segunda-feira, junho 1, 2020

    Esquecer? Jamais

    Reprodução/Fabecook

    13 de maio de 1888 – 132 anos de Abolição: Homenagem a um grande abolicionista

    Para mim, André Pinto Rebouças, negro baiano nascido em 1838 e formado em engenharia pela Escola Militar do Rio de Janeiro, foi o maior líder da corrente progressista da Abolição da Escravatura. Essa articulação foi derrotada em favor da política imigrantista cujo propósito era excluir a população negra do projeto de nação e branquear a população. João Batista de Lacerda, representando o Brasil no Congresso de Raças em Londres, em 1911, garantia que dali a 100 anos, ou seja em 2011, não haveria nenhuma pessoa negra no Brasil. Senhores de escravizados, inconformados com a perda de sua propriedade e a recusa de indenização por parte da Princesa Isabel e de outras personalidades, da noite pro dia viraram republicanos e apoiaram a derrubada da monarquia pouco mais de um ano depois, por meio de um golpe militar. Numa economia eminentemente agrícola a perda da mão de obra foi um golpe inaceitável...

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    Reprodução/ Instagram

    Jornada em Defesa do Direito à História da Gente Negra

    A luta pela liberdade acompanhou toda a vigência da escravidão e se estendeu ao pós-abolição, período que alcança os dias atuais. As fugas, a formação dos quilombos e a rebeliões expressam algumas das múltiplas formas da resistência protagonizada pela gente negra escravizada. Ao mesmo tempo, muitos foram os caminhos que levaram à formação da maior população de homens e mulheres negras livres e libertas das Américas já no início do século XIX. No final dos anos 1860, o Brasil, junto com Cuba e Porto Rico, resistia em preservar o escravismo. A saída conservadora materializou-se na tentativa da abolição gradual por meio da Lei do Ventre Livre (1871) e da Lei dos Sexagenários (1885). . Com efeito, na década 1880, o movimento abolicionista ampliou sua força, recrutando diversos grupos sociais de tendências diversificadas. Afora a adesão de parcela do parlamento, as lutas abolicionistas ganharam corações e mentes por meio dos jornais,...

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    (THE NEW YORK PUBLIC LIBRARY DIGITAL COLLECTIONS)

    A história de três escravos africanos durante o colonialismo espanhol, contada por seus ossos – ScienceDaily

    Apesar da infâmia do comércio transatlântico de escravos, a pesquisa científica ainda precisa explorar completamente a história dos africanos escravizados trazidos para a América Latina. Em um estudo publicado no dia 30 de abril na revista Biologia Atual, os cientistas contam a história de três escravos africanos do século XVI identificados em um cemitério em massa na Cidade do México. Usando uma combinação de análises genéticas, osteológicas e isotópicas, os cientistas determinaram de onde na África eles provavelmente foram capturados, as dificuldades físicas que experimentaram como escravos e que novos patógenos eles podem ter carregado com eles através do Atlântico. Este estudo mostra uma imagem rara da vida dos escravos africanos durante a colonização espanhola inicial e como sua presença pode ter moldado a dinâmica da doença no Novo Mundo. “Usando uma abordagem interdisciplinar, desvendamos a história de vida de três indivíduos sem voz que pertenciam a um dos grupos...

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    ONU: ‘Só avançaremos quando confrontarmos juntos o legado racista da escravidão’

    Em uma mensagem em vídeo, o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, marca nesta semana o Dia Internacional em Memória das Vítimas da Escravidão, lembrado anualmente a cada 25 de março. no Nações Unidas Ele pediu que todos se manifestem contra todas as formas de racismo e manifestações de comportamento racista: “Precisamos, urgentemente, desmantelar as estruturas racistas e reformar as instituições racistas. Só avançaremos quando confrontarmos juntos o legado racista da escravidão.”  Em uma mensagem em vídeo, o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, marca nesta semana o Dia Internacional em Memória das Vítimas da Escravidão, lembrado anualmente a cada 25 de março. “Este memorial emocionante é um tributo a mulheres, homens e crianças que sofreram e morreram após serem forçados a atravessar o Atlântico em navios com escravos. Este foi um dos maiores crimes na história da humanidade”, disse Guterres. O tema deste ano para a data é:...

