Afro-brasileiros

Foto: Divulgação/ Editora Griot

Orixás no terreiro sagrado do samba

O livro é uma narrativa sobre duas manifestações que sempre dialogaram: religiões afro-brasileiras e escolas de samba, segundo a jornalista e autora, Claudia Alexandre. A obra sugere um "olhar desfragmentado" sobre a presença das tradições de matrizes africanas em expressões culturais, que ajudaram a construir o que chamamos de identidade nacional. Vemos que, ao longo do tempo, o que era uma forma de perceber o mundo foi sofrendo rupturas provocadas por interpretações e ações hegemônicas. O que inclui o assombro da indústria cultural e as violências da intolerância religiosa. De qualquer forma, religar esses universos, tensionando o ambiente acadêmico e revisitando acervos das experiências negro- -africanas em diáspora, também nos revela novos caminhos para (re) escrever a História do Brasil a partir da história dos sambas e das escolas de samba. A autora, "devidamente" autorizada, adentrou a encruzilhada da Vai-Vai, um território negro paulistano onde reinam Exu, o orixá mensageiro,...

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Aleksandr Púchkin e Machado de Assis (wikimedia commons)

Púchkin e Machado, o ser negro, formas de ouvir o outro

Este estudo pretende, em leituras de Púchkin e aproximações de Machado, analisar, em perspectiva comparada, o lugar de visibilidade da herança afrodescendente em Aleksander Púchkin (1799-1837) na literatura russa e Machado de Assis (1839-1908) na literatura brasileira. Perceber, entre margem e centro, a voz plural e inovadora do autor russo, seus caminhos até o outro. Em Puchkin, a viagem. Fronteiras possíveis. O olhar para si que se deixa atravessar pela diferença. Em Machado, seu olhar para as máscaras sociais e para a escravidão. Nesses autores, marcas em sua literatura que formam a sua casa e o seu tempo, em diálogo com a modernidade. Na abertura para o outro, leituras onde o que estava no lugar do cânone também se modifica, escurecendo o imaginário nos novos contextos. Primeiras linhas Escurecer a folha. Uma escolha, um gesto. Penso na página feita de pedaços, vestígios. Machado em seu contexto afrodescendente. Nesse colar e...

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Homenagem feita pelo Google a Juliano Moreira no dia em que ele completaria 149 anos (Google)

Juliano Moreira: o psiquiatra negro que revolucionou o tratamento de transtornos mentais no Brasil

No início do século 20, ele "revolucionou o tratamento de pessoas com transtornos mentais no Brasil e lutou incansavelmente para combater o racismo científico e a falsa ligação de doença mental à cor da pele". É assim que o Google apresenta o trabalho do psiquiatra brasileiro Juliano Moreira, ao homenagear o trabalho do cientista e professor baiano neste dia 6 de janeiro, quando o nascimento dele completa 149 anos. Moreira nasceu em Salvador, em 1872, filho de uma mulher negra que trabalhava em uma casa de aristocratas na Bahia — algumas biografias apontam que ela mesma era escrava e outros relatos mencionam que ela era descendente de escravos. Só em 1888 o Brasil aprovaria a Lei Áurea, que determinava o fim da escravidão. Os relatos sobre a vida de Moreira destacam a condição de pobreza na origem dele e o fato de que teve que vencer fortes obstáculos para entrar na Faculdade...

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(Foto: Divulgação/ Netflix)

AmarElo – É tudo pra ontem: um olhar reflexivo sobre o Brasil

Desde o lançamento do álbum AmarElo, o rapper Emicida realiza um projeto que é simultaneamente artístico e intelectual de leitura e criação de projetos do Brasil. O documentário “AmarElo – É tudo para ontem”, lançado pela plataforma de streaming Netflix no dia 8 de dezembro, é mais uma realização dessa face do trabalho do artista. A mescla da narrativa pessoal da construção do álbum com a memória de marcos históricos e culturais do Brasil incita um exercício cada vez mais necessário: a conciliação entre o conhecimento, a política e o afeto. Esse movimento é o que permite que o disco seja um encontro entre passado, presente e futuro, revisitando a história brasileira, os conflitos e possibilidades apresentados pelo presente e os futuros que o reconhecimento da coletividade e da interdependência permitem. “Tudo, tudo, tudo que nóiz têm é noiz.”. Emicida propõe uma expressão da brasilidade que parte das cosmopolitas margens...

