terça-feira, julho 7, 2020

    Tag: Cinema

    Joel Zito Araújo (Foto: Leila Fugii)

    Joel Zito Araújo: o cinema do real contra o racismo e a alienação das fake news

    O tema é o que pode haver de mais político nestes tempos de ódio: a amizade, que, na sua narrativa, une dois craques do samba. Mas em paralelo à sua imersão na lealdade, pelas vias da fábula, o realizador de “A Negação do Brasil” (2000) e de “Meu Amigo Fela” (lançado em Roterdão, em 2019, e laureado em Los Angeles, no Burkina Faso e Camarões) tem um mar de debates para navegar nas ondas da web. As suas reflexões hoje são disputadas nas mais prestigiadas instituições de ensino e de pesquisa, como a casa de Machado de Assis no Rio de Janeiro, a Academia Brasileira de Letras (ABL), e por universidades de todo o Brasil e do exterior. Nesta sexta-feira, às 16h no Brasil (20h em Portugal), o cineasta – cada vez mais relevante como documentarista, mas sempre reverenciado pelo lírico melodrama “Filhas do Vento”, de 2004 – vai debater fake news com o crítico Fernão Ramos, no ...

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    Imagem do novo filme de animação 'Soul' da Pixar — Foto: Divulgação

    Pixar lança novo trailer de ‘Soul’; assista

    O teaser de um minuto mostra um dia típico na vida de Joe, o protagonista dublado por Jamie Foxx, que é professor de música do ensino médio. A Pixar lançou novo trailer do filme de animação "Soul". O teaser de um minuto mostra um dia típico na vida de Joe, o protagonista dublado por Jamie Foxx, que é professor de música do ensino médio. "Música é vida. Você só precisa saber onde procurar ”, diz Joe no trailer. “Gaste seu tempo precioso fazendo o que trará à tona o seu verdadeiro eu, brilhante e apaixonado que está pronto para contribuir com algo significativo neste mundo. Prepare-se, sua vida está prestes a começar". Joe sonha em ser um artista de jazz, mas antes que ele consiga, um acidente inesperado faz com que sua alma se separe do corpo. Ele então é transportado para o Great Before, um lugar fantástico onde novas ...

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    Montagem de Tropa de Elite (Foto: Reprodução) e Segundo Sol (Foto: /Instagram/João Cotta/Divulgação/Imagem retirada do site Rolling Stone)

    Como violência policial e racismo são normatizados pela produção audiovisual brasileira

    O adolescente João Pedro morreu há um mês, no dia 18 de maio de 2020. Vítima de uma ação das polícias civil e federal, o estudante negro foi baleado dentro de casa no Complexo do Salgueiro, em São Gonçalo, Região Metropolitana do RJ. Parentes acharam o corpo 17 horas depois, no IML(Instituto Médico-Legal) de Tribobó. O caso é apenas mais um que representa a violência policial e o racismo sistêmico no Brasil. Apesar de declarações relacionadas à morte do adolescente, as mobilizações nacionais se intensificaram com a morte de George Floyd, homem negro assassinado por policiais brancos nos Estados Unidos. Alguns questionamentos feitos nas redes sociais remetem ao porquê de brasileiros se mobilizaram fortemente apenas após o caso George Floyd - e um dos motivos pode ser a forma que produções audiovisuais a e própria imprensa brasileira acabam, muitas vezes, normatizando a violência e o racismo. “Isso mostra muito sobre ...

