quinta-feira, novembro 26, 2020

    Esquecer? Jamais

    Igreja que é símbolo de sincretismo e respeito a religiões de matriz africana em Salvador abriga túmulo de um dos maiores traficantes de escravizados da Bahia (Getty Images)

    O traficante que deu origem ao culto do Senhor do Bonfim e outras descobertas do ‘mapa da escravidão’ em Salvador

    Mas a praça diante da igreja homenageia um dos principais traficantes de africanos escravizados da Bahia. Seu túmulo, na verdade, está em destaque dentro do templo, já que ele foi o responsável por trazer a imagem que permitiu o culto ao Senhor do Bonfim no Estado. Em meio ao debate sobre homenagens a traficantes de seres humanos retirados da África — que ganhou nova força com os protestos de movimentos antirracistas nos Estados Unidos e na Europa neste ano — um grupo de historiadores decidiu jogar luz sobre esta e outras ligações esquecidas de homenagens, ruas e locais históricos de Salvador com a escravidão. Salvador foi o segundo maior porto de desembarque de africanos nas Américas durante a vigência do comércio transatlântico de pessoas escravizadas, atrás apenas do Rio de Janeiro. Estima-se que mais de 1,2 milhão de africanos chegaram à Bahia nos chamados navios negreiros. A iniciativa dos historiadores...

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    Ilustração de Solitude - Divulgação/Imagem retirada do site Aventuras na História)

    Paris anuncia estátua em homenagem a heroína dos escravizados de Guadalupe

    No último sábado, 26, Paris inaugurou um parque onde será inserida a estátua de Solitude, uma mulher negra grávida que enfrentou os horrores do período em Guadalupe, Caribe, no século 19. A inauguração foi realizada por Anne Hidalgo, prefeita da cidade. Filha de uma escrava africana com um marinheiro branco, Solitude se tornou uma “histórica heroína dos escravos de Guadalupe”, disse a cidade em comunicado. O monumento em homenagem a Solitude será colocado no jardim, que também recebeu o nome da mulher. Segundo Anne, a heroína foi uma "mulher que, por sua valentia e seu compromisso com a justiça e a dignidade, abriu junto com outros o caminho para uma abolição definitiva da escravidão na França". A prefeita também falou sobre a escultura: "Em breve, uma estátua desta heroína, a primeira de uma mulher negra em Paris, será colocada aqui". Quem foi Solitude? Presa e condenada à morte em 1802,...

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    Imagem retirada do site Racismo Ambiental

    Antônio Bento de Souza e Castro: O Chefe dos Caifazes

    Escrita por Luiz Antônio Muniz de Souza e Castro, seu bisneto, e por Debora Fiuza de Figueiredo Orsi, “A Redenção de Antônio Bento” (Reality Books) é a primeira biografia do juiz branco abolicionista que ajudava negros escravizados a fugirem do cativeiro em São Paulo. No texto abaixo, o autor fala um pouco sobre ele: “Sem dúvida alguma somos, Débora e eu, hoje no Brasil as pessoas mais habilitadas a falar sobre Antônio Bento, meu bisavô, depois de mais de uma década de pesquisas sobre a obra e vida deste herói tão pouco valorizado pela historiografia do Brasil. Podemos garantir que os leitores e estudiosos ficarão encantados com o que encontrão na biografia, pois nem só conhecerão detalhes que até hoje permaneceram sepultados em documentos da época, como também vem de forma definitiva esclarecer equívocos sobre sua vida que por falta de pesquisa foram sendo repetidos ao longo dos anos. “Esse descuido, perdoável...

