segunda-feira, julho 6, 2020

    Afro-brasileiros e suas lutas

    Caso foi registrado em Cachoeira, no Recôncavo baiano — Foto: Pai Duda de Candola/Arquivo pessoal

    Pai de santo denuncia invasão, tiros e destruição de objetos sagrados em terreiro na Bahia: ‘Violência muito grave’

    A tranquilidade do terreiro Ilê Axé Icimimó Agunjí Didê, em Cachoeira, no Recôncavo baiano, foi substituída por momentos de tensão na última terça-feira (9). Em postagem feita nas redes sociais, Antônio Santos, o Pai Duda de Candola, denunciou uma invasão de homens armados ao local. No relato, ele afirma que os invasores dispararam tiros para o alto, cortaram as cercas que delimitam o terreno do terreiro de candomblé e destruíram objetos sagrados. Na manhã desta sexta-feira (12), Pai Duda de Candola narrou ao G1 o que presenciou na última terça-feira. Ele afirma que os responsáveis pela invasão eram funcionários da empresa Penha Papéis e Embalagens, que tem sede na cidade de Santo Amaro da Purificação, vizinha a Cachoeira. “Essa invasão já é a quarta vez que esses agressores chegam ao terreiro. Na terça-feira, por volta das 9h foi que aconteceu esse grande absurdo. Chegaram com grande violência. Eu não pude...

    Leia mais
    (foto: Delegacia Estadual de Repressão a Crimes Contra o Meio Ambiente (Dema))

    Quilombolas denunciam desmatamento ilegal em sítio histórico na Chapada

    Autoridades estão apurando um desmatamento ilegal de mais mil hectares no Sítio Histórico e Patrimônio Cultural Kalunga, na região da Chapada dos Veadeiros, em Cavalcante (GO). A situação foi denunciada pela comunidade quilombola kalunga da região. A Secretaria de Meio Ambiente de Goiás (Semad) apurou que já foram desmatados ilegalmente quase 1 mil hectares desde dezembro do ano passado, sendo que mais de 500 hectares foram degradados nos últimos 15 dias em duas fazendas do local, próximo ao complexo de cachoeiras do Rio Prata. “Eles foram abrindo devagar os primeiros 500 hectares e os últimos 500 fizeram praticamente de uma vez só”, explicou a secretária Andrea Vulcanis, que está indo ao local, mas já tem uma equipe na região. Também está lá apurando a situação a Delegacia Estadual de Repressão a Crimes Contra o Meio Ambiente de Goiás (Dema). Não há licença Apesar de estar dentro do sítio histórico, as...

    Leia mais
    Taís Araújo (Foto: Ana Branco)

    Taís Araújo desabafa sobre a luta contra o racismo: “Antirracista é verbo, é ação. Seja bem-vindo”

    Nesta quinta-feira, 4, a atriz Taís Araújo usou suas redes sociais para publicar um vídeo fazendo um discurso sobre a luta antirracista na sociedade que vem aflorando nos últimos dias. No Twitter, a atriz comentou sobre as pessoas que são a favor do discurso na legenda: "Se dizer antirracista é muito importante. Mas ser antirracista é verbo, é ação e pra isso é preciso trabalho. Está afim? Leia tudo que já foi dito por nós e bem-vindo." Já no vídeo, ela desabafou: "Eu tenho visto muitas pessoas na internet se classificando como antirracistas, o que eu acho ótimo, muito importante. Mas, é preciso dizer que tudo já foi dito. Muita coisa já foi feita e pouquíssimas foram mudadas. Aqui e lá.". Em seguida, ela aproveitou para citar pessoas ligadas à luta contra o racismo e reiterou a importância de ser mais que palavras. "São gerações após gerações. Filhas após mães....