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    THE NEW YORK PUBLIC LIBRARY via BBC

    Suíça abre discussão para reparar dinheiro que o país ganhou com comércio de escravos nas Américas

    Políticos, personalidades, religiosos e acadêmicos suíços lançam uma iniciativa para avaliar o papel do país alpino na economia escravocrata nas Américas e pressionar para que haja alguma espécie de reparação às famílias das vítimas ou economias. Por Jamil Chade, do UOL THE NEW YORK PUBLIC LIBRARY via BBC No final do ano passado, foi formado o Comitê Suíço de Reparação da Escravatura (SCORES), defendendo que o país mergulhe para entender seu papel no tráfico de escravos e que, eventualmente negocie reparações, algo inédito na história da escravidão no continente americano. A avaliação é de que, ainda que não tenha mar, a Suíça lucrou com a escravidão entre a África e as Américas entre os séculos XVI e XIX. Portanto, em seu manifesto, o grupo insiste que a escravidão nas colônias por parte da Europa "exige reconhecimento e reparação imaterial e material". Ainda que a posição oficial...

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    Imagem retirada do site

    Lisboa vai finalmente ter memorial em honra dos escravos

    ​O objetivo principal do Memorial é prestar tributo à memória dos milhões de africanas e africanos escravizados por Portugal ao longo da sua História, nomeadamente entre os séculos XV e XIX. No Bantumen Imagem retirada do site Bantumen Uma nau com escravos, uma plantação de canas-de-açúcar e uma arena de encontros são as três propostas para uma construção, em Lisboa, que pretende homenagear as vítimas da escravatura perpretada por Portugal. As propostas vão a votos este sábado, 25, às 16 horas, na Biblioteca de Marvila. As obras de arte são da autoria de Grada Kilomba, Jaime Lauriano e Kiluanji Kia Henda e, após votação, a obra vencedora será edificada no Largo José Saramago O memorial, ao qual estará associado um centro interpretativo, é uma proposta vencedora do Orçamento Participativo de Lisboa, apresentada pela DJASS-Associação de Afrodescendentes. A criação de um memorial que preste homenagem aos milhões...

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    Os 216 anos da Revolução Haitiana, a maior revolta de negros em um país colonizado

    O primeiro dia de 2020 também foi o aniversário de 216 anos da Revolução Haitiana, cujo ápice se deu em 1º de janeiro de 1804, quando a colônia da América Central finalmente conquistou sua independência da França, produzindo a maior revolta bem-sucedida de escravizados no mundo colonial. Embora tenha custado muito a economia do novo país, continua sendo celebrada como marco da resistência negra no continente americano. O Haiti começou a ser colonizado em 1492, com o nome de Ilha de São Domingos, e, logo no início desse processo de colonização, houve o massacre dos seus povos originários. Com a vinda dos africanos como escravos para o país, esses foram submetidos a muita violência, a exemplo do que aconteceu no Brasil, e assim como ocorreu aqui, os negros criaram comunidades de resistência no Haiti, os Maroons, que equivaliam aos quilombos brasileiros. A história da revolução começa em 14 de agosto de...

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    Fonte: José Thomaz da Porciuncula, Relatório com que o Exmo Im. Dr. Thomaz da Porciuncula passou à Administração do Estado em 7 de Julho de 1890, 1890, p. 6.

    O massacre de 17 de novembro: Sobre raça e a república no Brasil

    Uma história política marcada pelo imaginário da raça é, antes de mais nada, uma história feita de silêncios, datas rasuradas, registros incompletos, apagamentos e cesuras que constituem a luta simbólica pelas formas de imaginar uma comunidade e estabelecer a sua memória coletiva. A narrativa oficial acerca da Proclamação da República no Brasil em 15 de novembro de 1889, em particular, a forma como a participação ou não da gente comum é retratada, e a insistência em tomar cidades como Rio de Janeiro e São Paulo qual metonímias explicativas sobre o que se passou em todo país muito nos têm ensinado a esquecer. Uma das imagens mais recorrentes acerca da instauração do regime republicano entre nós é aquela do povo bestializado, apático, sem tomar posição alguma frente ao golpe de Estado que encerrou o longo reinado de d. Pedro II. Se por um lado tal imagem denuncia o teor palaciano, antidemocrático,...

