terça-feira, julho 7, 2020

    Esquecer? Jamais

    Imagem do ex-presidente Teddy Roosevelt a cavalo foi esculpida com uma indígena e um negro caminhando ao lado dele (foto: Flickr)

    Museu de NY vai retirar estátua de Teddy Roosevelt por simbologia racista

    O Museu de História Natural de Nova York anunciou que vai retirar a estátua do ex-presidente americano Theodore Roosevelt da entrada principal da instituição, em um momento de intensa campanha nacional contra os monumentos históricos considerados racistas. O museu informou que fez o pedido ao prefeito de Nova York, Bill de Blasio, e que este aceitou em meio às manifestações nacionais contra o racismo e a brutalidade policial após a morte de George Floyd, um homem negro, por um policial branco em 25 de maio em Minneapolis. "Enquanto nos esforçamos para avançar na busca apaixonada de nossa instituição, nossa cidade e nosso país por justiça racial, acreditamos que a remoção da estátua será um símbolo de progresso e de nosso compromisso para construir e sustentar uma comunidade do museu inclusiva e equitativa e uma sociedade mais aberta", afirmou Ellen Futter, presidente do museu, em um comunicado. Teddy Roosevelt, que foi...

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    The Gulf Stream, 1899 - Winslow Homer ©The Metropolitan Museum of Art

    Na barriga do peixe grande

    No próximo dia 4 de setembro devemos relembrar uma data importante na história da nação brasileira: 170 anos do fim do tráfico transatlântico de africanos escravizados. Quando em 1850, pressionado pelos ingleses, Euzébio de Queiróz, então ministro da justiça, promulgou a segunda lei de abolição do tráfico negreiro, o Brasil já havia recebido 4,8 milhões do total de mais de 5,3 milhões de africanos deportados como escravos para trabalharem nas minas e plantações de algodão, açúcar e café, nos serviços domésticos e nas diversas atividades urbanas. Na história do comércio de africanos escravizados e de sua repressão, os tubarões protagonizaram boa parte das narrativas que detalham a travessia atlântica. Também na pintura, artistas como: Winslow Homer e Joseph M. W. Turner representaram, realisticamente, esses vorazes predadores que seguiam os navios negreiros, do ponto de compra até o ponto de venda, ávidos por destroçarem, em fração de segundos, os corpos dos...

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    Imagens da derrubada de estátua de comerciante de escravos do século 17 em Bristol ganharam o mundo (Foto: picture-alliance/empics/B. Birchall)

    Vamos derrubar estátuas para descolonizar

    Quando vi manifestantes derrubando a estátua do mercador de escravos Edward Colston em Bristol, senti que ela não seria a última dessa onda. Lembrou-me um assomo de ira semelhante quando, em 2015, estudantes da Universidade da Cidade do Cabo fizeram tombar o monumento ao imperialista Cecil Rhodes. Desde então, outros protestos em universidades da África do Sul profanaram mais estátuas da era colonial. Em Oxford, no país natal de Rhodes, milhares estão protestando pacificamente para remover outra estátua dele. Há quem considere anti-intelectual remover qualquer monumento, e argumente que essas figuras representavam os valores de sua época. Mas, e os valores de nossos tempos? Até que ponto o passado ainda controla o nosso presente? Numa época em que cidadãos negros ainda sofrem por todo o mundo, essas estátuas - assim como as ruas com nomes de racistas - não são meros monumentos. Elas lembram aos racistas que gente que demonstrou...

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    Estátua da Liberdade em montagem em Paris, 1878 (Imagem retirada do site Outras Palavras)

    As estátuas do nosso desconforto

    As estátuas parecem-se muito com o passado, e é por isso que sempre que são postas em causa nos viramos para os historiadores. A verdade é que as estátuas só são passado quando estão tranquilas nas praças, partilhando a recíproca indiferença entre nós e elas. Nesses momentos, que por vezes duram séculos, são mais intencionalmente visitadas por pombas do que por seres humanos. Quando, no entanto, se tornam objeto de contestação, as estátuas saltam do passado e passam a ser parte do nosso presente. Doutro modo, como poderíamos dialogar com elas e elas conosco? Claro que há estátuas que nunca são contestadas, quer porque pertencem a um passado demasiado remoto para saltar para o presente, quer porque pertencem ao presente eterno da arte. Estas estátuas só não estão a salvo de extremistas tresloucados, caso dos Budas de Bamiyan, do século V, destruídas pelos talibãs do Afeganistão em 2001. As estátuas...

