Casos de Racismo

Thierry Henry deixa redes sociais para protestar contra racismo e gera debates

O ex-jogador francês Thierry Henry, de 43 anos, decidiu cancelar todas suas contas nas redes sociais em protesto contra a falta de iniciativa dos administradores dessas plataformas para combater o racismo. Henry, que atualmente é treinador, expressou sua insatisfação pública com a morosidade das redes sociais em coibir insultos racistas e a facilidade que os infratores têm de se manifestar publicamente, conservando o anonimato. “Oi pessoal, a partir de amanhã de manhã (sábado), irei me retirar das redes sociais até que as pessoas no poder sejam capazes de regular suas plataformas com o mesmo vigor e ferocidade com que fazem atualmente quando você infringe direitos autorais”, afirmou o ex-atacante, em sua conta no Twitter. “O grande volume de racismo, intimidação e consequente tortura mental para os indivíduos é muito tóxico para ser ignorado. Tem que haver alguma responsabilidade. É muito fácil criar uma conta, usá-la para intimidar e assediar sem...

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Imagem: Geledes

Injúria racial e racismo

“Achei esse escravo aqui no fumódromo! Quem for o dono avisa!” Por esta mensagem em um grupo de WhatsApp, denunciada em março de 2018, Gustavo Metropolo, então aluno da Fundação Getulio Vargas de São Paulo, foi condenado pela Justiça de São Paulo pelos crimes de racismo e injúria racial. A postagem fora acompanhada da foto do seu colega de faculdade João Gilberto Lima, que é negro. Metropolo foi condenado em primeira instância a dois anos e quatro meses de reclusão, convertidos em serviços comunitários e multa, além de pagamento de cinco salários mínimos à vítima. A decisão é rara por condenar o réu por dois crimes, racismo e injúria racial, pelo mesmo ato. Um dos entraves jurídicos para punir atos racistas é, justamente, definir se o caso em questão se trata de uma ofensa direcionada à vítima em razão de sua cor (injúria racial) ou à toda a coletividade de pessoas...

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Roda de conversa virtual da OAB sobre racismo é invadida e tomada por comentários ofensivos: ‘macaco’

Uma roda de conversa virtual sobre racismo e intolerância religiosa, promovida pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), em Campos, no Norte Fluminense, na última segunda-feira (22), foi invadida por ofensas racistas aos palestrantes. Entre as ofensas, participantes contam que foram chamados de macacos. "Muitos gritavam: ' Fora daí seu macaco! Fora daí seu macaco!' Foi muito triste!". "As meninas e meninos mais jovens que estavam na sala (virtual) com a gente se sentiram desesperados. Foi uma cena simplesmente aterrorizante pra gente naquele momento", acrescentou o subsecretário de Igualdade Racial e Direitos Humanos de Campos, Totinho da Capoeira, um dos palestrantes do evento online. Além das ofensas racistas, os hackers também promoveram atos antidemocráticos e exibiram vídeos de pornografia durante o evento. Com isso, a roda de conversa virtual precisou ser interrompida. "A gente se vê invadido, a gente se vê impotente, sem conseguir ter reação, com gritos de 'macaco',...

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Postagem com mensagem racista foi feita em grupo de WhatsApp Foto: Reprodução

Justiça condena, por racismo, ex-aluno da FGV que chamou colega de ‘escravo’

A Justiça de São Paulo condenou Gustavo Metropolo, ex-aluno da Fundação Getúlio Vargas (FGV), pelos crimes de racismo e injúria racial, após ele chamar um colega negro de "escravo" em um grupo de WhatsApp. A decisão da 14ª Vara Criminal do Fórum da Barra Funda, na capital paulista, fixou a pena em dois anos e quatro meses em regime aberto. Porém, a pena privativa de liberdade foi substituída por prestação de serviços à comunidade e pelo pagamento de cinco salários mínimos à vítima. O GLOBO tentou contato com a defesa de Gustavo Metropolo, mas não teve retorno. A FGV afirmou que "não é parte na ação e o réu já não é seu aluno desde logo após o evento”. O caso foi denunciado em março de 2018 pelo também aluno da FGV João Gilberto Lima. Metropolo havia enviado uma mensagem para um grupo de WhatsApp com uma foto de Lima...

