Patrimônio Cultural

Luis Vagner (Foto: Edu Defferrari / Divulgação)

Luis Vagner, o guitarreiro que foi do twist ao samba-rock para animar o terreiro brasileiro

♪ OBITUÁRIO – “Luis Wagner guitarreiro / Liga essa guitarra / E anima o terreiro”, pediu Jorge Ben Jor nos versos iniciais de Luiz Wagner guitarreiro, música com que, há 40 anos, fechou o álbum Bem-vinda amizade (1981) com saudação ao colega guitarrista. Amigo cujo segundo nome era grafado com v e não com w, como exposto na letra e no título da composição de Ben Jor, com quem Luis Vagner saiu em turnê pelo Brasil e pelo mundo, naquele ano de 1981, como baixista da Banda do Zé Pretinho. A homenagem de Jorge Ben Jor – um dos inventores do suingue nacional – dá bem a medida da importância do cantor, compositor e guitarrista gaúcho Luis Vagner Dutra Lopes (28 de abril de 1948 – 9 de maio de 2021) na música brasileira. Luis Vagner morreu na tarde de ontem, aos 73 anos, na casa da cidade paulista de...

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Dona Ivone Lara (Foto: André Seiti)

Itaú Cultural celebra as primeiras 50 exposições da série Ocupação em publicação com textos de artistas contemporâneos sobre homenageados

No dia 10 de abril, o Itaú Cultural lança, em seu site www.itaucultural.org.br, a publicação Ocupação Itaú Cultural 50 – uma celebração, que comemora a marca de 50 exposições, alcançada em dezembro de 2020, desta série realizada pela organização desde 2009. Hoje, já são 51 artistas contemplados, contando com a compositora Chiquinha Gonzaga, a homenageada da vez. Iniciado com a Ocupação Nelson Leirner, o projeto tem o objetivo de fomentar o diálogo entre a nova geração de artistas e os criadores que a influenciaram. É isso que o e-book apresenta ao leitor em textos inéditos de artistas contemporâneos, que contam a influência de 15 dos homenageados nas Ocupações em suas próprias obras e trajetórias. O livro digital contempla, ainda, todos os 50 artistas, com breves dados biográficos e as datas em que as mostras aconteceram. Seguindo a essência do projeto Ocupação – que, além de exposições na sede do Itaú...

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Obra de Kika Carvalho retratando Trajano, líder de uma extinta república negra, localizada na região do Cunani, entre o atual estado do Amapá e a Guiana Francesa, na décadade 1870. Tido como capitão da vila Cunani, ele defenderia a população negra contra as perseguições das autoridades. A obra faz parte da 'Enciclopédia Negra', livro de Flávio Gomes, Jaime Lautariano e Lilia Schwarcz (Reprodução)

Enciclopédia joga luz sobre mais de 500 personalidades negras ignoradas pelos livros

Ignoradas, deturpadas e menosprezadas. É assim que as histórias dos povos negros costumam ser apagadas em registros biográficos, obras de arte e até mesmo livros de história do Brasil, um país que ironicamente tem o maior número de pessoas negras fora do continente africano. Lançado agora, o livro “Enciclopédia Negra” reúne mais de 550 biografias de nomes que marcaram o Brasil, incluindo os de revolucionários, intelectuais, artistas, atletas, líderes religiosos e outras personalidades negras esquecidas pela historiografia em grande parte branca colonial ainda praticada no país. Na capa do livro, escrito por Flávio Gomes, Jaime Lauriano e Lilia Schwarcz, está estampado o retrato de uma das diversas personagens da enciclopédia, Afra Joaquina Vieira Muniz, que viveu em Salvador, na Bahia, no século 19, e representa bem a complexidade do regime escravagista da época. Muniz, que teve sua liberdade comprada pelo marido e ex-senhor, Sabino Francisco, de origem africana como ela, herdou uma série...

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Gigantes negros da cultura ganham homenagem à altura nos muros do Rio

Obrigado a contrariar a vocação boêmia por causa da pandemia, o bairro carioca da Lapa ganhou um ar desolado nesse tempo de ruas desertas. Durante o dia ficam mais visíveis as mazelas que a noite esconde, como os incontáveis moradores de rua e os muitos bares que fecharam as portas definitivamente. Nesse cenário árido, porém, um gigante da arte brasileira emergiu dias atrás para trazer algum alento. Com seus 10 metros de altura, Pixinguinha pode ser visto de longe. Toca o saxofone, metido em um elegante terno azul. Abaixo dele, seu grupo, os Oito Batutas, se entrega à música, animadamente. Ao lado, um outro retrato do músico e compositor genial. Na quinta-feira, 25, foi concluído o enorme desenho na parede do Museu da Imagem e do Som, bem próximo aos Arcos da Lapa. Naquelas redondezas, o autor de Carinhoso e outros clássicos da música brasileira se apresentou em teatros e restaurantes,...

