quinta-feira, setembro 24, 2020

    Questões de Gênero

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    O problema não é o cacheado, é o crespo!

    o desgaste na relação desenvolvida consigo mesmo é tremendamente afetado pela pressão social negativa, tanto pela ausência de sua autoimagem como reforço positivo quanto insatisfação alimentada pela crença que assimilam das estratégias de grupos dominantes, de inferioridade e subalternidades “naturais” (Joice Berth)  Meus cachos nunca foram uma questão para mim e para os outros.  O problema era a textura do meu cabelo, crespo. Na minha família, os cachos sempre foram valorizados, o crespo nem tanto. Era preciso “domar” o meu cabelo volumoso, seco e esponjado. Fora do contexto familiar, escutava: “cabelo de espiga de milho”; “cabelo de cutia”; “nossa, que moita!”; “prende esse cabelo”; “até que o seu cabelo não é ruim, mas... tem que dar um jeito.” O “jeito” dado pela minha mãe, que também concordava com os outros, mesmo inconscientemente, foi a química. “Afinal, não vou permitir que a minha filha passe pelo que já passei”, pensava...

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    Cidinha Raiz, pré-candidata a vereadora pelo Podemos em SP: primeira negra a disputar uma vaga no Senado pelo estado em 2018 (Foto: Imagem retirada do site Universa)

    Mulheres negras na política: “Verba vai primeiro para loiras de olho azul”

    Desde que a primeira mulher negra foi eleita para um cargo político no Brasil (Antonieta de Barros se elegeu deputada estadual em Santa Catarina, em 1935), o país caminhou pouco. Passados 85 anos, mulheres negras não chegam a 1% das assembleias legislativas e a 5% das câmaras de vereadores. Nas prefeituras do país, também são subrepresentadas: 3% ocupam o cargo máximo dos executivos municipais. Não há uma sequer comandando uma capital. Os números escancaram a falta de representatividade, uma vez que elas compõem 25% da população brasileira. Em 2020, nas eleições para câmaras de vereadores e prefeituras, há maior mobilização por parte de possíveis candidatas, de coletivos para ajudá-las nas campanhas e de partidos para aumentar o quadro de candidaturas. Mas por que há tão poucas mulheres negras na política brasileira? E por que é importante que esses números aumentem? Universa conversou com pré-candidatas e nomes experientes para responder a...

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    Maternidade Preta X Paternidade Branca: breves observações sobre racismo nas disputas de guarda nas Varas de Famílias

    Há muitos anos observo criticamente a dinâmica das disputas de guarda enquanto advogada, atuando não somente em cenários de litígio, mas também nas mediações. É impossível, para mim, não perceber de que forma homens/pais brancos(ou não pretos) tratam mulheres pretas ou pobres. (Falar em vulnerabilidade financeira no Brasil é falar de negritude, naturalmente).  A desqualificação da maternidade negra ocorre sempre de maneira mais grave. Quando a disputa pela guarda se dá no campo judicial, reforçam-se estereótipos discriminatórios que afetam a parcialidade de julgadores e prejudicam o acesso à Justiça por parte destas mães. Incapaz de cuidar do filho, desequilibrada, sexualmente promíscua, são atributos comuns. Sua afetividade (ou vida sexual) será ainda mais posta em cheque e poderá ser utilizada como forma de desqualificar o exercício da maternidade.  Por que estou falando sobre isso?  Mulheres brancas não experienciam estas violências, afinal? Vejamos. Nas disputas de guarda, os tribunais levam em conta...

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    Foto: Heloise Hamada/G1

    Mulheres negras enfrentam barreiras para sustentar candidaturas

    Apesar dos registros existentes de eleições no Brasil ocorrerem desde o período colonial, as eleições diretas e democrática tem história recente. A primeira eleição em território brasileiro aconteceu em 1532, de forma indireta, com regras compiladas de Portugal. Determinavam a escolha das pessoas que ocupariam os cargos da Câmara Municipal e que seriam responsáveis pela administração das vilas coloniais. Somente os denominados homens bons podiam votar e, ser votados. (Grupo de homens que possuíam alguma linhagem nobre ou que possuíam algum negócio de importância). Em 1824 no período monárquico, além do voto não ser secreto, somente os homens livres, maiores de 25 anos e ricos poderiam votar. Por que faço esta abertura? As eleições no Brasil, é marcada por um passado com profundas exclusões e alterações de ordem conjuntural, mas trazem sequelas do sistema escravagista, apontadas de forma direta nas regras e resoluções tomadas internamente por vários partidos políticos que...

