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terça-feira, março 2, 2021

Tag: Emicida

A historiadora e militante negra Beatriz Nascimento (1942-1995), cuja vida e pensamento conduzem a narrativa do documentário 'Ôrí' (Foto: REPRODUÇÃO/ORI)

Antes de ‘AmarElo’ de Emicida, estes documentários já contavam a trajetória do negro no Brasil

"Tem um velho ditado iorubá que diz: 'Exu matou um pássaro ontem com uma pedra que só jogou hoje'. Esse ditado é a melhor forma de resumir o que eu tento fazer. Eu não sinto que eu vim, eu sinto que eu voltei. E que, de alguma forma, meus sonhos e minhas lutas começaram muito tempo antes da minha chegada." Assim o rapper Emicida, como é mais conhecido o paulistano Leandro Roque de Oliveira, abre o documentário AmarElo. Lançado em dezembro de 2020 na plataforma de streaming Netflix, o longa metragem celebra o legado da cultura negra brasileira, em meio aos bastidores do show de lançamento do álbum de mesmo nome do cantor, no Theatro Municipal de São Paulo. No filme, Emicida resgata a memória de ícones da história afro-brasileira, como o arquiteto escravizado Tebas da São Paulo do século 18; a Frente Negra Brasileira, primeira organização de ativismo negro ...

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Imagem: Júlia Rodrigues/Divulgação

Emicida e o direito de sermos quem somos

“Eu mudarei o curso da vida/Farei um altar para comunhão/Nele eu serei um com um/Até ver o ubuntu da emancipação/Porque eu descobri o segredo que me faz humano/Já não está mais perdido o elo/O amor é o segredo de tudo/E eu pinto tudo em amarelo.” (“Principia”, EMICIDA, faixa: 01: 2019) Este artigo começa com a seguinte afirmação: “AmarElo”, acima de ser um documentário, é expressão viva que se revela a nossa vista, acerca da experiência civilizatória afro-brasileira ao longo de nossa história. Referência seminal para qualquer pessoa que busque compreender o que é ser uma pessoa negra no Brasil, o que a afrodescendência representa em uma sociedade construída, desenvolvida e modernizada por ela, mas que vive e se reproduz através de um processo secular de poder que nega, persegue – numa fúria genocida física e mental – dessa mesma população. Renegar e enfrentar o racismo estrutural que nos mata, é ...

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(Foto: Divulgação/ Netflix)

AmarElo – É tudo pra ontem: um olhar reflexivo sobre o Brasil

Desde o lançamento do álbum AmarElo, o rapper Emicida realiza um projeto que é simultaneamente artístico e intelectual de leitura e criação de projetos do Brasil. O documentário “AmarElo – É tudo para ontem”, lançado pela plataforma de streaming Netflix no dia 8 de dezembro, é mais uma realização dessa face do trabalho do artista. A mescla da narrativa pessoal da construção do álbum com a memória de marcos históricos e culturais do Brasil incita um exercício cada vez mais necessário: a conciliação entre o conhecimento, a política e o afeto. Esse movimento é o que permite que o disco seja um encontro entre passado, presente e futuro, revisitando a história brasileira, os conflitos e possibilidades apresentados pelo presente e os futuros que o reconhecimento da coletividade e da interdependência permitem. “Tudo, tudo, tudo que nóiz têm é noiz.”. Emicida propõe uma expressão da brasilidade que parte das cosmopolitas margens ...

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Emicida canta AmarElo no Theatro Municipal de São Paulo em 2019 (Foto: Jef Delgado)

Em AmarElo – É Tudo Para Ontem, Emicida e Fióti dão aula de ficar para história – de fazer preto se orgulhar e branco pensar

"O que tentamos expandir é o grande direito de existir, mano. Não resistir. Resistir já é uma resposta, então a resistência já te coloca num lugar secundário, porque você precisa responder a uma estrutura. AmarElo é um grande manifesto pelos direitos de poder existir sem precisar responder à opressão" - Emicida. Emicida no Theatro Municipal de São Paulo em 2019 (Foto: Jef Delgado) Emicida chegará em 2021 subindo em um novo patamar da música brasileira. O rapper lança, em 8 de dezembro de 2020, o documentário AmarElo - É Tudo Para Ontem pela Netflix (produção de Evandro Fióti e direção de Fred Ouro Preto). À primeira vista, parece uma produção sobre o disco dele, lançado sob o mesmo nome em 2019, e o maravilhoso show de estreia no Theatro Municipal de São Paulo. Mas é muito além disso: é uma verdadeira aula de história digna de ...

