terça-feira, setembro 21, 2021
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Emicida estreia série documental “O Enigma da Energia Escura”, no GNT

Apresentada por Emicida, a série produzida pela Lab Fantasma propõe reflexões fundamentais do ponto de vista da negritude

Tudo o que a gente conhece – da filosofia ao k-pop, das pirâmides do Egito a um prato de comida, de um grão de areia até todo conhecimento já produzido pela humanidade – equivale, aproximadamente, a 4% de tudo que existe no universo. O 96% restante é composto por matéria e energia escura, ou seja: temos mais coisas por conhecer do que tudo que já conhecemos ao longo da história. Partindo dessa premissa, Emicida e Evandro Fióti desenvolveram uma série documental intitulada “O Enigma da Energia Escura”, que estreia na próxima semana, no dia 18 de agosto, no GNT, às 23h30 e também estará disponível no GloboPlay.

Acho a metáfora do título da série fascinante. A ilusão de conhecimento é, na verdade, a maior inimiga dele. A falsa sensação de que já sabemos tudo nos deixa estagnados, presos; assim ficamos impossibilitados de avançar“, comenta Emicida, que também é apresentador do programa.

Cada episódio será apresentado por Emicida de uma cabine espacial, em uma galáxia distante que faz alusão direta à origem da cultura hip-hop, quando, nas festas de rua do Bronx em Nova York, nos anos 70, os DJs soltavam as músicas e os MCs versavam por cima dos instrumentais. Esta relação se dá devido à revolução que o rap causou no mercado da música, levando autoestima e salvando jovens ao redor do mundo, entre eles o próprio Emicida. Na série, ele vai atrás das suas histórias e, para além da música, convida especialistas, intelectuais, ativistas, artistas e pensadores para buscar reconstruir a história do nosso povo.

Produzida por Evandro Fióti por meio da Laboratório Fantasma, a série tem direção geral de Day Rodrigues, diretora de “Mulheres Negras – Projetos de Mundo”; Emílio Domingos, diretor do longa-metragem documental “Favela é Moda”; e Mariana Luiza, diretora do curta-metragem “Cascas de baobá”.A escolha dos nomes por trás das câmeras se deu em consonância com o compromisso estratégico da Laboratório Fantasma – empresa criada na periferia de São Paulo que atua há mais de 12 anos nos segmentos da música, moda, cultura e do entretenimento e que entende que é fundamental ampliar a diversidade de narrativas, além de levar a pluralidade do povo brasileiro para as telas.

Em 2016, por exemplo, uma pesquisa da Ancine revelou que apenas 2,5% de diretores e roteiristas dos filmes produzidos no Brasil eram negros, dados que assustam uma vez que pelo último IBGE é sabido que a população brasileira é formada por 56% de pessoas pretas e pardas.

“Infelizmente, até hoje, em 2021, ainda não percebemos a diversidade de raça e gênero da população brasileira nas produções audiovisuais seja na tv, cinema, publicidade e propaganda. Isso, ao longo do tempo, produz estereótipos e contribui diretamente para o apagamento e invisibilização da contribuição das pessoas negras na construção do Brasil e contribui com essa anomalia violenta que é o cotidiano brasileiro. Com a pandemia da COVID-19 escancarando ainda mais os abismos sociais do nosso país, mostrou-se ainda mais urgente que haja um compromisso e que esse projeto violento tenha um fim, pelo futuro do Brasil. ‘O Enigma da Energia Escura’ vem para contribuir com esse debate importante, pois precisamos romper com velhos padrões , no presente, para que o futuro seja diferente dos dias atuais. Só pela ficha técnica, esta produção, que é um sonho antigo, já nasce fazendo história, uma vez que não houve até hoje na história da TV brasileira uma série documental dirigida por três profissionais negros”, afirma Fióti.

