quinta-feira, fevereiro 25, 2021

Patrimônio Cultural

Divulgação

Ayodele Balé é contemplada com o prêmio APCA, categoria “Dança – Ação de Formação”

Iorubá é uma língua falada no sudeste da África, principalmente na Nigéria. Para o povo iorubá, a palavra é sagrada. "Ayodele", na língua Iorubá significa "A Alegria Voltou a Casa" "Balé" é a tradução de ballet (francês), que deriva do italiano ballo/balli, do século XV. "Ayodele Balé" Alegria Voltou a Casa com respeito à ancestralidade e resgatando as raízes culturais. "Ayodele Balé Escola de Formação em Danças Preferencialmente para Pessoas Negras e as não Negras de Baixa Renda" Segundo Milton Kennedy, Idealizador e Diretor Geral da escola: Oferecer danças para crianças e adolescentes, também é uma ferramenta potente de cura e transformação. Por: Reparação, Justiça, Visibilidade e Desenvolvimento https://www.facebook.com/2591860867704838/posts/3504155063142076/

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A historiadora e militante negra Beatriz Nascimento (1942-1995), cuja vida e pensamento conduzem a narrativa do documentário 'Ôrí' (Foto: REPRODUÇÃO/ORI)

Antes de ‘AmarElo’ de Emicida, estes documentários já contavam a trajetória do negro no Brasil

"Tem um velho ditado iorubá que diz: 'Exu matou um pássaro ontem com uma pedra que só jogou hoje'. Esse ditado é a melhor forma de resumir o que eu tento fazer. Eu não sinto que eu vim, eu sinto que eu voltei. E que, de alguma forma, meus sonhos e minhas lutas começaram muito tempo antes da minha chegada." Assim o rapper Emicida, como é mais conhecido o paulistano Leandro Roque de Oliveira, abre o documentário AmarElo. Lançado em dezembro de 2020 na plataforma de streaming Netflix, o longa metragem celebra o legado da cultura negra brasileira, em meio aos bastidores do show de lançamento do álbum de mesmo nome do cantor, no Theatro Municipal de São Paulo. No filme, Emicida resgata a memória de ícones da história afro-brasileira, como o arquiteto escravizado Tebas da São Paulo do século 18; a Frente Negra Brasileira, primeira organização de ativismo negro...

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Edneia Limeira dos Santos - Foto: Nego Júnior

Samba Rock na Cidade de São Paulo: Uma Análise da Evolução do Gênero Desde os Anos 1970 nos Bailes Blacks, até o Registro Como Patrimônio Cultural Imaterial

A proposta do artigo é analisar o gênero samba rock, com foco na sua evolução desde os anos 1970 até o ano de 2016, quando o gênero foi registrado como patrimônio cultural imaterial na cidade de São Paulo. Propõe-se mostrar, nesta evolução, a integração entre o samba rock e os bailes blacks, que em décadas passadas foram fundamentais para o crescimento de uma geração, visto que, além de entretenimento, os bailes eram fonte de conhecimento, resistência e troca de saberes culturais. Foto: Osvaldo Pereira, considerado o primeiro Dj do Brasil Introdução O artigo inicia-se a partir do conceito de cultura no sentido geral, antropológico. Entre os tantos termos que são utilizados para definição de cultura. Neste artigo, cultura será analisada por meio dos próprios atores que a promovem, nas esferas sociais e políticas. Além disso, por ser o samba rock uma manifestação cultural contemporânea e em...

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Imagem retirada do site DASartes

Monumentos de São Paulo apagam a história de negros e indígenas, mostra estudo

Dos mais de 360 monumentos que homenageiam personalidades e fatos históricos da cidade de São Paulo, menos de 3% representam pessoas negras e indígenas. É o que mostra novo levantamento realizado pelo Instituto Pólis, que avaliou obras presentes no município, a fim de identificar como essa população é representada na história visual da cidade e contribuir com informações para o debate público sobre os monumentos oficiais registrados pela Prefeitura de São Paulo. O Instituto Pólis avaliou 367 monumentos expostos pela capital paulista. Desses, 200 retratam figuras humanas, apenas 5 são de pessoas negras, sendo 4 figuras masculinas e uma feminina. Em relação a representações de indígenas, 4 estátuas trazem a temática, todas de figuras masculinas. Monumentos em homenagens a homens brancos somam 137 obras. O estudo foi feito a partir de dados da plataforma GeoSampa e está disponível na íntegra em https://polis.org.br/estudos/presencanegra/. De acordo pesquisadores do Pólis Cássia Caneco e...