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Negros continuam a ser alvo de racismo estrutural e institucional em muitos países europeus

Opinião: Europa precisa despertar para o racismo

Todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e direitos. Este mesmo princípio, consagrado na Declaração Universal dos Direitos Humanos, esteve no centro da reconstrução da Europa após a Segunda Guerra Mundial e é o alicerce do sistema internacional de direitos humanos. Lamentavelmente, muitas vezes os negros não são tratados de acordo com esse princípio. Apesar de todos os progressos alcançados no campo da igualdade e da não discriminação, eles continuam a ser alvo de racismo estrutural e institucional em muitos países europeus. Se você é negro, tem mais chances do que um branco de enfrentar discriminação no mercado de trabalho, na educação, na área da saúde e de moradia, e de ser parado e revistado pela polícia. Embora a maioria dos Estados europeus não reúna dados sobre discriminação racial, alguns relatórios dão uma ideia da magnitude do problema. Na França, uma pesquisa da autoridade independente Defenseur des...

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Anthea Yur (centro) lidera manifestantes em marcha contra o ódio anti-asiático em resposta aos ataques m Minneapolis, Minnesota Foto: KEREM YUCEL/AFP

Para mulheres asiático-americanas, racismo e machismo são inseparáveis

Depois que oito pessoas, seis delas mulheres asiáticas, foram mortas a tiros esta semana em um ataque perto de Atlanta, um oficial policial disse que, nas próprias palavras do atirador, suas ações “não foram motivadas racialmente”, mas foram causadas por “vício sexual”. De acordo com o capitão Jay Baker, do departamento de polícia do condado de Cherokee, onde uma das três casas de massagens atingidas fica localizada, a investigação está em seus estágios iniciais. Mas a implicação era clara: tinha que ser um motivo ou outro, não ambos. A declaração foi recebida com incredulidade por muitas mulheres asiático-americanas, para quem o racismo e o machismo sempre estiveram inextricavelmente ligados. Para elas, o racismo geralmente assume a forma de ações sexuais indesejadas e o assédio sexual costuma ser abertamente racista. Com relatos de ataques contra asiáticos surgindo depois que o governo de Donald Trump enfatizou repetidamente a conexão da China com...

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Fred durante a partida do Manchester United contra o Leicester, pela Copa da Inglaterra - Oli Scarff/AFP

Brasileiro Fred, do Manchester United, é alvo de racismo no Instagram

O jogador brasileiro Fred, do Manchester United, foi alvo de comentários racistas neste domingo (21), em sua conta no Instagram. Nas mensagens, ele foi chamado de macaco e ironizado com emojis deste animal. O volante foi criticado pela atuação na derrota da equipe inglesa contra o Leicester. Ele errou no lance do primeiro gol do adversário, que venceu por 3 a 1 e eliminou o United nas quartas de final da Copa da Inglaterra. Fred foi recuar uma bola para o goleiro Henderson e acabou entregando o passe no pé de Iheanacho, que abriu o placar. O brasileiro não é o primeiro atleta do clube alvo de ofensas racistas. Os atacantes Marcus Rashford e Anthony Martial também receberam comentários de conteúdo semelhante no Instagram e no Twitter nas últimas semanas, após resultados ruins da equipe. Segundo a assessoria de imprensa de Fred, ele deve se pronunciar nesta segunda-feira (22). O...

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Veterinária Talita Santos deu palestra para grupo da Unesp de Botucatu — Foto: Talita Santos/Arquivo pessoal

Veterinária negra tem palestra online interrompida por ‘sons de primatas’: ‘Achei que fosse vírus no computador’

Uma médica veterinária especialista em pets exóticos relatou ter sofrido um ataque racista depois que sua palestra online para um grupo de estudos da Unesp de Botucatu (SP) foi invadida. Talita Santos, que atende em São Paulo, contou ao G1 que estava ministrando a palestra para o Grupo de Estudos de Animais Selvagens da universidade na quinta-feira (18) e, cerca de uma hora depois de começar o conteúdo, foi interrompida por um áudio. Talita Santos é veterinária especialista em animais exóticos — Foto: Talita Santos/Arquivo pessoal “Abriram os microfones, como se fosse entrar uma dúvida, mas eu não estava entendendo. Começou uma poluição sonora muito grande, barulho, música, sons de primatas, falas do presidente Bolsonaro”, lembra Talita. Segundo a veterinária, outras pessoas que estavam na chamada de vídeo relataram que também foram exibidas imagens de primatas e do presidente durante a palestra, mas ela não conseguiu...