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    Português ganhou dinheiro com tráfico de africanos para o Brasil depois que a atividade já havia deixado de ser legal no país (Foto: ACERVO FGM)

    Quem foi Joaquim Pereira Marinho, o traficante de escravos que virou estátua na capital mais negra do Brasil 

    Quando manifestantes antirracistas retiraram a estátua do britânico Edward Colston, no domingo (7), e a jogaram no fundo de um antigo porto de navios negreiros em Bristol, as imagens reacenderam debates sobre monumentos semelhantes na Europa e nos Estados Unidos. Enquanto isso, em Salvador, o porto onde chegou quase um terço dos africanos trazidos ao Brasil, a homenagem a um dos principais traficantes de escravizados continua imperturbável diante de uma praça pública no centro da cidade. Sua biografia ainda é conhecida, praticamente, apenas por historiadores. A estátua do português Joaquim Pereira Marinho, que fica diante do hospital Santa Izabel, no Largo de Nazaré, na capital baiana, é um exemplo de como país ainda lida com a memória da escravidão, de acordo com um grupo de historiadores que decidiu mapear as homenagens do tipo na cidade. "Aqui nós sequer temos ideia dos monumentos a figuras do passado que têm conexões com...

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    (Foto: Imagem retirada do site Correio Brazileinse)

    Faremos Palmares de novo

    O ano de 1988 foi marcado por experiências significativas que ficaram na memória do ativismo negro no Brasil. A promulgação da Constituição cidadã, contemplando demandas do segmento, o centenário da abolição da escravatura, ocorrido entre festas e protestos, e a criação da Fundação Cultural Palmares FCP/ MinC, em meio à turbulência resultante das divergências entre o Estado e expressiva parcela do movimento social, são episódios importantes que nos remetem a profundas reflexões. No momento em que se aproximava o centenário da abolição da escravatura, interpretações dissonantes acerca da ocasião tornaram-se perceptíveis para maior percentual da sociedade brasileira. A Nova República de José Sarney, primeiro presidente pós-ditadura, eleito indiretamente pelo Colégio Eleitoral na chapa encabeçada por Tancredo Neves, falecido antes mesmo de assumir o mandato, regozijava-se com a ideia de comemoração daquele centenário. A visão do Palácio do Planalto era um tanto distinta da referente ao Ministério da Cultura, que, nos...

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    Descendente da dinastia alemã Saxe-Coburgo-Gota, Leopoldo II foi rei dos belgas de 1865 a 1909 e é especialmente lembrado pela colonização do Congo Belga (Foto: Jonas Roosens/Belga/AFP)

    Estátua de Leopoldo II, rei que causou genocídio no Congo, é derrubada na Bélgica

    A cidade de Antuérpia, localizada no norte da Bélgica, derrubou a estátua incendiada do rei Leopoldo II para colocá-la em um museu. O monarca causou a morte de 10 milhões de africanos, a maioria da República Democrática do Congo. Em meio aos protestos antirracista no domingo (7) no país, estátuas do monarca foram alvo dos manifestantes em diversas cidades. Em Bristol, na Inglaterra, manifestantes derrubaram a estátua em homenagem ao traficante de escravos Edward Colston e a jogaram no rio da cidade. Segundo historiadores, Leopoldo II fez um reinado de 44 anos, a maior parte no final do século 19. Os monumentos em sua homenagem trazem à tona o passado colonial belga, marcado por exploração, violência e crueldade com povos africanos. Em Ghent, o monarca em bronze foi pintado de vermelho e recebeu um capuz no rosto, com as palavras “não consigo respirar” — a frase dita por George Floyd...

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    Estátua de Colombo sem cabeça, em Boston (foto: CBS Boston)

    Manifestantes “decapitam” estátua de Cristóvão Colombo nos Estados Unidos

    O navegador genovês Cristóvão Colombo, descrito em muitos livros de história como o “descobridor das Américas”, foi alvo de ira dos manifestantes antirracistas dos Estados Unidos, na noite de terça-feira (9). Em duas cidades, estátuas em sua homenagem foram atacadas por ativistas que o consideram um dos responsáveis pelo genocídio dos povos indígenas norte-americanos, e também um defensor do tráfico de escravos, atividade comercial comum em sua época, e durante muitos anos antes do seu nascimento e após a sua morte. Em Boston, estado de Massachusetts, os manifestantes decapitaram a estátua de Colombo que fica no Parque Byrd, e que amanheceu sem sua cabeça, sendo a principal curiosidade da paisagem local nesta quarta. A cabeça de Colombo foi deixada ao lado da estátua, que também teve as coisas pintadas com a inscrição “black lives matter” (“vidas negras importam”). A polícia está investigando autoria do ato. Já na cidade de Richmond,...