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Kamille e o disco de Jorge, África Brasil (Foto: Daniela Dacorso/Divulgação)

O mistério de “África Brasil” (e de Jorge Ben)

O disco África Brasil, de Jorge Ben, lançado em 1976, lamentavelmente nunca foi reeditado com faixas bônus ou gravações ao vivo da época. É uma das coisas que faltam para completar o álbum de figurinhas de uma das obras mais significativas da história da música popular brasileira, porque o LP de Jorge ganhou recentemente uma biografia contando não apenas histórias sobre os bastidores e sobre as músicas, como também, no mesmo livro, uma radiografia bem interessante da vida do cantor naquele período. África Brasil: Um dia Jorge Ben voou para toda a gente ver, escrito pela jornalista carioca Kamille Viola (que passou por redações como as de O Dia e O Globo, e é colaboradora de Marie Claire, Trip e outros veículos) saiu pela coleção Discos da Música Brasileira e, além de mostrar a origem do disco que tem faixas como Xica da Silva, A história de Jorge e Umbabarauma...

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Espetáculo Negra Palavra | Solano Trindade (Foto: Mariama Prieto)

Identidades negra e indígena são tema do Palco Virtual de cênicas com leituras e espetáculos em construção de teatro e dança

O Itaú Cultural abre a programação Palco Virtual de março com uma série de apresentações de teatro e dança do dia 4 ao dia 7 (quinta-feira a domingo), guiada pela temática identitária. Mantendo a proposta de dar luz à dramaturgia brasileira em trabalhos que estão sendo construídos, apresenta as leituras inéditas de Sob o Céu de Paris, da premiada dramaturga Gabriela Rabelo, na qual quatrocentões brancos têm que lidar com o racismo a partir da neta negra, e Amora Paulada, com texto e direção de Renato Gama sobre as masculinidades, afetividades, paternidades e subjetividades do homem negro de meia idade. Por sua vez, a Companhia de Teatro Íntimo e o Coletivo Preto apresentam Negra Palavra | Solano Trindade, em cima da vida e obra do poeta pernambucano que dá nome ao espetáculo. Uma dobradinha de dança fecha a programação com o curta-metragem Baobá, sobre a identidade étnica que está por...

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Beth Belisário (Foto: Divulgação)

Beth Belisário, do bloco Ilú Obá de Min, abre série especial da coluna Um Certo Alguém em sinergia com a Ocupação Chiquinha Gonzaga

A coluna Um Certo Alguém, do site do Itaú Cultural (www.itaucultural.org.br), abre o mês de março com uma série de cinco edições que tem como convidadas artistas que narram textos da dramaturga Maria Shu na Ocupação Chiquinha Gonzaga, em cartaz na organização. No dia 4, quinta-feira, a estreia acontece com a participação de Beth Belisário, presidente do Bloco Afro Ilú Obá de Min, sediado na capital paulista, fundado por ela e a também percussionista Adriana Aragão. Nas próximas semanas o público poderá conferir, respectivamente, na coluna as entrevistas da cantora, compositora e apresentadora Jup do Bairro, da atriz Indira Nascimento, da multiartista Dona Jacira, mãe do rapper Emicida, e da cantora Fabiana Cozza. Publicada semanalmente, Um Certo Alguém é composta por quatro perguntas feitas aos entrevistados: qual é a história de sua maior saudade? o que o emociona no dia a dia? como você se imagina no amanhã? e quem...

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Chiquinha Gonzaga aos 47 anos, em 1984 (Acervo Instituto Moreira Salles/Coleção Edinha Diniz/Ciquinha Gonzaga)

Negritude de Chiquinha Gonzaga ganha acento em exposição em São Paulo

Sob a luz do amanhecer, sons de vendedores, dos cascos de cavalos pelas ruas de pedra, e, ao escurecer do cair da noite, de músicos de calçadas, do falatório da saída do trabalho e dos copos que tilintam nos bares. É o ciclo de um dia no centro do Rio de Janeiro da segunda metade do século 19 que guia o visitante na "Ocupação Chiquinha Gonzaga". A mostra dedicada à compositora, pianista e regente é aberta nesta quarta semana no Itaú Cultural, em São Paulo. A presença da rua na vida de uma mulher daquela época não é algo trivial. Mas Chiquinha Gonzaga não alcançou o sucesso sendo trivial e a exposição evidencia as lutas que ela encampou contra a mentalidade do período –pela abolição da escravidão, pela liberdade das mulheres e pelos direitos autorais. Segundo sua biógrafa, Edinha Diniz, Chiquinha era “uma mulher no Segundo Reinado que lutava contra o atraso social”. Aqueles que conhecem Chiquinha...

