Questões de Gênero

    Ana Lúcia Martins é a primeira vereadora negra eleita em Joinville (Foto: Facebook/Reprodução)

    Campanha de apoio nacional e internacional pela vida da professora e vereadora eleita Ana Lúcia Martins

    Desde o dia 15 de novembro, ainda antes do resultado das eleições municipais em Joinville (SC), a professora Ana Lúcia Martins (PT), a primeira mulher negra eleita vereadora na história da cidade, vêm sofrendo diversos ataques, como o hackeamento de suas redes sociais, comentários racistas e ameaças de morte. Logo no dia seguinte à sua eleição, um radialista de Joinville atacou Ana Lúcia Martins, afirmando que não poderia “comemorar uma petista no poder novamente” e que o seu partido “não deveria existir mais”. Naquele mesmo dia, no Twitter, um perfil respondia com ameaças os apoiadores que comemoravam a eleição de Ana Lúcia. Numa das mensagens, o criminoso escreveu o seguinte: “OS FASCISTAS MANDARAM AVISAR QUE ELA QUE SE CUIDE". Em outra, o autor das ameaças disse: "agora só falta a gente m4t4r el4 e entrar o suplente que é branco (sic)". No perfil do racista, havia outras mensagens de ódio...

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    @CANTADASPROGRESSISTAS

    A cultura do estupro e o “estupro culposo”

    Nos últimos dias ganhou grande repercussão o caso do processo criminal de estupro de vulnerável envolvendo a modelo Mariana Ferrer e o empresário André de Camargo Aranha. Acerca do caso muito vem sendo debatido e comentado na internet, principalmente por meio de mídias sociais, no entanto pouco se sabe de fato sobre o processo em razão de este tramitar em segredo de justiça. Nesse sentido, e firme na convicção de que no crime de estupro o segredo de justiça vem para defender o mínimo de integridade e privacidade da vítima (art. 5º, LX, da Constituição da República combinado com art. 201, §6º, do Código de Processo Penal), e não para poupar eventuais estupradores, aliado ao fato de que a própria Mariana já demonstrou o interesse em tornar o processo público (conforme noticiado aqui), bem como que a sentença já circula amplamente na internet, motivo pelo qual pude a ela ter...

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    Brenda Aparecida Azevedo Vieira dos Santos (Arquivo Pessoal)

    Meu lugar de fala

    Me gritaram: negra! e muitos falaram que não, que era parda. Me gritaram: negra! e alisaram o meu cabelo. quanto mais liso, mais aceita. aí é só não usar vermelho e não ser escandalosa igual preto. Me gritaram: negra! alguns falaram que eu nem não sou tão preta. me gritaram: negra! E esconderam toda minha história Me gritaram: negra! E eu chorei, porque queria ser parda. Porque mesmo tendo 132 anos de abolição me sinto escrava, padronizada, estereotipada e hipersexualidade ? Porque a carne mais barata, sempre é a minha carne negra? Porque esconderam nossa história? Aprendi sobre o nosso ouro, nossos antepassados, sobre nossas lutas, E que não teve compaixão Mas sempre existiu Dandaras! em contrapartida, muitos morrem sendo capitão do mato. Não sou feia, não sou estranha Não sou morena, não sou parda. Somos livres por Zacimba Gaba! Não tentem apagar os fatos! desvalorizam nossa cor mas gostam...

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    A filósofa e educadora Sueli Carneiro (Foto: Marcus Steinmayer)

    Mulheres negras e poder: um novo ensaio sobre as vitórias

    Em respeito às mais velhas, peço licença, agradeço e me pergunto: por onde andavam todos vocês, que não estavam lendo e ouvindo Sueli Carneiro? Em 2009, Sueli Carneiro (filósofa, escritora e ativista) escreveu um ensaio intitulado “Mulheres negras e poder: Um ensaio sobre a ausência”, afirmando que, infelizmente, a relação entre as mulheres negras e o poder era inexistente. Sueli não tratava apenas da ausência pela baixa representação, falava sobre aquelas mulheres negras que, mesmo presentes na institucionalidade, foram interrompidas por questões advindas da das discriminações de raça e de gênero. As políticas Matilde Ribeiro (Ex-ministra da SEPPIR) e Benedita da Silva (Ex-governadora, atual deputada federal, que também disputou a prefeitura do Rio, ficando em quarto lugar), estavam entre elas. Na descrição cirúrgica dos episódios, Sueli Carneiro tratou em seu texto sobre a violência política de gênero e raça sofrida por essas mulheres e como, ontologicamente, se vinculam as mulheres...