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    Remoção das famílias na Ilhota. Foto: CP Memória

    Onde estão os negros do Rio Grande do Sul?

    A população negra está no Estado desde os primórdios, mas, com o passar do tempo, esta presença foi sendo apagada da "história oficial". No Dia da Consciência Negra, saiba mais sobre este processo, suas consequências e como modificá-lo Por Eduardo Amaral, do Correio do Povo Remoção das famílias na Ilhota. Foto: CP Memória “Ao longo da minha trajetória, e de boa parte dos negros, a gente nunca se viu de fato representado, nunca teve aquela figura negra. Nos livros de história, monumentos, eu nunca me enxerguei”. Foi assim que pessoas como o jornalista Flávio Bandeira, 34 anos, nascido e criado em Porto Alegre, cresceram, sem ver pessoas como eles na história da sua cidade e estado, e ouvindo durante toda a vida que o papel que lhes cabia estava longe do sucesso profissional e da possibilidade de ocupar cargos de relevância por conta da sua cor...

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    Pesquisadora da UFRGS é premiada por cartografia de territórios negros nos mapas históricos de Porto Alegre

    Areal da Baronesa, Ilhota, Parque da Redenção, Bacia do Mont’Serrat e Colônia Africana – atual bairro Rio Branco. Esses são alguns dos territórios de Porto Alegre onde entre os anos 1800 e 1970 existiram espaços de moradia, de trabalho, de manifestações de práticas culturais, como carnavais e batuques, e de lazer das populações negras da Capital. Apesar desse conhecimento, informações mais detalhadas sobre esses territórios ainda são inexistentes e os povos negros seguem ocultados das narrativas oficiais sobre o processo de construção da Capital. Por Annie Castro, Do Sul21 Para mudar o cenário de invisibilização desses espaços, a professora de Geografia da Prefeitura Municipal de Porto Alegre Daniele Vieira decidiu usar seu mestrado no Programa de Pós-Graduação em Geografia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) para elaborar uma cartografia dos locais que foram ocupados pela população negra na cidade e recuperar a história desses territórios. Segundo ela,...

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    Países que tiveram escravos devem reparar vítimas, afirma relatora independente

    A relatora especial da ONU sobre formas contemporâneas de racismo, Tendayi Achiume, apresentou relatório à Assembleia Geral pedindo reparações por discriminação racial como forma essencial de cumprimento dos direitos humanos. Da ONU Relatora especial da ONU sobre raciscmo, Rendayi Achiume – Foto: Manuel Elias/ONU Achiume afirmou que racismo e discriminação são inseparáveis de suas raízes históricas e defendeu que países que tiveram colônias ou escravos devem aceitar que têm obrigações e responsabilidades, incluindo o pagamento de indenizações às vítimas e seus descendentes. Para ela, a maior barreira às reparações por colonialismo e pela escravidão é falta de vontade política e coragem moral. A relatora especial das Nações Unidas sobre formas contemporâneas de racismo, discriminação racial, xenofobia e intolerância correlata, Tendayi Achiume, apresentou relatório à Assembleia Geral pedindo reparações por discriminação racial como forma essencial de cumprimento dos direitos humanos. Para ela, a maior barreira às reparações...

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    Foto: Reprodução / etniabrasileira.com.br

    CMS aprova projeto que institui Dia em Memória aos Mártires da Revolta dos Búzios

    A Câmara de Vereadores aprovou na última quarta-feira (2) um projeto que institui o 8 de novembro como Dia Municipal em Memória aos Mártires da Revolta dos Búzios. O texto é de autoria de Marta Rodrigues (PT), e homenageia Luís Gonzaga das Virgens Veiga, João de Deus do Nascimento, Manuel Faustino dos Santos Lira e Lucas Dantas de Amorim Torres, todos enforcados e esquartejados exatamente no dia 8 de novembro de 1799, na Praça da Piedade. por Matheus Caldas, do Bahia Noticias Foto: Reprodução / etniabrasileira.com.br “A criação de um dia para homenageá-los é uma forma de diminuir o processo de invisibilização ao qual o povo negro foi submetido desde o descobrimento do Brasil”, explicou a parlamentar. “Até hoje, os livros de história do país continuam a recusar o protagonismo do povo negro na luta pela justiça social e pelo fim da escravidão por causa do...

