Questões de Gênero

    Carla Candace, 26, a "Vegana Sem Grana", sucesso nas redes (Foto: Reprodução/Instagram)

    “Vegana Sem Grana”, ela faz sucesso ensinando receitas acessíveis

    Duzentos e cinquenta quilômetros distante da capital, Salvador, Itacaré tem pouco mais de 28 mil moradores. Carla, que nas redes sociais é a Vegana Sem Grana, já arrebatou quase 60 mil seguidores – a maioria em São Paulo e no Rio de Janeiro. "Eu falo sobre veganismo acessível, periférico e preto. Ensino receitas, substituições e dou dicas de como fazer a transição de uma forma mais fácil e gostosa", expõe a comunicadora, que mostra como preparar bolos, hambúrgueres e várias outras delícias sem nenhum ingrediente de origem animal. "Feijão carioca, salada de rúcula com manga, arroz integral, cortado de batata, cenoura e chuchu e farofa de cuscuz" (Foto: Reprodução/Instagram) "Me dar conta da crueldade me fez perceber que eu não queria continuar contribuindo com isso" "Não cresci com a cultura da carne presente porque eu sou pobre. Pobre não come carne todos os dias. Carne é...

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    Djamila Ribeiro (foto: MAURO PIMENTEL)

    As mudanças não serão imediatas, estrutura racista é secular, diz Djamila

    A filósofa, escritora e ativista Djamila Ribeiro afirmou em entrevista ao UOL Debate, na manhã de hoje, que o debate sobre racismo está sendo feito sem tabus atualmente no Brasil, mas que, para haver mudanças, será necessário mais tempo. A entrevista foi conduzida pelos jornalistas Leonardo Sakamoto, colunista do UOL, e Paula Rodrigues, repórter de Ecoa. "Estamos falando de estrutura secular. Estamos discutindo mais no debate público. Isso que é novo, na verdade. O Brasil foi fundado na violência de sangues negros e indígenas. Hoje a gente pode falar sem tabu", disse. Djamila relembrou que o Brasil começou a considerar o racismo como um crime contra a humanidade na Conferência de Durban, em 2001, na África do Sul, se prontificando a reparar os danos causados pela escravidão. "Houve um levante interessante, mas que só foi possível as pessoas falarem sobre isso porque existiu um movimento que vem historicamente, sobretudo depois...

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    Ana Maria Gonçalves e Fernanda Miranda são as primeiras convidadas do Projeto Autoria Negra na Literatura Contemporânea, com curadoria de Cidinha da Silva e Daniel Ramos. Imagem retirada do site SESC

    Sesc Pinheiros realiza o encontro “Autoria Negra na Literatura Contemporânea”

    Debate com curadoria e condução de Cidinha da Silva convida as escritoras Ana Maria Gonçalves e Fernanda Miranda O encontro virtual acontece quinta-feira, 2 de julho, às 20h, ao vivo no YouTube do Sesc Pinheiros (youtube/sescpinheiros) O Sesc Pinheiros apresenta o projeto “Autoria Negra na Literatura Contemporânea”, uma série de encontros mensais ao vivo com escritoras negras da atualidade. Com curadoria de Daniel Ramos (técnico de literatura do Sesc Pinheiros) em parceria com Cidinha da Silva, o projeto abre um panorama da literatura de autoria de mulheres negras no Brasil. Os encontros abrangem escritoras de diversas localidades, sempre compostos por duas autoras e com mediação da curadora Cidinha da Silva. Nessa quinta-feira, 2 de julho, às 20h, temos a autora Ana Maria Gonçalves (Minas Gerais) e a pesquisadora Fernanda Miranda (São Paulo). “Autoria Negra na Literatura Contemporânea” busca debater a produção contemporânea de literatura feita no Brasil a partir da diversidade de vozes, gêneros e sobre questões...

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    Bozoma Saint John (Foto: Michael Kovac/Getty Images)

    Bozoma Saint John é a nova diretora de marketing da Netflix

    Bozoma Saint John, ex-executiva sênior da Apple, Uber e mais recentemente Endeavor, é a nova CMO de marketing da Netflix. O anúncio foi feita na terça-feira (30) e Bozoma é a terceira a ocupar o cargo de diretor de marketing do serviço de streaming. De acordo com a Variety, ela substitui Jackie Lee-Joe, CMO da BBC Studios, que ficou na Netflix por 10 meses. Segundo a Netflix, Lee-Joe está saindo da empresa por motivos pessoais; ela mora na Austrália com sua família desde março, início da pandemia do novo coronavírus. Lee-Joe foi nomeado para suceder a ex-CMO da Netflix, Kelly Bennett, que anunciou sua aposentadoria da empresa no ano passado . Bozona Saint John começará na Netflix em agosto deste ano, reportando-se ao diretor de conteúdo Ted Sarandos, informou a publicação. "Estou emocionada por ingressar na Netflix, especialmente em um momento em que a narrativa é crítica para o nosso...

