ENEM: Instrumento valorizado

– Fonte: Zero Hora

DIVULGAÇÃO/ENEM

O Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) caminha para transformar-se no mais importante instrumento de avaliação de desempenho na educação brasileira, capaz de medir a qualidade do sistema e de impulsionar sua qualificação. Com a decisão do governo de torná-lo obrigatório para os egressos de escolas públicas e com a opção da maioria das universidades federais de adotá-lo como padrão de ingresso, substituindo os vestibulares, o Enem passa a ganhar um papel estratégico para a própria administração do ensino no país. O Ministério da Educação anunciou no fim da semana passada que, das 55 universidades federais, 35 já aderiram ao Enem em seus processos seletivos, total ou parcialmente, e outras ainda discutem a adesão em seus conselhos universitários.

As avaliações representam, no contexto recente da administração da educação brasileira, um fator decisivo e modernizador. Instituídas há menos de duas décadas, passaram de uma fase de contestação e de ceticismo inicial, para firmar-se como um instrumento múltiplo, capaz de permitir planejamento por parte das autoridades federais e estaduais, além de ser próprio para identificar problemas de currículo, de formação de professores e de desempenho dos alunos. A decisão de transformar os resultados do Enem em critério de seleção para escolas de terceiro grau foi o passo seguinte decisivo para a confirmação da importância dessa avaliação.

Com a implantação do Enem obrigatório e sua adoção por importantes universidades, o governo federal cumpre seu papel como formulador das grandes diretrizes educacionais do país e, supletivamente, de indutor do combate à desigualdade numa área em que ela historicamente ocorre. No momento em que o país cumpre o primeiro de seus objetivos nacionais, o da universalização do acesso à escola, a qualidade passa a ser o desafio urgente e inadiável. Nessa empreitada, o sistema de avaliação cumpre um papel insubstituível. Embora ainda enfrentem boicotes eventuais, tanto o Enem quanto o Enade (Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes do Ensino Superior) firmaram-se como mecanismos indispensáveis de política educacional. A resistência que eventualmente ainda subsiste contra sua realização não é representativa nem dotada de coerência. O Brasil não pode abrir mão dos esforços para conquistar padrões qualificados em todas as áreas do ensino – do Fundamental ao Superior e ao da pós-graduação. Dessa expansão da qualidade depende não apenas a ascensão social do país, mas também a conquista de uma ferramenta cada vez mais indispensável para o próprio desenvolvimento econômico.

Matéria original: Instrumento valorizado

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