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Ernesto Batista Mané Júnior, diplomata e cientista - (crédito: Egan Jimenez/Divulgação)

Diplomata e cientista nuclear é um dos 100 negros mais influentes do mundo

Paraibano, Ernesto Batista Mané Júnior, 37 anos, atua com excelência no que se dispõe a fazer: ao longo da vida, foi garçom, professor de inglês, programador e pesquisador. Atualmente, concilia duas diferentes carreiras de destaque, nas quais encontrou uma intersecção num nicho que alia todas as suas habilidades. Diplomata pelo Itamaraty e cientista nuclear, o físico pela Universidade Federal da Paraíba (UFPB) foi reconhecido como uma das 100 pessoas negras mais influentes do mundo na área de política e governança na lista Most Influential People of Africa Descent (Mipad). É doutor em física nuclear pela Universidade de Manchester (Inglaterra), onde fez intercâmbio de graduação; pesquisador no Cern, o maior laboratório de física de partículas do mundo, em Genebra, na Suíça; e fez dois pós-doutorados: pelo Laboratório de Física Nuclear e de Partículas do Canadá e pela Universidade Princeton, nos Estados Unidos. A vivência no exterior foi um dos fatores que...

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Marcos Oliveira/Agência Senado

Senado derruba portaria para “moralizar” lista de personalidades negras

O Senado aprovou nesta 4ª feira (9.dez.2020) projeto de decreto legislativo que derruba portaria da Fundação Palmares que pretendia “moralizar” lista de personalidades negras. A matéria ainda precisa ser analisada pela Câmara dos Deputados. O presidente da Fundação Palmares, Sérgio Camargo, assinou em 11 de novembro portaria que definiu as diretrizes para a seleção e publicação, no site do órgão, de nomes e biografias das personalidades notáveis negras, que historicamente contribuíram para a formação e desenvolvimento dos valores culturais, sociais e econômicos no Brasil ou no mundo. Segundo Camargo à época, a portaria “moraliza a lista de personalidades negras”, que seria selecionada pela diretoria colegiada da Fundação Palmares. “O critério de seleção passa a ser a relevante contribuição histórica. Haverá exclusão de vários nomes. Novas personalidades serão incluídas em razão do mérito e da nobreza de caráter”, disse no Twitter. A portaria (íntegra – 73 KB) foi publicada nesta 4ª feira (11.nov.2020) no Diário Oficial...

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Crédito: Marcelo Correa

Martinho da Vila se diz aliviado com exclusão em site da Fundação Palmares: ‘Me desvinculem daquele sujeito’

Martinha da Vila diz que se sentiu aliviado com a exclusão de seu nome no site da Fundação Palmares, que tem hoje Sérgio Camargo como presidente. Além do sambista carioca, os cantores Elzas Soares e Gilberto Gil também tiveram suas biografias retiradas do site da Fundação. "Achei ótima a iniciativa. Me desvinculem daquele sujeito (referindo-se ao presidente da Fundação Palmares). Me desvinculem daquela organização, porque eu não gosto mais dela. Ela não tem mais função. Brevemente, uma nova vai surgir. Temos de esquecer essa gente. Nossa bandeira brasileira também foi estragada, pois virou símbolo do governo atual. Temos de retomar nossa bandeira como símbolo de todos os brasileiros", diz Martinho em entrevista à "Veja". Martinho só lamenta o adiamento do carnaval para julho, logo no ano em que ele é enredo da sua Vila Isabel: "Foi chato. Mas, pelo menos, o carnaval vai ser lembrado para sempre, já que vai...

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Figura-chave no movimento abolicionista brasileiro, Luiz Gama também se destacava por seus talentos literários e jornalísticos, diz Ligia Fonseca Ferreira (WIKICOMMONS)

Quem foi Luiz Gama, figura-chave no movimento abolicionista brasileiro

Faz 25 anos que a pesquisadora Ligia Fonseca Ferreira estuda a vida e a obra de uma figura singular da história brasileira: o abolicionista Luiz Gonzaga Pinto da Gama (1830-1882). Ela debruçou-se sobre o personagem para sua tese de doutorado, iniciada em 1995 e concluída no ano 2000 na Universidade Sorbonne Nouvelle — Paris III. E descobriu um personagem muito mais dinâmico do que as poucas linhas que a historiografia consagrada lhe reservou. Se nos últimos anos, o abolicionista vem sendo reconhecido como verdadeiro advogado — autodidata, soube utilizar as leis vigentes para conseguir, pela justiça, alforriar centenas de escravos — e figura-chave no movimento abolicionista brasileiro, Ferreira foi além. Professora de Letras da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), ela atentou para os talentos literários e jornalísticos de Luiz Gama. Apenas 12 anos depois de ter aprendido a ler, Gama publicou, em 1859, seu único livro, Primeiras Trovas Burlescas. Foi...