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Chadwick Boseman - May/NurPhoto via Getty Images) (Cheriss May/NurPhoto via Getty Images)/Reprodução

10 discursos famosos para refletir sobre o racismo

É preciso falar sobre racismo. Seja nas redes sociais, no cinema ou na mesa do bar. O assunto é sério, antigo, mas ainda está presente no dia a dia. Atacando pessoas no Brasil e no mundo, ele está enraizado e pode se apresentar de uma maneira mais explícita por meio de comentários carregados de preconceitos e atitudes discriminatórias ou mesmo de forma velada em diálogos do dia a dia ou na falta de representatividade negra em diversas áreas. Por isso, o GUIA separou dez discursos marcantes para você refletir sobre o tema. Neles, é possível ouvir o relato de negros sobre o racismo, abordando os desafios tanto em suas carreiras quanto em suas vidas pessoais. Confira: Martin Luther King “Eu tenho um sonho de que um dia, nas colinas vermelhas da Geórgia, os filhos de ex-escravos e os filhos de ex-donos de escravos poderão sentar-se juntos à mesa da irmandade. ...

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Emicida: “Se você não se ofende ao ver pretos na miséria, tenha a fineza de ficar calado”

O grupo liderado por Kim Kataguiri divulgou uma imagem em que chama o rapper de “hipócrita” simplesmente por usar um terno de R$15 mil, como se negros de origem humilde não pudessem usufruir do dinheiro que conquistaram. Emicida, no entanto, não deixou barato e acabou com a discussão em três tweets. Confira no Revista Fórum O rapper paulista Emicida foi atacado esta semana por membros do Movimento Brasil Livre (MBL) com uma imagem divulgada nas redes sociais em que é chamado de”hipócrita” por usar um terno que vale R$15 mil, como se negros de origem humilde não pudessem usufruir do dinheiro que conquistaram. REPRODUÇÃO FACEBOOK “Ponto didático de hoje é: Se você não se ofende (ou até se ofende e não faz nada) ao ver pretos na miséria, tenha pelo menos a fineza de ficar calado quando ver eles em ternos de 15 mil”, escreveu. Em outro Tweet, Emicida ainda ...

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Foto: Filipe Borba/Divulgação

“Ser preto é ser barrado pelo segurança até mesmo quando é dono da sua marca no SPFW” diz Fióti, que comanda a marca Lab Fantasma com Emicida

O rapper Evandro Fióti, dono da marca Lab Fantasma, junto com seu irmão Emicida, relatou pelo Facebook, na noite desta terça-feira (29), um episódio de discriminação que teria sofrido na São Paulo Fashion Week, evento em que sua marca é um dos maiores destaques. no Revista Fórum Foto: Evandro Fióti/Facebook/Reprodução “Ser preto é ser barrado pelo segurança do evento até mesmo quando é da sua marca e com pulseira” , escreveu, poucas horas após o desfile de sua marca, que foi um dos principais e mais aguardados da semana. O caso chama atenção principalmente pelo fato de a Lab Fantasma ser uma das marcas mais inclusivas do evento e a que mais mantém e pratica a questão da diversidade e contra o preconceito. Na passarela, umuitos modelos negros e considerados “fora dos padrões” da moda, como Mc Carol e a rapper Drik Barbosa, que abriu o desfile. Historicamente a marca ainda ...

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FLIPELÔ: Em bate papo sobre poesia e protesto, Emicida e João Jorge discutem racismo

“Capitães de Areia talvez tenha sido o primeiro livro que eu li e me vi dentro da história”. A obra do baiano Jorge Amado é um dos pontos que liga a história do presidente do Olodum, João Jorge, à do rapper Emicida – dono da frase que dá início a essa matéria -, convidados da cantora Larissa Luz, durante o segundo dia de Flipelô, no Teatro Sesc Senac Pelourinho, nesta quinta-feira (10/8). Sob a temática “A Rua É Noiz – Poesia e Protesto”, os artistas problematizaram, brincaram e desabafaram sobre as dificuldades vividas na infância, que mais pareciam um dia comum para Pedro Bala. Por Aratu Online A Festa Literária Internacional do Pelourinho (Flipelô) abriu espaço para discutir racismo, poesia, protesto, empoderamento feminino, educação e música, em uma noite de casa lotada. João Jorge iniciou o bate-papo ao contar de suas primeiras referências literárias no período em que viveu entre ...

