quinta-feira, outubro 22, 2020

    Saúde

    Estudo teve como base dados de pacientes que receberam tratamento nos Estados Unidos Imagem: Istock

    Câncer de mama: espera de negras para iniciar tratamento é mais longa

    Um estudo publicado recentemente no periódico científico Cancer sugere que, após um diagnóstico de câncer de mama, mulheres negras têm uma espera mais longa para o início do tratamento do que as mulheres brancas, além de maior chance de ter um tratamento com duração prolongada. A equipe de pesquisadores avaliou se esses dois aspectos do atendimento —tempo para atendimento e duração do tratamento— podem ser fatores contribuintes para um dado já levantado por outras pesquisas mais antigas: as mulheres negras enfrentam um risco maior de morrer por causa da doença, apesar das taxas semelhantes de diagnóstico em mulheres brancas, e essa disparidade é especialmente alta entre as mulheres mais jovens. Como o estudo foi feito A análise incluiu 2.841 participantes (números aproximadamente iguais de mulheres negras e brancas) com câncer de mama em estágio entre um e três, com dados do Carolina Breast Cancer Study, um estudo populacional de mulheres...

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    Cida Bento (Foto: Carolina Oms/Believe.Earth)

    ‘Se precisar, peça ajuda’

    Neste Setembro Amarelo, mês da prevenção ao suicídio, vale lembrar que, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS - 2020), o Brasil é o segundo país com maior número de depressivos nas Américas. É também o país com maior prevalência de ansiedade no mundo, e o suicídio é a terceira principal causa externa de mortes. Angústia, ansiedade e depressão, que já eram um problema no país, dispararam e, em alguns casos, quase dobraram com a pandemia da Covid-19, segundo as Nações Unidas (2020), e são fatores de risco para o suicídio. Os índices de suicídio são altos em grupos que foram vulnerabilizados pela discriminação e pela exclusão social e mais afetados pelas crises como os desempregados, os que vivenciam a insegurança alimentar, os que são alvos da violência policial e aqueles que vivem em territórios brasileiros permanentemente ameaçados pela invasão predatória e pela ausência de políticas públicas. O perfil das...

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    Reprodução/Tide Setubal

    Projeto Saúde Emocional de A a Z inova no acolhimento a professores

    Com a implementação do ensino remoto às pressas após o início da pandemia Covid-19, os desafios em lidar com as tecnologias e todas as dificuldades trazidas pelo isolamento social, houve um aumento significativo do estresse e uma ampliação das questões de saúde mental dos professores. A questão não é de agora. Em 2018, uma pesquisa realizada pela Associação Nova Escola com 4,8 mil educadores e educadoras detectou que 66% das docentes já se afastaram do trabalho por saúde e 87% delas acreditam que o trabalho lhes causa problemas físicos e emocionais. Chamado A Saúde Mental do Educador Brasileiro, o estudo serviu de partida para o projeto. Porém, essa situação agravou-se com as consequências da pandemia de Covid-19 na educação e, por isso, ganhou novos contornos. Realizada pela Associação Nova Escola em parceria com a Fundação Tide Setubal e apoio da Fundação Lemann, o movimento Saúde Emocional de A a Z pretende ser um espaço para...

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    Em casa, Emanuelle Góes analisa dados sobre as disparidades raciais na pandemia Arquivo pessoal

    “É considerado normal 100 mil pessoas morrerem e a maioria ser pobre, negra, do Nordeste, da periferia, do Norte, indígena”

    Depoimento concedido a Maria Guimarães Trabalho com racismo na saúde: o acesso a serviços e as desigualdades entre pessoas negras e brancas. O foco da minha pesquisa são as mulheres negras, em comparação às brancas.  No doutorado trabalhei com direitos reprodutivos, o foco era como as mulheres de diferentes grupos raciais são atendidas quando estão em situação de abortamento. Verifiquei que as mulheres negras tinham mais dificuldade e também medo de procurar atendimento, por receio de serem maltratadas. Esse medo se confirma, porque realmente elas sofrem barreiras institucionais, como aguardar mais por uma vaga. Tudo o que já é naturalmente difícil para as mulheres no processo de aborto, que também envolve estigma, se potencializa para as mulheres negras por causa do racismo institucional.  No ano passado iniciei um pós-doutorado para estudar desigualdades raciais e mortalidade por câncer de colo de útero e de mama no Centro de Integração de Dados...