    Leia mais
    Manifestação anti-racista no Palácio Guanabara, no Rio de Janeiro (Foto: ROBERTO MOREYRA/Agência O Globo)

    Conheça 7 intelectuais que nos ajudam a entender o racismo no Brasil

    Nos últimos dias atos contra o racismo e a violência policial estouraram nos Estados Unidos e no Brasil, em plena pandemia do coronavírus, chamando a atenção para a centralidade da luta anti-racista nesses países. Além dos atos organizados por movimentos como o "Black lives matter" e o "Vidas negras importam", a questão racial vem sendo pautada diariamente por diversos intelectuais que veem a questão do racismo como central nessas sociedades. Para isso, muitos pensadores vêm produzindo conteúdo de forma gratuita em seus perfis em redes sociais. O GLOBO selecionou alguns destes intelectuais que podem ajudar quem quer entender melhor os problemas estruturais causados pelo histórico escravocrata do Brasil e como o racismo segue produzindo desigualdades no país. Silvio Almeida Silvio Luiz de Almeida é jurista, professor da FGV, da Mackenzie, e da Universidade de Duke, nos EUA. Em seus livros, artigos e publicações nas redes, ele discute como o racismo...

    Leia mais
    Produtos da Cooperquivale fazem parte do Sistema Agrícola Tradicional Quilombola| Ivy Wiens-ISA

    Quilombolas e caiçaras distribuem 15 toneladas de alimentos para comunidades vulneráveis

    A Cooperativa dos Agricultores Quilombolas do Vale do Ribeira (Cooperquivale) organizou a produção e entrega emergencial de cestas de produtos da pesca caiçara e da roça dos quilombos para ajudar a suprir, durante a pandemia da Covid-19, as necessidades básicas de 716 famílias da região e da capital paulista. Foram beneficiadas 18 aldeias Guarani, dois quilombos, moradores dos municípios de Eldorado e Iporanga (SP) atendidos por organizações como a Ação Social e a Associação Mulheres Unidas por uma Vida Melhor (Amuvim), e moradores da zona sul da capital paulista atendidos pela ONG Bloco do Beco e coletivos parceiros. São, ao todo, 26 tipos de alimentos orgânicos que fazem parte do Sistema Agrícola Tradicional Quilombola, registrado como patrimônio imaterial do Brasil pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). O volume total é de 15 toneladas. Segurança alimentar no Vale do Ribeira A limitação de renda e acesso à alimentação...

    Leia mais
    (Foto: Imagem enviada por Alexandra Lima da Silva ao Portal Geledés)

    “Avisem que estamos chegando”: a história do escravizado que fundou uma escola no Rio de Janeiro

    Fragmentos. A luta da população negra por educação no Brasil é reconstituída a partir de recortes e rastros. Foi por meio de uma pequena notícia no jornal, intitulada “Escola fundada por escravo faz 100 anos” que fiquei sabendo da existência de Zózimo, escravizado que fundou uma escola para escravizados e libertos no Rio de Janeiro oitocentista. Acredito que o papel da pesquisa histórica seja também, dar visibilidade a sujeitos que não são lembrados nos livros dedicados à memória nacional. Enquanto em países como os Estados Unidos, é possível acessar diferentes materiais para saber mais sobre a luta da população negra pela educação, como pode ser visto no documentário Avisem que estamos chegando, por aqui, ainda há muito o que pesquisa e divulgar sobre essas tantas “figuras negras ocultas” e silenciadas. Conhecido como “Zé índio”, Zózimo morava num casebre construído num terreno onde hoje fica a PUC/Rio (Pontifícia Universidade Católica). Ainda...

    Leia mais
    Foto: CUFA

    A covid na favela e a emergência de uma outra agenda política. Entrevista especial com Preto Zezé

    Uma das marcas mais negativas do Brasil são as desigualdades, e diante da pandemia da covid-19 novas faces dessas desigualdades se manifestam. A doença entra no país pelas classes média e alta, mas é na periferia que morrem mais pessoas. Não obstante, a vida na favela definha diante do isolamento social que é necessário para frear o contágio. Sem nenhum apoio, o morador dessas zonas, que já vive com tão pouco, está entre os riscos da contaminação e a emergência de trazer comida para a mesa. “Estamos num mesmo mar, numa mesma tempestade, mas nem todo mundo está no mesmo barco. Alguns estão de jet ski, outros de lancha e muitos sequer com uma boia”, observa Preto Zezé, um dos articuladores da Central Única das Favelas, a Cufa. O grupo, que já vinha atuando nas periferias brasileiras, diante desse cenário de desespero teve de mudar o foco. “São situações emergenciais,...

