quinta-feira, julho 29, 2021

Patrimônio Cultural

Nei Lopes em São Paulo -(Foto: Claudio Belli – 26.jan.2018/Valor/Globo)

Nei Lopes tem indicação a título de doutor honoris causa negada por UFRJ

Nei Lopes tem muito orgulho de ser sambista — coautor de “Senhora liberdade”, “Coisa da antiga” e outras grandes músicas. Mas quem o chama assim pode, mesmo sem intenção, botar em segundo plano seus papéis de escritor e intelectual. Tratando-se de um homem negro, do subúrbio carioca, o primeiro de sua família a chegar ao ensino superior e que não desenvolveu carreira acadêmica, enxergá-lo unicamente como sambista e não levar em consideração também suas outras qualificações resvala em racismo e preconceito de classe. Foi essa a interpretação que admiradores seus fizeram de um fato ocorrido no final de junho. A congregação (órgão deliberativo máximo) da Faculdade Nacional de Direito, da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro), vetou a indicação de Nei para o título de doutor honoris causa. Oito integrantes votaram contra e dez a favor, mas eram necessários 14 votos para o nome ser aprovado. Quem carregou a...

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Os artistas Adeilson Boris, Nathê Ferreira e Emerson Crazy no Túnel da Abolição (Foto: Priscilla Melo/ Divulgação)

Túnel da Abolição vira galeria de arte negra a céu aberto

Através do nome que rememora a luta das pessoas negras pelo fim da escravidão, o Túnel da Abolição é localizado em uma das mais importantes vias do bairro da Madalena, Zona Oeste do Recife (PE). O equipamento de mobilidade urbana, que tem cerca de 550 metros, foi inaugurado pela Prefeitura em 2015, mas só a partir desta semana passou a refletir traços da cultura afro-brasileira, através do painel “Do Orun ao Aiye: Afrika Elementar”. A iniciativa faz parte do projeto “Colorindo o Recife”, que surgiu na Secretaria de Turismo e Lazer, mas passou a ser encabeçado pela pasta de Inovação Urbana da capital. O objetivo é criar galerias de arte a céu aberto com a participação de artistas, além de também promover oficinas ao público infantil das escolas públicas da Cidade. Os transeuntes, no entanto, poderão reparar que a cor azul tornou-se predominante no túnel, por escolha dos próprios artistas....

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Um site foi criado especialmente para o projeto de homenagem ao cineasta - (crédito: Jacob Solitrenick)

Mostra exibe os primeiros trabalhos do cineasta mineiro Joel Zito

Por meio de site criado especialmente para o projeto, a Mostra Joel Zito Araújo - Uma década em vídeo inicia programação a partir de 22 de julho. O evento também será transmitido pela TV dos Trabalhadores, a TVT. Os filmes ficarão disponíveis por dez dias no site, que contará um catálogo documental em formato de e-book. O material será composto por uma entrevista com Joel Zito, diálogos com parceiros de trabalho, reflexões transversais sobre as obras, registros, e referências bibliográficas. Ao todo, serão exibidos nove filmes do cineasta mineiro, realizados entre 1987 e 1997. discutidas em três debates em tempo real transmitidos pelo evento. Na roda, estarão os autores dos textos do catálogo: Bernardo Oliveira; Dácia Ibiapina; Débora Olimpio; Edileuza Souza; Ewerton Belico; Fabio Rodrigues; João Carlos Nogueira; Nicole Batista; Paulo Galo; e Vladimir Seixas, com mediação do crítico de cinema Juliano Gomes, editor dos textos. Para completar o programa de atividades...

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A cantora Elizeth Cardoso, primeira dama da bossa nova. (Imagem retirada do site El País)

Elizeth Cardoso, a voz divina da bossa nova

Cantora, mãe solo e divorciada na década de 1930, pioneira da luta pelo reconhecimento das mulheres na indústria da música. Divina. Essa é uma das sínteses possíveis sobre a vida e carreira de Elizeth Cardoso (Rio de Janeiro, 1920-1990), artista que, com seu timbre suave e potente, erudito e popular, tornou-se uma das vozes mais marcantes da música popular brasileira. Seu talento foi descoberto na sua festa de aniversário de 16 anos, quando Jacob do Bandolim, amigo de seu pai (também músico) ouviu-a cantar no quintal da humilde residência no bairro da Lapa. A carreira de Elizeth Cardoso só passou a ter o devido êxito, no entanto, a partir dos anos quarenta, consolidando-se em 1958, quando ela participou de um dos marcos da música popular brasileira: a criação da bossa nova. Foi no seu disco Canção do amor demais, lançado naquele ano, que escutou-se pela primeira vez a batida bossa-novística do violão de João Gilberto, incluindo a canção-ícone Chega de saudade,...

