EUA: todos os jogadores de Futebol Americano admitem terem sofrido racismo

Uma pesquisa com os jogadores de Liga Nacional de Futebol Americano (NFL), neste mês de fevereiro, mês da consciência negra nos EUA, realizada pela agência AP, mostrou que praticamente todos os jogadores negros da liga, 56 entre 59 haviam sofrido diretamente alguma forma de perseguição ou violência policial por ser negro, o que chamam “racial profiling”, os outros se não sofreram diretamente conhecem quem sofreu. O que mostra o por que dos protestos dos atletas que vem acontecendo desde 2016.

Do Causa Operaria 

Thearon W. Henderson/ Getty Images/ AFP

Os relatos dos abusos vão deste abordagem policial violenta, ameaça com arma de fogo, perseguição por estar dirigindo um carro de luxo e ser negro etc., coisa que os negros brasileiros conhecem bem. O fato de serem negros os transformam em vítimas imediatas do Estado Norte Americano, independentemente de sua condição financeira. O EUA é claramente um Estado racista, no sentido mais próprio do termo, ou seja um Estado que subjuga; que oprime, que explora um setor da população, no caso os negros, em benefício de outro, os brancos. A situação do negro norte americano, assim como no Brasil, é similar a de nacionalidade oprimida pelo Estado nacional.

Os jogadores da NFL vem se manifestando e protestando contra  a situação do negro nos EUA, sobretudo, contra os assassinatos cometidos contra negros pela polícia, o que abriu uma crise com o presidente Donald Trump.

Em 2016 o jogador Colin Kaepernick, sentou-se durante a execução do hino nacional na pré-temporada. Segundo Colin:

“Eu não vou levantar para demonstrar orgulho pela bandeira de um país que oprime pessoas negras e pessoas de cor”.

Essa forma de manifestação seguiu-se ao longo de 2017, boa parte dos jogadores negros, ou ajoelhava, ou ficava fora do campo ou nem mesmo saiam dos vestiário durante a execução do Hino que precede o início das temporadas e partidas. Esse protesto alcançou também outros esportes, como o beisebol e atividades, como os músicos  Stevie Wonder, John Legend e Pharrell Williams que também se manifestaram em seus respectivos shows.

O presidente dos EUA, em resposta às manifestações, disse em sua conta no Twitter:

“Se os fãs da NFL se recusassem a ir às partidas até que os jogadores deixassem de faltar com o respeito à nossa bandeira e ao nosso país, veríamos uma mudança rápida. Que sejam demitidos ou suspensos”.

A ação do presidente fascista gerou também inúmeras solidariedades com os jogadores, os protestos dos jogadores vem diminuindo, também devido as perseguições, porém a necessidade da luta dos negros contra a opressão racial é tão candente como sempre foi

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