quinta-feira, julho 22, 2021

Violência Racial e Policial

Geledés

Promotoria deve pedir júri popular para PMs por 9 mortes em Paraisópolis, em SP

Para evitar que fiquem impunes as nove mortes ocorridas em Paraisópolis, em dezembro de 2019, o Ministério Público de São Paulo deve divergir do entendimento da Polícia Civil e tentar mandar a júri popular o grupo de policiais militares envolvidos na ação em um baile funk na favela. Integrantes da Promotoria responsáveis pelo caso, segundo a Folha apurou, não concordam com o entendimento do delegado do DHPP (departamento de homicídios) Manoel Fernandes Soares, que indiciou nove policiais por homicídio culposo –ou quando não há a intenção de matar. Para o delegado, conforme o despacho de indiciamento obtido pela Folha, as mortes no baile funk só ocorreram porque os policiais militares “não observaram o necessário cuidado objetivo que lhes era exigível, sendo previsível, no contexto da ação, a ocorrência de resultado letal”. Os nove mortos em Paraisópolis eram adolescentes e jovens de entre 14 e 23 anos, em sua maioria negros, de outros bairros periféricos de São Paulo, que...

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João Alberto (Foto: Arquivo Pessoal)

Carrefour quer censurar livro que analisa casos de racismo na rede

O livro “Caso Carrefour, Segurança Privada e Racismo: Lições e Aprendizados” corre o risco de ser censurado antes mesmo de ser lançado, o que acontece nesta terça-feira (29), pois, o grupo Carrefour ameaça processar os autores da obra. A obra, que foi escrita pelos pesquisadores Susana Durão e Josué Correira, usa o assassinato de João Alberto Silveira Freitas em novembro de 2020 por seguranças de uma loja da rede em Porto Alegre. Cabe lembrar, que o crime ocorreu um dia antes do Dia Nacional da Consciência Negra. Danilo Bonadio Bonfim, gerente jurídico do Carrefour, enviou e-mail à reitoria da universidade e afirmou que a pesquisa “contém graves imprecisões e equívocos”. Entre os equívocos, o representante jurídico do Carrefour afirma que o título da obra associa o nome da rede ao racismo e que o livro se utiliza da dados internos que foram disponibilizados “apenas à Fenavist (Federaçãço Nacional das Empresas...

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Mauro Pimentel/Expresso

Inquérito da ONU por Floyd denuncia racismo sistêmico na polícia no Brasil

O Brasil é arrastado para o centro do debate sobre a violência policial. Num informe apresentado nesta segunda-feira pela ONU e realizado a partir da morte de George Floyd, nos EUA, a violência da polícia brasileira é citada como um dos casos no qual existe racismo sistêmico nas forças de ordem diante das ações e morte de afrodescendentes. A ONU fez um apelo para que governos não deixem os responsáveis pelos crimes sem punição e alertou que a atual situação, no Brasil e no mundo, é insustentável. Nas semanas que seguiram ao caso do assassinato do americano, em 2020, uma resolução foi aprovada no Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas, dando um mandato para que a entidade realizasse uma investigação sobre a violência policial e racismo. Ainda que o trabalho se concentre principalmente nos EUA, a opção da ONU foi a de ampliar as investigações e avaliar o comportamento...

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Lucas Matheus, Fernando Henrique e Alexandre da Silva: seis meses sem notícias dos meninos — Foto: Reprodução/Redes sociais

Sumiço de meninos no RJ completa 6 meses, e famílias se desesperam: ‘Polícia diz que não tem pista nenhuma’, diz avó

O domingo (27) foi um dia difícil para a família de Silvia Regina da Silva, de 58 anos. Mais um. A data marcou os seis meses do sumiço dos netos dela – Lucas Matheus, de 9 anos, e Alexandre Silva, 11 –, além do amigo deles Fernando Henrique, 12, no Complexo do Castelar, em Belford Roxo, na Baixada Fluminense. Os três meninos estão desaparecidos desde o dia 27 de dezembro, quando foram vistos pela última vez em uma feira no bairro da Areia Branca, também em Belford Roxo. Dona Silvia conta que, desde que as crianças sumiram, a espera é angustiante, mas tem se tornado desesperadora com a ausência de notícias e o passar do tempo. "Minhas filhas vão sempre na delegacia tentar saber de algo, mas a polícia diz que não tem pista nenhuma. Acho estranho não ter nada. Ou às vezes acho que eles não querem passar o que sabem para a gente", diz sobre as...

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Kathlen de Oliveira Romeo (Reprodução/Instagram)

E eu não sou um negro?