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    Elsimar Coutinho (Foto: Adilton Venegeroles/Ag. A Tarde)

    Elsimar Coutinho e o domínio sobre o corpo de mulheres negras e seus filhos

    No turbilhão de conteúdos que lotaram as redes sociais no último final de semana sobre a sucessão de violências sofridas pela criança, uma menina de 10 anos, do Espírito Santo, vítima da monstruosidade criminosa do tio, da burocracia machista do Estado e do fanatismo religioso, que tentou impedir a esperança dela ainda viver um pouco da infância, como criança que é, dois conteúdos chamaram muito atenção. Primeiro uma charge que expressa a hipocrisia e a seletividade de quem se diz lutar pela vida. Outro, mais espantoso, foi um tuíte que recomendava como forma de convencimento àquelas pessoas que se encontravam na porta do hospital, acusando médico e criança de assassinos: digam que esse ser gerado do estupro poderá crescer e se tornar um marginal. Pronto, será suficiente para que eles preguem a morte. O tuíte, em outras palavras, expressava essa ideia, relacionada diretamente ao exercício que a sociedade vem fazendo...

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    (Foto: Sílvio Ávila/AFP)

    O que se sabe sobre síndrome que afeta crianças e pode ter relação com covid

    Faz pouco tempo que o Brasil começou a monitorar e relatar casos da síndrome inflamatória multissistêmica pediátrica (SIM-P), quadro potencialmente grave que afeta crianças e adolescentes e pode estar relacionado à covid-19. Por enquanto, pouco se sabe sobre esse quadro clínico, que apresenta diversos sintomas, atinge vários órgãos do corpo e, se não tratado correta e precocemente, pode matar. Para entender o que já se sabe a respeito da SIM-P, a reportagem conversou com Marco Aurélio Sáfadi, presidente do Departamento de Infectologia da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), e Saulo Duarte Passos, médico e professor titular de pediatria da Faculdade de Medicina de Jundiaí. Confira a seguir. Descrita como síndrome inflamatória multissistêmica (SIM-P), o quadro clínico é, possivelmente, uma reação grave e tardia à infecção pelo novo coronavírus. A condição pode afetar crianças e adolescentes de 0 a 19 anos, mas há Estados brasileiros que monitoram o quadro até 21...

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    Teste para coronavírus (Foto: Marijan Murat / AFP)

    Covid-19: 3,7 mil crianças de até 10 anos testaram positivo no DF

    Desde o primeiro diagnóstico do novo coronavírus no Distrito Federal, em 5 de março, a pandemia continua a avançar. Relatório mais recente da Secretaria de Saúde, divulgado nessa quinta-feira (20/8), mostra que há 143.759 infectados e 2,2 mil mortes da doença na capital. Entre os contaminados, 3.789 são crianças de até 10 anos. Além disso, a capital registrou a morte de duas crianças nessa faixa etária desde o início da pandemia. Uma dessas vítimas é um bebê de um mês e quatro dias, que morreu no Hospital Regional da Asa Norte (Hran) em 11 de junho. A menina não tinha comorbidades – outras doenças que agravam os sintomas da covid-19. No Distrito Federal, o grupo etário que mais registrou infecções pelo novo coronavírus é o de pessoas entre 30 e 39 anos. Ao todo, há 38.702 casos nessa faixa de idade. Em seguida, estão pessoas entre 40 e 49 anos...

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    FOTO: Nappy

    “Mortalidade materna por Covid entre negras é duas vezes maior que entre brancas”, diz doutora em Saúde durante live do CNS

    O Brasil ultrapassou a marca de 3 milhões de pessoas infectadas pelo novo coronavírus e registrou mais de 110 mil óbitos pela doença. Os dados são do acompanhamento realizado pelo Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass), atualizados no dia 19 de agosto. A realidade mostra que a pandemia tem cor, gênero e classe social: são as mulheres negras e pobres as mais afetadas. Sobre isso, o Conselho Nacional de Saúde (CNS) promoveu, na quarta-feira (19/08), um live com transmissão ao vivo pelas redes sociais. As análises das convidadas da live evidenciam que grupos com mais vulnerabilidades são mais expostos ao risco de contaminação, ao desemprego, à violência, à falta de acesso aos serviços de saúde e aumento da pobreza. Este foi 11º encontro do Comitê, que teve como foco os impactos do desfinanciamento do Sistema Único de Saúde (SUS) e do desmonte da Política de Saúde das Mulheres. [caption...