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    (Foto: Reprodução/ Instagram @heslainevieira)

    Atriz Heslaine Vieira trança o cabelo e alerta sobre a alopecia de tração

    A atriz Heslaine Vieira, que está no ar como a Ellen na reprise de "Malhação - Viva a Diferença", na Globo, e gravando um spin-off das protagonistas da trama para o Globoplay, mudou o cabelo e agora está usando tranças. Na primeira foto com o penteado novo divulgada em seu Instagram, ela contou que fez o procedimento com a especialista Day Santos, que usou uma técnica "indolor, camuflada e maravilhosa", segundo a atriz. Na noite da última quarta, 16, Heslaine fez alguns Stories com a dermatologista Julia Rocha, especialista em laser e doenças do cabelo, alertando para os cuidados necessários para quem adota as tranças. O principal deles tem a ver com a alopecia de tração. Para Universa, a dermatologista explica: "A alopecia de tração é uma forma de queda de cabelo consequente ao hábito de tensionar prolongadamente ou de maneira repetitiva os fios. Acomete de maneira mais frequente as...

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    Rita de Cássio Anjos, pesquisadora na área de Astrofísica e uma das vencedoras do prêmio Para Mulheres na Ciência, da L'Oréal Foto: Arquivo Pessoal / Arquivo Pessoal

    ‘Não existe incentivo para pessoas negras na ciência’, diz astrofísica vencedora de prêmio para mulheres cientistas

    Preconceitos estruturais impedem que um número maior de mulheres optem por carreiras na Ciência, um caminho que é ainda mais difícil para as negras, que enfrentam discriminação dupla, o racismo e o machismo. Um levantamento divulgado este ano pelo Open Box da Ciência mostra que entre os pesquisadores com doutorado em Ciências Exatas e da Terra no Brasil, 68,9% são homens e apenas 31,1% mulheres. A astrofísica Rita de Cássia Anjos, de 36 anos, desafia essa lógica. Mulher, negra, com uma adolescência pobre, hoje ela investiga a origem dos raios cósmicos e sua possível relação com galáxias de intensa formação de estrelas — conhecidas como galáxias starburst. Também colabora em projetos de inclusão para jovens com deficiência nas Ciências exatas e equidade de gênero na astronomia. Rita é a vencedora na categoria Ciências Físicas do prêmio Para Mulheres na Ciência, promovido pela L'Oréal, Unesco Brasil e Academia Brasileira de Ciências...

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    Ilustração: Silvana Mendes

    Beatriz Nascimento, uma mulher afro-atlântica

    A princípio esta coluna estava desenhada para receber textos mensais, porém tenho refletido muito sobre como produzir ideias em meio a uma pandemia e com uma montanha russa de emoções, que creio eu, estamos todas passando, umas mais e outras menos. Por esse motivo, o texto de julho acabou saindo só agora no começo de agosto. E junto dele temos novidades com a chegada de Silvana Mendes – maranhense, artista visual, professora e graduanda em Artes pela Universidade Federal do Maranhão. Sil será a responsável pelas imagens de abertura dos meus textos daqui em diante e eu estou muito feliz com a sua chegada. Para a sua estreia, Sil adentrou comigo nas fotos da família de Beatriz, a quem dedico este texto, nos revelando os seus experimentos visuais, que, em suas palavras, "são tentativas de apropriação das cores da bandeira desse Brasil tão desgastado", mas que nos ajuda a lembrar...

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    Regina King (Imagem: @GTRESONLINE)

    Regina King rompe barreira e estreia na direção com aceno ao Black Lives Matter

    Poucos dias depois de Veneza se tornar o primeiro grande festival de cinema presencial da era Covid-19, Toronto inaugurou sua 45ª edição, nesta quinta (10), com mais adaptações que seu colega italiano. No evento canadense, as sessões e programações paralelas acontecem de forma híbrida —algumas são presenciais, em cinemas, drive-ins ou espaços abertos, enquanto outras recorrem à internet. Foi virtualmente, em coletiva para a imprensa nesta sexta (11), que Regina King falou sobre os ineditismos que cercam sua estreia na direção de um longa, “One Night in Miami”, exibido em Toronto e também em Veneza. Com ele, a atriz-cineasta se tornou a primeira diretora negra a apresentar um filme no festival italiano. Outra possível primeira vez que ronda o filme tem relação com suas expectativas para o Oscar do ano que vem. Bem recebido pela crítica, “One Night in Miami” tem gerado burburinho nos dois festivais, este ano marcados pela...

