sábado, janeiro 15, 2022
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Barack Obama – Mês da História Afro-Americana Nacional 2011

O grande abolicionista e orador Frederick Douglass disse-nos uma vez que “se não houver luta, não há progresso”. O progresso na América não foi fácil, mas resultou dos esforços colectivos de gerações. Durante séculos, homens e mulheres afro-americanos não desistiram de enriquecer a nossa vida nacional nem de mudar a direcção da história rumo à justiça. Desde os soldados resolutos que combateram pela liberdade na Guerra da Revolução aos estudantes aplicados de hoje que atingem novos horizontes que os seus antepassados podiam apenas imaginar, os afro-americanos fortaleceram a nossa nação ao liderarem reformas, vencerem obstáculos e derrubarem barreiras. Durante o Mês da História Afro-Americana Nacional nós celebramos os grandes contributos dos afro-americanos para a história e a identidade do nosso país.

O tema deste ano, “Afro-Americanos e a Guerra Civil”, convida-nos a reflectir sobre os 150 anos desde o início da Guerra Civil e os patriotas de um país jovem que lutaram pelas promessas de justiça e igualdade feitas pelos nossos antepassados. Na Proclamação da Emancipação, o Presidente Abraham Lincoln não só alargou a liberdade aos que ainda se encontravam escravizados nas zonas rebeldes mas também abriu as portas para que os afro-americanos aderissem ao esforço da União.

Dezenas de milhares de afro-americanos alistaram-se no exército e na marinha dos Estados Unidos fazendo sacrifícios extraordinários para ajudarem a unir um país dividido e a libertar milhões de pessoas da escravatura. Estes soldados valentes como os do 54º Regimento de Infantaria de Massachusetts, serviram com distinção, enfrentando tanto a intolerância como os perigos da guerra para inspirar uma nação e expandir o domínio da liberdade. Fora do campo de batalha, homens e mulheres de raça negra também apoiaram o esforço de guerra trabalhando como cirurgiões, enfermeiros, capelães, espiões e noutros papéis essenciais. Estes bravos americanos entregaram a sua energia, a sua alma e às vezes a sua vida à nobre causa da liberdade.

Durante o século seguinte, os Estados Unidos tiveram que batalhar para garantir direitos humanos fundamentais aos afro-americanos, mas os afro-americanos não permitiram que os seus sonhos não fossem realizados. Embora a segregação causada pelas leis Jim Crow tornasse mais lentas a marcha da história e a expansão do sonho americano, os afro-americanos desafiaram a intolerância e a violência para organizar escolas, igrejas e organizações comunitárias. Apoiados nos fortes valores da fé e da solidariedade, homens e mulheres negros lançaram empresas, promoveram progressos científicos, serviram o nosso país nas forças armadas, procuraram cargos públicos, ensinaram os nossos filhos e criaram obras de arte inovadoras e entretenimento. Para aperfeiçoar a nossa União e dar uma vida melhor aos seus filhos, pioneiros obstinados dos direitos civis há muito que exigiram que a América cumpra os princípios que presidiram à sua fundação e os seus esforços continuam a inspirar-nos.

Apesar de herdarmos os progressos extraordinários alcançados com suor e lágrimas dos nossos antepassados, sabemos que subsistem obstáculos na via para a igualdade de oportunidades. O conhecimento é a nossa melhor ferramenta contra a injustiça e temos a responsabilidade de capacitar todas as crianças da América com um ensino de nível mundial, desde o berço até uma carreira profissional. Devemos continuar a desenvolver a base de liberdade do nosso país e garantir oportunidades iguais, segurança económica e direitos civis a todos os americanos. Após uma recessão histórica que devastou muitas famílias americanas e, em particular, afro-americanas, devemos continuar a criar postos de trabalho, a apoiar a nossa classe média e a reforçar formas de fazer com que as famílias saiam da pobreza.

Durante o Mês da História Afro-Americana Nacional, reconhecemos os feitos extraordinários dos afro-americanos e o seu papel essencial na história da América. Em honra da sua coragem e dos seus contributos, devemos decidir levar avante a promessa da América para os nossos filhos.

PORTANTO, EU, BARACK OBAMA, Presidente dos Estados Unidos da América, em virtude da autoridade que me é concedida pela Constituição e pelas leis dos Estados Unidos, proclamo Fevereiro de 2011 Mês da História Afro-Americana Nacional. Apelo aos funcionários públicos, educadores, bibliotecários e a todo o povo dos Estados Unidos para que celebrem este mês com programas apropriados, cerimónias e actividades.

EM TESTEMUNHO DO QUE, eu assino o presente documento ao primeiro dia de Fevereiro no ano do Senhor de dois mil e onze e ducentésimo trigésimo quinto da Independência dos Estados Unidos da América.

BARACK OBAMA

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