Maré - e seguido de debate com a curadora do evento, a jornalista e diretora Andrea Cals. “O evento propõe uma reflexão a partir de cineastas que já vem resgatando esse precioso olhar para nossa ancestralidade, a fim de construir novas trilhas. Por isso, estamos com o objetivo de realizar um festival que coloque o cinema feito por mulheres negras em...

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Arte: Portal Geledés

EUA terão ativista negra na nota de US$ 20; listamos 7 mulheres para o real

À frente de muitas lutas por direitos iguais na sociedade, as mulheres negras nem sempre têm seus méritos reconhecidos. Os Estados Unidos pretendem mudar essa realidade: nesta semana, a Casa Branca anunciou que dará seguimento ao projeto de mudar a figura da nota de US$ 20 para a da ativista negra Harriet Tubman, ex-escravizada que ajudou outras pessoas negras a se libertarem do mesmo destino antes e durante a Guerra Civil. Com isso, se tornou uma importante figura no movimento abolicionista dos EUA. O governo Biden retomará a proposta de colocá-la no dinheiro que circula por aí. Segundo o porta-voz presidencial estadunidense, Jen Psaki, "é importante que nossas cédulas, nosso dinheiro... Reflitam a história e a diversidade de nosso país". A mudança, se confirmada, colocará Tubman no lugar do rosto do ex-presidente americano Andrew Jackson, que teve uma estátua com sua figura atacada durante protestos pela morte de George Floyd. No Brasil,...

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Foto: Téo de Miranda e João Almeida

Mestra Justina Ferreira da Silva, mulher quilombola que mantém tradições e memórias através da cultura alimentar em Mato Grosso

Justina Ferreira da Silva, é uma das 75 condecoradas com o título de mestre da Cultura do Estado de Mato Grosso, concedido através do Edital Conexão Mestres da Cultura - Marília Beatriz de Figueiredo Leite (Lei Aldir Blanc), da Secretaria de Cultura, esporte e lazer de Mato Grosso (SECEL-MT). A homenagem em vida é o reconhecimento à força que Justina carrega e propaga ao resguardar a cultura alimentar da Comunidade do Ribeirão do Mutuca, uma das 06 localidades que formam o Território Quilombola de Mata Cavalo, localizado no munícipio de Nossa Senhora do Livramento em Mato Grosso. Dona Justina, é filha de Rosa Domingas de Jesus e Miguel Domingos Ferreira de Jesus, bisneta de Vicente Ferreira Mendes, Neta de Mácario Ferreira de Jesus, casada com João Pedro da Silva, ela é trabalhadora rural, cozinheira, doceira, mãe de 07 filhos, sendo 04 homens e 03 mulheres, e com  a perca de um filho, ficaram 06 filhos,...

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Imagem da ativista Hariet Tubman vai estar nas notas de 20 dólares/ Foto retirada do site O Globo

Imagem da ativista negra Harriet Tubman vai substituir ex-presidente americano na nota de 20 dólares

A Casa Branca anunciou que vai retomar o projeto de incluir o retrato da ativista negra Harriet Tubman nas notas de 20 dólares. A ideia tinha sido abandonada pelo governo do Republicano Donald Trump. "O Tesouro está tomando as medidas para reativar os esforços e colcoar Harriet Tubman nas novas notas de 20 dólares", afirmou a porta-voz do governo do democrata Joe Biden Jen Psaki. "É importante que as nossas notas, o nosso dinheiro (...) reflitam a história e a diversidade do nosso país", disse. O projeto de ter Harriet Tubman na nota de 20 dólares nasceu no governo do democrata Barack Obama e tornará a ativista na primeira pessoa negra a ter sua imagem em uma nota de dólar americano. Harriet Tubman nasceu em 1822, no estado do Maryland. Escravizada desde o nascimento, foi açoitada e espancada durante a infância e a juventude, incluindo uma lesão craniana que a...