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    Simone Manuel (Foto: Robert Stanton/ USA Today Sport)

    A força negra que rompeu a barreira branca nas Olimpíadas

    Nos dias de hoje é comum ver negros como destaques em seus esportes nos Jogos Olímpicos. São casos de Usain Bolt, Simone Biles, Kobe Bryant, Serena Williams e Michael Jordan, apenas para citar alguns mais recentes. Mas nem sempre foi assim. Nos primórdios das Olimpíadas, o esporte era só para brancos e ricos. Aos poucos, no entanto, afrodescentes pioneiros como John Taylor, William Hubbard, Jesse Owens, Wilma Rudolph, Adebe Bikila, Cassius Clay e Adhemar Ferreira da Silva, entre outros, foram os responsáveis por mudar essa história. Os Jogos Olímpicos da era moderna foram disputados pela primeira vez em 1896, fim do século XIX. Naquela época, o esporte era algo que fazia parte exclusivamente da cultura da classes dominante, tanto que o profissionalismo era proibido. Quem recebesse dinheiro para praticar alguma modalidade perdia o direito de estar numa Olimpíada. Tais regras tiraram de cena os cidadãos mais pobres, faixa da sociedade...

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    Reprodução/YouTube

    Bolsonaro carrega um cemitério nas costas, afirma historiador

    “Uma das razões porque estamos entrando nessa tragédia com esse grau de mortes resulta, em grande parte, não apenas, da atitude do presidente negando a epidemia, pressionando pelo retorno ao trabalho. Felizmente temos prefeitos e governadores que, independentemente de partidos, abraçaram uma atitude mais científica. Se não estaria muitíssimo pior.  Bolsonaro tem um cemitério carregado nas costas. Ele e o Trump. É uma cadeia de servidão. O Brasil é um espelho distorcido dos EUA. Só que lá as instituições são mais sólidas e ativas”. A avaliação é do historiador João José Reis ao TUTAMÉIA (acompanhe no vídeo acima e se inscreva no TUTAMÉIA TV). Professor da Universidade Federal da Bahia, ele é dos principais pesquisadores da escravidão e das revoltas escravas no Brasil. Autor de “Rebelião Escrava no Brasil” (2003), sobre o levante dos malês em 1835, e do recente “Ganhadores” (2019), relatando a greve negra de 1857 na Bahia, ele...

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    Foto: Daniel Arroyo/Ponte Jornalismo

    132 anos de abolição: A luta pela nossa liberdade continua…

    13 de maio de 2020, hoje faz 132 anos da abolição da escravidão no Brasil, mas, afinal, que tipo de “Liberdade” conquistamos? Como usufruir esta tal liberdade em meio a tanta desigualdade social:  Somos a principal força de trabalho 54,9% e mesmo assim 64,2% estão desempregados (depois desta pandemia, este número irá aumentar). 47,3% das pessoas ocupadas que se declaram pretos e pardos estão em trabalhos informais, sem garantia dos seus direitos trabalhistas (IBGE, 2018).  As taxas de pobreza e de pobreza extrema são maiores entre a população negra, respectivamente: 32,9% e 8,8%.  A taxa de analfabetismo entre negros de 15 anos é mais que o dobro em comparação a de jovens brancos da mesma idade. Na região Norte e Nordeste este dado é ainda mais alarmante.  Negros e negras são as maiores vítimas de homicídios no Brasil. Nós mulheres negras somos as vítimas mais recorrentes de homicídios. 61% das...

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    Adobe

    132 anos da Abolição da Escravatura: Estamos livres?

    No dia 13 de maio de 2020 a Abolição da Escravatura completa 132 anos, uma data histórica para o Brasil e principalmente para a população negra (que teve seus povos ancestrais escravizados, desumanizados e exterminados) e agora, pergunto à vocês prezados leitoras e leitoras: nós negros e negras estamos livres?. Sou um militante ativista racial em Santa Maria e faço parte do Movimento Negro Unificado (MNU) movimento que nasceu nas escadarias em frente ao Teatro Municipal em São Paulo em 1978, denunciando por exemplo, as altas taxas de pessoas negras desempregadas, as opressões policiais truculentas e cotidiana, exigindo assistência para povo preto que encontrava-se abandonados nas ruas da capital paulistana e principalmente as constantes mortes de pessoas “de cor” ou seja, um verdadeiro extermínio da população negra. Novamente pergunto para vocês prezados leitores e leitoras: avançamos enquanto população negra e sociedade no geral? Vocês devem estar se questionando: “ele veio...