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‘O rap pode ser o que ele quiser’, diz Emicida; show será na Concha Acústica

Rapper paulista de 31 anos faz show domingo, na Concha Acústica, com abertura dos baianos OQuadro Por Doris Miranda, do Correio 24 Horas  Paulista, 31 anos, o rapper Emicida traz o show de Sobre Crianças, Quadris, Pesadelos e Lições de Casa (foto/José de Holanda/divulgação)  De uma viagem à África, o rapper paulista Emicida, 31 anos, concebeu o elogiado álbum Sobre Crianças, Quadris, Pesadelos e Lições de Casa. E, com ele, aproveitou para afiar ainda mais o discurso sobre identidade negra, desigualdade social, miscigenação. Mas, o disco lançado em 2015 já não é mais o mesmo no palco, como você verá no show que o artista faz domingo na Concha Acústica do TCA, com abertura de OQuadro. Em entrevista rapidinha ao CORREIO, Emicida explica o motivo e fala sobre a cena rapper no Brasil e em Portugal. Você já está rodando há tempos com a turnê de Sobre Crianças..., cujo show inclui ...

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Wilson das Neves celebra 80 anos no palco com Ney Matogrosso, BNegão e Emicida

A apresentação serádia 15 de dezembro, no Teatro Oi casa Grande Do Jornal do Brasil   Que o samba é o dom de Wilson das Neves não temos dúvidas. Profissionalizou-se baterista aos 18 anos e de lá pra cá nunca parou. Império Serrano de coração, torcedor do Flamengo e filho de Oxúm e Ossain, ele começou a observar a bateria ainda menino, nas festas na casa da tia na Praça Tiradentes e nos terreiros de candomblé. Os atabaques bem tocados chamavam sua atenção e ele pressentia que o instrumento já era parte dele. Neste show dia 15 de dezembro, a partir das 21h, no Teatro Oi Casa Grande, Wilson das Neves irá comemorar ao lado de amigos, parceiros de música e do público seus 80 anos, completados em junho deste ano, mas também seus 62 anos de carreira e os 100 anos do ritmo mais popular do Brasil, o samba. Além ...

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15ª Feira Preta: Shows de Emicida, MC Soffia, espaço kids e muito afro-empreendorismo marcam edição comemorativa

Com reconhecimento internacional e consagrada como um dos maiores eventos para comunidade negra no Brasil, a Feira Preta celebra os seus 15 anos, nesse domingo, dia 11, em São Paulo, com uma edição repleta de atividades para todos os público e claro, fazendo o black money girar. Por Silvia Nascimento Do Mundo Negro “Teremos uma programação riquíssima no domingo.  Lançamento de livros com as editoras Nandyala e Kitabu. Espaço infantil,  roda de samba em homenagem ao centenário do samba.  Palco musical com MC Sofia, clube do balanço contando a história do samba rock em um show musical. Fióti convida Emicida, As Bahias e A Cozinha Mineira, Mahumadi e finalizamos com o Baile Black Bom convida a Thulla Exposição de HQ e de ilustradores negros. Alem da presença de 100 afro empreendedores”, resume Adriana Barbosa, idealizadora da Feira Preta. O evento deste ano acontecerá no Espaço PRO-MAGNO, na Casa Verde bairro que possui a ...

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O caos político e o hip-hop em transe

Ídolos e jovens promessas do rap reúnem-se em um festival em São Paulo ignorado pela mídia e cercado pela polícia Por Pedro Alexandre Sanches Do Carta Capital Um jovem artista negro de 21 anos conta uma história autobiográfica para 14 mil espectadores em um palco gigante armado no estacionamento da Arena Corinthians, em Itaquera, zona leste de São Paulo. “Não tenho raiva do meu pai, não, já até o perdoei”, declama Léo Vinicius, que compõe com Gustavo Ferreira, de 19 anos, a dupla de rap NaFé, de Três Corações, interior de Minas Gerais. “Pai não é quem faz, todo mundo faz, isso é genética. Pai é mesmo quem cria, cuida, dá amor, isso é ética.” A letra do rap Agosto verbaliza a sensação ruim de atravessar o Dia dos Pais quando não se tem um. “Eu não queria pensão, queria atenção, talvez por isso o peso do refrão. Os amigos com ...

