quinta-feira, novembro 26, 2020

    Afro-brasileiros e suas lutas

    Foto: REVISTA O MALHO/BIBLIOTECA NACIONAL DIGITAL / EL PAÍS

    Há 110 anos, marujos denunciaram chibata na Marinha e racismo no Brasil pós-abolição

    O Rio de Janeiro entrou em pânico. Quando correu a notícia de que, da Baía de Guanabara, quatro navios de guerra apontavam seus canhões para a cidade, os cariocas fizeram as malas às pressas para fugir da morte. Na Estação Central do Brasil, os trens para longe da capital da República partiram lotados. Nos bondes com destino aos subúrbios, os passageiros viajaram espremidos, muitos pendurados no lado de fora. O perigo era real. Numa amostra do estrago que eram capazes de provocar, os encouraçados fizeram disparos que mataram duas crianças no Morro do Castelo, no Centro, a poucos metros da Câmara dos Deputados. O senador Ruy Barbosa (BA) contou aos colegas, num discurso no Senado, o horror de ter sido testemunha ocular do ataque naval: — Foi com a minha filha chumbada ao leito, por uma enfermidade que não nos permite sequer movê-la na sua própria cama, que tive esta...

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    1° Novembro Negro da OAB SP: Identidade, Memória e Resistência

    O primeiro Novembro Negro da OAB-SP se inicia em 03/11/2020, às 19:00, discutindo as epistemologias negras e pautando conhecimento e identidade negra na Advocacia e na Academia em geral, tratando o pensamento crítico nas perspectivas de racialidades, e mergulhando nas origens institucionais da Comissão de Igualdade Racial da OAB-SP. Não perca! DESCRIÇÃO DO EVENTO Programação: Eixo 1 - Conhecimento e Identidade Painel 1 - Epistemologias Negras: Intelectualidade e Pensamento Crítico Data: 03/11 - horário: 19:00 às 21:00 Abertura: Dr. Caio Augusto Silva dos Santos Presidente da OAB SP Expositoras: Dra. Amarílis Costa Advogada. Mestra em Ciências Humanas pela Universidade de São Paulo – USP. Presidente da Comissão de Graduação, Pós Graduação e Pesquisa da OAB-SP. Presidente da Comissão de Igualdade Racial da Subseção do Tatuapé da OAB-SP. Integrante do Conselho Municipal de Políticas para Mulheres de São Paulo. Membra da Rede Feminista de Juristas. Membra da Secretaria Executiva das Comissões...

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    Pelé (Foto: EFE/Sebastiao Moreira)

    Pelé: Racismo e esquecimento marcam os 80 anos do jogador

    Ele figura em todas as listas de melhores atletas do século 20. Para muitos, é o maior de todos os tempos. Marcou 1.281 gols em 21 anos, foi artilheiro paulista por dez anos consecutivos e tem mais de 60 títulos conquistados, entre eles o tricampeonato mundial pela Seleção Brasileira. Conta-se que seu talento com a bola foi capaz até de parar uma guerra. Nesta sexta-feira, 23 de outubro, Edson Arantes do Nascimento, o Pelé, completa 80 anos de vida. Por que as homenagens não estão à altura da grandiosidade de sua carreira? Para a jornalista Angélica Basthi, autora do livro Pelé: uma estrela negra em campos verdes, alguns fatores contribuíram para que um imaginário negativo sobre ele seja hoje tão presente na sociedade brasileira. Um deles foi a rejeição a Sandra, fruto de um relacionamento que teve em 1963. Ela brigou na justiça para ser reconhecida como filha, mas nunca...

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    Curso: Espaços culturais – lugares de livre associação

    A Comunidade Cultural Quilombaque, movimento político étnico cultural regido pelos tambores, localizado no bairro de Perus-SP, está ameaçado de perder o seu espaço físico para a especulação imobiliária. Foram intimados a entregar o espaço, caso não ocorra a compra do terreno, porém o valor e o prazo estimado para a aquisição são incompatíveis com o orçamento da comunidade. Ao longo desses quinze anos de resistência no bairro, várias conquistas foram alcançadas, porém sabemos que ainda há muitos desafios a serem consolidados e um deles é a permanência nesse espaço (anteriormente um lugar de abandono e altamente degradado), construído coletivamente com grande valor afetivo e transformado em um ponto de referência cultural para o bairro e para a cidade de São Paulo. Por essa razão eles lançaram a campanha #FICAQUILOMBAQUE (link para contribuição: http://vaka.me/1341779) para arrecadação de dinheiro para a permanência de sua sede. Sendo assim, o coletivo Margens Clínicas oferece...

