Casos de Racismo

(Foto: Twitter/Renatoafjr)

Os Ciscos do Brasil e o racismo de todo dia

"A resistência de Renato Freitas nos ensina que, se por um lado muitos Ciscos morrem no meio do caminho, outros se salvam e se multiplicam. Ocupam espaços de poder e dizem em alto e bom som: racistas, vocês serão combatidos", escreve o jornalista Aquiles Lins, editor do 247, sobre a prisão do vereador curitibano "Cordão de ouro branco vale quanto pesa né. Praça da Sé na loucura da miséria. Maluco vai quer tipo é pra se manter de pé. Sua coroa tá ali, sabe qual que é. Jogada na calçada, calça rasgada, muito louca de cachaça, chamam de vaca. Está sem chance, está sem nada. Vadia velha com um filho, jogado às traças. Mas que nada, a rua abraça. Tá crescendo Cisco menino, desafortunado do gueto vai vendo. Ele quis ir pra escola, mas a sua história, vai já era..." A música Cisco era o que tocava na caixa de som dos...

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Rainha Elizabeth II, em 2015 - Getty Images

Novos documentos revelam o racismo histórico do palácio de Buckingham

Uma regra expressa do palácio de Buckingham, em vigor pelo menos até o final dos anos 1960, proibia a contratação de “imigrantes de cor ou estrangeiros” para cargos administrativos, segundo documentação histórica divulgada com exclusividade pelo jornal The Guardian. A sombra de racismo na casa real britânica, abalada pelas recentes acusações da duquesa de Sussex, Meghan Markle, em entrevista à apresentadora norte-americana Oprah Winfrey, causou uma grave crise institucional há alguns meses, que o entorno da rainha Elizabeth II tentou aplacar com vagas promessas de investigar o que aconteceu. As novas revelações reabrem —timidamente— um debate que a sociedade britânica encerrou sem aprofundá-lo. Há meses o jornal vasculha os arquivos nacionais em busca de casos em que Buckingham tenha usado o chamado Royal Consent (consentimento real) de forma abusiva. Trata-se de um uso parlamentar de origem remota e consolidada no tempo, pelo qual o monarca tem a capacidade de permitir ou não o debate de leis...

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Foto: Pedro Kirilos/Riotur

Registros de crimes de discriminação racial e religiosa crescem no Rio

Nos últimos três anos, houve aumento no número de crimes de discriminação registrados pela Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância (Decradi). Segundo a delegada titular, Márcia Noeli, os cinco primeiros meses de 2021 tiveram sete vezes mais registros de casos de racismo e intolerância religiosa dirigidos a um grupo ou comunidade, em relação a 2019. Ocorrências de injúria racial, ou seja, casos de intolerância religiosa dirigidos a um indivíduo específico, aumentaram aproximadamente 30% no mesmo período. Os dados foram apresentados em uma reunião virtual da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) de Combate à Intolerância Religiosa, da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), na terça (1º). A deputada Martha Rocha (PDT), presidente da comissão, destacou a importância de treinar agentes de segurança para lidar com os casos. “Seja para os que ingressam pelo concurso de delegado, inspetor ou oficial de cartório, o tema Direitos Humanos tem...

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Foto: Imagem retirada do site Uneafro Brasil

Em meio ao racismo institucional, aluno negro tira a própria vida na USP

Na última terça-feira (25), o jovem Ricardo Lima da Silva se suicidou em meio ao racismo e negligência da Universidade de São Paulo (USP). Morador do Conjunto Residencial da USP – CRUSP,  Ricardo procurou ajuda por diversas vezes dentro da Universidade e o que ouviu foram comentários que negligenciaram a sua dor.  O jovem sofria com o bullying dos colegas e com o racismo institucional, inclusive por parte dos docentes. Ele implorou por ajuda da instituição, mas não obteve retorno. Ricardo passou a acreditar que tinha que tirar sua vida para que as coisas mudassem na USP.  Nenhuma atitude institucional foi tomada quando o estudante avisou que iria se suicidar nas escadas do próprio bloco estudantil, onde residia. Ricardo se pendurou no sexto andar, e amigos do jovem relataram que não houve nenhum movimento da Universidade para impedir a sua ação.  Moradores do CRUSP relatam que um guarda da PPUSP...