“Os miseráveis, os rotos / São as flores dos esgotos” (“Litania dos Pobres”; Cruz e Sousa) Eles combinaram de nos matar, e nós combinamos o quê, para ontem, para já? A vida de Kathlen Romeu era apenas um cisco no olho do policial que a matou. Incomodou sua visão; era preciso eliminar o incômodo. Sob o tsunami das mesmas (in)justificativas, do Estado e do atirador, nenhuma lágrima rolou, nenhum pedido de desculpas: o patrono das maldades é mesmo o Estado de Direito. O detalhe é que o incômodo tinha vida e nome: uma jovem mulher negra, de 24 anos, e grávida de quatro meses. O policial, qualquer um deles, não tem filhos, irmãos, mãe, parentes? É preciso ter cautela ao sair de casa sendo negro ou negra no Brasil. Há um ódio curtido em fogo brando, herança de tempos coloniais e da maldita escravidão, atípica e longeva. Esse ódio atravessa séculos, com sua fúria e gosto de...

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George Floyd foi assassinado em 25 de maio por um policial branco, Derek Chauvin, em Mineápolis
Imagem: SHANNON STAPLETON/REUTERS

Ex-policial Derek Chauvin é condenado a 22 anos e meio de prisão pela morte de George Floyd

O ex-policial Derek Chauvin foi sentenciado a 270 meses (22,5 anos) de prisão nesta sexta-feira (25) pela morte de George Floyd, homem negro asfixiado durante uma abordagem policial em maio de 2020, em Mineápolis, nos Estados Unidos. Em sua decisão, o juiz Peter Cahill afirmou que a sentença não foi tomada com base na emoção e na opinião pública e que ele tem a obrigação de aplicar a lei baseada em fatos. Pouco antes da leitura da pena, Chauvin falou pela primeira vez e ofereceu seus pêsames à família de Floyd. Durante todo o julgamento, o ex-policial se recusou a depor em frente ao tribunal. “Quero dar minhas condolências à família Floyd”, disse Chauvin. Segundo a legislação do estado de Minnesota, Chauvin deverá ficar preso por pelo menos 14 anos até poder entrar com o pedido de liberdade condicional – ainda assim, ele seguirá proibido de portar armas de fogo. Em abril, um júri o declarou culpado pela morte...

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Winnie de Campos Bueno, integrante da Coalizão Negra por Direitos, que reúne mais de 200 entidades do movimento negro, e doutoranda em Sociologia
Imagem: Marilia Dias/Divulgação

‘Não negociamos a vida de pessoas negras’, diz jurista sobre Carrefour

Entidades e movimentos antirracistas pelo país criticaram duramente o TAC (Termo de Ajustamento de Conduta) no valor de R$ 115 milhões firmado entre Carrefour e órgãos públicos. O acordo foi motivado por reparação pelos danos morais comunitários devido à morte de João Alberto Freitas, espancado em uma loja de Porto Alegre, e para descartar a abertura de novas ações judiciais. Em nota divulgada nesta segunda-feira (21), a Coalizão Negra por Direitos, que reúne mais de 200 entidades, afirmou que não compactua com "nenhum tipo de tratativa que precifique vidas negras". Os movimentos consideram que o TAC foi apenas um "acordo de contenção", uma vez que não houve responsabilização civil e criminal da empresa. Ainda criticam o Carrefour por não ter buscado diálogo com a família, que considera não ter recebido uma indenização apropriada, e consideram que as ações acertadas não reparam a comunidade. "Não negociamos a vida de pessoas negras", reitera Winnie...

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Geledés

Família de jovem morto dentro de casa na Penha acusa a polícia de ter efetuado disparo

Foi enterrado neste domingo (20) o corpo de Thiago da Conceição, de 16 anos, que morreu ao ser atingido por um tiro dentro de casa, no Morro da Fé, no Complexo da Penha, na Zona Norte do Rio. Durante a cerimônia, o tio do jovem acusou policiais civis pelo disparo que matou o adolescente. “Tomou um tiro. Tiro disparado por um policial civil, que eram as únicas pessoas que estavam na comunidade no momento, fazendo operação”, afirmou Jeovane dos Santos, tio de Thiago. “Entraram na comunidade às 6h, não teve um disparo. Às 10h15, 10h20, houve um disparo. Foi um disparo fatal na cabeça do meu sobrinho. Eu espero que seja feita justiça, que o verdadeiro atirador seja punido. Até quando vai ser isso?”, indagou. O sepultamento aconteceu no Cemitério de Irajá. A mãe e a avó passaram mal. Elas foram as primeiras a ver o corpo de Thiago após ser atingido na cabeça. Ele...