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(Foto: Imagem retirada do site Olho Magico)

Sim! Precisamos falar sobre o desfile da LAB, grife pessoal desenvolvida pelo rapper Emicida com seu irmão

Entre os dias 23 e 28/10, lançou a LAB, sua grife pessoal desenvolvida com seu irmão, o também músico Evandro Fióti, em parceria com o estilista João Pimenta, paulistano com forte pegada em alfaiataria e diretor criativo da West Coast. O cantor levantou com força a bandeira da representatividade e respeito através da primeira coleção da marca, intitulada ‘Yasuke’, alinhada com a diversidade dos consumidores da etiqueta lançada em 2008 como braço de moda do selo Laboratório Fantasma. Mas quem foi Yasuke? Foto: Imagem retirada do site Olho Magico Yasuke originalmente era um muçulmano nascido em Moçambique, que, após ter sido relegado à condição de escravo, foi levado ao Japão numa missão jesuítica em meados dos anos 1500, num território que hoje seria a cidade de Nagóia. Possuía cerca de 27 anos à época. Sua chegada causou furor em uma sociedade tão fechada numa época tão ...

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Preto e dinheiro são palavras rivais???

Por Bruno Rico Do Afro21 Precisamos aprender a reconhecer algo histórico, e nesta semana aconteceu algo pra lá de histórico, que foi o lançamento da marca Lab, do rapper Emicida e seu irmão Fióti, no maior evento de moda da América Latina, o São Paulo Fashion Week. O lançamento foi histórico por inúmeros motivos, o desfie conseguiu inserir praticamente todos os elementos que a galera da militância vive reclamando não ter, e quando tem, vem gente reclamar, e esse meu texto de hoje é direcionado especialmente pra essa galera. Primeiro é importante que se diga que a Laboratório Fantasma já existe há um bom tempo no mercado, ela funciona como gravadora, produtora, veículo cultural e etc.; posso dizer que estou falando de um coletivo criado para promover o hip-hop, cultura urbana e negra no geral, além de outras coisas mais, e dessas coisas mais surgiu uma marca de roupa, que até ...

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Foto: Imagem retirada do site O ultimo Black Power

Conheça Akeen Dos Santos: O modelo Plus Size Negro que bombou no desfile do Emicida

Quem está acompanhando a  42ª edição da  SPFW, maior semana de moda do Brasil, está ligado que o desfile da LAB, dos irmãos do rap Emicida e Fioti, foi o desfile que mais bombou e causou polêmica na time line do Facebook de todo mundo que lê esse blog. Eles deram um show de representatividade na passarela com um time de modelos completamente fora do padrão eurocêntrico e entre todos os modelos , quem roubou a cena foi o belíssimo modelo Plus size Akeen Dos Santos, 24 anos. Afinal, em quantos desfiles da SPFW você  já viu um modelo masculino gordo? E além de gordo Negro? Sim mores, o Akeen tá sendo pioneiro e certamente vai abrir a discussão para falta de representatividade gorda na moda masculina. E pensando nisso decidimos entrevistá-lo pra saber um pouco mais sobre ele e sobre como é ser um modelo Plus Size Negro. Fiquem ...

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A emocionante estreia de Emicida na SPFW

Com sua marca LAB, o rapper levantou a bandeira da diversidade Por Maria Rita Alonso e Anna Rombino Do Estadão Acabou emocionante o segundo dia de desfiles da São Paulo Fashion Week. Marca estreante na semana, a LAB, dos rappers Emicida e Evandro Fióti, trouxe atitude, diversidade, música boa e, sobretudo, uma moda autêntica para a passarela. Era o que faltava para o evento. Com uma entrada triunfante, Emicida surgiu cantando a trilha feita especialmente para o desfile. Na passarela, a maioria dos modelos eram negros. Alguns eram gordos. Uns tinham impressionantes cabelos black power, enquanto outros apareceram quase carecas. Incluindo as meninas. Havia uma fúria na maneira de desfilar e uma postura altiva. O músico Seu Jorge participou do desfile vestindo uma saia longa plissada e um moletom. O look resumiu bem o tom da coleção. “Sou uma mistura de referências muito bagunçada”, diz Emicida. “Partimos da inspiração de um ...

