Tag: casos de racismo

Daiane dos Santos (Foto: Keiny Andrade/UOL)

Daiane dos Santos: ‘Na seleção, não queriam usar o mesmo banheiro que eu’

A ex-ginasta Daiane dos Santos falou sobre atos de racismo que sofreu na seleção olímpica de ginástica. Em entrevista à revista Maria Claire, ela contou que algumas pessoas se recusavam a usar o mesmo banheiro que ela. "Acho que não existe uma pessoa preta que não tenha sofrido racismo na vida. O que acontece é que muitas pessoas não entendem o que estão passando, não sabem diagnosticar. No meu caso, sempre foi tudo muito sutil: um olhar diferente, um tratamento diferente. Uma levantada de voz", disse ela à revista. "Comigo, houve situações na seleção, nos clubes, de pessoas que não queriam ficar perto, que não queriam usar o mesmo banheiro! Aquele tipo de coisa que nos faz pensar: opa, voltamos à segregação. Banheiros para brancos e banheiros para pessoas de cor. Teve muito isso dentro da seleção. E além da questão da raça, tem a questão de vir do sul, ...

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Imagem: Geledes

Agência é condenada por “racismo recreativo” em ambiente de trabalho

O fato da ofensora e da própria reclamada não enxergarem ofensa em um comentário não quer dizer que não tenha existido ofensa. A triste realidade é de que há "inúmeras práticas racistas naturalizadas em nosso cotidiano, materializadas em microagressões, que partem de comportamentos que, de tão enraizados, são, por vezes, inconscientes". Com base nesse entendimento, a juíza Renata Bonfiglio, da 27ª Vara do Trabalho de São Paulo, condenou uma agência de publicidade a pagar R$ 20 mil por danos morais por praticar 'racismo recreativo' contra uma funcionária. Segundo os autos, a ofensa racial ocorreu durante uma reunião da equipe. A supervisora da funcionária começou o encontro com a seguinte frase: "Estou com vontade de ver todo mundo e em breve irei marcar uma reunião para ver o rosto de todos. Quero ver se fulano cortou o cabelo e se a R* (nome da funcionária) continua preta”. A trabalhadora cobrou providências ...

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Ossesio Silva, autor da proposta (Foto: Pablo Valadares/Câmara dos Deputados)

Projeto reconhece injúria racial como racismo e o torna imprescritível 

O Projeto de Lei 141/21 considera a injúria racial como crime de racismo, tornando-a imprescritível. Em análise na Câmara dos Deputados, o texto altera a Lei de Combate ao Racismo, que hoje não lista a injúria racial como crime de racismo. Conforme a Constituição brasileira, o racismo é crime imprescritível — ou seja, que pode ser julgado a qualquer tempo, independentemente da data em que foi cometido. O crime de injúria racial, que consiste em ofender a dignidade ou o decoro de alguém usando elementos referentes a raça, cor ou etnia, está previsto hoje apenas no Código Penal, com pena de reclusão de um a três anos e multa. Ao reconhecer a conduta previsto no Código Penal como manifestação de racismo, o deputado Ossesio Silva (Republicanos-PE), autor da proposta, busca "tornar imprescritível o crime de injúria praticado com a utilização de elementos referentes a raça, cor ou etnia". Fonte: Agência ...

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Foto: Deldebbio

Prefeito de Duque de Caxias é investigado por intolerância religiosa a crenças de matriz africana

A Polícia Civil do Rio investiga se houve intolerância religiosa no discurso do prefeito de Duque de Caxias (RJ), Washington Reis (MDB), durante cerimônia de posse no dia 1º de janeiro. No evento, ele ofendeu as religiões de matriz africana ao chamar espaços religiosos de "esquina da macumba", generalização de caráter pejorativo atribuída a crenças afro-brasileiras. "É o Deus que não falha, é o Deus que desmoralizou todos os meus adversários. Eles foram no TRE, no STF, no STJ, foram na esquina da macumba, foram em tudo quanto é lugar, mas Deus jogou por terra porque o nosso Deus ele é maior", disse Reis, que foi eleito com 54,5% dos votos ainda com sua candidatura sub judice (aguardando decisão da Justiça), em alusão a seus adversários no pleito. Uma delas, Ivanete Silva (PSOL) condenou as palavras do prefeito.   Ver essa foto no Instagram   Uma publicação compartilhada por Ivanete ...