    Leia mais
    Imagem retirada do site IPolítica

    A farsa da abolição escravocrata no sul da Bahia e os desafios da juventude negra

    Você acha justo uma mulher estuprada por anos, até décadas, carregar o sobrenome, as cicatrizes psicológicas e frutos materiais de quem a estuprou? Pois é essa analogia cruel que muitos historiadores e sociólogas utilizam para falar da crueldade do escravismo brasileiro e sua continuidade com outros nomes hoje em dia. A lembrança datada em treze de maio, uma ação dos escravocratas brasileiros para impedir o avanço das organizações negras que se movimentavam organizando negras e negros, é uma lembrança repudiada por todas as pessoas que tem o mínimo de consciência negra, letramento racial e leitura antirracista. Esse conteúdo é para essas pessoas e também para as herdeiras dos frutos materiais de séculos de escravismo. Escravismo aceito pelo poder público, igrejas, grande mídia e tantas estruturas sociais e econômicas da época. E sim, estou falando dos sobrenomes que hoje dominam a política e economia brasileira herdeiras desses séculos de sangue, suor,...

    Leia mais
    Gabriela Mendes Chaves: após trabalhar no mercado financeiro, a economista fundou uma escola para ensinar finanças (Foto: Imagem retirada do site Exame)

    Economista ensina finanças com letra de rap dos Racionais MC’s

    As letras de música dos Racionais MC’s serviram de inspiração para que a economista Gabriela Mendes Chaves desenvolvesse um método que ensina finanças pessoais baseadas na discografia do grupo. Com as letras de rap, ela ensina desde conceitos básicos de economia e até como as pessoas se relacionam com o dinheiro. O consumo e o endividamento são abordados em letras como “Vida Loka parte 2”, em que o rapper Mano Brown canta “na loja de tênis o olhar do parceiro feliz. De poder comprar o azul, o vermelho. O balcão, o espelho. O estoque, a modelo, não importa.” O rapper complementa ainda dizendo que “preto e dinheiro são palavras rivais.” Segundo Gabriela, neste momento, o grupo faz uma provação em relação à condição social da população negra do país. Dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) comprovam que o rendimento médio dos negros (R$ 1.608) ainda é mais...

    Leia mais
    (Foto: Reprodução/ Fundo Baobá)

    Fundo Baobá divulga terceira lista de projetos selecionados pelo edital de apoio emergencial conta o Coronavírus

    O Fundo Baobá para Equidade Racial divulga hoje (15 de maio) a terceira e última lista de iniciativas selecionadas pelo edital de doações emergenciais para o combate ao coronavírus em comunidades vulneráveis. São projetos de 85 indivíduos e 45 organizações que receberão R$ 2,5 mil em até cinco dias úteis. Ao todo, o Fundo Baobá recebeu, entre os dias 5 e 17 de abril de 2020, um total de 1037 solicitações de apoio, sendo 387 de organizações e 650 de indivíduos. Lançado em 5 de abril, o edital (relembre aqui) visa apoiar um amplo espectro de populações em situação de risco. Desse total, foram selecionados 215 projetos de indivíduos e 135 de organizações. A primeira lista, divulgada em 17 de abril de 2020, contemplou projetos de 60 pessoas e 40 organizações; a segunda, que apoiou 70 indivíduos e 50 organizações, foi publicada em 30 de abril. Com esta terceira lista,...

