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Da “Conferência” de Promoção da Igualdade Racial  aos  150 anos de Campina Grande: desconstruindo um grande estelionato histórico e político.

Da “Conferência” de Promoção da Igualdade Racial aos 150 anos de Campina Grande: desconstruindo um grande estelionato histórico e político.

Depois de muita luta junto à Secretaria de Educação de Campina Grande consegui obter informações valiosas sobre o relatório dessa pseudo Conferência, que até hoje não trouxe igualdade racial por se tratar de um grande estelionato político vendido para a sociedade campinense. Eu já tinha ido umas três vezes atrás desse documento e sempre recebia uma desculpa esfarrapada por parte da SEDUC para não ter acesso ao relatório. Mas, enfim, depois de tanto insistir com o poder público municipal acabei recebendo por E- mail, o que o movimento negro independente e muitas pessoas já sabiam: a nossa população negra foi vítima de um grande estelionato histórico. Para chegar a essa constatação, tive que fazer uma leitura de certas propostas aprovadas a toque de caixa por pessoas que estavam muito mais interessadas em barganhar vantagens pessoais do que propriamente em lutar por uma Campina Grande afirmativa e livre das desigualdades raciais.
Em primeiro lugar, nunca houve reunião preparatória com todo o conjunto do movimento negro, envolvendo aí umbandistas, candomblecistas, capoeiristas e outros segmentos da cultura afro campinense para se debater a realização da I “Conferência” de Promoção da Igualdade Racial de Campina Grande. Por isso mesmo não podemos aceitar o que está até hoje no site da Prefeitura, dizendo que essa “Conferência” “teve o apoio do Movimento Negro de Campina Grande”. Na verdade, ela contou com o apoio de pessoas que interessavam politicamente para a oligarquia Cunha Lima e seus asseclas de plantão. Por outro lado, a pseudo Conferência também contou com a chancela vergonhosa de pessoas ligadas a um certo núcleo acadêmico da UEPB, um núcleo que ignorou nosso movimento de luta contra o racismo do porte da II Marcha Internacional Contra o Genocídio do Povo Negro, pois não vimos a presença de nenhum professor(a) universitário desse mesmo núcleo nessa atividade em defesa da vida de nossa juventude negra. Como todo mundo sabe, Campina Grande é o vigésimo sexto município onde se mata mais jovens negros no Brasil, segundo o Datasus do Ministério da Saúde. Cadê os integrantes do NEABÍ da Universidade Estadual da Paraíba na marcha do dia 22 de agosto?
Essa idéia de pegar o discurso acadêmico tinha um propósito bem definido. Foi mais uma estratégia politiqueira dos organizadores para dizer que ali estava acontecendo algo sério e com qualidade pedagógica. Assim sendo, temos por dever ético revelar a verdade e como integrante do ativismo negro independente defendo que não podemos de maneira alguma ficar calados diante das manobras sujas, que foram feitas para excluir quem poderia de fato fazer uma Conferência comprometida com as bandeiras de luta do Movimento Negro de Campina Grande e de toda a diversidade afro-brasileira. Eu e Ana Lúcia que representamos o real ativismo do movimento negro, sério, organizado e comprometido com a justiça social para nossa população negra não recebemos convite para fazer parte da comissão de organização ou de grupos de trabalho da I “Conferência” de Promoção da Igualdade Racial de Campina Grande. Qual o motivo dessa exclusão?
Sabemos perfeitamente qual o motivo dessa manobra excludente e carcomida feita pelos organizadores dessa grande farsa política, que foi protagonizada pela oligarquia Cunha Lima que administra a Prefeitura de nossa cidade, mas que contou com o apoio de quem hoje faz parte do Comitê do Juventude Viva, comitê este, que foi montado de forma sorrateira pelo fato de ter sido imposto de forma autoritária e sem nenhum debate com a sociedade civil, sobretudo com os movimentos juvenis da nossa cidade. O genocídio da juventude negra não pode servir de moeda política para quem quer emprego público. Mas, infelizmente, é isso que vem acontecendo no seio de boa parte da militância do movimento negro em vários estados e municípios do Brasil.