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    Imagem extraída de HistoriaZine/Ceert

    Os Lanceiros Negros e a Revolução Farroupilha

    No dia 30 de abril de 1838, durante a Revolução Farroupilha (1835-1845), a mais longa guerra civil do Brasil, ocorrida na antiga Província de São Pedro (RS), o maestro negro, natural de Minas Gerais, Joaquim José de Mendanha (1800- 1885) se encontrava com sua banda, na Vila de Rio Pardo, quando o local foi atacado pelas tropas farroupilhas. Neste importante combate, conhecido como o do Barro Vermelho, os farroupilhas venceram , aprisionando o maestro e os músicos.     Conquistada a Vila de Rio Pardo, foi exigido  que o maestro Mendanha  compusesse  o hino da  República Rio-Grandense, que havia sido proclamada na manhã do dia 11 de setembro de 1836, nos Campos dos Menezes, pelo  Gen. Antônio Souza Netto (1803-1866). Esta proclamação ocorreu um dia após a vitória contra as tropas imperiais de Silva Tavares (1792-1872), na Batalha de Seival, em Bagé.   Desde a sua primeira execução, conforme a  edição, de 4/05/1839,...

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    Imagem retirada do site IAB

    IAB aprova em sessão histórica parecer favorável à reparação da escravidão

    A advogada encaminhará o parecer aos presidentes do Senado, Davi Alcolumbre, da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, e do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (CFOAB), Felipe Santa Cruz; ao ministro da Justiça e Segurança Pública, André Mendonça, e ao ministro-chefe da Casa Civil, general Braga Netto. Conforme o documento, “o objetivo da reparação da escravidão é reconstruir o modo de funcionamento da democracia brasileira e garantir a igualdade étnica-racial no exercício da cidadania, tendo como base o respeito à dignidade humana e o reconhecimento dos traumas da escravidão negra”. Os membros da comissão realizaram uma profunda análise jurídica da causa e das consequências do racismo estrutural e institucional. Eles discutiram a adoção de medidas que possam extinguir os resquícios da escravidão do cotidiano do País. Segundo Humberto Adami, “o parecer apresenta os fundamentos que legitimam a reparação da escravidão e destaca importantes ações afirmativas já adotadas, como...

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    Estátua do ex-rei belga Leopoldo II é coberta por tinta vermelha com uma marca do movimento Black Lives Matter em Bruxelas, na Bélgica. (Foto: FRANCOIS WALSCHAERTS / AFP)

    Europa reluta em indenizar a África pela colonização

    Em plena fúria global contra o racismo sistêmico, Burundi, um pequeno país na região dos Grandes Lagos africanos, anunciou que solicitará a seus antigos colonizadores, Alemanha e Bélgica, uma indenização de 36 bilhões de euros ― cerca de 225 bilhões de reais ― e a devolução de objetos roubados. Um grupo de especialistas composto por historiadores e economistas trabalhou desde 2018 para avaliar os danos econômicos sofridos pelo país durante o período colonial (1890-1962) e, com base nesse relatório, o Governo burundês prepara uma queixa formal, conforme anunciou o presidente do Senado local, Reverien Ndikuriyo. Os acadêmicos burundeses levaram em conta não só “os trabalhos forçados” e as penas “desumanas, cruéis e degradantes” impostas à população local durante a colonização mas também consideraram as consequências das políticas colonizadoras em longo prazo, com efeitos posteriores à independência. Especialmente, o decreto de 1931, que classificou a população em três grupos étnicos e...

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    Reprodução/Instagram

    Historiadores negros promovem jornada sobre os 170 anos do fim do tráfico transatlântico de africanos escravizados

    Há 170 anos, o fim do tráfico transatlântico de africanos escravizados passou a ser uma prioridade para o Estado brasileiro, que passou a tomar medidas concretas para interrompê-lo. Assim, a promulgação da Lei n. 581, em 4 de setembro de 1850, também conhecida como Lei Eusébio de Queirós, foi um evento crucial na formação e na história da nação brasileira, por razões que vão além da atuação do então ministro cujo nome batizou a lei. Em mais de três séculos, o Brasil se tornou o destino de aproximadamente 5,3 milhões de homens, mulheres e crianças, que foram arrancados da África e submetidos à escravidão em minas e plantações de açúcar, algodão e café, nos serviços domésticos e diversas atividades urbanas. Desse total, 4,8 milhões de pessoas sobreviveram à travessia. Ou seja, cerca de 500 mil vidas humanas foram perdidas em quase 10 mil viagens através do Atlântico. Em termos gerais,...

