quinta-feira, outubro 15, 2020

    Tag: Educação

    Bel Santos Mayer (Foto: Daniela Trindade / Divulgação)

    Bel Santos Mayer: educadora faz da literatura sua arma de revolução social

    "Gerar vida por meio da palavra". Imagine um projeto que faz com que a leitura aconteça dentro de um cemitério e, a partir dali, estabeleça um ciclo de vida e de transformação social. Foi isso que a Biblioteca Caminhos da Leitura, criada há 11 anos em Parelheiros, periferia da zona sul de São Paulo, fez pelos jovens. Foi na casa do coveiro, único lugar disponível no bairro, que adolescentes e livros se instalaram. As histórias de vida, esperança e força se estenderam para além dos muros do cemitério, chegando na maternidade, nas ruas e nos comércios locais. Uma das principais responsáveis por isso é Bel Santos Mayer, educadora e coordenadora do Instituto Brasileiro de Estudos e Apoio Comunitário (IBEAC), que está na área social desde os 14 anos quando criou, junto com amigos, uma casa de acolhida para meninas em Sapopemba, região leste da cidade, onde morava. Vinda de uma ...

    Leia mais
    Imagem: Getty Images

    Educação e reflexões de uma professora na quarentena: feitos, jeitos, defeitos e efeitos

    "Se a educação sozinha não transforma a sociedade, sem ela tampouco a sociedade muda". Paulo Freire Devo dizer, a priori, que não pretendo aqui trazer dados oficiais sobre os efeitos da quarentena em qualquer perspectiva, mas dá minha opinião a partir das minhas percepções nos diálogos com as pessoas, nos acompanhamentos das famigeradas “lives”, na produção de “memes” e nos grupos de whatsapp, dentre outros. Dito isto, quero tecer meus comentários a partir de algumas provocações que tem me incomodado nestes dias de quarentena, especialmente ao que concerne à educação básica, meu lugar de fala. O que a educação tem com tudo isto? Quais os efeitos da quarentena na educação pública? Como estão nossos alunos? Como vãos os pais? O que a sociedade espera de nós? Como a sociedade ver a educação e os seus profissionais? Quem são os heróis? Quem vai consertar a sociedade depois de tudo? Como estão ...

    Leia mais
    Getty Images

    Ações afirmativas e cotas: as peças se movem no tabuleiro

    Em breve, a sociedade brasileira precisará se posicionar novamente sobre as políticas de ações afirmativas, em especial sobre as cotas sociais e étnico-raciais na educação; e, com isso, sobre o modelo de nação que deseja edificar. Há quase duas décadas, as ações afirmativas se tornavam uma grande questão de debate público no país, em especial quando se apresentaram na forma de cotas étnico-raciais de acesso à graduação nas universidades estaduais e federais. É verdade que debates sobre elas já existiam. A depender da definição, é possível encontrar propostas de descriminação positiva no Brasil desde, no mínimo, o abolicionismo do século 19. No entanto, o nível de atenção pública atingido pelo tema nos primeiros anos do século 21 foi inédito. De acordo com um estudo de 2015 dos pesquisadores João Feres Júnior e Verônica Toste Daflon, considerando apenas os jornais O Globo e Folha de S. Paulo, foram publicadas mais de ...

    Leia mais
    Foto: Marechal-AuroreABACA

    Priorizar escolas significa reabri-las agora?

    Em menos de um mês, as escolas brasileiras completarão meio ano de portas fechadas. Neste período, a omissão federal no combate à pandemia turvou o debate sobre o retorno às atividades presenciais. Fez submergir, no prolongamento da crise e do sofrimento, na ansiedade da falta de perspectivas e na crescente pressão empresarial, algumas premissas que não podem ser relativizadas. Pelo menos se o objetivo for proteger vidas e, ao mesmo tempo, não agravar desigualdades educacionais. O debate informado sobre a reabertura das escolas já transcendeu há muito as elucubrações sobre a necessidade de priorizar investimentos em escolas públicas e de torná-las espaços saudáveis e seguros. Nesta altura dos acontecimentos, não é difícil perceber que o orçamento da educação é insuficiente, que a possibilidade de ajuda federal foi vetada por Bolsonaro e que nenhum plano local de retomada prevê investimentos robustos para reverter, ainda que parcialmente, o quadro desolador da infraestrutura ...