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    ID_BR promove Fórum e Prêmio ‘Sim à Igualdade Racial’ no dia 10 de outubro

    Prêmio vai reconhecer os principais nomes e iniciativos em prol da igualdade racial no Brasil, enquanto Fórum pretende discutir empregabilidade negra Multishow exibe a premiação na TV a partir das 17h O Instituto Identidades do Brasil promove no próximo dia 10 de outubro, a partir das 10h, o Fórum e o Prêmio “SEnviim à Igualdade Racial”. Organizado anualmente pelo Instituto, o primeiro tem o objetivo de discutir a empregabilidade negra, criando debates, apresentando tendências e trajetórias profissionais para inspirar soluções. Já a premiação busca reconhecer os principais nomes e instituições que atuam em prol da igualdade racial no Brasil. Os dois eventos terão formato virtual e serão exibidos em sequência na página do ID_BR no Facebook. O Prêmio “Sim à Igualdade Racial” também terá exibição no Multishow, a partir das 17h. “Estamos unindo o Prêmio e o Fórum pela primeira vez na história do ID_BR, pois entendemos que seria uma...

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    Sinfrônio (à direita) trabalhou nas obras do Catetinho, sede do governo durante a construção da capital (foto: Arquivo Público-DF) Fonte: Agência Senado

    Resgate da presença negra na formação de Brasília mobiliza estudiosos e sociedade

    A memória do Distrito Federal sofreu mais um golpe no dia 30 de setembro último com a derrubada do imóvel conhecido como Casa da Dona Negrinha, uma edificação antiga, situada no Centro Histórico de Planaltina, cidade de 161 anos e distante 38 quilômetros da capital da República. Para a professora de história da Universidade de Brasília (UnB) Ana Flávia Magalhães Pinto, a perda desse patrimônio revela “descompromisso com o direito à memória e à história da gente negra no Distrito Federal” — uma falha que deve ser combatida, segundo ela. A estudiosa, que tem doutorado e pós-doutorado em história pela Universidade de Campinas (Unicamp), vem nos últimos anos trabalhando justamente em projetos de resgate que mostrem a importância dos negros na trajetória de Brasília, incluindo o período que precedeu à fundação da cidade, em 1960. A Casa da Dona Negrinha ficava a aproximadamente 8 quilômetros da Pedra Fundamental de Brasília, obelisco...

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    Igreja que é símbolo de sincretismo e respeito a religiões de matriz africana em Salvador abriga túmulo de um dos maiores traficantes de escravizados da Bahia (Getty Images)

    O traficante que deu origem ao culto do Senhor do Bonfim e outras descobertas do ‘mapa da escravidão’ em Salvador

    Mas a praça diante da igreja homenageia um dos principais traficantes de africanos escravizados da Bahia. Seu túmulo, na verdade, está em destaque dentro do templo, já que ele foi o responsável por trazer a imagem que permitiu o culto ao Senhor do Bonfim no Estado. Em meio ao debate sobre homenagens a traficantes de seres humanos retirados da África — que ganhou nova força com os protestos de movimentos antirracistas nos Estados Unidos e na Europa neste ano — um grupo de historiadores decidiu jogar luz sobre esta e outras ligações esquecidas de homenagens, ruas e locais históricos de Salvador com a escravidão. Salvador foi o segundo maior porto de desembarque de africanos nas Américas durante a vigência do comércio transatlântico de pessoas escravizadas, atrás apenas do Rio de Janeiro. Estima-se que mais de 1,2 milhão de africanos chegaram à Bahia nos chamados navios negreiros. A iniciativa dos historiadores...

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    Foto: Reprodução/Change.org

    Em vídeo, liderança e influencers narram drama de quilombolas do MA

    Mais de 10 mil vidas pretas, ameaçadas pelas obras de duplicação de uma rodovia federal no Maranhão, podem ser “expulsas” de seus territórios. Numa tentativa de barrar a violação dos direitos do povo quilombola, militantes do movimento negro juntaram-se a lideranças para denunciar violações e pedir o engajamento da sociedade na luta. A ação consta de um vídeo divulgado pela plataforma Change.org na última terça-feira, dia 22. O vídeo, que está publicado nas redes sociais da organização, faz parte de uma campanha que visa ampliar a visibilidade de mobilizações que tratam da temática antirracista. Participam da peça importantes ativistas e influenciadores do movimento negro do país na atualidade, como a rapper e historiadora Preta Rara, a militante do movimento por moradia Preta Ferreira e a transfeminista e educadora decolonial Maria Clara Araújo. “Se a duplicação da BR-135 acontecer, a gente tá falando da expulsão de mais de 10 mil pessoas,...