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FOTO: SIA KAMBOU/AFP

Uma homenagem da diáspora para Manu Dibango

A palavra “mano” não era uma palavra típica da nossa família. O “mano” chegou através de um irmão que viveu muitos anos no Rio de Janeiro, voltando pra Salvador o trouxe pra minha família e, volta e meia aqui na diáspora reencontro esse falar brasileiro. A gente gosta de irmandades. Mas o mano aqui é um grande irmão musical que não nasceu dentro da minha família sanguínea e sim dentro da minha família panafricana. Morando aqui na Alemanha é que vim conhecer esse “mano”, que é Manu Dibango. Nascido em Douala, maior cidade dos Camarões, ele veio ao mundo dia 12 de dezembro de 1933. Filho de um pai do grupo Yabassi e a mãe uma Duala. No ano de 1950 ele começa a aprender a tocar piano, mais tarde vai para a França para estudar música e lá começa a tocar nas noites de Paris o que traz grandes...

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Prêmio Jabuti promove mudanças para tentar se manter relevante | Foto: Prêmio Jabuti / Divulgação / CP

Jabuti destaca obras sobre racismo e ainda consagra os versos da poeta Cida Pedrosa

Na sua 62ª edição, o prêmio Jabuti seguiu sua tendência recente de destacar obras publicadas por casas independentes. O livro do ano foi "Solo para Vialejo", da pernambucana Cida Pedrosa, publicado pela Cepe Editora, também de Pernambuco. No ano passado, o escolhido foi o ensaio "Uma História da Desigualdade", da editora especializada Hucitec, e dois anos atrás o também poeta Mailson Furtado Viana chamou atenção ao ser premiado por um livro publicado de forma autônoma. “Este é um livro da volta, uma migração ao contrário, do mar para o sertão”, disse a autora em seu agradecimento. “Eu conto onde encontro minha ancestralidade, minha avó índia, meu pai, descendente de portugueses. As palavras e os sons da minha memória não cabiam mais na cabeça e tinham que se espraiar na forma de um livro.” Não é a única vitória da autora este mês, aliás. Pedrosa foi eleita vereadora do Recife no...

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N’KANDA: patrimônio afrodiaspórico em Minas Gerais

Como parte das reflexões sobre o Dia da Consciência Negra (20 de novembro), entre os dias 25 e 29 de novembro, o Instituto Estadual de Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais (Iepha-MG) e a APPA – Arte e Cultura oferecem programação gratuita com o projeto N’KANDA: patrimônio afrodiaspórico em Minas Gerais. Durante os cinco dias, estarão em pauta discussões sobre a presença da negritude no patrimônio material e imaterial de Minas Gerais. Com a programação, o objetivo é também construir narrativas sobre a participação das matrizes africanas na formação do estado que, neste ano, completa 300 anos. As atividades de reflexão contarão com lives transmitidas pelo canal do Iepha-MG no YouTube, a partir do dia 25, além de ações presenciais em Belo Vale, município onde se localiza a Fazenda Boa Esperança. Entre os convidados, estão a professora Mara Evaristo e o multi-instrumentista mineiro Sérgio Pererê. Temas como a ressignificação de...

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Conheça os vencedores da mostra audiovisual “(Entre)VivênciasNegras”

Em setembro, lançamos um edital convidando produtores audiovisuais negros para a edição de histórias de vida de pessoas negras do acervo do Museu da Pessoa. O momento de sabermos os 10 premiados chegou! O comitê curatorial, composto por Day Rodrigues, Luciara Ribeiro e Sueli Carneiro, analisou os vídeos submetidos e estamos felizes em anunciar os selecionados: CLIQUE AQUI E ACESSE A MOSTRA   Estes vídeos compõem a I Mostra Audiovisual do Museu da Pessoa (Entre)Vivências Negras! Visite a mostra e confira as edições premiadas

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Jaques Felix Trindade. “Capa”. Jornegro, São Pa... (1978)

“Nossas Histórias: vidas, lutas e saberes da gente negra”, uma exposição necessária

Sob a curadoria da Rede de Historiadoras Negras e Historiadores Negros, Geledés – Instituto da Mulher Negra, em parceria com Acervo Cultne e Google Arts & Culture, dá início ao projeto de exposições virtuais “Nossas Histórias: vidas, lutas e saberes da gente negra”. Essa ação é entendida como uma maneira de reposicionar as pesquisas acadêmicas de excelência produzidas por historiadoras negras e historiadores negros acerca dos mais diversos temas que envolvem pessoas de ascendência africana no Brasil e no mundo. O projeto, assim como outras iniciativas que temos desenvolvido, busca atender aos propósitos da reeducação das relações étnico-raciais e do letramento histórico antirracista. A primeira exposição da série visa a compreensão do 20 de novembro como o Dia Nacional da Consciência Negra e estará completa nesta plataforma até dezembro. As seis “salas virtuais” apresentarão informações que vão das práticas de memórias da gente negra no século XIX até as reflexões...

