Cineclube Afro Sembene exibe Selma dia 15 de agosto na PUC Consolação

Dia 15/08, sábado, excepcionalmente às 17 horas, Cineclube Afro Sembene e Fórum África exibem o filme Selma – Uma luta pela igualdade, em homenagem à independência de paises africanos ocorridas em agosto e ao Dia dos Pais. Convide seus familiares, amigos, alunos, vizinhos, colegas de trabalho e venha fazer parte desta marcha.

Do Cineclube Afro 

Para o segundo domingo de agosto, Dia dos Pais, os convites e opções são muitas: passeios, caminhadas, piqueniques, almoços, presentes, conversas, mensagens, carinhos, planos, perspectivas. Segundo Cunha Matos “A África também nos civilizou”. Por isso, o mês de agosto marca também a independência de alguns países africanos: Benin, Niger, Jamaica, Chade, Trindade e Tobago, Costa do Marfim e Libéria. Cujos processos para tornaram-se independentes merecem ser conhecidos, debatidos, divulgados. Vale lembrar: pai não é só o pai biológico. Pai é todo aquele que se preocupa e gosta da gente, cuida, conversa, repreende, orienta, dá carinho, apoio, amizade e está sempre do nosso lado. Tanto que às vezes quem ganha homenagens é o padrasto, o padrinho, o tio, o irmão, um amigo da família, uma liderança notável.

 

Já dizia o bispo sul-africano Desmond Tutu: Não estamos lutando pela liberdade das pessoas negras, mas liberdade dos brancos. Porque, quando você é o opressor, você é a pessoa escravizada, desumanizada por si mesmo”. Neste contexto, todo pai (incluindo mãe – é expressivo o número de mulheres chefes de família) que se preza, almeja e busca empreender a seu modo ou de forma coletiva, uma vida e um futuro melhor para si e para os seus filhos. E por extensão ao meio ou país onde vivem e viverão. Tanto que um grande pai certa vez disse: “Eu tenho um sonho que minhas quatro pequenas crianças vão um dia viver em uma nação onde elas não serão julgadas pela cor da pele, mas pelo conteúdo de seu caráter”. O sonho deste pai continua aceso tanto em pais célebres quanto anônimos. Martin Luther King Junior deixou de ser singular para ser plural, a exemplo de Zumbi, Rainha Nzinga, Mandela, Rosa Parks, Luis Gama, Luisa Mahin, Steve Biko, Malcon X, Yaa Asantewaa, Gandhi, Elizabeth Eckford, Che Guevara, dentre outros e outras que se empenharam por um mundo mais justo e mais humano. Nossos agradecimentos pelas referências que nos deram, pelos ensinamentos que permanecem nos dando.

 

A luta dos negros no mundo continua. Avanços têm ocorrido, mas ainda há muito por fazer. Seja pela família, seja pela nação, seja pelo continente, seja pela humanidade. Para que seus filhos e filhas sejam cidadãos e cidadãs responsáveis, respeitáveis, auto-suficientes. É com este propósito que o Cineclube Afro Sembene e a associação Fórum África exibem Selma – Uma luta pela igualdade, filme de Ava DuVernay, seguido de roda de conversa, no campus da PUC Consolação, dia 15 de agosto, excepcionalmente às 17 horas, Rua Marquês de Paranaguá nº 111, sala 20. Coordenação: Vanderli Salatiel, Saddo Ag Almoloud e Oubí Inaê Kibuko.

 

Filme: Selma – Uma luta pela igualdade

Direção de: Ava DuVernay.

Sinopse: Em 1964, enquanto Martin Luther King Jr. recebe seu Nobel da Paz, diversos afro-americanos, como Annie Lee Cooper de Selma, ainda não têm acesso a inscrição nos cadernos eleitorais. Para garantir o direito de voto para todos os afro-americanos, Martin Luther King então reúne-se com o Presidente Lyndon B. Johnson, para que ele possa criar uma lei que proteja os negros que querem votar. Martin, em seguida, vai para Selma, no interior do Alabama, com Ralph Abernathy, Andrew Young e Diane Nash. Lá eles encontram vários ativistas da Conferência da Liderança Cristã do Sul (SCLC). Como Martin Luther King se torna importante, John Edgar Hoover tenta convencer o presidente Johnson para monitorar e prejudicar ainda mais seu casamento com Coretta King. Como as tensões vão aumentando, King e seus sócios decidem realizar as Marchas de Selma a Montgomery, enfrentando a violência das forças policiais locais, liderados pelo xerife Jim Clark e o Governador George Wallace.

Duração: 128 minutos

 

Segundo observação de Bruno Carmelo ao filme: “O pastor protestante Martin Luther King lutava pelo direito das minorias, pela redução das desigualdades, pela retirada de privilégios da elite. Esta é uma boa luta, ainda mantida por parte das comunidades cristãs. Mas nos tempos conservadores atuais, com tantos políticos fazendo da religião uma política, é interessante ver um homem que optou pelo caminho contrário, fazendo da política uma religião”.

 

Entrada franca. Pede-se a colaboração voluntária de 1 quilo de alimento não perecível. Ou roupas, calçados, cadernos, livros, jornais, revistas, material de higiene e limpeza. Serão doados ao Arsenal Esperança/Missão Paz, que atende diariamente centenas de estrangeiros, inclusive africanos.

 

Informações: www.cineclubeafrosembene.blogspot.com.br

www.forumafricabrasil.ning.com

www.tamboresfalantes.blogspot.com.br

 

Realização: Fórum África

Apoio: Cabeças Falantes, Agenda Guilherme Botelho Junior, Quilombhoje

Cineclube Afro Sembene: Nosso encontro mensal com o cinema africano.

Compareça e ajude a divulgar.

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