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A estudante Fernanda Yumi Tagashira, 20, descendente de japoneses, foi atacada no ano passado por um colega de trabalho que já havia dito que japoneses, chineses e coreanos eram "tudo um bando de gente porca" (Foto: Karime Xavier)

Brasileiros de ascendência asiática relatam ataques racistas durante a pandemia

Descendente de japoneses, Fernanda Yumi Tagashira, 20, conseguiu seu primeiro emprego em uma empresa de segurança e monitoramento virtual de São Paulo em março de 2020, início da pandemia de Covid-19 no Brasil. O entusiasmo durou apenas alguns dias, até que uma colega de trabalho responsável por sua integração disse que japoneses, chineses e coreanos eram "tudo um bando de gente porca”. A supervisora insistia diariamente nos comentários de cunho racista e, durante um almoço, enquanto higienizava a mesa com álcool, tornou a agressão, até então verbal, em física. “Ela espirrou álcool na minha cara e falou, dando risada: 'olha o coronavírus, olha o coronavírus'. O álcool pegou no meu rosto e no meu olho e ardeu muito. Voltei a trabalhar com o olho ardendo”, conta a estudante de rádio e TV. A discriminação racial contra amarelos —como são classificados os grupos étnico-raciais do Leste e Sudeste Asiático e seus...

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Imagem: Geledes

Mulher é detida por crime de injúria racial após ofender funcionários e clientes de bar no Maracanã

Um caso de injúria por preconceito aconteceu na madrugada de sábado (29) no fim de semana, num bar na Rua Dona Zulmira, no Maracanã, na Zona Norte do Rio. Uma professora ofendeu uma garçonete negra, além de outros funcionários e clientes do bar. Num vídeo gravado por uma cliente do bar, a professora Ana Paula de Castro Batalha assume os xingamentos. "Referi como negra, eu assumo o que faço. Eu falei, eu assumo. Ela me chamou de branca azeda e eu falei que ela era negra. Assumo. Tenho doutorado ", disse Ana Paula. Funcionários do bar chamaram a polícia depois que ela ofendeu a garçonete Rosilene Carvalho. "Chegou essa senhora acompanhada de um rapaz. Ela disse que estava ali aguardando há horas e ninguém olhava para ela. Nisso ela me pediu uma cerveja e uma água e deixou bem claro: eu quero que a água venha fechada, pois eu tenho...

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Após críticas, correio da Espanha encerrou venda de selos inspirados em tons de pele com valores diferentes Foto: Reprodução/Correos

Acusado de racismo, correio da Espanha suspende venda de selos com tons de pele

Correos, o serviço postal da Espanha, encerrou uma campanha amplamente criticada de selos inspirados em diferentes tons de pele, apenas três dias após seu lançamento, após críticas de que a ação perpetuava o racismo. O serviço postal administrado pelo governo estreou na semana passada os "Selos da Igualdade", uma coleção de quatro selos que representavam diferentes cores de pele. O mais claro dos selos custava € 0,90 a mais do que o selo mais escuro – uma diferença de preço com objetivo de refletir o valor que os espanhóis dão às pessoas com base na cor da pele, de acordo com o material da campanha publicitária. A reação online, no entanto, foi extremamente negativa. Milhares de usuários no Twitter criticaram a campanha em seu lançamento, chamando-a de deslocada ou "acidentalmente racista". Muitos usuários expressaram surpresa pelo fato de um serviço administrado pelo governo aprovar tal produto. As vendas dos selos...

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Flávia Oliveira (Foto: João Cotta)

“Assistem, marcam pessoas negras e vão dormir”, diz Flávia Oliveira, da Globo, sobre jovem negro de bike abordado por PMs

Pelo Twitter, a jornalista Flávia Oliveira, da Globo, reclamou de pessoas brancas jogarem nas costas de pessoas negras toda a responsabilidade de lutar contra o racismo. Ela afirma que foi marcada diversas vezes no vídeo de homem negro que foi algemado por policiais enquanto fazia manobras de bicicleta numa praça e questionou: “Por que quem identifica e se revolta com o racismo estrutural não pode tomar as próprias providências? Por que não marcam as autoridades policiais de Goiás? Por que não viralizam o racismo institucional entre os amigos e conhecidos brancos?”. A jornalista, dizendo estar “verdadeiramente cansada”, ainda criticou a militância que se limita as redes sociais: “Assistem a essas cenas traumáticas, marcam pessoas negras e vão dormir”. Youtuber é abordado e algemado enquanto andava de bicicleta numa praça. Foto: Reprodução/DCM Leia a fala na íntegra: É um vídeo abominável sobre como pessoas negras, sobretudo jovens negros, sofrem...