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    CLASSEN RAFAEL / EYEEM VIA GETTY IMAGES

    ‘Acompanhei gestantes de 10 anos em estado grave na UTI’: médica detalha os riscos de uma criança grávida

    A médica, com mais de 30 anos de profissão, conta ter presenciado casos que a deixaram entristecida. Entre eles, o de uma jovem de 13 anos com paralisia cerebral, que engravidou após ser abusada sexualmente. A obstetra também acompanhou meninas que lutaram pela vida após ao desenvolverem problemas de saúde causados por gestações precoces. "Esses casos de gravidez por estupro nessa faixa etária não são raros. Infelizmente, acontecem com certa frequência", pontua Melania, que é professora universitária na Paraíba e em Pernambuco. Segundo dados tabulados pela BBC News Brasil no Sistema de Informações Hospitalares do SUS, do Ministério da Saúde, o Brasil registra, em média, ao menos seis abortos por dia em meninas de 10 a 14 anos. O Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2019 aponta que quatro meninas de até 13 anos são estupradas a cada hora no Brasil. Associado ao trauma causado pelo abuso sexual, aquelas que engravidam...

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    A médica sul-africana Tlaleng Mofokeng é a nova relatora especial da ONU para o direito à saúde física e mental. Foto: UNAIDS

    Médica sul-africana é nova relatora da ONU para o direito à saúde física e mental

    “Cumprimento Tlaleng Mofokeng por sua nomeação como relatora especial das Nações Unidas para o direito à saúde — a primeira mulher africana a ser nomeada para esse importante papel”, disse Winnie Byanyima, diretora-executiva do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS). Tlaleng Mofokeng, médica sul-africana e ativista dos direitos das mulheres e dos direitos de saúde sexual e reprodutiva, foi nomeada nova relatora especial das Nações Unidas sobre o direito de todas as pessoas de usufruto do mais alto padrão possível de saúde física e mental. “Cumprimento Tlaleng Mofokeng por sua nomeação como relatora especial das Nações Unidas para o direito à saúde — a primeira mulher africana a ser nomeada para esse importante papel”, disse Winnie Byanyima, diretora-executiva do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS). “Eu sei que ela lutará pelos direitos humanos e por todas as pessoas, em todos os lugares, para que consigam os cuidados de...

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    Bianca Santana - Foto: João Benz

    Falsa polêmica sobre aborto viola direitos e dissemina narrativa ideológica

    Queiroz recebe mais uma vez o benefício de prisão domiciliar, depois de revogado, depois de ter sido encontrado na casa do advogado da família Bolsonaro, depois de mais de um ano foragido, depois de movimentar quase R$ 3 milhões em sua conta como operador do esquema de rachadinhas de Flávio Bolsonaro. Difícil acompanhar. O Ministério Público do Rio de Janeiro perdeu um prazo — veja bem, perdeu um prazo — de recurso no caso de investigação das tais rachadinhas. A primeira-dama Michelle Bolsonaro recebeu, entre 2011 e 2016, 21 cheques de Queiroz. Tem ainda compra de imóveis com dinheiro em espécie. Tem tuíte do presidente preocupado com os celulares de Adriano da Nóbrega, depois de o miliciano ter sido assassinado: "sem uma perícia isenta os verdadeiros criminosos continuam livres até para acusar inocentes do caso Marielle." Tem até denúncia de que o presidente disse que interviria no STF depois da...

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    Leonardo Sakamoto. (Foto: RFI/Rui Martins)

    Subcelebridades do ódio atacaram aborto de menina para se promoverem

    Insanidade não explica o que leva um grupo de fundamentalistas causarem tumulto, na porta de um hospital, exigindo que uma menina de dez anos, estuprada pelo tio por metade de sua vida, fosse obrigada a continuar uma gravidez indesejada. E, pior, chamando-a de assassina. Estavam ali pelos mais diferentes motivos - da incapacidade de sentir empatia pelo seu semelhante, passando pela necessidade de fazer parte de um grupo e dar algum sentido à sua existência até um intenso processo de desinformação aliado à deformação religiosa imposta por líderes que mentem sobre o sentido do cristianismo. Pois, em nenhum momento, os evangelhos trazem qualquer versículo que diga algo como "Ide e torturai as meninas vítimas de estupro em nome de meu pai, pois serão recompensados". Seria fácil e tentador afirmar que esse tipo de ambiente surgiu com a atual conjuntura política brasileira, mas tudo isso está aí muito antes de Giordano...