Nós do movimento negro independente não iríamos aceitar barganhas nebulosas com o poder público municipal para fazer parte do Comitê do Juventude Viva de Campina Grande. Também jamais iríamos fazer uma “Conferência” com meia dúzia de pessoas, comprometidas na sua grande maioria com o projeto político do governo do PSDB. A União dos Capoeiras do Planalto da Borborema, por exemplo, é uma entidade cooptada e que tem feito o jogo da omissão vergonhosa nesse cenário, visto que sua direção não cobra da Prefeitura as propostas que foram aprovadas na pseudo Conferência, além de ignorar várias ações de combate ao racismo pensadas pelo movimento negro independente. No entanto, cabe perguntarmos o que essa entidade tem feito para combater o descumprimento das Leis 10.639\03 e 11.645\08 no município? O que essa instituição tem feito para tirar do papel as propostas, que foram aprovadas na pseudo Conferência de Promoção da Igualdade Racial ?
Depois de mais de um ano de realização dessa “Conferência” que foi realizada na surdina e de forma sorrateira, percebe-se que ela não trouxe nenhum avanço em termos de desenvolvimento social, cultural e econômico para a nossa população negra, apesar de toda propaganda mirabolante, enganosa e muito bem articulada pela Secretaria de Educação para dizer que tal evento traria a redenção para nosso povo negro em matéria de políticas afirmativas. Essa mesma Secretaria no ano passado, diga-se de passagem, já tinha tratado com total indiferença e descaso o Agosto Negro de Campina Grande, pois passei meses lutando para que o Projeto Agosto Para a Igualdade Racial recebesse o devido apoio por parte da Prefeitura. Entretanto, a SEDUC que andou na imprensa com a promessa de efetivar a Lei 10.639\03 e que não cumpriu com sua palavra, também não quis contratar a professora e Diretora do Instituto de Pesquisas e Estudos Afro brasileiros Elisa Larkin Nascimento para palestrar no Agosto Para a Igualdade Racial. Detalhe: todo esse boicote imundo organizado pela Prefeitura contou com o apoio pouco higiênico de representantes de um certo tipo de ativismo negro cooptado, geralmente ávido para ganhar as migalhas do grupo Cunha Lima, atual grupo político que domina a Prefeitura de Campina Grande e que vem tentando de todas as formas destruir o Agosto Negro de nossa cidade. Este ano não tivemos apoio da SEJEL- Secretaria de Esportes, Juventude e Lazer e ainda fomos tratados com descaso pela Secretaria de Cultura dessa mesma Prefeitura. O que todo esse boicote tem a ver com as propostas aprovadas nessa “Conferência”?
Quando você vai ler as propostas que foram debatidas e aprovadas pelo poder público municipal, bem como pelos integrantes da I “Conferência” de Promoção da Igualdade Racial, tem uma que propõe ao poder público apoiar entidades que lutam no campo da educação contra o racismo. Vou reproduzir literalmente o que diz a proposta do relatório: “assegurar apoio institucional as entidades que desenvolvem projetos em educação étnico-racial no município de Campina Grande.” É exatamente isso que temos que denominar de estelionato histórico e político, tendo em vista que essa proposta como diversas outras não vem sendo cumpridas. Podemos citar várias outras propostas que jamais saíram do papel, tais como: a Secretaria ou Coordenadoria de Promoção da Igualdade Racial de Campina Grande, construção de programas de atenção a saúde da população negra na questão do combate à anemia falciforme e ainda a promoção de campanhas permanentes contra o preconceito e discriminação racial, além da construção de políticas públicas voltadas para a inclusão social das mulheres negras e empoderamento da juventude negra nas periferias. Até hoje, a sociedade campinense, bem como a população negra explorada, oprimida e marginalizada esperam ansiosamente pela concretização de tais propostas que foram aprovadas, mas que não estão sendo executadas por pura falta de vontade política.