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    Divulgação

    ‘Destacamento Blood’: Spike Lee expõe feridas da guerra e do racismo

    “Os irmãos não morrem, se multiplicam”. A questão racial é uma das fortes pautas atuais e o cinema como manifestação artística tem muito a dizer sobre isso. Utilizando abordagens distintas, vários diretores discutem essa mazela social: Ava Duvernay (“Selma” e “A 13ª Emenda”), por exemplo, resgata recortes históricos para mostrar como o racismo estrutural possui raízes profundas, enquanto Barry Jenkins (“Moonlight” e “Se a Rua Beale Falasse”) constrói uma filmografia pautada no poético e simbólico. No entanto, certas coisas precisam ser ditas de forma mais incisiva e expositiva e cabe a Spike Lee assumir essa postura. Responsável por obras ácidas como “Faça a Coisa Certa”, “A Hora do Show” e “Infiltrado na Klan”, Lee assina a direção de “Destacamento Blood” – longa disponível na Netflix – trazendo a discussão racial para a guerra do Vietnã. A produção mostra um lado pouco visto na historiografia norte-americana: a participação dos soldados afro-americanos ...

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    Reprodução/'E o Vento Levou'

    “E o Vento Levou” retirado da HBO Max após protestos contra o racismo

    O filme "E o Vento Levou" foi retirado da plataforma de streaming HBO Max na terça-feira (9), no momento em que grandes protestos contra o racismo e a brutalidade policial levam os canais de televisão revisar o conteúdo oferecido. O longa-metragem de 1939 sobre a Guerra Civil americana, que venceu oito estatuetas do Oscar, incluindo melhor filme, continua sendo uma das maiores bilheterias de todos os tempos (quando são calculados os ajustes pela inflação), mas sua representação de escravos conformados e heroicos proprietários de escravos é alvo de críticas. "'E o Vento Levou' é um produto de seu tempo e contém alguns dos preconceitos étnicos e raciais que, infelizmente, têm sido comuns na sociedade americana", afirmou um porta-voz da HBO Max em um comunicado enviado à AFP. "Estas representações racistas estavam erradas na época e estão erradas hoje, e sentimos que manter este título disponível sem uma explicação e uma ...

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    Reprodução/Facebook

    ‘Cine África | Em Casa’ promove sessões virtuais de filmes africanos

    Entre os meses de maio e julho, a Mostra de Cinemas Africanos promove o Cine África | Em Casa, encontros virtuais para conversar sobre filmes africanos com convidados de todo o Brasil. Adaptando-se ao formato digital, imperativo em tempos de isolamento social, o projeto apresenta nove sessões (três por mês) em torno de filmes do Senegal, Angola, Nigéria, África do Sul, Mali e Mauritânia. Para participar dos encontros gratuitos, os interessados devem se inscrever em mostradecinemasafricanos.com e aguardar instruções para assistir o filme de cada semana. As sessões acontecem sempre aos sábados (os três últimos de cada mês) e sempre às 16h. A programação abrange o período de três meses e pode se estender caso o isolamento social permaneça. A programação foi montada com base em títulos disponíveis em plataformas de streaming como YouTube (um dos títulos está disponível na Netflix), todos legendados em português. Nas datas e horários programados, ...

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    Imagem retirada do site

    Morreu Sarah Maldoror, pioneira do cinema africano

    Morreu Sarah Maldoror, que ajudou a fazer renascer o que nunca morreu. Pioneira do cinema africano, militante anticoloniasta, foi autora dos filmes Monangambé e Sambizanga. Foi mulher de Mário Pinto de Andrade. Por Ferreira Fernandes, do Diário de Notícias Sarah Maldoror (Imagem retirada do site Diário de Notícias) O pai era da caribenha ilha de Guadalupe, a mãe do sul de França, e o nome que Sarah se deu adulta homenageava o poeta franco-uruguaio Lautréamont, autor de Os Cantos de Maldoror. A cineasta Sarah Maldoror morreu hoje, 13 de abril, em Paris, vítima do coronavírus, aos 91 anos. Sarah Maldoror foi casada com o poeta e político angolano Mário Pinto de Andrade, fundador e primeiro presidente do MPLA. Em 1956, então dedicada ao teatro, Sarah Maldoror fundou Les Griots, a primeira companhia de atores africanos e caribenhos em Paris. Para lutar contra os exclusivos "papéis de ...