    Leia mais
    Vera Lúcia da Silva Santos, líder comunitária da periferia da zona sul de São Paulo (Foto: Reprodução/ONG Auri Verde)

    ‘Farol que se apaga’: assassinada, Tia Vera criou creche na periferia de SP 

    Quando o caixão da líder comunitária Vera Lúcia da Silva Santos, 64, desceu à sepultura na chuvosa e fria tarde desta sexta-feira (21) em um cemitério de Parelheiros, zona sul de São Paulo, os moradores do Jardim Varginha viram se apagar um de seus faróis. Ela havia iluminado pelos últimos 30 anos a vida de crianças e adolescentes da periferia da capital paulista ao manter seis creches e um centro para jovens. As condições da morte de Tia Vera, como era chamada, intrigam a polícia. Ela despareceu na manhã de 16 de julho. Dois dias depois, um corpo carbonizado foi encontrado no porta-malas de seu veículo, também incendiado. A polícia trabalha com a possibilidade de o assassinato ter sido motivado pelo dinheiro movimentado pela ONG Auri Verde, liderada por Vera e que gerencia, em convênio com a prefeitura, as creches, um centro para crianças e adolescentes e o espaço para ...

    Leia mais
    Unindo contos de fada a mitologia dos orixás, professora usa a dança para romper preconceitos e valorizar cultura negra (Foto: Eduardo Lubisco)

    Matemática, “Frozen” e Yemanjá se unem na arte negra de educar na Bahia 

    "Toda dança tem história e toda história é sagrada". Esse é o lema que orienta a dançarina e coreógrafa Jedjane Mirtes, 39, em sua trajetória no ensino da arte. Em mais de 20 anos de pesquisa sobre as manifestações da cultura popular, em especial da dança afro, a arte-educadora foi desenvolvendo possibilidades de interdisciplinaridades: "Já foi comprovado que quando se leva arte para dentro da escola o aprendizado é mais fluente. É possível utilizar em todas as disciplinas. Por exemplo, a partir do ponto que trabalhamos com os números arábicos e romanos, é preciso que o estudante saiba que a matemática e a astrologia eram ciências já dominadas pelos povos africanos. Além de conhecer a história, perceber que a matemática está em tudo: no compasso da música, da dança, na exatidão dos movimentos". Neste sentido, Jedjane sugere a educadores a construção de atividades lúdicas. "É possível tocar um instrumento ou ...

    Leia mais
    (Foto: Getty/ Reuters/ PRBK)

    ‘Na escola dos meus filhos não tem negro nas salas de aula’

    Quem são os negros da escola do teu filho? Coletivos de pais dos colégios Vera Cruz, Equipe, Santa Cruz, Oswald de Andrade, São Domingos, Alecrim e Instituto Singularidades têm repetido a pergunta insistentemente dentro das instituições. Aos pais e famílias que as frequentam e às equipes docentes. Um movimento que nasceu tamanha a discrepância da bolha social em que os filhos vivem somada a consciência de que é preciso fazer parte do movimento antirracismo ao lado dos negros. Quase que em sua totalidade, negros, na na vida particular dessas crianças e adolescentes, costumam ser os empregados: faxineiros, domésticas, babás, auxiliares. Uma questão que vai muito além do que é tradicionalmente chamado de racismo. É o racismo estrutural que está enraizado na sociedade de forma basilar. Em que os negros, em suas diferentes posições, garantem o alicerce dos brancos. E a fala não tem exagero. Basta olhar ao redor. Qual escola ...

    Leia mais
    Billy Malachias, mestre em Geografia e pesquisador do Núcleo de Apoio à Pesquisa e Estudos Interdisciplinares do Negro Brasileiro (NEINB/USP) – (Foto: Rosana Barbosa)

    Caminho para o pleno exercício da cidadania

    Instituída em 10 de dezembro de 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos (DUDH) estabelece a educação como um direito básico e fundamental a que todo ser humano deve ter acesso ao nascer e durante toda a sua vida. O documento é composto por 30 artigos, sendo que o 26º formaliza a obrigatoriedade da alfabetização gratuita, independentemente da idade. Embora seja um direito reconhecido há 72 anos, há uma longa distância entre o que está na declaração e a realidade. Não por acaso, o enfrentamento ao racismo na educação é um dos eixos programáticos de investimento do Fundo Baobá para Equidade Racial. A Organização Mundial da Saúde (OMS) também alertou que a pandemia escancarou desigualdades, produziu corte de recursos em todas as áreas, sem poupar a educação, aumentou a pobreza e forçará 9,7 milhões de jovens a abandonar os estudos até o fim de 2020. Quando é feita uma análise mais ...