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 Royalty-free/Getty Images Leia mais em: https://claudia.abril.com.br/cabelos/relaxamento-capilar-cabelos-crespos/

Juíza diz que anúncio de alisamento reproduz racismo e manda tirá-lo do ar

A Justiça de São Paulo determinou a retirada de vídeos publicitários da fabricante de cosméticos Ark Line das redes sociais por considerar que eles transmitem mensagens racistas. A liminar foi concedida depois de um pedido do Ministério Público de São Paulo. Ainda cabe recurso. Alguns vídeos da empresa, publicados no YouTube, Facebook e Instagram, mostram crianças passando por tratamentos cosméticos para alisamento de seus cabelos. A Ark Line negou que as propagadas contenham "qualquer ofensa racial" e disse que o "alisamento capilar representa somente mais uma forma de embelezamento do cabelo feminino". Na decisão, a juíza Cristina Ribeiro Leite Balbone Costa afirmou que, para a empresa, "não há beleza nem felicidade possível para tais jovens fora do padrão liso ou alisado, já que em nenhum momento o cabelo crespo, natural, é retratado como forma a exaltar sua beleza e identidade". A decisão também exigiu a retirada do vídeo por utilizar "imagem de crianças e adolescentes, sem...

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Imagem: Geledes

Mulher denuncia racismo após ser acusada de furto em shopping de São Paulo

A servidora pública Érica Scheila Rodrigues de Carvalho, de 42 anos, registrou hoje um Boletim de Ocorrência denunciando ter sido vítima de racismo em um shopping na cidade de Andradina, no interior de São Paulo. Ela diz que foi acusada de furto e chamada de "encardida" por uma cliente que também estava no local. Érica teria ido ao shopping comemorar o aniversário juntamente com seu marido. Antes de ir embora, ela diz que comprou dois livros em uma livraria do local. Já no estacionamento, a servidora, no entanto, diz ter sido abordada por uma funcionária e por um segurança do estabelecimento. "Eu estava esperando meu marido com o carro quando uma funcionária apareceu com um segurança dizendo que precisava me revistar porque denunciaram que eu furtei livros na loja", disse em entrevista ao UOL. "Nunca me senti tão humilhada na vida". Mulher denuncia racismo após ser...

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Goleiro Aranha, em sua segunda passagem pela Ponte Preta Imagem: Ale Cabral/AGIF

Aranha reclama de racismo no futebol: ‘Era trocado pelo concorrente branco’

O ex-goleiro Aranha, com passagens por Ponte Preta, Atlético-MG, Santos e Palmeiras, contou que demorou para ganhar uma chance no futebol profissional por conta do racismo. O ex-jogador revelou que a ideia de que "o goleiro negro não é confiável" impregnada em dirrigentes e treinadores o impediu até de fazer testes. "Cresci com o estigma de que goleiro negro não é confiável, de que não vinga. Os diretores e os treinadores da minha juventude tinham esse princípio como uma verdade. Então, já dificultava para arrumar um teste. Depois que arrumava um teste, sempre demorava muito a avaliação e eu acabava trocado por um concorrente branco. Demorei por isso também", disse o ex-goleiro em entrevista ao canal Craque Neto 10, do YouTube. Aranha ainda disse que o fato de ter começado em times menores - como Palmeirinha (SP) e Ecus (SP) - também foi um empecilho antes de deslanchar na carreira, o que só...