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    Divulgação

    Live terá como tema a Campanha Julho das Pretas – “A vida de meninas e mulheres negras importam”

    A Subsecretaria de Políticas Públicas para Promoção da Igualdade Racial, lança na próxima quarta-feira (01.7) a Campanha Julho das Pretas - “A vida de meninas e mulheres negras importam”. O evento será realizado por meio de transmissão ao vivo, a partir das 15h, simultaneamente nas páginas oficiais do Governo do Estado no Facebook e Instagram. A campanha tem como objetivo colocar em evidência o debate sobre as políticas públicas de enfrentamento ao racismo, aos preconceitos e a todas as formas de violação de direitos, reafirmando o protagonismo e a participação das mulheres negras nos espaços políticos. Esse é o segundo ano que o Governo do Estado realiza uma campanha dedicada especialmente às mulheres negras, em alusão ao dia 25 de julho, Dia Internacional da Mulher Negra Afro Latina-Americana e Caribenha, e o Dia Nacional de Tereza de Benguela e da Mulher Negra. Em Mato Grosso do Sul, a lei nº...

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    Imagem retirada do site Revista Marie Claire

    Após anos de luta pela emancipação feminina no campo, Covid ameaça direitos conquistados

    Quando os primeiros casos de Covid-19 foram registrados no Brasil, em março, eles se concentravam nas metrópoles, principalmente São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília. Com o aumento gradual dos infectados, o vírus começou a se espalhar por outras capitais e criou uma rota de contaminação para o interior do país, o que levou, inclusive, pesquisadores da Unesp (Universidade Estadual Paulista) a elaborarem um estudo sobre a “interiorização do vírus”. "Somente a partir do final de maio que os municípios tipicamente rurais, com cidades-sede com poucos habitantes, começaram a ser atingidos. Daqui para frente, eles serão sim mais impactados. Há agora uma preocupação do acesso que a população desses lugares terá aos serviços hospitalares para atendimento de casos mais graves que exigirão internação em UTI. Tratam-se de regiões que não possuem hospitais e terão de deslocar pacientes por ambulância até centros distantes (em alguns casos, mais de 200 km)", prevê Raul Guimarães, professor...

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    Maria Fernanda Ribeiro/UOL

    Garotas indígenas são escolhidas por projeto apoiado por Malala

    Encarar longas caminhadas para chegar em casa após a aula porque o transporte escolar quebrou no meio do caminho não é nenhuma novidade para a indígena Clarisse Alves, 16, da etnia Pataxó Hahahãe, na Bahia. Ela já perdeu as contas de quantas vezes percorreu parte dos 15 quilômetros à pé e no escuro porque, sem lanterna, não tinha como iluminar o caminho. "O normal é chegar em casa às 18h, mas quando o micro-ônibus quebra, a gente precisa andar todo o trecho que falta e chega na aldeia de noite." A realidade vivida por Clarisse, moradora da Terra indígena Caramuru Paraguaçu, no município dePau Brasil, sul da Bahia, não é só dela, mas também de outras meninas indígenas do estado que precisam encarar um cenário não só desanimador, como também desafiador para permanecer nos estudos. Além do transporte público irregular e longas caminhadas, há ainda a ausência de materiais didáticos,...

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    Reprodução/Instagram@literaturanegrafeminina

    Escrita de Mulheres Negras em quarentena: autocuidado e sobre(vivência)

    Reconhecemos a existência de um vasto campo literário produzido por mulheres negras escritoras, que na maioria das vezes, não conseguem se perceber nesse espaço por conta de toda a invisibilidade, machismo e racismo que temos dentro e fora da categoria. E no campo virtual, isso não seria diferente. Neste ensaio, vamos refletir sobre a produção de 40 autoras negras brasileiras de diversas regiões do país, a partir de uma convocação feita pelo instagram Literatura Negra Feminina, idealizado pelo Coletivo Mjiba em maio de 2020, para que as seguidoras enviassem seus poemas sobre autocuidado e sobre(vivência), neste período de pandemia no qual estamos em isolamento social para combater a disseminação da Covid-19. Coincidentemente recebemos 40 textos, que estão sendo publicados um por dia, a maioria inéditos e produzidos para participar dessa ação. Entendemos como autocuidado, a busca por cuidar de si mesma, contemplando todas as necessidades que o corpo e a...