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Amanda Gorman (Foto: DAVE KOTINSKYGETTY IMAGES)

Quem é Amanda Gorman, a poeta de 22 anos convidada para a posse de Biden

Amanda Gorman tem apenas 22 anos e uma importante missão: ler um poema original na posse de Joe Biden, nesta quarta-feira, 20. Amanda é a mais jovem poeta a participar da posse de um presidente americano, e estará no lugar que já foi ocupado, por exemplo, pela lendária Maya Angelou (1928-2014) - ela leu On the Pulse of Morning quando Bill Clinton assumiu a Casa Branca em 1993, e até ganhou um Grammy de melhor texto recitado por isso. Amanda, que vai ler The Hill We Climb, poema que dá título ao seu livro que será publicado em setembro, quando também será lançada a obra ilustrada Change Sings, foi criada em Los Angeles, onde sua mãe é professora. Aos 16, foi nomeada poeta juvenil laureada de Los Angeles. Mais tarde, quando já era estudante de sociologia em Harvard, ela se tornou a primeira poeta juvenil laureada nacional. Ao New York...

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Barbie de Maya Angelou || Reprodução Instagram

Escritora e ativista Maya Angelou ganha Barbie em sua homenagem no mês da História Negra

Em fevereiro é celebrado nos Estados Unidos e no Canadá o mês da História Negra e, para homenagear a data, a Mattel vai lançar uma Barbie inspirada na escritora e ativista americana Maya Angelou, referência na literatura e na luta pelos direitos civis da população negra. A boneca faz parte da coleção ‘Mulheres Inspiradoras’, produzida desde 2018 para homenagear mulheres fortes e inesquecíveis do mundo todo, como Frida Kahlo, Amelia Earhart e Katherine Johnson. A boneca de Maya vem cheia de detalhes, como turbante e roupa em estilo afro, e com uma ‘réplica’ de sua autobiografia “Eu Sei Por Que o Pássaro Canta na Gaiola”. Até a diastema da escritora – quando os dentes da frente são mais separados – está lá. Pré-venda já está rolando no site da Mattel por U$ 29,99 ( cerca de R$ 160). Linda homenagem!   Ver essa foto no Instagram   Uma publicação compartilhada...

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Anielle Franco (Foto: Bléia Campos)

Mulheres pretas acadêmicas

Seguindo os últimos textos, onde destaquei algumas mulheres que seguem inspirando outras mulheres, hoje vou utilizar esse espaço para falar de duas mulheres negras e acadêmicas, que são imbatíveis. O espaço acadêmico definitivamente não foi pensado para mulheres negras. Isso em um contexto de diáspora, porém nós resistimos e existimos nesse lugar. Pensar a existência de mulheres negras ocupando cadeiras em lugares de conhecimento, formulando conhecimento, propagando ideias e sendo visíveis, não é algo comum e entendido como natural. Atualmente tem ocorrido mais, porém não com facilidade. Conquistar esses espaços, como a academia é resultado de uma corrida desigual, árdua, e incansável de mulheres como eu e tantas outras irmãs para conquistar objetivos, obter glórias, ou até simplesmente, sobreviver com dignidade em meio às desigualdades. árbara Carine fundou a Escolinha Maria Felipa, em Salvador (BA)Imagem: Acervo Pessoal Nesse caminho de resistência e ocupação de mulheres negras,...

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Mônica Calazans tem 54 anos e trabalha na UTI do Instituto de Infectologia Emílio Ribas (Foto: Arquivo pessoal)

Primeira a ser vacinada é mulher, negra e enfermeira do Emílio Ribas em SP

A primeira pessoa escolhida para tomar a Coronavac, vacina desenvolvida pela chinesa Sinovac em parceria, no Brasil, com o Instituto Butantan, é mulher, negra e enfermeira. Ela receberá o imunizante depois que a Anvisa aprovar o seu uso emergencial. Será a primeira, fora dos ensaios clínicos, a ser vacinada. Mônica Calazans tem 54 anos e trabalha na UTI do Instituto de Infectologia Emílio Ribas, em São Paulo. A instituição é referência no tratamento de doenças infecciosas. Ela deu plantão neste domingo (17) na UTI do hospital. A enfermeira foi imunizada minutos depois do aval da agência sanitária, numa estratégia do governador de São Paulo, João Doria, de aplicar a primeira vacina antes do governo de Jair Bolsonaro. O presidente da República tentou importar às pressas a vacina desenvolvida por Oxford/Astrazeneca da Índia para se antecipar a Doria. Mas o país não permitiu a exportação. Do grupo de risco, ela é...

