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Diálogos Ausentes e 1º Seminário Audiovisual Negro exibem curtas metragens e realizam masterclasses e debates no Itaú Cultural

Programação inclui a exibição dos curtas-metragens Cores e Botas, de Juliana Vicente, e O Dia de Jerusa, de Viviane Ferreira, debate com as diretoras e artistas convidados e masterclasses com Joel Zito Araújo, Ana Maria Gonçalves e o francês Serge Noukoue.

Enviado para o Portal Geledés 

Nos dias 2 e 4 de dezembro, sexta-feira e domingo, o Itaú Cultural junta à programação da série Diálogos Ausentes três masterclasses do 1º Seminário Audiovisual Negro realizado no Brasil, a serem realizadas no instituto e em outras instituições culturais da cidade. O evento marca o lançamento oficial da Associação das(os) Profissionais do Audiovisual Negro (APAN), que já conta com associados de São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia.

As atividades começam no instituto às 15h da sexta-feira, 2, com a masterclass Escolas do Cinema Africano, dentro do seminário, realizada pelo diretor e escritor Joel Zito Araújo que tem como referência os diretores Diop-Mambéty (Senegal), Abderrahmane Sissako (Mali), Mahamat Saleh Haroun (Chade) e Andrew Dosunmu (Nigéria). No mesmo dia, às 18h30, são exibidos os filmes Cores e Botas, de Juliana Vicente, e O Dia de Jerusa, de Viviane Ferreira, dentro da programação de Diálogos Ausentes, que tem realizado ao longo do ano encontros para debater entre público, artistas e especialistas a representação dos negros na arte e encerra 2016 com o debate voltado para a produção audiovisual.

Depois da projeção dos dois filmes, é realizado um debate com as diretoras e duas artistas sorteadas por chamada aberta – Carmen Luz e Fernanda Lomba. A mediação é de Diane Lima, idealizadora do projeto Afrotranscendence. Na sequência, representantes de entidades públicas do setor de audiovisual e associados da APAN fazem debate sobre a importância das políticas públicas voltadas ao audiovisual se atentarem ao crescimento e projeção do Cinema Negro e à perpetuação de iniciativas como a do Seminário e seus desdobramentos – laboratório de desenvolvimento de projetos, mostra de cinema de realizadores negros e masterclasses. O evento também sedia a cerimônia de fundação da APAN, realizadora do 1º Seminário Audiovisual Negro no Brasil, com a presença de representantes da SPCine, ANCINE, Tela Preta, Fórum Intinerante de Cinema Negro (FICINE) e Centro Afro Carioca de Cinema.

No domingo, dia 4, são realizadas no Itaú Cultural mais duas masterclasses organizadas pelo seminário. Das 14h às 17h, a escritora Ana Maria Gonçalves, que conquistou o prêmio Casa de las Americas com uma de suas obras, Defeito de cor, ministra A Adaptação Literária e a Linguagem do Audiovisual. Às 18h, o francês Serge Noukoue, co-fundador e diretor executivo da NollywoodWeekParis, festival de cinema nigeriano, fala sobre Mercado audiovisual africano: oportunidades e desafios para aproximação de modelos de negócios entre a África e sua diáspora.

Veja, na sequência, a programação completa, com os perfis dos participantes e sinopses dos filmes.

Dia 2, sexta-feira

Das 15h às 18h

Masterclass Escolas do Cinema Africano – As bases conceituais e estéticas de alguns dos grandes realizadores do cinema africano, pós Ousmane Sembène Com Joel Zito Araújo

Em destaque, os diretores Diop-Mambéty (Senegal), Abderrahmane Sissako (Mali), Mahamat Saleh Haroun (Chade) e Andrew Dosunmu (Nigéria).

Joel Zito Araújo é um premiado diretor e escritor  conhecido por tematizar o negro na sociedade brasileira. Sua extensa obra inclui o documentário A Negação do Brasil (2000), escolhido melhor filme brasileiro do Festival É Tudo Verdade, o longa-metragem de ficção As Filhas do Vento (2004), ganhador de oito Kikitos no Festival de Gramado, o documentário Cinderelas, Lobos e um Príncipe Encantado (2009), que, em sua semana de lançamento no canal GNT, obteve 1,5 milhão de espectadores e colocou o canal no terceiro lugar de audiência em seu segmento. É autor de vários artigos para jornais e revistas do Brasil e do exterior, e dos livros A Negação do Brasil – o negro na história da telenovela brasileira, e O Negro na TV Pública.

Das 18h30 às 19h30 Exibição dos filmes Cores e Botas, de Juliana Vicente, e O Dia de Jerusa, de Viviane Ferreira

Cores e Botas é um curta-metragem que conta a história de Joana e seu sonho de ser Paquita no programa da Xuxa. A vontade era comum a muitas meninas dos anos 1980, mas o padrão estético firmado pelo elenco primava por loiras de olhos azuis e se configurava como um dos muitos espaços de legitimidade do ideal de beleza branco, totalmente divergente da diversidade étnico-racial brasileira.