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    El - A atriz portuguesa Isabél Zuaa Foto: Kenny Hsu / Kenny Hsu | Styling: Matheus Martins

    Nome quente no cinema nacional, a portuguesa Isabél Zuaa viverá Lilith

    Enquanto termina de gravar novo longa, atriz conta como se inspirava em novelas da Globo durante a infância e fala sobre a sua rotina entre Portugal e Brasil Por Eduardo Vanini, do O Globo El - A atriz portuguesa Isabél Zuaa Foto: Kenny Hsu / Kenny Hsu | Styling: Matheus Martins Isabél Zuaa tem as novelas da Globo como as suas primeiras oficinas teatrais. Ela se lembra de, ainda menina, caminhar pelas ruas da Zona Rural de Lisboa, onde morava, imitando a personagem Dara, interpretada por Tereza Seiblitz em “Explode coração”, sucesso da década de 1990. “Andava cheia de panos, dizendo: ‘Eu sou uma cigana preta’”, recorda-se a atriz portuguesa, de 32 anos, em meio a risadas. As primas acabavam envolvidas na brincadeira, nem sempre prazerosa para “amadores”. “Eu reproduzia as cenas, e elas ficavam exaustas, porque tinham que ensaiar. Diziam: ‘não quero mais brincar com ...

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    Crédito: Getty Images/iStockphoto

    20 anos do Dogma feijoada – Cinema negro, afrofuturismo e raptura da história de Marielle bela branquitude

    Em 2016, a pesquisa intitulada “A cara do cinema Nacional” realizada pela Universidade Estadual do Rio de Janeiro, constatou a inexistência de mulheres negras diretoras e roteiristas no mercado cinematográfico brasileiro. Muito se fala sobre a (sub) representatividade de pessoas Por  Naomi Cary, enviado para o Portal Geledés Crédito: Getty Images/iStockphoto negras nas telas de cinema e televisão, como se esse resultado pouco tivesse a ver com a forma como nós, pessoas negras, somos afastadas do universo da produção audiovisual. Ou seja, se não estamos atrás das câmeras, muito dificilmente nossa imagem estará impressa nela – pelo menos como queremos e precisamos ser vistos. Tal pesquisa, entretanto, foi considerada tendenciosa por grande parte dxs cineastas negrxs. Como afirmou a cineasta negra Camila de Moraes (diretora do documentário "O Caso do Homem Errado" – 2017), em entrevista à revista Galileu “O número (de cineastas negrxs) é muito ...

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    Sou cineasta negra e quero falar do racismo no audiovisual brasileiro

    Há tempos, estamos na luta por outras narrativas possíveis dentro do audiovisual e aprendemos com o movimento negro que não se pode dar "nenhum passo atrás, nem para dar impulso". A nossa luta é por uma sociedade mais igualitária e é coletiva. Por isso, falo no plural a partir daqui - já que há um provérbio africano que nos ensina: "Eu sou, porque nós somos". Aproveito para, neste momento, reverenciar quem veio antes. Se tenho uma carreira consolidada de cineasta negra brasileira foi porque a minha escola foi de excelência; aprendi por meio da observação e da escuta atenta o que Adélia Sampaio, Zózimo Bulbul, Joel Zito Araújo, Jeferson De, Sabrina Fidalgo, Renata Martins, Renato Cândido, Patrícia de Jesus, Vera Lopes, Paulo Ricardo de Moraes e outros grandes nomes brasileiros têm a nos dizer e ensinar. Eu sempre carrego comigo o que eles e tantos outros nos passam: "Nada sobre ...