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    Reprodução/Fabecook

    13 de maio de 1888 – 132 anos de Abolição: Homenagem a um grande abolicionista

    Para mim, André Pinto Rebouças, negro baiano nascido em 1838 e formado em engenharia pela Escola Militar do Rio de Janeiro, foi o maior líder da corrente progressista da Abolição da Escravatura. Essa articulação foi derrotada em favor da política imigrantista cujo propósito era excluir a população negra do projeto de nação e branquear a população. João Batista de Lacerda, representando o Brasil no Congresso de Raças em Londres, em 1911, garantia que dali a 100 anos, ou seja em 2011, não haveria nenhuma pessoa negra no Brasil. Senhores de escravizados, inconformados com a perda de sua propriedade e a recusa de indenização por parte da Princesa Isabel e de outras personalidades, da noite pro dia viraram republicanos e apoiaram a derrubada da monarquia pouco mais de um ano depois, por meio de um golpe militar. Numa economia eminentemente agrícola a perda da mão de obra foi um golpe inaceitável...

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    Reprodução/ Instagram

    Jornada em Defesa do Direito à História da Gente Negra

    A luta pela liberdade acompanhou toda a vigência da escravidão e se estendeu ao pós-abolição, período que alcança os dias atuais. As fugas, a formação dos quilombos e a rebeliões expressam algumas das múltiplas formas da resistência protagonizada pela gente negra escravizada. Ao mesmo tempo, muitos foram os caminhos que levaram à formação da maior população de homens e mulheres negras livres e libertas das Américas já no início do século XIX. No final dos anos 1860, o Brasil, junto com Cuba e Porto Rico, resistia em preservar o escravismo. A saída conservadora materializou-se na tentativa da abolição gradual por meio da Lei do Ventre Livre (1871) e da Lei dos Sexagenários (1885). . Com efeito, na década 1880, o movimento abolicionista ampliou sua força, recrutando diversos grupos sociais de tendências diversificadas. Afora a adesão de parcela do parlamento, as lutas abolicionistas ganharam corações e mentes por meio dos jornais,...

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    (THE NEW YORK PUBLIC LIBRARY DIGITAL COLLECTIONS)

    A história de três escravos africanos durante o colonialismo espanhol, contada por seus ossos – ScienceDaily

    Apesar da infâmia do comércio transatlântico de escravos, a pesquisa científica ainda precisa explorar completamente a história dos africanos escravizados trazidos para a América Latina. Em um estudo publicado no dia 30 de abril na revista Biologia Atual, os cientistas contam a história de três escravos africanos do século XVI identificados em um cemitério em massa na Cidade do México. Usando uma combinação de análises genéticas, osteológicas e isotópicas, os cientistas determinaram de onde na África eles provavelmente foram capturados, as dificuldades físicas que experimentaram como escravos e que novos patógenos eles podem ter carregado com eles através do Atlântico. Este estudo mostra uma imagem rara da vida dos escravos africanos durante a colonização espanhola inicial e como sua presença pode ter moldado a dinâmica da doença no Novo Mundo. “Usando uma abordagem interdisciplinar, desvendamos a história de vida de três indivíduos sem voz que pertenciam a um dos grupos...

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    ONU: ‘Só avançaremos quando confrontarmos juntos o legado racista da escravidão’

    Em uma mensagem em vídeo, o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, marca nesta semana o Dia Internacional em Memória das Vítimas da Escravidão, lembrado anualmente a cada 25 de março. no Nações Unidas Ele pediu que todos se manifestem contra todas as formas de racismo e manifestações de comportamento racista: “Precisamos, urgentemente, desmantelar as estruturas racistas e reformar as instituições racistas. Só avançaremos quando confrontarmos juntos o legado racista da escravidão.”  Em uma mensagem em vídeo, o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, marca nesta semana o Dia Internacional em Memória das Vítimas da Escravidão, lembrado anualmente a cada 25 de março. “Este memorial emocionante é um tributo a mulheres, homens e crianças que sofreram e morreram após serem forçados a atravessar o Atlântico em navios com escravos. Este foi um dos maiores crimes na história da humanidade”, disse Guterres. O tema deste ano para a data é:...