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Ingrid Silva é a primeira bailarina negra e brasileira a ser palestrante principal em Harvard

A bailarina brasileira Ingrid Silva foi convidada para ser a palestrante oficial no evento da Harvard Lead Conference, que será no próximo dia 17 de janeiro. O anúncio foi feito pela própria Ingrid em sua conta do Twitter, nesta segunda-feira: “E com muito Orgulhoooo que eu compartilho esta novidade inédita com vocês. Eu vou ser palestrante principal, que será dia 17 de Janeiro. Eu sou a primeira brasileira e a primeira bailarina negra a ser palestrante principal”. E com muito Orgulhoooo que eu compartilho esta novidade inédita com vocês. Eu vou ser palestrante principal, no evento da Harvard Lead Conference que será dia 17 de Janeiro. Eu sou a primeira brasileira e a primeira bailarina negra a ser palestrante principal. #GRATIDÃO pic.twitter.com/Oy4YPkReO1 — Ingrid silva (@ingridsilva) January 11, 2021 Nascida e criada no bairro de Benfica, no Rio de Janeiro, Ingrid Silva se tornou a primeira bailarina do Dance Theatre...

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Pesquisadoras também produziram livreto em homenagem às profissionais que atuam no combate ao coronavírus - Ilustrações: Marcelo Jean Machado

Projeto dá visibilidade ao trabalho de cientistas negras brasileiras de forma lúdica

A ciência também é coisa de menina Quantas mulheres pesquisadoras que atuam no mundo das ciências você conhece? E quantas delas são negras? Embora o racismo e o machismo enraizados na sociedade brasileira as invisibilizem e tornem difícil elencar um número considerável desses nomes, as pesquisadoras são muitas e ocupam cada vez mais espaço na produção científica de diversas áreas do conhecimento. Com o objetivo de ecoar o trabalho dessas profissionais, o grupo de extensão Meninas e Mulheres nas Ciências, da Universidade Federal do Paraná (UFPR) produz uma série de materiais didáticos e lúdicos que nos permitem entrar em contato com trajetória e conquistas dessas mulheres. Acessando o livro de passatempos online Cientistas Negras: Brasileiras, por exemplo, é possível conhecer a história de Sônia Guimarães, primeira mulher negra brasileira a ser doutora em Física e primeira professora negra do Instituto Tecnológico da Aeronáutica (ITA), por meio de um caça-palavras. É também procurando...

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Divulgação

2º Festival Frente Feminina abre inscrições e seleciona artistas negras para residência artística virtual

Realizando sua segunda edição, o Festival Frente Feminina (FFF) abre inscrições gratuitas até 24 de janeiro para a Residência Artística EnCena Preta: afetividades, ancestralidades e brasilidades em narrativas performáticas. A residência será realizada virtualmente, de 08 a 22 de fevereiro, com patrocínio do Programa Pontes, uma parceria do Oi Futuro e British Council que promove conexões e trocas com artistas do Reino Unido. “Nosso festival ganhou este presente este ano. O Oi Futuro e o British Council vão proporcionar uma edição muito mais potente e ampliada. Vamos fazer uma conexão do Brasil com a Inglaterra, unindo 20 mulheres negras de todo o país com a artista britânica Marissa Lestrade, que tem um trabalho engajado com meninas e mulheres em situação de vulnerabilidade na África”, celebra Larissa Mauro, curadora da Encena Preta com as atrizes Mariana Nunes e Shirley Cruz. Idealizado por Larissa e pelas artistas brasilienses Anna Marques e Catarina Accioly como um festival voltado para mulheres artistas de Brasília, este ano o FFF assume como conceito temático o Afrofuturismo,...

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A cantora Alaíde Costa Kazuo Kajihara/ Sesc-SP

‘Não tenho muito o que me queixar da vida’, diz a cantora Alaíde Costa

Passadas mais de seis décadas de carreira, a cantora Alaíde Costa, 85, diz que ainda sente frio na barriga antes de subir ao palco. “Até hoje sou uma pessoa bem tímida”, conta. “Mas naquela época era muito mais. Chega na hora, a gente acaba vencendo a timidez e segue em frente”, continua. A música sempre esteve presente na vida de Alaíde. Ela diz que o acontecimento que realmente a incentivou a seguir carreira no ramo foi quando se apresentou no programa de calouros comandado por Ary Barroso, quando tinha 16 anos. “Ele me deu nota máxima”, diz. “E ele era muito exigente, sabe? Muito exigente mesmo. Já naquela época eu procurei cantar uma coisa diferenciada do que se ouvia.” Cantora associada à bossa nova, Alaíde diz que o cenário musical brasileiro, nos dias de hoje, está muito “confuso” e “esquisito”. “Muita coisa mudou. Aliás, muda a toda hora. A cada...

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