quinta-feira, setembro 24, 2020

    Artigos e Reflexões

    Foto Observatório do 3o. Setor

    Será que é castigo?

    Quando a pandemia do novo coronavírus começou a ameaçar a sociedade brasileira surgiram vários discursos, provenientes de igrejas cristãs, atribuindo o pavor que a humanidade experimenta no momento a um castigo divino. Vários religiosos que seguem a mesma orientação teológica desse que vos escreve se empenharam a desconstruir essa narrativa tentando esclarecer que não é vontade de Deus castigar a humanidade de forma tão cruel. Primeiramente porque nos identificamos com a face de Deus apresentada no Salmo 102: “o Senhor é bondoso, paciente, compassivo e carinhoso”. Portanto um Deus com essas características é muito ágil pra perdoar e lento para castigar. Além disso, aprendemos do Novo Testamento que a vida de seres humanos jamais deverá ser dada como sacrifício depois de Jesus ter derramado seu sangue na cruz. Isso não implica eliminar o castigo do horizonte da aventura humana, mas tão somente reconhecer que os castigos mais cruéis que a...

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    @EZEKIXL/Nappy

    Sobre ser a Maior Poesia

    Nossa maior poesia é saber onde nossas raízes estão fincadas. É estar sobre pés que nos levam onde nosso corpo precisa estar. É nosso corpo poder ser e/ou estar. Nossa maior poesia é ter descoberto o que nos faz sentir livres e o que nos prende. É voar pela imensidão com olhos de águia. É ansiar por estar só desfrutando prazerosamente da própria companhia. É desfrutar o prazer de estar em outras companhias. A maior poesia é ficarmos em paz com o que somos, com o que nos tornamos. É encontrarmos sentido na reflexão da história da nossa vida e nas histórias dos que passaram e dos que estão em nossa história de vida. Nossa maior poesia é saber de quais sonhos podemos desistir e pelos quais devemos ter fôlego para realizar. É querermos usar a sensibilidade, a razão e a emoção para fazermos escolhas de maneira prudente. É sabermos...

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    Bianca Santana - Foto: João Benz

    Magazine Luiza e um passo de ruptura com o pacto da branquitude

    As desigualdades raciais no mundo do trabalho são vistas a olhos nus. Quem conhece o Brasil sabe a cor de pele e a textura dos cabelos de quem ocupa o topo e de quem ocupa a base da pirâmide social. E o abismo com o qual convivemos está mensurado: a diferença na taxa de desemprego entre brancos e negros é de 71,2%; brancos recebem, em média, 56,6% a mais que a população negra; dentre profissionais contratados para cargos de liderança em São Paulo no ano de 2019, apenas 3,69% eram pretos ou pardos; mulheres negras são apenas 0,5% do quadro executivo das 500 maiores empresas brasileiras. Tais dados costumam ser ignorados por quem comanda as organizações e, ano após ano, contratações e promoções atualizam seus quadros reproduzindo os mesmos critérios racializados. Mas a escolha que privilegia um grupo racial e exclui outro não está nomeada, é evidente. O silenciamento e...

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    Anna Ismagilova/Adobe

    Será que eu sou uma fraude? A mestiçagem e o meu não lugar

    A vida inteira fui chamada de branquinha pelo meu pai e era assim que eu me via, apesar dos constantes comentários acerca do meu cabelo “ruim”, do meu nariz de “barraca” e da minha boca de “nego”. Sempre ouvi que apesar da minha pele clara, eu tinha um “pezinho na senzala”. Quando eu entrei no Ensino Fundamental em uma escola pública perto da minha casa, eu e um primo íamos e voltávamos juntos, pela rua de barro. Eu adorava a escola, mas a gente tinha muitos problemas, como trocas de professores, greve, salas pequenas e abarrotadas de alunos. Todos nós queríamos a atenção da Tia, mas era impossível ela fazer um atendimento individualizado. Eu não me lembro de ter dificuldades de aprendizado nesta fase, mas acabei passando para a segunda série sem saber ler, ou pelo menos foi isso que disseram para os meus pais. Acho que foi aí que...