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O cantor e compositor Luiz Melodia (Foto: Divulgação/Curta!)

‘Todas as Melodias’: a emocionante história de vida e a potência da obra de Luiz Melodia

A vida e a obra de Luiz Melodia, que teria feito 70 anos em 2021, são apresentadas no sensível documentário “Todas as Melodias”, de Marco Abujamra. O filme — que, após passar por festivais, estreia com exclusividade no canal Curta! — mostra a trajetória do cantor e compositor através de um rico acervo composto por registros de seu cotidiano e de suas performances musicais, além de entrevistas com pessoas que conviveram de perto com o artista, gravadas exclusivamente para o longa. A narrativa é conduzida por sua esposa, a produtora Jane Reis.  Por meio desse olhar íntimo e afetivo, o público vai conhecendo a história de um artista completo. Negro e pobre, nascido no Morro de São Carlos, no bairro do Estácio — tema de uma de suas canções mais famosas —, Melodia enfrentou diversos percalços devido a sua cor e a sua origem, mesmo após o reconhecimento na carreira. ...

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Imagem enviada para o Portal Geledés/ Divulgação

Máscara Geledé é um dos destaques da exposição virtual “Tesouros dos Nossos Ancestrais”

Diversos são os tesouros deixados pelos nossos ancestrais. Materiais e imateriais, conhecimento, arte e filosofia mantêm uma relação intrínseca dentro da cultura iorubá. Abordando esta temática,  a inédita exposição virtual ‘Tesouros dos Nossos Ancestrais’ apresenta ao público, uma pequena porção da extensa coleção de arte iorubá de Sua Majestade Imperial Ooni de Ifé (Nigéria), que será exibida a partir das 20h desta sexta-feira, 09 de julho, no website da Casa Herança Oduduwa. Entre as 27 obras expostas virtualmente, a máscara Geledé, uma das mais conhecidas do mundo quando se aborda o tema iorubá, é destaque na mostra virtual. Usada em festivais de honra aos poderes espirituais das anciãs conhecidas como awon iya wa, o artefato, segundo a tradição oral,  criado em Ketu, Benin, no século XVIII, é símbolo do poder dessas mulheres e pode ser usado em benefício ou destruição da sociedade, o que torna necessária a realização de cerimônias para aplacar...

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A historiadora, professora, poeta e ativista Beatriz Nascimento  (Foto: Arquivo Nacional)

Cinco fatos sobre Beatriz Nascimento

Para entender com precisão a história do Brasil, ciente de que existe a versão do colonizador europeu e, do outro lado, diferentes perspectivas, é necessário mergulhar em águas profundas. A historiadora Beatriz Nascimento (1942-1995) fez essa imersão e deixou um legado intelectual pioneiro que resgata a história negra, feita por pessoas negras, em um país que ainda hoje carrega as feridas abertas do período colonial. Beatriz foi professora, poeta, roteirista e ativista. Graduada em história pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), com especialização na mesma instituição, abriu caminhos como intelectual negra. Mesmo tendo pouca reverberação do seu trabalho no espaço acadêmico nos anos 1970 e 1980, que privilegiava o conhecimento hegemônico branco e masculino, seu pensamento está na base dos movimentos antirracista e feminista no Brasil. Beatriz jogou luz sobre o fato da população negra ser estudada nas universidades unicamente no âmbito da escravização e objetificação. Suas pesquisas...

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Nelson Sargento durante ensaio fotográfico na Cidade das Artes, Rio de Janeiro, em setembro de 2014 — Foto: Claudia Martini/Enquadrar/Estadão Conteúdo/Arquivo

“Herança deixada por Nelson Sargento para a cultura não tem preço”, avalia escritor

O Brasil perdeu, nesta quinta-feira (27), o sambista carioca Nelson Sargento, aos 96 anos, vítima de covid-19. Sargento era presidente de honra da Escola de Samba Mangueira e autor de diversos sucessos como “Agoniza, mas não morre”. Além de cantor e compositor, Sargento também era admirável nas artes plásticas e no campo da escrita. Infelizmente, o sambista foi diagnosticado com o novo coronavírus na última sexta-feira (21), quando foi internado. Para o professor e escritor Luiz Ricardo Leitão, da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), “a herança deixada pelo Nelson para a nossa cultura, não tem preço”. Leitão é doutor em estudos literários pela Universidad de La Habana, coordenador do Acervo Universitário do Samba e autor do livro Noel Rosa: Poeta da Vila, Cronista do Brasil e das biografias de Aluísio Machado, Zé Katimba e Rosa Magalhães. Ele diz que Sargento vai servir como um farol dando luz...