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    Ilustração: Stephanie Pollo

    A violência política contra parlamentares negras

    Somos seis mulheres negras parlamentares. Enquanto você lê este artigo, é provável que uma de nós, ou uma de nossas companheiras, esteja sendo alvo de algum tipo de agressão. A sub-representação de mulheres negras nos espaços de poder e nos processos eleitorais tem como causa as incontáveis práticas de violência política, que se apresentam como barreiras antes mesmo de sermos candidatas e se mantêm durante processos eleitorais e após sermos eleitas. Somos intimidadas em todas as instâncias. A brutalidade a que nós somos submetidas não tem sutilezas. Vai de “piadas” infames e provocações, passando por intimidações, ataques virtuais e até ameaças graves, como a que levou a deputada federal Talíria Petrone (PSOL-RJ) a pedir proteção à ONU. Carregamos ainda a dor pelo assassinato atroz da vereadora Marielle Franco e o silêncio desmedido sobre quem mandou matá-la e por quê. É precisamente essa a definição de violência política: atos sistêmicos com...

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    Divulgação

    Agência Iyabá reposiciona o imaginário da mulher preta através da cultura em curso online gratuito

    São Paulo, novembro de 2020 – A agência Iyabá promove em novembro RE(ORÍ)ENTAR – Novas imaginários. O projeto propõe reposicionar o imaginário da mulher negra, das mulheres não-brancas, e das relações sociais que as perpassam através de um trabalho de repolitização da mulher não-branca através da cultura. A primeira ação acontece dias 19 e 20 de novembro, das 19h às 00h, e consiste em projetar no centro de São Paulo textos, poemas e pensamentos de escritoras negras brasileiras como forma de resgate do protagonismo das mulheres negras em própria história, contada sempre por outras pessoas e por outras óticas. A ação busca disseminar a ideia de que resgatar, entender e contar nossa própria história é um devir revolucionário. Nos dias 25, 26 e 27 de novembro, das 19h às 20h, acontece a segunda etapa do projeto. Um curso voltado para profissionais não-brancas do setor cultural e da economia criativa, ou...

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    Desenho de Esperança Garcia, negra escravizada que foi reconhecida como primeira advogada do Piauí (Ilustração: Valentina Fraiz)

    Quem foi Esperança Garcia, negra escravizada reconhecida como 1ª advogada do Piauí

    Esperança Garcia, mulher negra e escravizada, escreveu ao governador do estado do Piauí em 1770, denunciando os maus-tratos que tanto ela quanto suas companheiras e seus filhos sofriam. Também reclamava do fato de ter sido separada de seu marido e do impedimento de batizar as crianças. Devido a essa carta, Esperança recebeu o título simbólico pela OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) do Piauí de primeira advogada do estado. A carta de Esperança foi encontrada em 1979, no Arquivo Público do Piauí, pelo historiador Luiz Mott. A descoberta de sua reivindicação fez dela símbolo da luta por direitos e da resistência negra. Em sua homenagem, o dia 6 de setembro, data da carta, foi instituído como Dia Estadual da Consciência Negra no Piauí. O reconhecimento por parte da OAB foi fundamentado em dois anos de pesquisa da Comissão Estadual da Verdade da Escravidão Negra da seção local da Ordem e...

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    Caroline Dartora será a primeira negra a ocupar uma cadeira de vereadora em Curitiba (Foto: Joka Madruga/Divulgação)

    Celebrando avanços, ONG lança plataforma sobre mulheres na política

    As eleições municipais deste ano foram marcadas sobretudo pela pluralidade de mulheres que conseguiram alcançar cargos políticos. De acordo com a Antra (Associação Nacional de Travestis e Transexuais), 25 mulheres transexuais foram eleitas no Brasil nesse pleito. O número representa um aumento de 212% em relação às candidaturas eleitas em 2016. As mulheres negras também estão em destaque nestas eleições. Em Porto Alegre, Karen Santos (PSOL) foi a vereadora mais votada da capital gaúcha, e no Recife, Dani Portela (PSOL) também ficou em primeiro lugar entre os candidatos à Câmara Municipal. Entre as capitais, Curitiba se destacou por ter eleito sua primeira vereadora negra, Carol Dartora (PT). Para a mestre em ciências sociais e uma das quatro diretoras do Instituto Alziras, Michelle Ferreti, "essas candidaturas abrem espaço para que outras mulheres negras e transexuais cheguem a cargos políticos. Temos muito a comemorar, mesmo que em termos de paridade esses números...