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Jorge Ben (Foto: Ricelli Piva/Divulgação)

A canção “Cassius Marcelo Clay” e a obra afrodiaspórica de Jorge Ben

A efervescência política e cultural que perpassou os cotidianos das populações afrodiaspóricas pelo mundo entre os anos 1960 e 1970, não passou despercebida no Brasil, mesmo em pleno período do regime ditatorial cívico-militar, tendo na obra de Jorge Ben uma de suas mais significativas e originais expressões. Um conjunto estético e político em constante diálogo – sendo influenciado e influenciando – com as modernas contemporaneidades de identidades afrodescendentes que se faziam constituir e manifestar-se pelo mundo, enquanto reflexo daquele período histórico de manifestações desenvolvidas a partir das experiências destas populações situadas no chamado mundo ocidental, desde os processos de revoluções anticoloniais no continente africano; da constituição das cenas de cinema e música moderna africanas pós década de 1950; dos movimentos de literatura e poesia, passando pelas expressões de libertação anticoloniais nas Antilhas e Caribe nos anos 1950/1960; dos movimentos políticos-culturais (Rock and Roll; Bebop; Free Jazz; Soul Music; Movimentos Civis;...

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Foto: Felipe Benicio

Caminhada São Paulo Negra concorre a prêmio de impacto social no turismo

A Caminhada São Paulo Negra, walking tour de resgate da história e cultura negra paulistana realizado pela Black Bird Viagem desde maio de 2018, concorre ao Prêmio Impactos positivos, na categoria impacto social no turismo, realizado pelo site Lugares do Mundo. A experiência é uma das semi-finalistas e depende agora do voto do público para estar na final do prêmio. A votação ocorre aqui https://lugarespelomundo.com/vitrine-impacto-social (canto direito) e vai até 3 de novembro. O prêmio tem apoio da Embratur e informa que “acredita no potencial do turismo do Brasil e que o turismo vai além de apenas uma viagem…”. A categoria impactos sociais engloba projetos e ações que impactam a vida das pessoas e focam em seus objetivos e necessidades. “A sociedade é composta por seus membros e objetivos e toda ação que seja na direção de um mundo melhor e uma sociedade mais justa, pacífica e alegre é um impacto social”, informa...

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Lewis Hamilton (Pool/Getty Images)

O maior vencedor da história

Lewis Hamilton virou tudo o que um piloto de Fórmula 1 "deveria ser" ao avesso. E também está redefinindo o livro de recordes da categoria. Em um mundo em que pautas de sustentabilidade ganham espaço em detrimento de corridas de carros, ele, um piloto de F1, consegue um lugar entre as personalidades mais influentes do mundo, segundo a lista da revista norte-americana Time. Se dos anos 70 para os 90, a categoria viu a transformação do culto 'bon vivant', garanhão, que aceitava correr riscos mesmo que isso significasse morrer na pista, o inglês é o avesso de tudo isso. E acaba de se tornar o maior vencedor da história da categoria. Aos 35 anos, Hamilton chega à vitória de número 92 na carreira e está muito perto de conquistar seu sétimo título mundial — igualando-se a Michael Schumacher — sem ter protagonizado grandes episódios que coloquem sua índole sob judice....

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Capa do álbum 'Apresentamos nosso Cassiano', de Cassiano — Foto: Reprodução

A história de Cassiano, o gênio esquecido e ícone da música negra brasileira

Cassiano tem seu nome marcado na história da música, mas, infelizmente, é pouco conhecido das novas gerações. Sua qualidade como cantor e compositor o coloca no mesmo nível que Tim Maia, porém, injustamente, com menos holofotes. Genival Cassiano dos Santos nasceu em um bairro pobre da cidade de Campina Grande, na Paraíba. Quando criança, aprendeu os primeiros acordes de violão com seu pai, amigo íntimo da fera Jackson do Pandeiro. Ao chegar com a família ao Rio de Janeiro, em meio a um grande processo migratório, Cassiano conseguiu emprego de servente de pedreiro. Nos horários e dias de folga, aproveitava para treinar acordes de violão e bandolim. Durante os anos 60, período em que a música negra, principalmente o soul, passavam a fazer cada vez mais sucesso, o cantor se junta com Hyldon e outros músicos e formam a banda “Bossa Trio” que, mais tarde, se converteria em os “Diagonais”,...