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O cantor e compositor de samba Nelson Sargento durante entrevista na sede do Cordão da Bola Preta, no Centro do Rio de Janeiro, em setembro de 2010 — Foto: Paulo Vitor/Estadão Conteúdo/Arquivo

Morte de Nelson Sargento: amigos e famosos lamentam perda do baluarte

Companheiros de vida, de samba e de Avenida lamentaram a morte de Nelson Sargento, nesta quinta-feira (27). O baluarte de 96 anos morreu às 10h45, seis dias após ser internado no Instituto Nacional do Câncer (Inca), diagnosticado com Covid. Veja o que foi dito da perda: Cláudio Castro, governador do RJ “Perdemos hoje um dos maiores representantes do samba, presidente de honra da Estação Primeira de Mangueira e ícone da nossa cultura popular. Desejo que Deus o receba com todo seu amor. À família, amigos e fãs, compartilho meu pesar.” Eduardo Paes, prefeito do Rio “O samba, o Rio e o Brasil perdem seu Nelson Sargento. Ele nos ensinou que o samba agonizava mas não morria. Queríamos nós que Seu Nelson fosse imortal como o samba que ele tanto amava. Mas ninguém é. Por ironia do destino, ele nos deixa no ano em que não teve carnaval. Seu Nelson é...

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Nelson Sargento durante ensaio fotográfico na Cidade das Artes, Rio de Janeiro, em setembro de 2014 — Foto: Claudia Martini/Enquadrar/Estadão Conteúdo/Arquivo

No Orun: Sambista Nelson Sargento morre no Rio aos 96 anos

“Samba, agoniza mas não morre, alguém sempre te socorre, antes do suspiro derradeiro.” Morreu nesta quinta-feira (27) o sambista Nelson Sargento, aos 96 anos, presidente de honra da Estação Primeira de Mangueira e autor de sucessos como 'Agoniza, mas não morre'. O Instituto Nacional do Câncer (Inca) informou que a morte foi às 10h45. Sargento foi diagnosticado com o novo coronavírus na última sexta-feira (21), quando foi internado no Inca. Além da idade avançada, Nelson também sofreu com um câncer de próstata anos atrás. No dia 26 de fevereiro, o compositor da Mangueira recebeu a segunda dose da vacina contra a Covid-19 em casa. A primeira dose, em um ato simbólico no dia 31 de janeiro, marcou o início da imunização de idosos. Uma de suas últimas aparições em público foi em 12 de fevereiro, no Museu do Samba, em um manifesto em defesa do carnaval — cancelado este ano...

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Melânia Luz, ao lado de várias malas, sorri no desembarque em Londres em 1948 — Foto: Chris Ware / Revista Fon Fon

Pioneiras: Melânia Luz, a 1ª negra brasileira em Olimpíadas

Ela é luz. No presente mesmo. Porque o feito dela é eterno. Mesmo que pouco tenha sido feito para deixá-la na memória. Ela foi largada ao esquecimento, mas isso é insuficiente. Porque Melânia Luz está na história. E é a história da primeira negra brasileira a disputar os Jogos Olímpicos que o Esporte Espetacular conta no segundo episódio da série Pioneiras. Quem conta a história de Melânia Luz, que morreu em 2016, é o neto Thiago. Aos 20 anos de idade, a avó dele fez parte da primeira equipe feminina de atletismo do país em uma edição olímpica. Ela foi uma das onze brasileiras a competirem em Londres 1948. Eram seis as mulheres do time de atletismo. Melânia disputou os 200 metros rasos e ficou em quarto lugar nas eliminatórias. Também ficou em quarto com a equipe do revezamento 4x100m. O tempo do time brasileiro significou o novo recorde sul-americano...

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Abebé de Oxum (Foto: Alex Ferro)

Primeiro museu etnográfico do Rio de Janeiro dedicado às Comunidades Tradicionais de Terreiros, o Museu Memorial Iyá Davina, é reinaugurado por Mãe Meninazinha de Oxum

A dirigente do Ilê Omolu Oxum e uma das principais referências do candomblé no país, Mãe Meninazinha de Oxum, reinaugura no próximo dia 29 de maio (sáb) o Museu Memorial Iyá Davina, às 18 horas, nas redes sociais do Ilê. Criado em 1997, em homenagem à Iyá Davina, o museu reúne um acervo de objetos sagrados e de uso rotineiro, fotografias e documentos guardados pela matriarca, configura-se também como uma importante coleção etnográfica para pesquisa e preservação da memória dos povos de matriz africana. Reconhecido como o primeiro museu memorial do gênero no estado do Rio de Janeiro, o Museu Memorial Iyá Davina possui um acervo com mais de 120 itens inventariados e recebe, desde então, a atenção das comunidades tradicionais afro brasileiras das mais variadas partes do país, além de estudantes, pesquisadores e turistas. A instituição museológica é registrada pelo Instituto Brasileiro de Museus (Ibram) e se apresenta como...