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    Imagem: iStock

    Brasil, o cativeiro das mulheres

    Como era de se esperar, e quem estuda a história sabe que os direitos das mulheres são os primeiros a serem questionados e atacados em momentos de crise, o Brasil se tornou um imenso cativeiro para mulheres de todas as raças e classes sociais. Quem já tomou consciência disso tenta se proteger e também a outras mulheres, mas há quem ache que tudo segue dentro da mais absoluta normalidade e que falar disso é uma grande bobagem. Coisa de feminista que não tem mais o que fazer. Não importa em qual grupo você se encontra. Se você é mulher, você está em risco. Em uma única semana ganha espaço nos portais de notícia da internet a história de duas mulheres. Histórias de um pesadelo vivido por Mariana Ferrer e Patricia Garcia. Dignas de um filme de terror, as histórias vividas por estas mulheres são retratos contundentes do que é ser...

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    (stevanovicigor/Thinkstock/Getty Images)

    ONU Mulheres lança diretrizes para o atendimento de mulheres e meninas vítimas de violência

    No ano que marca os 14 anos da Lei Maria da Penha, a ONU Mulheres, em parceria com a União Europeia, lança as Diretrizes para atendimento em casos de violência de gênero contra meninas e mulheres em tempos da Pandemia da COVID-19. Este documento é um instrumento importante para orientar os fluxos de atendimentos remotos, para a maior proteção da vítima e fortalecimento das redes de acolhimento. Dever do Estado e da sociedade “A grande questão é saber o quanto o Estado brasileiro e a sociedade estão aliançados e comprometidos com esses 14 anos de uma lei que tem em seu preâmbulo o compromisso de prevenir, punir, erradicar toda e qualquer violência doméstica e familiar contra a mulher. A começar pela prevenção de forma efetiva, a análise que eu faço sobre a mesma durante esses 14 anos é que a sua trajetória tem sido oscilante e por isso mesmo tão...

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    (Foto: Cristiano Gomes/CB/D.A Press)

    Mais de 40% das mulheres afirmam ter sofrido violência no Chile, segundo pesquisa

    Mais de 40% das mulheres chilenas afirmam ter sido vítimas de algum tipo de violência, principalmente de natureza psicológica, embora as denúncias formais tenham caído no país, revelou uma pesquisa semestral encomendada pelo governo e divulgada nesta terça-feira (8). A quarta edição da pesquisa Violência contra a Mulher no Âmbito Familiar e Outros Espaços, realizada entre dezembro de 2019 e março de 2020 com 6.775 mulheres entre 15 e 65 anos, indicou que 41,4% das entrevistadas afirmaram ter sofrido algum tipo de violência, um aumento em relação aos 38,2% registrados na avaliação anterior, de 2017. “Hoje duas em cada cinco mulheres reconhecem ter sido vítimas de violência na vida (...) Isso se relaciona ao fato de que as mulheres de hoje também entendem os tipos de violência que existem e, por entendê-la, também estão dispostas a reconhecer, a dizer e tomar medidas a respeito", disse Katherine Martorell, subsecretária de Prevenção...

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    Imagem: iStock

    Aumento do número de suicídios entre população trans preocupa ativistas

    No primeiro semestre de 2019, foram registrados 12 suicídios de pessoas transgênero no Brasil. Já no mesmo período de 2020, foram 16 suicídios mapeados prepresentando um aumento de 34% em relação ao mesmo período do ano passado, sendo 6 homens trans/transmasculines e 10 travestis/mulheres trans. Os dados são da Associação Nacional de Travestis e Transexuais, a Antra. Segundo a Associação, o suicídio é muito difícil de mapear, porque não são publicados. Então, este número representa os casos que conseguiram ser alcançados pela Antra. O tema é tabu, mas revela a necessidade de discutir e promover políticas públicas afirmativas voltadas e a questão da saúde mental para a população trans. A associação defende que esses números se devem ao fato de que as pessoas LGBTs comumente são excluídas de vários grupos sociais, seja pelos próprios pais, familiares ou pela sociedade, tendo constantemente sua orientação e/ou identidade questionadas. O bullying transfóbico começa...