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    Exposição de vítimas de estupro tende a aumentar estigma em relação à criança e à família (Foto: Getty Images)

    Brasil registra 6 abortos por dia em meninas entre 10 e 14 anos estupradas

    Após autorização judicial, a menina foi levada a outro Estado no domingo (16/08) para interrupção da gravidez. Ela relatou que sofria abusos sexuais do tio desde os 6 anos e que não contava para os outros porque ele a ameaçava. O tio da criança está foragido. Embora o caso tenha virado pano de fundo de uma briga ideológica e venha sendo tratado como algo inédito, dados oficiais revelam que ocorrem no Brasil, em média, seis internações diárias por aborto envolvendo meninas de 10 a 14 anos que engravidaram após serem estupradas. Esses casos envolvem procedimentos feitos no hospital e internações após abortos espontâneos ou realizados em casa, por exemplo. Se o número parece alto para quem não acompanha o assunto, ele é pequeno perto da quantidade de estupros de crianças e adolescentes que ocorrem no Brasil: a cada hora, quatro meninas de até 13 anos são estupradas no país, segundo...

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    Camila Pitanga (Foto: Marcos Rosa)

    Com malária, Camila Pitanga defende o SUS. E isso nunca foi tão necessário

    No começo da pandemia do Coronavírus, foi noticiado que alguns dos ricos de Belém e Manaus criaram uma maneira de buscar tratamento. Eles alugavam jatinhos e se internavam em hospitais particulares de ponta de São Paulo. Esses hospitais são quase como grifes. Ricos e famosos, em geral, se internam no Albert Einstein ou no Sírio-Libanês (hospitais de referência, mas que nós, reles mortais, não pensamos na possibilidade de poder pagar). Pois Camila Pitanga, uma das atrizes mais respeitadas e conhecidas do Brasil, quebrou esse ciclo. Contaminada com malária, Camila contou ontem no Instagram que está se tratando com a filha no Hospital das Clínicas, em São Paulo, ligado ao SUS, e postou uma homenagem aos profissionais de saúde que cuidam dela. No fim do post, ela defendeu o Sistema Único de Saúde.   Ver essa foto no Instagram   Foram 10 dias de muito sufoco. Entre picos de febre alta,...

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    Malone Mukwende, o estudante de medicina que criou um guia para identificar sintomas de doenças na pele negra (Foto: Reprodução/Imagem retirada do Site Revista Galileu)

    Estudante cria guia para identificar sintomas de doenças na pele negra

    Foi durante suas aulas de medicina na St. George’s, Universidade de Londres, no Reino Unido, que o estudante Malone Mukwende percebeu algo sério: os sintomas descritos nos livros se referiam majoritariamente à pele branca. Por isso, o jovem decidiu voltar seus estudos para os diversos tons de pele negra — e, assim, publicou um guia pode melhorar o ensino e diagnóstico médico. "Éramos frequentemente ensinados a procurar sintomas como erupções vermelhas, que eu sabia que não apareceriam desta forma na minha própria pele", afirmou Mukwende, em entrevista ao BME Medics. "Ao sinalizar isso para os tutores, ficou claro que eles não conheciam outra maneira de descrever essas condições em pacientes com tons de pele mais escuros — e eu sabia que precisava mudar isso." Mukwende, então, decidiu criar o "Mind the Gap" ("Cuidado com o vão", em tradução livre), manual que mostra como os sintomas de diversas doenças se apresentam...

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    Marcelo Casal Jr./Agência Brasil

    Saúde pública e a pandemia de COVID-19 no Brasil

    Em  discussão  mais  recente  e  direcionada  as ações estatais,  podemos notar que após o Golpe de Estado de 2016, acontecimento que favoreceu a saída da presidenta Dilma Rousseff, Michel Temer na intenção de manter níveis econômicos satisfatórios, para mencionar alguns dos retrocessos, instituiu a Emenda Constitucional do Teto dos Gastos (EC nº 95/2016), que limita por 20 anos o financiamento das políticas de saúde, promoveu ainda a Revisão da Política Nacional de Atenção Básica (agosto de 2017) com mudanças na estratégia de organização dos serviços. Como assinala Bravo et al.:    Uma dessas questões é a perda de recursos federais destinados ao SUS estimada em R$ 654 bilhões de reais nesse período de 20 anos, em um cenário conservador (crescimento médio do PIB de 2% ao ano). Ao utilizar uma estimativa de crescimento maior (3% ao ano), a estimativa chega a R$ 1 trilhão. Ou seja: ao comparar a regra...