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Sun Ra e sua Arkestra, 23 de setembro de 1978. Foto: Leni Sinclair/Getty Images |

Eu sou… Hipólita! Território Lovecraft e a contemporaneidade jazz afrofurista revolucionária de Sun Ra

A série televisiva “Território Lovecraft” tem gerado uma série de reflexões e discussões acerca de suas problematizações sobre o racismo enquanto elemento fundante e característico dos Estados Unidos da América e, principalmente, dos processos de resistências das populações afrodescendentes em meio a esta realidade. Baseada no livro de mesmo nome, do autor Matt Ruff, que desenvolve uma ressignificação  das principais características da estilística ficcional de H. Lovecraft  - um escritor orgulhoso de seu racismo e misoginia - ao buscar construir os personagens centrais de seu romance enquanto negros, pessoas das mais variadas subjetividades e gêneros, em uma luta constante contra o maior e verdadeiro monstro do Cthulhu (1), que seria o racismo em suas mais variadas formas e infinitos tentáculos.  Nesse sentido, fazendo-se na série ser comum a apresentação de expressões culturais e políticas afrodiaspóricas - em geral à partir de suas ocorrências e influências em território norte-americano, país em...

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Cena de um baile black no Rio de Janeiro em 1976. A imagem está na capa do livro '1976 - Movimento Black Rio' Almir Veiga

Como Gerson King Combo e seus bailes black tentaram implodir a democracia racial

“Dançar como dança um black! Amar como ama um black! Andar como anda um black! Usar sempre o cumprimento black”, cantava Gerson King Combo em sua música mais conhecida. Os versos de "Mandamentos Black" —repetidos depois como grito de ordem por Marcelo D2 em "Qual É", hit nos anos 2000— representavam ideais de toda uma geração. Nos anos 1970, o artista foi catalisador de uma cena conhecida como black rio, um marco na cultura brasileira. Mas o que os tributos ao músico, morto no mês passado, não lembraram é como o abalo sísmico do movimento que ele capitaneou se deu à revelia das forças políticas da época. Tanto a direita, do regime militar, quanto a esquerda revolucionária viam com desconfiança a afirmação da identidade negra. E, enquanto o militares e seus detratores tentavam sufocar essa onda, a black rio foi criando as bases do funk e do hip-hop nacionais, que se...

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UNICEF lança programas de rádio diários para crianças com histórias da cultura Afro-brasileira

Para destacar a identidade, os ritmos, crenças e a diversidade da cultura negra no Brasil, o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), lança, nesta quinta-feira (8), programas de rádio diários para crianças inspirados na história e na cultura Afro-brasileira. O lançamento acontece em uma live com contadores de histórias nas páginas oficiais do UNICEF no Youtube e no Facebook, às 16h30, horário de Brasília. O conteúdo faz parte do Deixa que Eu Conto, iniciativa do UNICEF para levar histórias, brincadeiras e atividades a crianças e famílias, via rádio e internet, em tempos de coronavírus. Os conteúdos são voltados a crianças em idade de frequentar a educação infantil e em processo de alfabetização (anos iniciais do ensino fundamental). Nesta leva de conteúdos afro-brasileiros, serão 50 episódios que trazem músicas, brincadeiras, curiosidades e histórias inspiradas na história e na cultura Afro-brasileira, apresentados por contadores de histórias negros e quilombolas, incluindo...

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Dicionário biográfico 'Excluídos da História' reúne 2.251 verbetes sobre personagens raramente estudados pela historiografia oficial do Brasil Foto: Arte sobre fotos de divulgação

‘Dicionário dos excluídos’: inspirado em samba da Mangueira, projeto celebra nomes ‘apagados’ da História do Brasil

Da escola de samba à sala de aula. Esta é a ponte que conecta o carnavalesco Leandro Vieira e a professora Cristina Meneguello. Ele, campeão do carnaval do Rio em 2019 pela Mangueira, com o enredo “História para ninar gente grande”, que exaltou personagens não incluídos no chamado “retrato oficial” da História do Brasil. Ela, parte do corpo docente da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e responsável por convocar milhares de estudantes a tirar a “poeira dos porões”, como cantou a verde e rosa em plena Sapucaí. Inspirados pelo desfile vencedor da agremiação, 6.753 alunos participantes da Olimpíada Nacional em História do Brasil (ONHB), promovida pela universidade paulista, criaram, na edição de 2019, o dicionário biográfico “Excluídos da História”, que reúne 2.251 verbetes sobre personagens raramente estudados pela historiografia oficial. No mês passado, o projeto, ganhador do Brasil Design Award na categoria de design de sistema educativo, foi transformado em...