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Krespinha (Foto: BOMBRIL)

30 anos do Código de Defesa do Consumidor: uma análise sobre publicidades discriminatórias nas relações de consumo

Diante de uma sociedade movida pelo consumo, pela superprodução de bens e serviços, surge a necessidade de uma proteção e regulamentação dos direitos dos/as consumidores/as. O Código de Defesa do Consumidor (CDC), Lei nº 8.078/1990, que regulamenta as relações de consumo, completou, no dia 11 de setembro, 30 anos de existência. O reconhecimento a defesa do/a consumidor/a como direito fundamental está previsto no art. 5º da Constituição Federal, inciso XXXII, que estabelece “o Estado promoverá, na forma da lei, a defesa do consumidor”. A Defesa do Consumidor também está incluída na Constituição Federal entre os princípios gerais de Ordem Econômica, no art 170 da Lei Magna: “A ordem econômica, fundamentada pela valorização do trabalho humano e livre iniciativa, tem por fim assegurar a todos existência digna, conforme os ditames da justiça social, observados os seguintes princípios: (….) V- defesa do consumidor;”. Vale ressaltar que, o CDC estabelece as responsabilidades e ...

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(Foto: Getty Images/iStockphoto)

De novo: homem negro é preso nos EUA após falha de reconhecimento facial

O departamento de polícia da cidade de Detroit foi processado por prender equivocadamente um homem negro identificado como responsável por um furto por meio de um software de reconhecimento facial. O erro policial foi o segundo do tipo noticiado neste ano, sendo que o anterior também ocorreu em Detroit. A polícia local deteve Michael Oliver, 26 anos, em julho de 2019 sob a acusação de um furto que ele não cometeu. Segundo o site Motherboard, Oliver entrou na Justiça contra a cidade de Detroit e o detetive apontado como responsável pelo equívoco, pedindo uma indenização de a partir de US$ 12 milhões (cerca de R$ 63,5 milhões). Oliver, que ficou preso por quase três dias, chamou o trabalho da polícia e o uso do algoritmo de reconhecimento facial de "grosseiramente negligente". "Perdi meu emprego e meu carro. Toda minha vida foi colocada em pausa", declarou ao Motherboard. "Essa tecnologia não ...

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Thiago Amparo (Foto: Arquivo Pessoal)

Os violoncelos que o racismo quer silenciar

Uma peça em três atos. Primeiro ato: Presidência dos EUA emitiu um memorando no último sábado (04) determinando que todas as agências federais cancelem treinamentos sobre racismo; numa canetada apaga a expressão “privilégio branco” do vernáculo presidencial. Sai a expressão, permanece a prática que a sustenta. Segundo ato: na sexta-feira (03), o Secretário de Cultura Mario Frias encena uma espécie de Malhação versão Goebbels sobre heróis nacionais, numa estética europeia oitocentista cafona. Imagino que Luiz Gama, Zumbi dos Palmares ou Zeferina não ocuparão o panteão heroico oficial. Nunca faltaram narradores para contar as histórias dos senhores de escravos, disse certa feita o abolicionista Frederick Douglass. Terceiro ato: Demétrio Magnoli nos alertou neste jornal no último dia 4 sobre o “avanço da doutrina racialista” e sobre os “ressentimentos nutrem o racismo”. Lamenta que negros veem a política “como profissão: meio de ganhar a vida e produzir patrimônio” ...

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Christian Cooper no Central Park, em Nova York. (Foto: Brittainy Newman/The New York Times)

Ciências naturais e racismo: o caso de Christian Cooper

Em junho deste ano, observamos em todo o mundo o levante do movimento Black Lives Matter ou Vidas Negras Importam, tanto em manifestações nas ruas quanto com o uso de hashtags nas diferentes redes sociais, em resposta à violência policial explícita no caso de George Floyd, assassinado em Minneapolis, EUA. As manifestações trouxeram à tona o racismo persistente e institucional contra a população negra em diferentes sociedades e a permanência das desigualdades raciais. Ainda dentro do tema, na semana do meio ambiente, entre os dias 31 de maio e 5 de junho, iniciou-se o movimento #BlackInNature e a #BlackBirdersWeek, também em resposta ao episódio de racismo sofrido por Chris Cooper, conhecido observador de aves no Central Park, NY. Cooper é membro do conselho da Audubon Society em Nova York, onde promove a conservação dos espaços ao ar livre e inclusão de todas as pessoas nesses espaços. Após caminhada para observação ...

