quinta-feira, janeiro 21, 2021

Questão Racial

Alicia Keys (Foto: Rob Latour/Shutterstock)

Alicia Keys pede para Joe Biden lançar iniciativa de justiça racial nos EUA

Alicia Keys quer que Joe Biden lance uma iniciativa de justiça racial nos primeiros 100 dias de mandato. Ao lado de 16 outros artistas, a cantora gravou um vídeo chamado 17 Novos Jeitos Para Pessoas Negras Morrerem Nos EUA e relembrou a morte de pessoas negras nos últimos anos, como a de George Floyd e Breonna Taylor. (Via NME) Feito em parceria com as organizações #breathwithme e Black Music Action Coalition, o vídeo é uma continuação do clipe 23 Jeitos Pelos Quais Você Poderia Morrer Se Você For Negro Nos EUA, publicado em 2016. Keys, Mary J. Blige, Ty Dollar $ign e outros artistas pedem para o próximo governo introduzir uma comissão específica para tratar de questões raciais, chamada de Truth, Racial Healing and Transformation Action. O vídeo também deixa claro que a legislação não é inédita e foi apresentada pela congressista Barbara Lee e pelo senador Cory Booker em...

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Enfermeira Mônica Calazans, de 54 anos, é a primeira brasileira a receber dose da vacina Coronavac (Foto: Governo do Estado de São Paulo / Divulgação)

“Precisa dizer que Mônica é negra?”: o racismo à brasileira e a CoronaVac 

A enfermeira Mônica Calazans foi a primeira brasileira vacinada contra a covid-19, em um evento transmitido direto do Hospital das Clínicas, em São Paulo, no último domingo, 17, após a Anvisa ter liberado o uso emergencial da CoronaVac. O momento histórico - e de alívio - foi protagonizado por duas mulheres. Mônica, que trabalha no hospital Emílio Ribas, negra, moradora de Itaquera, extremo leste da periferia paulistana, e a enfermeira Jéssica Pires de Camargo, branca, que a vacinou. Em um país onde o vice-presidente Hamilton Mourão acha que não existe racismo, que "é uma coisa que querem importar", o fato de enfatizarmos que Mônica é uma mulher negra e evidenciarmos isso jornalisticamente incomodou muita gente. Nas redes sociais - incluindo a postagem que Universa fez sobre o fato no Instagram, seguidores indignados questionavam: Por que dizer que ela é negra?", "Será que os brancos também não vão se vacinar?", "Se...

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Em foto de 2019, Ananda Portela segura a mão da avó, internada com covid-19 Imagem: Acervo Pessoal

Após o final do ano, a covid-19 explodiu em minha família – e no país

Poucos dias depois das festas de fim de ano, as confirmações de infecção pelo novo coronavírus assustaram a família de Ananda Portela, redatora do UOL. As comemorações de Natal e Réveillon resultaram em duas hospitalizações: a do seu pai e sua avó. Os planos para uma festa ao ar livre, na casa da avó em Minas Gerais, não saíram como esperado. Em um momento, Ananda, que não havia recebido diagnóstico positivo, teve de adotar máscaras e distanciamento da família dentro da própria casa. Ela foi a última a receber a confirmação da doença, depois de ter cuidado dos pais, do irmão e da cunhada. "No dia em que escrevo este texto, 13 pessoas da minha família estão contaminadas com o novo coronavírus. Nos encontramos no fim de 2020 para as festas de fim de ano em Minas Gerais. No dia de Natal, o primeiro grupo com 12 pessoas chegou à casa da minha...

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Thiago Amparo (Foto: Marcus Leoni/CLAUDIA)

O Brasil é uma enfermeira preta vacinada

Na política e na vida, imagens importam. Neste domingo (17), a cara do Brasil não é a do presidente da República espumando sandices pela boca ou a de seu ministro da Saúde, abestalhado, isolado no alto palco de sua irrelevância em uma entrevista coletiva que nada explica. Ofuscados pela genialidade imagética do governador João Doria (PSDB), um ex-aliado feroz, Jair Bolsonaro e Eduardo Pazuello tornam-se hoje o que sempre foram: irrelevantes. Perigosos, mas irrelevantes. Ao investir na semiótica da decência política calcada na vida, Doria sai desta gigante, como merece sair, apesar dos atropelos marqueteiros. Na entrevista em São Paulo, tanto a linguagem empregada quanto a imagem veiculada por Doria contrastaram dramaticamente com um ministro da Saúde acanhado, apequenado e deveras irritado, como uma criança gigante cujo doce fora dela roubado. Em democracias competitivas como é o Brasil, paixão e autointeresse se controlam e se anulam; em outras palavras: foi o marketing doriano que acabou controlando...

