quarta-feira, setembro 23, 2020

    Tag: em pauta

    (Foto: Reprodução/Getty Images)

    Negacionismo científico: a produção política e cultural de desinformação

    Antes restrito a grupos articulados em torno de interesses religiosos ou econômicos específicos e aos amantes de teorias da conspiração, o negacionismo científico tem ganhado corações e mentes nos últimos anos por intermédio das redes sociais. Com a chegada da COVID-19, o fenômeno se intensificou e o que era a contracorrente tornou-se, em alguns casos, discurso oficial e política de Estado. Teria esse processo de institucionalização do negacionismo na figura de líderes políticos comprometido a eficácia das medidas de combate à pandemia em países como Brasil, Estados Unidos e Reino Unido? Essa é a hipótese que vem sendo investigada pelo pesquisador da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FM-USP) Renan Leonel, em parceria com colegas da Columbia University (Estados Unidos) e da University of Vienna (Áustria). O projeto, intitulado Viral agnotology: COVID-19 denialism amidst the pandemic in Brazil, United Kingdom, and United States (Agnotologia viral: negação da COVID-19 ...

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    Thiago Amparo (Foto: Arquivo Pessoal)

    Borba Gato deve cair

    Por quais estátuas os sinos do nosso luto dobram, e por quais não? Foi sem choro que Hilter, na Alemanha, Franco, na Espanha, Hussein, no Iraque, foram arrancados dos panteões públicos. Ao ver que por aqui ainda choram a morte das figuras engessadas de Leopold II, na Bélgica, Colston, na Inglaterra, e Borba Gato, no Brasil, a ponto de compará-las a imagens religiosas destruídas em guerras entre católicos e protestantes no século 16, nos resta a dúvida àqueles que sofrem de luto. O que nelas ainda consideram sacrossanto, senão a supremacia colonial que, em vida, utilizaram para dizimar centenas e que, em morte, enaltecemos com vergonha insincera? África do Sul, 9 de março de 2015. No centro da praça central da Universidade da Cidade do Cabo jaz uma escultura em bronze do colonizador britânico Cecil John Rhodes. Nela, um dos principais arquitetos da segregação sul-africana se senta em uma cadeira, ...

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    Estátua da Liberdade em montagem em Paris, 1878 (Imagem retirada do site Outras Palavras)

    As estátuas do nosso desconforto

    As estátuas parecem-se muito com o passado, e é por isso que sempre que são postas em causa nos viramos para os historiadores. A verdade é que as estátuas só são passado quando estão tranquilas nas praças, partilhando a recíproca indiferença entre nós e elas. Nesses momentos, que por vezes duram séculos, são mais intencionalmente visitadas por pombas do que por seres humanos. Quando, no entanto, se tornam objeto de contestação, as estátuas saltam do passado e passam a ser parte do nosso presente. Doutro modo, como poderíamos dialogar com elas e elas conosco? Claro que há estátuas que nunca são contestadas, quer porque pertencem a um passado demasiado remoto para saltar para o presente, quer porque pertencem ao presente eterno da arte. Estas estátuas só não estão a salvo de extremistas tresloucados, caso dos Budas de Bamiyan, do século V, destruídas pelos talibãs do Afeganistão em 2001. As estátuas ...

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    Divulgação

    Boletim de Olho Corona!

    MORADORES RELATAM AS DIFICULDADES NO ATENDIMENTO DAS UNIDADES DE SAÚDE Esta 5ª edição do Boletim “De Olho no Corona!” apresenta relatos de moradores da Maré, com sintomas de infecção pelo novo coronavírus, sobre a dificuldade de acesso ao atendimento nas unidades básicas de saúde (UBS), clínicas da família, unidades de pronto atendimentos (UPA) e hospitais da região. Os principais problemas identificados foram a falta de acolhimento e acompanhamento das pessoas com sintomas leves – resultando, em alguns casos, no agravamento do quadro e no óbito – e a ausência de leito nos hospitais levando à peregrinação por várias unidades de saúde. Tais impressões foram compiladas a partir da análise dos dados coletados e das entrevistas sociais online, ambas, frentes da campanha Maré diz NÃO ao Coronavírus, da Redes da Maré. Leia o Boletim De Olho Corona! completo

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    'Sem solidariedade, sobra a barbárie', diz a psicanalista Maria Rita Kehl sobre a atitude das pessoas durante a pandemia (Imagem: EDITORA BOITEMPO/DIVULGAÇÃO)