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TJ-SP condena moradora que proferiu injúrias raciais contra zelador de prédio

Aquele que dirige-se a uma pessoa de determinada raça, insultando-a com argumentos ou palavras pejorativas, responderá por injúria racial, não podendo alegar que houve uma injúria simples, nem tampouco uma mera exposição do pensamento, uma vez que há limite para tal liberdade. Não se pode acolher a liberdade que fira direito alheio, que é, no caso, o direito à honra subjetiva. O entendimento foi adotado pela 8ª Câmara de Direito Criminal do Tribunal de Justiça de São Paulo ao condenar uma mulher que brigou com a síndica e proferiu ofensas raciais contra o zelador de um condomínio em Ribeirão Preto. A ré deve cumprir pena de prestação de serviços à comunidade, que consiste em uma hora diária de tarefas em uma entidade a ser designada pelo juízo de Execuções Criminais, pelo período de um ano. A decisão foi unânime. De acordo com a denúncia, depois de receber uma cobrança por danos...

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Processo contra mulher que acusou falsamente um homem negro no Central Park é arquivado

O Ministério Público de Manhattan rejeitou na terça-feira (16) o caso contra Amy Cooper, uma mulher branca que em maio denunciou falsamente que um homem negro a atacou no Central Park, após ela ter participado de várias sessões de educação sobre desigualdade racial. Cooper, de 41 anos, foi acusada em julho por um incidente de terceiro grau, mas como foi seu primeiro crime, a promotoria permitiu que ela participasse de sessões educativas sobre desigualdades raciais em vez de ir a julgamento. A mulher fez cinco sessões e seu terapeuta "relatou que foi uma experiência comovente e que Cooper aprendeu muito nas sessões que realizaram juntos", afirmou a promotora Joan Illuzzi ao juiz, de acordo com cópia de seu depoimento enviada à AFP. O MP pediu para encerrar o caso, e o juiz aceitou o pedido. O incidente ocorreu em 25 de maio, o mesmo dia em que George Floyd, um...

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O plenário da Alerj | Guito Moreto

No Rio, o pedido para abertura da CPI da Intolerância Religiosa

A deputada estadual Martha Rocha (PDT) protocolou, ontem, pedido de criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para apurar as causas e consequências dos casos de intolerância religiosa no estado. De 2015 a 2019, foram registrados pela Polícia Civil cerca de 6.700 crimes por esse tipo de atitude. Em 2020, foram registrados 1.355 casos, segundo o ISP.    Fonte: O Globo, por Nelson Lima Neto

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Molho para panqueca Aunt Jemima: marca abandonada pela Pepsi (Foto: JUSTIN SULLIVAN / AFP)

Mais uma marca considerada racista é aposentada nos EUA

A Pepsi disse nesta terça-feira que suas massas e xaropes para panquecas passarão a ser vendidos sob o novo nome Pearl Milling Company depois que a empresa abandonou o logotipo da marca Aunt Jemima (Tia Jemima) no ano passado, reconhecendo que ela reforçava um estereótipo racial. O logotipo da marca, com mais de 130 anos, que apresentava uma mulher negra com o nome de um personagem em shows de cantores brancos que se pintavam de preto do século XIX, foi criticado em meio a um debate nacional sobre racismo e desigualdade racial nos Estados Unidos. "Misturas para panquecas, xaropes, fubá, farinha e grãos com a marca Pearl Milling Company começarão a chegar ao mercado em junho", disse a PepsiCo em um comunicado. A decisão da PepsiCo foi parte de uma resposta corporativa nacional aos protestos de movimentos como o Black ives Matter contra o tratamento de negros e a brutalidade...

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Imagem: Geledes

USP deve fomentar práticas de combate ao racismo para coibir casos, diz advogado

Para o advogado criminalista Fernando Santos, os ataques racistas sofridos por um policial militar durante palestra na Universidade de São Paulo (USP), na última terça-feira (9), exemplificam o crime de injúria racial e, por isso, a instituição deve adotar práticas para coibir que ações do tipo voltem a ocorrer. "É necessário um diálogo direto com o Ministério Público e, principalmente, o fomento de práticas de combate ao racismo e antirracistas", disse Santos em entrevista à CNN. "É muito importante que hoje o país compreenda que o racismo não é mais tolerado", completou. O especialista explicou que a utilização do termo "macaco" a um policial militar em exercício da função traz agravantes ao caso. "Houve uma ofensa direcionada ao tenente-coronel por conta de aspectos fenótipos, no caso, a sua negritude. E isso atrai incidência na norma penal e com alguns agravantes, por exemplo, o fato dele ser funcionário público no exercício...