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Imagem: Arquivo Pessoal

“Lutei e provei inocência do meu filho, hoje ajudo mães em penitenciárias”

Durante toda a minha vida lutei para ter um espaço na sociedade. Por ser mulher, negra e pobre, as coisas sempre foram mais difíceis. Apesar disso, me orgulhava de ter criado bem meus três filhos, Valdeci, hoje com 36 anos, Wanderlei, 33, e Walter Cristiano, 30. Acreditava que tinha conseguido mostrar a eles um mundo mais igualitário. Pensava assim até conhecer o sistema prisional pelo lado de dentro. Em 2013, no dia 14 de março, meu caçula foi preso, acusado de associação ao tráfico de drogas. Na primeira vez em que fui visitá-lo na cadeia, o que vi foram muitos jovens, a imensa maioria negros, amontados em cubículos, tratados como dejetos. Cada um daqueles meninos podia ser o meu filho, e estavam todos largados naquele lugar horrível, equiparável a uma senzala. Saí de lá inconformada, abalada, sentindo uma revolta enorme. Ao mesmo tempo, sofria pelo que estava acontecendo com o...

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Gilmar Bittencourt Santos Silva - Arquivo Pessoal

Quilombos podem ajudar a mudar o racismo estrutural?

No final deste ano após tantas perdas, inclusive entre as populações negras no Brasil (por Racismo, Bala ou Covid -19), a Câmara dos Deputados numa articulação, raspada a facão (Emicida), das esquerdas com o movimento negro, colocou em votação e fez aprovar naquela casa o projeto de decreto legislativo 817/2015 a Convenção Interamericana contra o Racismo, a Discriminação Racial e Formas Correlatas de Intolerância pretende ser instrumento de combate ao racismo estrutural. Ante as falas contra o texto e por conta do meu engajamento e pesquisa, logo imaginei que o texto poderia trazer algo que pudesse mudar as condições de vida no campo, em particular ao falar sobre reparações. Não é o caso. Bastam dois cliques no site da Câmara Federal. O citado projeto aprovado na casa baixa e seguindo ao Senado Federal nada trata de temas mais tensos, quero vê-lo aprovado, mas ele em nada agrega as disputas para a melhorar...

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Arquivo Pessoal

Governo do Rio sanciona Lei Ágatha, que prioriza investigação de crimes contra crianças e adolescentes

O governo do Rio de Janeiro, de Cláudio Costa, sancionou, nesta quarta-feira, 13, a “Lei Ágatha”, que prioriza investigação de crimes contra crianças e adolescentes. A Lei 9.180/21 é de autoria das deputadas Dani Monteiro e Renata Souza, ambas do PSOL, e da deputada Martha Rocha, do PDT, e garante que crimes cometidos contra a vida de crianças e adolescentes tenham prioridade na investigação. A medida recebe o nome de Ágatha Vitória Sales Félix, uma menina de 8 anos, que foi baleada e morta, em 2019, durante operação policial no Complexo do Alemão, na Zona Norte do Rio. A nova norma estabelece que "os procedimentos investigatórios e as comunicações internas e externas referentes aos procedimentos investigatórios deverão conter o seguinte aviso escrito: 'Prioridade - Vítima Criança ou Adolescente'".   Fonte: Brasil 247

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ilustrações Amanda Favali (@favali_)

Se os privilegiados estão cansados, imagine os negros

   Não venho armado de verdades decisivas.                                             − Frantz Fanon   No ano passado, a discussão racial ocupou grande parte dos meios de comunicação e provocou debates em diferentes espaços da sociedade. Ainda que esse movimento tenha acontecido, tardiamente, existem razões para que o tema continue repercutindo. O racismo estrutural ainda impõe obstáculos à sobrevivência dos negros, e não encontra políticas de Estado que o enfrente radicalmente; as consequências são devastadoras, produzindo um elenco de cidadanias mutiladas na vida da população negra (SANTOS, 1996/1997). Por exemplo: o preterimento nas seleções para as melhores oportunidades de emprego, exceto em atividades que ofertam baixa remuneração e maior exploração humana; estabelecimento de moradias em locais com alta vulnerabilidade social; principais vítimas de encarceramentos e assassinatos nas abordagens policiais. Milton Santos, doutor em...