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    Cena do filme brasileiro “Todos os mortos”- Foto: Hélène Louvart/Divulgação

    Decolonialismo cultural, religioso e ideológico, por Filippo Pitanga

    As ancestralidades não eurocêntricas, outrora subalternizadas no mundo, estão dando a volta por cima através do protagonismo de novas narrativas com a ajuda do cinema Por Filippo Pitanga, da Revista Fórum Cena do filme brasileiro “Todos os mortos”- Foto: Hélène Louvart/Divulgação Coincidência, destino ou convergência cósmica, justo na edição do 70° aniversário da Berlinale e de 30 anos da queda do Muro de Berlim, alguns fantasmas do passado apareceram para tentar soprar as velinhas da revolução. Uma nova faceta nada lisonjeira foi revelada do ex-diretor do Festival de Cinema de Berlim, Alfred Bauer, cujo nome, inclusive, batiza um dos prêmios da competição. Seu envolvimento pregresso com o nazismo veio à tona apenas este ano de 2020, culminando na expiação pública de mea culpa por parte da produção e curadoria, que cancelaram o prêmio. Afinal, tais representantes simbolizam a escolha de filmes vindos do mundo inteiro no ...

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    Elisabeth Moss, de The Handmaid's Tale (divulgação)

    Crítica: O Homem Invisível transforma masculinidade tóxica em terror

    A Universal Pictures já foi a principal referência do cinema de horror em Hollywood, lar do primeiro “Drácula”, depois “Frankenstein”, “A Múmia”, “O Homem Invisível”, “O Lobisomem” e “O Monstro da Lagoa Negra”, que renderam variadas continuações e derivados. Foi um sucesso estrondoso que durou mais de duas décadas, entre os anos 1930 e 1950. E que nunca mais se repetiu. Tanto que as tentativas de retomar essa era de ouro resultou numa sucessão de fracassos – tendência comprovada, recentemente, entre as refilmagens de “O Lobisomem” de 2010 e “A Múmia” de 2017. Por Ailton Monteiro, do Pipoca Moderna Elisabeth Moss, de The Handmaid's Tale (Divulgação) “O Homem Invisível”, inspirado na obra centenária do escritor W.G. Wells, jamais foi um personagem tão marcante quanto os demais. Mas o australiano Leigh Whannell, apesar de ter dirigido apenas dois longas, já tinha originado duas franquias de terror bem-sucedidas, ...

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    Jordan Peele | ANGELA WEISS/AFP/Getty Images

    ‘Candyman’, terror coescrito e produzido por Jordan Peele, ganha trailer; ASSISTA

    Continuação do filme de 1992 tem estreia prevista no Brasil para 11 de junho de 2020. No G1 Jordan Peele (Foto: ANGELA WEISS/AFP/Getty Images) 'Candyman', novo terror escrito por Jordan Peele, ganha trailer; ASSISTA "Candyman", novo terror coescrito e produzido por Jordan Peele ("Corra!"), ganhou trailer nesta quinta-feira (27). Assista ao vídeo acima. O filme, que tem estreia no Brasil prevista para o dia 11 de junho, serve como uma continuação do clássico cult de 1992 "O mistério de Candyman" O novo "Candyman" também como uma tentativa de reiniciar a franquia, que contou com duas sequências nos anos 1990. A série adapta o conto "The forbidden", do escritor Clive Barker, com a história de uma lenda urbana que se torna real, um escravo assassinado que aparece em busca de vingança toda vez que alguém fala seu nome cinco vezes em frente a um espelho. O filme ...

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    ‘Luta por Justiça’ questiona a desigualdade racial na prisão

    Baseado em história real, longa conta a história de jovem advogado que defende pessoas que não tiveram representação legal apropriada Por Larissa Godoy e Matheus Alleoni, Do Terra Michael B. Jordan vive o advogado Bryan Stevenson e Jamie Foxx, o acusado, Walter McMillian (Foto: JAKE GILES NETTER/DIVULGAÇÃO/JC) Luta por Justiça é um dos melhores e mais tristes que você verá em sua vida. Baseado na autobiografia Just Mercy: A Story of Justice and Redemption, de Bryan Stevenson, o filme do cineasta Destin Daniel Cretton conta a história de um jovem advogado que compromete a sua vida a defender condenados que não tiveram representação legal apropriada. Recém-formado em Harvard, Bryan — vivido por Michael B. Jordan, muda-se para o Alabama, Estado norte-americano conhecido por ser altamente segregado e racista, e com o apoio da advogada local Eva Ansley, papel de Brie Larson, cria o Equal Justice Iniciative, ...

