quinta-feira, outubro 29, 2020

    Marielle Franco

    Luyara Franco (Foto: JULIA DIAS CARNEIRO/BBC NEWS BRASIL)

    Minha mãe, Marielle Franco, e o funk dentro de mim

    O destino já estava traçado, em 1998: no famoso e nobre Complexo da Maré, nasceu uma funkeira. Na família referência forte, a mãe, durante o auge das equipes de som que formavam paredes inteiras com alto-falantes poderosos, foi “garota furacão 2000”. E, quando a moda era usar roupa de veludo e as favelas se divertiam e se dividiam entre o lado A e lado B nos famosos bailes de corredor, meu pai estava lá. Essa menina sou eu, Luyara Franco. Hoje com 21 anos, entendo a potência do funk como uma expressão em um quase-grito de urgência para as realidades que vivemos na favela e, exatamente por isso, consigo perceber uma crescente escalada de criminalização desse ritmo que movimenta tanta coisa dentro e fora da favela. O funk se impõe como expressão cultural de resistência a uma sociedade na qual, desde a sua constituição, o atrasado modelo educacional e racismo...

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    Anielle Franco (Foto: Reprodução/ Instagram)

    Caneladas do Vitão: Uma vez Anielle, sempre Marielle 2

    Brasil, meu nego, deixa eu te contar, a história que a história não conta, o avesso do mesmo lugar, na luta é que a gente se encontra"¦ "Cada brasileiro, vivo ou morto, já foi Flamengo por um instante, por um dia." Antonio Francisco da Silva, Fluminense fanático como Nelson Rodrigues, só não imaginava que as filhas Marielle e Anielle Franco seriam rubro-negras todos os dias. Até a morte. "O nosso falecido avô começou a levar a gente novinha e falava para o meu pai que íamos ao parque. Parque porcaria nenhuma! Era para ver o Flamengo. Meu pai, tricolor doente, não entendia a nossa paixão pelo Flamengo", diverte-se Anielle, diretora do Instituto (que leva o nome da irmã, vereadora assassinada) Marielle Franco. Nem a reprovação à aproximação do Fla com o governo que dá "e daí?" para milhares de mortos é capaz de diminuir o amor da família pelo "Mengão"....

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    Marielle Franco, vereadora eleita pelo Psol, foi a quinta mais votada do Rio (Foto: Márcia Foletto / Agência O Globo)

    Caso Marielle: polícia prende bombeiro que teria cedido carro para esconder armas de Lessa, acusado de matar vereadora

    Apontado como cúmplice do sargento da reserva da Polícia Militar Ronnie Lessa, acusado de matar a vereadora Marielle Franco (PSOL) e o motorista Anderson Gomes, o sargento do Corpo de Bombeiros Maxwell Simões Corrêa, o Suel, de 44 anos, foi preso, na manhã desta quarta-feira, durante a operação Submersos II. Ele foi localizado num condomínio no Recreio dos Bandeirantes, na Zona Oeste do Rio. Suel já estava na mira da Delegacia de Homicídios da Capital (DHC) e do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público do Rio (MPRJ) desde a prisão de Lessa e do ex-policial militar Élcio Vieira de Queiroz, em março do ano passado. De acordo com os investigadores, coube ao bombeiro ajudar, logo após a prisão do sargento, no descarte das armas escondidas por Lessa. O bombeiro é acusado de ter cedido um carro para a quadrilha de Lessa esconder as...

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    Marielle Franco, vereadora eleita pelo Psol, foi a quinta mais votada do Rio (Foto: Márcia Foletto / Agência O Globo)

    STJ decide não federalizar Caso Marielle Franco, que segue com MP do Rio

    Por unanimidade —oito votos a zero—, o STJ (Superior Tribunal de Justiça) decidiu não federalizar o Caso Marielle Franco e manteve as investigações com a Polícia Civil e o MPRJ (Ministério Público do Rio). O assassinato da vereadora e de seu motorista, Anderson Gomes, seguirá nas mãos da Justiça do Rio de Janeiro. Relatora do caso, a ministra Laurita Vaz não viu "inércia ou inação" das autoridades do Rio de Janeiro no caso. "A gravidade do crime é inquestionável, mas o episódio chama a atenção e esmorece o pedido de federalização do caso. O contexto sugere que o trabalho investigatório das autoridades locais não está sendo obstado pela atuação desses grupos, nem está limitado para quem quer que seja", afirmou, em seu voto. Um colegiado formado por nove ministros participou da votação. O presidente da seção, Nefi Cordeiro, não tinha direito a voto. O ministro Félix Fischer esteve ausente da...