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Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense — Foto: Reprodução/Redes Sociais DHBF

Oito corpos são encontrados em Belford Roxo, Baixada Fluminense

Os corpos de oito homens foram encontrados em Belford Roxo, na Baixada Fluminense, segundo informou a Secretaria estadual de Polícia Militar nesta terça-feira (12). Em nota, a corporação informou que equipes do 39º Batalhão de Polícia Militar (Belford Roxo) foram acionadas nesta manhã para checar informações sobre três corpos na Avenida Joaquim da Costa Lima, no bairro Vila Pauline. Chegando lá, os PMs constataram que havia cadáveres no local. À tarde mais cinco corpos, também de homens, foram encontrados na Praça Santa Marta. Nos dois lugares os policiais isolaram a área e acionaram a Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense.     Fonte: G1

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Lucas afirma que gravou a abordagem porque esse foi o 4º 'enquadro' que levou esse ano em Santos, SP — Foto: Reprodução

PM é flagrado dizendo que jovem tem ‘cara de ladrão’ durante abordagem

Jovem gravou momento em que PM diz 'você tem cara de ladrão, vai ser enquadrado dez vezes; "Você tem cara de ladrão, vai ser 'enquadrado' dez vezes, você tá escutando?". A afirmação foi dirigida a um operador de loja de 23 anos, durante uma abordagem da Polícia Militar em Santos, no litoral de São Paulo. O momento foi filmado pelo jovem e repercutiu na web. Em entrevista ao G1 nesta quinta-feira (14), Lucas Costa de Araújo disse que resolveu postar os vídeos nas redes sociais porque ficou indignado com a situação. A PM afirma que as imagens que flagram a ação do policial foram encaminhadas para a Seção de Justiça e Disciplina para apuração. O caso ocorreu quando o jovem, que trabalha durante a madrugada em um supermercado, voltava do serviço, por volta das 6h30 de terça-feira (12). Ele relata que estava de bicicleta na ciclovia do bairro Gonzaga quando...

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Manifestantes protestam em memória de George Floyd em Mineápolis, nos Estados Unidos Foto: CHANDAN KHANNA / AFP

Keeanga-Yamahtta Taylor reflete sobre a força que vem do ativismo negro

As eleições que levaram a afro-americana Kamala Devi Harris a ocupar a vice-presidência dos EUA demarcam um passo importante na simbologia da resistência negra do país e é um ponto saliente na constante curva da luta pelos direitos civis na maior potência econômica do planeta. O Brasil, embora com papel destacado nas Américas, ainda patina no campo do combate às desigualdades sociais e raciais, com fulcro no racismo estrutural. Certamente a vitória de Joe Biden-Kamala, da mesma forma que foi sentida na maior parte do mundo, como sintoma de trégua dos diálogos bélicos, no caminho da esperança e da paz, é sentida aqui também. Além do desafio enfrentado pelas urnas municipais, que elegeram bom número de representantes, entre mulheres e homens negros, para nossos padrões, dez estados ainda vão contar com 59 legisladores de comunidades remanescentes de quilombos, segundo a Coordenação Nacional de Articulação das Comunidades Negras Rurais Quilombolas (Conaq)....

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Ivanir Dos Santos / Arquivo Pessoal

Comunidade judaica e movimento negro se movimentam contra dois prefeitos do Rio

Há uma articulação de setores da comunidade judaica e de representantes do movimento negro para realizarem ações conjuntas contra os prefeitos de Rio das Ostras, Marcelino Borba, e Duque de Caxias, Washington Reis. O primeiro sugeriu que judeus são “gananciosos e só pensam em dinheiro”, o que levou a Federação Israelita a acionar a Justiça por “preconceito abjeto”. Já.... Reis é alvo de uma ação do Centro de Articulação de Populações Marginalizadas (Ceap) por dizer, na posse, que seus adversários em Duque de Caxias apelaram ao TRE, ao STF, ao STJ e “foram na esquina da macumba”: “O pronunciamento, de tom irônico, promove a intolerância às religiões de matriz africana”, diz o Babalawô Ivanir dos Santos.   Fonte: Por Ancelmo Gois, enviado para O Globo 