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Foto: Getty Images

Jovens negros têm três vezes mais chances de serem mortos pela polícia no Rio, segundo dados do ISP

Ano passado, 75% dos mortos em confronto com agentes do estado (policiais, bombeiros, agentes do sistema penitenciário) eram negros e 68% têm menos de 25 anos. Esses números são relativos a recortes por cor, gênero e idade nas estatísticas gerais dos chamados mortos por intervenção policial. Os dados inéditos são do Instituto de Segurança Pública (ISP), da Polícia Civil do Rio de Janeiro, e foram obtidos pela GloboNews por meio da Lei de Acesso à Informação. De cada 100 mortos pela polícia, enquanto mais de 75 são negros (pretos ou pardos), 12 são brancos e 12 a polícia não registrou. Em 2020, foi registrado um total de 1.245 mortes. Os dados não contam com a idade de 54% dos mortos. Excluindo esses cuja idade é ignorada, 68% têm menos de 25 anos, sendo que 10% ainda são crianças ou adolescentes, menores de 18 anos. Dados do ISP mostram que 75%...

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Geledés

Homem negro avisou esposa antes de ser morto pela PM: ‘Vão matar a gente’

Familiares de dois jovens negros assassinados com dezenas de tiros por policiais militares de São Paulo prestaram depoimento nesta semana à Ouvidoria das Polícias. As mortes aconteceram no último dia 9, em Santo Amaro, na zona sul da capital. Segundo relatado à Ouvidoria pela esposa de Felipe Barbosa da Silva, 23, uma das vítimas dos policiais, o rapaz ligou para ela dando sua localização e afirmando que seria morto pelos PMs. Finalizou dizendo que amava sua filha, de apenas um ano de idade. Eram 19h20 do dia 9. Em 50 segundos de ligação, ele informou sua localização e disse: Moiô, moiô, eles vão matar a gente. Antes de desligar, ainda pediu que ela avisasse a família de Vinícius Alves Procópio, 19, jovem que estava com ele no carro. Os policiais dizem que perseguiram o veículo pelas ruas do bairro após eles terem cometido um roubo e fugido. Foi dentro do carro...

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A escritora e ativista Ana Paula Lisboa (Foto: Ana Branco / Agência O Globo)

Kathlen e os laços de forca

É que eu estava de férias, finalmente de férias! Fui à praia, na verdade fui à ilha. Cerca de 30 km de extensão de terra cercado de água por todos os lados, a Ilha do Mussulo, a apenas 25 minutos da minha casa e mais uns 5 minutos de barco. De um lado uma baía de águas calmas e claras, do outro o Oceano Atlântico. Se a Terra fosse plana daria até pra ver vocês. Sempre penso em vocês, mesmo nas férias. Procuro saber, leio notícias, os laços permanecem. Me lembrei do Caio, eu parecia o Caio nessas férias. Não sei se Caio estava de férias, mas ele estava em Paris quando escreveu a crônica “De laços, seios, sábados e tormentas” para O Estado de S. Paulo, era 1/5/1994. Caio Fernando Abreu escreveu num sábado: “Comprei o Le Monde e o Libération, sentei no café da esquina para praticar meu...

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Kathlen Romeu foi morta pela polícia do Rio (Foto: Reprodução/Instagram_rogeriojorgeph)

Missa de 7º dia de Kathlen Romeu vai acontecer no Santuário do Cristo Redentor

A missa de 7º dia de Kathlen Romeu, grávida de quatro meses que morreu atingida por um disparo de fuzil durante um tiroteio no Complexo do Lins, vai acontecer nesta segunda-feira (14), às 19h, no Santuário do Cristo Redentor. A celebração será comandada por Padre Omar, reitor do santuário. Na sexta (11), ele esteve na Delegacia de Homicídios da capital, na Barra da Tijuca, onde a família de Kathlen prestava depoimento sobre a morte, e entregou um terço e fez uma prece. A celebração seguirá as normas internacionais contra o coronavírus e as regras da Arquidiocese do Rio de Janeiro e da Vigilância Sanitária. No domingo (13), artistas e amigos da jovem começaram a construir um memorial em homenagem a ela. O local fica ao lado da escola de samba Unidos do Cabuçu. Assista o vídeo da matéria clicando aqui Vários grafites serão feitos no Complexo do Lins em homenagem a Kathlen — Foto: Ben-Hur...

