Tag: Afro-brasileiros e suas lutas

Revrendo Antônio Olímpio de Sant´Anna (Foto: Imagem retirada do site Metodista)

Morre o reverendo Antonio Olímpio de Sant’Ana

Morreu ontem (16/07/2021) em Piracicaba (SP), aos 84 anos, o reverendo Antonio Olímpio de Sant’Ana, da Igreja Metodista do Brasil, ativista de direitos humanos e pioneiro na luta antirracista nas igrejas protestantes no Brasil. Ele estava em cuidados paliativos devido a um câncer no estômago. O reverendo Sant’Ana deixa esposa e filhas. O reverendo “Antonio Olímpio de Sant’Ana” deixa um grande legado “Minha religião é Metodista, mas a minha espiritualidade é negra. Antes de ser metodista e cristão, sou negro.” Reverendo Sant’Ana Sant’Ana se transformou num dos mais ativos militantes religiosos na luta contra o racismo. Uma militância que extrapolou as fronteiras brasileiras. Seu quilométrico currículo inclui publicações nacionais e internacionais e participação na elaboração do documento oficial brasileiro para a Conferência da ONU contra o Racismo, em Durban, África do Sul, em 2001. Foi membro do Conselho Mundial de Igrejas (CMI), do Conselho Latino Americano de Igrejas (CLAI) e do Conselho de Igrejas Evangélicas Metodistas da América Latina (Ciemal). Reverendo Sant’Anna ...

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Com lei de 1951, Estado brasileiro reconheceu existência da discriminação contra negros

Há 70 anos, Brasil ganhava primeira lei contra racismo

Em 3 de julho de 1951, o então presidente Getúlio Vargas (1882-1954) promulgou a primeira norma brasileira de combate ao racismo, a Lei 1390, mais conhecida como Lei Afonso Arinos — em referência ao autor do texto, o então deputado federal Afonso Arinos de Melo Franco (1905-1990), jurista e historiador. Não foi por acaso que a discussão foi levantada e chegou ao ponto de se tornar lei. Um ano antes, a dançarina e coreógrafa americana Katherine Dunham (1909-2006) havia feito uma denúncia a repórteres que cobriam sua estreia no Teatro Municipal de São Paulo: o gerente do Hotel Esplanada, cinco-estrelas luxuoso que funcionava próximo à casa de espetáculos paulistana, havia se negado a hospedá-la depois de constatar que ela era "uma mulher de cor". A repercussão não se restringiu à imprensa brasileira, mas repercutiu também em outros países. No dia 17 de julho de 1950, o deputado Arinos apresentou seu projeto ...

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Pintura de meados de 1800 intitulada ‘Am Not I A Man and a Brother’ (Foto: Wikimedia Commons)

Contos inéditos revelam inclusão e exclusão no pós-abolição

Ele é um desconhecido das aulas de literatura. Negro, pobre e fora do eixo Rio-São Paulo, o maranhense Raul Astolfo Marques (1876-1918) deixou uma obra em que, de um jeito leve e aparentemente despretensioso, registrou o cotidiano da população negra de sua cidade, São Luís, naquele contexto logo após a Lei Áurea. Professor na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), o sociólogo Matheus Gato deparou-se com a obra de seu conterrâneo em 2008. Desde então, passou a tentar compreender a produção e a vida de Marques. Mergulhou em arquivos da imprensa maranhense e localizou diversos contos publicados em jornais e revistas da época trazendo visões daquele período. Astolfo Marques (Foto: Imagem retirada do site DW) Recém-lançado pela editora Fósforo, O Treze de Maio: e outras estórias do pós-Abolição reúne 17 contos de Marques descobertas por Gato. "Ele recupera uma dimensão muito importante do 13 de Maio como uma conquista do povo brasileiro. E ...

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Noel Gordon diz que as consequências de ter estudado numa escola ESN permanecem  (LYTTANYA SHANNON/ROGAN PRODUCTIONS)

As centenas de crianças negras britânicas enviadas a escolas para pessoas com deficiência nos anos 60 e 70

Nos anos 1970, ao 6 anos, Noel Gordon foi mandado para o que era conhecido na época como internato "educativo subnormal" (ESN), a 24 km da sua casa. "Aquela escola era o inferno", diz Noel. "Eu passei dez anos lá e quando sai, aos 16, não conseguia trabalho, porque não era capaz de ler ou preencher um formulário de emprego", diz. Cerca de um ano antes de entrar numa escola ESN, Noel deu entrada num hospital para retirar um dente. Ele tomou anestesia, mas tinha anemia falciforme (doença hereditária caracterizada pela alteração dos glóbulos vermelhos do sangue) não diagnosticada. E a anestesia provocou uma reação séria. Noel diz que os problemas de saúde derivados disso o levaram a ser visto como alguém com dificuldades de aprendizado e que fosse recomendando que ele frequentasse uma "escola especial". No entanto, nenhuma evidência ou explicação sobre a deficiência de Noel foi dada aos ...