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Imagem: Geledes

Agência é condenada por “racismo recreativo” em ambiente de trabalho

O fato da ofensora e da própria reclamada não enxergarem ofensa em um comentário não quer dizer que não tenha existido ofensa. A triste realidade é de que há "inúmeras práticas racistas naturalizadas em nosso cotidiano, materializadas em microagressões, que partem de comportamentos que, de tão enraizados, são, por vezes, inconscientes". Com base nesse entendimento, a juíza Renata Bonfiglio, da 27ª Vara do Trabalho de São Paulo, condenou uma agência de publicidade a pagar R$ 20 mil por danos morais por praticar 'racismo recreativo' contra uma funcionária. Segundo os autos, a ofensa racial ocorreu durante uma reunião da equipe. A supervisora da funcionária começou o encontro com a seguinte frase: "Estou com vontade de ver todo mundo e em breve irei marcar uma reunião para ver o rosto de todos. Quero ver se fulano cortou o cabelo e se a R* (nome da funcionária) continua preta”. A trabalhadora cobrou providências...

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Elvis Presley (Foto: Divulgação) e Quincy Jones (Foto: Getty Images / Matty Winkelmeyer)

‘Elvis Presley era racista, eu nunca trabalharia com ele’, afirma Quincy Jones

O lendário produtor Quincy Jones revelou em entrevista ao The Hollywood Reporter como nunca trabalharia com Elvis Presley - porque o dono de "Can't Help Falling In Love" "era racista." Em determinado momento da entrevista, perguntaram para Jones se teria trabalhado com Presley. "Eu não trabalharia com ele," respondeu. "Eu escrevia para Tommy Dorsey, oh Deus, naquela época nos anos 1950. Elvis chegou e Tommy disse: 'Não quero tocar com ele.' Ele era um racista filho da - vou calar a boca agora." "Quando eu via Elvis, ele era treinado por Otis Blackwell , dizendo-lhe como cantar," adicionou. The Hollywood Reporter também observa: Blackwell disse a David Letterman, em 1987, que o produtor e Presley nunca se conheceram. Quincy Jones também falou sobre os protestos anti-racistas nos Estados Unidos após a morte de George Floyd: "Isso acontece há muito tempo, cara. Pessoas viram...

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Imagem: Geledes

Polícia identifica homem e apreende bandeira nazista após vídeo circular nas redes sociais

A Polícia Civil de Santa Catarina apreendeu uma bandeira nazista utilizada por um homem na sacada de um apartamento em Florianópolis. Após a identificação do envolvido, o advogado que o representa compareceu a delegacia. Um vídeo, que circulou nas redes sociais na semana passada, mostra o homem balançando uma bandeira estampada pela suástica. Segundo a polícia, o inquérito que apura o ato foi finalizado e encaminhado ao Judiciário. Em comunicado, o órgão informou que “foram tomadas as devidas medidas legais e aberta investigação para apurar autoria da possível prática do crime previsto na Lei 7.716/89”, que define atos que envolvam discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional. Após a circulação das imagens, o Ministério Público de Santa Catarina também se manifestou e informou que acompanhava as investigações dos policiais através do Necrim (Núcleo de Enfrentamento aos Crimes de Racismo e Intolerância), que atua dando suporte às...

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Imagem: Geledés

Mulher que foi presa por racismo volta a atacar vizinhos no litoral de SP: ‘Negra porca’

A mulher que é investigada pela polícia por escrever ofensas racistas contra vizinhos em Santos, no litoral de São Paulo, fez uma nova colagem em sua porta contra uma moradora. O novo bilhete, fixado outra vez na entrada do apartamento da nutricionista de 56 anos, foi obtido pelo G1 nesta segunda-feira (10). A mulher já chegou a ser presa por ameaçar vizinhas e praticar injúrias raciais, mas foi solta. A nova colagem da mulher se refere a uma de suas vizinhas, também já ofendida em outras ocasiões, como "preta retinta", "porca" e "maloqueira", além de outros xingamentos de baixo calão. O G1 não havia conseguido localizar a suspeita até a última atualização desta reportagem. Nos papéis que ela havia colado na porta de seu apartamento anteriormente, ela se referia aos negros como pessoas de "espírito imundo" e "escória da sociedade". Na ocasião, foi registrado boletim de ocorrência contra a nutricionista...