    Leia mais
    Reprodução/Facebook

    ‘Nossas vidas importam’: movimento cobra de autoridades o acesso adequado à saúde para os mais vulneráveis

    Em transmissão ao vivo nesta quinta-feira (14), a Anistia Internacional Brasil vai lançar a campanha “Nossas Vidas Importam”, que faz frente à pandemia do novo coronavírus. O movimento é um alerta às autoridades brasileiras para que nenhuma pessoa seja deixada para trás no combate à crise. A live será realizada às 19h no canal da Anistia Brasil no YouTube. A iniciativa cobra que sejam tomadas medidas concretas e urgentes pelas autoridades federais, estaduais e municipais, a fim de minimizar os impactos da Covid-19. A organização destaca a atuação ativa e efetiva da sociedade civil, em contraste com as ações das autoridades. “As necessidades de populações mais vulneráveis devem ser reconhecidas, pois em suas realidades, marcadas pela desigualdade estrutural, elas já estão se mobilizando para diminuir os impactos da pandemia. São elas que, no cotidiano de privações e de ausências em políticas públicas, criam soluções", afirma Jurema Werneck, diretora executiva da Anistia Internacional Brasil....

    Leia mais
    Imagem enviada para o Portal Geledés

    Covid-19: Quilombo da Parada realiza campanha de auxílio à famílias da região.

    A campanha “Aquilombando contra a COVID-19” é uma iniciativa do coletivo Esperança Garcia, sediado no Centro Cultural Quilombo da Parada, localizado na comunidade Estância Jaraguá. A ação tem como objetivo ajudar mais de 50 famílias a receberem um apoio durante três meses. O valor será revertido em cestas básicas + kit de higiene, e a distribuição será feita através do cadastro já existente, o que facilitará a comunicação e a organização da logística de entrega, atendendo as recomendações da OMS. Como as famílias atendidas estão numa área de morro onde não existe asfalto, o que dificulta a logística de toda e qualquer ação, o coletivo criou pontos estratégicos para as entregas, que são as casas de moradores que se tornaram ponto de apoio da nossa sede. São eles: Amanda, Sr. João e Dona Preta, alguns dos moradores que disponibilizaram suas residências e quintais para a realização da atividade.  Além deles,...

    Leia mais
    Coronavírus — Foto: Getty Images/BBC

    CPFs negros importam? Racismo estrutural e políticas públicas no contexto da COVID-19

    ALEXSANDRO SANTOS, pós-doutorando em Administração Pública e Governo (FGV EAESP), Diretor-Presidente da Escola do Parlamento da Câmara Municipal de São Paulo e Coordenador do curso de Pedagogia da FEDUC. Pesquisador do Núcleo de Estudos da Burocracia (NEB) ANA CAROLINA NUNES, doutoranda em Administração Pública e Governo (FGV EAESP). Pesquisadora do Núcleo de Estudos da Burocracia (NEB) EDNEIA GONÇALVES, socióloga (FESP-SP), e coordenadora executiva da Ação Educativa MORGANA G. Martins Krieger. Doutora em Administração Pública e Governo (FGV EAESP) Os dados do boletim epidemiológico quinzenal sobre a Pandemia de COVID-19, da Secretaria Municipal de Saúde de São Paulo, publicado em 30 de abril, apontam que as taxas de mortalidade associadas ao diagnóstico de COVID-19 na capital apresentam uma distribuição racial desigual na população. Na população branca, essa taxa é de 9,67%; na população parda, a taxa sobe para 11,88% e, na população preta, a taxa alcança escandalosos 15,64%. Traduzindo de modo...