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    FOTO: ARQUIVO/FERNANDO FRAZÃO/AGÊNCIA BRASIL

    Câmara de SP tem recorde de mulheres eleitas; entre as mais votadas, a transexual Erika Hilton

    O total de mulheres eleitas vereadoras por São Paulo nesta eleição bateu recorde. De acordo com dados oficializados nesta segunda, 16, pelo Tribunal Superior Eleitoral, os paulistanos elegeram 13 candidatas - duas delas estão entre as 10 mais votadas, sendo uma transexual: Erika Hilton (PSOL). Nos últimos oito anos, o aumento da participação feminina no Legislativo Municipal foi de 116%. Em 2012, foram eleitas seis parlamentares e há quatro anos, o total foi de 11. O resultado deste ano destinará 23% das 55 cadeiras a mulheres. Na comparação com a atual composição, o ganho é ainda maior, já que atualmente são 8 exercendo o mandato. A diferença se dá porque uma foi eleita deputada federal em 2018, uma se licenciou do cargo para disputar a reeleição e outra deixou o cargo para virar secretária municipal. A partir de janeiro de 2021, a lista de mulheres novas na Câmara também será...

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    Erika Hilton, eleita vereadora em São Paulo (Foto: Karime Xavier - 3.dez.19/Folhapress)

    A revolução começa preta e trans

    Os dados estão lançados no tabuleiro. Centrão e direita tradicionais –como PSD/DEM/MDB/PP– saem vitoriosos em termos de prefeituras, o que é relevante para verificar que o continuísmo permanece forte, capilaridade partidária ainda importa e a revolução de extrema direita, se a eleição municipal servir de algum parâmetro, definha. Ainda é cedo para decretar a morte política da extrema direita, mas que ela passa mal, passa. Neste jogo, Bolsonaro é o azarão ao fundo, e sai massacrado. Seu filho, Carlos Bolsonaro, se reelegeu como vereador no RJ, mas com 35 mil votos a menos do que em 2016. Mesmo que seja ainda expressivo para quem nada faz no cargo que ocupa, ainda assim é uma derrota do bolsonarismo como projeto de pátrio poder. Quem faz política personalista com robôs e sem partido mais cedo ou mais tarde morre na praia, ou ali permanece vendendo açaí. Que o diga Wal Bolsonaro e...

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    Chimamanda Adichie (Foto: Mamadi Doumbouya/Vulture)

    Aspectos de uma obra: O feminismo negro africano de Chimamanda Adiche

    Chimamanda Ngozi Adiche é uma das maiores referências da literatura mundial contemporânea(1), escritora nigeriana que pode ser inserida na tradição literária de seu país(2) em desenvolver narrativas que para além de uma estilística puramente artística, que acabam por refletir e problematizar as tensões, os conflitos, as interações, as complexidades e potencialidades da Nigéria. Tradição esta que perpassa as obras de autorias tão díspares, mas que mesmo por isso acabam por nos fornecer um cenário amplo, diverso e pulsante da sociedade nigeriana ao longo das últimas décadas, desde – pelo menos – seu processo de resistência e libertação anticolonial, até as divergências políticas internas, baseadas numa dicotomia entre um fervor revolucionário radical e uma sociedade militarizada de castas, mediadas por um – distópico? – nacionalismo africano, visando a construção de uma Nigéria moderna e contemporânea, inserida ao cenário político e econômico mundial. Em outras palavras, literatura na Nigéria não é “apenas”...

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    Bia Caminha foi eleita vereadora com quase 5 mil votos (Foto: Imagem retirada do site UOL)

    Belém elege vereadora mais nova da história: “Mulher negra chegou à Câmara” 

    Aos 21 anos, a candidata Bia Caminha (PT) foi eleita hoje a vereadora mais nova da história de Belém. Ela recebeu 4.874 votos, e comemorou a vitória dizendo ser um sinal de "muita esperança". "A sensação é de muita alegria, de muita esperança. De que há espaço para a gente construir outra Belém. Uma Belém que caiba no tamanho dos nossos sonhos, no tamanho dos sonhos da juventude negra, das mulheres, da comunidade LGBTQI+", disse Bia ao UOL. A vereadora do PT ainda disse que sua eleição vem para "romper silêncios". "O que eu tenho a dizer para as mulheres eleitoras e políticas é que a nossa campanha trouxe o slogan para romper silêncios. Esse silêncio que é instituído no falar, mas também na nossa ausência nos espaços de decisão, nossa ausência na institucionalidade e nossa ausência na vida pública da cidade, que era pensada e feita somente por um...