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Imagem dos santos na cerimônia da festa em comemoração ao dia de São Cosme e Damião no Memorial da América Latina, em São Paulo (SP) - Imagem: Ana Ottoni/28.set.1994 - Folhapress

O caruru de São Cosme e Damião que é meu e que é seu

O mundo não é somente formado pelo eu, mas é formado com os outros, compartilhamentos intrínsecos que formam um olhar plural para a realidade (HALL, 2006).  Bem como a identidade cultural do indivíduo é construída entre o eu e o território, entre o eu e a sociedade, entre o eu e a religião etc, é  o que  Stuart Hall (2006), chama de “interação”, nesse sentido, o que penso é alterado numa conversa permanentemente com outras culturas que transcende os nossos desejos e o que essas outras culturas trazem para construirmos  algo juntos. Na Bahia, especificamente, no Recôncavo da Bahia, instituíram, mesmo com o período de escravidão, tradições seculares e de apoio recíproco, e principalmente identidades resistentes, formadas pelo diálogo coletivo e estratégias para vencerem às lutas. Como reafirma, Hall (2006), foi a partir dessa unificação dinâmica e combativa que todos nós conseguimos diretamente ou indiretamente formarmos não um modelo de...

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Foto: Ignácio Ferreira/ Agência O Globo

Para que não se deixe de cantar: Jovelina Pérola Negra e o seu samba de sorriso aberto

Ahhhhh, o samba! Manifestação popular em forma de oração que veio dar no Brasil enquanto expressão de canto e dança para se louvar a esperança de um novo viver, de novos cotidianos livres de toda dor, sofrimento e preconceito. Expressão cultural de resistências e sobrevivências afro-brasileiras ante ao nosso racismo secular, além de memorial vivo de ancestralidades e saberes afro em uma sociedade historicamente estruturada para negar e, em último caso, destruir – física e psicologicamente – toda importância e qualquer virtude de sociabilidades negras.  Muito mais do que uma “simples” forma de canção, é uma oração que portanto visa o reconectar dos seus a algo maior do que as agruras do mundo material, possibilitando-lhes o ato de religar com as suas origens e com a sua potencialidade de sujeito transformador do mundo que o cerca, sendo Jovelina Pérola Negra, nesse sentido, uma de suas maiores vozes e intérpretes, uma...

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Cena da atriz Lucelia Sergio na peça "Engravidei, pari cavalos e aprendi a voar sem asas". O espetáculo faz parte da trilogia "Dos desmanches aos sonhos", que investigou o impacto da escravidão na maneira de amar dos brasileiros. A trama ilustra a vida de mulheres negras e as questões relacionadas à negritude, afeto, racismo e a solidão nos relacionamentos amorosos. Exibida pelo SESC São Paulo em julho ((Foto: Ana Zumas/Divulgação)

Quilombo teatral, companhia Os Crespos faz 15 anos de luta antirracista

2004, Escola de Arte Dramática da Universidade de São Paulo (USP). Cinco alunos negros se encontram na mesma turma da consagrada instituição de ensino superior. Era algo inédito: eles representavam 25% da concorridíssima classe de apenas 20 alunos. No ano seguinte, outros quatro chegavam ao curso que não tinha sequer uma disciplina voltada para a história ou expressão do corpo negro nos palcos, no cinema ou nas novelas. Era urgente mudar esse cenário. Enquanto a USP se negava a promover diversidade por meio de ações afirmativas no vestibular, surge entre aqueles estudantes a proposta de criar um grupo de pesquisa para mexer nas aulas e na grade curricular de ensino. Não negros foram convidados a discutir a óbvia lacuna. Mas apenas negros participaram da iniciativa. Nascia, assim, a companhia Os Crespos, o primeiro grupo contemporâneo de teatro negro em São Paulo e o mais longevo quilombo do setor na cidade,...

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