    Leia mais
    Imagem: Reprodução/Getty Images

    Cresce percentual de pretos e de pardos entre internados e mortos por Covid-19, apontam dados do ministério

    O mais recente boletim epidemiológico do Ministério da Saúde indica que aumentou o percentual dos negros (pretos ou pardos) entre os pacientes internados e os mortos por Covid-19. Os dados ainda sinalizam que permanece a disparidade entre o percentual de internações e de mortes entre os negros, o que já foi apontado por especialistas como indício de possível disparidade no acesso ao atendimento. Segundo os dados de domingo (26), os mais recentes que consideravam a variável raça/cor, os pardos e pretos somavam 37,4% das hospitalizações e 45,2% das mortes. Duas semanas antes, no primeiro balanço do ministério que apresentou o recorte, os percentuais de hospitalizações e de mortes era de respectivamente 23,10% e 32,8%. Mesmo com eventuais ressalvas sobre a metodologia e o preenchimento das informações pelas secretarias estaduais, o comparativo entre os dois boletins mostra uma queda de 12 pontos percentuais nas mortes entre os brancos e um aumento de 12,4 pontos percentuais entre os negros....

    Leia mais
    Foto: Ruth Gobbo/Imprensa/FCU

    Semana de 13 de maio inicia com lançamento de vídeo pela FCU

    Para comemorar o 13 de maio em período de isolamento social, a Fundação Cultural de Uberaba lançou ontem uma série de vídeos nas suas redes sociais, para levar aos internautas a cultura afro de nossa cidade. Serão cinco vídeos contanto a história e o propósito das comemorações. O primeiro apresentará o 13 de maio de forma resumida de como surgiu. De acordo com a presidente da Fundação Cultural Jaine Basílio é uma forma de dar continuidade aos trabalhos culturais. “Nós não poderíamos deixar uma data tão importante sem as comemorações merecidas. Por ser uma mulher negra, acredito que comemorar a abolição da escravatura mesmo que online, por causa da pandemia, valoriza a cultura afro de Uberaba que inclusive é registrada como patrimônio imaterial”. A coordenadora de Cultura e Assuntos Afros, Elisabete Cardoso, lamenta a falta de comemoração mas acredita que levar a história de forma online pode trazer benefícios. “Geralmente...

    Leia mais
    (Foto: @ ARTSY SOLOMON/Nappy)

    Meu maior desafio é cuidar e amar uma criança negra num país racista

    Eu sou Sherol, historiadora, professora e mãe do Teodoro. Esse meu último título é o que mais amo ostentar. Teodoro acabou de completar 10 anos, é uma criança inteligente e amorosa. Posso dizer que foi meio “fácil” ser mãe dele até aqui. Ou não... Bem, quando penso mais nisso, sou obrigada a admitir que não tem tarefa fácil na maternidade. E se penso nos desafios que enfrentamos, entro em contradição: tem sido bem difícil ser mãe!!! Eu sou uma mulher negra criando um guri negro num dos países mais racistas do mundo. Eis o tamanho do meu desafio e da minha dor. Vou ilustrar contando uma história real: Era fevereiro de 2017, um domingo meio nublado, mas mesmo assim o combinado era levar meu pequeno Teodoro para curtir um bloco de carnaval de rua aqui em Porto Alegre. A fantasia foi escolhida e comprada com antecedência, até a maldita espuma...

    Leia mais
    (Foto: Virojt Changyencham/Getty Images)

    Pretos e pretas sofrem mais nesta pandemia, em que a classe média não abre mão de suas escravas domésticas

    As comunidades remanescentes de quilombos no Brasil sofrem mais uma vez com o descaso do Estado brasileiro. Governos federal, estadual e municipal se omitem no atendimento aos pobres, na sua maioria esmagadora negros. Estão aliados a empresários inescrupulosos que visam o lucro e desprezam a vida e à classe media que não quer limpar o chão e não pode prescindir de suas escravas domésticas. Os negros estão entregues à própria sorte. O ataque às comunidades de Alcântara (Maranhão) em plena pandemia, promovida pelo governo brasileiro, com ameaça de deslocamento, já denunciado em outro momento, se aprofunda agora no auge da crise, com um número elevado da população quilombola em todo brasil, infectada pelo coronavírus. Em recente artigo publicado pela doutora Yanne Teles, denunciando as filas de pobres na Caixa, em busca do auxílio, que deveria ser da vida, mas que tem cheiro de morte, as fotos feitas nas agências dão...