    Coronavírus: Falta de empatia de Bolsonaro com mortes por covid-19 parece psicopatia, diz psicanalista Maria Rita Kehl

    Quanto passaram de 10 mil, no dia 11 de maio, Bolsonaro lamentou pela primeira vez as mortes: "Olha, eu lamento cada morte que ocorre a cada hora. Lamento. Agora, o que nós podemos fazer é tratar com devido zelo recurso público. Em vez de fazer a notinha de pesar, que eu acho válido, eu também sou pesaroso a essas questões… Tem que dar exemplo, gastar menos". Quando uma apoiadora pediu uma mensagem de conforto para as famílias em luto no Brasil, e o país superava 30 mil mortes, nesta semana, no dia 2 de junho, Bolsonaro respondeu: "A gente lamenta todos os mortos, mas é o destino de todo mundo". Essa "impiedade" do presidente da República, nos olhos da psicanalista e escritora Maria Rita Kehl, se aproxima da psicopatia. A designação define pessoas com traço comportamental em que há falta de remorso ou empatia com o próximo, entre outras características. ...

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    Covid- 19 e as noites escuras da alma

    “Você não escolhe a noite escura – ela lhe é dada. Sua tarefa é se aproximar dela e peneirá-la em busca do ouro” (Moore, 2009) Por Adriano Luiz Pardo, Do IJBA (Foto: dowell/Getty Image) Em tempos de COVID-19 é muito comum recebermos de todos os lados e por meio das mídias sociais, dezenas e até centenas de dicas do que fazer em tempos de “isolamento social”, o que fazer para preencher o tempo livre: “ aproveitar esse momento para ler os livros que estão amontoados”; “assistir todas as séries, filmes da lista interminável do Netflix e a fins”; “ligar e ou mandar mensagens para quem não tenho tempo”, “brincar com meus filhos”; “conversar mais com familiares”; “arrumar os armários, organizar os livros, fazer, fazer e fazer; falar, falar e falar; ler, ler e ler; assistir, assistir e assistir. São tantas atividades que precisaríamos, praticamente, nunca mais ...

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    Poesia é boa aliada na era da pandemia, avalia Mia Couto

    Mia Couto, em entrevista ao Correio, pende para um otimismo velado: acredita no futuro da ciência e da valorização da humanidade, sem minimizar capitalismo desmedido Por Jose Carlos Vieira, Do Correio Braziliense Mia Couto (foto: AFP PHOTO/FRANCOIS GUILLOT) Conversar com o poeta e biólogo moçambicano Mia Couto faz bem à saúde. Nesta entrevista exclusiva ao Correio, ele traça com leveza e contundência um cenário poético e, ao mesmo tempo, real da pandemia. “O problema, ou melhor, os problemas, foram os fatores de desumanização que estão inscritos nos modelos de fazer economia e política (atualmente). Há quem acredite que tudo isso vai ser repensado depois desta epidemia. Mas eu não sou tão otimista”, afirma. “A imbecilidade não será vencida num virar da folha”, acrescenta. Mas destaca: “É possível que valorizemos de forma mais justa quem está à nossa volta e são ofuscados pelo brilho das carreiras de ...

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    Contra Covid-19, IBGE antecipa dados sobre indígenas e quilombolas

    O IBGE estima que no Brasil existiam 7.103 localidades indígenas e 5.972 localidades quilombolas em 2019, de acordo com a Base de Informações Geográficas e Estatísticas sobre os Indígenas e Quilombolas, feita a partir da base territorial do próximo Censo, adiado para 2021, e do Censo 2010. Na próxima semana, as informações estarão disponíveis também em mapas e planilhas interativas no hotsite covid19.ibge.gov.br, que reúne dados para combater a pandemia causada pelo novo coronavírus. Por Alerrandre Barros, Da Agência IBGE Notícias Divulgação foi antecipada para subsidiar políticas para enfrentar a Covid-19 junto aos povos tradicionais (Foto: Fernando Damasco/IBGE) A divulgação foi antecipada para subsidiar o desenvolvimento de políticas, planos e logísticas para enfrentar a Covid-19 junto aos povos tradicionais. Os dados atualizados sobre os contingentes dessas populações serão conhecidos após o Censo 2021. O estudo mostra que as localidades indígenas estão distribuídas em 827 municípios brasileiros. ...