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Leci Brandão Crédito: Marcos Hermes/Divulgacao

Leci Brandão relembra dia em que foi barrada em portaria por ser negra e discute racismo hoje: ‘Estamos sendo vistos, mas precisamos ser ouvidos’

Leci Brandão foi ao prédio de número 112 da Rua Doutor Otávio Kelly, na Tijuca, Zona Norte do Rio, apenas para deixar a mãe, que ficou de visitar uma amiga na tarde daquela segunda-feira, 18 de agosto de 1980. Chegando lá, a cantora decidiu acompanhar Dona Lecy até o elevador. Mas, para surpresa de mãe e filha, ambas foram barradas pelo porteiro, que indicou para elas a entrada de serviço. Sem entender bem o que estava acontecendo, a artista perguntou ao funcionário por que ele estava as impedindo. Nunca mais se esqueceu da resposta: "Vocês são duas negras, não sei se são empregadas". Como conta a própria Leci ao Blog do Acervo, naquele momento, "o tempo fechou". - Sou uma pessoa educada, mas a indignação foi tanta que eu parti pra cima do porteiro. Até quebrei os óculos dele - relembra a cantora, que hoje também é deputada estadual (PCdoB-SP), ...

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Krespinha (Foto: BOMBRIL)

Bombril retira ‘krespinha’ do mercado: acusações de racismo fazem marcas reverem produtos

A fabricante de produtos de limpeza Bombril anunciou a retirada da marca de esponja de aço 'Krespinha' do mercado após ser acusada de racismo nas redes sociais. Usuários afirmaram que o nome do produto remetia aos cabelos crespos, o que levou a empresa a ficar entre os tópicos mais comentados de quarta-feira (17) no Twitter. Eles lembraram ainda que, na década de 1950, a publicidade de uma esponja de aço com o mesmo nome trazia a imagem de uma criança negra e fazia alusão a seu cabelo. Não se trata, no entanto, da primeira marca a ser alvo de escrutínio público e ceder a pressões das redes sociais. Ao redor do mundo, produtos acusados de racismo vêm sendo reformulados ou retirados do mercado, na esteira dos protestos antirracistas após a morte do americano George Floyd. Floyd, um homem negro de 46 anos, foi morto por um policial branco nos Estados ...

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Imigrante com máscara caminhando no Centro de Santiago - (Foto: Natalia Espina)

Pandemia produz aumento dos casos de racismo contra imigrantes negros no Chile

Além da crise na saúde e dos efeitos econômicos gerados pela pandemia do novo coronavírus, também existem as consequências sociais que são claramente vistas nos noticiários, mas não necessariamente como um problema. Uma dessas consequências é o aumento da discriminação aos imigrantes. Embora o problema seja mais comum em países onde esse tema é mais politicamente explorado, como nos Estados Unidos, ele também está presente na América do Sul, e um dos exemplos é o Chile, que assim como os norte-americanos, também é governado por um mega empresário neoliberal: Sebastián Piñera. Com a chegada da pandemia ao Chile, a vida dos imigrantes nesse país andino, que já era muito difícil, passou a ser ainda pior, já que muitas comunidades começaram a ser estigmatizadas,  especialmente as de haitianos, colombianos e venezuelanos, que contam com muitas pessoas negras, as que mais costumam ser prejulgadas como potenciais contagiados. Em um episódio ocorrido na última semana, ...

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McDonald’s fecha restaurante que vetou a entrada de negros

Um restaurante da McDonald’s Corporation na China foi fechado temporariamente pela rede, após acusações de racismo. Do Hypeness (Foto: chöning/ullstein bild/Getty Images) Depois do estopim da pandemia de coronavírus no país, o comércio está voltando a funcionar fisicamente, incluindo restaurantes. Funcionários da unidade do McDonald’s voltaram a trabalhar, mas se recusaram, explicitamente, a servir clientes por eles serem negros. No estabelecimento, havia inclusive uma placa declarando que os negros não estavam “autorizados a entrar” – amável causou revolta e logo viralizou nas redes sociais. O caso foi denunciado por movimentos que lutam pelo direito à igualdade racial. A discriminação contra africanos na região de Guangzhou, onde o caso ocorreu, tem se tornado cada vez mais rotineira e tem crescido motivada por rumores de que os nigerianos que moravam no distrito “Little Africa” ​​da cidade estavam espalhando uma nova onda de infecções por coronavírus. Várias nações africanas ...