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Getty Images

QuintoAndar oferece bolsas para pessoas negras que querem aprender programação

Notícia boa para quem quer se profissionalizar no ramo de tecnologia. A imobiliária digital QuintoAndar está oferecendo 50 bolsas de estudos para pessoas autodeclaradas pretas ou pardas para o curso de Programação Web Full Stack, ministrado pela Digital House. Ao término, os bolsistas serão incentivados a participar do processo seletivo para a área de engenharia de software do QuintoAndar. Os alunos aprenderão programação na prática, realizando sistemas web a partir do zero nas linguagens Java e React, além de fazerem um projeto de conclusão de curso. Serão 210 horas de aprendizado remoto. Como o curso é ao vivo, é necessário que os bolsistas tenham livre o período noturno. Vale ressaltar que as classes serão ministradas três vezes por semana, durante cinco meses. Além do pré-requisito racial, é necessário ter no mínimo 18 anos, ensino médio completo e se inscrever até o dia 7 de fevereiro. “O Código Preto é parte de um...

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Manifestação Pelo Passe Livre dos Idosos em São Paulo. (Imagem retirada do site Arnobio Rocha)

As Primeiras Lutas de 2021: Passe Livre de Idosos e Vacinação, Já!

O ano inicia com algumas lutas e pautas bem específicas, passe livre dos idosos (retirado por Dória e Covas) e Vacinação, Já, e que podem ganhar corpo e dimensão nacional, como aconteceu entre junho e julho do ano passado, a pandemia continua sendo o fator limitante da presença massiva e da continuidade desses movimentos, como também a pauta limitada. O Brasil vive várias contradições simultâneas, um governo com “programa” absolutamente contra os direitos sociais, trabalhista, previdenciários, desprezo aos direitos humanos e nenhum respeito à democracia. Ao mesmo tempo, os movimentos sociais e políticos, ainda não se recuperaram das derrotas dos últimos 4 anos, não conseguindo apresentar programa alternativo e nem apontar para resistir ao caos social. A Pandemia paralisou uma provável reorganização popular de resistência, mesmo com um governo que aposta no quanto pior melhor, nenhuma preocupação com as mortes de mais de 200 mil brasileiros, continua a negar a...

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Mãe de Emily Victoria Silva dos Santos, 4, fala durante protesto após morte da menina em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense - Nicola Pamplona/Folhapress

Por que matam os nossos pássaros negros?

É preciso que olhemos as crianças e jovens negros que tiveram as suas vidas destruídas, além das estatísticas, para nunca nos esquecermos das dignas trajetórias que tiveram. Trajetórias imensamente dignas. A dita “política de segurança pública” que enseja mortes no Brasil tem assassinado, sobretudo, os sonhadores, devastando os que sonhavam e sonham com eles. “Perder um filho é o inverso das coisas”, diz meu avô. E com ele aprendi: é o inverso porque as trajetórias se findam incompletas. E o final, na verdade, nunca é o final só para quem partiu. Porque, por trás de tantos sonhos interrompidos, havia tantos outros compartilhados. No país em que crianças e jovens são diariamente discriminados, violentados e mortos, é necessário falarmos das suas humanidades silenciadas. Eis aqui o Brasil das trajetórias que se perderam porque decidiu fazer do seu amanhã uma repetição inacabada do seu ontem e da violência travestida em “política de...

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Foto: Reprodução/Twitter

Fotógrafo faz desabafo em vídeo após ter porta arrombada e casa invadida pela PM

O repórter fotográfico Tandy Firmino, morador do morro Santa Marta, no Rio de Janeiro, gravou um vídeo para denunciar a invasão de policiais na sua casa, na manhã desta segunda-feira (11). De acordo com Firmino, que fala abraçado à sua filha que chora, os policiais arrombaram a porta e ainda o criticaram por não ter ouvido eles baterem. “Eu fui abordado agora pela manhã dentro da minha casa. Arrebentaram a porta da minha casa. A realidade de um morador de favela é essa: preto, pobre e favelado”, desabafa. Firmino aponta para os prejuízos e prossegue: “Tá aqui, olha, a minha porta toda arrebentada. Quem vai pagar o prejuízo agora? O Estado vai fazer isso? Além do susto, cara, isso é muito esculacho pra um morador, você tá entendendo? Eu trabalho tranquilamente, tenho o meu trabalho, tô de férias, eu fui abordado dentro de casa e sai como errado, como se...