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    (Foto: Reprodução/ Baobá)

    “Programa Marielle Franco” realiza encontro virtual entre os seus participantes

    No dia 16 de abril, o Programa de Aceleração do Desenvolvimento de Lideranças Femininas Negras: Marielle Franco promoveu um momento de interação e troca de experiências entre suas participantes e atores estratégicos, através da plataforma Zoom. Além de todas as selecionadas e apoiadas pelo Programa, participaram desse momento de integração virtual representantes das fundações e institutos que apoiam o programa, como Alejandra Garduño e Sebastian Frias, da Fundação Kellogg, Átila Roque, da Fundação Ford, Lígia Batista, da Open Society Foundations, e Mohara Valle, do Instituto Ibirapitanga. Membros dos comitês de investimento e finanças e, também, da assembleia geral e do conselho deliberativo do Fundo Baobá, como Giovanni Harvey, presidente do conselho deliberativo, e a filósofa e ativista na luta antirracista Sueli Carneiro também estiveram presentes. Harvey agradeceu a todas as mulheres e entidades que estavam representadas no encontro virtual. Disse que, embora nossa sociedade sofra com o racismo estrutural, iniciativas...

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    Anielle Franco (Foto: Bléia Campos)

    “Revoltante e lastimável”, diz irmã de Marielle sobre fala de Bolsonaro

    Em seu discurso feito nesta sexta para rebater as declarações do ex-ministro Sergio Moro, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) citou Marielle Franco, vereadora assassinada em março de 2018, quando comparou a investigação da morte dela com a da facada que levou durante a campanha eleitoral. Após a fala, a família da parlamentar repudiou o uso do nome dela pelo presidente. Anielle Franco, irmã de Marielle e à frente de instituto em memória dela, classificou a declaração de Bolsonaro como "revoltante, lastimável e surreal" e afirmou que o uso do nome da vereadora foi uma "cortina de fumaça" na tentativa de tirar o foco dos ataques que recebia. "Nenhuma vida deve ser ceifada como a da Marielle, ninguém merece levar facada. Não se pode comparar o crime dele com o crime da minha irmã, que perdeu a vida com mais de cinco tiros na cabeça, é inadmissível", afirmou Anielle em...

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    (Foto: Divulgação)

    Inscrições para Prêmio Marielle Franco vão até junho

    Os textos para o Prêmio Marielle Franco devem ser encaminhados até o dia 14 de junho. As inscrições podem ser feitas pelo preenchimento do formulário pelo link: https://editoracontracorrente.blog/premio-marielle-franco-de-ensaios-feministas-2020/. Nele, a candidata escritora – cis e trans também encontrará o edital. A iniciativa do Prêmio é da Editora Contracorrente em parceria com o Instituto Marielle Franco e ele tem como objetivo reverenciar a memória e a luta da ex-vereadora com incentivo ao pensamento feminista. A categoria do prêmio é identificar ensaios inéditos escritos por autoras em língua portuguesa que transitam sobre os diversos aspectos do feminismo. Os ensaios deverão seguir um dos 9 temas descritos no edital e o júri é composto por três personalidades conhecidas do público: Márcia Tiburi, Sueli Carneiro e Anielle Franco. A premiação para a ganhadora é composta pela publicação do ensaio mais R$10.000,00. A avaliação dos textos será feita em duas etapas: pré-seleção e a seleção....

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    (Foto: Imagem retirada do site O Globo)

    Casa Marielle é inaugurada no Rio com exposição permanente sobre a história da vereadora

    Foi inaugurada, na tarde deste domingo, a "Casa Marielle", no Largo de São Francisco da Prainha, na Saúde, região central do Rio. O local, nasceu após uma campanha de financiamento coletivo feito pelo Instituto Marielle Franco — criado pela família da vereadora assassinada há quase dois anos. O espaço conta com uma exposição permanente do acervo pessoal e político da vereadora morta a tiros junto com o motorista Anderson Gomes, no Estácio, no dia 14 de março de 2018. Mesmo com o forte temporal que se instalou no Rio, neste fim de semana, a rua em frente à Casa Marielle ficou lotada de admiradores da história da vereadora. A inauguração contou com apresentações de blocos carnavalescos, músicos e Djs. Eleitor de Marielle, o advogado Guilherme Jorge, de 40 anos, disse que não teve a oportunidade de conhecer pessoalmente a vereadora, mas sempre admirou o trabalho dela. E, por isso, fez...