A curadoria de temáticas foi feita de forma a ir ao cerne de questões fundamentais a serem compreendidas pela população brasileira. Estas temáticas servem de pilares que guiam a mensagem de um dos 05 episódios interdependentes. “Embora a gente parta de problemáticas a respeito da racialização dos seres humanos e das suas consequências na vida comum, não é uma série sobre o racismo. Eu diria que é um convite para que possamos compreender as raízes dessas problemáticas de maneira que possamos dar um destino diferente ao lugar em que vivemos“, complementa Emicida.

Ao criar uma narrativa que gera reflexão a partir de assuntos como economia e desigualdade racial; a história por trás dos blocos afros da Bahia (negritude, cultura e resistência) ; eugenia e branquitude; Falamos Pretuguês, não Português, de Lélia Gonzalez; e Sabedoria Ancestral, o programa expande os horizontes da audiência televisiva brasileira, tornando possível a identificação e a conexão desta com a sua afrodescendência por meio de uma linguagem rica, propositiva e dinâmica. Linguagem esta que está traduzida na série através dos recursos criativos utilizados, como ilustrações e motion grafics, que foram inspiradas nas obras dos grandes artistas, como Rubem Valentim e Abdias Nascimento.

A trilha sonora, por sua vez, é conduzida pela estética sonora do rap e da musicalidade afro-diaspórica, que vai de Drik Barbosa, Muzenza e Lazzo Matumbi a Racionais MC’s, Souto MC e Altay Veloso. As imagens de arquivos utilizadas contam com diversos acervos importantes responsáveis por guardar a memória da população negra brasileira – tais como a CultNe e Zumvi. Os episódios são construídos com esses elementos narrativos enquanto também acolhe grandes reflexões de pensadores como o professor e economista Helio Santos; a compositora e artista Margareth Menezes; a psicóloga e pesquisadora em

branquitude Lia Vainer; a professora de direito constitucional Thula Pires; a professora da UFF e Pesquisadora do Afro Flavia Rios; a rapper trans Winnit, entre outros.

Inaugurando um novo olhar sobre as temáticas negras na televisão brasileira, a série busca contribuir para construção de uma visão de sociedade mais coletiva, inclusiva, que represente a maioria da população do país e que, sobretudo, comece a romper com os pactos estruturais e institucionais que vem – há séculos – contribuindo com o apagamento e o extermínio da população negra e indígena, fazendo um país economicamente rico como o Brasil ser também um dos mais violentos e desiguais do mundo.

“Quando partimos de uma perspectiva não óbvia, para uma sociedade como a do Brasil, deixamos – aos poucos – de sermos reféns daqueles 4% de conhecimento e ampliamos a nossa forma de ver o mundo a fim de torná-lo um lugar melhor”, finaliza Emicida.

“O Enigma da Energia Escura”

Estreia: Quarta, dia 18 de agosto, às 23h30 Exibição: Quartas, às 23h30

FICHA TÉCNICA “O Enigma da Energia Escura 1ª Temporada”:

Uma produção Laboratório Fantasma Entretenimento Criado por – Emicida e Evandro Fióti

Apresentação e narração – Emicida

Produzido por – Evandro Fióti

Produção executiva – Emerson Dindo, Claudia Gonçalves, Raissa Fumagalli e Joelma Gonzaga

Direção geral – Day Rodrigues, Emílio Domingos , Mariana Luiza

Assistente de direção geral – Helenin Vitória, Arthur Britto

Assistente de direção de pós – Fran Cardoso

Assistente de produção executiva – Fran Cardoso

Coordenação de pesquisa da série – Felipe Oliveira Campos (Choco)

Assistente de pesquisa da série – Guilherme Botelho

Pesquisadores – Jessica Tavares, Guilherme Botelho, Milena Manfredini, Junior Sento Sé, Fabricio Motta, Mateus Alisson (Began)

Roteiristas – Luiz Santana, Thuan Mozarth, Myrza Muniz

Assistente de roteiro – Diogenes Silva

Convidados – Deivison (Nkosi) Faustino, Helio Santos, Luciano Gomes, Margareth Menezes, Angela Figueiredo, Weber Góes, Lia Vainer, Thula Pires, Flavia Rios, Winnit, Tiganá Santana, Gabriela Matos, Iyá Eleonora, Potyra e Urutau Guajajara

