Tag: Educação

Bruna Brelaz (Foto: @yuri_salvador)

Primeira amazonense a presidir a UNE define prioridades na educação

Em meio a desafios no fomento à educação brasileira, a União Nacional de Estudantes contou com um grande avanço, elegendo, pela primeira vez em 84 anos, uma presidente negra ao órgão. Com apenas 26 anos, a manauara e estudante de direito Bruna Brelaz já foi diretora do DCE da Universidade do Estado do Amazonas (UEA) e presidente da União Estadual dos Estudantes do Amazonas. Definitivamente, Bruna deve herdar uma gestão sujeita a diversas dificuldades. Beirando 550 mil mortes em decorrência da Covid-19 no Brasil, o movimento estudantil passa por um período conturbado, tendo em vista, além da crise sanitária, articulações políticas contrárias às diretrizes pelo ensino igualitário no país. Em entrevista ao Em Tempo, Bruna destacou as principais prioridades na liderança da maior entidade do movimento estudantil brasileiro. Segundo ela, a defesa por vagas na universidade pública para minorias continua sendo essencial. A estudante reforçou, além disso, a atual realidade ...

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Gênero e educação pós-pandemia: A questão da violência doméstica

No dia 11 de julho de 2021, a internet foi tomada pelas imagens do produtor cultural Iverson de Souza Araújo, conhecido como DJ Ivis, agredindo sua ex-esposa Pamella Holanda, na frente de seu filho e de outras duas pessoas. Apesar de toda a indignação e revolta geradas na internet pela divulgação das imagens, no dia seguinte, tivemos a triste notícia de que mais 200 mil pessoas passaram a seguir a conta do DJ no Instagram. Apenas curiosidade ou estaríamos presenciando o surgimento de mais um ídolo perverso? Não sei responder. Mas, não me causaria espanto, já que vivemos em um país onde o presidente é uma espécie de “Gru”, com seus “minions” de cercadinho e suas milícias virtuais. Em nosso país, as relações assimétricas de gênero, atravessadas por questões de raça e classe, produzem um cenário de insegurança para as mulheres, pelo simples fato de ser mulher. Em 2013, o ...

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Infográfico – A educação de meninas negras em tempos de pandemia: o aprofundamento das desigualdades

O direito à educação nunca foi realidade para todas as crianças e adolescentes no Brasil, mas a pandemia de COVID-19 agrava um cenário já bastante comprometido. No que diz respeito às meninas negras, a pesquisa realizada por Geledés Instituto da Mulher Negra, demonstra que elas são as mais atingidas pelas desigualdades educacionais. Aqui destacamos alguns dados da pesquisa:

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Unicamp recebe acervo Geledés Instituto da Mulher Negra

O Arquivo Edgard Leuenroth (AEL) do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas (IFCH) da Unicamp recebeu no último dia 26 de junho o acervo Geledés Instituto da Mulher Negra, fundado em São Paulo em 1988 por um grupo de 10 mulheres. São elas: Sueli Carneiro,Solimar Carneiro, Sônia do Nascimento, Edna Roland, Maria Lúcia da Silva, Ana Maria da Silva, Deise Benedito, Elza Maria da Silva, Eufrosina de Oliveira e Lúcia Bernardes de Souza. Atualmente o Instituto é presidido por Antônia Quintão. O acervo é composto por um conjunto de documentos acumulados durante 33 anos que registra vários aspectos das trajetórias e lutas de mulheres negras, com destaque para os temas saúde da mulher negra e direitos reprodutivos; machismo e violência doméstica; direitos humanos; educação; as articulações com outros movimentos de mulheres no Brasil e na diáspora; lutas por cidadania e direitos da população negra em geral. Além disso, nos documentos doados ...

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Hemetério, Rufina e Coema: professores negros e o legado da educação

Em outubro de 1910, cerca de duzentas moças seriam solenemente diplomadas professoras naquela que prometia ser uma “brilhantíssima festividade” promovida pela Prefeitura do Distrito Federal (à época a cidade do Rio de Janeiro). Como havia três anos que não ocorria uma cerimônia desse tipo, seriam reunidas as concluintes dos anos de 1907, 1908 e 1909. Dentre as formandas estava a jovem Coema Hemetério dos Santos, que naquele mesmo mês completaria vinte e dois anos de idade. Seu nome, de origem Tupi, “o início da manhã”, foi a forma escolhida por seus pais, Hemetério José e Rufina Vaz, para marcarem o início da família Hemetério dos Santos. Formada a partir da união de um casal de professores negros, os Hemetério dos Santos procuraram transmitir o legado do magistério à menina “flor de beleza” e “luz de amor”. Nascida em 20 de outubro de 1888 na Corte do Rio de Janeiro, Coema ...