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    Cena do Filme 'Todos os Mortos'.VITRINE FILMESf

    Traumas e consequências da escravidão tomam o foco do cinema nacional

    Brasileiro ‘Todos os Mortos’, que disputará o Urso de Ouro na Berlinale, mostra a história de duas famílias depois da abolição da escravatura no país Por JOANA OLIVEIRA, do El País Cena do Filme 'Todos os Mortos'.VITRINE FILMESf Na São Paulo de 1899, uma década após a abolição, os fantasmas do passado ainda caminham entre os vivos. As mulheres da família Soares —a mãe, Isabel, e suas filhas, Maria e Ana, antigas proprietárias de terra, tentam se agarrar ao que resta de seus privilégios, enquanto Iná Nascimento, que viveu muito tempo escravizada, luta para reunir seus entes queridos em uma nova configuração social que ainda se apresenta hostil. A história arranca quando Josefina, empregada doméstica antes escravizada pela família Soares, morre. É entre o passado conturbado e o futuro incerto que a trama dessas mulheres se desenrola. Esse é o enredo de Todos os Mortos, filme ...

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    "É obrigação daqueles que criaram, perpetuaram e beneficiaram de um sistema de opressão que o desmontem. E esses somos nós", afirmou (Foto: PA Images via Getty Images)

    “Estamos a dizer às pessoas de cor: vocês não são bem vindas aqui. E eu sou parte do problema”. O discurso de Joaquin Phoenix nos BAFTA

    "Também faço parte do problema. Não fiz tudo o que estava ao meu alcance para garantir que os sets em que trabalhei eram inclusivos", disse Phoenix ao receber o prémio de Melhor Ator por "Joker". No Observador "É obrigação daqueles que criaram, perpetuaram e beneficiaram de um sistema de opressão que o desmontem. E esses somos nós", afirmou (Foto: PA Images via Getty Images) Foi um dos vencedores da noite em que a academia britânica de cinema entregou os seus prémios anuais. Venceu na categoria de Melhor Ator, pela prestação em “Joker” (a mesma que lhe deu o Globo de Ouro e que o coloca como favorito nos Óscares) e quando subiu ao palco para receber a estatueta, deu o discurso mais forte da noite. Começou por confessar-se “honrado e privilegiado” por vencer, reconhecendo também a importância da academia britânica no percurso do ator: “Os BAFTA ...

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    20200127 - TIRADENTES/MG - 23ª MOSTRA DE CINEMA DE TIRADENTES - SEMINÁRIO ENCONTRO COM OS FILMES Local: CINE-TEATRO SESI Bate-papo do filme UM DIA COM JERUSA, com a presença da diretora e convidados. • Crítica convidada: Letícia Bispo | DF Mediadora: Lila Foster – curadora | DF- Foto Netun Lima/Universo Produção

    O Aniversário é de Jerusa, Mas o Presente é Nosso

    Um Dia Com Jerusa abriu a Mostra Imaginação Como Potência, tema central da 23a. Mostra de Cinema de Tiradentes.  Dirigido pela cineasta Viviane Ferreira o longa é um compromisso poético com um cinema político de oralidade que não quer nem precisa fazer  concessão à crítica. Por isso mesmo já nasce histórico: Fruto do primeiríssimo e até agora único edital de Longa B.O. Afirmativo da Ancine, de 2016; o longa traz uma equipe feminina e majoritariamente negra que teve a primeira oportunidade na tessitura de um longa estrelado por Lea Garcia, referência histórica do cinema nacional. Vale destacar que do alto de seus 86 anos, dos quais 68 como atriz, é a primeira vez Léa  que protagoniza uma história concebida e executada por mulheres negras. Um filme para ser celebrado.  Por Viviane Pistache para o Portal Geledés  23ª MOSTRA DE CINEMA DE TIRADENTES - SEMINÁRIO ENCONTRO COM ...