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    © Getty Images

    O corpo negro masculino: uma reflexão sobre hiperssexualização e racismo dentro da comunidade LGBTQIA+

    Nem tudo é óbvio e perceptivo quando se entra em um site pornográfico, nas redes sociais ou em grupos de mensagens e tenta estabelecer uma conexão com o que está sendo visto e consumido na sua mente e categorizados pela plataforma ou pelo seu clique. No entanto, faz-se necessário um olhar mais observador a fim de refletir os significados e significantes desse consumismo. O presente artigo tem como objetivo refletir o negro na comunidade LGBTQIA+, explorado especificamente em torno de sua sexualidade. O gênero masculino, sempre esteve em uma posição de poderio patriarcal em nossa sociedade. Tentar compreendê-lo, faz-se necessário enquanto ser social no contexto histórico-cultural, onde é possível também visualizar a construção do indivíduo e de sua identidade. Principalmente quando esta identidade se torna frágil na visão do outro, afinal sua construção social não pode se adequar ao adjetivo; nem permitindo que um igual haja da mesma forma, até...

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    Anielle Franco (Foto: Reprodução/ Instagram)

    Caneladas do Vitão: Uma vez Anielle, sempre Marielle 2

    Brasil, meu nego, deixa eu te contar, a história que a história não conta, o avesso do mesmo lugar, na luta é que a gente se encontra"¦ "Cada brasileiro, vivo ou morto, já foi Flamengo por um instante, por um dia." Antonio Francisco da Silva, Fluminense fanático como Nelson Rodrigues, só não imaginava que as filhas Marielle e Anielle Franco seriam rubro-negras todos os dias. Até a morte. "O nosso falecido avô começou a levar a gente novinha e falava para o meu pai que íamos ao parque. Parque porcaria nenhuma! Era para ver o Flamengo. Meu pai, tricolor doente, não entendia a nossa paixão pelo Flamengo", diverte-se Anielle, diretora do Instituto (que leva o nome da irmã, vereadora assassinada) Marielle Franco. Nem a reprovação à aproximação do Fla com o governo que dá "e daí?" para milhares de mortos é capaz de diminuir o amor da família pelo "Mengão"....

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    Sauanne Bispo sofreu diversos episódios de racismo, desde a infância em colégio particular até a vida adulta, como dona do próprio negócio. Hoje, dá palestras sobre inclusão racial. (Foto: Edilson Dantas / Agência O Globo)

    A jornada contra o racismo de uma mulher negra nascida na elite da Bahia

    Nasci em Salvador, na Bahia, tenho 34 anos e sou filha de Celeste Bispo, professora graduada em letras e investigadora da Polícia Civil baiana. Meu pai é um artista plástico, faz esculturas em madeira. Eles nunca se casaram, mas ele sempre esteve presente em minha vida. Sou filha única. Cresci num bairro central de Salvador, o Garcia. Durante minha vida toda, estudei no Colégio Antônio Vieira — uma tradicional escola particular. Apesar de eu viver num estado com cerca de 82% da população preta ou parda, na escola toda havia no máximo 20 estudantes negros. Na minha sala eram eu e mais dois, na melhor das hipóteses. Eram comuns as panelinhas na sala de aula. Um colega me deu o apelido de Melanina e depois ele abreviou para Mel. Quando alguém perguntava “Por que Mel?”, ele ria para explicar. Certa vez eu estava na fila da cantina e uma menina...

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    Sueli Carneiro (Foto: Caroline Lima)

    Homenagem aos 70 anos de Sueli Carneiro

    A Congregação da Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo, reunida em 25 de junho de 2020, soma-se às celebrações por ocasião do aniversário de 70 anos da filósofa, escritora e militante antirracista Aparecida Sueli Carneiro, fundadora do Geledés – Instituto da Mulher Negra. A contribuição de Sueli Carneiro ao campo da teoria do feminismo negro no país é incomensurável. Suas pesquisas deram consequência a caminhos abertos por intelectuais como Lélia Gonzalez e Abdias do Nascimento para o combate do epistemicídio do pensamento negro, tão afim aos modos como a dinâmica racial brasileira busca inscrever negras e negros em lugares sociais de nossa estrutura: entre os mais pobres ou, quando ascendem socialmente, raramente por meio de profissões ligadas à cultura legitimada ou ao trabalho intelectual. Sueli Carneiro recebeu inúmeras honrarias em reconhecimento ao seu trabalho. Dentre elas destacam-se o Prêmio de Direitos Humanos da República Francesa (República Francesa,1998); Prêmio...

