quinta-feira, fevereiro 25, 2021

Questões de Gênero

Anielle Franco (Foto: Bléia Campos)

A importância da proteção de defensores e defensoras de direitos humanos 

Em março de 2018, vi minha vida mudar a partir de um grave crime contra a democracia brasileira, contra nossa família e contra milhares de mulheres negras do Brasil: o assassinato de minha irmã, Marielle Franco. Imediatamente vi minha vida mudar, sei que já falei sobre isso aqui mas, o que antes era apenas uma noção de luta por justiça social e feminismo, passou a ser o centro da minha vida. A luta por justiça, não apenas pela minha irmã e por Anderson, mas por todas as pessoas vítimas de qualquer tipo de violência, em especial, as mulheres negras. Sabendo a exposição que eu enfrentaria a partir desse dia e entendendo o legado amplo que Marielle deixou, eu e minha família criamos o Instituto Marielle Franco, que hoje, desenvolve um importante trabalho com atenção para a articulação de proteção de defensoras de direitos humanos mulheres negras, LGBTQIA+ e de periferias....

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Ilustração/ Thaddeus Coates

Quando eu descobri a negritude

A negritude, um termo cunhado pelo francês Aimé Césaire que pretendia reivindicar a identidade negra e a sua cultura perante a cultura francesa dominante e opressora, é uma verdade que aprendemos sobre o mundo à nossa volta. Para começar, recordo-me perfeitamente de ter percebido que havia algo de diferente na minha experiência social. Tal é inevitável quando somos nascidos da imigração recente e quando chegamos a um país que nos é estranho e, principalmente, no qual somos estranhos. Foi no jardim de infância que percebi que era diferente e que isso era mau. Rapidamente entendi que ser negro era algo horrendo e vil e não queria ser associada a tais características, porque me veriam através de uma lente cruel. Então, achei que a solução passava por pintar-me e chegava a casa a exigir aos meus pais que me tornassem “tom de pele”. Eles não sabiam o que dizer. Fui percebendo,...

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Bianca Santana - Foto: João Benz

Queremos uma presidenta em 2022!

"Aprendemos a administrar a escassez e, como Cristo, temos multiplicado o pão em nossas mesas. Milagres que os nossos economistas não sabem realizar", escreveu Sueli Carneiro, no ano 2000, para o seminário "Por um tempo feminino". Com o Brasil de volta ao mapa da fome e governantes brincando de armar a população, precisamos que as mulheres assumam o comando do país. Jacinda Ardern, primeira-minsitra da Nova Zelândia, é exemplo de liderança no combate à covid-19Imagem: Hannah Peters/Getty Images Tem sido notícia durante a pandemia como países governados por mulheres se destacaram no enfrentamento ao coronavírus. Nova Zelândia, Alemanha, Taiwan, Islândia e Noruega. A notícia mais recente, do domingo 14 de fevereiro, é de que a primeira-ministra da Nova Zelândia, Jacinda Ardern, decretou um lockdown de três dias em Auckland, maior cidade do país, depois do registro de três casos de covid-19. Não é curioso que as mulheres fossem 70%...

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 A24 Studios/Reprodução

O Homem Negro Vida

Quando resolvi organizar o livro Diálogos Contemporâneos sobre Homens Negros e masculinidades, junto com o professor Rolf de Souza, um projeto pensado, e escrito exclusivamente por homens negros (das mais diferentes matizes fenotípicas, ideológicas, sexuais, etc.), um dos motivos, era que nos últimos anos vinha sentindo uma “atmosfera” de desqualificação sistemática e generalizada sobre nós. Havia uma retórica inflamada por parte de um segmento do movimento das mulheres negras que identificavam os homens negros como a síntese de todos os males da população negra: violência, preterimento, violação, alienação, abandono, enfim o degenerado perfeito. O livro veio justamente no sentido de trazer as contribuições teóricas e experiências práticas dos homens negros fazendo um contraponto à essa narrativa depreciativa, não no sentido de idealizá-lo, mas sim complexificá-lo. Os últimos acontecimentos têm mostrado que esse discurso de demonização dos homens negros é nocivo para todas as pessoas negras, pois se por um lado degrada...