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    Falar de gordofobia é falar de discriminação e perda de direitos!

    A maioria das pessoas confundem gordofobia com pressão estética, mas, há uma grande diferença entre os dois termos. A pressão estética atinge todas as pessoas, mas principalmente as mulheres, pois estamos submetidas a um padrão de beleza socialmente imposto.  Uma pesquisa realizada pela Dove em 2019, revela que aproximadamente 70% das mulheres não se sentem representadas por imagens que veem no seu dia a dia e 96% delas não se acham bonitas. Essa pesquisa aponta como a pressão estética nos afeta, impondo um padrão de beleza inatingível.  Quando falamos de gordofobia, estamos falando sobre discriminação e sobre ser vista como doente sem nenhum exame que comprove isso. Estamos falando de exclusão social e de espaços e dos muitos olhares e atitudes que dizem e afirmam que determinados espaços não são nossos. Viver numa sociedade extremamente racista e gordofóbica me fez odiar meu corpo e cor desde a infância. Precisei me...

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    Adolescente de 16 anos foi espancada pelo pai por ser lésbica, na Bahia — Foto: Divulgação/Polícia Civi

    Adolescente é espancada pelo pai na BA e relata que motivo é ela ser lésbica; avó da vítima denunciou homem à polícia

    Uma adolescente de 16 anos relatou que foi espancada pelo pai, pelo fato dela ser lésbica. O crime aconteceu na tarde de quarta-feira (9), na cidade de Ipiaú, sudoeste da Bahia. A avó materna da garota procurou a delegacia para registrar a ocorrência, e o suspeito foi intimado pela unidade. De acordo com informações da 9ª Coordenadoria Regional de Polícia do Interior (Coorpin), a idosa procurou a delegacia logo após a agressão e informou que a neta era agredida constantemente por causa de sua orientação sexual. Segundo a polícia, os investigadores foram na casa da adolescente e constataram o fato, mas não encontraram o agressor. A vítima foi levada para a delegacia para prestar depoimento e reiterou que as agressões eram constantes e motivadas por sua orientação sexual. A adolescente disse ainda que, na segunda-feira (7), ela também havia sido agredida pelo pai com uma "bainha" de facão, um tipo...

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    Carteira de trabalho Foto: Agência O Globo/Jornal Extra

    Participação das mulheres no mercado de trabalho é a menor em 30 anos, diz Ipea

    O desemprego na pandemia atingiu com mais força as trabalhadoras no Brasil. De acordo com um levantamento do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada, o Ipea, a participação das mulheres no mercado de trabalho é a menor em 30 anos. Em junho, Núbia estava feliz: tinha acabado de ser contratada depois de meses de procura. Mas o emprego como recepcionista durou só 12 dias. Não foi só com a Núbia. Tem mais mulheres fora do mercado de trabalho do que dentro dele. A participação delas, que vinha em uma tendência de alta nas últimas três décadas, caiu para apenas 46,3% entre abril de junho de 2020. Em comparação com o mesmo período de 2019, a queda foi de 7 pontos percentuais. A participação dos homens no mercado de trabalho também diminuiu, mas menos: 6 pontos percentuais. O pesquisador do Ipea vê algumas razões para a perda de espaço das mulheres. “O...

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    Marcha das Mulheres 2017 (Foto: Natália Carneiro)

    A cruzada contra as mulheres brasileiras

    Em um primeiro momento, as forças que sustentam movimentos ultraconservadores parecem ser heterogêneas e dispersas. Um olhar atento revela que essas forças estabelecem articulações inusitadas, como as alianças do Brasil com Arábia Saudita, Bahrein, Qatar, Paquistão, Egito, Afeganistão e Sudão no Conselho de Direitos Humanos da ONU. Único país ocidental nessa articulação, o Brasil, que professa majoritariamente o cristianismo, aliou-se a países islâmicos e ultraconservadores onde as mulheres são, ainda, cidadãs de segunda categoria. É importante que as mulheres brasileiras, cidadãs com plenos direitos, saibam que, na esfera das Nações Unidas, é com esses países que o Brasil se alia em temas relativos aos seus direitos humanos. Em nome de quem fala o Brasil ao adotar tal posição na ONU? Em reunião do Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas, cujo tema principal era a aprovação de resolução proposta pelo México sobre a discriminação contra mulheres e meninas, o Brasil,...