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    Anielle Franco (Foto: Bléia Campos)

    Há esperança em um futuro com mulheres negras eleitas

    A população brasileira se mobilizou ontem (15) para exercer sua cidadania, nessa que por si só já é uma eleição histórica para o país. Pandemia global, aumento das desigualdades e resistência cotidiana para reforçar a importância da participação política de mulheres na definição dos caminhos possíveis de transformação do Brasil. Durante os últimos meses aproveitei este espaço para apresentar as mais diversas ferramentas e ações que construímos dentro do Instituto Marielle Franco para visibilizar, fortalecer e impulsionar candidaturas de mulheres negras nestas eleições, hoje, pretendo exercitar meu imaginário sobre este futuro liderado por estes corpos que - assim como a minha irmã - movimentam as estruturas cotidianas de poder. Primeiro, é importante dizer que o trabalho para fortalecer mulheres negras começa muito antes do período eleitoral. É comum utilizarmos estes períodos de 2 a 2 anos para debatermos sobre as questões que rondam o espectro político, inclusive as noções de...

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    (FOTO: MÁRIO VASCONCELLOS/CMRJ)

    O mandato interrompido e o legado de Marielle Franco

    Hoje, 14 de novembro, véspera das eleições municipais em todo o Brasil, é impossível deixar de lembrar que se completam 32 meses do assassinato de Marielle Franco e Anderson Gomes. Já se passam 976 dias depois de um crime brutal, contra uma das mais notáveis vereadoras da história do Brasil, e ainda não sabemos quem mandou matar Marielle e por quê. Amanhã, as 51 cadeiras disponíveis na Câmara Municipal do Rio de Janeiro estarão em disputa. Uma delas foi ocupada brilhantemente por Marielle, até que sua trajetória foi cruelmente interrompida. Há quatro anos era eleita como uma das vereadoras mais votadas da cidade do Rio de Janeiro, mas não conseguiu terminar o seu mandato. São 1.758 candidatos na cidade do Rio —as mulheres correspondem a menos de um terço do total de candidaturas, e olhando para o recorte de mulheres negras esse número é ainda menor. Na internet, é possível...

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    (Foto: rudall30 via Getty Images)

    Não foi culposo, foi coletivo!

    O que é a figura do estupro? O Código Penal é muito claro em prever no seu Art. 213 que constranger alguém, mediante violência ou grave ameaça, a ter conjunção carnal ou a praticar ou permitir que com ele se pratique outro ato libidinoso é estupro. Mas, não podemos esquecer da figura do estupro de vulnerável prevista no Art. 217-A que diz que ter conjunção carnal ou praticar outro ato libidinoso com menor de 14 (catorze) anos e o seu parágrafo primeiro que assevera que incorre na mesma pena quem pratica as ações descritas no caput com alguém que, por enfermidade ou deficiência mental, não tem o necessário discernimento para a prática do ato, ou que, por qualquer outra causa, não pode oferecer resistência. Passada a fase de conceituação fica claro que podemos tratar, a grosso modo, de três tipos de estupro: o praticado com violência ou grave ameaça, o...

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    Carta das Mulheres Brasileiras aos Constituintes pedia que fosse garantido à mulher o “direito de conhecer e decidir sobre seu próprio corpo”. (Foto: ARQUIVO/SENADO FEDERALA)

    Como o movimento de mulheres no Brasil contribuiu para construção do SUS

    Criado pela Constituição de 1988 após anos de luta do movimento sanitário na década de 1970 e 1980, o SUS (Sistema Único de Saúde) contou com contribuição substancial do movimento de mulheres para se concretizar. A criação de um modelo de “serviços públicos de saúde coletiva e assistência médica integrados” era um dos pleitos da Carta das Mulheres Brasileiras aos Constituintes, entregue em 1987. Mas já no início daquela década a articulação feminina para garantir um acesso amplo à saúde no Brasil ganhava força. Em 1983, no governo de João Batista Figueiredo - último presidente da ditadura militar - foi criado dentro do Ministério da Saúde o Programa de Assistência Integral à Saúde da Mulher (PAISM). “A demanda por saúde era muito forte no movimento de mulheres no Brasil. Os grandes grupos feministas tinham como centro questões associadas à saúde, à contracepção, planejamento familiar”, conta a médica Ana Maria Costa,...

