domingo, janeiro 16, 2022
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Educação básica ruim joga Brasil no grupo dos ‘lanternas’ em ranking de capital humano

A má qualidade da educação de base jogou o Brasil para baixo na nova edição do “Relatório Sobre o Capital Humano”, estudo do Fórum Econômico Mundial sobre o êxito dos países em preparar sua gente para criar valor econômico.

Por Thiago Guimarães, da BBC

O Brasil ficou em 83º lugar entre 130 países. Dono da oitava maior economia do mundo, pontuou menos que países da América Latina e Caribe de menor desenvolvimento relativo, como Uruguai (60º), Costa Rica (62º), Bolívia (77º) e Paraguai (82º). Cuba, na 36ª posição, lidera na região.

Calculado desde 2013, o chamado Índice de Capital Humano compara 130 países e uso do potencial de capital humano.

Sintetiza indicadores de ensino, capacitação e emprego disponíveis a cinco grupos etários diferentes (menos de 15 anos a mais de 65 anos), como qualidade de escolas primárias, taxa de desemprego e treinamento no trabalho.

Para o Fórum Econômico Mundial, o capital humano de um país “pode ser um determinante mais importante para seu sucesso econômico de longo prazo do que virtualmente qualquer outro recurso”. Isso se explica, diz a organização, pelo seu papel chave na produtividade, mas também no funcionamento das instituições políticas, sociais e cívicas das nações.

Índice de Capital Humano 2016

Ensino, capacitação e emprego em 130 países pelo mundo

  • 1 Finlândia – 85.86
  • 2 Noruega – 84.64
  • 3 Noruega – 84.61
  • 4 Japão – 83.44
  • 5 Suécia – 83.29
Thinkstock

O índice de 2016 continuou a ser dominado por pequenas nações europeias, sobretudo países nórdicos e do chamado Benelux, como Bélgica e Holanda.

A Finlândia foi a líder do ranking que mede como os países constroem e mantêm seu potencial de capital humano. O país se beneficia de uma população jovem bem educada, da melhor educação primária e da maior taxa de ensino superior completo na faixa de 25 a 54 anos. Noruega e Suíça completaram o top 3.

Resultado brasileiro

Maior economia da América Latina e do Caribe, o Brasil ficou abaixo da média da região, com uma pontuação de 64.51 – o que significa que mais de 35% do capital humano do país continua subdesenvolvido.

Quem puxou o desempenho do país para baixo foi o preparo dos jovens de 0 a 14 anos, o 100º entre 130 países. Pesaram nesse sentido a chamada “taxa de sobrevivência em educação básica”, a capacidade de o aluno sair bem preparado do ciclo primário de ensino (98º lugar), e a qualidade da educação primária (118º lugar).

Outro ponto negativo foi a percepção de empresários sobre a disponibilidade de mão de obra qualificada (114º lugar). O país teve melhor resultado em capacitação no emprego e taxa de ocupação para o grupo etário de 25 a 54 anos.

Índice de Capital Humano 2016 – América Latina e Caribe

  • 1 Cuba – 36ª posição geral
  • 2 Chile – 51ª posição geral
  • 3 Panamá – 52ª posição geral
  • 4 Equador – 53ª posição geral
  • 5 Argentina – 56ª posição geral
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