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    “Não existem favoritos. Vamos lutar até o final”, diz Vilma Reis sobre candidatura do PT

    "A gente tem que fazer o debate até o fim e disputar voto a voto no diretório", afirma a pré-candidata à Prefeitura de Salvador Por Jones Araújo e Osvaldo Lyra, Do MI (Foto: José Eduardo Bernardes/Brasil de Fato) Uma das pré-candidatas do PT para disputar a Prefeitura de Salvador, a socióloga Vilma Reis, disse em conversa com o Portal M! que não existe favoritismo na disputa pela vaga. Segundo a socióloga, ela está firme e que vai lutar até o fim para ser candidata ao Palácio Thomé de Souza. O diretório municipal do PT tem um debate virtual marcado, para este sábado (25), antes da escolha do candidato, que deve acontecer no domingo (26), dentro do encontro remoto que faz parte do Processo de Eleições Diretas (PED) do partido. "Na minha visão não tem favorito. A gente tem que fazer o debate até o fim e ...

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    Morrer com coronavírus ou de fome? A escolha dos mais pobres não pode ser esta

    O emprego informal atingiu 40,7% da população ocupada no Brasil, representando um contingente de 38,3 milhões de trabalhadores Por Benedito Roberto Barbosa e Maíra Vannuchi, Do CartaCapital (Foto: Wasawat Lukharang / BBC Thai) A crise causada pela doença covid-19, com a maior pandemia vista pela história recente, afeta a todos, mas impacta frontalmente o povo que tira seu sustento da economia informal como milhões de trabalhadores e trabalhadoras sem acesso a direitos trabalhistas, em enorme situação de vulnerabilidade. Segundo recente pesquisa, o desemprego formal no Brasil atingiu o patamar de 12 milhões de pessoas. Já o emprego informal atingiu 40,7% da população ocupada representando um contingente de 38,3 milhões de trabalhadores, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). São milhões de trabalhadores e trabalhadoras que vivem com o que ganham diariamente, ocupando os espaços ...

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    Comissão ARNS (Reprodução/Facebook)

    Por uma aliança inédita, que transcenda as divisões na oposição

    O desastre sanitário em que vivemos revela o absurdo funesto dos modelos de gestão e de organização de nossa sociedade. Essa crise abre o campo de possibilidades e devemos dela tirar lições que sejam duráveis. Por Paulo Sérgio Pinheiro, da Comissão Arns Comissão ARNS (Reprodução/Facebook) A pandemia da Covid-19 prova que não são nossos líderes políticos máximos nem nossas elites que hoje asseguram a sobrevivência sanitária, social e econômica do país. Mas aqueles que as elites brancas dirigentes do Brasil pensavam que não eram ninguém: enfermeiras, pessoal de manutenção de hospitais, técnicos de laboratórios, motoboys, entregadores, caixas de supermercado, farmacêuticos, zeladores de prédio, motoristas de ônibus, lixeiros. Todos aqueles que não podem teletrabalhar, nem se ausentar, e trabalham com o risco de sua própria saúde – em muitos casos, de sua vida – para preservar a nossa. Nós devemos agir para uma renegociação exigente das convenções ...

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    Enterro realizado em Manaus neste mês de abril (Imagem: REUTERS/Bruno Kelly / BBC News Brasil)

    Manaus vê boom de enterros, que triplicam e chegam a 82 por dia

    Com o sistema público de saúde em colapso devido à pandemia do novo coronavírus, Manaus registrou aumento de quase três vezes no número de enterros nos cemitérios municipais, na comparação com o período anterior à crise. Por Fávio Costa, do UOL Entre os dias 12 e 19 de abril, 656 corpos foram sepultados nos campos santos administrados pela Prefeitura de Manaus, segundo levantamento da Secretaria Municipal de Limpeza Urbana obtido com exclusividade pelo UOL: uma média de 82 cerimônias fúnebres por dia, frente aos 28 sepultamentos diários registrados em média em 2019. Não é possível ligar diretamente esse aumento de enterros apenas à covid-19. Mas não há outro elemento que justifique esse crescimento tão expressivo e abrupto no movimento dos cemitérios públicos manauaras. As autoridades admitem que cadáveres são levados às covas sem passar por testes para verificar o contágio. 🔴 CORONAVÍRUS Mortos por #coronavírus sendo sepultados em vala comum ...