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Racismo e violência do Estado ainda assolam a população negra 133 anos depois da Abolição (Foto: Carl de Souza/AFP)

Liberdade pelas mãos do povo preto: a verdadeira história do 13 de Maio e da Abolição

A sanção da Lei Áurea, que há exatos 133 anos aboliu oficialmente o trabalho escravo no Brasil, consolidou o 13 de Maio como uma data de protestos contra violências que atravessaram séculos e continuam vitimando a população negra. Uma realidade que, por si só, coloca em xeque a narrativa registrada por muito tempo nos livros de história de que os males da escravidão teriam sido sanados no momento seguinte à assinatura de Princesa Isabel. Matheus Gato, professor da Universidade de Campinas (Unicamp) e pesquisador do Núcleo Afro do Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (Cebrap), afirma que o 13 de Maio é uma data importante pelo simbolismo que adquiriu nas lutas sociais do Brasil e pelo processo social que fora interrompido, transformando o significado de pertencimento dos negros à nação brasileira. Mas, explica que, ao longo do século 20, a data engendrou uma série de disputas de imaginário sobre como ...

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Ambrosina, aqui retratada pela artista Renata Felinto, era ama-de-leite em Taubaté (SP) no final do século 19; foi acusada de assassinar Benedito, filho dos patrões, tendo preferido amamentar seu próprio filho (Arte: Renata Felinto)

Negras e históricas: por que elas foram apagadas dos livros da escola

Francisca Luiz e Isabel Antônia foram perseguidas pela Visitação do Santo Ofício no século 17 por serem "sodomitas". Aos tribunais da Inquisição declararam ter uma "amizade" de treze anos e que se "agasalharam" uma na casa da outra. Benedicta Maria Albina da Ilha era uma escravizada que vivia na corte do Rio de Janeiro, mas fugia sempre. E a toda vez que se evadia, tentava mudar de nome para viver longos períodos em liberdade, se passando por forra e liberta. Por vezes se apresentava como Benedicta, por vezes como Olívia. Nunca saberemos seu verdadeiro nome. Gertrudes Maria: lutou por cerca de 30 anos em João Pessoa, na Paraíba, por sua liberdade e a de sua família. Nós a conhecemos por causa do longo que processo que abriu contra seus proprietários. Ficou livre apenas com 60 anos. Martinha era uma escravizada que tinha visões e comandava procissões, intitulando-se Santa Maria Mártir. ...

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Francisco Nascimento, o Dragão do Mar, em ilustração de 1884 da publicação carioca "Revista Ilustrada", uma cortesia da Biblioteca do Senado Federal, reproduzida no artigo da Universidade da Flórida (Foto: Imagem retirada do site Diário do Nordeste)

Descoberta do túmulo de Dragão do Mar vira destaque em universidade americana

A descoberta do túmulo do herói cearense Dragão do Mar foi destaque, nesta sexta-feira (29), no site da Universidade da Flórida, no sul dos EUA, mostrando que a fama do jangadeiro abolicionista (1839-1914) ultrapassa fronteiras e ganha espaço no mundo acadêmico no exterior. Sob o título "Lost and found: The tomb of the Sea Dragon, Brazil's famous abolitionist" (Perdido e encontrado: o túmulo de Dragão do Mar, o famoso abolicionista do Brasil), o texto detalha a dissertação do historiador cearense Licínio Nunes de Miranda, cujo trabalho acadêmico resultou no fim de um mistério de mais de um século sobre o paradeiro do corpo do jangadeiro nascido em Canoa Quebrada, em Aracati (litoral leste do Ceará). Historiador cearense e doutorando na Universidade da Flórida, Licínio Nunes de Miranda, fez selfie diante do túmulo de Dragão do Mar, descoberto no Cemitério São João Batista, em Fortaleza (Foto: Imagem ...