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    (Foto: Reprodução/ Twitter)

    Cancela, sim. Cancela geral!

    eu acho triste; aliás, acho humilhante ver intelectuais brancos se debatendo para serem ouvidos. desde que os ouçam em silêncio. mandam-me um texto de contardo caligaris. fazia tempo que eu não o lia. a última vez que li uma coisa sua, ele se jactava de sua sapiência, como quem lambe o próprio pau, e chamava a revolucionária teoria estruturalista, formulada por saussure, de uma ingenuidade, ou coisa assim. me levantei e fui tomar um café, não sem antes amassar o jornal. então… dessa vez o texto me chegou pelo zap, veja você. caligaris defendia, como um goleiro destrambelhado, uma ideia bisonha, que ele tirou sabe-se lá de onde. ele reclama do fato, delirante, de que há uma regra aí que impede quem não é negro de falar sobre negros e que quem não é gay não pode falar de gays. e o texto dele é, inteiro, ele falando sobre negros...

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    Reprodução/Facebook

    Imperialismo em chamas: Sem justiça, sem paz!

    A sensação é sensacional, como diria nosso amigo rapper Djonga, mas os motivos são muito tristes, afinal, quem não gostaria de ver os racistas sendo queimados e ardendo em fogo? Sim, parece macabro demais, mas é a revolta de centenas de anos de violências contra o povo das américas sendo externalizada, enquanto o capitalismo segue queimando em brasa, aguardando a próxima vítima do racismo estrutural (que retroalimenta o sistema opressor racista) para entrar em chamas. Minessota em chamas, Kenosha em chamas, EUA em chamas e o Brasil está em brasas ( sim, as coisas por aqui são diferentes) porém não menos graves, pois as fogueiras podem ser gigantes( e nem estou falando das queimadas criminosas da Amazônia). Os protestos em Kenosha, no estado americano de Winconsin, depois de viralizar o vídeo em que Jacob Blake (jovem negro de 29 anos) é brutalmente atacado com sete tiros pelas costas, diante de...

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    Imagem: Getty Images

    Educação e reflexões de uma professora na quarentena: feitos, jeitos, defeitos e efeitos

    "Se a educação sozinha não transforma a sociedade, sem ela tampouco a sociedade muda". Paulo Freire Devo dizer, a priori, que não pretendo aqui trazer dados oficiais sobre os efeitos da quarentena em qualquer perspectiva, mas dá minha opinião a partir das minhas percepções nos diálogos com as pessoas, nos acompanhamentos das famigeradas “lives”, na produção de “memes” e nos grupos de whatsapp, dentre outros. Dito isto, quero tecer meus comentários a partir de algumas provocações que tem me incomodado nestes dias de quarentena, especialmente ao que concerne à educação básica, meu lugar de fala. O que a educação tem com tudo isto? Quais os efeitos da quarentena na educação pública? Como estão nossos alunos? Como vãos os pais? O que a sociedade espera de nós? Como a sociedade ver a educação e os seus profissionais? Quem são os heróis? Quem vai consertar a sociedade depois de tudo? Como estão...

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    O jurista Silvio Almeida. (Imagem: CHRISTIAN )PARENTE/DIVULGAÇÃO

    Silvio Almeida: “Negar a relação entre liberalismo e escravidão está no mesmo nível do terraplanismo”

    Do Twitter de Silvio Almeida: Negar a relação entre liberalismo e escravidão está no mesmo nível do terraplanismo e das campanhas anti-vacina. A escravidão moderna, de cunho racial e atrelada ao empreendimento colonial é, em grande medida, uma invenção dos liberais. Há uma farta literatura sobre como a base do pensamento liberal permitiu a naturalização da violência colonial, a desumanização de não-europeus e a destruição de formas de vida não compatíveis com a reprodução da sociedades mercantis. Locke, Montesquieu, Hume, Adam Smith, Kant e Hegel defenderam ou justificaram o colonialismo europeu e até o racismo. Por isso é importante conhecer estes autores e entender como eles moldaram a cabeça mesmo daqueles que não os leram. Kant e Hegel, são exemplos interrssantes. Autores fundamentais do pensamento ocidental, influências incontornáveis em tudo o que se escreve ou escreveu sobre direito, política, economia e filosofia. Kant, em um texto chamado “Considerações sobre a natureza...