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    Representantes de religiões de matriz afrobrasileira comemoram transferência de acervo apreendido ao Museu da República Foto: Cleber Rodrigues/CNN (21.set.2020)

    Acervo religioso apreendido há 130 anos é transferido para museu no Rio

    O Museu da República, no Rio, recebeu nesta segunda-feira (21) mais de quinhentas peças de religiões de matriz afro-brasileiras. O acervo, que inclui atabaques, pedras e imagens sacras, havia sido apreendido por forças policiais entre os anos de 1889 e 1945, durante invasões do estado, como repressão contra as comunidades de terreiro. As peças foram tombadas pelo Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional) e estavam sob tutela da Secretaria de Polícia Civil do Rio até agosto de 2020, quando o Ministério Público Federal, assinou um acordo com o governo do estado para a transferência do acervo para o Museu da República, no bairro do Catete, na zona sul do Rio. “Essa cessão é fundamental. É um capítulo relevante na reparação em relação a realidade das religiões de matrizes africanas no Brasil. É inadmissível que, em pleno o século 21, a gente ainda convivesse com essa situação de ter...

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    Ilustração de Jairo Malta

    Com diferenças políticas, movimento negro no Brasil luta contra apagamento histórico

    A onda de protestos antirracistas que tomou os EUA e o mundo desde maio, quando imagens da execução de George Floyd por um policial branco viralizaram globalmente, ganhou novo capítulo dentro das quadras da maior liga de basquete do planeta, a NBA. Jogadores do Milwaukee Bucks boicotaram uma partida dos playoffs no final de agosto em protesto contra um outro episódio de violência. Em efeito cascata, outras equipes e ligas esportivas aderiram à greve, que se tornou um novo marco na longa história de luta por igualdade racial nos EUA. “Imagina o impacto que teria Pelé, o maior atleta do século, discutindo racismo no Brasil em pleno auge da sua carreira?”, devaneia Douglas Belchior, ativista negro da Uneafro Brasil e articulador da Coalizão Negra por Direitos, ao comentar o impacto da atuação política de LeBron James, supercraque do Los Angeles Lakers, que passou a usar as quadras como plataforma do...

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    (The Burtons/Getty Images)

    Representantes de negros e de quilombolas criticam resposta do governo à Covid-19

    Representantes de entidades ligadas ao movimento negro e às comunidades quilombolas criticaram, nesta quarta-feira (20), o atendimento prestado pelo governo federal a esses segmentos da população durante a pandemia de Covid-19. Eles participaram de reunião virtual da comissão externa da Câmara dos Deputados que acompanha o enfrentamento à doença. Assessora política do Instituto de Estudos Socioeconômicos (Inesc), Carmela Zigoni acusou o governo de promover um desmonte na política de igualdade racial do País e lamentou a baixa execução do orçamento colocado à disposição do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos (MDH). Segundo ela, o governo gastou efetivamente neste ano apenas 13% (R$ 77 milhões) dos R$ 575 milhões disponíveis. Como exemplo do desmonte, ela citou a decisão do governo de excluir, do Plano Plurianual 2020-2023, o Programa 2034, que prevê ações de enfrentamento ao racismo e de promoção da igualdade racial. Zigoni criticou ainda, em relação aos...

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    Sem terra protestam contra ação da PM, que provocou tocou fogo na plantação e destruiu uma escola no Quilombo Campo Grande -(Foto: Divulgação/MST)

    Quilombo Campo Grande resiste a show de horrores em MG

    A Polícia Militar de Minas Gerais, a mando do governador Romeu Zema, promoveu uma verdadeiro “show de horrores” durante a reintegração de posse de parte do terreno ocupado pelo acampamento Quilombo Campo Grande, no sul do Estado. É o que denuncia Kelli Mafort, da direção nacional do MST, em entrevista ao TUTAMÉIA. Ela contou em detalhes a ação violenta e criminosa da polícia durante o processo de despejo de seis famílias, que incluiu também a destruição de plantação e a derrubada da Escola Popular Eduardo Galeano. Houve uso de gás de pimenta, bombas de gás e truculência; chegaram ao cúmulo de usar um helicóptero voando baixo para espalhar cinzas e poeira em direção aos assentados. Ao longo desses dias de tensão, a Polícia Militar tentou por diversas vezes avançar sobre uma área maior do Quilombo Campo Grande –não incluída na ação de reintegração de posse. Não tiveram sucesso nisso. Em...