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    Dora Milaje em cena do filme Pantera Negra

    Amazonas de Daomé: As mulheres mais temidas do mundo

    Bravas guerreiras da África Ocidental repeliram com sucesso invasores europeus Por FLÁVIA RIBEIRO , do Aventuras na História  Dora Milaje em cena do filme Pantera Negra Nansica, uma jovem soldada do reino de Daomé, no atual Benin, de cerca de 16 anos, se aproxima rapidamente de um sargento francês e o decapita com furor. Em seguida, tem seu corpo atravessado por uma baioneta e tomba de costas, braços estendidos para a frente. Na mesma batalha, um soldado gabonês de infantaria, recrutado pelos franceses, desarma outra militar de Daomé. Sem opção, ela rasga a garganta do inimigo com os próprios dentes. Apesar de a França ter conquistado Daomé em 1894, após duas guerras num período de 4 anos, a ferocidade das mulheres que compunham 1/3 das tropas do país africano ao longo do século 19 impressionou visitantes e soldados estrangeiros. “O valor das amazonas é real. Treinadas desde a...

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    Legenda da foto original diz apenas 'tipos negros'

    Artista restaura cor de brasileiros fotografados às vésperas da abolição

    Nada se sabe sobre o homem de cabelos grisalhos e olhar triste na foto acima, retratado pelo fotógrafo alemão Alberto Henschel no Brasil por volta de 1869, alguns anos antes da Lei Áurea. A legenda do retrato original, à esquerda, diz apenas "tipos negros". Por Letícia Mori, da BBC Legenda da foto original diz apenas 'tipos negros' (Imagem: MARINA AMARAL) O retrato à direita foi restaurado e colorido pela artista brasileira Marina Amaral e é uma das 22 fotografias que a artista está recuperando para sua série "Escravidão no Brasil". "Quando a gente olha para os números e para a escala enorme do que foi a escravidão, fica tudo meio abstrato. Mas quando consegue olhar para as pessoas... Ver cada rosto deixa tudo menos abstrato, cria uma conexão", disse à BBC News Brasil. A mineira de 25 anos é artista digital especializada em colorir fotos antigas...

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    ‘Temos uma sociedade que nem lembra dos horrores da escravidão’, diz escritor que conta histórias do povo negro no Twitter

    O homem africano que foi exposto junto a macacos do Zoológico de Bronx, nos Estados Unidos. O holocausto promovido no Congo pelo rei Leopoldo II da Bélgica. As estratégias do líder quilombola Benedito Meia-Légua para invadir senzalas e libertar negros escravos no Brasil. A africana que foi capturada para uma turnê no Reino Unido, onde foi obrigada a viver enjaulada e mostrar seu corpo para outros homens. Essas são algumas das narrativas já publicadas pelo publicitário e escritor Ale Santos no Twitter. Há pouco mais de um ano, o escritor decidiu utilizar a ferramenta de threads para contar histórias vivenciadas pelo povo negro no Brasil e em diversos locais do mundo. Por Annie Castro, do Sul21 Ale Santos utiliza o Twitter para compartilhar histórias do povo negro de diversos locais do mundo. (Foto: Luiza Castro/Sul21) Na última semana, Santos esteve em Porto Alegre para participar do...

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    Foto: EPA / JUSTIN LANE

    Guterres: Comércio transatlântico de escravos foi “terrível manifestação de barbaridade humana”

    Secretário-geral da ONU defendeu que é preciso "continuar a lutar contra o racismo e preconceito", indicando que "mais de 15 milhões de pessoas foram vítimas deste desprezível crime ao longo de 400 anos". por Lusa no Sabado.Pt Foto: EPA / JUSTIN LANE O secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), António Guterres, afirmou hoje que o comércio de escravos através do Oceano Atlântico foi "uma das mais terríveis manifestações da barbaridade humana". "O comércio transatlântico de escravos foi umas das mais terríveis manifestações da barbaridade humana", escreveu o português na plataforma social Twitter, acrescentando que "mais de 15 milhões de pessoas foram vítimas deste desprezível crime ao longo de 400 anos". António Guterres conclui a sua publicação, defendendo: "Devemos honrar a sua memória enquanto continuamos a lutar contra o racismo e preconceito". Hoje cumprem-se 400 anos desde que escravos africanos chegaram a território norte-americano, marco assinalado...