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A nigeriana Ngozi Okonjo-Iweala prepara seu discurso após ser nomeada, em sua casa de Potomac, Maryland. (Foto: ERIC BARADAT / AFP)

A nigeriana Ngozi Okonjo-Iweala será a primeira mulher africana a dirigir a OMC

A nigeriana Ngozi Okonjo-Iweala, de 66 anos, será a próxima diretora-geral da Organização Mundial do Comércio (OMC). A nomeação, repleta de simbolismo por ser a primeira vez que uma mulher assume o cargo, e a primeira também que recai em alguém nascido na África, será efetivada em 1º de março e se prolongará pelo menos até 31 de agosto de 2025, data que poderá ser estendida. A decisão, adotada nesta segunda-feira numa reunião especial do Conselho Geral da OMC, formado por 164 países e territórios, ocorre num momento delicado da organização, em plena crise do multilateralismo e após meses de bloqueio devido à recusa dos Estados Unidos em respaldá-la quando Donald Trump ocupava a Casa Branca. A próxima diretora-geral, sétima pessoa a assumir a liderança do organismo mais relevante do comércio global, conta com uma ampla bagagem internacional: trabalhou durante 25 anos no Banco Mundial e foi ministra das Finanças da Nigéria por dois mandatos. A...

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(Foto: Divulgação/ Editora ContraCorrente) 

Por ela, por elas, por nós

Este livro, vencedor do Prêmio Marielle Franco de Ensaios Feministas de 2020, inaugura a Coleção Marielle Franco de Ensaios Feministas. A semente plantada por Marielle floresce em mulheres como Ana Paula Rodrigues dos Santos e Cintia Rodrigues dos Santos, autoras deste texto transformador. Por ela, por elas e por nós não é apenas um trabalho premiado, mas uma obra com potencial para mudar vidas. A partir do relato autobiográfico de duas irmãs que sofreram preconceitos de raça e gênero, o livro apresenta um riquíssimo conjunto de reflexões sobre o racismo e feminismo contemporâneos. “Sim, essa escrevivência é aqui legitimada e premiada em reconhecimento e apreço ao campo político e universo teórico forjado pelo feminismo, em seus diferentes matizes, em celebração ao protagonismo permanente que anima a nossa convicção de que um mundo liberto das opressões de gênero, raça e classe é uma utopia sobre a qual vale a pena refletir...

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Lorena Lacerda (Foto: Reprodução/ Instagram @lorenlacre

Alisamento, corte químico, tranças e turbantes: Do processo racista ao coroamento estético-racial

Eu sou Lorena Lacerda (@lorenlacre): mulher, negra, cis, soteropolitana militante, feminista negra, museóloga de formação, trabalho numa escola Afro-brasileira chamada Escolinha Maria Felipa, localizada em Salvador. Escrevo textos para internet sobre feminismo, antirracismo, estética, moda e política. Amo música e sou colecionadora de vinis. Dentro do universo da cultura do vinil, eu pauto sobre a representatividade das mulheres dentro da cena que, ainda, infelizmente, é muito machista e racista como em qualquer esfera social. Dentro ainda do que eu sou, também exerço o ofício ancestral e político de ser turbanteira. Me construí turbanteira diante do percurso doloroso sobre tornar-se “mulher negra”. Foi um processo de redescoberta das minhas raízes, que passei por transição capilar através das tranças e de buscar referências esteticamente negras. Após assumir os meus cabelos naturais, comecei a buscar possibilidades dentro do universo “cabelo crespo”. A sociedade eurocêntrica, branco-normativa, nos ensinou que a nossa única via de...

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Lucas Penteado (Foto: Reprodução/ TV Globo)

Homens Negros e suas sexualidades: A saída de Lucas Penteado do BBB

Hoje eu vim falar sobre BBB. E eu sei que muitos de vocês já devem estar querendo fechar a página aqui mesmo. Seja por acharem o programa, e as pessoas que o assistem, fúteis — Enxergando qualquer tentativa de estabelecer debates mais sérios sobre o que acontece na casa como um exagero — seja porque você está assistindo o programa e ficando mal com os horrores que estão sendo feitos e ditos lá dentro. Eu te entendo. Independentemente de qual dos dois grupos você esteja, eu te convido a ficar até o final do texto. Vou me esforçar para que valha seu tempo. Para quem não tem acompanhado a televisão e a internet nos últimos dias (e por isso, imagino, tenha conseguido manter pelo menos parte da sua sanidade), a vigésima primeira edição do Big Brother Brasil vem dando o que falar. Primeiro por ser a edição com maior participação...