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    20200124 - TIRADENTES/MG - 23» MOSTRA DE CINEMA DE TIRADENTES - Abertura Oficial, Os homenageados; Camila Pitanga e Antonio Pitanga - Foto Leo Lara/Universo Produ‹o

    Tempo de Pitanga: Diferenças entre Cinema de Ancestralidade e Cinema de Herdeiros

    Pitanga é uma palavra de origem tupi-guarani que significa rubro-negro. Pitanga é  nome que rebatiza Antonio Sampaio desde que figurou em Bahia de Todos os Santos, filme de Trigueirinho Neto de 1960. O personagem Pitanga se tornou tão permanente na sua história quanto uma tatuagem de corpo e alma. Após 80 anos de vida e mais de 60 anos de carreira, Antônio Pitanga encarna com singularidade a história de quem ousou fazer cinema. Por Viviane Pistache para o Portal Geledés   MOSTRA DE CINEMA DE TIRADENTES - Abertura Oficial, Os homenageados; Camila Pitanga e Antonio Pitanga - Foto Leo Lara/ Universo Produções. A 23a. Mostra de Cinema de Tiradentes abriu o nosso calendário de festivais celebrando a vida e obra do ator Antônio Pitanga e de sua filha Camila Pitanga. Na cerimônia de abertura do festival, Antônio Pitanga refere a si mesmo não como um homem apenas, ...

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    Espaços culturais baianos recebem Mostra Cinema e Direitos Humanos

    As exibições acontecem entre 21 de janeiro até 24 de fevereiro em Salvador e interior do estado. No G1 12ª Mostra de Direitos Humanos 2020 (Imagem: Divulgação) Começou nesta terça-feira (21) e segue até 14 de fevereiro a 12º edição da Mostra Cinema e Direitos Humanos, que é realizado em 14 espaços culturais na capital e interior da Bahia. Os filmes abordam temas como imigração e direitos dos refugiados, direitos das pessoas com deficiência, direito à educação e cultura, inclusão social, direito das crianças e das mulheres, entre outros. Todas as sessões são gratuitas. Entre os vídeos que fazem parte da mostra estão seis produções brasileiras e uma moçambicana: os dois curtas “Nós” e “A Rua é NÓIZ”, e os cinco médias-metragens “À Espera” (Moçambique), “Era um garoto que como eu amava os Beatles e ...

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    Sony Pictures/Divulgação

    Indicada ao Oscar 2020, animação “Hair Love” fala sobre cabelo afro

    O curta-metragem é um dos únicos indicados que possui negros no elenco e produção. Por Maria Clara Serpa, da Cláudia Sony Pictures/Divulgação Depois da divulgação dos indicados ao Oscar 2020 nesta segunda-feira (13), o público e os críticos começaram mais uma vez o debate sobre representatividade na premiação. Como em quase todos os anos, os candidatos são predominantemente homens brancos e a falta de nomes como Lupita Nyong’o, de “Nós”, e Awkwafina e Zhao Shuzhen, de “A Despedida”, que eram promessas, gerou muitos comentários insatisfeitos na internet. Uma das únicas exceções nesse aspecto foi a indicação de “Hair Love” ao Melhor curta-metragem de animação. O filme, lançado online pela Sony Pictures Animation em dezembro, é estrelado por uma família negra e conta a história de um pai que tenta arrumar os cabelos crespos da filha. Mesmo desajeitado, ele não desiste da missão e assiste a tutoriais ...

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