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Manifestantes carregam faixa 'Vidas negras importam' em protesto (Foto: Reprodução/GloboNews)

Pretos e pardos são 78% dos mortos em ações policiais no RJ em 2019: ‘É o negro que sofre essa insegurança’, diz mãe de Ágatha

Pretos e pardos representam 78% dos mortos por intervenção policial no Rio de Janeiro em 2019. A informação consta em um levantamento do Instituto de Segurança Pública do Rio de Janeiro (ISP-RJ), obtido pelo G1 através da Lei de Acesso a Informação (LAI). Das 1.814 pessoas mortas em ações da polícia no último ano, 1.423 foram pretas ou pardas. Entre elas, 43% tinham entre 14 e 30 anos de idade. O número de mortes por intervenção legal foi o maior número registrado desde 1998. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 54% da população do estado se declara preta ou parda. Para especialistas ouvidos pelo G1, os números mostram traços de racismo estrutural na política de segurança pública do estado. A mãe da menina Ágatha Félix, morta aos 8 anos baleada durante operação no Complexo do Alemão, lamentou as vítimas deste tipo de ação e o preconceito com ...

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(Foto: Getty Images/iStockphoto)

Ficar em casa nem sempre é seguro para um jovem negro

No momento, muitos órgãos, empresas e autoridades se unem para mandar um recado para o mundo: “Fique em casa, é o lugar mais seguro. Precisamos salvar vidas”. Ficar em casa é sinônimo de segurança para quais vidas? A pandemia do coronavírus paralisou grandes setores do mundo inteiro, mas não foi o suficiente para impedir o Estado de continuar assassinando jovens negros inocentes. A crise mundial em saúde acabou se tornando um somatório a todas as opressões sociais, que assolam, principalmente, a população negra e periférica, as mais vulnerabilizadas neste momento. Em casa, o jovem João Pedro Mattos Pinto, de 14 anos, assim como vários adolescentes pretos e moradores de periferia, não teve direito à segurança. Na noite desta segunda-feira, 18, ele foi baleado e morto durante uma ação conjunta da Polícia Federal (PF), com apoio da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core), no Complexo do Salgueiro, em São Gonçalo, Região Metropolitana ...

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Dona de um brechó ambulante, Maricléia Camargo se reinventou na crise com ajuda do coletivo Foto: Instagram/@brecho_bemtequer

Afroempreendedoras produzem máscaras e geram renda para trabalhadoras informais

Antes da pandemia, Maricléia Camargo Cassiano, de 38 anos, pagava todas as suas contas com a venda de roupas de seu brechó, montado diariamente na Avenida Paulista. Mas, no fim de março, depois que São Paulo precisou adotar medidas de isolamento social para evitar mais contágios por coronavírus, a estudante de Moda viu as vendas caírem 90%.  Foi do coletivo Afro Máscras que recebeu a sugestão: por que não passar a confeccionar máscaras? Além do encorajamento, a empreendedora recebeu do grupo orientações para a produção de acordo com as normas da Organização Mundial da Saúde (OMS), além de materiais como elástico e linha para dar os primeiros passos. Também pegou peças do seu acervo, desmanchou  e as transformou em itens que agora protegem centenas de pessoas contra a Covid-19. - O Afro Máscaras foi um pontapé, um estouro interno. Eu estava com medo de encarar o desafio, mas, quando fiquei ...

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Vovô do Ilê retira pré-candidatura a prefeito de Salvador e descarta disputar vaga na Câmara Municipal

“Em 2019 a partir da ‘Bancada do Feijão’ e do Fórum de Entidade Negras , relançamos a mesma campanha para reafirmar que é necessário o rompimento com as antigas forças políticas e que dessa vez o entendimento é que ‘o novo na politica é a negra negro no poder’ , e por consequência coloquei meu nome a disposição do partido que sou filiado o PDT, para ser pré-candidato à prefeitura de Salvador, com isso a campanha ‘eu quero ela’ ganha grandes proporções, chegando a ter treze pré – candidatos e candidatas negras”, diz o texto. Vovô diz ainda que não pretende disputar uma vaga na Câmara Municipal. Confira a nota na íntegra: A política é a forma de transformação social, sem ela nunca existira melhoria principalmente para os menos favorecidos, devido a isso tive a iniciativa de criar em 2006 a campanha “Eu quero ela”, com o objetivo de eleger ...

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Pretaria Blackbooks – Antirracismo por assinatura

A Pretaria Black Box entrega conhecimento para vencer o racismo Por MÔNICA COSTA, do Grana Preta Imagem retirada do site Grana Preta Qual é a melhor estratégia contra o racismo, o preconceito e a intolerância? O conhecimento. Esta é uma premissa defendida por todos que acreditam na força da educação para transformação social. E foi este um dos propósitos que levou a especialista em direitos humanos Mirtes Santos a criar o Pretaria BlackBooks, primeiro Clube de Assinaturas Antirracista do País. “Acreditamos que o incentivo à leitura seja um caminho para que a sociedade brasileira reconheça suas origens africanas e ameríndias e busque valorizar suas histórias e memórias culturais”, diz Mirtes, quilombola do Angelim, em Conceição da Barra, norte do Espírito Santo e Mestra em Direito e Sociologia pela Universidade Federal Fluminense (UFF), no Rio de Janeiro. Quantos escritores negros e negras você conhece? São muitos e ...