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    Ilustrações mostrando evolução a partir do macaco (Imagem: Getty Images/iStockphoto)

    Tem cor a ciência?

    A ciência conhecida como moderna é reguladora do poder mundial. Nesse momento difícil em que vivemos o contexto de uma pandemia, é a ciência que promete ser o diferencial nas disputas de narrativas por nações de excelência em desenvolvimento. Mas o que é a ciência? A ciência é uma das maneiras de fazermos leitura sobre a realidade. Existem outros recortes possíveis de realidade? Sim, existem. O conhecimento tradicional, o conhecimento popular ou mesmo o conhecimento religioso. Não é possível apontar que recorte oferece melhores respostas. Pois, cada um destes só merece crítica dentro do próprio corpus de conhecimento que produz. Fato é que vivemos sob a égide da sociedade tecnológica. Por sua vez, a tecnologia é fruto do desenvolvimento do conhecimento científico e, desta forma, o conhecimento científico, que é construído socialmente e desenvolve modelos para compreender como os fenômenos se complexificaram lentamente a partir de inúmeras transformações/mutações, segue sendo...

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    Adobe

    O que eles não nos contaram?

    Eu não sei como brigar, eu só sei como continuar viva. A Cor Púrpura (1982)   Às vezes eu me pergunto o que poderia ter mudado se eu tivesse o conhecimento que tenho hoje, se o feminismo negro ou o debate étnico-racial tivesse chegado mais cedo em minha vida. Será que eu teria considerado algumas coisas que me ocorreram como violência?  Será que eu teria ficado calada nas vezes em que eu deveria ter gritado? Pensando comigo mesma acho que a resposta seria sim, porém “eles” não me contaram, ninguém me disse que a violência direcionada a mim eram por conta da minha cor, esta não retinta, mas que ainda recebe olhares externos, exóticos ou de não aprovação. Se “eles” tivessem me contado eu teria berrado, dilacerando a máscara do silêncio como disse Grada, mas não teria feito isso esperando que “eles” se importassem, pois sei que não se importariam...

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    Fabiane Albuquerque (Arquivo Pessoal)

    Nas margens do capitalismo, sentamos e choramos

    O livro é de Paulo Coelho, “Nas margens do rio Piedra, sentei e chorei”, e li tal obra na minha adolescência, embora do conteúdo não me lembre, somente do título que me marcou. E ele me veio em mente depois de uma conversa com uma brasileira aqui na França, branca, da elite paulistana, filha de empresário de São Paulo e habitante da Faria Lima. Podemos imaginar o perfil! Ela defendia a ideia de que o melhor modelo econômico, social e político é aquele estadunidense. Seus argumentos foram os seguintes:  “(..) lá, as pessoas pagam poucos impostos, o salário é alto e depende de cada um economizar e investir como quiser, arcar com os próprios gastos como saúde, educação, segurança. Depende da cabeça de cada um, depende da cabeça. Quem não tem, fica sem, e não deve esperar nada do Estado. Depende de cada um! Cada um! ” Essas palavras ressoaram...

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    Reprodução/Facebook/Fatos Desconhecidos

    A negligência intelectual dos racistas brancos esclarecidos

    Mesmo ciente do debate sobre “cultura do cancelamento” meio vinculada à ideia de punição, e corrente, sobretudo, nas redes sociais, o mesmo não tem centralidade nesse texto. Seja para “corte ou costura”, prefiro uma elasticidade pedagógica, que pode, ou não, abrir diálogo, mas não pressupõe seu fechamento. Mas digo, de antemão, que como mulher negra me vejo na legítima e justa posição de rejeitar racistas como referências intelectuais, o que não quer dizer que eu possa fazê-lo integralmente, ou que tenha essa radicalidade como método, coisas que, dadas as circunstâncias históricas, não são nem técnica nem politicamente possíveis. Contudo, não deixa de ser notável que o racismo dos brancos esclarecidos costumar ir da arrogância preliminar à uma autofragilização mediante um antiguíssimo recurso à “animalização” de quem reage ao seu racismo explícito, porém negado. Nesse percurso, os discursos reativos à reação vão tornando-se minguados e vazios e, à semelhança do reacionarismo...