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    Bruno Covas sancionou nesta terça (28) homenagem para vereadora Marielle Franco (Reprodução Instagram/Divulgação)

    Covas sanciona lei que cria Praça Marielle Franco em São Paulo

    O prefeito Bruno Covas (PSDB) sancionou nesta terça-feira (28) o projeto de lei que denomina uma praça localizada na Brasilândia, Zona Norte da capital, como Marielle Franco. A votação da proposta, que ocorreu no final do ano passado, passou pela Câmara dos Vereadores com maioria. A homenagem para a vereadora do Rio de Janeiro que foi assassinada em março de 2018 contou com apoio da comunidade local e de diversos políticos da casa, segundo Eduardo Suplicy (PT), um dos idealizadores da proposta. Foram 39 apoiadores de variadas legendas: Cidadania, DEM, PSB, PSDB, PL, PTB, PSOL, PODE, PP, PV, MDB e Republicanos. No ano passado, em conversa com a Vejinha, o vereador havia afirmado que pretendia “combinar com a comunidade para fazer uma inauguração. Marielle Franco hoje é uma figura internacional, e muito importante em todos os estados da federação”, disse na época.

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    (FOTO: MÁRIO VASCONCELLOS/CMRJ)

    Instituto Marielle Franco anuncia concurso de ensaios feministas

    O Instituto Marielle Franco divulgou, na terça-feira 21, o futuro lançamento de edital para a publicação de um ensaio feminista inédito escrito por mulheres. Nomeada de “Concurso Marielle Franco de Ensaios Feministas”, a iniciativa é realizada pela Editora Contracorrente, parceira do Instituto no concurso. De acordo com o divulgado, a premiação tem o objetivo de “fortalecer o pensamento feminista e defender a memória e a luta de Marielle” por meio da seleção de ensaios sobre aspectos variados do feminismo, que devem ser escritos por mulheres cis e trans. O edital receberá candidaturas entre os dias 14 de março e 14 de julho, e o processo será feito no site do Instituto, onde é possível se inscrever para receber informações sobre o concurso. A premiação será feita no dia 14 de agosto. A data inicial de recebimento dos trabalhos, inclusive, marca os dois anos do assassinato da vereadora do PSOL e...

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    Marielle Franco, vereadora eleita pelo Psol, foi a quinta mais votada do Rio (Foto: Márcia Foletto / Agência O Globo)

    Seiscentos dias, em mais de 500 anos, sem resposta

    “Na condição de protagonistas, oferecemos ao Estado e a sociedade brasileira nossas experiências como forma de construirmos coletivamente uma outra dinâmica de vida e ação política”, registrava a carta da Marcha das Mulheres Negras, de 2015, com a mesma generosidade que historicamente tem sido exercida nos cuidados de toda a população brasileira, por nossas ancestrais e irmãs, que tanto fizeram para que hoje estejamos aqui. No trabalho doméstico, como babás, enfermeiras, assistentes sociais, professoras, escritoras, ativistas, governadoras, deputadas e vereadoras temos colocado nossos corpos e saberes a serviço da vida e do bem viver de todas e todos. Em troca temos recebido baixos salários, invisibilidade e diversas formas de discriminação racista e sexista. Isso quando não nos clamam como incompetentes ou nos rotulam conforme nossa cor, corpo, jeito, cabelos. O feminicídio e o encarceramento das nossas crescem exponencialmente. Enterramos nossos pais, irmãos, filhos e entes queridos depois de mortes violentas...

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    Vereadora Marielle Franco e motorista Anderson Gomes foram mortos em 14 (Foto: Agência O Globo)

    Artigo: A única saída possível: justiça para Marielle

    Foi no dia 14 de março de 2018, há 20 meses, que um crime mudou para sempre a História do Brasil e do mundo. Nesta data, foram brutalmente assassinados a defensora de direitos humanos e parlamentar no exercício do seu mandato Marielle Franco e seu motorista, Anderson Gomes. Suas mortes levaram consigo sonhos individuais e coletivos, a alegria de duas famílias e uma interlocutora fundamental para uma série de cidadãos e cidadãs do Rio de Janeiro que eram beneficiados pela atuação de Marielle, incluindo aí jovens, negros e negras, moradores de favelas, mulheres, pessoas LGBTI, policiais vítimas da política de segurança pública e seus familiares. A demora na solução deste caso arrasta consigo a credibilidade de autoridades e instituições brasileiras. Infelizmente, Marielle não foi a primeira defensora de direitos humanos a ser vítima de violência no Brasil, mas a repercussão de sua história, somada à demora em dar respostas por...