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    Foto: Marcelo Regua / Agência O Globo

    Incerteza sobre extensão da pandemia acende debate sobre prorrogar auxílio emergencial

    Ajuda está prevista até junho, mas crise deve continuar por mais algum tempo; prorrogação pode custar R$ 46 bilhões por mês adicional ao previsto Por Idiana Tomazelli, do O Estado de S.Paulo Foto: Marcelo Regua / Agência O Globo As incertezas sobre a duração dos efeitos da pandemia do novo coronavírus acenderam o debate entre economistas sobre uma eventual necessidade de extensão do auxílio emergencial de R$ 600, que será pago até junho. Além do risco de "dias duros" de contaminação pela covid-19 até julho ou agosto, há preocupação com o período de transição entre o choque do isolamento e a efetiva retomada da atividade, uma vez que o mercado de trabalho costuma ser o último a reagir em momentos de crise. A lei que foi aprovada pelo Congresso Nacional prevê que trabalhadores informais, autônomos, microempreendedores individuais e desempregados receber auxílio de R$ 600 por três ...

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    NAYRA HALM/FOTOARENA/FOTOARENA/ESTADÃO CONTEÚDO

    Trabalhadores relatam problemas para receber os R$ 600 de auxílio emergencial

    A Caixa já anunciou que vai antecipar o pagamento da segunda parcela do auxílio, mas muitos trabalhadores reclamam que não receberam nem a primeira. Do G1 NAYRA HALM/FOTOARENA/FOTOARENA/ESTADÃO CONTEÚDO Milhões de brasileiros já receberam o auxílio emergencial do governo, mas muita gente que está habilitada no cadastro ainda não viu o dinheiro na conta. O comércio fechou e a renda não entrou mais na casa da Cláudia de Moura, que trabalha com eventos. Ela cria a filha sozinha e espera resposta do governo para receber o auxílio emergencial de R$ 1.200 a que tem direito. “Ligo lá e eles me informam que não tenho cadastro. E me mandam fazer o cadastro no site. Eu vou no site fazer o cadastro e eles me falam que o cadastro está realizado, que tenho que aguardar a análise”, conta a bartender. A Caixa anunciou que já vai antecipar o ...

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    O presidente da Comissão Interamericana de Direitos Humanos da OEA, Joel Hernández García.JUAN MANUEL HERRERA / OAS

    Presidente da CIDH: “Coronavírus pode ser desculpa para limitar ainda mais os direitos dos mais vulneráveis”

    Joel Hernández García, que preside a Comissão da OEA, explica EL PAÍS o teor de resolução aprovada sobre a pandemia na região. “É importante lembrar qual é o catálogo de direitos básicos”, argumenta Por FELIPE BETIM, do El País O presidente da Comissão Interamericana de Direitos Humanos da OEA, Joel Hernández García.JUAN MANUEL HERRERA / OAS A Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) da Organização dos Estados Americanos (OEA) aprovou uma resolução no dia 10 de abril em demonstra preocupação pelo respeito aos direitos mais básicos durante o combate à pandemia de coronavírus no continente americano. “Toda vez que políticas são desenhadas para salvaguardar o direito à saúde da população, essas políticas precisam se basear em uma perspectiva ampla de todo o conjunto dos direitos humanos, partindo do princípio de que são universais e indivisíveis”, explica o jurista Joel García Hernández, membro e presidente da CIDH, ...

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    Sem repetição. TCU não quer ter de reprovar contas de presidente de novo, diz Dantas Foto: Dida Sampaio/Estadão

    TCU faz auditoria nos gastos para covid-19 e aponta incoerência

    Para tribunal, medidas econômicas anunciadas e discurso do governo têm de estar alinhados Adriana Fernandes, do O Estado de S. Paulo Com o avanço das medidas para o combate da Covid-19, o Tribunal de Contas da União (TCU) iniciou um plano especial de acompanhamento com lupa das ações econômicas do governo Jair Bolsonaro na crise. Com a auditoria, o tribunal quer evitar que se repitam os erros da crise financeira que abalou o mundo em 2008. Avaliação preliminar da área técnica do tribunal, obtida pelo Estado, aponta incoerência entre as medidas de estímulo à economia, via concessão de benefícios assistenciais e para manutenção do emprego, e as orientações do presidente Jair Bolsonaro no sentido oposto, para que a população saia de casa. Para o TCU, num cenário em que a política do presidente estimula a volta das atividades, não faria sentido explodir o cofre público, pagando benefícios que permitam às ...