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    Imagem: iStock

    Como e quando você se tornou feminista?

    Recentemente fui convidada para conversar com adolescentes negras/os, estudantes de escolas públicas que estavam reunidas/os num curso virtual de introdução à Cultura Afro-brasileira. Uma iniciativa do Coletivo Re-Existência Nzinga Calabar, um projeto político literário desenvolvido a partir da periferia soteropolitana. Falei do meu lugar de mundo, da minha trajetória artística e acadêmica. Fui apresentada como mulher-cis, negra, atriz, professora de Teatro, mestra em Artes Cênicas e Feminista. Bom, a fala dizia sobre todas essas categorias que desenham a minha existência.  No momento de abertura para as perguntas, uma adolescente ‘manda pra mim’: “Como e quando você se tornou feminista?” e essa questão me pôs em xeque! Eu nunca tinha pensado em responder a isso. Eu nunca havia sido questionada sobre “como e quando”. Já precisei falar sobre as leituras que faço, sobre os livros que compro, sobre as teorias que aprendi e como eu as articulo às minhas práticas artísticas...

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    Bianca Cristina (Foto: Enviado pela autora ao Portal Geledés)

    O poder do amor próprio

    Minha história se inicia no dia 30/01/1993, em uma cidade chamada Guaratinguetá. Bianca nasce no verão , em ritmo de carnaval, em um sábado de muito calor, às 18 horas, em casa, porque vovó que fez o parto, vai sentindo a emoção!!! Nasce na família, em um contexto nada tradicional , mas que faz parte da vida de mais de cinco milhões de brasileiros ou mais até, em sua certidão de nascimento não tem o nome do pai, mas isso nunca foi bloqueio para a família, pois sempre foi muito amada. Sua avó, mãe e tios, sempre doaram muito amor, carinho, afeto e cuidado. Bianca foi crescendo, os anos foram se passando e por ser muito apegada a família, tinha medo de ir à escola, medo mesmo, pavor, atrasando sua entrada no ambiente escolar, ocorrendo apenas com 11 anos, pois sua mãe e avó esperaram seu tempo. Antes de entrar...

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    Reprodução/Facebook

    Festival Encontro Das Pretas abre edital nacional para artistas e criadores de conteúdo

    O Festival Encontro Das Pretas, que é um evento sobre potencialização e fortalecimento, abre chamamento público para artistas e criadores de conteúdo. O chamamento é uma seleção de propostas educativas, artístico-culturais e afrocentradas,  realizadas prioritariamente por negros, mulheres, mães solo e LGTBQIA+, populações indígenas e capixabas. A fim de compor a programação de sua sétima edição que ocorrerá entre 20 e 29 de novembro - sendo a primeira online e de alcance nacional - o prêmio total é de 12 mil reais e será distribuído entre nove categorias. As inscrições estão abertas e seguem até sexta-feira (13), exclusivamente pelo site www.encontrodaspretas.com.br Serão dez propostas selecionadas, que distribuída nas nove categorias, serão remuneradas, conforme o edital. Podem se inscrever pessoas físicas maiores de 18 anos e pessoas jurídicas na categoria MEI (Micro Empreendedor Individual). O Encontro Das Pretas é um dos maiores eventos afrocentrados do país e o maior do Espírito...

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    CFCH aprova concessão de título Doutora Honoris Causa a Carolina de Jesus

    O Conselho de Coordenação do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (CFCH) aprovou por unanimidade, em sua 880ª reunião ordinária, realizada na última segunda (09/11), o título de Doutora honoris causa à escritora Carolina Maria de Jesus. A homenagem póstuma foi sugerida pela Direção do Instituto de Filosofia e Ciências Sociais (Ifcs) da UFRJ. O parecer é assinado pela Comissão Acadêmica do Conselho, composta pelos conselheiros Maria Muanis, Maria de Fátima Galvão, Jeane Alves da Silva, Miriam Krenzinger e Vantuil Pereira. Na justificativa, a comissão destaca a relevância da escritora, nascida na década de 1910 e falecida em 1977, que é tema de 58 teses e dissertações nos últimos seis anos, de acordo com o Portal da Capes. As motivações apresentadas enfatizam ainda que Carolina Maria de Jesus é uma autora “fundamental na luta antirracista”, tendo enfrentado em vida “questões relacionadas ao que se denominou ‘racismo estrutural’ que, dentre as suas mais variadas formas de produzir...

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