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    Foto Midia Ninja/Reprodução/Facebook

    Aborto legal e seguro: cada vez mais difícil no Brasil

    Recentemente, o Governo Federal, por meio da Ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, afirmou que iria “ajudar” uma criança capixaba de 10 anos que sofreu violência sexual durante anos, supostamente de seu tio, e ficou gravida. A mensagem da ministra, por meio de redes sociais, despertou a atenção do país ao caso, especialmente de grupos religiosos contrários ao aborto.  A avó da criança, sua representante legal, decidiu exercer o direito de realizar um aborto legal e seguro, já que este caso se enquadra em uma das circunstancias em que o aborto está permitido. Além de ser o resultado de violência sexual, a gravidez de uma criança de 10 anos, cujos órgãos reprodutivos não estão completamente desenvolvimentos, é considerada de risco. Foi notícia que durante dias a família da criança sofreu de forma reiterada acosso e pressões de grupos conservadores contrários ao aborto. Desde contatos com a avó...

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    “Isso fica entre nós” – Descobrindo a minha sexualidade e enquanto era assediado

    Quando sou questionado sobre o período em que “saí do armário” automaticamente sou levado aos anos que rodearam essa época, e simplesmente mergulho num passado de ingenuidade e vergonhas que me afeta até hoje de formas cruéis, abrindo feridas que eu pensava que já estavam cicatrizadas.  Nasci e morei por boa parte da minha vida no interior, sendo em fazendas ou pequenas vilas que tinha como moradores pessoas ignorantes e preconceituosas – o que não ajuda muito quando se é um adolescente negro de quinze anos que está descobrindo sua homossexualidade – que a todo momento tentam te taxar com rótulos, por exemplo; Se você não é um garoto que trata as mulheres como lixo com certeza é “viado”, ou seja, você é um completa vergonha a sua família, principalmente ao seu pai que tem expectativas de ter um filho “pegador” que vai lhe dar cinco ou seis netos. Você...

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    Arte: Ademola Adesoji.

    Essa coca é fanta, e, é viada!

    “Bixistranha, loka preta da favela Quando ela tá passando todos riem da cara dela Mas, se liga macho, presta muita atenção Senta e observa a sua destruição” (Bixa Preta - Linn da Quebrada)   Depois de vários dias triste em casa, autoestima baixa por opressão estética (quem é negra, gorda, bixa e afeminada sabe), decidi me vestir, colocar um look babadeiro.  Uma camisa social laranja amarrada acima do umbigo e uma calça pantacourt azul (meu amigo me descreveu como um Aladim). Fui vestido assim, para frente de casa (moro na periferia de Porto Velho - RO) conversar com um amigo (gay branco), uma amiga (bissexual negra) e outra amiga (heterossexual branca).   Enquanto colocávamos as fofocas em dias, dois homens passaram em uma moto, e ficaram me encarando, viraram a esquina e o da garupa seguiu me encarando, eu me mantive firme, um pouco receoso, porém mantive o olhar fito nele. ...

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    Ator e membro do Conselho Consultivo do UNFPA, Érico Brás é um dos convidados da edição (Reprodução/Facebook)

    ‘Ser pai é estar atento a novas descobertas. É estar presente no auxílio à mãe, à mulher que está grávida’, diz ator Érico Brás em novo episódio do ‘Fala, UNFPA’

    Escute o episódio O mais recente episódio do podcast do Fundo de População da ONU, o “Fala, UNFPA”, apresenta experiências exitosas de paternidade para chamar a atenção sobre a importância e benefícios da paternidade responsável para pais, mães, filhos e filhas e responsáveis. Um dos convidados da edição é o ator Érico Brás, que faz parte do conselho consultivo do UNFPA, que  fala da sua experiência de paternidade e sobre como os homens podem se engajar cada vez mais nesse papel. De acordo com o ator,  ser pai é estar atento a novas descobertas. É estar presente no auxílio à mãe, a mulher que está grávida  e essa paternidade se estende pela vida inteira. A responsabilidade compartilhada, conforme orienta a a oficial para Saúde Sexual e Reprodutiva do Fundo de População da ONU, Anna Cunha, deve ser um assunto presente. O episódio também aborda a experiência de ser pai durante a pandemia,...

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