    Leia mais
    Jaqueline é fundadora do Coletivo Di Jejê.(Foto: Imagem retirada do site DC)

    Doutoranda em Antropologia Social, professora Jaqueline Conceição desenvolve ações que abordam a cultura antirracial

    A professora Jaqueline Conceição é representatividade. Mulher negra, empreendedora e doutoranda em Antropologia Social pela Universidade Federal de Santa Catarina, ela se coloca como voz e cria espaço de fala para mulheres, negros, indígenas, pobres e marginalizados através da educação. A pedagoga, de 35 anos, nasceu em São Paulo, mas escolheu e foi escolhida por Florianópolis, em 2015, para fixar o projeto de vida. Fundou em 2014, o Instituto de Pesquisa sobre Questões Étnico Racial e de Gênero Coletivo Di Jejê, que está sediado na capital catarinense, mas com braços em outros estados e países. A inquietação para o projeto surgiu após a finalização do mestrado em Educação; História, Política, Sociedade na PUC-SP e da percepção “da ausência de intelectuais negros na formação teórica, mesmo para pesquisadores que trabalham com a temática racial”. A plataforma de ensino desenvolvida por ela tem foco na educação antirracista e feminismo negro do Brasil, ...

    Leia mais

    Escola Politécnica da Fiocruz lança manual sobre biossegurança para reabertura de escolas no contexto da Covid-19

    A Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio (EPSJV/Fiocruz) lançou o ‘Manual sobre biossegurança para reabertura de escolas no contexto da Covid-19’, que reúne normas e diretrizes para retomada das aulas em segurança. O manual traz informações facilmente acessíveis, destacando as questões sanitárias, aspectos sobre a transmissão da Covid-19 e a implementação de boas práticas de biossegurança que possam contribuir para a promoção da saúde e a prevenção dessa doença nas escolas. ‘Manual sobre biossegurança para reabertura de escolas no contexto da Covid-19’ Segundo a coordenadora geral de Ensino Técnico da EPSJV, Ingrid D’avilla, que fez parte da equipe que elaborou o documento, o manual poderá contribuir para a tomada de decisão pelos gestores, trabalhadores e a comunidade das instituições de ensino. Para ela, o manual se compromete com a explicitação de fundamentos técnico-científicos da biossegurança, que necessariamente precisam ser discutidos a partir de uma perspectiva pedagógica e de ênfase na ...

    Leia mais
    O professor e presidente da Comissão Central de Averiguação da Unesp (Universidade Estadual Paulista), Juarez Tadeu de Paula Xavier (Foto: Reprodução/Facebook)

    Fraudes estão sabotando cotas, diz professor que preside comissão na Unesp 

    O professor Juarez Tadeu de Paula Xavier acompanhou com muita atenção as notícias das expulsões de alunos que fraudaram cotas raciais na UnB (Universidade de Brasília) e na USP (Universidade de São Paulo) nos últimos dias. Doutor com ênfase em comunicação e cultura, ele preside a Comissão Central de Averiguação da Unesp (Universidade Estadual Paulista), que analisa os alunos que ingressam na universidade se autodeclarando pretos ou pardos. "Foi um ato corajoso da universidade, de fazer esse enfrentamento, porque isso viola um princípio fundamental da instituição", diz Xavier. "Outra coisa é que a UnB afirmou que as fraudes são criminosas, que os candidatos incorreram em falsidade ideológica. Achei fantástico." Para o professor, "as fraudes estão sabotando as políticas de cotas." Em 2019, Xavier fez parte de uma missão complexa e desgastante, passando por 23 cidades em dez dias para analisar todos os alunos que ingressaram na Unesp por meio das ...