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Imagem: Geledes

Criança de 12 anos é vítima de racismo ao comprar material escolar em SP

Uma menina negra de 12 anos foi constrangida em uma loja ao tentar comprar material escolar. Ela estava recebendo a ajuda de um homem, também negro, que se ofereceu para comprar mochila e cadernos para que ela pudesse ir à escola. O caso aconteceu ontem, em uma unidade das Lojas Mel, em São Paulo. Newman Costa, 35 anos, afirma que encontrou Sabrina (nome fictício) por volta das 13h em frente à loja, na avenida Bernardino de Campos, no bairro do Paraíso. "Ela me abordou e eu percebi que ela ia pedir algo. Tirei uma nota de R$ 5 do bolso e dei para ela. Mas ela apontou para a vitrine da loja e pediu uma mochila", relatou Newman ao UOL. Ele então entrou com a garota na loja e deixou-a escolher a mochila e o restante do material escolar que precisava. A compra, porém, não saiu conforme o esperado. Enquanto...

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Divulgação/CURA

Artista aponta racismo de polícia em investigação sobre mural com pichação

Dono da obra intitulada “Deus é Mãe”, que está localizada na região central de Belo Horizonte e retrata a história de uma mulher negra e seus dois filhos, Robinho Santana, de São Paulo, acredita que há racismo por parte de uma investigação da Polícia Civil. O mural foi pintado durante a 5ª edição do Circuito Urbano de Arte (CURA), em setembro de 2020. Em dezembro, as curadoras do festival e alguns patrocinadores do evento foram chamados para depor na Delegacia de Crimes Contra o Meio Ambiente. A alegação é de que a arte seria criminosa por conter pichação. Conforme apontado pelo UOL, a estética do piche está presente na moldura do painel e foi uma colaboração de outros artistas da cidade, Poter, Lmb, Bani, Tek e Zoto, a convite do CURA e de Robinho. “O festival é feito todo de forma legal, autorizada. Então ficamos bem surpresas, porque não tem...

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Caderno de provas do Enem 2019 - 1º dia — Foto: Ana Carolina Moreno/G1

Inep muda gabarito do Enem 2020; alternativa dada como certa dizia que mulher negra que não quer alisar o cabelo tem argumentos ‘imaturos’

O gabarito oficial do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2020, divulgado na quarta-feira (27), foi alterado após dois erros: apontava como correta uma alternativa que dizia que a mulher negra que não quer alisar seu cabelo tem argumentos "imaturos"; afirmava que o Google associava nomes de pessoas negras a fichas criminais por causa da "linguagem", não do "preconceito". Após ser acusado de racismo nas redes sociais, o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), que organiza a prova, corrigiu o gabarito e disse ao G1 que foi encontrada "uma inconsistência no material". "A autarquia verificou que uma modificação feita no gabarito após o retorno das provas para o Inep não foi salva no banco de dados. Em função disso, a área técnica providenciou uma revisão no material e o instituto já disponibilizou as versões corrigidas no seu portal", afirma a nota. Questão sobre alisamento de cabelo...

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Naiara Albuquerque (Foto: Reprodução/ Instagram @albuquerquenai)

Produtora de moda afirma que sofreu racismo em loja de luxo em shopping de SP

A produtora de moda Naiara Albuquerque acusa a loja de acessórios de luxo Lool, localizada no Shopping Iguatemi, em São Paulo, da prática de racismo. O episódio teria ocorrido na última quinta-feira (21), quando Naiara foi ao estabelecimento escolher peças que seriam usadas pela atriz Taís Araujo na série “Aruanas”, da TV Globo. O empréstimo dos acessórios para a produção da série tinha sido acordado previamente com o marketing da loja. Quando Naiara, que é uma mulher negra, chegou ao local para retirá-los, uma vendedora solicitou a ela que ficasse do lado de fora. Como uma senhora estava sendo atendida naquele momento, a produtora de moda supôs que o pedido atendia a protocolos de segurança contra a Covid-19. Fachada do Shopping Iguatemi, na região da avenida Faria Lima, em São Paulo (Foto: Gabriel Cabral - 26.mar.2020/Folhapress) Naiara deixou a loja e circulou pelo shopping enquanto aguardava...

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