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Itamar Assumpção/Caio Guatalli

Itamar Assumpção para crianças

Entre as tantas linguagens artísticas que explorou ao longo da vida, o compositor, can tor e instrumentista Itamar Assumpção também escreveu livros para crianças. Os  textos, até agora inéditos, foram encontrados por sua filha, a também cantora e com positora Anelis Assumpção, nos cadernos que ele fazia. Falecido há 17 anos, o artista  ganha, a cada dia, maior reconhecimento e a notoriedade merecida.   Homem-Bicho, Bicho-Homem é o primeiro volume da coleção Itamar para  crianças, lançada pela Editora Caixote. Este e os próximos três livros – que serão pu blicados ao longo de 2021 e 2022 – têm em comum os animais como personagens (e  a valorização da natureza), o ritmo sempre presente e as imagens poéticas inusitadas.  Mais não é possível dizer, sem dar muito spoiler, a não ser que são textos divertidos e  ousados, como o próprio Itamar.  Foi convidado para ilustrar os livros Dalton Paula, artista goiano com...

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Chiquinha Gonzaga  Acervo Instituto Moreira Salles/Coleção Edinha Diniz/Divulgação

Itaú Cultural abre a série Ocupação em 2021 com mostra dedicada à maestrina Chiquinha Gonzaga

Exposição resgata a história de Francisca Edwiges Neves Gonzaga (1847-1935) entre documentos, partituras, capas, objetos, fotos e conteúdo musical e audiovisual biográfico produzido pela instituição que retratam a sua vida e obra, inclusive sua identidade negra costumeiramente ignorada. Há 100 anos, ela foi a primeira mulher a reger uma orquestra, a escrever uma partitura para teatro e a compor uma marcha carnavalesca no Brasil. A artista produziu mais de duas mil canções autorais e 77 partituras para peças teatrais. Apresentações online construídas em torno de seu repertório, atividades educativas, mecanismos de acessibilidade e a confecção de um hotsite integram a Ocupação. Com curadoria dos Núcleos de Comunicação e Música da instituição, co-curadoria da cantora Juçara Marçal e consultoria de Edinha Diniz, biógrafa da compositora, o Itaú Cultural abre em 24 de fevereiro (quarta-feira) a Ocupação Chiquinha Gonzaga, que ficará em cartaz até 23 de maio (domingo). Além de mergulhar na vida e...

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Divulgação

Ayodele Balé é contemplada com o prêmio APCA, categoria “Dança – Ação de Formação”

Iorubá é uma língua falada no sudeste da África, principalmente na Nigéria. Para o povo iorubá, a palavra é sagrada. "Ayodele", na língua Iorubá significa "A Alegria Voltou a Casa" "Balé" é a tradução de ballet (francês), que deriva do italiano ballo/balli, do século XV. "Ayodele Balé" Alegria Voltou a Casa com respeito à ancestralidade e resgatando as raízes culturais. "Ayodele Balé Escola de Formação em Danças Preferencialmente para Pessoas Negras e as não Negras de Baixa Renda" Segundo Milton Kennedy, Idealizador e Diretor Geral da escola: Oferecer danças para crianças e adolescentes, também é uma ferramenta potente de cura e transformação. Por: Reparação, Justiça, Visibilidade e Desenvolvimento https://www.facebook.com/2591860867704838/posts/3504155063142076/

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A historiadora e militante negra Beatriz Nascimento (1942-1995), cuja vida e pensamento conduzem a narrativa do documentário 'Ôrí' (Foto: REPRODUÇÃO/ORI)

Antes de ‘AmarElo’ de Emicida, estes documentários já contavam a trajetória do negro no Brasil

"Tem um velho ditado iorubá que diz: 'Exu matou um pássaro ontem com uma pedra que só jogou hoje'. Esse ditado é a melhor forma de resumir o que eu tento fazer. Eu não sinto que eu vim, eu sinto que eu voltei. E que, de alguma forma, meus sonhos e minhas lutas começaram muito tempo antes da minha chegada." Assim o rapper Emicida, como é mais conhecido o paulistano Leandro Roque de Oliveira, abre o documentário AmarElo. Lançado em dezembro de 2020 na plataforma de streaming Netflix, o longa metragem celebra o legado da cultura negra brasileira, em meio aos bastidores do show de lançamento do álbum de mesmo nome do cantor, no Theatro Municipal de São Paulo. No filme, Emicida resgata a memória de ícones da história afro-brasileira, como o arquiteto escravizado Tebas da São Paulo do século 18; a Frente Negra Brasileira, primeira organização de ativismo negro...