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    Peças da "Coleção da Magia Negra" sendo vistoriadas pela comissão dos direitos humanos da Alerj em 2017 (Foto: Arquivo Pessoal/Flavio Serafini)

    Após 75 anos, polícia libera bens que contam origem do candomblé no Rio 

    Um conjunto de oito anéis pode ajudar a reconstituir linhagens antigas da umbanda e do candomblé carioca. Os itens fazem parte da chamada Coleção da Magia Negra, formada por objetos apreendidos pela Polícia Civil no Rio. Após quase cem anos anos sob tutela da instituição, as 523 peças do acervo tiveram sua transferência para o Museu da República, no Catete, anunciada no começo de agosto. Segundo o historiador da Universidade Federal Fluminense (UFF) Luiz Gustavo Alves, os anéis de metal pertenciam a líderes de religiões afro-brasileiras. Os desenhos e inscrições talhados neles devem colaborar para ampliar a compreensão dos cultos praticados em uma época em que as manifestações religiosas de matriz africana eram alvo de perseguição no país. Além das joias, um grupo de 22 cachimbos é outro destaque da coleção, por, de acordo com o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), estar em bom estado de conservação....

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    Bandeira da Revolta de Búzios Imagem: Imagem Ilustrativa/Retirada do site UOL

    Pauta racial marcou projeto de revolução democrática no Brasil há 222 anos

    Em 12 de agosto de 1798, ou seja, há exatos 222 anos, iniciava em Salvador uma tentativa de revolução democrática e popular, reunindo escravizados, soldados e trabalhadores como ourives, artesãos, pedreiros e alfaiates. Inspirados nos ideais de liberdade e igualdade que haviam derrubado a monarquia francesa em 1789, os revoltosos baianos pretendiam um levante contra o poder colonial português, a proclamação de uma república e o fim da escravidão. A Revolta dos Búzios, como foi definitivamente nomeada pelo seu caráter racial, mostrou-se mais radical nos propósitos de independência do Brasil e mais republicano do que a Inconfidência Mineira, de 1789, porque trazia os anseios das classes subordinadas do Brasil colonial, incluindo na liderança negros e mestiços que sofriam discriminação social e racial, como os escravizados, trabalhadores explorados e os soldados que não conseguiam promoção por causa da cor. Ao longo da história, o movimento ganhou diversas denominações como Conjuração Baiana,...

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    A escritora Maria Firmina dos Reis, em desenho: não há imagem da autora disponível, e retrato que conhecido é na verdade da escritora gaúcha Maria Benedita Cãmara Imagem: Câmara dos Deputados/Reprodução/Imagem retirada do site TAB

    Autora negra antecipou o abolicionismo na literatura brasileira em 1859

    "Sei que pouco vale este romance, porque escrito por uma mulher, e mulher brasileira, de educação acanhada e sem o trato e a conversação dos homens ilustrados (?)." É assim que Maria Firmina dos Reis (1822-1917), então professora de primeiras letras de São José de Guimarães, vila litorânea no Maranhão, inicia "Úrsula", obra publicada em 1859. Pedindo licença para que o livro pudesse caminhar entre nós, a autora, registrada como "uma maranhense" no frontispício da primeira edição, não poderia imaginar qual seria o impacto de sua "tímida e acanhada" produção: "Úrsula" não apenas se tornou a obra inaugural de nossa literatura afro-brasileira — marcando de vez a posição de Firmina na historiografia literária nacional —, como antecipou em no mínimo dez anos os debates abolicionistas que viriam aterrissar nas terras do então Império. Conhecido como o primeiro romance de autoria negra e feminina no Brasil — e o primeiro no...