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Escritora publicou 51 livros, entre romances, contos, crônicas, traduções e ensaios folclórico (FLINKSAMPA/DIVULGAÇÃO)

Ruth Guimarães: o centenário da escritora pioneira que colocou a identidade negra no centro de sua obra

Literatura caipira e negra. Para a escritora Ruth Guimarães (1920-2014), a definição era orgulhosamente assumida. Em 2007, em depoimento concedido ao Museu Afro Brasil, ela afirmou que, "assim como somos um povo mestiço, todo cheio de misturas de todo jeito, a nossa literatura também é toda feita de pedaços de textos, de arrumações aqui e ali". "Não há nada que nos torne inteiriços, inteiros", definiu. "Minha literatura é isso também. Eu conto a história da roça, de gente da roça, do caipira. Eu também sou caipira, modéstia à parte. Eu não me importei muito se havia uma tendência, ou se havia uma inclinação para contar a história do preto; como eu também sou misturada, o meu livro é misturado. Como eu sou brasileira, nesse sentido de brasileiro todo um pouco para lá, um pouco para cá, o meu livro também é assim, um pouco para lá, um pouco para cá."...

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Foto: Divulgação

Sarau Poética da Macumba ocorre sábado (21) no YouTube

No próximo sábado (21), às 17h, Latitudes Africanas organiza o Sarau Poética da Macumba, que será transmitido em seu canal do YouTube. O Sarau Poética da Macumba é uma atividade artístico-cultural pan-africana e internacional que visa proporcionar reflexões em torno do Mês da Consciência Negra. O objetivo é receber artistas e poetas negros/as do Brasil, Colômbia, Guiné-Bissau, México e República Democrática do Congo. Será mediado por Cicí Andrade, cantautora, estudante de Antropologia em Unila, cria de Saraus da Zona Sul de SP, e que desenvolve sua arte de maneira independente, e por Bas´Ilele Malomalo, natural da RDCongo, filósofo, poeta e coordenador de Latitudes Africanas/Unilab. Entre os convidados, conta-se com a presença de Chay C., músico compositor, produtor afromexicano do estado de Oaxaca, membro e fundador do grupo “Aguaje Ensamble”, projeto que busca dar visibilidade ao povo afromexicano. Jônatas Petróleo, sambista paulista, ativista sociocultural e professor de música. Alicia Reyes, comunicadora...

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Divulgação

No mês da consciência negra o Justificando lança coluna ‘Vozes Negras’

No mês da consciência negra, oito juízas e juízes e oito defensoras e defensores públicos negros aterrissam no Justificando com uma coluna que pretende iluminar temas e discussões nem sempre presentes nas publicações dos sites jurídicos: o direito e as relações étnico-raciais. A coluna, veiculada às terças, é coordenada por Eduardo Pereira da Silva, Isadora Brandão e Kenarik Boujikian. É inegável que a inauguração de um espaço que possibilite a reverberação de vozes negras do campo jurídico constitui, por si só, uma iniciativa arrojada. Isso se levarmos em consideração a subrepresentação de negros(as) nos quadros das instituições que compõem o sistema de justiça e o longo caminho que ainda precisamos precorrer para que estas reflitam o mosaico plurirracial e pluriétnico que define a sociedade brasileira e é, sem sombra de dúvidas, o seu maior patrimônio. Contudo, a coluna pretende ir além. Assumimos também o desafio de provocar, todas às terças-feiras,...

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Desenho de Esperança Garcia, negra escravizada que foi reconhecida como primeira advogada do Piauí (Ilustração: Valentina Fraiz)

Quem foi Esperança Garcia, negra escravizada reconhecida como 1ª advogada do Piauí

Esperança Garcia, mulher negra e escravizada, escreveu ao governador do estado do Piauí em 1770, denunciando os maus-tratos que tanto ela quanto suas companheiras e seus filhos sofriam. Também reclamava do fato de ter sido separada de seu marido e do impedimento de batizar as crianças. Devido a essa carta, Esperança recebeu o título simbólico pela OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) do Piauí de primeira advogada do estado. A carta de Esperança foi encontrada em 1979, no Arquivo Público do Piauí, pelo historiador Luiz Mott. A descoberta de sua reivindicação fez dela símbolo da luta por direitos e da resistência negra. Em sua homenagem, o dia 6 de setembro, data da carta, foi instituído como Dia Estadual da Consciência Negra no Piauí. O reconhecimento por parte da OAB foi fundamentado em dois anos de pesquisa da Comissão Estadual da Verdade da Escravidão Negra da seção local da Ordem e...

