terça-feira, julho 7, 2020

    Violência Racial e Policial

    Naima Nascimento (Foto: Rolling Stone EUA / Cortesia Sequoia Chappellet Volpini)

    Menina de 10 anos faz sucesso com música sobre Black Lives Matter: ‘Orgulhosa e completamente triste’, diz mãe

    Aos 10 anos, Naima Nascimento escreveu uma música para ajudar a processar os sentimentos dela em relação à recentes mortes de pessoas negras inocentes. No mês de junho, a mãe da menina, Sequoia Chappellet-Volpini, postou um vídeo nas redes sociais da filha sentada e tocando ukulele. Desde então, o clipe foi visto 1 milhão de vezes apenas no Facebook. Intitulada de “BLM”, em apoio ao movimento Black Lives Matter, Naima faz referências à violência e as mortes viriais de George Floyd e Ahmaud Arbery. “Eu não posso mudar você / Você tem que mudar sozinho / Eu gostaria de te ajudar / Veja, eu sou apenas como todo mundo”, diz a jovem cantora. Ao longo da canção, a menina de 10 anos celebra a própria vida como uma jovem mulher negra e o direito dela de lutar. Em uma postagem do Instagram, Sequoia escreveu que a filha mandou o vídeo...

    Leia mais
    Dado Galdieri/The New York Times

    Racismo e segurança: para além da ponta do iceberg

    Assim como diversos outros sistemas de poder, o racismo possui distintas expressões. Como pesquisador preto e favelado que atua na área da violência e segurança pública, sempre foi muito evidente para mim que o racismo é central para compreendermos como a violência por parte do Estado funciona. As estatísticas levantadas pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública mostram que 75% das pessoas mortas em “intervenções policiais” entre 2017 e 2018 eram negras, e que entre 2007 e 2017 os homicídios de negros cresceram 33,1%, enquanto os de não negros aumentaram 3,3%. Os dados sobre homicídios são a ponta do iceberg quando o assunto é racismo e segurança pública, e os números são uma aparição bastante evidente da conexão entre os dois. Irei contextualizar uma outra expressão do racismo, mais sutil, mas tão relevante quanto aquela apresentada pelos dados estatísticos. Eu espero que ela fique bem escura no decorrer desse texto. Sobre os dados, acredito que pesquisadores e...

    Leia mais
    Reprodução/Facebook

    Ato Vidas Pretas Importam – Cidade Tiradentes/ZL

    No Brasil, um jovem preto é assassinado a cada 23 minutos. Todos que foram vítimas do assassinato da população preta e pobre, mortos antes e durante a quarentena nas ruas da Cidade Tiradentes, merecem justiça. Felipe Santos Miranda, Brayam Ferreira dos Santos, Igor Bernardo dos Santos e tantos outros jovens seguem vivos em nossa memória e é por eles que nos manifestamos. Cidade Tiradentes é o bairro onde se morre mais cedo em São Paulo: a expectativa de vida é de apenas 57 anos. A violência contra os moradores não diminuiu e acontece de diversas formas, mesmo durante uma pandemia de COVID-19. Com o isolamento, muitos perderam seus trabalhos e hoje tentam sobreviver com R$ 600,00: valor insuficiente para sustentar famílias com comida, água, luz e outras necessidades básicas. Temos o vírus, a fome e a violência cotidiana agindo juntos pelo genocídio. Os leitos de UTI foram esgotados em abril...

    Leia mais
    Prédio do STF, em Brasília (Foto: Divulgação / STF)

    STF decide nessa sexta sobre restrições a operações policiais no RJ durante a pandemia; estudo indica diminuição de mortes

    O Supremo Tribunal Federal (STF) inicia nesta sexta-feira (26) a votação que vai decidir se as operações policiais em comunidades do Rio de Janeiro seguirão suspensas até o final da pandemia da Covid-19. A proibição imposta por decisão liminar do ministro Edson Fachin, começou a valer no último dia 5 de junho. Os ministros do STF vão avaliar, dessa vez, se mantém os efeitos da medida cautelar. Um estudo feito pela Universidade Federal Fluminense (UFF), em parceria com o portal Fogo Cruzado, apontou que o número de mortes por invenção policial diminuiu 75,5% durante o período de vigência da lei. “Eu espero que os ministros se sensibilizem com os efeitos positivos da liminar. Me parece que os esforços deveriam estar concentrados para a preservação de vidas”, disse Daniel Hirata, professor de sociologia da UFF. O que diz a liminar O texto da lei em vigor prevê responsabilização civil e criminal...