Identidade visual – Adriel N. Teles

Direção de animação, Animação e motion graphic – Alexandre De Maio

Motion – Carlos Carneiro

Designer motions – Lucas Rodrigues

Produção animação e motion – Stefanie Tiscordio

Ilustrações – Cecília Marins, UFlavioo

Direção musical – Emicida, Evandro Fióti Produção musical e sound design – Comando S Produtor musical – Serginho Rezende

Produtores musicais associados – Magno Vito, Ordep Lemos, Damien Seth, Lucas Rezende, Tiago Occilupo, Rodrigo Tuchê

Desenho de áudio e finalização – Fabiano Peixoto

Assistente de áudio – Zé Victor Pedroso

Coordenação – Elis Pedroso

Montadores – Duda Jiu, Yan Motta, Livia Goulart, Iris de Oliveira e Samya Carvalho

Assistentes de montagem – Marcelle Governatori, Felipe Manoel Fernandes, Henrique Filho, Diego Camara e Clau Rossatti

Pós-produção – CORE – Color Grading Services Supervisão de imagem – Marco Oliveira, ABC Coordenação de pós-produção – Natália Herrera Conform e masterização – Joana Reis (Joca)

Color grade – Marco Oliveira, ABC e Leco Marques

Equipe de gravação remota – convidados Direção de fotografia – Flávio Rebouças

Direção de produção – Camila Abade, Sabrina Bittencourt

Técnica de captação remota – Ficção Filmes – Salvador/BA

Técnicos de operação – Isaias dos Santos Alves, Gilmar Oliveira Correia

Blackbird Studio – São Paulo / SP

Operadores de câmera – Leandro Lima Vaz, Keiko Kataoka

Operador de streaming – Mohamed Hanjoura Técnica de captação remota – Zero Problemas Técnicos de operação – Jonathas Rodrigues

Técnica de captação remota – YOULE Gravação – Rio de Janeiro/ RJ Técnicos de operação – Alvinho

Equipe de set de gravação Direção – Day Rodrigues

Direção remota – Emilio Domingo e Marianna Luiza

Assistente de direção – Arthur Britto

Direção de fotografia – Fydell Botti

1º assistente de câmera – Vitor Silvano 2º assistente de câmera – Aline Juliet Direção de produção – Camila Abade

Produção de set – Camila Abade e Julio Benedito

Direção de arte – Annik Maas

Produção de arte – Alice Barcelos

Contrarregra de arte – Leonardo Sampaio Assistente de contrarregra de arte – Gustavo Prado Gaffer e maquinaria – Marcelo Latino

Assistente de maquinaria e elétrica – Dinho Guedes

Captação de som direto – Andressa Clain

Logger – Nikolas Santos Oliver Locação – Laboratório Fantasma Catering – In Casa Catering

Fotos still e divulgação – Jef Delgado Motorista de arte – Leandro FrotaCine Motorista Emicida – Almir Luciano de Abreu

Captação de imagens de cobertura – Fydell Botti, Yan Onawale

Transcrição de entrevistas – Sulamita Gonzaga, Tailane Muniz

Direção de clearance Laboratório Fantasma – Tiago Barbosa e Guilherme Nunes

Clearance – Cláudia Lima, Paula Gago, Olívia Buarque

Gerente operacional e financeiro – Tiago Freire Coordenador financeiro – Wanderley Pires Analista financeiro – Kleber Almeida Assistente financeiro – Nayara Filadoro

RH – Aline Silva

Gerente de marketing – Marcela Righi

Analista de gestão de projetos – Luciano Dantas Analista de planejamento estratégico – Regina Santana Social media – Maria Caroline Moreira, Caio Camilo Designers – Lucas Cândido , Lucas Xavier

Assessoria de imprensa Trovoa Comunicação – Carol Pascoal Assistente executiva Emicida e Evandro Fióti – Carolina Castro Revisão de créditos – Marina Santa Clara

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