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Imagens: divulgação. Na foto: Ebomi Cici.

Oficinas Culturais propõem atividades dedicadas ao mês da Consciência Negra

As Oficinas Culturais, uma iniciativa da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Governo do Estado de São Paulo e gerenciadas pela Poiesis, possuem diversas atividades on-line e gratuitas em homenagem ao dia da Consciência Negra, que faz referência à morte de Zumbi dos Palmares no dia 20 de novembro de 1695. A programação convida o público a refletir sobre a data com bate-papos, oficinas e workshop. A live Arte em Diáspora: Experiências Guinée Connakry, Tunisia e Brasil tem como objetivo discutir sobre as estratégias que os artistas convidados encontram para dialogar com as imagens e visões de África, seja para questionar significados já consolidados, ou mesmo, para analisar velhos estereótipos advindos do racismo epistemológico que hierarquiza saberes, pessoas e países. O encontro será com a cantora, bailarina e compositora da Guinée Conacri, Fanta Kanotê e com o poeta, pintor, ator-dançarino e diretor Benjamin Abras, brasileiro que reside em Tunes (TUN). A live...

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Pelé (Foto: EFE/Sebastiao Moreira)

Pelé, 80 anos: Longa vida ao rei

Em 1968, o ano que nunca terminou, o artista plástico americano Andy Warhol (1928-1987) cunhou uma de suas mais conhecidas frases, estampada no catálogo de uma exposição em Estocolmo: “No futuro, todo mundo será famoso por quinze minutos”. Em 1977, dias antes de Pelé pendurar as chuteiras com a camisa verde do Cosmos de Nova York, o gênio da pop art reescreveu a máxima depois de apontar sua inseparável Polaroid Long Shot para o rei, base para uma coleção de serigrafias: “Pelé é um dos poucos craques que contrariam minha tese. Em vez de quinze minutos de fama, terá quinze séculos”. Nesta sexta-feira, 23, Edson Arantes do Nascimento completará 80 anos — pouco ainda diante do túnel de eternidade que tem pela frente. Instado por VEJA a dizer o que o Pelé de 80 anos diria ao Pelé de 17, revelado pelo Santos e descoberto pelo mundo na Copa de...

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Luiz Gama (1880) Imagem: Wikipédia Commons

Lígia Ferreira redescobre o jornalismo de Luiz Gama

Pouco conhecida dos brasileiros em geral e ausente dos currículos das escolas  de comunicação, a obra jornalística do também poeta e advogado abolicionista  Luiz Gama está agora mais acessível ao público graças a essa  nova coletânea. O destaque ao trabalho jornalístico de Gama se justifica, uma vez que ele foi, durante praticamente toda sua vida, um homem de imprensa, articulista e comentarista jurídico, inclusive no âmbito internacional. Conhecido como poeta, principalmente pela ampla difusão dos versos do poema “Quem sou eu” (mais conhecido como “Bodarrada”), o único intelectual brasileiro submetido à escravidão passou à história por sua atuação como advogado dos escravizados, mas tinha também como profissão o jornalismo, atividade à qual se dedicou durante praticamente toda a vida. Muitas pessoas que conheço e outras tantas que não conheço consideram a professora da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) Lígia Fonseca Ferreira como a maior conhecedora da vida e obra...

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Reproução/Facebook/@joaoboscoterapeuta

João Bosco Borba morreu nesta quarta por complicações da covid-19

Presidente da Associação Nacional dos Coletivos de Empresários afro-brasileiros (Anceabra), João Bosco Borba, morre por complicações do novo coronavírus na noite desta quarta-feira (9/9), em São Paulo. A confirmação da morte foi dada pelo diretor da entidade, Mário Nelson Carvalho. Nas redes sociais, várias mensagens de carinho ao brasiliense que teve forte participação em movimentos negros no Distrito Federal e militante pelo Partido dos Trabalhadores (PT). "As pessoas são insubstituíveis em sua existência, e quando são especiais, além da falta que fazem àqueles que as amam, deixam o mundo mais pobre. Sem o nosso amigo, o mundo perde um pouco do seu brilho, alegria e cor. Não temos palavras para expressar os nossos sentimentos. Pedimos a Deus que conforte o coração dos familiares e amigos neste momento de dor", diz uma das publicações. "Agradecemos a sua dedicação às causas sociais e pela luta incansável em defesa de uma sociedade digna, fraterna e...