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Escândalo começou quando jornal afirmou que nenhum votante do Globo de Ouro é negro Imagem: Alberto E. Rodriguez/Getty Images

Tom Cruise devolve troféus após escândalo de racismo no Globo de Ouro

Diante do escândalo de racismo envolvendo o Globo de Ouro, Tom Cruise decidiu devolver seus três troféus conquistado ao longo dos anos. De acordo com o site Deadline, ele enviou à HFPA (Associação de Imprensa Estrangeira de Hollywood, da sigla em inglês) os prêmios de Melhor Ator conquistados por "Jerry Maguire: A Grande Virada" (1996) e "Nascido em 4 de julho" (1989), assim como o prêmio de melhor ator coadjuvante por Magnólia (1999). O escândalo começou em fevereiro, quando uma matéria do jornal Los Angeles Times revelou que a HFPA não tinha nenhum membro votante negro, e que muitos dos jornalistas integrantes da organização recebiam "mimos" de estúdios — uma forma antiética de tentar influenciar votos na premiação. Desde então, a organização do Globo de Ouro (cuja edição de 2021 aconteceu normalmente) propôs algumas ações para tornar o seu quadro de votantes mais diverso. No entanto, organizações ativistas como a Time's Up criticaram as...

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(Foto: Reprodução/ Irvin Rivera)

Regé-Jean Page fala sobre racismo que sofreu de executivo da Warner

O ator, Regé-Jean Page, ficou no centro de uma polemica, quando foi revelado que ele apenas não foi escolhido para ser o avo do Superman na série Krypton por ser negro. O ator falou no Twitter sobre a situação. Na rede social o ator disse que quer apenas seguir em frente, mas a situação não dói menos agora do que na época que aconteceu. Hearing about these conversations hurts no less now than it did back then. The clarifications almost hurt more tbh. Still just doing my thing. Still we do the work. We still fly. 👊🏽 — Regé-Jean Page (@regejean) April 7, 2021 Várias fontes disseram ao THR que os criadores do programa Krypton eram apaixonados por fazer algum elenco não tradicional e que Regé-Jean Page, que se tornaria uma estrela de Bridgerton, fez o teste para o papel do avô de Superman. Mas Geoff Johns, alto executivo da Warner que estava supervisionando o projeto e está sendo acusado de racismo, disse que Superman não...

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(Getty Images/iStockphoto)

Empresa é condenada a indenizar empregada que sofreu racismo no trabalho

Uma empresa deve zelar pela boa-fé, urbanidade e pelo respeito à dignidade humana no ambiente de trabalho. Desconsiderar um comportamento preconceituoso de um funcionário pode ser passível de indenização. De acordo com esse entendimento, a 4ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho de Minas Gerais (TRT-3) condenou uma companhia a pagar indenização por danos morais a uma funcionária que sofreu racismo por parte de outra empregada. Segundo o processo, a autora estava no ambiente de trabalho durante a Semana da Consciência Negra e, por conta disso, haviam diversos cartazes, referentes à comemoração pregados nas paredes. Durante um intervalo, uma outra funcionária apontou para os cartazes, gritou: "Oh, você!" e citou o nome da autora. No momento da injúria, havia cerca de 30 pessoas no pátio e todas começaram a rir da empregada acometida. Após o ocorrido, a empregada procurou o líder da sua equipe, que lhe encaminhou para a área de recursos humanos. Ela também procurou a psicóloga da companhia mas...

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Ilzver de Matos Oliveira (Foto: ASSCOM/UNIT)

Entidades denunciam racismo religioso contra professor impedido de assumir vaga em universidade

Aprovado no concurso público para professor no Departamento de Direito da Universidade Federal de Sergipe (UFS) em 2019, o professor doutor Ilzver de Matos Oliveira foi impedido de assumir uma vaga aberta na universidade este ano por decisão do Conselho Departamental de Direito da UFS. O professor vai acionar o Supremo Tribunal Federal e movimentos enxergam racismo na postura da universidade. A manobra beneficiou um integrante da Associação Nacional de Juristas Evangélicos, ligado à ministra Damares Alves. A decisão do conselho contraria a Súmula 15 do Supremo Tribunal Federal (STF) e o parecer da professora Jussara Jacintho, integrante do Conselho Departamental do Curso de Direito da UFS e relatora do processo. Jacintho levou em conta uma situação ocorrida dois anos antes para defender que a vaga aberta fique com Oliveira. “No dia 29, um dia após a decisão do Conselho, a professora Jussara comparou o meu caso com outro semelhante...