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    Olinda de Souza Oliveira durante a coleta de água em um dos manaciais do Quilombo Rio dos Macacos (Foto: Raul Spinassé/Folhapress)

    (Re)exisência dos griôs nos quilombos em meio à pandemia

    A cada dia é noticiado que milhares de vidas foram ceifadas pela Covid-19 e outras milhares foram internadas em estado grave. O vírus começou pelas grandes metrópoles, e seus principais alvos são os idosos e portadores de doenças crônicas —grupos que tendem a ser mais suscetíveis aos sintomas graves da Covid-19 e, consequentemente, ao óbito. Nós, enquanto juventude quilombola, temos nos preocupado e tido todo o cuidado com nossos(as) mais velhos(as), eles que são nossas bases e carregam nossa ancestralidade. Quando perdemos nossos mais velhos de causas naturais, é uma dilaceração para nossas comunidades, é um pedacinho nosso indo embora de forma física, é um corpo histórico, um livro vivo que se vai. Com uma pandemia na qual eles se encontram mais vulneráveis ainda, não podemos ter mais nossas conversas e aprendizados, uma prática comum para nós —nos reunirmos com os nossos mais velhos com frequência—, e agora nos encontramos em uma...

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    O escritor Oswaldo de Camargo, 84 - Raphael Aguiar/Arquivo Pessoal

    Movimento negro no Brasil tem que rumar para nova abolição, afirma ativista

    Poeta, escritor e ativista dos mais importantes do movimento negro brasileiro, Oswaldo de Camargo terá pela primeira vez, aos 84 anos, parte de sua obra publicada por uma grande editora. A Companhia das Letras acaba de fechar o negócio, e três livros sairão no ano que vem. O primeiro é “15 Poemas Negros”, que teve prefácio do sociólogo Florestan Fernandes em 1961 e está fora de catálogo há décadas. Os outros são “O Carro do Êxito”, contos ficcionais de 1972, e a novela “A Descoberta do Frio”, de 1979, que tiveram edições pela Ateliê há quatro anos. Alguns desses poemas e contos foram publicados em francês, inglês e alemão. “É enorme alento para outros autores envolvidos com a literatura negra, demais desconhecida. Conhecer e divulgar autores desse ‘coletivo negro literário’ vai trazer muitas surpresas”, diz Camargo. Militante desde 1955, quando tinha 19 anos, o escritor faz uma literatura do negro...

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    Milton Barbosa, um dos fundadores do Movimento Negro Unificado (MNU). (Foto: PC PEREIRA)

    “O papel da extrema direita é fazer a população oprimida se reestruturar. Nós temos que derrotá-la”

    Voz do movimento negro no Brasil há exatamente 42 anos, Milton Barbosa (Ribeirão Preto, 1948) ainda não foi ouvido. Escolhido o orador de um manifesto lido para cerca de 2.000 pessoas nas escadarias do Theatro Municipal de São Paulo, em plena ditadura militar, ele denunciou a violência contra a população negra e a discriminação racial, simbolizadas na época pela morte do feirante Robson da Luz, torturado pela polícia por ser suspeito de roubar uma fruta, e pela proibição de entrada de quatro atletas de um time de vôlei em um tradicional clube paulistano. “Os racistas do Clube de Regatas Tietê que se cubram, pois exigimos justiça. Os assassinos de negros que se cuidem, pois a eles também exigiremos justiça!”, proferiu, naquele 7 de julho de 1978. Era, segundo discursou, um dia histórico, que representou um novo passo na luta contra o racismo no Brasil. O ato de lançamento do Movimento Negro Unificado contra a Discriminação Racial foi...

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    Live Cultne – Movimento Negro

    Em 2009, lançamos o site do CULTNE - Acervo da Cultura Negra, trazendo um valioso acervo registrado ao longo de 40 anos dentro do universo afro imaginário. O maior acervo digital de cultura negra da América Latina, disponibiliza o seu conteúdo para ser utilizado livremente em edições jornalísticas, projetos estudantis ou em qualquer atividade sem fins lucrativos, desde que citada a fonte. Estamos desde 2015 com o programa “Cultne na TV” no ar na TV pública, TV Alerj no estado do Rio de Janeiro. O Culne é um movimento de memória cultural, que registra os passos da herança afrodescendente brasileira.   Saiba como apoiar o Cultne aqui

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    Ato reorganiza o movimento negro (1978) (Foto:Memorial da Democracia)