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Edneia Limeira dos Santos - Foto: Nego Júnior

Samba Rock na Cidade de São Paulo: Uma Análise da Evolução do Gênero Desde os Anos 1970 nos Bailes Blacks, até o Registro Como Patrimônio Cultural Imaterial

A proposta do artigo é analisar o gênero samba rock, com foco na sua evolução desde os anos 1970 até o ano de 2016, quando o gênero foi registrado como patrimônio cultural imaterial na cidade de São Paulo. Propõe-se mostrar, nesta evolução, a integração entre o samba rock e os bailes blacks, que em décadas passadas foram fundamentais para o crescimento de uma geração, visto que, além de entretenimento, os bailes eram fonte de conhecimento, resistência e troca de saberes culturais. Foto: Osvaldo Pereira, considerado o primeiro Dj do Brasil Introdução O artigo inicia-se a partir do conceito de cultura no sentido geral, antropológico. Entre os tantos termos que são utilizados para definição de cultura. Neste artigo, cultura será analisada por meio dos próprios atores que a promovem, nas esferas sociais e políticas. Além disso, por ser o samba rock uma manifestação cultural contemporânea e em...

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Imagem retirada do site DASartes

Monumentos de São Paulo apagam a história de negros e indígenas, mostra estudo

Dos mais de 360 monumentos que homenageiam personalidades e fatos históricos da cidade de São Paulo, menos de 3% representam pessoas negras e indígenas. É o que mostra novo levantamento realizado pelo Instituto Pólis, que avaliou obras presentes no município, a fim de identificar como essa população é representada na história visual da cidade e contribuir com informações para o debate público sobre os monumentos oficiais registrados pela Prefeitura de São Paulo. O Instituto Pólis avaliou 367 monumentos expostos pela capital paulista. Desses, 200 retratam figuras humanas, apenas 5 são de pessoas negras, sendo 4 figuras masculinas e uma feminina. Em relação a representações de indígenas, 4 estátuas trazem a temática, todas de figuras masculinas. Monumentos em homenagens a homens brancos somam 137 obras. O estudo foi feito a partir de dados da plataforma GeoSampa e está disponível na íntegra em https://polis.org.br/estudos/presencanegra/. De acordo pesquisadores do Pólis Cássia Caneco e...

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FOTO: SIA KAMBOU/AFP

Uma homenagem da diáspora para Manu Dibango

A palavra “mano” não era uma palavra típica da nossa família. O “mano” chegou através de um irmão que viveu muitos anos no Rio de Janeiro, voltando pra Salvador o trouxe pra minha família e, volta e meia aqui na diáspora reencontro esse falar brasileiro. A gente gosta de irmandades. Mas o mano aqui é um grande irmão musical que não nasceu dentro da minha família sanguínea e sim dentro da minha família panafricana. Morando aqui na Alemanha é que vim conhecer esse “mano”, que é Manu Dibango. Nascido em Douala, maior cidade dos Camarões, ele veio ao mundo dia 12 de dezembro de 1933. Filho de um pai do grupo Yabassi e a mãe uma Duala. No ano de 1950 ele começa a aprender a tocar piano, mais tarde vai para a França para estudar música e lá começa a tocar nas noites de Paris o que traz grandes...

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Prêmio Jabuti promove mudanças para tentar se manter relevante | Foto: Prêmio Jabuti / Divulgação / CP

Jabuti destaca obras sobre racismo e ainda consagra os versos da poeta Cida Pedrosa

Na sua 62ª edição, o prêmio Jabuti seguiu sua tendência recente de destacar obras publicadas por casas independentes. O livro do ano foi "Solo para Vialejo", da pernambucana Cida Pedrosa, publicado pela Cepe Editora, também de Pernambuco. No ano passado, o escolhido foi o ensaio "Uma História da Desigualdade", da editora especializada Hucitec, e dois anos atrás o também poeta Mailson Furtado Viana chamou atenção ao ser premiado por um livro publicado de forma autônoma. “Este é um livro da volta, uma migração ao contrário, do mar para o sertão”, disse a autora em seu agradecimento. “Eu conto onde encontro minha ancestralidade, minha avó índia, meu pai, descendente de portugueses. As palavras e os sons da minha memória não cabiam mais na cabeça e tinham que se espraiar na forma de um livro.” Não é a única vitória da autora este mês, aliás. Pedrosa foi eleita vereadora do Recife no...