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Conheça a história das mulheres que estão no novo clipe do Emicida: “Chapa”

“Meu filho Johnathan de Oliveira Lima de 19 anos, saiu no dia 14 de maio de 2014 para levar a namorada em casa. Ele disse: ‘Mãe, vou levar a Ingrid’’’. Depois desse diálogo, Ana Paula Gomes, 39 anos, pedagoga, ainda espera pelo julgamento do caso de seu filho, baleado pelas costas por um policial militar em Manguinhos, bairro da Zona Norte do Rio de Janeiro. Ela e outras quatro mulheres que integram o movimento Mães de Maio participam do novo clipe do rapper Emicida. A música “Chapa” versa sobre saudade e a ausência de um ente querido. Do  Nos mulheres da periferia O Nós, mulheres da periferia foi convidado pelo movimento Mães de Maio para acompanhar a gravação e teve a oportunidade de entrevistar com exclusividade três mulheres que fazem parte de clipe. Antes e durante a filmagem, conversaram muito e cuidaram uma da outra, no sentido de se preocuparem ...

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Um possível chapa, Emicida lança clipe com mulheres que tiveram filhos mortos por PMs

Leandro Roque de Oliveira, o rapper Emicida, lançou nesta quarta-feira (31) o videoclipe da música “Chapa” em conjunto com as Mães de Maio. Em entrevista exclusiva à Ponte Jornalismo, o cantor afirmou que a letra, que teve a composição terminada em Cabo Verde, na África, retrata a saudade. E a ânsia de um retorno de um ente querido. por Luís Adorno, do Ponte Emicida concede entrevista exclusiva à Ponte Jornalismo A ideia inicial não era ter uma letra ácida, que remetesse diretamente às famílias brasileiras vítimas de violência do Estado. Emicida teve como uma de suas inspirações para escrever a letra justamente o povo de Cabo Verde. Seus anseios e história, que deixaram marcas muito fortes presentes naquele povoado até hoje. Videoclipe da música “Chapa” — No entanto, a música representa essas pessoas . Normalmente, e até penso isso nos shows, quando canto uma música, homenageio uma ou outra pessoa. Em ...

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Emicida solta o verbo contra Michel Temer, o racismo, problemas sociais e , claro, fala de música, amor pela mãe e a turnê internacional

Antes de se apresentar no Circo Voador, neste sábado, Emicida conversou com exclusividade com o site sobre temas como Michel Temer, racismo, a importância de sua mãe e a turnê internacional que começa ainda em junho. " Entendi rápido o jogo, tive minha fase dos dilemas, mas trabalho na velocidade da fome, saca?" Por  Junior de Paula, do HELOISA TOLIPAN Emicida é mais do que um rapaz da periferia de São Paulo que ganhou o mundo. Emicida é essencial. E aqui não estamos falando só do seu inegável valor musical que vai muito além do universo do hip hop de onde ele surgiu. Estamos falando também das questões que ele levanta, do seu discurso afiado e contemporâneo e da vontade de colocar o foco da discussão onde realmente interessa. Emicida é o futuro, é a palavra certa na hora exata, é a voz que, quase sempre, falta aos artistas brasileiros, quase ...

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A democracia, a surdez e por que (infelizmente) nossos motivos pra lutar ainda são os mesmos

Muitas coisas acontecem em dez anos, inclusive nada. Por EMICIDA, no Ponte  Num Brasil de desesperanças que covardemente amplia os poderes de seus bandidos favoritos, permitindo por exemplo que a lógica de extermínio das forças de segurança paulista se estenda para o território nacional, precisamos saber se estamos fazendo as perguntas corretas. Na última década, colocamos mais pretos e favelados em formaturas, em penitenciárias ou em caixões? Creio que este "Freakonomics" macabro confirmaria a velha frase de Getúlio Vargas: "Quase sempre é fácil encontrar a verdade, difícil é depois de encontrá-la não tentar fugir dela". Lotamos as ruas para gritar por democracia, mas também tenho me dado a liberdade de perguntar: quão longe um fruto pode cair do pé? Digo isso porque o sistema político do qual (não) desfrutamos é filho de uma democracia que nasceu na cidade grega de Atenas. Onde os poderes eram controlados por eupátridas, uma elite composta ...

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