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iStock

Número de feminicídios cresceu 50% durante lockdown na Itália

Um relatório divulgado pelo Instituto Nacional de Estatística (Istat) revelou que nos primeiros seis meses de 2020, período em que a Itália anunciou medidas mais restritivas para evitar a propagação da Covid-19, o número de feminicídios aumentou em relação ao mesmo período do ano anterior. Segundo os dados, o total de homicídios passou de 35%, no primeiro semestre de 2019, para 45%, nos seis meses iniciais de 2020, agravando a situação da mulher no país. O percentual, porém, saltou para 50% durante o lockdown imposto em março e abril. Os números revelam que o rastro de sangue no país continuou sem interrupção, já que em 2019 a quantidade de feminicídios havia chegado a marca de 101 e, em 2018, o percentual de homens acusados de cometer o crime era de 93%. De acordo com o Istat, em 90% dos casos registrados no primeiro semestre do ano passado, as mulheres foram...

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A deputada estadual Isa Penna (PSOL) na Alesp Imagem: José Antonio Teixeira/Alesp

Conselho de Ética da Alesp aceita denúncia de Isa Penna contra Fernando Cury por assédio sexual

O Conselho de Ética da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) aprovou nesta quarta-feira (10), por unanimidade, a denúncia de quebra de decoro contra Fernando Cury (Cidadania). O deputado é acusado de assediar sexualmente Isa Penna (PSOL), no plenário da Alesp, em 16 de dezembro. Cury foi flagrado pela câmera da Casa apalpando o seio da colega enquanto ela conversava com outro deputado. Em caso de condenação, ele pode ter o mandato suspenso e até cassado. Todos os nove deputados presentes na reunião do Conselho de Ética votaram a favor da denúncia: Adalberto Freitas (PSL), Emidio de Souza (PT), Barros Munhoz (PSB), Wellington Moura (Republicanos), Delegado Olim (PP), Erica Malunguinho (PSOL), Alex de Madureira (PSD), Campos Machado (Avante) e Estevam Galvão (DEM). A deputada Isa Penna celebrou a decisão nas redes sociais. “Apesar desse ótimo resultado, não podemos baixar a guarda, pois a cassação não está garantida. A luta continua...

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Bianca Santana - Foto: João Benz

Sueli Carneiro recebe prêmio da Lasa por sua produção acadêmica

Ativista. É assim que Sueli Carneiro se apresenta. A mulher que dedicou sua filosofia, escrita, intelectualidade, titulação acadêmica ao enfrentamento coletivo às desigualdades de raça e gênero foi premiada, no último 8 de fevereiro, pela Associação de Estudos Latino-Americanos (Lasa). "A Dra. Carneiro, recebe este prêmio por sua vasta produção acadêmica centrada nas relações raciais e de gênero na sociedade brasileira, (...) bem como pelo seu destacado compromisso no âmbito das políticas educativas", registra a página da entidade. Em 1985, Sueli Carneiro publicou um livro pela primeira vez. Era a década da mulher, instituída pela ONU, e o Conselho Estadual da Condição Feminina negociara, um ano antes, uma coleção de livros com a Editora Nobel. Em uma reunião tensa, Thereza Santos, que representava as mulheres negras no Conselho, definiu: "Nós queremos um volume. Vamos escrever um livro específico sobre a mulher negra". Na saída, olhou para Sueli, com 34 anos de...

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Emanuelle da Silva, 44, é efetiva da guarda patrimonial (Foto: RONALDO SILVEIRA)

Mercado de trabalho ainda é desafio para as transexuais

O dia 9 de setembro de 2020 foi um marco na vida de Jhenny Silva, 28. Mesmo tendo assumido sua identidade de gênero aos 12 anos, ela enfrentou por anos na pele a dor do preconceito social e, como não conseguia se inserir no mercado de trabalho, passou a atuar como faxineira e cuidadora de idosos para sobreviver, mas de forma informal. A primeira oportunidade de um emprego com carteira assinada veio somente há quatro meses, quando ela foi contratada como agente de limpeza em uma empresa terceirizada no Hospital Regional de Betim. “Já passei por algumas situações, como olhares constrangedores. Mas nunca fui humilhada ou desrespeitada no meu trabalho. Ainda não fiz qualquer tipo de transformação no meu corpo e apenas tenho características femininas, o que acho que me ajudou ter uma aceitação mais fácil na sociedade. Mas vejo que as trans que têm o corpo transformado sofrem muita...