    Leia mais
    PROTESTO NOS EUA PELA MORTE DE GEORGE FLOYD. FOTO: AFP.

    Brasil se posiciona contra inquérito da ONU sobre violência policial nos EUA

    O Brasil se posicionou contra a criação de uma comissão de inquérito internacional para investigar abusos e violência policial contra a população negra nos Estados Unidos, durante uma reunião extraordinária do Conselho de Direitos Humanos da ONU, em Genebra, na quarta-feira 17. A reunião extraordinária foi convocada por 54 nações africanas para debater a discriminação e o “racismo sistêmico” nos Estados Unidos, motivadas pelo homicídio de George Floyd, homem negro morto em Minneapolis em 25 de maio, após ser pressionado contra o chão pelo joelho de um policial durante vários minutos. Ao se posicionar contra, a representante da missão permanente do Brasil junto à ONU em Genebra, Maria Nazareth Farani Azevêdo, argumentou que o problema do racismo não é exclusivo de uma região específica. “É um flagelo profundamente enraizado em muitas partes do mundo, afetando grande parte da humanidade”, afirmou, acrescentando que também é importante reconhecer o “papel indispensável” das...

    Leia mais
    Reprodução/Instagram

    Lewis Hamilton participa de protesto antirracista em Londres

    O hexacampeão da F-1 Lewis Hamilton foi às ruas de Londres neste domingo (21) para participar de manifestações contra o racismo. O inglês de 35 anos, único piloto negro na principal categoria do automobilismo, se juntou aos manifestantes que protestam desde a morte de George Floyd, americano negro que morreu após ser sufocado por um policial branco em Minneapolis, nos Estados Unidos, no dia 25 de maio.   Ver essa foto no Instagram   Went down to Hyde Park today for the peaceful protest and I was so proud to see in person so many people of all races and backgrounds supporting this movement. I was proud to be out there acknowledging and supporting the Black Lives Matter movement, and my black heritage. I was so happy to see people of all ages, sporting Black Lives Matter signs and saying it just as passionately as I was. I was also...

    Leia mais
    'Sem Descanso' participará do San Francisco Black Film Festival em junho/ Divulgação

    ‘Sem Descanso’, premiado documentário de Bernard Attal, divulga trailer

    O documentário mostra como Geovane, um jovem morador da suburbana de Salvador, Brasil, foi levado, em 2014, por uma viatura da Policia Militar em pleno dia. Depois de uma investigação conduzida pelo próprio pai e pelo jornal local, o corpo foi encontrado esquartejado e sete policias foram indiciados. A polícia brasileira é uma das mais violentas no mundo. As vítimas são principalmente os jovens negros da periferia das cidades. Os casos são raramente elucidados e as famílias ficam na ignorância do destino dos seus filhos. Mas o pai de Geovane se recusou a descansar até descobrir o paradeiro do seu filho. A narrativa, de caráter investigativo, costura a trama e a procura das raízes históricas e sociológicas da violência policial. O documentário foi produzido pela Santa Luzia e tem distribuição da Livres Filmes. Nas palavras do diretor Bernard Attal, “a violência policial no Brasil alcançou tal nível que se pode falar hoje de um...

    Leia mais
    Montagem de Tropa de Elite (Foto: Reprodução) e Segundo Sol (Foto: /Instagram/João Cotta/Divulgação/Imagem retirada do site Rolling Stone)

    Como violência policial e racismo são normatizados pela produção audiovisual brasileira

    O adolescente João Pedro morreu há um mês, no dia 18 de maio de 2020. Vítima de uma ação das polícias civil e federal, o estudante negro foi baleado dentro de casa no Complexo do Salgueiro, em São Gonçalo, Região Metropolitana do RJ. Parentes acharam o corpo 17 horas depois, no IML(Instituto Médico-Legal) de Tribobó. O caso é apenas mais um que representa a violência policial e o racismo sistêmico no Brasil. Apesar de declarações relacionadas à morte do adolescente, as mobilizações nacionais se intensificaram com a morte de George Floyd, homem negro assassinado por policiais brancos nos Estados Unidos. Alguns questionamentos feitos nas redes sociais remetem ao porquê de brasileiros se mobilizaram fortemente apenas após o caso George Floyd - e um dos motivos pode ser a forma que produções audiovisuais a e própria imprensa brasileira acabam, muitas vezes, normatizando a violência e o racismo. “Isso mostra muito sobre...