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    Pixabay

    A branquitude, a negritude e o jornalismo investigativo – narrativas controversa

    Recentemente, muitos casos envolvendo a prática de crime em tese por membros do Poder Judiciário, da Advocacia e do Ministério Público têm invadido as redes sociais e as manchetes dos telejornais. Uma característica comum às notícias chama a atenção: os/as investigados/as ou acusados/as são todos/as brancos/as e, invariavelmente, da (proto)elite hegemônica instalada no país desde há muito, destacada pela cútis, pelo cargo e pelo patronímico que ostenta. Trata-se de mais uma evidência da racialização da sociedade brasileira, que reserva os melhores postos e condições de vida à mesma parcela de indivíduos. Evidencia, também, que o cometimento de delitos não é exclusivo da parcela mais vulnerável da sociedade, como desejado pela criminologia da reação social, mas um ato passível a qualquer ser humano, por sua própria essência. Outro dado desperta curiosidade. As notícias de supostos crimes praticados por representantes da (pseudo)elite branca brasileira têm o cuidado de tratá-los como presumidamente inocentes,...

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    Equipe do Fa.vela em Belo Horizonte - Matheus Cândido/Divulgação

    Prontidão para a mudança

    Desde o início da crise pandêmica, quando ainda se ousava falar em “histeria”, empreendedores sociais de todo o país se mobilizaram para prestar ajuda a pessoas, comunidades e territórios em situação de vulnerabilidade. Redefinindo prioridades de organizações da sociedade civil ou criando novas iniciativas para atender à urgência, esses empreendedores não se furtaram a fazer o que deveria ser feito: defender a vida e garantir os direitos de grupos desamparados que viram sua situação de exclusão social se agravar ainda mais. Mas, afinal, o que leva essas pessoas a perceber que elas podem subverter a lógica de um sistema desigual? E como elas colocam em prática ideias que desafiam as regras do jogo? Há quarenta anos, a Ashoka vem construindo uma rede brasileira e internacional de empreendedores sociais, lideres em inovação e impacto social. Ao longo deste período, identificamos padrões. Um dos mais importantes é que empreendedores sociais não trabalham...

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    Foto Shutterstock.com

    O pensamento social brasileiro e a cultura do esquecimento

    Brasil, um país historicamente novo, construído em base do colonialismo, escravismo e desigualdade, que deram os moldes de nossa sociedade atual. Em 520 anos de história (1500-2020), 353 deles se sustentaram no regime da escravidão, sobrando apenas 167 anos “livres” do regime escravocrata para negros e índios. Por conta disso, o pensamento social brasileiro moldou-se de acordo com ideais racistas, conservadores e patriarcais, que permeiam nossa estrutura política e econômica de maneira perversa. De acordo com a The Trans-Atlantic Slave Trade Database, um esforço internacional de catalogação de dados sobre o tráfico de escravos, nove mil viagens foram realizadas por navios negreiros ao Brasil, trazendo 4,9 milhões de africanos. Isso resulta em uma sociedade 56% autodeclarada preta ou parda, mas também em um país em que, segundo o IBGE, os negros representem os 70% entre os 10% mais pobres da população. Em um país em que 68% dos cargos gerenciais...

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    Elias Oliveira Sampaio Foto:Adenilson Nunes/Secom Local Fundação Luís Eduardo Magalhães

    As desigualdades raciais são categóricas e duradouras, estúpido!

    Talvez o maior erro de avaliação para usos e formas de se tentar aplicar o termo “novo normal” para qualificar as diversas facetas da atual conjuntura socioeconômica e político-institucional mundial, é imaginar que as transformações em curso estão surgindo e/ou sendo mais evidenciadas, tão somente, em virtude dos efeitos deletérios causados pela disseminação da covid-19. A crise sanitária causada pelo coronavirus, apesar de seu ineditismo, sua dimensão e sua criticidade, tem sido apenas o elemento catalizador de um conjunto mudanças que vem ocorrendo mais acentuadamente nas últimas duas décadas, particularmente, no campo das tecnologias de informação e comunicação, as quais, tem sido – e por muito tempo ainda serão – as condições necessárias para se chegar a algo verdadeiramente novo nas relações sociais de produção e de consumo tal qual as conhecemos. As tão atualmente populares Amazon, Netflix e Google, por exemplo, estão por aí desde dos anos de 1990....