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Racismo Ambiental

O que podemos aprender com a Netflix e o contexto atual? Por Edson Lopes, Do Instituto Ethos (Foto: Unsplash) Está disponível na Netflix o documentário There’s Something in the Water coproduzido pela professora Ingrid Waldron e codirigido por Ellen Page, Ian Daniel e Julia Sanderson. O filme é baseado em um livro de mesmo título da professora Waldron e aborda a historicidade do racismo ambiental e os impactos na saúde de comunidades negras e indígenas no Canadá, na região da Nova Escócia. Enquanto Trump, ao início de seu mandato, bradava contra a imigração e assediava jornalistas, o primeiro ministro Justin Trudeau reagia anunciando que os que fugiam de perseguições, do terror e de guerras, seriam bem-vindos no Canadá. Este, então, anunciava que a diversidade e o multiculturalismo, aos moldes liberais, eram a força do Canadá. Naquele momento, Trudeau e Merkel compunham o contrapeso à internacionalização do ...

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Foto: Derik Hamilton/AP

Piloto Kyle Larson é demitido de equipe da Nascar após ato racista

Depois de dizer “você consegue me ouvir, seu preto?” durante uma corrida virtual, piloto foi desligado da Chip Ganassi No Lance! Kyle Larson (Foto: Derik Hamilton/AP) O americano Kyle Larson não é mais piloto da Chip Ganassi na Nascar . O piloto teve o contrato encerrado pela equipe nesta terça-feira (14), após perder todos os patrocínios e ser suspenso por tempo indeterminado depois de usar um termo racista durante uma corrida virtual organizada pelos competidores da principal categoria do automobilismo americano. “Depois de muito considerar, a Chip Ganassi determinou o fim do relacionamento com Kyle Larson. Como nós dissemos antes, os comentários que Kyle fez foram ofensivos e inaceitáveis, especialmente considerando os valores de nossa organização. Como nós continuamos avaliando a situação com todas as partes relevantes, ficou óbvio que esta foi a única ação apropriada para ser seguida”, declarou a Ganassi, em comunicado. Durante os ...

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Photo by David Hogsholt/Getty Images)

‘Se você é negro, não pode sair’: africanos na China enfrentam racismo na repressão de Covid-19

Os africanos na maior cidade do sul da China dizem que se tornaram alvos de suspeita e foram submetidos a despejos forçados, quarentenas arbitrárias e testes em massa de coronavírus, enquanto o país intensifica sua luta contra infecções importadas. Por Célio Taylor, do Vanguarda  Photo by David Hogsholt/Getty Images) A China diz que reduziu amplamente o surto de Covid-19, mas um conjunto recente de casos vinculados à comunidade nigeriana de Guangzhou provocou a suposta discriminação por parte de moradores e autoridades de prevenção de vírus. As autoridades locais do centro industrial de 15 milhões de habitantes, disseram que pelo menos oito pessoas diagnosticadas com a doença passaram algum tempo no distrito de Yuexiu, conhecido como “Pequena África”. Cinco eram cidadãos nigerianos que enfrentaram raiva generalizada depois que surgiram relatos de que haviam quebrado uma quarentena obrigatória e foram a oito restaurantes e outros locais públicos em ...

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Denis Balibouse/REUTERS

Diretor da OMS revela ter sido alvo de ameaças de morte e insultos racistas

Tedros Adhanom Ghebreyesus, diretor-geral da OMS (Organização Mundial da Saúde), revelou hoje ter recebido ameaças de morte e insultos racistas enquanto conduz os esforços globais para combater a pandemia do novo coronavírus. Do UOL  Tedros Adhanom Ghebreyesus, diretor-geral da OMS (Denis Balibouse/REUTERS) "Posso contar os ataques pessoais que vêm ocorrendo há mais de dois, três meses. Abusos ou comentários racistas, me dando nomes, 'negro'. Tenho orgulho de ser negro", começou dizendo Ghebreyesus durante a entrevista coletiva da entidade. "Não me importo. Para ser sincero, até ameaças de morte. Eu não dou a mínima", completou. O assunto foi abordado quando Tedros Adhanom Ghebreyesus pedia que os países se unissem e que parassem de "politizar o vírus". "Taiwan me chamou de 'negro'. Eles começaram a me criticar e estavam me desprezando. Eles podem continuar, eu não ligo. Eu tenho orgulho de ser um homem negro", enfatizou o líder ...