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    Mais de 12 milhões de africanos foram transportados à força de um lado ao outro do Atlântico para trabalhar como escravos nas Américas (Imagem: Reuters)

    Mapeamento genético revela novas origens de escravizados no Brasil

    Com base em amostras de DNA de 50,2 mil pessoas nas Américas e na África, coletadas de um banco de dados de milhões de amostras de empresas e projetos genômicos, pesquisadores da companhia 23andMe e da Universidade de Leicester (Reino Unido) traçaram um paralelo entre o perfil genético de descendentes de escravizados e os documentos históricos disponíveis sobre a escravidão. Os resultados foram publicados no periódico American Journal of Human Genetics. Muitas das conclusões dos pesquisadores se aplicam à população afrodescendente do Brasil. A maioria das conclusões é consistente com o que historiadores já sabiam a partir dos registros históricos dos navios que transportavam os escravizados, mas a análise genética traz novidades. Ubuntu: o que significa filosofia africana e como pode nos ajudar nos desafios do hoje "O deslocamento forçado de mais de 12,5 milhões de homens, mulheres e crianças da África para as Américas entre 1515 e 1865 teve...

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    Luiz Gama (1880) Imagem: Wikipédia Commons

    Após ser ilegalmente escravizado, Luiz Gama fez dos jornais seu espaço estratégico

    No momento em que as lutas antirracistas mobilizam, em escala global, reflexões sobre os significados profundos de expressões como “racismo estrutural”, “vidas negras importam” e “parem de nos matar”, a coletânea Lições de resistência: artigos de Luiz Gama na imprensa de São Paulo e do Rio de Janeiro, com textos publicados entre 1864 e 1882, oferece conteúdo bastante apropriado para o público brasileiro. O livro, organizado por Ligia Fonseca Ferreira, figura como uma ferramenta relevante para o diálogo com o passado interessado no entendimento das duradouras dinâmicas de violência cometidas contra a população negra no país. Última nação das Américas a abolir o escravismo, após ter absorvido o maior contingente de mulheres e homens africanos escravizados via tráfico transatlântico, o Brasil assistiu aos esforços de representantes da elite nacional, marcadamente branca, para instituir narrativas históricas que alegavam a vigência de uma “escravidão branda” e de uma sociedade remida do “ódio...

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    Foto: Derek R. Henkle/AFP

    Cidade de Chicago retira estátuas de Cristóvão Colombo após protestos

    O gabinete da prefeita da cidade informou em comunicado que a decisão foi tomada "depois de consultar várias partes interessadas e em resposta aos protestos que se tornaram inseguros tanto para os manifestantes como para a polícia". "Esse é um esforço para proteger a segurança pública e preservar um espaço seguro para o diálogo inclusivo e democrático sobre símbolos em nossa cidade", acrescentou o comunicado à imprensa, antecipando que a prefeita de Chicago, Lori Lightfoot, anunciará um processo de avaliação dos vários monumentos e murais da cidade. No último fim de semana, ativistas e autoridades eleitas pediram à prefeita que retirasse a estátua de Colombo do Grant Park, após um confronto entre a polícia e os manifestantes que terminou com feridos e 12 detenções. No comunicado desta sexta-feira (24/7), o gabinete da prefeita referiu-se aos esforços dos manifestantes em derrubar a estátua no Grant Park por conta própria "de uma...

