Bolivianos marcham contra racismo e discriminação

O centro de La Paz foi cenário, nesta quinta-feira (24), de uma marcha pacífica contra o racismo, a discriminação e em repúdio aos feitos xenofóbicos ocorridos há quatro anos nesta data, em Sucre.

A mobilização, na qual participaram diferentes setores sociais, não interrompeu o trânsito e no percurso recebeu aplausos da população que se aproximou. O deputado afro-boliviano, Jorge Medina, impulsor da caminhada, insistiu que o “objetivo principal foi uma reclamação para todos, pelo princípio da humanidade e respeito aos direitos humanos”.

Medina manifestou para a Prensa Latina que a mobilização alegou que nenhum dos casos de racismo e discriminação fiquem impunes, como os ocorridos em Sucre, em 2008, onde um grupo de indígenas que chegou na capital de Chuquisaca para receber umas ambulâncias foi recebido a golpes e levados a força para uma praça e obrigados a ficarem sem roupa.

Os trabalhadores do campo receberam violência física, foram obrigados a cuspir na Wiphala (bandeira indígena do povo Aimara) e gritar palavras de ordem contra o governo. Em setembro daquele ano, 13 bolivianos morreram e mais de 150 ficaram feridos por ataques racistas.

O deputado faz um ano a redação da lei contra o racismo e toda forma de discriminação, uma ação da qual se orgulha, mas diz que os bolivianos ainda tem muito o que aprender , sobre tudo sobre respeito e tolerância.

O legislador acredita que “até a data ainda não se faz plena consciência desta lei, inclusive algumas autoridades não a cumprem totalmente”. Ressaltou que na referida lei aparece um artigo que obriga o Ministério da Educação a incluir este tema como parte do currículo e nos textos educativos, o que não está sendo cumprido.

 

 

 

Fonte: Vermelho 

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