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Salvar vidas e garantir direitos da população negra

São diversos os posicionamentos e manifestos propondo saídas e alternativas para o enfrentamento do grave momento que estamos vivendo no Brasil e no mundo. Da CONEN Um dos mais importantes é a “Plataforma emergencial para o enfrentamento da pandemia do Coronavírus e da crise brasileira”, construído pelas Frentes Brasil Popular e Povo sem Medo, partidos políticos do campo democrático e popular, centrais sindicais, movimentos populares e estudantis, organizações democráticas da sociedade brasileira, pela sua densidade propositiva, política e construção unitária. Além de seu caráter emergencial e específico – o combate ao Coronavírus – essa Plataforma amplia o debate sobre a necessidade de um projeto em condições de promover, de fato, reformas estruturais e as transformações necessárias na sociedade e na vida dos brasileiros e brasileiras. A CONEN – Coordenação Nacional de Entidades Negras, contribuiu com a elaboração e assina essa Plataforma. Entretanto, com esse documento, chama a atenção dos signatários ...

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Amauri Mendes. Foto Paula Giolito

O protagonismo negro perante a pandemia do Covid-19 – Outro olhar sobre a Conjuntura Nacional

As infinitas chibatadas e suas marcas não lhe amedrontaram. Os estupros sofridos e a normalização deles, não lhe afrouxaram. A sinhá carrasca, aquela que lhe cuspiu na cara, lhe pisou e invejou, não lhe tirou o brilho nem o calor. Enterrar seus filhos aos gritos, laçados meninos, homens pequenos geniais, sábios, traquinos,  Interrompidos por tiros, nada disso lhe desesperançou. O tempo passou, você conheceu o livro, o livro lhe armou e, hoje, para acessá-la com êxito,  é preciso usar, antes de tudo, com sua licença e por favor, sujeito a sim ou não...  dô mó valor! Preta Flor, de Milsoul santos O ministro da saúde, Nelson Mandetta foi demitido. Saiu bem. Seu trabalho no enfrentamento do COVID-19 foi prestigiado por mídia e opinião pública. Novos dados e cenários insuflam os debates: “Bolsonaro é tão ruim e pernicioso, que deixou escorrer pelos dedos, uma oportunidade única de julgamento positivo sobre ações ...

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Novo coronavírus tem infectado milhares de pessoas ao redor do mundo — Foto: Reprodução/Getty Images

Coronavírus chega a comunidades quilombolas de Pernambuco

A Coordenação Estadual de Articulação das Comunidades Quilombolas de Pernambuco (CEACQ) emitiu na manhã de hoje, 16/04, nota pública informando que já há casos confirmados de quilombolas contaminados/as pela Covid-19 no estado, incluindo o registro de um óbito até o momento. Em nota, a CEACQ alerta a população e o Governo do Estado para os graves riscos a que essas comunidades estão expostas, os quais são causados principalmente pela dificuldade de acesso aos serviços de saúde e à água. “As comunidades quilombolas são, em geral, esquecidas e invisíveis ao Estado e sofrerão de maneira acentuada com a expansão da pandemia no Brasil e seus efeitos econômicos”, afirma. Para minimizar os impactos da pandemia nos territórios tradicionais quilombolas, a CEACQ enumera, no documento, um conjunto de reivindicações ao Governo de Pernambuco. Confirma o documento: Do CPT NEII Novo coronavírus tem infectado milhares de pessoas ao redor do mundo ...

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Imagem retirada do site

Entendendo a dor e luta dos negros

A observação de uma mãe, atenta a valores tão caros a ela, sua família e sua origem, fez com que um equívoco, que tanto mais dor poderia causar, viesse a ser corrigido de forma imediata e pacífica pela Secretaria Municipal de Educação de Sorocaba. Do O Deda Questão Imagem retirada do site O Deda Questão O conflito teve origem no livro “As Cores de Mateus”, uma ode ao preconceito racial e que está na contramão do que é estudado sobre racismo estrutural, valorização da cultura e história do povo negro. Esse conflito é uma oportunidade para se entender essa luta do movimento negro por impedir o avanço do racismo e, principalmente, para reeducar o brasileiro na sua percepção das pessoas de raças diferentes. Por isso, vale a pena ler o posicionamento da Secretaria de Educação, da Unegro e a observação de uma ativista sobre isso tudo. ...