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Foto: Paulo Victor Nadal / Bahia Notícias

Justiça condena mulher que cometeu crime de injúria racial contra Olívia Santana

O Tribunal de Justiça da Bahia condenou pelo crime de injúria racial a ré Neilda Giroldelli, responsável por atacar a então secretária Olívia Santana durante uma festa no Hotel Catussaba em 2018. Por Mari Leal, do Bahia Notícias Olívia Santana (Foto: Paulo Victor Nadal/Bahia Notícias) Neilda foi condenada a 2 anos e 7 meses de reclusão, e a juíza substituiu a pena por duas restrições de direitos, que consiste em prestação de serviços a comunidade, em local a ser definido pelo juízo de execução, e limitações durante os finais de semana. A indicação do trabalho social deverá atender, preferencialmente, entidade de assistência à população afrodescendente A outra ré, Eutalia Moraes de Araújo, aceitou a proposta do Ministério Público, para conceder cestas básicas para uma instituição e obteve a suspensão condicional por 2 anos, desde que cumpra o acordo. "Estou satisfeita com a punição. Quando denunciei o ...

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Nina Lemos (Foto: Giovanni Bello)

Caso Rodrigo Branco. Até quando nós, brancos, vamos deixar racismo para lá?

Na segunda-feira à noite, um guia turístico "amigo" de várias celebridades, entre elas Xuxa, Rodrigo Faro e Ivete Sangalo (e por isso meio famosinho na internet também), cometeu crime de injúria racial ao vivo, em uma live. O guia turístico Rodrigo Branco, ex diretor da Band, disse as seguintes coisas: Por Nina Lemos, do Universa Nina Lemos (Foto: Giovanni Bello) Sobre Thelma, a única mulher negra no BBB: "Ela tem torcida só porque é negra e coitada." Sobre Maju Coutinho: " Eu assisti hoje ao Jornal Hoje e ela fala tudo errado. Ela só está lá por causa da cor. Ela não tem uma carreira, ela nunca foi repórter de campo, ela fala tudo errado e eu como diretor de TV, vou te falar, ela lê o TP (teleprompter) errado" Quando li que isso tinha acontecido, pensei que talvez esse fosse um assunto para esse blog. ...

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Quando o amigo é racista, a amizade e o respeito acabam

O empresário Rodrigo Branco fez comentários racistas sobre Maju Coutinho e Thelma Assis na live da então amiga, a DJ Ju de Paulla Por Ana Carolina Pinheiro. da  Cláudia Imagem retirada do site Cláudia O peso do racismo é tão forte, que, mesmo quando somos vítimas, sentimos culpa e medo de sermos responsabilizados por ele existir. A influenciadora e DJ Ju de Paulla sentiu na pele essa pressão psicológica na tarde desta segunda-feira (30) durante uma live em seu Instagram. “A maioria me apoiou, mas bateu uma preocupação, já que sou sempre tão cheia de argumentos e não consegui ter naquela hora”, disse a influenciadora sobre a fala racista que seu, até então, amigo, o publicitário Rodrigo Branco, fez na sua transmissão ao vivo. ”O racismo também é isso, ele pega a gente desprevenido e nos deixa sem palavras”, comenta Ju. A ideia inicial de conversar ...

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Pixabay

Coronavírus expõe o racismo ambiental: negros são o corpo que o Estado secou

No país, cerca de 29 milhões não usufruem de saneamento básico e 6,2 milhões não têm água potável. E em sua maioria são negros Por Paulo Ramos no Rede Brasil Atual Pixabay O saneamento básico e a distribuição de água potável nas favelas e periferias jamais foram serviços efetivamente oferecidos no Brasil. Nesses territórios de extrema vulnerabilidade, atores demarcados por classe, gênero, sexualidade e sobretudo ‘raça’, em que negros e negras têm seus corpos marcados de forma atemporal, são condicionados a sobreviver na miséria. Em tempos de pandemia de coronavírus e quarentena, para sobreviver precisamos de procedimentos de higienização do corpo, mas antes o saneamento básico e a água potável são fundamentais, não só para limpeza, mas para o bem comum. Sabemos, no entanto, que o princípio da universalidade constituído ao bem comum não atende às demandas do povo preto e periférico. A seletividade aos corpos pretos ...

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