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Kathlen Romeu foi morta pela polícia do Rio (Foto: Reprodução/Instagram_@rogeriojorgeph)

Rio acumula mortes por “balas perdidas” não investigadas

A designer Kathlen Romeu, morta aos 24 anos após ser atingida por um tiro na última quarta-feira (09/06), estava grávida de quatro meses. No momento do disparo, a jovem caminhava com sua avó em um acesso ao Complexo do Lins, zona norte do Rio. Elas planejavam o chá de revelação do bebê a caminho. Por ter presenciado o assassinato da neta, Sayonara Queiroz depôs à Polícia Civil nesta sexta. Ela é a única testemunha do caso.  O depoimento foi interrompido diversas vezes pelo pranto de Sayonara. Ela trazia consigo um presente que ganhou de Kathlen. Dentro de uma pequena caixa, está guardado o par de sapatinhos de bebê com a inscrição "amo bisa”, junto com um bilhete que anunciava a chegada do primeiro bisneto.  Nadine Borges, vice-presidente da Comissão de Direitos Humanos da OAB-RJ, acompanhou a família na Delegacia de Homicídios, onde ficaram por quatro horas. Rotineiramente, ela apoia familiares de vítimas...

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Kathleen Romeu, baleada durante operação policial no Rio. (Foto: Reprodução/ INSTAGRAM)

Caso Kathlen: o silêncio das autoridades alimenta o racismo que mata

É por volta das 14 semanas de gestação que a mãe geralmente consegue sentir os primeiros movimentos da pequena vida que cresce em seu ventre. Nessa fase, o feto tem cerca de 9 centímetros (um pouco maior que um pêssego), seu corpo é quase que só coração. Na entrada do segundo trimestre de gravidez, a gestação se torna mais concreta, mais aparente. O corpo muda, as curvas de cintura se alargam e brota — de repente — uma barriguinha. Com isso, se misturam sentimentos, o amor se expande e até angústias habitam os pensamentos da mãe. Nessa montanha-russa de emoções, a mulher se torna a maior protetora daquela pequena vida. Nessa altura, os riscos da gravidez são menores. Talvez por isso, a designer de interiores Kathelen Romeu, 24 anos, tenha escolhido a semana passada para anunciar a alegria da gestação, ao lado do companheiro. Mas a vida da Kath e...

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Kathlen de Oliveira Romeo (Reprodução/Instagram)

Violência no RJ vitimou 15 grávidas desde 2017, afirma plataforma Fogo Cruzado

A morte de Kathlen Romeu, grávida de quatro meses, na última terça-feira (8) é a 8ª morte de gestante na Região Metropolitana do Rio de Janeiro desde 2017. Segundo a plataforma Fogo Cruzado, 15 mulheres grávidas foram baleadas no Grande Rio, sete delas morreram. Desses 15 casos, nove bebês não resistiram. Segundo a Fogo Cruzado, apesar de todas terem sido vítimas da violência armada, as 15 grávidas baleadas no Grande Rio foram vitimadas de diferentes formas: 6 delas foram vítimas de balas perdidas, 4 foram vítimas de execução/homicídio, 3 foram baleadas durante roubo ou tentativa de roubo, 1 foi baleada com indícios de tortura e 1 não teve motivação identificada. Até março de 2021, a plataforma, que compila dados de segurança pública no estado do Rio, registrou 681 mulheres baleadas na Região Metropolitana do Rio: 258 delas não resistiram e morreram. Os motivos dos tiroteios que mais deixaram mulheres baleadas foram operação ou ação policial, que fez 194...

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Kathlen Romeu foi morta pela polícia do Rio (Foto: Reprodução/Instagram_@rogeriojorgeph)

Passar pano para o genocídio negro: não em meu nome

"Grávida morre após ser baleada durante troca de tiros em comunidade no RJ". A manchete do UOL foi a gota que faltava para eu encerrar minha contribuição com a publicação Ecoa UOL. Há semanas não tenho conseguido manter ritmo de escrita semanal, já havia anunciado para minha editora a possibilidade de interromper a coluna, mas avaliamos que dava para esperar um pouco antes de decidir. Com a cobertura perversa da execução de uma mulher negra grávida em uma favela do Rio de Janeiro, mais um alvo do genocídio negro, fica evidente que a exaustão de repetir semanalmente a mesma coisa, em palavras diferentes, na tentativa de contribuir com o debate público sobre o genocídio tem sido pouco efetiva. Nem o próprio veículo se constrange em noticiar uma mentira como mais um fato isolado. Há um mês, logo depois da chacina de Jacarezinho, a home noticiava: "Ação da polícia deixa 25...