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    Marvel

    O valor da representatividade na mídia

    O mundo lamentou, neste final de semana, a perda precoce do ator Chadwick Boseman, que interpretou o Rei T’Challa, o Pantera Negra, nos cinemas. Pantera Negra foi lançado em 2018 e inaugurou uma nova fase do universo da MCU, da qual sou muito muito fã. O impacto da história de um super herói negro, africano, com sotaque africano, comandando uma nação desenvolvidíssima e negra transformou e ainda transformará muitas vidas, principalmente de crianças que se identificam com o personagem. Quando a gente se vê num personagem que a gente admira, a gente projeta um sonho, uma crença de que tudo é possível, que aquele lugar também nos pertence. Não é de hoje que se critica a estereotipização de papéis designados à população negra na mídia, assim como à feminina. Em razão dos últimos acontecimentos, decidi assistir novamente alguns dos filmes mais recentes da Marvel, desde Pantera Negra até os 4...

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    Chadwick Boseman, astro de 'Pantera Negra', em foto de março de 2018 (Foto: Jordan Strauss/Invision/AP, File)

    Carta ao Rei T’Challa

    Querido irmão Chadwick Boseman, Diz um dito africano que, quando morre um ancião, morre uma biblioteca. Ouso completar dizendo que, quando parte um jovem consciente, vai-se um leitor ávido destas bibliotecas-humanas e também um bibliotecário, alguém capaz de cuidar dos tesouros que a sabedoria produziu. É uma quebra brusca na corrente de humanidade da qual todos e todas fazemos parte. Sim, você partiu cedo. Não te conheci fora das telas. O que sei de você é o que todos os seus fãs sabem: o excelente ator que encarnou James Brown, Thurgood Marshall e no rei T’Challa que, por sua vez, era o Pantera Negra. Este super-herói que fez sonhar tantos meninos que se acham sem poder perante uma sociedade que insiste em classificá-los como potencialmente violentos. Escrevo chamando-o de irmão porque, além de “brother” na nossa negritude, você poderia ser de fato meu irmão mais novo e — foi inevitável...

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    A pandemia, o racismo e o bode na sala¹

    amigos e amigas do trabalho, da família e da luta social Vamos nos fortalecer para vencer o mal Fazer deste limão uma limonada, superar esta empreitada, e vencer, vencer, vencer! Este samba é para você Amigo e amiga desta jornada da vida. Na jornada da vida – Aderaldo Gil “Em 15 meses foram gastos com a militarização da Maré o dobro do que se investiu na comunidade em programas sociais por 6 anos.” Renata Souza, Cria da Favela: p. 90 A pandemia, na extensão e intensidade como está se dando será um marco nas narrativas do século XXI. Poetas, artistas, filósofos proclamam mudanças significativas na concepção da existência humana, nas relações sociais, nas relações de seres humanos com a natureza, etc. Será que isso vai acontecer mesmo? Porque sempre houve desejos e anúncios de mudanças, frustradas pela força dos poderes tradicionais e por fraquezas das-dos agentes da transformação. A dúvida...

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    Foto; rawpixel.com

    Gravidez na infância: quando corpos negros estão na linha da morte

    O Corpo negro franzino sequer iniciou o processo de formação, mas já está exposto há inúmeras violações de direitos, desde os seis anos de idade. A menina ainda não sabe, mas é o assunto de dez em cada dez veículos de comunicação, que alardeiam a gravidez aos dez anos. Gravidez aos 10 mata – essa foi a hashtag que mais viralizou nos últimos dias nas principais redes sociais. O corpo franzino negro sequer tem acesso às redes, sequer compreende o que são os Trending Topics, ou Assuntos do Momento – os tópicos mais falados em uma determinada rede social, durante um determinado período de tempo – mas seu corpo foi violentado, segundo denúncias, pelo próprio tio, na cidade de São Mateus, interior do Espírito Santo. Gravidez aos dez mata, mas essa premissa também é válida para corpos franzinos negros?! Grávida, a criança foi atendida no hospital de sua cidade em...

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