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    THE NEW YORK PUBLIC LIBRARY via BBC

    Suíça abre discussão para reparar dinheiro que o país ganhou com comércio de escravos nas Américas

    Políticos, personalidades, religiosos e acadêmicos suíços lançam uma iniciativa para avaliar o papel do país alpino na economia escravocrata nas Américas e pressionar para que haja alguma espécie de reparação às famílias das vítimas ou economias. Por Jamil Chade, do UOL THE NEW YORK PUBLIC LIBRARY via BBC No final do ano passado, foi formado o Comitê Suíço de Reparação da Escravatura (SCORES), defendendo que o país mergulhe para entender seu papel no tráfico de escravos e que, eventualmente negocie reparações, algo inédito na história da escravidão no continente americano. A avaliação é de que, ainda que não tenha mar, a Suíça lucrou com a escravidão entre a África e as Américas entre os séculos XVI e XIX. Portanto, em seu manifesto, o grupo insiste que a escravidão nas colônias por parte da Europa "exige reconhecimento e reparação imaterial e material". Ainda que a posição oficial...

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    Imagem retirada do site

    Lisboa vai finalmente ter memorial em honra dos escravos

    ​O objetivo principal do Memorial é prestar tributo à memória dos milhões de africanas e africanos escravizados por Portugal ao longo da sua História, nomeadamente entre os séculos XV e XIX. No Bantumen Imagem retirada do site Bantumen Uma nau com escravos, uma plantação de canas-de-açúcar e uma arena de encontros são as três propostas para uma construção, em Lisboa, que pretende homenagear as vítimas da escravatura perpretada por Portugal. As propostas vão a votos este sábado, 25, às 16 horas, na Biblioteca de Marvila. As obras de arte são da autoria de Grada Kilomba, Jaime Lauriano e Kiluanji Kia Henda e, após votação, a obra vencedora será edificada no Largo José Saramago O memorial, ao qual estará associado um centro interpretativo, é uma proposta vencedora do Orçamento Participativo de Lisboa, apresentada pela DJASS-Associação de Afrodescendentes. A criação de um memorial que preste homenagem aos milhões...

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    Os 216 anos da Revolução Haitiana, a maior revolta de negros em um país colonizado

    O primeiro dia de 2020 também foi o aniversário de 216 anos da Revolução Haitiana, cujo ápice se deu em 1º de janeiro de 1804, quando a colônia da América Central finalmente conquistou sua independência da França, produzindo a maior revolta bem-sucedida de escravizados no mundo colonial. Embora tenha custado muito a economia do novo país, continua sendo celebrada como marco da resistência negra no continente americano. O Haiti começou a ser colonizado em 1492, com o nome de Ilha de São Domingos, e, logo no início desse processo de colonização, houve o massacre dos seus povos originários. Com a vinda dos africanos como escravos para o país, esses foram submetidos a muita violência, a exemplo do que aconteceu no Brasil, e assim como ocorreu aqui, os negros criaram comunidades de resistência no Haiti, os Maroons, que equivaliam aos quilombos brasileiros. A história da revolução começa em 14 de agosto de...

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    Fonte: José Thomaz da Porciuncula, Relatório com que o Exmo Im. Dr. Thomaz da Porciuncula passou à Administração do Estado em 7 de Julho de 1890, 1890, p. 6.

    O massacre de 17 de novembro: Sobre raça e a república no Brasil

    Uma história política marcada pelo imaginário da raça é, antes de mais nada, uma história feita de silêncios, datas rasuradas, registros incompletos, apagamentos e cesuras que constituem a luta simbólica pelas formas de imaginar uma comunidade e estabelecer a sua memória coletiva. A narrativa oficial acerca da Proclamação da República no Brasil em 15 de novembro de 1889, em particular, a forma como a participação ou não da gente comum é retratada, e a insistência em tomar cidades como Rio de Janeiro e São Paulo qual metonímias explicativas sobre o que se passou em todo país muito nos têm ensinado a esquecer. Uma das imagens mais recorrentes acerca da instauração do regime republicano entre nós é aquela do povo bestializado, apático, sem tomar posição alguma frente ao golpe de Estado que encerrou o longo reinado de d. Pedro II. Se por um lado tal imagem denuncia o teor palaciano, antidemocrático,...

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