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    1967: Miséria da população negra causa conflitos nos EUA

    No dia 13 de julho de 1967, começavam os conflitos raciais em Newark, em Nova Jersey. Os distúrbios foram desencadeados por protestos contra a miséria e desemprego da população negra. Por Michael Kleff, Do Made for Minds O que começou como controle policial de um taxista na pequena cidade de Newark, no estado americano de Nova Jersey, acabou com o trágico saldo de 20 mortos, entre 13 e 17 de julho de 1967. Às portas de Nova York, milhares de negros saíram às ruas para jogar coquetéis molotov contra policiais. Vitrines foram destruídas, lojas saqueadas. Falou-se inclusive em franco-atiradores negros, mas posteriormente ninguém seria acusado formalmente. Revolução previsível A revista norte-americana Life considerou o episódio uma "revolução previsível", pois a precária situação dos 400 mil moradores de Newark era conhecida há muito tempo. Quinze por cento dos negros não tinham trabalho, o que contribuía para um alto índice de criminalidade. A construção de uma...

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    O Brasil precisa acertar as contas com os escravizados

    Anúncios da época da escravidão mostram por que o Brasil precisa acertar as contas com o passado Por Alexandre Andrada, Do The Intercept Brasil Foto: Domínio público AS ELITES BRASILEIRAS parecem ter um hábito secular de pôr uma pedra sobre o nosso passado. Apesar de sermos o país com a maior população negra fora da África, quase não há museus sobre o tema e mal estudamos o assunto nas escolas. O desconhecimento do brasileiro médio em relação aos horrores e às consequências da escravidão é enorme. O esquecimento não é um acaso, é um projeto.   Leia a matéria completa no The Intercept Brasil    

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    divulgacao: Diário do Rio

    Prefeitura deverá reparar crimes da escravidão e demarcar áreas da Pequena África

    Os vereadores Fernando William (PDT) e Teresa Bergher (PSDB) aprovaram a Lei nº 6.613/2019, que obriga a Prefeitura do Rio a reparar crimes de escravidão e a realizar a demarcação da área urbana como território histórico para a preservação de memória da presença do africano liberto e alforriado, de seu local de trabalho e de moradia na cidade do Rio de Janeiro. O local, situado no Centro da cidade, é conhecido como Pequena África. Por Felipe Lucena no Diário do Rio divulgacao: Diário do Rio “Mais importante que reparar crime histórico é ressarcir um coletivo humano com bens materiais e pecuniários. Por isso a importância da revitalização da Pequena África, para preservarmos a memória da presença do africano escravizado em nossa cidade”, afirmam os autores. O Brasil é signatário da declaração da “Conferência Mundial contra o racismo, a discriminação racial, a xenofobia e formas correlatas de intolerância”,...

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    Lançamento doc Não Vão Nos Calar – O Ilú Lava a Mentira

    Reprodução/Facebook Denunciando a mentira da suposta abolição da escravatura, através da pena da Princesa Isabel, o coletivo Ilú Obá De Min realiza todos os anos, a lavagem da escadaria da rua 13 de maio, no bairro do Bixiga. Do Facebook  O documentário NÃO VÃO NOS CALAR - O ILÚ LAVA A MENTIRA resgata a cerimônia desse ano e traz depoimentos que abordam o racismo estrutural no Brasil. Exibição seguida de debate e show do Ilú Obá De Min Sexta-feira, 5 de julho, às 19:00 horas Museu da Energia Alameda Cleveland, 601 (esquina com Al. Nothmann) Campos Elíseos NÃO VÃO NOS CALAR - O ILÚ LAVA A MENTIRA Direção: Aline Sasahara Realização: Associação Viacultural Co-patrocínio: Prefeitura Municipal de São Paulo Secretaria Municipal de Cultura    

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