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Marcos Batata

Fotógrafo do Morro do Macaco, na Grande SP, ajuda moradores sem internet com cadastro de auxílio emergencial

Trabalhadores informais sem alfabetização enviam informações pelo celular para que Marcos Batata, de 38 anos, faça o cadastro no programa de apoio criado por conta da crise do coronavírus. Paula Paiva Paulo, do G1 O fotógrafo Marcos Batata (Imagem: G1) "Pensei: 'minha galera vai ser a que tem mais dificuldade para acessar '. Essa galera normalmente fica para trás". Desde quando viu as primeiras notícias sobre o pagamento de um auxílio emergencial para os trabalhadores informais por conta do coronavírus, o fotógrafo Marcos Silva Santos, de 38 anos, sabia quem mais ia precisar. Morador do Morro do Macaco, em Cotia, na Grande São Paulo, Marcos Batata, como é conhecido, conhece a realidade de muitos de seus vizinhos, alguns trabalhadores informais, outros desempregados, e também mães solteiras que sustentam a casa sozinhas. Muitos, sem alfabetização. “O ajudante de pedreiro, por ...

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Pelo momento atual, rituais para Omolu e outros orixás são feitos isoladamente (Foto: Dadá Jaques/CORREIO)

Em isolamento, devotos do Candomblé evocam orixá da cura

Com celebrações suspensas nos terreiros, povo de santo faz oferendas individuais para Omolu expulsar coronavírus Por Alexandre Lyrio, do Correio 24 Horas Omolu é a divindade mais invocada pelo Candomblé para nos livrar das enfermidades (Foto: Dadá Jaques/CORREIO) Quem poderá salvar tanta gente da dor? Para além dos médicos e da ciência, a quem recorrer nesse momento de incertezas sobre a própria saúde física? Bem, para os integrantes do candomblé e outras religiões de matriz africana, o herói veste palha da costa da cabeça aos pés, carrega uma lança coberta de taliscas de dendezeiro, tem o poder de levar para longe do planeta qualquer enfermidade e atende pelo nome de Omulu, o orixá da cura. Sem dúvida, trata-se da divindade do candomblé que mais tem sido evocada desde que o coronavírus se tornou uma ameaça. Pode saudá-lo com um simples “atotô”! Mas há quem esteja fazendo ...

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O GatoMÍDIA está mexendo na forma como os jovens moradores da favela veem a favela

Fundado por Thamyra Thâmara, mulher negra e moradora do Complexo do Alemão, no Rio de Janeiro, o GatoMÍDIA é uma rede, de mais de 130 colaboradores, que oferece residências de aprendizado, com foco em comunicação e tecnologia, em favelas cariocas desde 2013. Além de pulverizar conhecimento e preparar jovens para o mercado de trabalho, o projeto os estimula a recriar suas realidades e almejar futuros melhores voltando os olhos para a ancestralidade Por Natacha Cortêz, Da Revista Marie Claire Isys, Jon, Thamyra, João e Andressa (Foto: Joyce Piñeiro) O ano era 2016 e Isys Maciel Soares, moradora do Complexo da Penha, conjunto de favelas na zona norte do Rio de Janeiro, tinha 15 anos e os cabelos alisados devido a uma série de progressivas. Naquela altura da vida, a adolescente não sentia orgulho algum de suas origens. Nem ao menos se entendia como negra. Foi quando ...

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Reprodução/Facebook

Goethe-Institut lança projeto digital de escrita dramatúrgica

Público poderá acompanhar ao vivo a criação de texto inédito para teatro feita coletivamente por cinco autores negros brasileiros Por Paula Berbert, enviado para o Portal Geledés Reprodução/Facebook O Goethe-Institut Salvador-Bahia, em parceria com a plataforma Melanina Digital (www.melaninadigital.com.br), apresenta a “Sala de Dramaturgia Virtual Brasil”, inspirada por uma iniciativa da dramaturga alemã Anne Rave. Através desta ação, será produzido um texto inédito para teatro, nascido ao vivo, diante dos olhos dos interessados, da escrita coletiva de cinco dramaturgos negros brasileiros: Aldri Anunciação (BA), que também responde pela curadoria do projeto, ao lado dos convidados Diego Araúja (BA), Jhonny Salaberg (SP), Maria Shu (BA/SP) e Mônica Santana (BA). Em meio à pandemia global do coronavírus, quais temas, que poética e que estética marcarão essa obra? Qualquer pessoa poderá acompanhar esta reflexão e criação em tempo real.   A “Sala de Dramaturgia Virtual Brasil” será iniciada no ...

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