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    Ilustração: AndreMelloArt

    Sueli Carneiro, nossa bandeira

    Sueli Carneiro fez 70 anos. Nasceu num 24 de junho, dia de São João, data festiva Brasil afora. E o país precisa conhecer e celebrar a existência dessa filósofa, escritora, ativista, referência maiúscula do movimento de mulheres negras. Desenganada aos 2 anos de idade pela desnutrição severa decorrente do Mal de Simioto (doença de crianças pequenas alérgicas ou incapazes de digerir o leite de vaca), Aparecida Sueli Carneiro Jacoel completa sete décadas de vida em intensa atividade, reconhecida e reverenciada por seus pares. É um marco numa sociedade atravessada pela existência abreviada de pensadoras negras, como Beatriz Nascimento, morta aos 52 anos, Lélia Gonzalez (59), Carolina Maria de Jesus (62) e Luiza Bairros (63). Nas palavras precisas de Bianca Santana, jornalista e biógrafa da pensadora, Sueli Carneiro é a mulher que enegreceu o feminismo brasileiro. Não é exagero. Em abril de 1988, ela fundou a Geledés – Instituto da Mulher...

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    Linoca Souza/Folhapress

    Elza Soares e Sueli Carneiro nunca deixaram de sorrir em meio a suas batalhas

    Que semana especial, amigas e amigos. Os atabaques estão assentados, a mesa está farta, a alegria contagia as palavras deste texto que celebra duas mulheres fundamentais para a construção de um futuro justo, altivo e diverso. Brindemos, contemos suas histórias que atravessarão os tempos, as gerações, imortalizando-as junto aos ancestrais que nunca deixaram de sorrir e festejar em meio às guerras e batalhas pelo povos oprimidos. Elza Soares, linda, gigantesca e única fez 90 anos no dia 23. Nasceu pobre e passou por ataques e dores inimagináveis na sociedade racista que a elegeu como “inimiga do Brasil”. Enfrentou bravamente, com a humanidade, altivez e dignidade de uma rainha. Ao se apresentar pela primeira vez, aos 13 anos, num programa de auditório, o apresentador, ao vê-la com roupas simples e franzina, perguntou: “De qual planeta você veio?”. Ao que ela respondeu: “Do planeta fome”. Sua voz perfeita, sua vasta produção e inspiração...

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    Taís Araújo (Foto: João Miguel Júnior/TV Globo)

    Taís Araujo fala sobre representatividade no trabalho: “mulher negra é sinônimo de riqueza”

    Há pouco mais de três meses, assim como grande parte da população, Taís Araújo viu sua rotina mudar completamente em razão da pandemia do coronavírus. Ela que estava no ar em "Amor de Mãe", novela das 9h da TV Globo pausada em razão da doença, se isolou em sua casa no Rio de Janeiro ao lado dos filhos e do marido e precisou reconquistar sua intimidade com os afazeres domésticos: "eu sempre trabalhei fora, desde que tenho 13 anos de idade, eu não sabia fazer as coisas direito dentro de casa", contou. A atriz que é voz potente e inspiração para muitas mulheres, se viu também em meio a um momento importante no debate e ação sobre diversidade e racismo, potencializado por campanhas como Black Lives Matter. "Nós, atrizes, mulheres negras, não nos encaixamos em único...

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    iStock; Lily illustration

    Para as mulheres negras, o autocuidado não é apenas uma palavra da moda. É um ato de resistência radical.

    Texto de Nambi J. Ndugga originalmente publicado em The Lily Como mulher negra e pesquisadora de saúde pública que vive e trabalha em Boston , vejo em primeira mão como a segregação afeta os resultados de saúde de negros e pardos em comparação com os brancos. Trabalhando neste campo, tive que construir sistemas de apoio e mecanismos de defesa que me permitissem estudar, conscientizar e abordar as desigualdades na saúde sem ser esmagado por seu peso e magnitude. Mal sabia eu que uma pandemia global e a persistente brutalidade policial experimentada por negros usariam esses mecanismos, me isolariam das comunidades de apoio e abririam caminho para uma onda de tristeza pela qual eu estava lamentavelmente despreparado. A dor No fim de semana do Memorial Day, a primeira página do New York Times listava 100.000 nomes daqueles que morreram da covid-19. Dos mortos, mais de 20% eram negros. Pouco tempo depois, surgiram notícias sobre o assassinato policial de George Floyd, um...