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    Marielle Franco, vereadora eleita pelo Psol, foi a quinta mais votada do Rio (Foto: Márcia Foletto / Agência O Globo)

    Em 5 pontos, os fatos e as lacunas do caso Marielle

    Com uma série de reveses, a investigação do assassinato da vereadora carioca Marielle Franco (PSOL-RJ) e do motorista dela, Anderson Gomes, ocorrido em março de 2018, se arrasta há um ano e meio. Duas pessoas foram acusadas de terem executado o crime, mas ainda não se sabe o motivo e, ainda que haja suspeitas, não está claro quem seriam os mandantes. As informações mais recentes da investigação revelam tentativas de impedir que ela avance. Em setembro, a ex-procuradora-geral da República Raquel Dodge denunciou o conselheiro afastado do Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCE/RJ) Domingos Brazão e outras quatro pessoas por tentarem interferir no processo investigativo. As autoridades suspeitam que ele seja o "autor intelectual" dos assassinatos. Em outubro, a Polícia Civil do Rio prendeu três pessoas suspeitas de esconder as armas usadas pelos assassinos; entre elas, pode estar a submetralhadora HK MP5, usada no crime. A...

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    (Foto: Divulgação/ Fundo Baobá)

    Fundo Baobá prorroga período de inscrições nos editais Programa de Aceleração do Desenvolvimento de Lideranças Femininas Negras: Marielle Franco.

    Mediante apoio financeiro, técnico e institucional, o Fundo Baobá investirá em organizações da sociedade civil, grupos e coletivos liderados por mulheres negras e em lideranças femininas negras. Com o Programa de Aceleração do Desenvolvimento de Lideranças Femininas Negras: Marielle Franco, previsto para acontecer ao longo de cinco anos, o Fundo espera que as mulheres negras apoiadas tenham mais subsídios para acessar espaços de tomada de decisão, mobilizar mais pessoas para a luta antirracista, por justiça, equidade social e racial e transformar o mundo a partir de suas experiências. O Programa é o resultado da parceria entre Baobá – Fundo para Equidade Racial, Fundação Kellogg, Instituto Ibirapitanga, Fundação Ford e Open Society Foundations. Quem pode participar? No edital “Aceleração do Desenvolvimento de Lideranças Femininas Negras”, podem participar mulheres negras ativistas ou com perfil técnico, cis, trans, residentes no Brasil, de áreas urbanas ou rurais, de qualquer faixa etária a partir de...

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    Marielle Franco, vereadora do PSOL assassinada em 2018, é homenageada em Paris. (Foto: Divulgação/PSOL)

    Jardim Marielle Franco é inaugurado em Paris

    Acontece nesse sábado (21) a cerimônia de inauguração de um jardim em homenagem à vereadora brasileira Marielle Franco, assassinada em março de 2018 no Rio de Janeiro. Além de várias personalidades políticas e militantes franceses e brasileiros, familiares da ativista estão na cidade especialmente para o evento. Aprovada pelo Conselho Municipal de Paris, a homenagem é fruto de um pedido de várias associações, encabeçadas pela RED.Br – Rede Europeia pela Democracia no Brasil. A prefeitura viu na iniciativa uma prova do “engajamento da capital na defesa dos direitos humanos pelo mundo, mas também da defesa dos políticos em perigo”, segundo comunicado divulgado na véspera da inauguração. A inauguração acontece às 15h em Paris (10h em Brasília). Está prevista a presença de Alexandra Cordebard, prefeita do 10° distrito, Patrick Klugman, Pénélope Komitès e Paul Simondon, chefes de diferentes secretarias muncipais, além de Silvia Capanema, presidente da RED.Br. Do lado brasileiro, participam...

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    Marielle Franco, vereadora eleita pelo Psol, foi a quinta mais votada do Rio (Foto: Márcia Foletto / Agência O Globo)

    Caso Marielle: Dodge denuncia 5 por interferência na investigação e pede abertura de novo inquérito

    Em seu último dia como procuradora-geral da República, Raquel Dodge anunciou nesta terça-feira (17) que apresentou uma denúncia ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) contra cinco pessoas por interferência nas investigações dos assassinatos da vereadora Marielle Franco e do motorista dela Anderson Gomes. Dodge também pediu ao tribunal a abertura de um novo inquérito para apurar os mandantes do crime e ainda um pedido para que toda a investigação do caso vá para o âmbito federal. Caberá ao STJ decidir se acolhe a denúncia e o destino das investigações. A vereadora e o motorista foram mortos há um ano e meio e ainda não há conclusão sobre os autores do crime. Dodge fez o anúncio ao apresentar um balanço da sua gestão nos dois anos em que esteve à frente da Procuradoria Geral da República (PGR). Raquel Dodge  (Foto: José Cruz/Agência Brasil) "Estou denunciando Domingos Brazão...