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Michelle Obama autografa Minha História. (Foto: ASSOCIATED PRESS)

Companhia das Letras lança edição juvenil de biografia de Michelle Obama

A biografia da ex-primeira dama dos Estados Unidos, Michelle Obama, ganha uma versão juvenil pela Seguinte, selo jovem da Companhia das Letras. O material, que traz uma introdução especial da autora, além de três cadernos de fotos coloridos, entra em pré-venda nesta quarta-feira (3/2) e chega às livrarias em 2 de março. A edição juvenil do livro, intitulada Minha história para jovens leitores, é adaptada para leitores a partir de 13 anos. Na publicação, Michelle detalha sua história para o público, com a honestidade, o bom humor e o afeto que são marcas registradas da ex-primeira dama. Ao compartilhar alegrias e triunfos, assim como as dificuldades, as tristezas e os desafios que encontrou pelo caminho, Michelle Obama mostra como buscou viver de forma autêntica, usando sua voz e sua força para lutar por seus ideais, tornando-se um grande exemplo para as futuras gerações. No decorrer da leitura, a autora convida...

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Ato Contra a Discriminação Racial convocado pela vereadora Sonia Cruz (com microfone) na Câmara Municipal de Osasco e com presenças de Tereza Santos e Sueli Carneiro (ARQUIVO PESSOAL)

‘Mãe preta, casa comum’

A casa construída no debaixo da rua dos Pirineus, localizada no Pau Miúdo, bairro periférico soteropolitano, no ano de 2020, ainda existe. A casa construída no debaixo da rua dos Pirineus foi erguida sobre um naco de terra cedido aos novos proprietários pela Igreja Católica, dois quartos, sala, cozinha e o cercado destelhado na parte externa era o único banheiro. A casa construída no debaixo da rua compartilha uma das suas paredes com a comunidade tradicional de terreiro, chamada Ilê Axé Adjemim, fundada pelo pai de santo Apolinário e conduzida por sua filha Aureliana, mais tarde conhecida como “mãe Lelu”. A casa construída no debaixo é apenas acessível desde uma escada bastante íngreme e, no dentro da casa, concluída a ribanceira de degraus mal-acabados, uma família absolutamente negra. São absolutamente negros porque a mãe é a mulher responsável pela casa, pela comida, pelas roupas, pela limpeza e pelas seis crianças...

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Announcing ‘Black Women Disrupt the Web,’ a multi-country web series competition and call for entries

 Black Women Disrupt, along with Antoinette Engel and Dylan Valley, an international collaborative dedicated to uplifting Black women creatives and entrepreneurs, is announcing a new project: Black Women Disrupt the Web (BWDW). This is a global competition to produce an original web series showcase. The call for entries aims to attract proposals from Black women writer-directors from Brazil, Colombia, Kenya, and South Africa for three (3) three-minute episodes providing new perspectives on the theme, “Imagining Black Futures”.  Black women from Brazil, Colombia, Kenya, and South Africa are invited to submit original proposals for a fictional web series between February 1st and March 1st. A selection committee will choose five (5) semi-finalists to receive dedicated mentorship, production funding, professional development and inclusion in a global, online, web series showcase that will be evaluated by an esteemed panel of judges in July. The winner will receive a cash prize alongside support in...

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Roda Viva/TV Cultura

No Roda Viva, Erika Hilton comenta os ataques sofridos pelos parlamentares do PSOL

O Roda Viva desta segunda-feira (1º) recebeu a vereadora Erika Hilton, a mulher mais bem votada em todo país e a primeira transexual eleita para a Câmara Municipal de São Paulo". Ativista dos direitos humanos, Erika recentemente sofreu ataques e ameaças de um garçom. Ela chegou a registrar queixa. De acordo com o boletim, o homem chegou no gabinete da vereadora por volta das 17h, de terça-feira (26), usando uma bandeira e máscara com símbolos cristãos e "aparentemente perturbado". "O que aconteceu nos últimos dias é algo extremamente lamentável, preocupante e que acende um alerta", disse no programa. Assista abaixo ao trecho: "O que aconteceu nos últimos dias é algo extremamente lamentável, preocupante e que acende um alerta", diz @ErikakHilton sobre recentes ataques e ameaças a parlamentares trans do PSOL. #RodaViva pic.twitter.com/Dcc7ZyHzY8 — Roda Viva (@rodaviva) February 2, 2021 Negra e transvestigênere, Erika Hilton é a mulher mais bem votada...