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    Estatua de manifestante do 'Black Lives Matter' substitui monumento de escravocrata derrubada no mês passado em Bristol (Foto: Reprodução/Instagram)

    Estátua de manifestante do movimento ‘Black Lives Matter’ substitui monumento de traficante de escravos em Bristol, Inglaterra

    Bristol, uma cidade na Inglaterra a quase 200 km de Londres, chamou a atenção do mundo todo, no mês passado, depois que manifestantes do movimento 'Black Lives Matter' derrubaram uma antiga estátua de um traficante de escravos do século XVII e a jogaram no rio Avon. O monumento de bronze, que homenageava Edward Colston (1636-1721), estava instalado no centro do municipio desde 1895, porém, com os debates acerca da justiça racial e do racismo, o objeto vinha se tornando cada vez mais controverso e foi alvo durante as manifestações que aconteceram depois da morte do segurança negro, George Floyd, nos Estados Unidos. Hoje, a região voltou a ser manchete internacional, pois o pedestal que abrigava o monumento do escravocrata ganhou uma nova moradora. É que um artista britânico, chamado Marc Quinn, projetou uma estátua que representa uma manifestante negra do movimento que surge com o punho erguido em uma saudação ao Black Power, e a instalou no...

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    Reino Unido endividou-se para proteger escravocratas

    Conforme relembrou recentemente o jornal britânico The Telegraph, somente em fevereiro de 2015, o governo do Reino Unido, à época liderado pelo conservador David Cameron, finalmente terminou de pagar uma dívida descomunal de origem vergonhosa, contraída 180 anos antes. Tratava-se da liquidação dos últimos pagamentos referentes a um imenso empréstimo contraído em 1835, pelo tesouro britânico, e que teve como objetivo indenizar proprietários de empresas agrárias nas colônias caribenhas que tiveram “perdas de propriedades” a partir da abolição da escravidão. Calculadas a partir do número de “propriedade perdidas”, isto é, mulheres, homens e crianças libertas, as indenizações foram oficializadas em 1837, através da promulgação do Slave Compensation Act (Ato de Compensação Escravocrata, em tradução livre), cinco anos após a aprovação da abolição da escravidão, em 1833, pelo parlamento inglês e pelo rei William IV. Para indenizar os quase 47 mil proprietários de escravos que se sentiram prejudicados pelo fim do...

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    Josh Johnson em ação pelo Washington Redskins — Foto: Christopher Hanewinckel / USA Today

    Washington Redskins vai mudar nome e logo na NFL após pressão antirracista

    Após pressão de grupos antirracistas, o Washington Redskins anunciou que vai mudar o nome da franquia. Nesta segunda-feira, a diretoria divulgou um comunicado afirmando que vai buscar uma nova marca para o time, um dos mais tradicionais da NFL, a liga de futebol americano. O time de Washington levou em consideração os recentes eventos antirracistas que aconteceram nos Estados Unidos e também as opiniões da comunidade, que pede pela mudança do termo "redskins" (peles vermelha), por conta da sua conotação racista com os índios, povo nativo americano. O time foi batizado com o termo em 1933, quando saiu de Boston para Washington, e deixou de se chamar Braves. Em 2013, Dan Snyder, dono da franquia, chegou a dizer que o time nunca trocaria de nome. Há dez dias, porém, a franquia de Washington já havia admitido a possibilidade de mudança.   Ver essa foto no Instagram   Uma publicação compartilhada...

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    Entre 1831 e 1850, navios com a bandeira norte-americana corresponderam a 58,2% de todas as expedições negreiras com destino ao Brasil (Imagem: SLAVERYIMAGES )

    Como os EUA lucraram com tráfico de africanos escravizados para o Brasil

    Pesando 122 toneladas e com um valor estimado em US$ 15 mil dólares, a Mary E. Smith foi construída em Massachusetts especificamente para o tráfico negreiro. Antes mesmo de deixar Boston rumo à África, no dia 25 de agosto de 1855, a escuna chamou a atenção das autoridades britânicas e norte-americanas. Houve até uma tentativa de prisão na saída, mas o capitão, Vincent D. Cranotick, conseguiu expulsar os intrusos e partir. Poucas embarcações do tráfico foram tão monitoradas quanto a Mary E. Smith. A Marinha no Rio de Janeiro, ao receber a correspondência dos EUA, alertou oficiais britânicos, brasileiros e americanos sobre a chegada iminente da escuna. Ao se aproximar da costa, foi abordada pelo navio de guerra Olinda e levada para Salvador, na Bahia. A situação era preocupante. Majoritariamente jovens com entre 15 e 20 anos, os africanos padeciam de diversas doenças — nos 11 dias de viagem entre...