Juliana Vicente é produtora, diretora, e fundadora da Preta Portê Filmes, estudou Cinema na FAAP e na EICTV em Cuba. Participou das formações internacionais Rotterdam Lab (Holanda, 2012), EAVE Puentes-AustraLAB (Uruguai/Chile, 2012), TornioFilmLab (Rússia/Itália, 2013) e Berlinale Talents (Alemanha, 2015). Produziu mais de 20 curtas e médias-metragens que participaram de importantes festivais nacionais, como Festival de Gramado, Festival de Brasília e Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, além dos festivais internacionais de Rotterdam, Festival de Berlim, Clermont-Ferrand, Festival Internacional de Chigago, IDFA (Holanda) e TIFF (Canadá), acumulando mais de 100 prêmios.

Além de Cores e Botas, lançado em 2010, dirigiu o documentário média-metragem Leva, premiado no New York Film Festivals®, 2012, em coprodução com o Canal Futura. Também em parceria com este canal, dirigiu o curta Mauá: Luz ao Redor, para o projeto Why Poverty?, uma iniciativa exibida em mais de 70 canais do mundo inteiro e em festivais importantes, como o IDFA e o TIFF. É criadora e produtora do clipe Mil Faces de Um Homem Leal – Marighella, dos Racionais MCs, vencedor do Clipe do Ano no VMB da MTV, em 2012.

Em 2015, coproduziu A Terra e a Sombra, dirigido por César Acevedo, que ganhou quatro prêmios em Cannes, dentre eles, a Câmera de Ouro (Caméra D’Or). Neste ano, foi uma das vencedoras do Rumos Itaú Cultural, com o projeto Diálogos com Ruth de Souza, um longa- metragem documental sobre a trajetória e vida da atriz, com previsão de estreia para 2017.

O Dia de Jerusa foi lançado em 2014. O filme narra o encontro entre uma idosa e uma jovem pesquisadora de opinião – interpretadas por Léa Garcia e Débora Marçal, respectivamente –e lança questões ligadas à memória e à transmissão de experiências e saberes.

Viviane Ferreira é cineasta formada pela Escola de Cinema e Instituto Stanislavisky e também é advogada com atuação voltada para direitos autorais, cultural e direito público. Dirigiu os documentários Dê sua ideia, debata; Festa da Mãe Negra e Marcha Noturna. É diretora, ainda, dos videoclipes Amor ao Rap, de Amanda Negrasim, Carroceiro, de Marquinho Dikuã, D’Origem Africana, do grupo D’Origem, e Amigo também pode, de Ualdo Nascimento. Na área da ficção, realizou o curta experimental Mumbi 7 Cenas pós Burkina, estrelado por Maria Gal, e O dia de Jerusa, estrelado por Léa Garcia e Débora Marçal.

Das 19h30 às 21h

Mesa Diálogos Ausentes

Com as realizadoras Juliana Vicente e Viviane Ferreira e duas artistas sorteadas por chamada aberta, Carmen Luz e Fernanda Lomba. Mediação de Diane Lima. Assinatura simbólica da ata de fundação da APAN

21h

Coquetel de Encerramento

Dia 4, domingo

Das 14h às 17h

Masterclass A adaptação literária e a linguagem do audiovisual

Com Ana Maria Gonçalves

Ana Maria Gonçalves nasceu em Ibiá, Minas Gerais, em 1970. Cursou publicidade e propaganda em São Paulo e trabalhou na área até 2001, quando descobriu os blogs e começou a escrever ficção. Em 2002, mudou-se para a Ilha de Itaparica (BA), onde escreveu e lançou em edição de autor o romance Ao lado e à margem do que sentes por mim. Enquanto escrevia este livro, fazia a pesquisa histórica para Um defeito de cor, uma metaficção historiográfica baseada na vida de Luisa Mahin, tida como mãe do poeta Luiz Gama. Lançado pela editora Record, em 2006, o livro foi o ganhador do Prêmio Casa de las Americas (Cuba, 2007), e atualmente está na 11a edição. Ana Maria tem textos publicados em antologias em Portugal e na Itália. Morou por sete anos nos Estados Unidos, pesquisando e ministrando cursos e palestras sobre relações raciais. Como escritora residente, ministrou leituras e cursos em Tulane University (2007), Stanford University (2008) e Middlebury College (2009). Depois foi viver em Salvador onde terminou seu novo livro de ficção – Quem é Josenildo? – a ser lançado pela editora Record – e duas peças de teatro, Diversos e Tchau, Querida! Também escreve para cinema e televisão.