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Simone Biles  (Foto: Karim Faafar/ AFP)

Simone Biles amplia dificuldade de movimentos e explica motivo: ‘Porque posso’

Simone Biles, a ginasta mais vitoriosa de todos os tempos, é renomada por movimentos tão difíceis e tão distintivas, que diversas terminaram por receber seu nome. No sábado (22), ela executou um novo movimento considerado tão perigoso que nenhuma mulher o havia tentado até então. A nova manobra que ela dominou é conhecida como Yurchenko duplo carpado. Biles a tentou em competição pela primeira vez no U.S. Classic, seu retorno às disputas após 18 meses. Biles mostrou o salto, um feito assombroso de força, forma física e destemor que tradicionalmente só homens realizavam, um dia antes, em um vídeo de treino que rapidamente ganhou circulação viral. Simone Biles executa o Yurchenko duplo carpado, algo que nem mesmo Natalia Yurchenko tentou em competição - Emilee Chinn - 22.mai.21/AFP O Yurchenko duplo carpado é considerado tão perigoso e desafiador que nenhuma mulher o havia tentado em competição, e...

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Entrada da Ocupação Abdias Nascimento (Foto: Guilherme Castoldi)

Site do Itaú Cultural dedica espaço a Abdias do Nascimento no dia em que se cumprem dez anos de sua morte

O dia 23 de maio marca os 10 anos da morte de Abdias do Nascimento. Para homenagear o ator, poeta, escritor, dramaturgo, artista plástico, professor universitário, político e ativista dos direitos civis e humanos das populações negras, o site do Itaú Cultural www.itaucultural.org.br relembra a exposição dedicada a ele, realizada em 2016 dentro do projeto Ocupação. Também destaca outros conteúdos disponíveis online, como playlist com depoimentos em vídeos. Abdias Nascimento (1914-2011) dedicou-se por inteiro à luta contra o racismo. Combateu em múltiplas frentes para valorizar a cultura africana e recuperar a autoestima do negro, bem como para rever a noção de que no Brasil se vivia uma democracia racial. A extensão das suas atividades é tão surpreendente quanto o fato de que, em tantas delas, precisou ser pioneiro. “Quem já não sentiu”, pergunta ele, “a atmosfera de solidão e pessimismo que rodeia o gesto inaugural, quando se tem a sustentá-lo...

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A bailarina Mercedes Baptista consolidou a identidade da dança afrobrasileira e foi fundamental na revolução do carnaval carioca Foto: Acervo O Globo

Mercedes Baptista: os 100 anos da primeira bailarina negra do Municipal e nome fundamental da dança no Brasil

Ainda pairam dúvidas sobre sua real data de nascimento, mas para efeito simbólico, em 20 de maio comemora-se o aniversário da bailarina e coreógrafa Mercedes Baptista. Considerada uma das precursoras do balé e da dança afro no Brasil, ela completaria 100 anos em 2021. Embora Mercedes tenha feito história ao se tornar a primeira bailarina negra a integrar o corpo de baile do Theatro Municipal do Rio Janeiro em 1948, suas maiores contribuições para a cultura brasileira se concretizaram fora dele. Ela foi responsável por consolidar a identidade da dança afrobrasileira e divulgá-la mundo afora; abriu portas e ofereceu oportunidades para inúmeros artistas negros, incluindo Elza Soares, no seu próprio Balé Folclórico; foi uma das mentes por trás da revolução estética que transformou o carnaval carioca nos anos 60; e foi uma personagem fundamental na luta antirracista empreendida no país, através da valorização da arte e da cultura negra brasileiras....

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Bob Marley durante um show em 1980 (Foto: GETTY)

‘Soul rebel’, Bob Marley além de ‘Legend’

Todo mundo conhece Bob Marley. Ou talvez fosse mais correto dizer que Bob Marley é conhecido em todo o mundo. Nesta terça-feira se completam 40 anos do dia em que um câncer matou o músico jamaicano. Dezenas de milhares de pessoas acompanharam seu cortejo fúnebre em Kingston, e por causa da comoção nacional o Parlamento da ilha caribenha adiou por uma semana o debate sobre o orçamento governamental. Em vida, já se falava dele como o primeiro superastro saído do Terceiro Mundo. Mas sua morte prematura, devida pelo menos em parte a que suas crenças religiosas o impediam de receber um tratamento adequado para a sua doença, terminou por transformá-lo numa lenda que nunca se desvaneceu. Ainda hoje ecoa nos lugares mais recônditos do globo. Em muitos países da América Latina, África e Ásia, é um mito muito superior aos Beatles. Mas, apesar de ter lançado 12 álbuns no mercado...