    Leia mais
    © REUTERS / Amanda Perobelli

    As origens e lógicas ignoradas do racismo policial

    O Brasil não teria negros em 2012. A previsão foi apresentada no 1º Congresso Mundial das Raças, realizado em Londres no ano de 1911. “No espaço de um século, os mestiços desaparecerão do Brasil, fato que coincidirá com a extinção paralela da raça negra entre nós”, argumentou o antropólogo João Batista Lacerda. O então diretor do Museu Nacional representava o país no evento, a convite do então presidente Hermes da Fonseca (1910-1914), 23 anos após a assinatura da Lei Áurea. Sua tese pressupunha que a força do “sangue branco” diluiria o “sangue negro”. Sem a chegada de novos africanos, portanto, o embranquecimento em curso como política de Estado levaria ao resultado calculado. O antropólogo levou uma pintura para ilustrar esse processo. “Redenção de Cam”, do espanhol Modesto Brocos, retrata a alegria de uma avó negra pelo neto recém-nascido, de pele clara, no colo da mãe mestiça. Ao lado aparece o...

    Leia mais
    Protesto em frente à delegacia de Palmdale para exigir uma investigação completa sobre a morte de Robert Fuller, um negro de 24 anos encontrado pendurado em uma árvore Foto: APU GOMES / AFP

    Mortes de dois homens negros, encontrados pendurados em árvores, geram protestos, e FBI entra nas investigações

    As mortes de dois homens negros, encontrados pendurados em árvores, sendo um deles em um parque municipal, em um intervalo de 10 dias e a uma distância de 80 quilômetros entre os casos, na Califórnia, serão investigadas após autoridades policiais concluírem prematuramente que foram casos de suicídio. Protestos ganharam as ruas na esteira do assassinato de George Floyd, em Minneapolis, em 25 de maio, exigindo investigações rigorosas. O chefe do condado de Los Angeles, Alex Villenueva, e seu colega no condado de San Bernardino, John McMahon, disseram separadamente que trabalhariam em cooperação com os investigadores do escritório do procurador-geral da Califórnia. Villenueva disse ainda que o FBI forneceria uma supervisão adicional. – Queremos garantir que não deixaremos pedra sobre pedra – disse Alex Villanueva, sobre o caso de Robert Fuller, de 24 anos, encontrado morto na quarta-feira de manhã, com uma corda no pescoço, na Praça Poncitlan, um parque que...

    Leia mais
    Lanchonete da rede Wendy’s é incendiada após protesto contra racismo e brutalidade policial em Atlanta (Reuters)

    Morte de homem negro causada pela polícia de Atlanta foi homicídio, diz legista

    A morte reanimou os protestos em Atlanta depois de dias de manifestações mundiais contra o racismo e a brutalidade policial desencadeadas pela morte do afro-norte-americano George Floyd sob custódia da polícia de Mineápolis no dia 25 de maio. Uma autópsia realizada no domingo mostrou que Brooks, de 27 anos, morreu devido à perda de sangue e aos ferimentos internos causados por duas feridas de tiros, disse um investigador do instituto médico-legal em um comunicado, que acrescentou que a forma de sua morte foi homicídio. O encontro fatal de Brooks com a polícia aconteceu depois que um funcionário de um restaurante Wendy’s de Atlanta telefonou às autoridades para dizer que alguém havia adormecido no carro na faixa de drive-through. Registrado pela câmera corporal do policial e por uma câmera de vigilância, o encontro pareceu amistoso a princípio, já que Brooks aceitou um teste com bafômetro e falou sobre o aniversário da...

    Leia mais
    "Vou seguir contribuindo com mais esforços e maneiras de ajudar. Continuem a dizer seus nomes!", finalizou (Foto: Kevin Winter/Getty Images)

    ‘Continuem a dizer seus nomes’, diz Timberlake sobre negros mortos nos EUA

    O cantor Justin Timberlake lamentou a morte de cinco pessoas negras nos Estados Unidos em uma publicação em seu perfil no Instagram na noite de ontem. "O sistema precisa mudar. Ele nos mostrou repetidamente que os negros nos EUA não estão seguros", disse o cantor. "Vou seguir contribuindo com mais esforços e maneiras de ajudar. Continuem a dizer seus nomes!", finalizou. Na publicação, Timberlake começou falando de Rayshard Brooks - "ele não deveria estar morto" -, baleado no estacionamento de um restaurante em Atlanta na última sexta-feira (12). Em seguida, o cantor lembrou os casos de Riah Milton e Dominique Fells, duas mulheres transgênero mortas no país, e Robert Fuller, encontrado pendurado em uma árvore na Califórnia. Timberlake também falou do caso de Breonna Taylor - "ainda estamos esperando justiça" -, uma mulher de 26 anos que foi morta em março por policiais em meio ao cumprimento de um mandado...