Esse estelionato histórico e político fica mais evidente quando analisamos as investidas da Prefeitura contra a realização do Agosto Negro de Campina Grande, tendo em vista que o único Seminário da nossa cidade que vem debatendo anualmente fora das instituições acadêmicas as Leis 10.639\03 e 11.645\08, assim como o genocídio do povo negro é o Agosto Para a Igualdade Racial. Por esse seminário já passaram personalidades negras de renome nacional, a exemplo da educadora do Ilê Aiyê e Doutora em Educação Ana Célia da Silva e do Presidente do Olodum João Jorge Santos Rodrigues. A quem interessa destruir um projeto como esse? Só interessa mesmo a quem vem boicotando e fazendo de tudo para que essa experiência quilombista deixe de existir. No entanto, saibam que nós do movimento negro independe não vamos deixar isso acontecer, uma vez que temos aliados e aliadas fortes nessa luta contra o racismo e contamos ainda com a solidariedade de instituições do movimento negro que tem respeito pela nossa digna, corajosa e ousada história de luta contra o racismo. A vinda para Campina Grande da professora e histórica militante do movimento negro do Mato Grosso do Sul Raimunda Luzia de Brito, tem que ser vista como uma demonstração de nossa capacidade de mobilização, articulação e força política. Como também a presença iluminada da extraordinária estudiosa das africanidades Elisa Larkin Nascimento, na terceira edição do Agosto Para a Igualdade Racial deste ano.

Sabemos, é claro, o quanto sofremos e o quanto foi duro e gratificante para nós que fazemos militância com dignidade política fazer o III Agosto Para a Igualdade Racial. Sabemos, sim, ainda nesse contexto de luta e resistência negra na diáspora que pudemos contar com a coragem guerreira, espírito de abnegação e comportamento exemplar de luta anti-racista de Ana Lúcia Sales, que foi e tem sido ao longo da existência social do Movimento Negro de Campina Grande uma Nzinga na realização do Agosto Para a igualdade Racial e da própria II Marcha Internacional Contra o Genocídio do Povo Negro. Sem o trabalho de Ana Lúcia, em síntese, jamais teríamos o Agosto Negro com essa dimensão cultural e intelectual.
Portanto, o Agosto Negro é realmente uma realização inovadora para combater quem não inovou nada nas relações raciais por aqui. Nesse sentido, o nosso Black August de inspiração negra americana aparece como modelo de luta para descolonizar a cultura política de uma cidade onde impera a vontade coronelista de quem acha que pode deixar o povo negro sem vez e voz, além de historicamente invisíveis. Temos, sim, um propósito muito claro nessa luta contra o racismo por aqui, ou seja, de acabar com o genocídio da juventude negra nas periferias e ainda lutar por um lugar social de dignidade na história do nosso município, já que não queremos ser meros expectadores das comemorações em torno dos 150 anos de emancipação política de Campina Grande como pretende a elite política e racista dessa cidade. A estratégia política de não incluir a raça negra e seus representantes como protagonistas nesse debate em torno do sesquicentenário, apenas foi mais uma ação equivocada de quem administra o poder por aqui para reatualizar o processo histórico de exclusão e marginalização da população negra como fizeram no ano de 64, ano do Centenário de emancipação política de Campina Grande. Logo essa comissão montada pelo Prefeito Romero Rodrigues não pode ter legitimidade para o movimento negro, visto que quem quer debater e propor projetos em comemoração ao Sesquicentenário de Campina Grande não poderia reforçar as desigualdades raciais no plano das subjetividades. Só que a Comissão do Sesquicentenário e suas sub comissões assumiram essa posição neo colonialista, pois elas não tem a voz dos movimentos negros e de toda sua diversidade afro-brasileira para debater com a sociedade a nossa própria história e contribuições sociais, culturais e históricas da raça negra para o desenvolvimento da nossa cidade, o que é inaceitável sob o ponto de vista da ética, visto que somos mais de 54% da população campinense juntando negros e pardos. Como fazer uma comissão sem a maioria de seu povo? Não seria essa exclusão mais uma forma de invisibilizar a raça negra na construção histórica da cidade?