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Nia Dennis — Foto: Jayne Kamin-Oncea/Getty Images

Ginasta viraliza com tributo à excelência negra e encanta de Simone Biles a Michelle Obama

Quase um ano após viralizar com uma apresentação inspirada em Beyoncé, a ginasta americana Nia Dennis foi mais longe com um verdadeiro tributo à excelência negra durante uma competição universitária nos Estados Unidos. Embalada por Kendrick Lamar, Tupac Shakur, Missy Elliott e, claro, Beyoncé, a empolgante rotina de solo rendeu não apenas 9,95 pontos e a vitória à atleta da UCLA (Universidade da Califórnia), como também recordes de visualizações e uma chuva de elogios nas redes sociais. Even Missy Elliott was loving Nia Dennis's latest viral gymnastics routine. Find out why: https://t.co/[email protected] @ucla @MissyElliott — Olympic Channel (@olympicchannel) January 26, 2021 – Essa rotina definitivamente reflete tudo o que sou hoje como mulher e é claro que tinha que incorporar muitas partes da minha cultura – disse Nia após a apresentação. – Eu queria fazer uma festa, porque essa é a minha personalidade. Cada música é de um grande artista negro....

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A ação em frente a casa de Samara Sosthenes foi testemunhada - Arquivo pessoal

Homem dispara tiro em frente a casa da covereadora Samara Sosthenes (PSOL-SP)

A covereadora Samara Sosthenes (PSOL-SP) publicou nas redes sociais que um homem em uma moto efetuou um disparo para cima na madrugada deste domingo (31) em frente a casa em que ela reside com a mãe e os irmãos. Samara Sosthenes é travesti e mora na ocupação Prestes Maia, no Centro da capital paulista. No último dia 29 ela participou de ações voltadas para o Dia Nacional da Visibilidade Trans.   Ver essa foto no Instagram   Uma publicação compartilhada por Mandata Quilombo Periférico (@quilomboperiferico) Outros casos Além de Samara Sosthenes, as também parlamentares Carolina Iara e Erika Hilton, ambas pelo PSOL na capital paulista, sofreram atentados e ameaças diretas a sua integridade física nos últimos dias. Na madrugada do dia 26 de janeiro, a residência da covereadora Carolina Iara, localizada na Zona Leste de São Paulo, foi atingida por dois disparos. A bancada pessolista alegou se tratar de um crime político. Também no dia 26,...

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Imagem retirada do site NÓS MULHERES DA PERIFERIA

Mostra ‘Afetividades Ordinárias’ revela a vida de pessoas trans

No Mês da Visibilidade Trans, o fotógrafo João Bertholini expõe uma mostra de fotos com temática LGBTQIA+ que inaugurou no dia 20 de janeiro, em parceria com a Oficina Cultural Oswald de Andrade e curadoria de Neon Cunha mulher trans, que faz parte da Marcha das Mulheres Negras. Adaptada para o modo virtual, “Afetividades Ordinárias” pode ser vista em seu site-galeria um acervo de fotografias de diversas mulheres trans em cenas comuns do cotidiano e também com retratos agendados ou tirados de forma inesperada. Há também textos autobiográficos e poéticos de Neon Cunha e da atriz e escritora Ave Terrena, e ainda uma música-poema da dançarina e cantora Danna Lisboa, cedida especialmente para integrar o projeto. A ideia é distribuir mil exemplares da publicação quando a exposição física tiver lugar em momento oportuno. A curadoria é de Neon Cunha, que trás consigo uma história pessoal de descobrimento e resistência sobre...

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O que quase ninguém sabe ou procurou saber, é que Ygona há pouco tempo estava sem lugar para morar, foi expulsa de casa por ser travesti e foi morar num abrigo, em São Paulo. Arte Claudio Duarte

Caso Ygona: Estado deve garantir o direito à vida da população trans e negra

Ygona Moura, 22 anos, influenciadora digital, travesti, negra entrou para as estatísticas da população trans e negra. À covid-19, ela não resistiu e morreu na noite de quarta-feira, 27 de janeiro. Internada há 10 dias, o agravamento do seu quadro clínico confirma dados do Ministério da Saúde: 55% dos pretos e pardos internados pelo coronavírus morrem. A notícia da partida de Ygona ocorre na semana do Dia Nacional da Visibilidade Trans (29 de janeiro) e escancara um fator que ainda está longe de ser resolvido: bem-estar e saúde dessas pessoas A história de Ygona é muito mais do que seu vídeo dizendo que “iria aglomerar mesmo”, contrariando os protocolos de segurança durante a pandemia da covid-19. Sua fala viralizou nas redes sociais e promoveu uma enxurrada de posts com mensagens de ódio contra a influenciadora. O que quase ninguém sabe ou procurou saber, é que Ygona há pouco tempo estava...

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