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Divulgação

N’KANDA: patrimônio afrodiaspórico em Minas Gerais

Como parte das reflexões sobre o Dia da Consciência Negra (20 de novembro), entre os dias 25 e 29 de novembro, o Instituto Estadual de Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais (Iepha-MG) e a APPA – Arte e Cultura oferecem programação gratuita com o projeto N’KANDA: patrimônio afrodiaspórico em Minas Gerais. Durante os cinco dias, estarão em pauta discussões sobre a presença da negritude no patrimônio material e imaterial de Minas Gerais. Com a programação, o objetivo é também construir narrativas sobre a participação das matrizes africanas na formação do estado que, neste ano, completa 300 anos. As atividades de reflexão contarão com lives transmitidas pelo canal do Iepha-MG no YouTube, a partir do dia 25, além de ações presenciais em Belo Vale, município onde se localiza a Fazenda Boa Esperança. Entre os convidados, estão a professora Mara Evaristo e o multi-instrumentista mineiro Sérgio Pererê. Temas como a ressignificação de...

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Conheça os vencedores da mostra audiovisual “(Entre)VivênciasNegras”

Em setembro, lançamos um edital convidando produtores audiovisuais negros para a edição de histórias de vida de pessoas negras do acervo do Museu da Pessoa. O momento de sabermos os 10 premiados chegou! O comitê curatorial, composto por Day Rodrigues, Luciara Ribeiro e Sueli Carneiro, analisou os vídeos submetidos e estamos felizes em anunciar os selecionados: CLIQUE AQUI E ACESSE A MOSTRA   Estes vídeos compõem a I Mostra Audiovisual do Museu da Pessoa (Entre)Vivências Negras! Visite a mostra e confira as edições premiadas

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Jaques Felix Trindade. “Capa”. Jornegro, São Pa... (1978)

“Nossas Histórias: vidas, lutas e saberes da gente negra”, uma exposição necessária

Sob a curadoria da Rede de Historiadoras Negras e Historiadores Negros, Geledés – Instituto da Mulher Negra, em parceria com Acervo Cultne e Google Arts & Culture, dá início ao projeto de exposições virtuais “Nossas Histórias: vidas, lutas e saberes da gente negra”. Essa ação é entendida como uma maneira de reposicionar as pesquisas acadêmicas de excelência produzidas por historiadoras negras e historiadores negros acerca dos mais diversos temas que envolvem pessoas de ascendência africana no Brasil e no mundo. O projeto, assim como outras iniciativas que temos desenvolvido, busca atender aos propósitos da reeducação das relações étnico-raciais e do letramento histórico antirracista. A primeira exposição da série visa a compreensão do 20 de novembro como o Dia Nacional da Consciência Negra e estará completa nesta plataforma até dezembro. As seis “salas virtuais” apresentarão informações que vão das práticas de memórias da gente negra no século XIX até as reflexões...

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Jorge Ben (Foto: Ricelli Piva/Divulgação)

A canção “Cassius Marcelo Clay” e a obra afrodiaspórica de Jorge Ben

A efervescência política e cultural que perpassou os cotidianos das populações afrodiaspóricas pelo mundo entre os anos 1960 e 1970, não passou despercebida no Brasil, mesmo em pleno período do regime ditatorial cívico-militar, tendo na obra de Jorge Ben uma de suas mais significativas e originais expressões. Um conjunto estético e político em constante diálogo – sendo influenciado e influenciando – com as modernas contemporaneidades de identidades afrodescendentes que se faziam constituir e manifestar-se pelo mundo, enquanto reflexo daquele período histórico de manifestações desenvolvidas a partir das experiências destas populações situadas no chamado mundo ocidental, desde os processos de revoluções anticoloniais no continente africano; da constituição das cenas de cinema e música moderna africanas pós década de 1950; dos movimentos de literatura e poesia, passando pelas expressões de libertação anticoloniais nas Antilhas e Caribe nos anos 1950/1960; dos movimentos políticos-culturais (Rock and Roll; Bebop; Free Jazz; Soul Music; Movimentos Civis;...

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