O monumento “Pioneiros da Borborema” foi construído para preservar a memória dos índios e dos tropeiros, segundo o blog Retalhos Históricos de Campina Grande. É absolutamente repugnante perceber que hoje a Prefeitura municipal repete os erros racistas do passado de quem pensou em organizar o Centenário de Campina, já que no ano de 1964 nossa cidade completava 100 anos de emancipação política e como presente a raça negra, notadamente o africano foi esquecido deliberadamente na construção do monumento dedicado aos “Pioneiros da Borborema.” Esse racismo no campo simbólico também pode ser notado na composição do Hino de Campina Grande, pois na sua letra musical aparece termos como “ilustres varões” e “índios valentes”, mas nenhuma referência é feita para homenagear os negros que lutaram contra a escravidão no Levante dos Escravos, Ronco da Abelha e Revolta do Quebra – Quilos, no século XIX.
Agora, a elite supostamente branca dessa cidade quer pensar por nós negros e negras, criando um monumento arquitetônico para homenagear a raça negra e sua participação nos 150 anos de emancipação política do nosso município. Quem disse que precisamos de monumento? Fazer isso pensando por nós e subestimar a nossa capacidade intelectual de influenciar nos rumos da vida social e cultural do nosso povo negro, pois, até hoje nunca fomos ouvidos para dizer se queremos um monumento para marcar a nossa presença na paisagem urbana, arquitetônica e racista de Campina. E, por outro lado, ainda penso que essa atitude da comissão só reforça o racismo institucional e essa mania que a elite branca desse país tem de impedir o negro de ser sujeito de sua própria história. Até o local de construção do monumento já pensaram, já que tem gente do poder público dizendo por aí que poderá ser no Parque Bodocongó ou numa praça em frente ao prédio da FIEP- Federação das Indústrias da Paraíba. Entretanto, já que querem impor ao povo negro a construção de um monumento arquitetônico sem nos ouvir. Deixo aqui como proposta a construção de um monumento que saia das mãos de um artista negro ou negra. Que esse monumento seja erguido para fazer uma digna e honrosa homenagem para o poeta, escritor, teatrólogo e compositor negro Arnaldo França Xavier pelo fato desse intelectual campinense ter doado boa parte de sua vida à luta contra o racismo, mas que nunca conseguiu em vida receber reconhecimento da sociedade campinense, de sua classe política, intelectual ou de algum integrante dessa tal “comissão de notáveis” do Sesquicentenário de Campina Grande. Será que vão acatar essa minha proposta?
Se querem “cuidar” de nossa memória histórica, o poder público precisa deixar de hipocrisia, demagogia, de vender tantas mentiras políticas para a sociedade e começar de fato a trabalhar e agir logo em defesa da memória da população negra daqui. No pós abolição, a nossa sociedade conheceu o processo de resistência cultural negra através do Clube dos Cabindas no qual os negros Manoel Maria, Chico Congo e José Congo construíram seus espaços de sociabilidade para brincar no carnaval ao som de ganzás e bombos. Também encontramos no bairro do Alto Branco um lugar de resistência afro-campinense, criado no dia 13 de maio de 1926, como espaço de lazer para a raça negra, uma vez que nos clubes da elite branca e racista de Campina Grande não podíamos brincar nos bailes, a exemplo do Campinense Clube fundado no ano de 1915. Certamente, outra prova histórica de que esse clube social nasce no seio da comunidade afro-campinense, pode ser vista através de uma fotografia do time de futebol do Ypiranga no blog Retalhos Históricos de Campina Grande onde podemos notar claramente a presença de muitos jogadores pretos. Essa foto do ano de 1933, vale frisar, que ela vem acompanhada de uma entrevista do ex- goleiro Lula, dizendo que o Ypiranga era conhecido como o “time dos negros”, formado na sua grande maioria por agricultores e mecânicos.