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Cássia Vale, Geise Oliveira, Lívia Sant’Anna Vaz e Sandra Oliveira  (Foto: Divulgação)

Festival Julho das Pretinhas realiza evento de arte-educação voltado para crianças negras

A terceira edição do Julho das Pretinhas reúne uma série de ações voltadas para potencializar o empoderamento de meninas negras através de atividades culturais e educativas como bate-papos, oficinas criativas e apresentações artísticas. A programação acontece virtualmente de 05 a 31 julho através das redes sociais  @julhodaspretinhas e é voltada para crianças, adolescentes, ativistas e educadores de todo o Brasil.  O festival nasceu em 2019, idealizado por Cássia Valle, que também assina a coordenação artística do evento, e desde sua estreia conta com apoio do Centro Educacional Maria Felipa, responsável pela coordenação pedagógica. Cássia tomou como referência o Dia Internacional da Mulher Negra, Latino-Americana e Caribenha, celebrado no dia 25 de julho, para propor um evento voltado ao público infanto-juvenil. Nesta terceira edição,  o evento é organizado pela DiPreta Produções, Moinhos Giros de Arte e Cultura e do Selo Calu Brincante. O evento inicia no dia 5 de julho com ...

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Foto: Enviada pelas autoras para o Portal Geledés

Preta, pretinha, não liga para o que dizem essas pessoas e só abaixe a sua cabeça, quando for para colocar a coroa.¹

Recentemente o Instituto da Mulher Negra – Geledés, realizou a pesquisa “A educação de meninas negras em tempos de pandemia: O aprofundamento das desigualdades”. Embora o estudo tenha como local de pesquisa a cidade de São Paulo, seus resultados chamam a atenção para a situação da educação das meninas negras em todo o país. O texto desta semana buscará refletir sobre alguns dos resultados alcançados pela pesquisa que devem ser percebidos por mulheres negras adultas, em especial àquelas consideradas lideranças. É evidente que o compromisso com os direitos e cuidado das meninas negras, e de todas as crianças e adolescentes, é de responsabilidade coletiva, exatamente como determina o artigo 227 da Constituição Federal, entretanto, é notório que as mulheres negras têm um olhar mais sensível, humano e próximo à realidade das meninas negras, seja porque um dia já foram meninas negras , seja porque elas irão herdar  o legado social ...

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Noel Gordon diz que as consequências de ter estudado numa escola ESN permanecem  (LYTTANYA SHANNON/ROGAN PRODUCTIONS)

As centenas de crianças negras britânicas enviadas a escolas para pessoas com deficiência nos anos 60 e 70

Nos anos 1970, ao 6 anos, Noel Gordon foi mandado para o que era conhecido na época como internato "educativo subnormal" (ESN), a 24 km da sua casa. "Aquela escola era o inferno", diz Noel. "Eu passei dez anos lá e quando sai, aos 16, não conseguia trabalho, porque não era capaz de ler ou preencher um formulário de emprego", diz. Cerca de um ano antes de entrar numa escola ESN, Noel deu entrada num hospital para retirar um dente. Ele tomou anestesia, mas tinha anemia falciforme (doença hereditária caracterizada pela alteração dos glóbulos vermelhos do sangue) não diagnosticada. E a anestesia provocou uma reação séria. Noel diz que os problemas de saúde derivados disso o levaram a ser visto como alguém com dificuldades de aprendizado e que fosse recomendando que ele frequentasse uma "escola especial". No entanto, nenhuma evidência ou explicação sobre a deficiência de Noel foi dada aos ...