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    O PM Rodrigo Jorge Ferreira, o Ferreirinha negocia sua rendição e é preso (Foto: Fabiano Rocha / Agência O Globo)

    Conversas mostram como uma advogada e um PM obstruíram as investigações sobre a morte de Marielle

    Policial militar e ao mesmo tempo miliciano, Rodrigo Jorge Ferreira, comunicava-se pelo aplicativo WhatsApp com sua advogada, Camila Moreira Lima Nogueira, enquanto ela conduzia uma reunião informal com um delegado da Polícia Federal na Superintendência da PF do Rio de Janeiro. Ferreirinha, como era conhecido, orientava a advogada a apresentar informações para comprometer seu ex-chefe de milícia e agora desafeto, o também miliciano Orlando Oliveira de Araújo, o Orlando Curicica, que na época estava preso na penitenciária Bangu 9, no Rio. O encontro, ocorrido na manhã do dia 18 de abril do ano passado, representaria um momento decisivo nas investigações sobre o assassinato a tiros da vereadora do PSOL Marielle Franco, ocorrido exatamente um mês antes. A advogada Camila relatou alguns crimes relacionados a Orlando. O interesse deles era forçar a transferência do miliciano para um presídio federal de segurança máxima, porque Ferreirinha tinha medo de que seu ex-chefe ordenasse...

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    Márcia Foletto / Agência O Globo

    Anistia Internacional cobra de Witzel solução sobre assassinato de Marielle

    Quase um ano e meio depois do assassinato da vereadora carioca Marielle Franco (Psol) e seu motorista, Anderson Gomes, a Anistia Internacional cobrou novamente o governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel (PSC), a garantir esforços pela elucidação do crime, descobrindo seus mandantes e objetivos. Há seis meses, os ex-policiais Ronnie Lessa e Élcio Vieira de Queiroz foram presos acusados de serem os executores do crime. Desde então, não há nenhum avanço importante no sentido de identificar os mandantes do crime e suas motivações. A Anistia Internacional e a família de Marielle foram recebidas pelo governador e ouviram dele o compromisso de empenhar esforços na investigação. A organização encaminhou novos pedidos a Witzel e ao procurador-geral de Justiça do Estado, José Eduardo Gussen, renovando sua cobrança por resolução dos assassinatos e por informações atualizadas sobre os inquéritos policiais e outras ações investigativas em curso. “No dia em que nos reunimos pessoalmente,...

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    Dodge: pedido de acesso a documentos pode mudar competência do caso. (Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)

    Raquel Dodge quer ter acesso às investigações do caso Marielle

    A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, quer ter acesso às investigações relacionadas ao assassinato da vereadora Marielle Franco (PSol) e do motorista Anderson Gomes para saber se houve envolvimento, no caso, do conselheiro afastado do Tribunal de Contas do Estado do Rio (TCE-RJ) Domingos Inácio Brazão. Em um pedido enviado ao Superior Tribunal de Justiça (STJ), Dodge ressalta que precisa ter acesso aos documentos para solicitar um eventual deslocamento de competência das investigações. Apesar de não exercer as funções no momento, Brazão mantém ligação com o tribunal e por isso tem foro privilegiado. No relatório enviado ao STJ, e revelado pelo jornal O Globo, Dodge afirma que procuradores do MPF tomaram conhecimento da eventual participação de Brazão no crime ao colherem o depoimento do miliciano Orlando Oliveira de Araújo, o Orlando Curicica, que está preso na Penitenciária Federal de Mossoró (RN), acusado de ser um dos autores dos disparos que...

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    Foto- Gabriel de Paiva : Agência O Globo

    “Quando nos matam duas vezes, a luta negra ressurge outras mil”

    Quinze meses completos após suas mortes, em 14 de junho de 2019, caminhando para um ano e meio de ausências, continuam desconhecidos os mandantes do crime e assassinos de Marielle Franco e Anderson Gomes. Isso esclarece os sentidos da violência e da experiência vital de sujeitos negros na sociedade brasileira, em cargos de poder ou não. A morte de uma mulher negra, socióloga, bissexual, oriunda do Complexo da Maré, feminista, política e ativista de direitos humanos e seu motorista negro no Rio de Janeiro choca pela tentativa de calar as vozes de todas as lutas embutidas naquelas identidades. Pós tragédia, uma nova trama de iniquidades foi urdida: questionamentos sobre seu ativismo, suspeitas sobre o passado e sugestões de associações ilícitas, prolongamento do sofrimento de seus entes queridos para descobrir os culpados pelo duplo homicídio. No Brasil, pessoas negras morrem ao menos duas vezes, portanto. A morte física é acompanhada de...

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