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A atriz Ruth de Souza (Foto: Leo Martins / Agência O Globo)

Centenário de Ruth de Souza é marcado por atividades e intervenções artísticas

Para celebrar este marco histórico para a artes e cultura do Brasil, o Dona Ruth: Festival de Teatro Negro de São Paulo realiza 100 de Ruth de Souza: um sonho que se move no tempo - conjunto de atividades gratuitas que acontecem em comemoração ao centenário da atriz. Durante o mês de maio, giras de conversa em ambiente online e intervenções artísticos visuais ocupam alguns espaços da capital paulista. Acompanhe a programação completa aqui “O centenário da Ruth de Souza precisa ser celebrado nos quatro cantos do país. A sua vida e obra têm a ética, a coerência, e o discurso vinculado a sua prática como fundamentos de sua arte. São valores raros. Foram anos de dedicação à cultura brasileira, e o Festival, que já a homenageia de forma permanente, a partir deste mês e ao longo ano irá realizar algumas ações para comemorar os seus 100 anos”, contou Gabriel...

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Google homenageia o 100 anos da atriz brasileira Ruth de Souz (Doodle)

Google homenageia 100 anos da atriz brasileira Ruth de Souza

O Doodle de hoje homenageia a atriz brasileira Ruth de Souza, amplamente considerada uma das primeiras atrizes de teatro negro da história do Brasil. Com apresentações em teatro, televisão e cinema, Souza abriu caminho para os futuros artistas afro-brasileiros. Nascida neste dia, em 1921, no Rio de Janeiro, Ruth de Souza aspirava a ser ator desde muito jovem. Ainda adolescente, ingressou no Teatro Experimental Negro do Rio, projeto fundado em 1944 para lutar contra a discriminação racial e abrir portas para o talento afro-brasileiro nas artes cênicas.

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Luis Vagner (Foto: Edu Defferrari / Divulgação)

Luis Vagner, o guitarreiro que foi do twist ao samba-rock para animar o terreiro brasileiro

♪ OBITUÁRIO – “Luis Wagner guitarreiro / Liga essa guitarra / E anima o terreiro”, pediu Jorge Ben Jor nos versos iniciais de Luiz Wagner guitarreiro, música com que, há 40 anos, fechou o álbum Bem-vinda amizade (1981) com saudação ao colega guitarrista. Amigo cujo segundo nome era grafado com v e não com w, como exposto na letra e no título da composição de Ben Jor, com quem Luis Vagner saiu em turnê pelo Brasil e pelo mundo, naquele ano de 1981, como baixista da Banda do Zé Pretinho. A homenagem de Jorge Ben Jor – um dos inventores do suingue nacional – dá bem a medida da importância do cantor, compositor e guitarrista gaúcho Luis Vagner Dutra Lopes (28 de abril de 1948 – 9 de maio de 2021) na música brasileira. Luis Vagner morreu na tarde de ontem, aos 73 anos, na casa da cidade paulista de...

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Dona Ivone Lara (Foto: André Seiti)

Itaú Cultural celebra as primeiras 50 exposições da série Ocupação em publicação com textos de artistas contemporâneos sobre homenageados

No dia 10 de abril, o Itaú Cultural lança, em seu site www.itaucultural.org.br, a publicação Ocupação Itaú Cultural 50 – uma celebração, que comemora a marca de 50 exposições, alcançada em dezembro de 2020, desta série realizada pela organização desde 2009. Hoje, já são 51 artistas contemplados, contando com a compositora Chiquinha Gonzaga, a homenageada da vez. Iniciado com a Ocupação Nelson Leirner, o projeto tem o objetivo de fomentar o diálogo entre a nova geração de artistas e os criadores que a influenciaram. É isso que o e-book apresenta ao leitor em textos inéditos de artistas contemporâneos, que contam a influência de 15 dos homenageados nas Ocupações em suas próprias obras e trajetórias. O livro digital contempla, ainda, todos os 50 artistas, com breves dados biográficos e as datas em que as mostras aconteceram. Seguindo a essência do projeto Ocupação – que, além de exposições na sede do Itaú...

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