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Boeing 737 MAX - Foto ELAINE THOMPSON

Boeing demite 65 funcionários por conduta racista, discriminatória e odiosa

A Boeing demitiu 65 funcionários e advertiu outros 53 por conduta racista, discriminatória e odiosa desde que o CEO Dave Calhoun prometeu "tolerância zero" em junho. Ele está tentando cumprir um plano de ação da companhia pela igualdade racial lançado no ano passado, depois que o assassinato de George Floyd por um policial gerou protestos nos Estados Unidos. Agora, em uma tentativa maior de transparência, a Boeing está divulgando uma lista de seus funcionários por gênero, raça e etnia - e o relatório mostra que a empresa ainda tem um longo caminho a percorrer para atingir seu objetivo de ter uma força de trabalho mais diversificada. “Como testemunhamos imagens horríveis nos noticiários e ouvimos histórias comoventes de nosso povo, nossa determinação em promover a equidade, a diversidade e a inclusão só se tornou mais forte”, disse Calhoun aos funcionários nesta sexta-feira. A Boeing está trabalhando para apoiar a inclusão, à...

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Fred durante protesto antirracista antes de partida do Manchester United pela Liga Europa - Foto: Oli Scarff/AFP

Um em cada cinco jogadores brasileiros na elite europeia sofreu racismo em rede social

Figuras de macaco. Rostos de gorila. Bananas. Ofensas à cor de pele da mãe. "Preto". "Neguinho". Zombaria por causa do cabelo. "Mono de merda". No final de semana em que parte do futebol europeu decidiu boicotar as redes sociais por acreditar que elas fazem pouco para combater o racismo, os jogadores brasileiros têm muitos motivos para protestar. Levantamento feito pela Folha nas contas de Instagram dos atletas do país que atuam na elite do continente mostra que 23% dos que liberam de forma irrestrita os comentários em suas fotos receberam ao menos uma mensagem racista nesta temporada, iniciada em agosto de 2020. A pesquisa englobou as cinco principais competições nacionais de acordo com o coeficiente da Uefa (federação europeia): Alemanha, Espanha, França, Inglaterra e Itália. São 105 jogadores brasileiros em clubes de primeira divisão nesses países. Desse total, 18 decidiram bloquear a conta (o que exige pedir autorização para seguir), não permitir comentários ou...

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Margareth Menezes (FOTO: JOSÉ DE HOLANDA/DIVULGAÇÃO)

Margareth Menezes se manifesta após ter nome citado em fala racista de comentarista

Citada em comentários preconceituosos por comentaristas do site MyCujoo, a cantora Margareth Menezes se pronunciou por meio de nota repudiando a atitude da equipe. Aconteceu na tarde do domingo (25), durante a transmissão do jogo Bahia x Napoli, válido pela terceira rodada do Campeonato Brasileiro feminino. Edson Florão usou o termo “cabelos exóticos” para se referir aos cabelos crespos das jogadoras, que em sua maioria são negras. “O Bahia, que está aí com a sua vantagem de estatura, com esses cabelos exóticos. Pelo menos meia dúzia (das jogadoras). A Nine (lateral direita) tem o cabelo mais exótico, me parece, dessa equipe do Bahia”. Narrador da partida, Paulo Cesar Ferrarin citou o nome da cantora Margareth Menezes para complementar o comentário racista. “Verdade. Eu até ‘tava’ brincando com esses cabelos. Parece a Margareth Menezes (cantora), lá da Bahia”. Chamar cabelos crespos de “exóticos” em um país de maioria negra é, no mínimo, ultrapassado e preconceituoso. Por isso, a cantora não deixou...

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Episódio aconteceu em evento virtual da Unicamp no final de março, mas ganhou atenção agora após relato de Katiúscia Ribeiro (Foto: Afroafeto Fotografia)

Professora relata ataque racista e sexista em evento de universidade de SP 

A professora de filosofia Katiúscia Ribeiro relatou ter sofrido ataques racistas e sexistas durante uma palestra on-line organizada pelo Centro Acadêmico de Filosofia da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas). O episódio teria ocorrido no dia 24 de março, mas ganhou repercussão apenas esta semana, após a docente decidir expor a situação nas redes sociais. A professora, que mora no Rio de Janeiro, relata que foi convidada para participar do evento virtual de abertura do ano letivo, de recepção dos novos estudantes do curso de filosofia. Durante sua participação em uma mesa de discussão sobre o tema "A filosofia africana e o racismo estrutural" dezenas de pessoas teriam invadido a sala de debate e passado a fazer ataques.   Ver essa foto no Instagram   Uma publicação compartilhada por ☥ Katiúscia Ribeiro ☥ (@kattiiusciaribeiro) "Eu já estava há quase 30 minutos expondo sobre o assunto e no momento em que falei...

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