    Leia mais
    (Foto: Geledés)

    PMs são flagrados espancando jovem rendido na zona norte de SP 

    Policiais militares foram flagrados agredindo na madrugada de hoje, com socos, chutes e cassetetes um jovem que estava rendido e que, ao tentar se defender, dizia ser trabalhador e que estava na casa da namorada. O caso aconteceu na zona norte da capital paulista, próximo do cemitério Parque dos Pinheiros, no Jaçanã. Além de agredir o jovem, os policiais ameaçaram moradores que viram as cenas e, inconformados, decidiram gravar a ação. Os policiais foram identificados e afastados do serviço operacional após as imagens das agressões terem repercutido nas redes sociais. Graças as imagens, que mostraram a numeração da viatura, foi possível identificar que os PMs são do 43º batalhão, no Jaçanã. Por meio de nota, a PM afirmou à reportagem que "assim que tomou conhecimento das imagens, instaurou um Inquérito Policial Militar (IPM) por abuso de autoridade contra os policiais, que foram imediatamente afastados do serviço operacional". Ainda segundo a...

    Leia mais
    Ricardo Moraes/Reuters

    Manifesto de negras e negros evangélicos

    “Ai dos que promulgam leis iníquas, os que elaboram escritos de opressão, para suprimir os direitos dos fracos, e privar de justiça os pobres do meu povo.” Isaías 10:1-2. Nós, negras e negros evangélicos brasileiros, nos manifestamos para clamar a urgência de a igreja se posicionar a denunciar o racismo como pecado, e pecado estrutural. Quantas irmãs de nossas igrejas já perderam os filhos assassinados? Quantos jovens de nossas igrejas já foram mortos? Quantas irmãs oram por seus filhos presos? Queremos vida, mas as oportunidades são negadas, as portas de empregos cada vez mais são fechadas, o acesso à educação e ao sonho da universidade ainda não é para todos. Na maioria das vezes, nos falta o básico, nos faltam casa, alimento e água. Quantos irmãos e irmãs estão morrendo nas filas dos hospitais e tantos outros nem conseguiram ter atendimento quando foram buscar a cura? É hora de reconhecer...

    Leia mais
    Reprodução/Facebook

    Nota da Coalizão Negra por Direitos por justiça para Miguel Otávio!

    A Coalizão Negra por Direitos se solidariza com a dor profunda de Mirtes Renata Souza e sua família pela perda irreparável do pequeno *Miguel Otávio*. Estamos, todas/os nós ao lado de sua família por justiça e apuração isenta dos fatos desencadeados pela postura criminosa de Sari Gaspar Corte Real, que ceifaram a infância, a adolescência e a vida adulta de Miguel Otávio. Impunidade nunca, esquecimento jamais! A Coalizão Negra por Direitos é uma articulação nacional de organizações, entidades e coletivos de movimento negro, de todo o país, criada em 2019 e que vem atuando em âmbito nacional e internacional com ações de denúncia e incidência política para o combate ao racismo no Brasil. Sobre o caso do pequeno Miguel, vimos que todas as imagens que registram os últimos minutos da criança não deixam qualquer dúvida sobre a responsabilidade de uma mulher adulta, “empregadora” e membro da elite política local na...

    Leia mais
    Manifestantes carregam faixa 'Vidas negras importam' em protesto (Foto: Reprodução/GloboNews)

    Pretos e pardos são 78% dos mortos em ações policiais no RJ em 2019: ‘É o negro que sofre essa insegurança’, diz mãe de Ágatha

    Pretos e pardos representam 78% dos mortos por intervenção policial no Rio de Janeiro em 2019. A informação consta em um levantamento do Instituto de Segurança Pública do Rio de Janeiro (ISP-RJ), obtido pelo G1 através da Lei de Acesso a Informação (LAI). Das 1.814 pessoas mortas em ações da polícia no último ano, 1.423 foram pretas ou pardas. Entre elas, 43% tinham entre 14 e 30 anos de idade. O número de mortes por intervenção legal foi o maior número registrado desde 1998. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 54% da população do estado se declara preta ou parda. Para especialistas ouvidos pelo G1, os números mostram traços de racismo estrutural na política de segurança pública do estado. A mãe da menina Ágatha Félix, morta aos 8 anos baleada durante operação no Complexo do Alemão, lamentou as vítimas deste tipo de ação e o preconceito com...

