sexta-feira, janeiro 14, 2022
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Ex-arcebispo Desmond Tutu celebra missa em homenagem a Mandela

“Deus, obrigado pelo presente de Madiba. Obrigado, porque ele nos permitiu saber o que podemos nos tornar. Vamos dar a ele o presente de uma África do Sul unida e única.” Ao celebrar uma missa especial na Catedral Anglicana de São Jorge, na Cidade do Cabo, o ex-arcebispo Desmond Tutu expressou dois sentimentos que se repetiriam entre líderes religiosos e personalidades de todo o mundo, independentemente da fé: gratidão e reconhecimento. Companheiro da luta antiapartheid de Nelson Mandela, Tutu lembrou que o amigo “se tornou um ícone e um símbolo global da reconciliação”. “Nós queremos montar um memorial para ele. Eu acho que vocês, na condição de sul-africanos, querem a memória dele”, afirmou, visivelmente emocionado, ao lado de uma fotografia do amigo de longa data.

O papa Francisco também prestou uma homenagem a Madiba, ao enviar um telegrama para o presidente da África do Sul, Jacob Zuma. “Ao encomendar a alma do falecido para a infinita misericórdia de Deus Todo-Poderoso, eu peço ao Senhor para consolar e fortalecer todos os que choram sua perda. Rendo tributos ao compromisso resoluto mostrado por Nelson Mandela na promoção da dignidade humana de todos os cidadãos da nação e ao forjar uma nova África do Sul, construída sobre as firmes bases da não violência, da reconciliação e da verdade”, escreveu o pontífice. O líder católico também expressou o desejo de que o exemplo de Mandela inspire gerações de sul-africanos a colocarem justiça e o bem comum à frente das aspirações políticas. “Com esses sentimentos, eu invoco sobre todo o povo da África do Sul presentes de paz e de prosperidade”, acrescentou Francisco em sua mensagem.

Por meio de uma carta enviada à família de Madiba, o líder tibetano dalai-lama afirmou que sentirá “saudades” de seu “amigo querido”. “Um homem de coragem, de princípios e de integridade inquestionável”, escreveu o Prêmio Nobel da Paz, assim como Mandela. Em sua página na internet, dalai-lama também citou o líder sul-africano. “Sua Santidade disse que ele pessoalmente sente falta de um amigo querido, que tinha a esperança de encontrá-lo novamente e por quem ele tinha grande admiração e respeito”, afirma o comunicado. Em 2011, o budista teve um visto de entrada na África do Sul negado por engano, depois de receber um convite para proferir uma aula inaugural pelo 80º aniversário de Desmond Tutu.

 

 

 

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