Como proposta comecem a fazer projetos no campo da educação patrimonial para contar ao nosso povo toda essa história acima mencionada. Comecem a trabalhar para restaurar o Clube Ypiranga, visto que esse verdadeiro patrimônio de mais de 88 anos está deteriorado, precisando urgentemente ser tombado pelo IPHAEP e ser preservado e divulgado como patrimônio cultural e histórico do nosso povo negro. A orquestra de negros que tocava nos anos 50 nessa entidade negra, com certeza, surge como uma marca singular no campo histórico do nosso poder de resistência para ter direito ao lazer e cultura. Acreditamos que a sociedade campinense não sabe dessa memória negra e seu povo negro também. Assim, toda essa história de resistência cultural fica esquecida e ocultada como o racismo quer e deseja, quando, na verdade, deveria ser preservada e contada em livros e cartilhas, não só para os alunos e alunas da Rede Municipal de ensino, bem como para que a comunidade negra possa ter referências positivas de sua história e a sociedade uma compreensão mais ampla da dinâmica de luta contra o racismo do negro por aqui. Por que a comissão do Sesquicentenário não pensou em trazer toda essa memória do negro para as escolas, ruas, praças públicas e bairros da periferia de Campina Grande?
Mais do que monumento de pedra, concreto ou de metal Campina Grande precisa é de cidadania plena para sua raça negra, visto que na nossa “Rainha da Borborema” a violência tem cor, idade e território como demonstra o Mapa da Violência de 2014: em nossa cidade, no ano de 2010, 122 jovens negros foram brutalmente assassinados. No ano de 2011, foram mortos 107 jovens negros, sendo que em 2012, 109 jovens negros perderam suas vidas. Precisamos, diante desse quadro alarmante, salvar as vidas de jovens negros que morrem nas periferias justamente por falta de emprego, educação de qualidade e lazer. Só que na terra onde reina a oligarquia Cunha Lima não se gasta absolutamente nada para salvar essas vidas de nossa juventude negra empobrecida e marginalizada, visto que a prioridade tem sido a construção de um memorial em homenagem aos 150 ano de emancipação política de nossa cidade e que vai custar um milhão e trezentos mil reais, com recursos próprios da Prefeitura. Se o poder público municipal quer fazer alguma reparação histórica para que a sociedade reconheça o valor social e histórico da raça negra. Ora é só botar no calendário oficial de eventos o Agosto Para a Igualdade Racial e começar a colocar em prática as 14 propostas que o comitê da II Marcha Internacional Contra o Genocídio do Povo Negro lhe entregou por meio de um documento.
O Agosto Negro, caso essa proposta fosse consolidada, seria uma ação política extremamente positiva para livrar essa sociedade do racismo desumano e cruel, assim como poderia servir muito bem para africanizar Campina, tornando- a mais inclusiva, justa, humana, democrática e empoderada do ponto de vista cultural para quem mora nas periferias, como é o caso da nossa juventude negra, geralmente esquecida por quem administra o poder público. Por que Campina Grande não faz um parque da criança no bairro do Jeremias nos 150 anos de nossa cidade? Por que nossa cidade não constrói um parque da juventude negra no bairro da Ramadinha, com teatros, cinemas, museus, bibliotecas públicas e equipamentos culturais e esportivos de qualidade?
Finalmente, avisamos para os detratores da nossa história e maculadores da nossa imagem que qualquer tentativa de querer destruir os ideais civilizatórios africanos que plantamos nessa cidade de maioria negra e parda. Acredito eu que será em vão. Até porque, quem carrega o escudo de Ogum e o machado da justiça de Xangô sabe o quanto vale apena lutar contra o racismo em Campina Grande, sem jamais vender sua história de luta verdadeiramente Pan africanista aos podres poderes dessa cidade, chamada mentirosamente de “cidade da inovação” pelo grupo político Cunha Lima. Saberá, enfim, que não vamos desistir tão fácil de manter com altivez o Agosto Para a Igualdade Racial orgulhosamente de pé!
Autor: Jair Nguni- historiador e militante do Movimento Negro de Campina Grande

 

Fonte: Geledés

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