Das 18h às 21h

Masterclass Mercado audiovisual africano: oportunidades e desafios para aproximação de modelos de negócios entre a África e sua diáspora – Com Serge Noukoue

Serge Noukoue, filho de pais beninenses, nasceu em Paris e passou a maior parte de sua infância viajando e vivendo em vários países da África Ocidental e Central. Mestre em Gestão de Projetos Culturais, atuou nessa área na França, Brasil, África do Sul e Costa do Marfim. Trilíngue, Noukoue fala inglês, francês e português. Organizou workshops e conferências sobre o panorama do audiovisual africano. Cofundador e diretor executivo da NollywoodWeekParis – festival de cinema nigeriano realizado anualmente em Paris que mostra produções de cinema “Nollywood’ para todo o mundo –, ele é também colunista do Le Monde Afrique, importante publicação da França e da África francófona.

Sobre o 1º Seminário do Audiovisual Negro

Realizado pela APAN – Associação das (os) Profissionais do Audiovisual Negro – em parceria com a Spcine, Instituto Amma Psiqué e a Associação Mulheres de Odun (AMO), o 1º Seminário do Audiovisual Negro surge com a proposta de discutir o protagonismo negro no audiovisual brasileiro e suas formas de fomento, produção e financiamento. Também procura ser um evento para a visibilidade de projetos audiovisuais que estão sendo desenvolvidos por profissionais em todo o país. Composto por masterclasses, Laboratório de Desenvolvimento de Projetos Audiovisuais e Mostra Audiovisual de realizadores (as) negros (as), o Seminário, que acontece em diferentes pontos da cidade com entrada gratuita, contará com a participação de profissionais negros (as) que se tornaram grandes referências na área do audiovisual, entre eles, Érica Freitas, Juliana Vicente, Jeferson De e Joel Zito Araújo.

Sobre Diálogos Ausentes

Desde abril deste ano, o Itaú Cultural vem realizando a série Diálogos Ausentes: O Negro na Arte com o intuito de analisar entre público, artistas e especialistas a representação dos negros em uma área de expressão diferente, a cada três meses. A primeira a ser discutida foram as Artes Visuais; em seguida, os debates têm sido sobre as Artes Cênicas. Entre outubro e dezembro, a série tem abordado a participação e produção dos negros no Audiovisual.

Todos os encontros são transmitidos simultaneamente pelo site do Itaú Cultural (www.itaucultural.org.br), onde também é possível assistir aos vídeos dos encontros passados. Para participar da plateia, não é necessário ter formação específica e a classificação indicativa é livre para todas as idades.

SERVIÇO

Dia 2 de dezembro, sexta-feira

Às 15h

1º Seminário de Audiovisual Negro

Masterclass com Joel Zito Araújo

Duração: 180 minutos

Sala Itaú Cultural: 254 lugares

Classificação Indicativa: Livre.

Interpretação em Libras

Às 18h30

Diálogos Ausentes – O Negro no Cinema

Com Juliana Vicente e Viviane Ferreira

Selecionados na Chamada Aberta: Carmen Luz e Fernanda Lomba

Mediadora: Diane Lima

Cerimônia de fundação da APAN, realizadora do 1º Seminário Audiovisual Negro no Brasil

Duração: 150 minutos

Sala Itaú Cultural: 254 lugares

Classificação indicativa: livre

Interpretação em Libras

21h

Coquetel de Encerramento

Dia 4 de dezembro, domingo

Às 14h

Masterclass com Ana Maria Gonçalves

Duração: 180 minutos

Sala Vermelha: 70 lugares

Classificação Indicativa: Livre.

Interpretação em Libras

Às 18h

Masterclass com Serge Noukoue

Duração: 180 minutos

Classificação Indicativa: Livre.

Interpretação em Libras

Entrada gratuita

Distribuição de ingressos:

Público preferencial: 2 horas antes da abertura do evento

Público não preferencial: 1 hora antes da abertura do evento

Estacionamento: Entrada pela Rua Leôncio de Carvalho, 108

R$ 10 pelo período de 12 horas.

Se o visitante carimbar o tíquete na recepção do Itaú Cultural: 3 horas: R$ 7;

4 horas: R$ 9; 5 a 12 horas: R$ 10.

Com manobrista e seguro, gratuito para bicicletas.

Acesso para deficientes físicos

Ar condicionado

Itaú Cultural

Avenida Paulista, 149, Estação Brigadeiro do Metrô

Fones: 11. 2168-1776/1777

Acesso para deficientes físicos

Ar condicionado

Estacionamento: entrada pela Rua Leôncio de Carvalho, 108.

Se o visitante carimbar o tíquete na recepção do Itaú Cultural: 3 horas: R$ 7;

4 horas: R$ 9; 5 a 12 horas: R$ 12.

Com manobrista e seguro, gratuito para bicicletas.

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