    Leia mais
    Cristiane de Assis Portela na Universidade de Brasília. Foto: Cristiane de Assis Portela

    “Ao acessar narrativas de autoria indígena, devemos estar muito atentos ao risco de reforçar visões exotizadas ou essencializadoras”

    Em entrevista, a historiadora Cristiane de Assis Portela, professora do Departamento de História da Universidade de Brasília (UnB), fala sobre o conceito de interseccionalidade na área da educação e os desafios do ensino de história após a promulgação da Lei 11.645/2008, que estabelece como obrigatório nas instituições de educação básica do país o estudo da história e cultura afro-brasileira e indígena. Larissa Pereira entrevista Cristiane de Assis Portela A promulgação da Lei 11.645/2008, que estabelece como obrigatório nas instituições de educação básica do país o estudo da história e cultura afro-brasileira e indígena, materializa, no currículo escolar, ainda que tardiamente, uma série de debates e de lutas que movimentos sociais e pesquisadores já vinham travando nas últimas décadas. Trata-se, portanto, de uma conquista que questiona e diversifica um ensino-aprendizagem ainda demasiadamente focado nas experiências europeias. Mas, uma vez promulgada a lei, como examinar e ensinar, efetivamente, de forma crítica e ...

    Leia mais
    Sauanne Bispo sofreu diversos episódios de racismo, desde a infância em colégio particular até a vida adulta, como dona do próprio negócio. Hoje, dá palestras sobre inclusão racial. (Foto: Edilson Dantas / Agência O Globo)

    A jornada contra o racismo de uma mulher negra nascida na elite da Bahia

    Nasci em Salvador, na Bahia, tenho 34 anos e sou filha de Celeste Bispo, professora graduada em letras e investigadora da Polícia Civil baiana. Meu pai é um artista plástico, faz esculturas em madeira. Eles nunca se casaram, mas ele sempre esteve presente em minha vida. Sou filha única. Cresci num bairro central de Salvador, o Garcia. Durante minha vida toda, estudei no Colégio Antônio Vieira — uma tradicional escola particular. Apesar de eu viver num estado com cerca de 82% da população preta ou parda, na escola toda havia no máximo 20 estudantes negros. Na minha sala eram eu e mais dois, na melhor das hipóteses. Eram comuns as panelinhas na sala de aula. Um colega me deu o apelido de Melanina e depois ele abreviou para Mel. Quando alguém perguntava “Por que Mel?”, ele ria para explicar. Certa vez eu estava na fila da cantina e uma menina ...

    Leia mais
    Djamila Ribeiro, mestre em filosofia política, ativista feminista e secretária-adjunta de Direitos Humanos de São Paulo. RICARDO MATSUKAWA

    A escola de sua cidade aplica a Lei 10.639/03, uma consequência da luta negra?

    Muitas pessoas têm me perguntado recentemente o que elas podem fazer em prol da equidade racial no país. Quando Angela Davis afirmou que não basta não ser racista, mas é necessário ser antirracista, fez um chamado à ação, à transcendência do mero repúdio moral à discriminação. Por ação, precisamos entender que há uma estrutura posta que intermedeia todas as relações sociais e uma semana de mobilização pela internet não será suficiente para transformá-la. Então, perguntam: qual seria uma ação antirracista possível na minha realidade? O que posso fazer? Linoca Souza/Folhapress Bom, há muito o que ser feito, mas neste texto gostaria de destacar o que é um elemento central na formação e constante atualização do sistema racista: a educação. A luta de movimentos negros pela transformação no sistema educacional remonta às fundações deste país. Desde a Constituição do Império, que proibia as pessoas negras e indígenas ...

    Leia mais
    (Foto: Imagem retirada do site Folha de S. Paulo)

    Movimento negro pede que STJ suspenda ato de Weintraub revogando cotas para pós-graduação

    Organizações ligadas ao movimento negro protocolaram no Superior Tribunal de Justiça (STJ) um mandado de segurança pedindo a suspensão do último ato de Abraham Weintraub como ministro da Educação, no qual ele revogou a portaria estipulando cotas para negros, indígenas e pessoas com deficiência em cursos de pós-graduação. "Fica evidente que o ato praticado pelo sr. Ministro da Educação, à míngua de motivação, infelizmente, manchando a honorabilidade de tão alto cargo, não passou de mero melindre com sua demissão", afirma o documento, assinado pela Coalizão Negra, que reúne 150 entidades de defesa dos direitos dos negros, e pelo Coletivo de Advocacia em Direitos Humanos (CADHU). O mandado de segurança alega ainda que a revogação da portaria "violou o direito líquido e certo dos impetrantes , que atuam na luta por um país justo, com igualdade de direitos e oportunidades, exigindo um longo e profundo processo de reparação histórica à população ...