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    Foto: Diêgo Holanda/G1

    Como a pandemia colocou o encarceramento em massa em questão

    A pandemia coloca em discussão o modelo de encarceramento em massa adotado em diversos países, o fácil contágio dentro do insalubre sistema carcerário durante a pandemia tem feito surgir inéditas políticas de desencarceramento na Turquia, Irã, Indonésia, Estados Unidos e outros países, assim como uma série de rebeliões, greves e protestos no sistema carcerário. Neste artigo faço um resumo da reação no Brasil e no mundo que a pandemia tem provocado dentro das cadeias, e coloco a questão: deixaremos para morrer dezenas de milhares de pessoas dentro desse sistema racista – afinal a maioria da população carcerária brasileira é pobre e de descendência africana ou indígena – ou iremos conseguir impor mudanças nessa política eugenista e punitivista do Estado brasileiro, conquistando o desencarceramento? Por Gabriel Silva, do Correio da Cidadania Foto: Diêgo Holanda/G1 Na semana anterior em que foi decretada a quarentena no estado de São ...

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    Divulgação/Itaú Cultural

    Arte como Respiro: Múltiplos Editais de Emergência | Artes Visuais

    Com o objetivo de movimentar a economia criativa de maneira rápida e eficaz em tempos de pandemia mundial de coronavírus, o Itaú Cultural (IC) lança mais um edital do Arte como Respiro: Múltiplos Editais de Emergência. O terceiro edital, com inscrições abertas a partir das 9 horas do dia 20 (até as 23h59 de 22 de abril), é voltado para profissionais das artes visuais que tiveram sua rotina modificada neste momento de pandemia e necessidade de suspensão social. Do Itaú Cultural Divulgação/Itaú Cultural Leia o edital. Inscreva-se nos formulários a seguir, a partir das 9 horas do dia 20 de abril de 2020. Os inscritos podem se candidatar a dois tipos de categoria: - Categoria Produção Artes Visuais, na qual cada artista poderá inscrever um trabalho que reflita sobre as seguintes questões: na limitação do confinamento, como os artistas continuam suas produções? O que estão criando ...

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    Relações precárias de trabalho e comunicação falha sobre o coronavírus são problemas enfrentados pela população negra na pandemia| Foto: Fotos Públicas

    Entrevista: “O coronavírus não tem nada de democrático. Ele tem ‘preferências’, e os negros são um dos grupos preferidos dele”

    Coordenadora da ONG Criola, Lúcia Xavier reafirma a importância da divulgação dos dados de raça/cor na pandemia para que que se possa cobrar políticas públicas para a população negra Por Sanny Bertoldo, do Gênero e Número Relações precárias de trabalho e comunicação falha sobre o coronavírus são problemas enfrentados pela população negra na pandemia| Foto: Fotos Públicas Quando foi declarada a transmissão comunitária do coronavírus no Brasil, no dia 20 de março, deixando de circular majoritariamente entre a elite branca e avançando para favelas e áreas periféricas, a população negra se tornou mais vulnerável. O efeito da disseminação do vírus entre esta parcela da população, no entanto, demorou a se tornar público. Só depois que a Coalizão Negra por Direitos e outras instituições entraram com pedido, via Lei de Acesso à Informação, o Ministério da Saúde inseriu o recorte de raça/cor na análise da pandemia. Os ...

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    imagem: O Municipio de Blumenau

    A morte como forma de fazer política

    Colunista explica termos "necropolítica", que se popularizou durante a pandemia por Josué de Souza, no O Municipio de Blumenau Nas últimas semanas vem ganhado força na imprensa e nas redes sociais o termo necropolítica. O conceito foi cunhado pelo cientista social camaronês Achille Mbembe. Chegou primeiro no Brasil em um ensaio publicado em 2016 e depois em um livro que tem por título o próprio conceito e foi publicado em 2018 pela Editora N-1. Necropolítica é a forma como o poder se apropria da morte como forma de gestão pública. Decide quem deve morrer, quando e como deve acontecer esta morte. Necropolítica também tem relação com a forma da gestão do risco eminente da morte, sobretudo, quando territórios ou grupos sociais convivem diariamente com o risco eminente da morte. Como toda forma de poder, a necropolítica não atua apenas por ordem ou mando de um dominante, de um líder, ou de ...

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