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    Tebas, o escravo que virou arquiteto (Foto: Wikimedia Commons)

    Quem foi Tebas, escravo que virou arquiteto em meio ao Brasil Colonial

    Após ser alforriado aos 58 anos, Joaquim Pinto de Oliveira, mais conhecido como Tebas, se tornou arquiteto na cidade de São Paulo durante o Brasil Colonial. Nascido em Santos, litoral paulista, em 1721, teve sua profissão reconhecida apenas em 2018, mais de 200 anos depois de sua morte, quando o Sindicato dos Arquitetos no Estado de São Paulo (Sasp) o homenageou com base em documentos oficiais reunidos pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN). O jornalista Abilio Ferreira, organizador do livro Tebas: um negro arquiteto na São Paulo escravocrata (2019) aponta que Oliveira não foi uma exceção, mas um personagem importante para enaltecer esse segmento esquecido da população colonial. “Os africanos transplantados para as Américas trouxeram consigo muitos conhecimentos, principalmente sobre o trabalho com pedras e metais", afirma Abilio, em entrevista a Casa Vogue. Tebas foi escravizado pelo português Bento de Oliveira Lima, mestre de obras com quem...

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    O deputado lembra que "o projeto prevê a criação do 'Museu da História da Escravidão e Invençãoda Liberdade (Foto: Ascom)

    PL que determina a retirada de estátuas de escravocratas em espaços públicos é apresentada na Bahia

    A Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA) recebeu projeto de lei de autoria do deputado Hilton Coelho (PSOL) que determina a retirada de estátuas, monumentos, placas, ou toda e qualquer outra forma de homenagem ou valorização de figuras históricas que estiveram ligadas ao comércio escravagista com a África. Deve ser feita a retirada dos prédios, espaços públicos, ruas, rodovias, viadutos e logradouros, e de toda e qualquer obra ou bem público do Estado da Bahia. Essas peças serão encaminhadas para um Museu estadual criado para este fim e também previsto no projeto de lei. De acordo com o projeto uma comissão elaborará relatório acerca dos principais personagens históricos que contribuíram para a escravização humana no Brasil, no período de 1500 a 1888. Identificará, também, a localização das peças que se refiram a tais personagens históricos. “Com a aprovação de nosso projeto, fica proibida a atribuição de nomes d e tais personagens,...

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    Imagem do ex-presidente Teddy Roosevelt a cavalo foi esculpida com uma indígena e um negro caminhando ao lado dele (foto: Flickr)

    Museu de NY vai retirar estátua de Teddy Roosevelt por simbologia racista

    O Museu de História Natural de Nova York anunciou que vai retirar a estátua do ex-presidente americano Theodore Roosevelt da entrada principal da instituição, em um momento de intensa campanha nacional contra os monumentos históricos considerados racistas. O museu informou que fez o pedido ao prefeito de Nova York, Bill de Blasio, e que este aceitou em meio às manifestações nacionais contra o racismo e a brutalidade policial após a morte de George Floyd, um homem negro, por um policial branco em 25 de maio em Minneapolis. "Enquanto nos esforçamos para avançar na busca apaixonada de nossa instituição, nossa cidade e nosso país por justiça racial, acreditamos que a remoção da estátua será um símbolo de progresso e de nosso compromisso para construir e sustentar uma comunidade do museu inclusiva e equitativa e uma sociedade mais aberta", afirmou Ellen Futter, presidente do museu, em um comunicado. Teddy Roosevelt, que foi...

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