Escritor ministra curso sobre Literatura Infantil Africana na Casa de Cultura Josué Montello

 

A Casa de Cultura Josué Montello sede seu auditório para dois mini cursos com o professor, escritor e contador de histórias Celso Sisto. Nesta quinta-feira (15), aconteceu o primeiro minicurso com o tema “Palavra-Patuá: A Literatura Infantil Africana”. Para esta segunda-feira (16), o tema “É de Kilundu, Kianda e Mbondo a Palavra que me Corre Nas Veias”. Os cursos aconteceram em dois turnos, pela manhã das 8h às 12h e a tarde das 14h às 18h.

Ilustração de Élodie Nouhen

Realizado pela Biblioteca Pública Benedito Leite (BPBL)e promovida pela Secretaria de Estado da Cultura do Maranhão (Secma), em parceria com o PROLER e a Fundação Biblioteca Nacional, o minicurso tem como público-alvo professores, educadores, gestores de bibliotecas, mediadores em geral inspirados no livro e na leitura. Objetivando

O evento é mais uma ação do programa de formação de mediadores que o PROLER estadual e nacional está realizando em todo o país. Segundo a coordenadora estadual do PROLER e Diretora da BPBL, Rosa Maria Ferreira Lima, o objetivo “é instrumentar mediadores para que possam melhor desenvolver a tarefa de incentivo à leitura, visando à formação de uma sociedade leitora e crítica”

No curso “Palavra-Patuá: A Literatura Infantil Africana”, o escritor Celso Sisto enfatiza os elementos africanos fundamentais na literatura, na musicalidade, na poética, no imaginário e na sonoridade. Com o intuito de esclarecer e estabelecer diferenças entre a literatura infantil africana e a brasileira, o professor Celso mostra histórias, contos e músicas puramente africanas como forma de exemplificar as diferenças no estudo literário entre as diferentes culturas.

No segundo minicurso “É de Kilundu, Kianda e Mbondo a Palavra que me Corre Nas Veias”, o contador de histórias explica as “palavras bonitas” que fazem parte do tema do mini curso, dizendo que são palavras africanas em que Kilundu significa ancestrais, Kianda seria rainha das águas, e Mbondo são as árvores. Voltado à oralidade, ancestralidade, religiosidade, entre outros elementos fundamentais nos trabalhos orais são alguns aspectos abordados no mini curso. Para encerrar os mini cursos, o escritor, ilustrador e Doutor Celso Sisto estará autografando seus mais de 50 livros para os presentes no evento.

Para Michele Melo, turismóloga com interesses no setor de leituras para crianças, os minicursos são muito dinâmicos. “No início o professor perguntou o nome de cada um que estava presente, querendo saber também o interesse dos mesmos para com os cursos”. Há interação com os alunos durante todo o evento. Ângela Mendes, técnica e bibliotecária, afirmou seu interesse nos cursos e a bibliotecária Irajane Nunes disse que a experiência foi gratificante, pois o professor apresentou-lhes autores africanos, além das músicas e literaturas africanas.

O escritor

O ministrante do curso, Censo Sisto, é escritor, ilustrador, contador de histórias do grupo Morandubetá (RJ), especialista em literatura infantil e juvenil pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), mestre em Literatura Brasileira pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e Doutor em Teoria da Literatura pela Pontifícia universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC-RS).

Recebeu prêmios de autor revelação em 1994 com o livro Ver-de-ver-meu-pai (Editora Nova Fronteira) e de ilustrador revelação em 1999 com o livro Francisco Gabiroba Tabajara Tupã (Editora EDC), prêmios concedidos pela Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil (FNLIJ), segundo referências biográficas no site do próprio escritor.

Respondendo a pergunta sobre o surgimento do interesse nos estudos na África, Celso Sisto, que escreve literatura infantil há mais de 20 anos, confessa que foi inspirado em sua professora africana Inocência Mata nas aulas da Universidade de Lisboa.

Interessando-se pela cultura e literatura, passou 2 anos a pesquisar no continente africano. Ao final, os estudos resultaram em sua tese de doutorado, e a escrita do livro “Mãe África” da editora Paulus, contando sobre histórias populares africanas, são 29 histórias, entre elas, contos, fábulas, mitos e lendas retratados na obra.

 

 

 

Fonte: O Quarto Poder

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