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Kathleen Romeu, baleada durante operação policial no Rio. (Foto: Reprodução/ INSTAGRAM)

Kathlen e seu bebê, mais duas vidas negras interrompidas no Brasil

“Bom dia, neném”. Este foi o último post da Kathlen Romeu em seu perfil no Instagram, na manhã desta terça-feira, 8 de junho. Quem vê as fotos, se depara com uma jovem feliz com a recente descoberta da gravidez, relatando um misto de surpresa, alegria e medo. Kathlen tinha medo dos desafios da maternidade, das coisas que uma mãe de primeira viagem ia descobrir pelo caminho. Mas não deu tempo. Ela foi morta aos 24 anos em meio a uma ação policial em Lins de Vasconcelos, na zona norte do Rio de Janeiro. Curiosamente, o bairro é um dos poucos onde ainda há Unidade de Polícia Pacificadora, a UPP, que foi estrela da política de segurança na última década e faliu. Moradores foram às ruas protestar contra a morte da jovem designer de interiores. E na capa de um dos maiores portais de notícias do país era possível ler a manchete “Protesto fecha autoestrada Grajaú-Jacarepaguá”. A...

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Comissão ARNS (Divulgação )

Comisión Arns denuncia ante la ONU violaciones de derechos humanos en la matanza de Jacarezinho, en Río de Janeiro

La matanza Fue planificada para buscar a criminales conocidos y ejecutarlos, pero, al inicio del procedimiento, un policía civil fue muerto. Eso probablemente transformó algo que ya de por sí podría tener una alta letalidad en una operación descontrolada», declara Brecha Silvia Ramos, socióloga y coordinadora de la Red de Observatorios de Seguridad del Centro de Estudios de Seguridad y Ciudadanía (CESEC), de la Universidad Cândido Mendes, frente a los hechos ocurridos en Jacarezinho. Cuando un policía es asesinado en una comunidad, generalmente la venganza ocurre después, a través de grupos paramilitares o de policías de particular. Eso fue lo que ocurrió el jueves 6 de mayo en Jacarezinho, favela de la zona norte de Rio de Janeiro, cuando la Policía civil mató a 28 personas en una operación que, supuestamente, tenía como objetivo capturar a líderes del Comando Vermelho. De acuerdo a la fuerza pública, los miembros de ese...

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Viviane e Maria Célia morreram após ser baleadas no Curuzu (Foto: Arquivo pessoal/Arte G1)

Pai de uma das mulheres mortas em ação policial no Curuzu critica PM e lamenta: ‘Não vai trazer a vida da minha filha’

“As corporações estão cheias de despreparados, atirando de tudo quanto é jeito. E agora? Como fica essa vida que se foi? Duas vidas que se foram". O desabafo emocionado é de Jair Pedreiro, pai de Viviane Soares, de 40 anos, uma das duas mulheres mortas na noite de sexta-feira (4), no Curuzu, bairro da Liberdade, em Salvador, durante ação policial. A outra vítima foi identificada como Maria Célia de Santana, de 73 anos. Jair questionou a atuação dos policiais militares, durante perseguição a suspeito, e afirmou que registrará queixa na corregedoria da corporação. "Vou na corregedoria para ver como vai ficar. Não vai trazer a vida da minha filha, não. Minha filha não me deu desgosto. Minha filha corria atrás: trabalhava, fazia unha, fazia faxina. E agora, como é que fica essa situação?”, falou. Motoboy Jorge Pereira criticou ação (Foto: Reprodução/TV Bahia) Testemunhas contaram que policiais militares perseguiam um homem em...

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Imagem: Geledes

‘Foi racismo mesmo’, diz homem xingado de ‘lixo’, chamado de ‘negão’ e agredido por PM em SP; veja vídeos da abordagem

"Foi racismo mesmo", disse nesta segunda-feira (31) Kaio Souza, de 33 anos, sobre a abordagem violenta da Polícia Militar (PM) da qual foi vítima, no último sábado (29), em Caieiras, na Grande São Paulo. Vídeos que circulam nas redes sociais mostram um policial militar xingando o autônomo de 'lixo", chamando-o de "negão" e depois lhe dando um soco no rosto. A vítima cai no chão após a agressão, enquanto é observada por outro PM (veja acima). Além de Kaio, outros dois amigos dele, todos negros também, foram abordados pelos dois PMs por suspeita de que estariam pilotando duas motos com sinais de embriaguez e acelerando, fazendo barulho, no bairro das Laranjeiras. Os três rapazes negaram as acusações, mas foram algemados e presos pelos PMs. Levados à delegacia, acabaram indiciados pela Polícia Civil pelos crimes de "embriaguez ao volante, resistência e desobediência". Depois foram liberados. PM admite soco [caption id="attachment_161428" align="aligncenter"...

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