    Leia mais
    blank

    Hoje (7), às 20h, terá LIVE do @Pericles !

    Hoje (7), às 20h, terá LIVE do nosso irmão @Pericles ! O samba, caminhando sempre ao lado do nosso povo, é amparo e esperança em momentos difíceis. Ele gravou esse vídeo de apoio à campanha da Uneafro, Conaq e parceiros, para ajudar famílias de periferias, favelas e quilombos, afetadas pelo COVID19 🙏🏿🌻 Já foram distribuídas mais de 45 TONELADAS de alimentos para quase 4 mil famílias, mais de 15 mil pessoas. A CAMPANHA CONTINUA! AJUDE! 👇🏿 ACESSE: vaka.me/949425 Doações também por transferência bancária: Banco do Brasil Agência: 1202-5 Conta corrente: 74414-X Titular: Associação Franciscana de Defesa de Direitos e Formação Popular – AFDDFP CNPJ: 11.140.583/0001-72 Dúvidas: [email protected] No texto da Vakinha, detalhes da distribuição dos recursos nos territórios periféricos e quilombos de 5 estados. #uneafroresiste #conaquilombos Aqui vc ver nossa prestação de contas 

    Leia mais
    Enterro de vítima do coronavírus no cemitério da Vila Formosa, em São Paulo Foto: Victor Moriyama/The New York Times

    Em SP, risco de morte de negros por covid-19 é 62% maior em relação aos brancos

    Dados do boletim epidemiológico da Prefeitura de São Paulo do dia 30 de abril apontam que o risco de morte de negros por covid-19 é 62% maior em relação aos brancos. No caso dos pardos, esse risco é 23% maior. Especialistas apontam que questões socioeconômicas, como saneamento básico precário, insegurança alimentar e dificuldade de acesso à assistência médica, aumentam o risco de adoecer e morrer. Nos Estados Unidos, por exemplo, os negros também estão mais expostos ao novo coronavírus. As estatísticas fazem parte do 3° Boletim Covid-19 da Secretaria Municipal de Saúde. O documento traz dados e análises referentes à situação epidemiológica e ações para o enfrentamento da doença até o dia 24 de abril. Essa parte da pesquisa considera o número de óbitos (suspeitos e confirmados) por covid-19 entre brancos, pretos, amarelos, pardos e indígenas, de acordo com a classificação de raça/cor do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística...

    Leia mais
    Dona de um brechó ambulante, Maricléia Camargo se reinventou na crise com ajuda do coletivo Foto: Instagram/@brecho_bemtequer

    Afroempreendedoras produzem máscaras e geram renda para trabalhadoras informais

    Antes da pandemia, Maricléia Camargo Cassiano, de 38 anos, pagava todas as suas contas com a venda de roupas de seu brechó, montado diariamente na Avenida Paulista. Mas, no fim de março, depois que São Paulo precisou adotar medidas de isolamento social para evitar mais contágios por coronavírus, a estudante de Moda viu as vendas caírem 90%.  Foi do coletivo Afro Máscras que recebeu a sugestão: por que não passar a confeccionar máscaras? Além do encorajamento, a empreendedora recebeu do grupo orientações para a produção de acordo com as normas da Organização Mundial da Saúde (OMS), além de materiais como elástico e linha para dar os primeiros passos. Também pegou peças do seu acervo, desmanchou  e as transformou em itens que agora protegem centenas de pessoas contra a Covid-19. - O Afro Máscaras foi um pontapé, um estouro interno. Eu estava com medo de encarar o desafio, mas, quando fiquei...

    Leia mais

    Últimas Postagens

    blank

    Artigos mais vistos (7dias)

    Instagram

    Twitter

    Facebook

    Welcome Back!

    Login to your account below

    Create New Account!

    Fill the forms bellow to register

    Retrieve your password

    Please enter your username or email address to reset your password.

    Add New Playlist