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    Adobe

    Duas ou três questões sobre mulheres negras, relações não monogâmicas e questões raciais

    Começo esses escritos sobre afetividades das mulheres negras, relações não monogâmicas e questões raciais olhando para minhas próprias memórias, no dia cinquenta e três da quarenta em virtude da pandemia de covid-19. Estou a dois anos num relacionamento heterossexual, aberto e inter-racial. Eu brinco que nós somos iguais, só que ao contrário. Ele, homem branco, olhos verdes, classe média, casa própria, pais universitários. Eu, mulher negra, pele escura, pais com ensino fundamental, vivendo de aluguel. Ele, gosta das imagens, da tecnologia, da comunicação, diz que “chama todo mundo que conhece de amigo"... eu, da escrita, dos livros, da música ouvida em silêncio, conto meus amigos nos dedos. Ele, se diz uma porta, mas tem um coração que cabe até quem não conhece. Eu, que sinto tudo muito, alterno minha empolgação infantil com a com momentos de severa rabugice. Cultivamos juntos o gosto pela terra, pela cultura, pela estrada, por fazer...

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    Adobe

    Homens gays, precisamos estar atento à nossa masculinidade tóxica

    Que a masculinidade tóxica sempre foi um problema todos nós sabemos. O que pessoas poucas sabem é que, assim como os heterossexuais, homens gays também podem ser machistas. Porque mesmo que a gente se aproxime, muitas vezes, muito mais das mulheres do que dos homens, por empatia, identificação ou por nos sentir mais confortáveis e aceitos, o machismo é uma norma na qual somos forjados e instruídos da pior forma, e ele não é seletivo ao ser perpetuar. Afinal, recebemos valores e ideias machistas desde a infância, muito antes da descoberta da nossa sexualidade, e crescemos reproduzindo esses comportamentos depois, inclusive, de descobri-la, posto que orientação sexual não é escudo para não reproduzir determinados comportamentos. E por mais que a gente tente conhecer e entender as pautas feministas, nossa masculinidade, enquanto construção social, sempre estará presente. Não estamos imunes da masculinidade tóxica, colegas, só porque somos gays, mesmo que isso...

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    A jornalista Anielle Franco (Imagem retirada do site ECOA)

    Como podemos construir um futuro antirracista?

    Nunca teremos de fato uma democracia sem debater todas as desigualdades que dividem esse país. E quando me refiro a desigualdade, falo amplamente de todos os tipos possíveis da mesma. Impossível passarmos por uma pandemia global, por casos que exemplificam o genocídio do povo negro, pela fome, pela pobreza, pelo descaso com nossas favelas e periferias, sem nos incomodarmos, e ainda dizer que lutamos pela democracia desse país. De qual democracia estamos falamos? Pois para mim, falar em democracia é falar de desigualdade e como combatê-la. Uma coisa não se separa da outra. Ou pelo menos não deveria. Em um dos momentos mais difíceis do mundo inteiro, nosso país se destaca pelo racismo, pela ausência de líderes que se importem mais com vidas do que com números, e por divisões ideológicas que a cada dia nos destroem. No meio disso tudo, nosso povo preto se torna ainda mais vulnerável, ainda...

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    A filósofa e educadora Sueli Carneiro (Foto Marcus Steinmayer)

    Dia de celebrar Sueli Carneiro

    Hoje é dia de uma das mais importantes intelectuais brasileiras e estou grata por tê-la entre nós. Sueli Carneiro completa 70 anos, com uma trajetória de formulações e lutas fundamentais para compreendemos o Brasil e enfrentarmos os principais desafios do país. Sueli Carneiro é uma filósofa, escritora e feminista negra brasileira, fundadora do Geledés – Instituto da Mulher Negra, uma das organizações de maior importância e intervenção epistêmica e política no país. Em seu doutorado, “A construção do outro como não ser como fundamento do ser”, desenvolveu o conceito de “dispositivo de racialidade”, operador da naturalização de papéis sociais, a partir dos conceitos de “dispositivo” e “biopoder” de Michel Foucault. Um dos seus textos mais emblemáticos, entre vários, é “Enegrecer o feminismo”, que questiona a universalização da categoria mulher na sociedade. Em um encontro no qual a homenageamos, no ano passado, Sueli Carneiro disse a mim e a algumas companheiras negras que,...

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