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A estudante Mirian Hapuque Magalhães, 31, da UFBA, recebeu o auxílio-alimentação pela metade neste mês - Rafael Martins/ Folhapress

Após cortes, universidades federais reduzem auxílios a alunos vulneráveis e adiam retorno presencial

Com cortes orçamentários de até 36% das verbas de custeio determinados pelo governo Jair Bolsonaro (sem partido), universidades federais vivem um cenário de estrangulamento, com a suspensão parcial de bolsas para alunos vulneráveis e impacto até em pesquisas para vacinas contra a Covid-19. Parte das universidades, como as federais do Pará, do Acre, de Santa Maria (RS) e de São Carlos (SP), já temem não ter condições para retomar as aulas presenciais no segundo semestre deste ano. O Ministério da Educação afirmou que se esforça para mitigar os efeitos das reduções orçamentárias impostas às universidades e recompor as verbas. Os cortes sucessivos são registrados desde 2019, primeiro ano do governo Bolsonaro. Professores tiveram que comprar camundongos com o próprio dinheiro para não interromper pesquisas, e universidades tiveram que cortar até o bife dos restaurantes universitários. Na Universidade Federal da Bahia, que perdeu R$ 30 milhões da verba de custeio, o contingenciamento arrochou os ...

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Cida Bento (Foto: Carolina Oms/Believe.Earth)

Sentimento de não pertencer é um desafios para os negros nas universidades

Durante muitos anos, como estudante de doutorado e depois como pesquisadora na USP (Universidade de São Paulo), senti, repetidas vezes, o desconforto e o estranhamento das pessoas diante de minha presença e circulação em certos espaços da universidade. Participando de bancas examinadoras de mestrado e doutorado, o estranhamento de ter uma mulher negra nesse lugar acadêmico aparecia de maneira mais intensa. De certa maneira, o olhar que expressa a pergunta “o que faz você aqui?" é uma das tantas possibilidades de reação de profissionais de instituições brasileiras diante da presença negra em lugares onde ela não era esperada. Reflete ainda o longo caminho a percorrer no território do enfrentamento do racismo institucional por organizações públicas ou privadas. Com a ampliação da presença da juventude negra na universidade, com certeza essa reação se acentua. Lembrei-me muito dessas ocorrências nos últimos dias após o suicídio de jovens negras e negros na USP. E a ...

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A importância da Educação Básica para a Promoção da Equidade Racial – Um Chamado!¹

Inicio minhas reflexões ressaltando minha admiração pelos (as) profissionais da educação básica, segmento do qual eu faço parte. Exalto o comprometimento das professoras, e o trabalho incansável nestes tempos de pandemia. Um trabalho desgastante e que tem nos exigido muito mais do que às vezes poderíamos suportar. E mesmo assim, seguimos buscando os melhores caminhos para a realização do nosso trabalho. Proponho que incorporemos o que o movimento de mulheres negras, indígenas e latino-americanas vem dizendo há muito tempo: a importância do autocuidado e a importância de nos cuidarmos coletivamente para que possamos manter nossa saúde física e mental, especialmente porque a carreira docente na educação básica é composta em sua maioria por mulheres, e sabemos que as mulheres de forma geral, e em especial as mulheres negras, reiteradamente têm acúmulo de funções, e a pandemia intensificou essa situação.  Não está fácil, por isso precisamos reservar momentos para respirarmos, para ...

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Veja quem assinou a Carta-compromisso pelo direito à educação das meninas negras.

É notório que o direito à educação nunca foi realidade para todas as crianças e adolescentes no Brasil. Contudo, a pandemia de COVID-19 tem agravado ainda mais um cenário já bastante comprometido, causando impactos irreversíveis à educação no Brasil, onde a maioria das escolas não conta com o suporte necessário para o oferecimento do ensino remoto ou a distância. No que diz respeito às meninas negras, a pesquisa “A educação de meninas negras em tempos de pandemia: o aprofundamento das desigualdades”, realizada por Geledés Instituto da Mulher Negra no município de São Paulo, revela que elas são as mais atingidas pelas desigualdades educacionais. Os impactos da pandemia na trajetória educacional das estudantes negras evidenciam que o encontro das opressões de gênero e raça determinam lugares e possibilidades distintas na vida em sociedade, limitam sua trajetória escolar e impactam negativamente suas perspectivas de futuro. Ao falarmos de crianças e adolescentes negros, ...

