Edital das bolsas de reportagem AzMina 2017

Quer fazer jornalismo feminista investigativo? As inscrições pro concurso vão de 6 a 10 de março!

Do 

Olá, amiga. Estamos muito felizes que você esteja interessada no nosso concurso de bolsas de reportagens. Esse é um projeto do qual temos muito orgulho, e aqui vamos te explicar tudo que você precisa saber sobre ele. Por favor, leia com carinho, ok?

Talvez você tenha acompanhado a primeira edição do concurso, que rolou no ano passado. Essa seleção é parte de um projeto maior, que viabiliza, via crowdfunding, as grandes matérias investigativas da Revista AzMina – e, bem, o jornalismo investigativo é a nossa menina dos olhos. No ano passado, arrecadamos o suficiente para 9 bolsas, das quais 6 já foram publicadas e duas foram premiadas – uma delas, a vencedora do concurso do ano passado.

Para esse ano, a aposta é maior: queremos tirar do papel do papel 12 pautas – ou seja, 12 séries investigativas.

8 são da equipe AzMina, 3 são de repórteres convidadas (profissionais de destaque em áreas às quais PRECISAMOS dar atenção) e 1 será da vencedora do concurso deste ano. O valor da bolsa também subiu, passando de R$ 5 mil para R$ 8.300.

– Quer dizer que eu vou embolsar 8.300 dinheiros pra fazer a série?

Não é bem assim. R$ 8.300 é o valor que vamos pedir para cada pauta no crowdfunding. Dessa quantia, R$ 1.300 vão para os custos do crowdfunding (prêmios, envios, taxas de cartão e o trabalho insano que faz a arrecadação acontecer), R$ 800 vão remunerar o trabalho de edição e R$ 200 pagam a revisão. Se você quiser usar programação especial, você deve destinar R$ 1.000 para nossa desenvolvedora web. Eventualmente esses valores podem ter uma pequena flutuação para mais ou para menos, mas para fins de orçamento você pode considerar que receberá um valor na casa dos R$ 6 mil (ou R$ 5 mil, se for usar programação especial) .

A quantia que você receber vai custear todos os gastos que você achar que são necessários pra que sua série fique arrasadora: passagens, hospedagem, fotógrafa, telefonemas, edição de vídeo e tudo mais que for necessário – incluindo a sua remuneração. Você terá total liberdade para administrar a grana da forma que achar melhor, desde que siga os nossos parâmetros. São eles:

1. Cada pauta deve resultar em uma série com 3 a 5 reportagens, que podem ser reportagens em vídeo, podcast, história em quadrinhos, texto, o que você quiser.

2. Um mínimo de R$ 2 mil deve ser destinado à remuneração da repórter. Se houver mais de uma repórter, R$ 2 mil para cada. Esse preço é estabelecido considerando parâmetros do Sindicato dos Jornalistas. Você pode remunerar-se mais, mas não menos que isso.

3. A série deve incluir pelo menos 1 material multimídia, como vídeo, podcast, infográfico interativo, programação especial (aqui tem um exemplo) etc.

4. Você receberá metade do valor da bolsa ao começar a apuração e a outra metade ao entregar o material que a editora considere lindo (padrão AzMina).

5. Você vai assinar um contrato com a gente se comprometendo a entregar até um prazo combinado entre você e sua editora (no caso, a Nana Queiroz, nossa Diretora de Redação, que fará a mentoria das bolsistas). Se falhar no prazo sem justificativa plausível, o contrato estipula a devolução do valor já recebido para que outra mina execute a pauta – porque a gente precisa honrar o compromisso com os doadores do crowdfunding.

– Legal. E que tipo de pauta eu posso inscrever?

Vocês sabem: nossa linha editorial é contra o machismo. Então vale qualquer tema relacionado a mulheres ou o que mais você achar que outras minas inteligentes como você vão gostar de ler.

Temas relacionados a minorias – pessoas negras, indígenas, homossexuais, população trans, etc – nos interessam muito, assim como tudo que está sob o guarda-chuva dos Direitos Humanos. Se a sua pauta for local, ela tem mais chances de ganhar nosso coração se fugir do eixo Rio – São Paulo. Vale inclusive pauta gringa.

Pra te ajudar a sacar o esquema, é legal dar uma boa estudada nas séries realizadas com as bolsas do ano passado. São elas: Dossiê das Delegacias da Mulher, O Silêncio Atrás da Serra, O Mito do Aborto Legal, Entrelaços: Filhos de Todos, 9 Meses de Zika e Educando pra Desigualdade.

– E quem pode inscrever pauta? Eu posso?

Qualquer mulher brasileira, residente no Brasil ou não, pode inscrever pautas. Homens trans também são bem vindos. As bolsas são, também, uma forma de incentivar mulheres (e homens trans) a produzirem jornalismo investigativo. E, claro, nos interessa demais apoiar os grupos que a grande mídia tende a botar de escanteio. A gente sabe que vai receber muita pauta de mulheres cis, brancas, heterossexuais, formadas em universidades de ponta e que moram no eixo sudeste. E tudo bem, esse também é predominantemente o perfil da nossa diretoria.

Mas estamos torcendo muito, muito mesmo pra chover inscrição de quem pode nos ajudar a pintar o jornalismo com mais diversidade.

E, não, não precisa ter diploma. Mas precisa ter experiência mínima de 2 anos como jornalista. Esse é um projeto pelo qual a gente é muito apaixonada, e como a repórter tem muita autonomia (a gente gosta de trabalhar assim), precisamos ter certeza de que você dá conta do recado. Por isso vamos pedir que você envie um trabalho jornalístico (não vale texto de opinião, nem de blog – queremos ver uma reportagem sua) que tenha sido publicado em algum veículo de mídia. A gente precisa ter certeza de que você escreve hiper bem, sabe fazer apuração, sabe o que é e o que não é fonte confiável, e por aí vai. Apesar de nós todas aprendermos um monte com este projeto, ele não pretende formar jornalistas.

– Quando eu começo?

As inscrições acontecem entre os dias 6 e 10 de março. Até lá, você tem tempo pra escolher uma pauta que faça seu olho brilhar e – muito importante – fazer um orçamento. É imprescindível que a execução da sua série investigativa caiba dentro do valor que estamos oferecendo. Se a sua pauta envolve uma volta ao mundo, talvez esse não seja o concurso pra ela.

– Maravilha, como me inscrevo?

Fique de olho em nossas redes sociais. No dia 6 de março a gente vai divulgar o formulário de inscrição. Você pode enviar o seu até dia 10.

– E depois?

Depois a gente vai selecionar aquelas que tocaram nosso coração, e levá-las para o nosso Conselho Editorial de Leitores, composto por essa gente incrível que assina nosso Recorrente e ajuda AzMina a existir. São eles que vão bater o martelo.

Se a sua for a vencedora, você saberá até 1 de abril (e não é mentira!). A gente recebe tantas e tantas propostas que não damos conta de responder a todo mundo – mas lemos tudinho, tá?

E, finalmente, com as 12 pautas elencadas, vamos com tudo para o crowdfunding!

Por favor, nos ajude a divulgar esse concurso. Quanto mais mulheres incríveis ficarem sabendo, melhor será o jornalismo feminino.

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