    Leia mais
    Livros foram doados por diversas instituições e estão sendo incluídos nas cestas básicas doadas a pessoas em situação de rua e famílias pobres - Corra pro Abraço

    Arroz, feijão e livros; cestas básicas estão incluindo literatura na Bahia

    “Um livro como um abraço” é o mote de uma campanha realizada em Salvador. Além da tradicional cesta básica com alimentos e produtos de higiene, pessoas em situação de vulnerabilidade na capital baiana também estão recebendo literatura durante a pandemia do coronavírus. "A gente resolveu propor a inclusão de literatura nas cestas básicas e disponibilizar também nas ruas esses livros, para que sejam uma alternativa de entretenimento. As pessoas estão nessa situação de empobrecimento que leva à fome de comida, mas que está também relacionada à ausência de outros 'alimentos'. Os alimentos para o espírito, como livros, a educação, uma boa estrutura de redes e relações que lhe permitam ter condições dignas de vida”, afirma Trícia Calmon, coordenadora geral do Corra pro Abraço, um programa de redução de danos da Secretaria de Justiça, Direitos Humanos e Desenvolvimento Social da Bahia, que desenvolveu o projeto de literatura. Trícia diz que as ...

    Leia mais
    Getty Images

    Professores, pais e entidades procuram Justiça contra obrigatoriedade do ensino remoto

    Mais de um mês após o fechamento das escolas em todo o país por conta da pandemia, começam a surgir questionamentos quanto à eficácia de se considerar que as aulas não presenciais e atividades a distância possam substituir o que o aluno aprende na escola. Sobretudo na rede pública, em que o acesso dos estudantes e professores à internet muitas vezes é inexistente ou precário, teme-se o aprofundamento das desigualdades no aprendizado. É com essa preocupação que começam a surgir ações do Ministério Público e projetos de lei para impedir que o ensino remoto na educação básica seja contabilizado como parte das horas letivas obrigatórias estipuladas pelo Ministério da Educação. O ministério permitiu a flexibilização dos 200 dias obrigatórios no ano letivo, mantendo, porém, a exigência das 800 horas. Nesta semana, o Conselho Nacional de Educação recomendou que as aulas não presenciais sejam contadas na carga horária, abrindo a possibilidade ...

    Leia mais

    Geledés se posiciona à consulta pública do Conselho Nacional de Educação (CNE)

    Posicionamento de Geledés Instituto da Mulher Negra à consulta pública do Conselho Nacional de Educação (CNE) relativa à proposta de Parecer que trata da Reorganização dos Calendários Escolares e a realização de atividades pedagógicas não presenciais durante o período de Pandemia da COVID-19.   Por Suelaine Carneiro Quem Somos: Geledés Instituto da Mulher Negra é uma organização da sociedade civil fundada em 30 de abril de 1988, que se posiciona em defesa de mulheres e negros por entender que são segmentos sociais que padecem de desvantagens e discriminações no acesso às oportunidades sociais em função do racismo e do sexismo vigentes na sociedade brasileira. Posiciona-se também contra todas as demais formas de discriminação que limitam a realização da plena cidadania, tais como: a lesbofobia, a homofobia, os preconceitos regionais, de credo, opinião e de classe social. Compreendemos a educação como um direito humano, cabendo ao Estado brasileiro garantir e efetivar ...

    Leia mais
    Getty Images/iStockphoto

    MPRJ quer que aulas virtuais do estado não sejam somadas na carga horária do ano letivo

    Entidade alega que exclusão digital deixa muitos alunos de fora do ensino a distância No O Dia Getty Images/iStockphoto O Ministério Público estadual (MPRJ) entrou na Justiça para que as aulas oferecidas a distância aos alunos da rede estadual de ensino durante a pandemia do novo coronavírus (covid-19) não sejam computadas no somatório da carga horária efetiva no ano. Por causa do fechamento das escolas, o governo do estado está compensando as aulas através de aplicativos. O MPRJ alega que a Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB) determina o cumprimento de 800 horas letivas presenciais como direito dos alunos. Por isso, a entidade pede para que as aulas virtuais sejam consideradas apenas como atividades complementares e "de estímulo intelectual aos alunos, sem prejuízo da retomadas das aulas presenciais, assim que possível". Na ação, o Ministério Público também pede para que as aulas virtuais sejam ...

    Leia mais
    Página 1 de 135 1 2 135

    Últimas Postagens

    Artigos mais vistos (7dias)

    Twitter

    Welcome Back!

    Login to your account below

    Create New Account!

    Fill the forms bellow to register

    Retrieve your password

    Please enter your username or email address to reset your password.

    Add New Playlist