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Thiago Amparo (Foto: Marcus Leoni/CLAUDIA)

Isto são os EUA

Os Estados Unidos da América creem tanto em sua imagem como a maior democracia liberal do mundo que esquecem que essa imagem, vista por eles próprios como excepcional no panteão internacional, é, de fato, uma autoimagem. Quando nos olhamos muito no espelho, esquecemos a diferença entre o que é reflexo, edificado sobre o arenoso solo das nossas aspirações, e o que é realidade, construída com os escombros das nossas próprias contradições. Não há nada de excepcional do ponto de vista moral num país onde presidentes pressupõem que o poder de executar civis por drones faz parte do seu trabalho diário presidencial (em sua recente biografia, ao descrever de forma franca e brutal o ofício de ordenar a morte por drone, Obama revela que o horror é bipartidário). Não há nada de excepcional, ou mesmo democrático, no fato de os EUA terem auxiliado na consolidação de ditaturas ao redor do mundo,...

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O economista Michael França - Foto: Bruno Santos/Folhapress

Estereótipo sobre identidade social influencia sua trajetória?

A imagem que um indivíduo tem de si e a percepção de pertencimento a diferentes grupos sociais exercem consideráveis influências na sua trajetória de vida. Devido ao expressivo impacto nas interações humanas, a identidade social representa um conceito central de análise para diversos fenômenos estudados pela psicologia social, sociologia, antropologia e ciência política. Na economia, este conceito tem ganhado progressivo espaço nos últimos anos. Em 2000, George Akerlof, prêmio Nobel em 2001, e Rachel Kranton, publicaram no The Quarterly Journal of Economics um modelo teórico introduzindo a identidade na análise econômica quantitativa ("Economics and identity", 2000). Akerlof e Kraton argumentaram que a escolha da identidade pode representar a decisão “econômica” mais importante que um indivíduo faz e que a incorporação desse conceito na economia poderia oferecer uma nova perspectiva. Basicamente, existe uma série de categorizações sociais possíveis, como o gênero, a raça, a profissão, a classe social, os padrões de...

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iStockphoto

‘Afrofuturo’, ‘Vidas Negras’ e ‘Ficções Selvagens’ valorizam negritude ao sair da mesmice

Consumir assuntos atrelados à cultura diaspórica africana, afrofuturismo, figuras negras apagadas ao longo da história e relações raciais brasileiras pode ser uma atividade enriquecedora aos ouvintes de podcasts do Brasil, que é líder no ranking mundial de produção do setor, de acordo com dados divulgados pela agência americana Voxnest neste ano. A cada episódio de “Ficções Selvagens” —programa semanal criado pelo escritor Alê Santos e lançado em novembro—, por exemplo, o ouvinte é levado a uma nova distopia de ficção científica que tem como base a própria realidade contemporânea brasileira. As histórias mesclam, assim, uma série de desigualdades sociais a um intenso desenvolvimento da tecnologia digital, num futuro nada agradável. Amanhã estreia a minha série Ficçoes Selvagens na @orelo_audio . Usem o código [email protected] para conseguir um mês grátis na plataforma e acompanhar essas e outras histórias. No vídeo tem uma prévia do primeiro episódio chamado, Depois do Presidente Negro...

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Aleksandr Púchkin e Machado de Assis

Articulações negras importam

Em um cenário marcado por uma crise de caráter econômico, político e social causada pela pandemia, a disputa eleitoral nos Estados Unidos aprofundou ainda mais as tensões criadas pela administração do presidente Donald Trump. Enquanto um fenômeno multidimensional da política estadunidense que envolve dinâmicas de classe, gênero e raça, o trumpismo revelou diferentes faces, que na maioria das vezes se materializou em manifestações públicas de homens brancos da classe trabalhadora. Desde as primárias republicanas, Donald Trump flertava com supremacistas brancos que já tinham um canal aberto no Partido Republicano. É sempre bom lembrar que alguns republicanos estimularam a aproximação com o Tea Party, uma organização que construiu uma agenda libertária em 2009, mas, sob a presidência de Barack Obama, logo se metamorfoseou em um grupo de feição racista. Nesse sentido, Trump apenas cumpriu a função de reconduzir supremacistas brancos à política mainstream dos Estados Unidos, inflamando o debate racial que...

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