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    Cresce número de óbitos entre população preta e parda Foto: Agência Brasil

    Aumento de mortes por causas naturais é 3 vezes maior entre pretos e pardos do que entre brancos

    As pessoas que se declaram pretas e pardas são as que mais morreram durante a pandemia do novo coronavírus por causas naturais. O crescimento total de mortes entre pretos e pardos representa quase o triplo do aumento de óbitos entre brancos. Embora as mortes gerais no país tenham subido 13% desde o início da crise sanitária, há quatro meses, dados do Portal da Transparência do Registro Civil indicam que o aumento dos óbitos na população ocorreu de maneira desigual, quando comparado com os números do ano passado. Enquanto entre os pretos o crescimento no total de mortes foi de 31,1% e entre os pardos de 31,4%, para os brancos esse índice foi de 9,3%. Para a população indígena, o aumento foi de 13,2% e para os amarelos, 15,3%. O detalhamento das mortes é possível por conta das certidões de óbito repassadas aos cartórios. As doenças respiratórias também fizeram mais vítimas...

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    UTI exclusiva para pacientes da Covid-19 no Hospital Copa Star, em Copacabana Foto: Márcia Foletto / Agência O Globo

    ‘População foi liberada para ir ao abatedouro’, diz integrante do portal Covid-19 Brasil sobre redução do distanciamento

    Os municípios brasileiros que reduziram o distanciamento social esta semana podem ter em dez dias um aumento de 150% no número de infectados e mortos pelo coronavírus. A projeção é de um grupo de cientistas de universidades de São Paulo, que alerta para o risco da explosão no Brasil. O especialista em modelagem computacional Domingos Alves, do portal Covid-19 Brasil, que reúne cientistas e estudantes de várias universidades brasileiras, explica que as projeções são baseadas nos números oficiais e nas taxas de crescimento de casos registradas em cidades que afrouxaram o distanciamento, como Blumenau (SC), no Brasil, e Milão, na Itália, em fevereiro, o que levou a Covid-19 a explodir na Itália em março. Em Blumenau, o número de infectados aumentou 160% cinco dias após a reabertura de shoppings e lojas de rua. Segundo Alves, os municípios do Rio de Janeiro e de Guarulhos têm a situação mais crítica devido...

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    Júlio Croda é ex-diretor do Departamento de Imunizações e Doenças Transmissíveis (Foto: Wilson Dias/Agência Brasil)

    Vai ser ”um massacre”, diz ex-diretor da Saúde sobre flexibilizar isolamento

    O debate sobre a flexibilização do isolamento social em virtude da pandemia do novo coronavírus começa a ganhar corpo no Brasil. Estado mais afetado no país, São Paulo divulgou, na semana passada, um plano para dar início ao desconfinamento. O Amazonas segue caminho semelhante, mas, no interior, os rumos serão decididos individualmente pelos prefeitos. Especialistas, no entanto, alertam: as medidas que tornam a quarentena menos rígida devem ser tomadas coletivamente, considerando as necessidades de cada região. O sistema de saúde de Guarulhos, na Região Metropolitana de São Paulo, está no limite. Na última quinta-feira, um dia após o governador João Doria (PSDB) anunciar a flexibilização da quarentena no estado, 100% das unidades de terapia intensiva (UTIs) da cidade estavam ocupadas. Ao divulgar o plano, composto por cinco fases, o governo paulista estabeleceu uma série de indicadores para o flexibilização gradual. A capacidade ociosa de leitos é um deles. No dado...

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    Karine Santana é docente de Saúde Coletiva, doutoranda em Medicina e Saúde na Faculdade de Medicina da Universidade Federal da Bahia e pesquisadora no Núcleo de Estudos e Pesquisa em Gênero, Raça e Saúde (NEGRAS). Foto: Acervo Pessoal

    Resposta à pandemia deve considerar condições de saúde da população negra, diz sanitarista

    Karine Santana é docente de Saúde Coletiva, doutoranda em Medicina e Saúde na Faculdade de Medicina da Universidade Federal da Bahia e pesquisadora no Núcleo de Estudos e Pesquisa em Gênero, Raça e Saúde (NEGRAS). Leia a entrevista na íntegra. A Organização Mundial de Saúde classificou o novo coronavírus COVID-19 como pandemia, em 11 de março, instaurando alerta internacional em favor da saúde coletiva para responder à possibilidade de colapso dos serviços de saúde por conta do contágio e à alta de letalidade decorrente da doença. Nove dias depois, em 20 de março, o Congresso brasileiro decretou estado de calamidade pública decorrente da pandemia. No início de abril, os primeiros dados passaram a revelar o impacto da pandemia entre a população negra. O Ministério da Saúde revelou, em 10 de abril, que brancos e brancas eram 73,9% entre as pessoas hospitalizadas com a COVID-19, mas 64,5% entre as mortas. Negras...

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