    Dos clubes sociais à militância: a história do Movimento Negro em SC

    O trabalho do movimento negro resgata a participação dessa parcela da população na construção da sociedade catarinense. Porém, as primeiras militâncias antirracistas começaram muito antes dos movimentos organizados politicamente como vemos hoje. Conforme a pedagoga Jeruse Romão, uma das fundadoras do NEN (Núcleo de Estudos Negros) em Florianópolis, as primeiras associações na luta negra contra o racismo em Santa Catarina ocorrem através dos clubes recreativos de negros. Criados para ser um espaço de socialização numa época onde eram impedidos de frequentar os clubes dos brancos, eles serviam também para o debate racial. Em um artigo publicado na revista Africanidades Catarinenses em 2009, a educadora resgata a história dessas agremiações. “Santa Catarina chegou a ter 12 clubes de negros, alguns ainda existentes nas cidades de Laguna, Criciúma, Tubarão, Lages, Joinville, Tijucas e Florianópolis”, aponta. Jeruse Romão, uma das fundadoras do NEN (Foto: Agência AL/Divulgação) Segundo a educadora,...

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    Empresário Sérgio All é fundador da fintech Conta Black Imagem: Divulgação

    Conta Black nasceu porque negro teve crédito negado pelo gerente do banco

    Quando o banco em que tinha conta negou seu pedido de empréstimo, em 2005, o empresário Sérgio All, 44, disse ter se sentido desvalorizado, mas teve uma ideia: encontrar solução para desburocratizar o acesso a serviços bancários. Em novembro de 2017, ele e sua sócia Fernanda Ribeiro, 35, ambos negros, abriram a fintech Conta Black, em São Paulo. Entre as ações para desburocratizar o acesso a serviços bancários, a fintech oferece abertura da conta por meio do celular, com envio de documentação básica (RG e comprovante de residência), e em poucos minutos. O público-alvo são as classes C, D e E. "Fui correntista por mais de dez anos da mesma instituição, movimentando muito dinheiro e contratando serviços que o banco me oferecia. Mas, no momento em que precisei, mesmo apto para o crédito, a resposta foi não. A solicitação era compatível com a minha movimentação financeira na época", disse ele,...

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    Caso foi registrado em Cachoeira, no Recôncavo baiano — Foto: Pai Duda de Candola/Arquivo pessoal

    Pai de santo denuncia invasão, tiros e destruição de objetos sagrados em terreiro na Bahia: ‘Violência muito grave’

    A tranquilidade do terreiro Ilê Axé Icimimó Agunjí Didê, em Cachoeira, no Recôncavo baiano, foi substituída por momentos de tensão na última terça-feira (9). Em postagem feita nas redes sociais, Antônio Santos, o Pai Duda de Candola, denunciou uma invasão de homens armados ao local. No relato, ele afirma que os invasores dispararam tiros para o alto, cortaram as cercas que delimitam o terreno do terreiro de candomblé e destruíram objetos sagrados. Na manhã desta sexta-feira (12), Pai Duda de Candola narrou ao G1 o que presenciou na última terça-feira. Ele afirma que os responsáveis pela invasão eram funcionários da empresa Penha Papéis e Embalagens, que tem sede na cidade de Santo Amaro da Purificação, vizinha a Cachoeira. “Essa invasão já é a quarta vez que esses agressores chegam ao terreiro. Na terça-feira, por volta das 9h foi que aconteceu esse grande absurdo. Chegaram com grande violência. Eu não pude...

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    (foto: Delegacia Estadual de Repressão a Crimes Contra o Meio Ambiente (Dema))

    Quilombolas denunciam desmatamento ilegal em sítio histórico na Chapada

    Autoridades estão apurando um desmatamento ilegal de mais mil hectares no Sítio Histórico e Patrimônio Cultural Kalunga, na região da Chapada dos Veadeiros, em Cavalcante (GO). A situação foi denunciada pela comunidade quilombola kalunga da região. A Secretaria de Meio Ambiente de Goiás (Semad) apurou que já foram desmatados ilegalmente quase 1 mil hectares desde dezembro do ano passado, sendo que mais de 500 hectares foram degradados nos últimos 15 dias em duas fazendas do local, próximo ao complexo de cachoeiras do Rio Prata. “Eles foram abrindo devagar os primeiros 500 hectares e os últimos 500 fizeram praticamente de uma vez só”, explicou a secretária Andrea Vulcanis, que está indo ao local, mas já tem uma equipe na região. Também está lá apurando a situação a Delegacia Estadual de Repressão a Crimes Contra o Meio Ambiente de Goiás (Dema). Não há licença Apesar de estar dentro do sítio histórico, as...

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