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A participação negra na moda brasileira já tem seus registros no século 17, quando mulheres negras produziam e comercializavam roupas de linho, joias e tecidos. Mas a história da moda brasileira é contada a partir do século 19 (Foto: Marcelo Soubhia)

Moda afro-brasileira é uma das armas de resistência contra a discriminação racial

Na Escola de Artes, Ciências e Humanidades (EACH) da USP, uma pesquisa mostra como a moda afro-brasileira vem ganhando espaço e se tornando cada vez mais um símbolo de resistência e de autoafirmação para a população negra contra o racismo e a discriminação. “A ‘mão negra’ está e sempre esteve presente na moda. Mas a história da moda brasileira é contada a partir do século 19, centralizada na Belle Époque, e com isso se serviu da cultura europeia”, conta a desenhista industrial Maria do Carmo Paulino dos Santos. A pesquisa de mestrado Moda Afro-Brasileira, design de resistência: o vestir como ação política tem, entre outros objetivos, recontar essa história e mostrar o quanto “esse vestir é capaz de criar uma consciência que resulte em ações políticas”. Pesquisadora Maria do Carmo Paulino dos Santos (Foto: Cris Nigro) Segundo Maria do Carmo, a participação negra na moda brasileira...

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Ismael Ivo (Foto:  Alexandre Battibugli/Veja SP)

Ismael Ivo, diretor do Balé da Cidade, sofre dois AVCs

Diretor do Balé da Cidade, Ismael Ivo sofreu dois AVCs (acidente vascular cerebral) no início do mês de junho. Ivo teve total reversão do quadro, sem sequelas, e por isso, continua à frente do corpo a artístico, de acordo com a Secretaria Municipal de Cultura. “A Prefeitura de São Paulo, por meio da Secretaria Municipal de Cultura, informa que Ismael Ivo, diretor do Balé da Cidade, sofreu dois AVCs em junho. Informações médicas dão conta de que Ismael teve total reversão do quadro, sem sequelas. Ele segue na direção do Balé da Cidade“, diz a nota. Ivo assumiu o Balé da Cidade em 2017, a convite do então prefeito João Doria e do secretário de Cultura André Sturm. Durante sua gestão, chamou a atenção a temporada de Um Jeito de Corpo, com a coreografia de Morena Nascimento. Da periferia de São Paulo, ele ganhou repercussão entre os anos 80 e...

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Carlos Santos (Foto: Imagem retirada do site ABN)

Carlos Santos (1904 -1989): jornalista, advogado e primeiro governador negro no Rio Grande do Sul.

“(...) foi ali na saudosa Oficina Dias, nessa Catedral de Trabalho, de Honra e de Natureza, que eu falei, pela primeira vez, aos meus irmãos de luta...” (Carlos Santos) Nascido na cidade portuária de Rio Grande (RS), em 9 de dezembro de 1904, Carlos da Silva Santos foi um exemplo de luta tenaz, em prol da cidadania, ao exercer cargos de relevância política. Filho do carpinteiro Manoel Ramão dos Santos e da professora de música Saturnina Bibiana da Silva Santos, teve uma trajetória marcada pelo seu imenso potencial intelectual e por realizações importantes em prol do bem- estar do ser humano. Devido às dificuldades financeiras, Carlitos – como era conhecido na infância - abandonou os estudos, aos 12 anos de idade, e empregou-se numa empresa de reparos navais, cujo nome era Oficina Dias. A formação cristã, herdada de sua mãe, refletiu-se no seu comportamento fraterno e em suas preocupações de...

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Djamila Ribeiro (foto: MAURO PIMENTEL)

Festival ‘Na janela: Jornadas antirracistas’ reúne escritores e ativistas

Entre sexta (26/6) e domingo (28/6), a Companhia das Letras realiza a terceira edição do festival Na janela. Com o tema Jornadas antirracistas, o evento vai discutir assuntos como educação antirracista, interseccionalidade (raça e gênero), racismo estrutural, democracia e empreendedorismo. A série de conversas on-line contará com a participação de nomes como Djamila Ribeiro, Silvio Almeida, Thiago Amparo, Sueli Carneiro e Jarid Arraes, entre outros. O Festival Na Janela: Jornadas Antirracistas será exibido no canal do YouTube da Companhia das Letras. Sexta-feira – 26/6, às 18h Performance de lançamento do livro Não pararei de gritar Carlos de Assumpção Sábado - 27/6, às 15h Educação e Infâncias Negras Bel Santos, Kiusam de Oliveira e Otávio Jr. Mediação: Juê Oliveira Sábado - 27/6, às 17h Racismo Estrutural e Institucional Cida Bento, Jurema Werneck e Silvio Almeida. Mediação: Ronilso Pacheco Sábado - 27/6, às 19h Feminismos Negros - Homenagem aos 70 anos de...

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