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Coletivo de incentivo á leitura lança a primeira biblioteca do Brasil de troca de livros de autoras negras

O coletivo Mulheres Negras na Biblioteca que, desde 2016, promove atividades de mediação de leitura de obras de autoras negras, como encontros literários, rodas de poemas e bate-papos com educadores, lança, pelo site www.mulheresnegrasnabiblioteca.com.br, a primeira biblioteca on-line, do Brasil, de troca de livros de autoras negras. Por meio de uma plataforma on-line, um acervo de aproximadamente 200 livros de autoras negras – ficção-científica, ensaios, poesia, biografias e romances nacionais e internacionais – será disponibilizado para o público (de qualquer lugar do Brasil) mediante à troca de obras apenas de autoras negras, que serão enviadas pelos Correios. O projeto Mulheres Negras na Biblioteca de Trocas (MNBT) tem o apoio do Programa VAI, da Secretaria Municipal de Cultura de São Paulo. O lançamento da plataforma virtual será no dia 27 de maio, às 15h, via Zoom, em um evento em parceria com o SisEB (Sistema Estadual de Bibliotecas Públicas de São ...

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“ESSE CURSO É PARA MENINAS RICAS”: Kate Silva, mulher negra no curso de Terapia ocupacional da PUC Campinas, 24 anos atrás.

1- Kate, ouvi sua história alguns anos atrás e me tocou a sua trajetória na Universidade Católica de Campinas. Poderia nos contar em que ano ingressou, qual curso escolheu e por quê? Ingressei na vida acadêmica em 1994, no curso de Terapia Ocupacional (TO). A escolha pelo curso foi uma opção que me deixaria na área da saúde, porque, na verdade, embora resolvida hoje com a minha escolha, confesso que abortei o sonho da medicina. Dois anos antes de eu ingressar na TO, prestei medicina em várias faculdades públicas e privadas. E, mesmo com muito esforço, não foi possível. Interessante que anos depois, eu já formada, me deparei refletindo sobre duas questões. Primeiro que aos 17 anos, eu não tinha autoestima suficiente para acreditar na possibilidade de cursar medicina. Existia um grande desejo, mas ao mesmo tempo, uma sensação de pretensão demais para a minha realidade. Numa família de origem ...

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A Educação de Meninas Negras em Tempos de Pandemia: O aprofundamento das desigualdades – O livro

Há consenso na afirmação de que a pandemia da COVID-19 escancarou as desigualdades já existentes no Brasil. E quando o tema é abordado por profissionais da área da educação, elas e  eles desenham um quadro de desalento das crianças e adolescentes brasileiros, principalmente pelo fato da modalidade EAD ter sido assumida, praticamente, como única estratégia de atendimento aos estudantes, que, via de regra, têm muitas dificuldades para acessar as plataformas digitais, não possuem dispositivos eletrônicos e nem tão pouco acesso à internet. Além disso, suas famílias, sobrecarregadas, encontram muitas dificuldades para organizar tempo e espaço nas residências para acompanhar as crianças menores que demandam maior atenção durante a realização das atividades escolares. É preciso refletir sobre algumas questões para que seja possível compreender a dimensão dos problemas educacionais que decorrem dessa atuação negligente do Poder Público frente às demandas legítimas de educação das crianças e adolescentes brasileiros, em período de isolamento ...

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Taís Nascimento (Foto: Arquivo Pessoal)

Das escolas informais no período escravista às redes de apoio em TI

Em 2013, a chegada dos primeiros médicos e médicas cubanas do programa Mais Médicos foi acompanhada de vários episódios explícitos de racismo. Uma jornalista do Rio Grande do Norte na época publicou no Facebook: “essas médicas cubanas tem uma cara de empregada doméstica… Será que são médicas mesmo? Médico geralmente tem uma postura, tem cara de médico, se impõe a partir da aparência”. Esse caso em especial me chama atenção porque fala diretamente a nós mulheres negras e do espaço que a sociedade espera que nós ocupemos. O espaço destinado à mulher negra no imaginário social está sempre ligado ao servir, ao trabalho doméstico, às cozinhas, o que não é uma desonra, mas todos sabemos que só recentemente as empregadas domésticas conseguiram direitos já consagrados há décadas a todas as outras categorias profissionais, de modo que sempre foi uma classe muito ligada ao subemprego ou ao trabalho informal. A imagem ...