    Leia mais
    Bianca Santana (Foto: Caroline Lima)

    Racismo, colonialismo e falta de ar

    “Quando eu ouço o que George Floyd morreu dizendo, é lógico que eu lembro do dia em que um policial apertou meu pescoço até eu desmaiar. Enquanto eu sufocava, falava a mesma coisa: ‘eu não consigo respirar’”, compartilhou Wellington Lopes em uma reunião de que participei esta semana. O cientista social negro, jovem brilhante, é um dos coordenadores de núcleo da UNEafro Brasil e tem dedicado seus dias à entrega de cestas básicas e materiais de higiene em Poá, região metropolitana de São Paulo, além do apoio comunitário a pessoas com sintomas de COVID-19. Dentre muitos momentos compartilhados com Wellington, registro aqui o ato em fevereiro de 2019, em protesto ao assassinato de Pedro Henrique Gonzaga, aos 19 anos de idade. Um segurança do supermercado Extra, no Rio de Janeiro, sufocou o jovem com um golpe de gravata até a morte. Embora me sinta um disco riscado ao perguntar, repito:...

    Leia mais
    Maria Carolina Trevisan (Foto: André Neves Sampaio)

    Quem cala é cúmplice: o que racismo nos EUA e atos anti-STF têm em comum

    "Ficar em silêncio, sem interferir, é ser cúmplice", disse o chefe da polícia de Minneapolis (EUA), Medaria Arradondo, ao afirmar que todos os quatro policiais envolvidos no assassinato de George Floyd foram demitidos e deveriam ser julgados e punidos. Floyd, um homem negro, foi morto por um policial branco, Derek Chauvin, diante de outros três oficiais, que nada fizeram nos oito minutos em que durou seu sufocamento. Arradondo deu essa resposta ao vivo a uma emissora de TV, neste domingo (31 de maio), ao ser questionado pelo irmão de Floyd sobre justiça, em uma entrevista comovente, no meio dos protestos contra a violência racial que tomaram os Estados Unidos. O chefe da polícia de Minneapolis é negro. É o primeiro homem negro a alcançar a chefia do departamento de polícia da cidade do estado de Minnesota, que tem longo histórico de violência racial. Arradondo levou 28 anos até conseguir alcançar...

    Leia mais
    Jae C. Hong/Shutterstock

    Não peçam o fim dos levantes, diz Alexandria Ocasio-Cortez

    Se você deseja o fim dos levantes, mas não acredita que o acesso à saúde seja um direito humano, se você tem medo de dizer que vidas negras importam, se você tem medo demais para denunciar a brutalidade da polícia, então você não quer o fim das revoltas. Você quer que a injustiça continue e que os seus continuem a apoiar a violência da pobreza, a violência da falta de acesso a moradia, a violência da brutalidade policial e que não se fale mais sobre isso. É isso o que você quer. Então, se você pede por um fim do conflito, é bom você também exigir o acesso à saúde como um direito humano, que você peça mais responsabilidade do nosso sistema policial, é bom você começar a apoiar os conselhos de avaliação da sua comunidade, é bom você apoiar o fim da discriminação habitacional, é melhor você se posicionar...

    Leia mais
    (Foto: Geledés)

    Quanto vale a vida de uma pessoa negra?

    Num país que recentemente elegeu como Presidente da República alguém que já comparou pessoas negras a animais e disse que seus filhos não se relacionariam com uma mulher negra porque foram bem educados, rapidamente se chega a uma resposta para a pergunta feita no título desse texto. E ela pode variar entre “muito pouco” e “quase nada”. Mas, como nossa sociedade ainda não se reconhece racista apesar de todas as evidências, façamos o esforço de expor o óbvio ululante à vista de todos, na tentativa de que mais pessoas se levantem contra o preconceito e se tornem agentes na luta antirracista. No Brasil, as desigualdades raciais saltam aos olhos. Estão expostas como feridas abertas por séculos de escravidão e opressão até os dias atuais. No entanto, o enfrentamento ao racismo, que se manifesta das mais diversas maneiras em nosso país, ainda está distante de ser um movimento que envolve grande...

    Leia mais

    Últimas Postagens

    Artigos mais vistos (7dias)

    Instagram

    Twitter

    Facebook

    Welcome Back!

    Login to your account below

    Create New Account!

    Fill the forms bellow to register

    Retrieve your password

    Please enter your username or email address to reset your password.

    Add New Playlist