“Bullying virtual” em site de perguntas levou garota inglesa a suicídio, diz pai

O pai de Hannah Smith, uma garota de 14 anos que se matou na semana passada na Inglaterra, disse que a causa do suicídio foram sucessivos insultos feitos por pessoas por meio da rede social de perguntas Ask.fm.

As mensagens, cuja autoria é mantida em anonimato por padrão, diziam para a garota se matar.

A empresa que controla o site disse que ajudará as autoridades na investigação do caso.

Hannah, de Lutterworth, Leicestershire, havia entrado no Ask.fm em busca de apoio moral por conta de seu tratamento de eczema, um tipo de inflamação persistente da pele que pode ser crônico, disse seu pai Dave Smith ao jornal britânico “Mirror”.

Em seu perfil no Facebook, segundo a BBC, o Dave escreveu: “Acabei de ver a agressão feita a minha filha por pessoas no ask fm e o fato de essas pessoas serem anônimas é errado”.

“Quantos outros adolescentes vão se matar por causa do abuso on-line antes que algo seja feito? Essas pessoas doentes podem esconder-se por trás de uma máscara de anonimato enquanto agridem vulneráveis adolescentes”, disse Dave ao “Mirror”.

“Perdemos Hannah da pior maneira possível.”

Hannah foi encontrada enforcada na sexta-feira passada (2).

Posteriormente, em uma página no Facebook criada em homenagem à garota, algumas pessoas continuavam a menosprezá-la. “É covardia”, escreveu um. “Uma maluca feia a menos no planeta”, disse outro.

Algumas pessoas organizaram-se para boicotar a rede social. “Desabilite seu Ask.fm. Você também pode ser vítima de ofensas um dia. Precisamos reduzir o número de adolescentes que cometem suicídio. RIP Hannah”, escreveu a usuária Sophie Muscat no Twitter.

Criado na Letônia, o site Ask.fm permite que usuários criem perfis públicos em que qualquer pessoa pode escrever –preferencialmente perguntas–, identificando-se ou não. Há uma opção “curtir” semelhante à do Facebook e ferramenta para seguir páginas.

Segundo o ranking Alexa, o site é o 139º mais visitado no mundo atualmente e o 73º mais popular no Brasil.

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Um em cada cinco adolescentes pratica bullying no Brasil

 

Fonte: Folha de S.Paulo 

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