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Photo by Lia Castro from Pexels

Apoiar entrada de jovens negros na universidade é pensar sobre qual futuro queremos

Em um cenário de crise aguda, a educação continua sendo alvo de descaso, como mostra a retirada definida pelo governo federal de R$1,4 bilhão do MEC (Ministério da Educação). Foi a pasta que mais perdeu recursos. Ao mesmo tempo, jovens de baixa renda —em sua maioria, negros— sofrem com a falta de equipamentos adequados e de apoio para estudarem. Esses problemas dificultam ainda mais a inserção da juventude negra e periférica no ambiente acadêmico. Nesse cenário em que não há políticas públicas sendo pensadas é que surge uma iniciativa corajosa e potente do Fundo Baobá: o Programa Já É: Educação e Equidade Racial. Em sua primeira edição, a iniciativa ofereceu a cem jovens negros, das periferias da capital paulista e da região metropolitana de São Paulo, bolsas de estudo em um curso preparatório para o vestibular. O programa, do qual fazemos parte, foi desenvolvido em parceria com Fundação City, Demarest ...

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Foto: @pixabay/ Nappy

O corpo negro na Educação Física escolar

O presente ensaio tem com proposta provocar alguma reflexão sobre o corpo negro na Educação Física escolar, esse ácido caminho se depara com algumas formas do racismo, dentre eles, o científico, institucional e estrutural. Não rara as vezes deparamos com narrativas que dizem que o negro é bom para o esporte. Falsos discursos que se aportam nas “ciências”, para “subsidiar” essas narrativas, dentre elas, que o negro é melhor na corrida de velocidade por ter mais fibras musculares tipo branca, em detrimento a corrida de longas distâncias, que requer mais as fibras vermelhas, ou retóricas que a população negra tem dificuldade com a natação, devida sua densidade corporal. Ao pensar no domínio dos Quenianos e Etíopes na corrida de São Silvestre, já invalida a questão das corridas de longas distâncias, se a premissa é falsa, a afirmação não é verdadeira. No que tange a natação não se discute o não ...

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Amanda também é professora de uma companhia de teatro em Realengo: 'Conheço outros três cotistas que também passaram por problemas' (Foto: Acervo pessoal)

Cancelamento de matrícula de cotista da Unirio gera revolta entre alunos e professores

A estudante universitária Amanda Silva Gomes, de 26 anos, passou, em primeiro lugar, para o curso de Teatro da UniRio no primeiro semestre do ano passado e, mesmo com a colocação, se viu em meio a um processo kafkaniano para garantir a sua vaga na instituição. Por ser cotista, a jovem negra que é atriz e professora de teatro da companhia Megaroc, de Realengo, Zona Oeste do Rio, onde mora, precisou apresentar à universidade, durante a matrícula, a documentação necessária para provar a sua renda. No processo de triagem, a estudante foi encaminhada ao servidor responsável pela Coordenadoria de Acompanhamento e Avaliação do Ensino de Graduação (Caeg), que verificou a ausência da Carteira de Trabalho e Previdência Social (CTPS) física e, informando que haviam outros meios para a universidade comprovar a renda, solicitou seu CPF e acessou o aplicativo do INSS na sua frente, mostrando para ela que não constava ...

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O patrício José Cláudio Nascimento e as experiências negras de educação popular

Já são muitos os/as estudiosos/as que reconhecem a figura de Abdias do Nascimento quando se trata do ativismo negro no período pós-abolição. Isso não acontece por acaso, visto que esse intelectual negro esteve em diversas frentes de ativismo e resistência da população afro-brasileira. Entre uma das mais famosas, estava a participação na gestão do Teatro Experimental do Negro (TEN), onde com outros intelectuais negros, como Guerreiro Ramos, construiu seminários de proporção nacional. De todo modo, sabemos que ele não atuou sozinho e entre as figuras que faziam parte de sua rede de sociabilidade está o patrício negro José Cláudio Nascimento, personalidade ainda muito pouco conhecida entre os/as pesquisadores/as que investem na história do pós-emancipação e da educação brasileira.  Em 5 de novembro de 1949, o jornal Diário Carioca reporta uma das atividades promovidas pela Conferência Nacional do Negro, capitaneada pelo já citado Teatro Experimental do Negro. A mesa daquele dia ...

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