sábado, setembro 18, 2021
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Esposa de policial acusado de homicídio de homem negro nos EUA pede divórcio

Kellie Chauvin, que tem a coroa do Mrs. Minnesota e representou o estado na edição nacional do concurso de beleza, pediu divórcio de Derek Chauvin, policial que está preso sob a acusação de homicídio de George Floyd e causou uma série de protestos contra o racismo pelos Estados Unidos nos ultimos dias – e também saques e violência nas ruas da cidade da cidade da ocorrência: Minneapolis. Os advogados de Kellie reportaram à imprensa do país, incluindo o jornal New York Post, que estão buscando a dissolução do casamento com Chauvin o mais rápido possível.

“Ela está arrasada com a morte de Floyd. Sente muito pela família dele, seus entes queridos e em todos que estão sofrendo”, aponta uma declaração em nome dela e da família. Kellie não tem filhos com Derek Chauvin e não foi informado quanto tempo eles estão juntos.

O Mrs. America é um concurso de beleza em que é permitida a participação apenas de mulheres casadas. A atual vencedora é Camille Schrier, do estado da Virgínia.

Derek Chauvin foi demitido das forças policiais e preso sob a acusação de homicídio de George Floyd. A maior prova do caso é um vídeo em que Chauvin coloca o joelho sob o pescoço da vítima por vários minutos durante uma prisão no feriado do Memorial Day norte-americano sob a suspeita de falsificação. Floyd dizia repetidas vezes que não conseguia respirar e as pessoas em volta pediam para que o policial parasse com a abordagem violenta. Os outros policiais que estavam com ele também perderam o emprego, mas não foram acusados do crime.

O vídeo provocou uma série de manifestações pelos EUA e declarações de celebridades de Hollywood, usando-o como exemplo do preconceito contra negros no país e a discriminação a eles feita pela justiça e forças policiais. John Boyega, astro de ‘Star Wars’, Jamie Foxx, Oprah Winfrey e Lewis Hamilton, por exemplo, se manifestaram pelas redes sociais.

Na cidade de Minneapolis, uma delegacia foi incendiada durante a revolta. Foram relatados confrontos violentos também em Atlanta, Nova York e Washington.

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